NOME DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
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- Milton Paixão Ribas
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1 1 NOME DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO Identidade e presença do Mistério do Único Um estudo introdutório a respeito da Teologia do Nome de Deus no Antigo Testamento e suas múltiplas possiblidades. Sugestão de soluções e perspectivas de investigação. Mauro Negro* Uma questão importante e que muitas vezes não se observa nos estudos que bíblicos, tanto nos cursos livres quanto nas graduações, é sobre o Nome de Deus. A recente proposta da Igreja Católica em valorizar o mês da Bíblia com alguns episódios do ciclo de Moisés no Êxodo despertou interesse em alguns (CNBB, 2011, p. 9), mas ainda não a ponto disto ser um tema de formação cristã. É necessário estudar o tema, pois o Decálogo cultual, no segundo mandamento ordena, como se lê em Êxodo 20,7: Não pronunciarás em vão o nome do Senhor teu Deus, pois o Senhor não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome. Sobre esta questão muitos já pensaram e já se escreveu. O problema foi sentido, talvez pela primeira vez, quando da tradução conhecida como Septuaginta. A opção foi a transposição do tetragrama sagrado hwhy, uma forma verbal que se translitera 1 de diversos modos e que aqui se propõe como YHWH, para um substantivo, Ku,rioj, que se traduz por Senhor 2. A solução pareceu adequada e parece ser ainda a mais usada. Entre uma forma verbal e um substantivo existe uma notável diferença. Ela interfere na compreensão da identidade de Deus? E em qual sentido esta identificação de Deus tem peso teológico no conjunto do Antigo Testamento? A menção ao Nome de Deus encontra-se em muitos lugares no Antigo Testamento (HARRIS; ARCHER; WALTKE, 1998, p. 345) 3. Do ponto de vista narrativo ela adquire grande importância em Êxodo 3,15, onde se lê: Disse Deus a Moisés: Eu sou aquele que é! Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou até vós. Disse Deus ainda a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó me enviou até vós. Este é o meu nome para sempre, e esta será a minha lembrança de geração em geração.
2 2 Note-se que, no Livro do Apocalipse, o autor desejou fazer uma nova interpretação do Nome sagrado. Em 1,8 a visão declara para o vidente: Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus. Aquele-que-é, Aquele-que-era e Aquele-que-vem, o Todo-poderoso. O conjunto de sintagmas Aquele-que-é, Aquele-que-era e Aquele-que-vem, que na Bíblia de Jerusalém está entre parênteses, parece ser uma nova interpretação do Nome do Altíssimo 4. Um pronome demonstrativo repetido três vezes com uma conjugação básica do verbo ser. Sugere ser alguém ( Aquele ) que possui a existência em si, pois, além disso, é o Todo-poderoso, que na tradição cristã é o Pantocrator 5. Qual foi a evolução deste conjunto de conceitos? Qual o alcance deste conceito do Nome de Deus e como posicioná-lo dentro do conjunto da Revelação 6? 1.1 Horizonte 1. O contexto Encontra-se em Êxodo 3,13 15 a seguinte perícope que aqui está transcrita segundo a tradução da Bíblia de Jerusalém 7 : v. 13 Moisés disse a Deus: Quando eu for aos filhos de Israel e disser: O Deus de vossos pais me enviou até vós ; e me perguntarem: Qual é o seu nome?, que direi? v. 14 Disse Deus a Moisés: Eu sou aquele que é! Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou até vós. v. 15 Disse Deus ainda a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó me enviou até vós. Este é o meu nome para sempre, e esta será a minha lembrança de geração em geração. Esta perícope está no episódio que, em geral, é intitulado Vocação de Moisés. Trata-se de Êxodo 2,23 4,18 e é uma inclusão. Inicia com Moisés indo apascentar o rebanho de seu sogro Jetro e termina com a permissão do mesmo Jetro dada a Moisés para que ele vá até o Faraó buscando a libertação do povo dos hebreus. 3,1 Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã.
3 3 4,18 Saindo, Moisés voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse: Deixa-me ir e voltar a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Entre estes dois versículos encontra-se o chamado de Moisés para o exercício de uma missão muito especial: a libertação do Povo de Israel 8. É o primeiro relato de sua vocação, que ambienta a teofania da sarça ardente e todos os elementos que a compõem 9. Grandiosidade, espanto, expectativa, ordens, diálogos impressionantes. O texto é um modo mítico de descrever o nascimento de um personagem decisivo na história. Antes disso, ele é preparado para ser marcante, pois ao redor de Moisés cria-se uma atmosfera de dificuldades, de provações e até de fatos improváveis ou surpreendentes. 1.2 Em tempos de crise, um líder Um menino do grupo dos que deviam morrer, por ordem do Faraó (1,15 16) é salvo pela filha do Faraó (2,9) e cresce na corte do rei do Egito (2,10 11). Sem mais informações sobre a infância e adolescência do personagem o texto remete ao Moisés já adulto. Ele sai, supõe-se que do palácio do rei e da corte do Egito, e encontrase com seu povo que sofre (2,11). Em um momento de fraqueza ele mata um egípcio (2,12) e torna-se um foragido (2,13 15). De sobrevivente a protegido e privilegiado ele se passa a renegado. Ele próprio se define um imigrante em terra estrangeira (2,22) 10. A figura de Moisés vai sendo construída com notável rapidez e com tanta habilidade que não se percebe algo evidente: ele é um desconhecido! 11 Suas influencias, possíveis leituras, informações e habilidades são silenciadas. Embora ele seja o superlíder de um grupo de ex-escravos, não é conhecido pelos mesmos. O autor de Êxodo não tem interesse em construir nas minúcias o personagem. Tem o interesse, isso sim, de propor algo novo que o personagem vai assimilar e legitimar. A liderança perante os Hebreus e a identidade do Deus que deseja gerar a salvação. Esta é a perícope em questão e seu elemento mais destacado é a revelação 12 do Nome de Deus. 1.3 Dois relatos
4 4 Há outro relato de vocação de Moisés em Êxodo 6,2 30, de tradição sacerdotal. Neste relato, ao invés do que é apresentado no primeiro, Moisés é retratado de modo imediato e sua vocação, o chamado para a libertação dos Hebreus do Egito, é objetiva. Achim Buckenmaier (2010, p. 20) comenta, ainda que de passagem: Não é o facto de ter uma origem nobre, não é o direito de primogenitura ou a ilimitada plenitude de um rei-deus que dá a uma pessoa uma dignidade inusitada e torna o seu nome inesquecível, mas sim a sua fé, sua orientação seguindo os desejos de Deus, a ajuda por ela enviada ao Povo de Deus. 13 Deus se comunica com o personagem por via de uma certeza interior ou pelos sinais que lhe são apresentados. Deus falou a Moisés e lhe disse: Eu sou YHWH (6,2) O texto é tão bem elaborado que não se percebe com facilidade que se trata de outro relato de vocação. Se o outro relato é mais elaborado, com mais imagens e opções narrativas, este é simples, imediato. E por isso mesmo pouco acrescenta ao personagem. O que acrescenta parece estar na genealogia 14, embora existam também pontos que vão gerar dificuldades narrativas 15. Apesar destas poucas informações ou por conta delas mesmo, Moisés, como todos os outros personagens da Escritura, é um desconhecido. A seu respeito o que é importante é a identidade que assume e a missão que realiza. 1.4 Verossimilhança e teologia Entre os dois relatos, o mais verossímil parece ser o segundo, onde Moisés é apresentado como um líder do povo dos Hebreus. Se ele é também hebreu ou não isto não é possível de ser visualizado. Mas é um líder que sente a necessidade de realizar uma missão específica: libertar os hebreus. Mas é no primeiro relato de vocação que encontram-se elementos interessantes do ponto de vista teológico. Ali A longa seção de 3,1 4,18 é bem mais rica de elementos narrativos. Em seu meio encontra-se a perícope de 3,13 15 que interessa para a questão do Nome de Deus. Sua presença dentro do longo episódio do primeiro relato da vocação de Moisés tem uma dupla função. [1] Identificar o Deus que se revela a Moisés com o Deus que antes já havia se revelado a Abraão, a Isaac e a Jacó, os Patriarcas. Aqui está uma proposta de crise a escolha de um caminho ou de uma fórmula de Fé, expressa por um paradigma anterior, o Deus dos Pais.
5 5 [2] Identificar que Deus é este que se deu a conhecer aos Patriarcas e agora retorna para libertar seu Povo das opressões do Egito. Especialmente da opressão fundamental: os vários deuses que exigem a liberdade humana. Aqui está a proposta de superação a adesão a um projeto que é continuidade do anterior, o referente ao Deus dos Pais, mas que é específico. A unicidade de Deus é a grande novidade Egito: muitos deuses e poderes O povo do Egito, como todos os povos na antiguidade, cultuavam deuses 17. Eles eram representados por estátuas e para elas se faziam templos. O próprio rei do Egito, que a Bíblia chama de Faraó, era um deus que devia organizar o culto, patrocinar festas e prover que os todos os deuses do panteão egípcio fossem lembrados e servidos. A falta deste cuidado poderia por em risco o equilíbrio do mundo. Sendo ele próprio era uma espécie de emanação de deus, devia ser venerado de alguma forma. Sua pessoa transcendia os simples mortais e suas origens eram remotas. Para deixar isto tudo muito claro alguns Faraós, além dos templos e lugares de culto para os deuses, mandaram construir túmulos gigantescos para si. As pirâmides que se veem são testemunhos de um tempo no qual deuses e mortais dividiam o universo e as paixões. Com tudo isso os Faraós afirmavam muitas coisas sua grandiosidade, importância, riqueza e poder; a organização que existia no seu tempo, o prestígio que impunham sobre todos, etc. O Egito era uma nação na qual se vivia ao redor de diversos deuses e deusas 18. Os sacerdotes destes deuses e o próprio Faraó interpretavam o que eles desejavam e o povo devia executar obras, levantar templos e manter o culto. Era uma nação intensamente religiosa, portanto, que vivia à sombra da poderosa ideia de ma at. E esta instituição do ma at é de tal maneira forte, profunda, duradoira que perpassa ( ) toda a sugestiva seqüência testemunhal da qual obtemos indicações e notícias acerca da religião egípcia e do seu desenvolvimento (ADRIANI, p. 59). A vida de cada pessoa era marcada pela religião que não era um momento na vida, de Sábado ou Domingo, mas era o centro da vida. Ela estava no centro das decisões políticas, econômicas, sociais e, é claro, religiosas. Tudo era religioso! Os deuses ocupavam postos de comando e até de caprichos e mesquinhez nas várias ocasiões da vida humana. Cultuar os deuses era uma obrigação para todo egípcio.
6 6 Se ele não o fizesse coisas ruins poderiam acontecer. A religião era um modo de controlar as pessoas. Os poderosos sempre souberam que, se falarem em nome de si mesmos, poderão ser ouvidos, mas se falarem em nome de uma divindade serão muito mais seguidos. É a palavra da divindade que vale para os crédulos e duvidar da pessoa que a disse é duvidar do deus que lhe comunicou. E isto, nesta mentalidade, é algo péssimo. É neste sentido que em Êxodo 7,1 encontra-se uma afirmação curiosa, que pode criar confusão em leitores menos avisados: O Senhor disse a Moisés: Eis que te fiz como um deus para Faraó, e Aarão, teu irmão, será o teu profeta. Esta afirmação pode ser vista em sequencia ao segundo relato da vocação de Moisés (6,2 30), o que parece mais lógico. Mas pode também ser a sequencia do primeiro relato (3,1 4,18), especialmente se a ruptura entre os dois não for notada, o que normalmente ocorre na leitura 19. De um modo ou de outro o que chama a atenção é a identidade que Moisés assume perante Faraó: ele é como um deus. Somente assim será ouvido pelo Faraó que não dá ouvidos a escravos, sejam eles líderes do grupo étnico que representam sejam eles fugitivos. O embate entre Faraó e Moisés, descrito de modo dramático entre os capítulos sete e doze do Livro do Êxodo é uma briga entre deuses o deus Faraó, que deve deixar claro seu poder, e o deus Moisés, que aos olhos dos egípcios (é isto que o texto deseja demonstrar) não tem todo o poder que Faraó possui, mas vai perder, no final, a peleja. 3. Monoteísmo 3.1 A novidade A grande novidade que Moisés e o Êxodo irão trazer para toda a Bíblia será a ideia do monoteísmo. Entre tantos deuses e deusas cultuados no Egito e que escravizavam ao Povo de Deus, os Hebreus terão um Deus, o único Deus, revelado a Moisés, que irá libertar seu Povo. Mas este Deus não é desconhecido ou não é mais um deus que aparece entre tantos que estão no Egito, um querendo ser melhor do que o outro Este Deus é o mesmo Deus da origem do Povo de Israel: é o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. Em Gênesis ele era o Deus do clã, o Deus de um pequeno grupo humano de transumância. Em Êxodo ele é o Único Deus, que deve ser ouvido e seguido.
7 7 3.2 O Deus dos Pais Isto é muito importante para a compreensão do Nome de Deus. O Deus que se dá a conhecer é o mesmo Deus que antes já havia sido revelado aos Patriarcas. A mensagem que o leitor destes textos deve entender é que Deus não deixou seu Povo. Ele está agindo na História e fazendo a História da Salvação acontecer. Em Êxodo 3,15 este Deus afirma e ordena a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó me enviou até vós. Isto é sinal de continuação da História da Salvação. Deus não está surdo aos gritos de seu Povo no Egito. Ele é o mesmo Deus antes revelado aos Pais, os Patriarcas. Para ser claro a todos os leitores, é o Deus de Abraão, de Isaac e o Deus de Jacó. A continuidade da Revelação deste Deus implica em uma nova adesão a Ele. Assim como os Patriarcas o aceitaram e a Ele aderiram, é necessário que os hebreus façam o mesmo. Surge aqui a Teologia da Aliança, que será o principal tema teológico do Antigo Testamento junto ao tema do Monoteísmo. Existe continuidade na Revelação de Deus. Não é um novo Deus na vida do Povo da Aliança. Esta fórmula, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó será muito utilizada no Antigo Testamento. 3.3 A libertação do Egito: crise e superação O Povo, filhos de o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, será libertado da opressão da escravidão do Egito. Não se trata simplesmente de escravidão de trabalhos forçados ou do limite da liberdade. Estas são as evidentes consequências da Escravidão. A situação dos hebreus no Egito era marcada pelo politeísmo e tudo o que ele implicava. Os deuses do Egito impunham, por meio da cultura que lá se vivia, costumes e exigências. O texto de Êxodo indica que o Faraó construiu grandes cidades armazéns. Em Êxodo 1,8 14 e na perícope posterior, 15 22, pode-se ler e conhecer um pouco das dificuldades dos Hebreus. Duas situações de grande sofrimento para o Povo da Aliança. Primeiro, o fato que eles eram forçados a trabalho escravo. O deus Faraó, representando os outros deuses e agindo por eles, impõe trabalhos aos He-
8 8 breus. Constrói cidade que são armazéns, Pitom e Ramsés, e não se incomoda com o que pensam. Ele age conforme um deus! Em 2,15 22 há a horrível ordem que o Faraó impõe sobre os Hebreus: a morte dos seus filhos. As parteiras, chamadas Sefra e Fua, são obrigadas a matar os meninos recém-nascidos. Mas elas não o fazem porque temiam a Deus, como se lê no versículo 17. Temer a Deus é a reverencia e consequente obediência à sua vontade. As parteiras, das quais o texto nos transmite o nome, são heroínas, pois resistem ao poder do Faraó que se faz de deus perante todos. Elas temem é o verdadeiro Deus, o único Deus, que será identificado como o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. 3.4 Monoteísmo: ruptura O Monoteísmo é uma ruptura com muitas práticas antigas. Serve-se a um único Deus e é Ele que determina o jeito de ser das pessoas. Ele legitima suas ações ou não. O Rei também depende do mesmo Deus. No caso dos textos que aqui se estuda, Moisés deve voltar para o Egito com as características de um deus, como já foi anotado! O combate de Moisés com o Faraó é como o combate entre dois deuses era assim que o Faraó devia entender e os egípcios deviam ver. Tem muito sentido a questão que Moisés levanta, então, para seu Deus durante sua vocação: Qual é o Seu Nome, Deus? Entre tantos deuses e deusas, qual é o Deus que agora vai salvar este povo? Esta questão não é apenas pontual, relativa ao momento da revelação do Nome e da libertação do Egito é a questão de fundo por excelência, pois é este Deus que determina a personalidade de seu Povo. Se é possível resumir o Antigo Testamento em uma ideia central, esta ideia é a Unicidade de Deus. Unicidade é a qualidade de que Ele, Deus, é Um. Em Deuteronômio 6,4 lê-se: Ouve, ó Israel: O SENHOR nosso Deus é o único SENHOR! Portanto, amarás ao SENHOR teu Deus com toda a tua alma e com toda a tua força.
9 9 Este versículo é conhecido como Shemá, Israel! A palavra Shemá vem do verbo no imperativo: ouve. Quem deve ouvir é Israel, o Povo da Aliança. E o que Israel deve ouvir é que o seu Deus, cujo nome é SENHOR, é o único Senhor. O Monoteísmo é uma verdadeira revolução no modo de ver, pensar e viver. Todo o Antigo Testamento gira em torno a esta afirmação da unicidade de Deus que por sua vez está em direta ligação com a ideia de Aliança. Ela é feita entre duas partes. Estas partes são, de um lado, o Deus dos Pais ou Patriarcas, que é o Um, o Único, e o Povo seu descendente ou que se agrega ao conjunto. Sendo Um, então este Deus deve ter um Nome. É muito interessante como o texto bíblico coloca os leitores em meio a um drama complexo: a escravidão no Egito, a intervenção de Deus na história, a necessidade da identidade de Deus para se opor claramente ao Faraó e seus deuses e poderes. E em meio a tudo isto está Moisés! Ele deve fazer que tudo isto aconteça. E começa, no primeiro relato de sua vocação, perguntando ao Deus que se revela na sarça ardente, o próprio nome. 4. O sentido do Nome Dar um nome é exercer a imaginação. O nome de algo ou alguém é uma identidade assumida ou transmitida. Dar o nome identifica o nomeado e cria uma relação de dependência entre ele e quem o nomeou. É tarefa dos pais dar o nome aos seus filhos. Cada pessoa carrega o nome que recebeu de seus pais ou de algum adulto, seguindo tendências e influencias ou mesmo homenageando alguém 20, outra pessoa ou acontecimento. Como se dá nome a pessoas hoje? Com modelos ou exemplos de nomes de artistas, de atletas, de políticos, etc. Isto é compreensível. Primeiro, esta não é uma sociedade cristã. Muito menos uma cristandade. A sociedade tem valores diferentes daqueles que Cristianismo apresenta. É uma sociedade plural. Mesmo os que se dizem Cristãos estão, com frequência, muito longe de viver o Cristianismo. Isto significa que existem modos de pensar diferentes que devem ser respeitados. Os cristãos autênticos devem respeitar quem pensa diferente. Mas quem não é cristão deve respeitar quem é! O que importa que se entenda aqui é que dar nome a algo ou alguém é uma atitude muito marcante. Um nome é algo que uma pessoa vai levar por toda a vida.
10 10 Mesmo que, usando de leis, possamos mudar de nome próprio se desejarmos, é ainda difícil faze-lo. Na Escritura dar nome a alguém tinha um sentido de grande importância. Podia ser, principalmente: [a] A missão da pessoa: Muitos personagens bíblicos têm nomes que indicam a sua missão dentro da história 21. [b] A identidade da pessoa é também expressa com nomes específicos. Pode até ser curioso o modo como isto é apresentado 22. [c] Demonstrar o estado de espírito ou o sentimento dos pais do personagem. Isto acontece, por exemplo, com Moisés que tem um filho em uma terra estrangeira Identidade e posse Identidade é o que a pessoa é, sua própria vida, o que vive, como vive, o que pensa, o que faz. No caso do Nome de Deus ele indica tudo isto. Então, o Nome de Deus é algo importante e, como já foi sugerido, paradigmático na Escritura 24. No mundo antigo, especialmente no Antigo Testamento, conhecer o nome de alguém era possuir a pessoa. O nome era algo muito especial. Eis o que diz o Decálogo a respeito do Nome de Deus. Lê-se assim em Êxodo 20,7: Não pronunciarás em vão o nome do SENHOR teu Deus, porque SENHOR não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome. Tanto em Êxodo 20,7, o Decálogo cultual, como em Deuteronômio 5,11, no Decálogo deuteronômico, a frase é a mesma. O Decálogo exige que o Nome de Deus deva ser respeitado, honrado e levado a sério. Chega a existir uma ameaça para quem pronunciar em vão o seu Nome. Por que isto? Como já visto, na Antiguidade o politeísmo era a regra. Israel era o único povo que acreditava em um Deus. Mas Israel não estava isolado no mundo. Os povos ao redor, politeístas, interferiam no modo de pensar de Israel que os observava e percebia que tinham costumes diferentes. Isto especialmente quanto aos deuses que cultuavam. E cada deus tinha um nome que era sua identidade e, de algum modo, demonstrava o que aquele deus fazia. Sabe-se que o Egito foi sempre uma fonte de curiosidade e interesse do Povo de Israel. Na realidade o Egito é uma presença profundamente marcante na memória e na imaginação do Povo da Aliança. Observa-se que seus deuses estavam pre-
11 11 sentes na pessoa dos seus Faraós: Ahmose: Ah nasceu; Ptahmose: Ptah nasceu; Rameses: filho de Rá; Tutmoses: filho de Tut ou nascido de Tut. O faraó alcançava um status de divindade pelas obras e por todo o aparato que o cercava. O rei do Egito merecia muitas vezes um culto semelhante ao de um deus, se não explícito, então implícito. A palavra faraó significa casa grande. Não é um nome próprio, é a identificação de sua função e uma declaração de sua grandeza. Ele era a suprema autoridade. Não é possível deixar de relacionar este título e o seu portador à ideia de poder e dominação. O Faraó é um deus para os egípcios e controla toda a nação. Os egípcios deviam trabalhar para ele, construindo grandes templos, palácios e sepulcros. O testemunho que o Egito antigo deixou em pedra confirma isto tudo. As construções, enormes, e as estátuas do faraó são destacadas, desproporcionais ao conjunto arquitetônico para demonstrar seu poder e prestígio. Se o Faraó exigia muito de seu povo, pela própria estrutura do Egito e de seu modo de vida, ele também devia retribuir com algo. Sendo uma divindade ou quase divindade o Faraó devia organizar a vida, inspirar as ações das pessoas, orientar e empenhar a nação. A vontade, que devia ser sobre humana do faraó devia gerar coragem. Ele devia providenciar alimento e condições de vida. Os constantes resmungos dos Hebreus (Êxodo 16,3; 17,3) 25, depois da passagem pelo mar, recordando o que tinham no Egito, indicam que embora escravos, tinham com o que viver no Egito, fruto da assistência do Faraó e do sistema de governo. Entende-se aqui que, quando os hebreus saem do Egito, levam consigo a dependência do modo de vida do Egito. Saíram do Egito, mas o Egito não saiu deles! O episódio conhecido como bezerro de ouro é uma narração a respeito da dependência da imagem de um deus. Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha, congregou-se em torno a Aarão e lhe disse: Vamos, faze-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu. ( ) Então exclamaram: Este é o teu Deus, ó Israel, o que te fez subir da terra do Egito. (Êxodo 31,1.4) 26 Era necessária, assim, a narração de Êxodo conduz o leitor, identificar qual deus estava ao lado do Povo da Aliança. O Nome deste Deus é fundamental é
12 12 sua identidade para que seu Povo conheça a si mesmo, no confronto com Deus, e conheça a maneira de ser deste Deus. Já que conhecer o nome de alguém ou de alguma coisa implicava em possuir a coisa ou pessoa, então era muito negativo possuir Deus, torna-lo cativo de quem o chamava. O fiel Hebreu, desta forma, tinha receio de dizer o Nome de Deus. Para evitar pronunciar em vão o Nome Santo ele não pronunciava este Nome nunca. Evitava a todo custo, temendo que nomear a Deus fosse torna-lo presente. E isto não era bom, pois era uma chamada inútil. O fundamental deste tema é que a identidade do Deus que liberta Israel do Egito é necessária para dar sentido à história fundante da nação. No Evento Êxodo Israel se identifica na sua origem nacional. O Nome de Deus, revelado neste momento, é o nascimento da identidade da nação. 6. Vários nomes Deus é chamado de várias maneiras no Antigo Testamento. la, ( El); ~yhiloa, ( Elohim); yd;v la, ( El Shaddai); hy" (Yah), hwhy (Yhwh). O primeiro nome, El, é simplesmente o substantivo Deus. Não é, propriamente, o Nome de Deus, mas a palavra Deus. Sem dúvida que este é um modo muito comum de identificar o personagem. O segundo, Elohim, é o plural majestático de Deus, isto é, Deuses. Não se trata de uma expressão politeísta, mas de um modo específico, hebraico, de identificar Deus. Usa-se o plural para indicar o poder. Deuses. Na realidade é o substantivo El com o pronome possessivo da primeira pessoa singular, im, isto é, de mim. Assim a palavra Elohim pode ser traduzida por Deuses de mim. O terceiro, El Shaddai, pode ser traduzido como Deus todo-poderoso, embora alguns estudiosos afirmem que o sentido talvez fosse Deus da montanha ou Deus da estepe. Deve ser um nome trazido do Exílio da Babilônia. O Êxodo indica que era este o modo como os Patriarcas chamavam o seu Deus. Isto está em Êxodo 6,2 3, dentro do segundo relato da vocação de Moisés. O quarto nome é Yah. Na realidade este é o verbo ser em hebraico. Parece que este é um modo muito antigo do Nome de Deus pois é encontrado em um dos
13 13 textos mais antigos: o Cântico de Moisés e Mirian, em Êxodo 15,2: Yah é minha força e meu canto, a ele devo a salvação. O que mais interessa é o nome Yhwh, que vai dar nos modos mais comuns de nomear a Deus. Estas quatro letras são chamadas, no seu conjunto, de tetragrama. Esta palavra significa, em grego, quatro letras. É acrescentada a qualidade sagrada a este tetragrama. Fica então o tetragrama sagrado, que são as letras do Nome de Deus. São muitas as possibilidades de YHWH. Vem do verbo yah que já sabemos é ser. Então poderia ser ele é ou eu sou. Compreende-se o sentido da tradução de Êxodo 3, O Nome de Deus, em hebraico e na tradução grega do Antigo Testamento, está ligado à existência em si mesma. No texto hebraico este Nome é hwhy e tem a ver com o fato de existir e de transmitir esta existência. Esta é ideia que ele transmite pois está relacionado ao verbo da existência, que é o verbo ser. O tetragrama sagrado era tão importante e único que não era pronunciado. É por isso que nem se sabe o seu som. De fato, de um lado o hebraico antigo não era escrito com vogais, apenas com consoantes. São as vogais que determinam os sons das letras e, por consequência, das palavras. Mas mesmo que houvesse vogais, os hebreus não pronunciavam o tetragrama. As possíveis pronúncias que se têm são hipotéticas. 7. Não pronunciar o Nome de Deus em vão Ocorre que o mandamento de não dizer em vão o Nome de Deus era levado à risca pelos judeus. Assim, ao aparecer o tetragrama sagrado, hwhy, em um texto, não era lida a palavra hwhy, mas sim a palavra ynda, transliterada dn. Não dá para pronunciar sem vogal. Com as vogais: yn"doa, Adonay, que significa Senhor de mim, ou Meu Senhor. A língua hebraica, nos tempos do Antigo Testamento, não era vocalizada quando escrita. Claro que eles estavam acostumados com este tipo de escrita para nós estranha. Colocavam mentalmente as vogais conforme iam lendo. Com o passar do tempo foram surgindo as vogais no alfabeto hebraico: primeiro se usava consoan-
14 14 tes com valor de vogal, depois se criou sinais vocálicos. No caso do Nome de Deus aconteceu uma coisa interessante. Aos poucos, com a vocalização do texto hebraico, juntou-se as consoantes de hwhy, YHWH, com as vogais de yn"doa, Adonay, que são aoay surgindo um híbrido: yhw"hoy", algo como Yahovay. Com a acomodação fonética traduziu-se o Nome Santo de Deus para Jeová. O processo pode ser resumido assim: hwhy (YHWH)+ yn"doa (Aoay) = hw"hoy" > Yahovay > Yeovai > Jeová Porém, como se vê, esta é uma adaptação errada do Nome Deus. Jeová não é o Nome de Deus. É uma mistura errada de duas palavras. Mas fica a questão: Como, então, Ele é chamado na Bíblia? Qual é o seu Nome e como podemos, nós, leitores modernos da Bíblia, chama-lo? A resposta vem da tradução grega da Bíblia. É a chamada Tradução dos Setenta ou, no nome latino, Septuaginta. Esta tradução, feita provavelmente em Alexandria, cidade do delta do rio Nilo, no Egito, foi a mais importante cidade na Antiguidade 27. Tinha a maior biblioteca que havia existido até aquele momento. Lá havia uma florescente comunidade judaica. Como a língua dominante da cidade e de todo o mundo mediterrâneo era o grego nada mais lógico que fazer uma tradução dos Livros sagrados dos Judeus do hebraico para o grego. Na Septuaginta os tradutores colocaram, no lugar de hwhy, a palavra grega Kurioj, que se lê Kírios e que significa Senhor. Mas note que Senhor não é um nome de tratamento. Trata-se de um Nome próprio. É o Nome de Deus! 28 Bibliografia ADRIANI, Maurilio. História das religiões. Trad.: João Gama. Lisboa: Edições 70, 1998, 180 p. (Coleção Perspectivas do homem) ALTER, Robert. A arte da narrativa bíblica. São Paulo: Cia. das Letras, BARRERA, Julio Trebolle. A Bíblia Hebraica e a Bíblia Cristã: Introdução à história da Bíblia. Trad.: Ramiro Mincato. Petrópolis (RJ): Vozes, 1995, 742 p. BRIGHT, John. História de Israel. 7ª ed.rev. e ampl. Trad.: Luiz Alexandre Solano Rossi e Eliane Cavalhere Solano Rossi. São Paulo: Paulus, 2003, 621 p. e 15 mapas. (Nova Coleção Bíblica) BUCKENMAIER, Achim. Moisés: História de um salvamento. Lisboa: Paulus, 2010.
15 15 CONFERÂNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Travessia: passo a passo o caminho se fez: (Ex 14,22 18,27). Aproximai-vos do Senhor (Ex 16,9). Brasília, Ed. CNBB, 2011, pág. 9. COUTO, Antonio. Pentateuco, Caminho da vida agraciada. Lisboa: Universidade Católica Editora, 2ª ed., 2005, especialmente as pág CRÜSEMANN, Frank. Cânon e história social: Ensaios sobre o Antigo Testamento. São Paulo: Loyola, 2009, pág DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. Vol. 1: Dos primórdios até a formação do Estado. Trad.: Claudio Molz e Hanz Trein. São Leopoldo : Sinodal; Petrópolis : Vozes, 1997, 268 p. ELLIGER, K.; RUDOLPH, W (ed.) Biblia Hebraica Stuttgartensia. 4ª ed. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 1990, 1574 p. FINKELSTEIN, Israel. SILBERMAN, Neil Asher. A Bíblia não tinha razão. Trad.: Tuca Magalhães. São Paulo : A Girafa Editora, 2003, 516 p. GRENZER, Matthias. O projeto do Êxodo. 2 ed. ampl. São Paulo: Paulinas, 2007, 190 p. (Coleção Bíblia e História) KIRST, Nelson et alii. Dicionário Hebraico Português e Aramaico Português. Petrópolis (RJ): Vozes; São Leopoldo (RS): Sinodal, HARRIS, L.; ARCHER, G.L.; WALTKE, B.K. Dicionário internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1998, pág. 345, indica 5321 vezes. MARGUERAT, Daniel; BOURQUIN, Yvan. Para ler as narrativas bíblicas: Iniciação à análise narrativa. São Paulo: Loyola, LATOURELLE, René. Teologia da Revelação. São Paulo: Paulinas, LIVERANI, Mario. Para além da Bíblia: história antiga de Israel. Trad.: Orlando Soares Moreira. São Paulo : Paulus, Loyola, 2008, 538 p. MAZAR, Amihai. Arqueologia na terra da Bíblia. Trad. Ricardo Gouveia. São Paulo: Paulinas, 2003, 558 p. (Coleção Bíblia e arqueologia). MUÑOZ, Ronaldo. O Deus dos cristãos. Petrópolis (RJ): Vozes, QUEIRUGA, Andrés Torres. A Revelação de Deus na realização humana. São Paulo: Paulus, 1995, QUEIRUGA, Andrés Torres. Do terror de Isaac ao Abbá de Jesus: Por uma nova imagem de Deus. São Paulo: Paulinas, RAHLFS, Alfred. Septuaginta. Id est Vetus Testamentum graece iuxta LXX interpretes edidit Alfred Rahlfs. Duo volumina in uno. Stuttgart, Deutsche Bibelgesellschaft, p. vol. I p. vol. II. SATTLER, Dorothea. SCHNEIDER, Theodor. A doutrina sobre Deus. In: VV.AA. Manual de Teologia Dogmática. Petrópolis (RJ): Vozes, 3ª ed., 2008, pág SCHÖKEL, Luis Alonso. Dicionário Bíblico Hebraico Português. São Paulo: Paulus, TERRA, J.E. Martins. Elohim, Deus dos Patriarcas. São Paulo: Loyola, 1987, 86 p. TILLY, Michael. Introdução à Septuaginta. Trad.: Monika Ottermann. São Paulo: Loyola, 2009, 168 p.
16 16 NOTAS AO TEXTO 1 Note-se que transliterar não é o mesmo que traduzir. A transliteração é o processo de equivalência ou proximidade de linguística, gramatical ou gráfica entre dois sistemas linguísticos diferentes. 2 Haverá sempre alguma dificuldade em harmonizar as diversas expressões ligadas ao Nome de Deus. Aqui se fará a opção de grafar o substantivo SENHOR, com o recurso indicado como versalete. Quando o vocábulo aparecer assim ele faz referencia ao Nome de Deus. Se aparecer apenas senhor ou ainda Senhor será um título ou um substantivo, apenas. 3 Dicionário internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1998, pág. 345, indica 5321 vezes. 4 Supõe-se que o próprio fato de estar entre parênteses, na Bíblia de Jerusalém, indica que é uma indicação especial, uma tradução particular do Novo do Altíssimo. 5 Este será um modo muito comum de representar Jesus Cristo na arte cristã antiga. Ícones, afrescos, murais e encausticas. A ideia é da força acima da natureza e por isso mesmo foi interpretado como Deus do Universo, querendo indicar, assim, que a força sobre o universo é a maior força que pode existir. Entende-se o universo como o conjunto de toda a criação, natureza, humanidade e coisas invisíveis. Cuide-se para não fazer a ponte de universo como espaço cósmico, extraterrestre. Esta é uma noção moderna do termo. 6 Não é intenção aqui de fazer um ensaio sobre a Teologia da Revelação. Mas não é possível deixar de indicar alguns caminhos para posterior aprofundamento do tema. Sugere-se, assim, os seguintes textos: QUEIRUGA, cap. II a V. Do mesmo autor: QUEIRUGA, À parte o título (que parece ser inadequado pelo terror de Isaac, mas que tem seu sentido no conjunto do argumento) é um texto muito oportuno para a compreensão do tema de Deus e sua compreensão. Um texto interessante que não foi adequadamente valorizado parece ser: MUÑOZ, Aqui já se usa o recurso do versalete para indicar o Nome do Deus. 8 O chamado de Moisés é o típico chamado de um profeta. O contexto de sua vocação é o profetismo, entendido não no sentido comum e muito presente de anuncio de futuro. 9 Um comentário muito interessante a respeito encontra-se em SATTLER; SCHNEIDER, 2008, p Um estudo recentemente publicado em português e que muito auxilia na compreensão da construção literária de um personagem bíblico é: MARGUERAT; BOURQUIN, Na mesma linha do texto indicado na nota anterior, ainda sobre a narrativa bíblica e sua construção, tem-se: ALTER, Note-se que o conceito de revelação é um elemento importante para a compreensão do conjunto da Escritura. Não se trata de demonstrar algo, simplesmente. Trata-se de levar ao conhecimento, afetivo e intelectivo, de um conjunto de dados (fatos, coisas, momentos, pessoas, etc.) que, de modo natural, não seria cabível. Embora seja frágil, esta ainda parece ser uma definição razoável da ideia de Revelação. Deve-se, contudo, evitar o uso da expressão em linguagem teológica se estiver fora do contexto. A este respeito e sob um ponto de vista histórico, sugere-se a obra clássica (antiga mas ainda muito atual): LATOURELLE, BUCKENMAIER, 2010, pág. 20. Este texto de Buckenmaier é muito interessante e esclarecedor sob muitos aspectos do personagem Moisés, tanto do ponto de vista histórico quando narrativo. 14 Genealogias são informações muito próprias das tradições sacerdotais. É necessário legitimar a chamada ou vocação de Moisés e de Aarão perante Israel, tal como um sacerdote, no pós-exílio, devia ser legitimado pela sua ascendência. As genealogias servem também para esta legitimação. 15 Trata-se do matrimônio de Amram com Jocabed, sua tia. Deste casamento nascem Aarão e Moisés, conforme o versículo 20. Moisés e Aarão seria, desta forma, filhos de um incesto, se se considera Levítico 18, O discurso sobre o Deus bíblico é vastíssimo. Apenas a guisa de sugestão, indica-se aqui: CRÜSEMANN, 2009, p Sobre o mundo egípcio no tempo de Israel, bem como do Oriente Antigo, veja-se a recente publicação: COU- TO, 2005, especialmente as p São muitas as obras que discorrem a respeito do Egito nos seus vários impérios. Cita-se aqui, a título de ilustração, algumas que têm como intertexto a Escritura e questões que lhe são inerente: MAZAR, 2003, que embora não seja sobre História e Pré-História egípcia faz sempre referencia ao Egito. BRIGHT, 2003, um dos clássicos sobre a História de Israel. DONNER, 1997, vol. I. LIVERANI, FINKELSTEIN, SILBERMAN, Embora Moisés seja feito como um deus para Faraó, não se diz explicitamente em que sentido isto se dá ou se dará. Talvez tenha alguma coisa a ver com o poder de controlar as pragas e suas consequências. 20 No passado, nas famílias cristãs, era comum que os nomes fossem dados pelas devoções dos pais ou avós. Costumava-se batizar as meninas como Maria de Fátima, Maria Aparecida, Luzia, Rita, etc. Nomes com títulos de Maria ou de santas. Os meninos levavam nomes como José, Antonio, Francisco, Cícero, Damião, etc. Estes e outros nomes demonstravam que as famílias tinham devoções ou tradições fortemente marcadas pela Religião. Na atualidade ainda existe esta prática de dar nome de santos nos filhos, mas está cada vez mais rara. A inspiração dos nomes vem, como já dito, de atletas, cantores e atores. Além disso existem muitas influencias de outras culturas, com nomes estrangeiros, que são conhecidos pela música ou cinema.
17 17 21 Por exemplo, Abrão significa pai ; Abraão significa algo como grande pai. O nome Jesus é muito presente na Bíblia. Muitos personagens têm este nome, como o profeta Isaias ou Oséias, iguais nomes no sentido que expressam, que é o SENHOR é Salvação ou O SENHOR Salva. Sentido igual, grafia (escrita) diferente. 22 Por exemplo, Noé! Em Gênesis 6,3, no contexto de uma perícope com elementos complexos, encontra-se uma proibição feita por Deus da vida humana ser mais do que 120 anos. Isto porque havia a ideia que a vida humana diminuía por conta do pecado que a dominava. Mas Noé viveu muitos, muitos anos. Em Gênesis 11,29 encontra-se a informação que Noé viveu 950 anos! E o nome Noé significa longevo! Um nome que aponta para uma identidade: a de ser idoso além dos limites estabelecidos por Deus. 23 O nome do menino é Gerson, algo como filho do estrangeiro ou nascido no estrangeiro. No caso de Deus, o nome é sua própria identidade. 24 Interessante obra em português, a respeito do Nome de Deus é a TERRA, A este respeito consultar o estudo de GRENZER, 2007, especialmente as p Neste texto existem muitos pontos a ser observados que fogem ao objetivo deste artigo, como: a presença da montanha no imaginário teofânico de Israel; o papel de Aarão e o símbolo de seu poder sacerdotal, especialmente para o pós-exílio; a imagem do boi como representação da divindade, em especial das divindades cananeias; etc. 27 Interessantes comentários e análises encontram-se em BARRERA, 1999, p ; Quanto à história ou lenda da tradução Septuaginta, ver: TILLY, Modos de indicar o Nome de Deus em algumas Bíblias publicas em português: Javé Bíblia Mensagem de Deus. Edições Loyola; Bíblia, Mensagem de Deus. [Liga de Estudos Bíblicos] Edições Loyola, 1983; A Bíblia Mais Bela do Mundo. [Liga de Estudos Bíblicos] Editora Abril Cultural, 1976; Senhor Bíblia do Peregrino. Editora Paulus; Bíblia Sagrada [tradução do Pe. Matos Soares]. Paulinas; Bíblia Tradução Ecumênica. Edições Loyola; Bíblia Ave Maria. Editora Ave Maria; Bíblia CNBB. Várias editoras, 2002; Bíblia do Pão. Editora Vozes e Santuário, 1986; Bíblia Sagrada: Nova Tradução na Linguagem de hoje, Edições Paulinas, 2005; Yahweh: Bíblia de Jerusalém. Editora Paulus, * Mauro Negro Padre da Congregação dos Oblatos de São José Professor de Teologia Bíblica na PUC SP [email protected] R. Mal. Pimentel, 24 Sacomã (11)
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