UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA UMA PROPOSTA PARA A PROVISÃO DE QoS EM REDES BACKBONE UMTS Paulo Dias de Alecrim ABRIL 2006

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA UMA PROPOSTA PARA A PROVISÃO DE QoS EM REDES BACKBONE UMTS Paulo Dias de Alecrim Dissertação apresentada por Paulo Dias de Alecrim à Universidade Federal de Uberlândia para obtenção do título de Mestre em Ciências aprovada em 26 / 04 / 2006 pela Banca Examinadora: Banca examinadora: Professor: Paulo Roberto Guardieiro, Dr. (UFU) Orientador Professor: Solange da Silva, Dra. (UCG) Professor: Jamil Salem Barbar, Dr. (UFU)

3 UMA PROPOSTA PARA A PROVISÃO DE QoS EM REDES BACKBONE UMTS Paulo Dias de Alecrim Dissertação apresentada à Universidade Federal de Uberlândia como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Ciências Prof. Paulo Roberto Guardieiro, Dr. Orientador Prof. Darizon Alves de Andrade, Dr. Coordenador do Curso de Pós-Graduação

4 Dedicatória A DEUS, Aos meus queridos pais, José Alecrim e Francisca, À minha querida esposa Ivane e a meus filhos, pelo apoio incessante, pela compreensão, paciência e amor, demonstrados nos momentos de dificuldade. Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o SENHOR (Prov. 1:7-BLH)

5 Agradecimentos Primeiramente, agradeço a Deus pelas incontáveis bênçãos recebidas ao longo de minha vida. Ao meu orientador Prof. Dr. Paulo Roberto Guardieiro pela orientação competente e por todo apoio recebido. À Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia pelos recursos oferecidos para a elaboração deste trabalho. À minha eterna gratidão aos meus pais José Alecrim e Francisca Alecrim que abriram mão de muitos de seus recursos para proporcionar a mim os meus estudos. À minha querida esposa Ivane Fonseca Alecrim, que sempre acreditou no meu potencial, agradeço por todo o amor, carinho e compreensão. À minha filha Evelyn Alecrim e ao meu filho Ericssen Alecrim pela confiança e amor a mim dedicado. Aos colegas e amigos do Laboratório de Redes de Computadores, pelo companheirismo, paciência e amizade. A todos os meus amigos que, de alguma forma, contribuíram nesta caminhada, meus sinceros agradecimentos.

6 Resumo Com o crescimento da demanda das aplicações multimídia na Internet e com os atuais backbones de alta capacidade, espera-se que as redes backbone UMTS suportem diferentes aplicações com requisitos de QoS, principalmente aquelas sensíveis a retardos, perdas e jitter. Entretanto, as aplicações de tempo real exigem mecanismos apropriados para garantir QoS de acordo com suas características específicas. Neste trabalho propõe-se a utilização de um mecanismo baseada no modelo DiffServ, que classificará e tratará cada pacote de acordo com as necessidades estabelecidas previamente por suas aplicações. Tal proposta provê um tratamento diferenciado ao tráfego de diversos fluxos na rede. Os resultados obtidos a partir de modelagem e simulação demonstraram que a utilização do mecanismo proposto trata as classes de tráfego UMTS de forma diferenciada, oferecendo um nível de QoS satisfatório mesmo em condições de mobilidade dos usuários. Palavras-chave: Qualidade de Serviço (QoS), Serviços Diferenciados (DiffServ), backbone UMTS. vi

7 Abstract With the growth of the demand of multimedia applications in the Internet and with the current backbones, it is expected that UMTS backbones support different applications with QoS requirements, mainly those which are sensitive to delays, packet losses and jitter. However, real time applications require proper mechanisms to guarantee QoS according to their specific characteristics. It is proposed in this work, the use of a mechanism based on the DiffServ model, which will classify and treat each packet in accordance to the needs which were previously established by its applications. Such proposal provides a differentiated treatment to the traffic of several flows in the network. The results reached from simulation and modeling showed that the use of the proposed mechanism treats the UMTS traffic classes in a differentiated way, offering a suitable level of QoS even under mobility conditions of the users. Keywords: Quality of Service (QoS), Differentiated Services (DiffServ), UMTS backbone. vii

8 Sumário 1. Introdução Redes Móveis sem fio: Visão Geral Introdução Componentes Básicos de uma Rede Móvel sem Fio Evolução dos Sistemas Móveis sem Fio Sistemas Analógicos de Primeira Geração (1G) Sistemas Digitais de Segunda Geração (2G) Evolução das Redes 2,5G em Direção aos Sistemas 3G Sistema Universal de Telecomunicações Móveis - UMTS Evolução das Redes 3G em Direção aos Sistemas 4G Conclusão Tecnologia para Comutação de Pacotes nas Redes Móveis sem Fio Introdução Arquitetura de Rede GPRS Arquitetura EDGE Arquitetura de Rede UMTS A Pilha de Protocolos UMTS viii

9 3.4.2 A Interface Aérea do UMTS QoS em Redes UMTS Ativação do Contexto PDP Mapeamento das Classes UMTS QoS Parâmetros da Arquitetura de QoS para o UMTS Conclusão Qualidade de Serviço em Redes Móveis sem Fio Introdução Parâmetros que Influenciam na QoS Mecanismo para Provimento de QoS na Internet Arquitetura de Serviços Integrados IntServ Classes de Serviço Serviços Diferenciados DiffServ Classes de Serviço O Protocolo RSVP Service Level Agreements SLA Comutação Multi Protocolo (MPLS) Engenharia de Tráfego QoS em Redes Móveis Controle de Admissão de Chamadas (CAC) Alocação de Recursos de Rádio Policiamento do Tráfego Escalonamento Disciplinas de Escalonamento de Filas ix

10 FIFO PQ FQ WFQ WRR DWRR Conclusão Proposta para a Provisão de QoS em Redes Backbone UMTS Introdução QoS no Ambiente Backbone UMTS Definição do Problema Solução Proposta Conclusão Avaliação da Proposta para a Provisão de QoS em Redes Backbone UMTS Introdução Modelo de Simulação para o Ambiente Backbone O Simulador para o Ambiente de Rede Backbone Modelo de Simulação da Rede Móvel UMTS Modelo de Simulação da Rede Backbone UMTS Parâmetros para Simulação da Rede Backbone UMTS Cenário das Simulações Apresentação e Análise dos Resultados Análise Comparativa entre Disciplinas de Escalonamento x

11 6.6 Conclusão Conclusões Gerais Referências Bibliográficas xi

12 Lista de Figuras 2.1 Arquitetura de uma Rede Móvel sem Fio Arquitetura de uma rede GPRS Elementos básicos da arquitetura UMTS Arquitetura UMTS Arquitetura simplificada da pilha de protocolos UMTS Estrutura de quadros no modo FDD do UMTS Estrutura de quadro para o modo TDD do UMTS Arquitetura de QoS no padrão UMTS Ativação do contexto PDP pela MS Ativação do contexto PDP pela rede Desativação do contexto PDP pela MS Desativação do contexto PDP pela rede Componentes da arquitetura de QoS para UMTS Layout do Campo DS Classes do Serviço de Encaminhamento Assegurado Funcionamento do Protocolo RSVP xii

13 4.4 Modelo lógico DiffServ Encaminhamento de pacote em um domínio MPLS Layout do cabeçalho do protocolo MPLS Sistema de filas FIFO PQ FQ WFQ WRR DWRR Modelo de Simulação da rede móvel UMTS Modelo de Simulação da Rede Backbone UMTS Atraso por disciplina de escalonamento Atraso fim a fim para os fluxos F1 e F Atraso fim a fim para os fluxos F3 e F Banda alocada pelas classes F1, F2, F3 e F4 versus % carga de tráfego Perda de Pacotes versus % carga de tráfego (F1, F2) Perda de Pacotes versus % carga de tráfego (F3, F4) Perda de Pacotes versus % carga de tráfego (F1, F2, F3, F4) Variação de atraso (Jitter) versus % carga de tráfego (F1, F2) xiii

14 Lista de Tabelas 2.1 Sistemas Analógicos de Primeira Geração (1G) Características básicas da evolução dos sistemas móveis sem fio Progresso de Implementação da UMTS Mapeamento das Classes UMTS QoS em Classes DiffServ de PHB Atributos de QoS para as Classes UMTS Parâmetros de QoS definidos para um conjunto de aplicações Vazão para diversas aplicações Precedência IP Exemplos de Aplicações para as Classes UMTS e suas Restrições Quanto à QoS Parâmetros definidos para a simulação Classes de precedência e atraso Atraso em ms para os fluxos F1 e F2 com o aumento do tráfego Alocação de Banda para os fluxos F1 e F2 com o aumento do tráfego Jitter Médio em ms para os fluxos F1 e F2 com o aumento do tráfego xiv

15 1

16 Lista de Abreviaturas 1G 2G First Generation; Second Generation; 2,5G Second and half Generation; 3G 3GPP AF AMPS ANATEL APN ATM AUC BCS BER BS BSC BSS BTS Third Generation; Third Generation Partnership Project; Assured Forwarding; Advanced Mobile Phone System; Agência Nacional de Telecomunicações Access Point Name; Asynchronous Transfer Mode; Authentication Center; Block Check Sequence; Bit Error Rate; Base Station; Base Station Controller; Base Station SubSystem; Base Transceiver Station; 2

17 CAC CBI CBQ CDMA CDR CL CN CP CQ Capacity-based Admission Control; Constraint-Based Routing; Class-based queueing; Code Division Multiple Access; Call Detail Record; Controlled Load Service; Core Network; Conditioning Paket; Custom Queueing; CT Conditioning Traffic ; D-AMPS DCS-1800 DiffServ DLCI DNS DS DSCP DSI DSL DWDM DWRR E-AMPS EDGE EF Digital AMPS; Digital Cellular System, 1,800 MHz; Differentiated Services; Data Link Connection Identifier; Domain Name Server; Direct Sequence; Differentiated Services Code Points; Digital Speech Interpolation; Digital Speech Link; Dense Wavelength Division Multiplexing; Deficit Weighted Round Robin; Extended AMPS; Enhanced Data Rates for Global Evolution; Expedited Forwarding; 3

18 EIR ESN ETSI FCFS FDD FDMA FH FIFO FM FPLMTS FQ FSK FTP FWA GERAN GGSN GMSC GMSK GP GPRS GPS GR GS GSM Equipment Identity Register; Eletronic Serial Number; European Telecommunications Standard Institute; First Come First Served; Frequency Division Duplexing; Frequency Division Multiple Access; Frequency Hopping; First-In-First-Out; Frequency Modulation; Future Public Land Mobile Telecommunication System; Fair Queuing; Frequency Shift Keying; File Transfer Protocol; Fixed Wireless Access; GSM / EDGE Radio Access Network; Gateway GPRS Support Node; Gateway MSC; Gausssian Minimum Shift Keying; Guard Period; General Packet Radio System; Generalized Processor Sharing; Resource Manager; Guaranteed Service; Global System for Mobile Communications; 4

19 GSMK GTP HLR HTTP IETF IMSI Gausssian Minimum Shift Keying; GPRS Tunnel Protocol; Home Location Register; Hiper Text Transfer Protocol; Internet Engineering Task Force; International Mobile Subscriber Identity; IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000; IntServ IP Integrated Services; Internet Protocol; IS-54 Interim Standart - 54; IS-95 Interim Standart - 95; IS-136 Interim Standart - 136; IT ITU ITU-T LL LSP LSR MAC MIN MMS MPLS MS MSC Information Technology; International Telecommunications Union; International Telecommunications Union Telecommunications; Layer Link; Label-Switched Path; Label-Switched Router; Medium Access Control; Mobile Identification Number; Multimedia Messaging Service; MultiProtocol Label Switching; Mobile Stations; Mobile Switching Center; 5

20 NAM NMT NOAH Network Animator; Nordic Mobile Telephones; Non-Ad-Hoc routing agent; NS-2 Network Simulator version 2; NTT OTcl PCS-1900 PCU PCUSN PDA PDC PDN PDP PDU PHB-EF PLMN PQ PSK PSTN QoS RA RAB RADIUS RAN Nippon Telephone and Telegraph; Object Tool command language; Personal Communication System, MHz; Packet Control Unit; PCU Support Node; Personal Digital Assistant; Personal Digital Cellular; Packet Data Networks; Packet Data Protocol; Packet Data Unit; Per Hop Behavior-EF; Public Land Mobile Network; Priority Queueing; Phase Shift Queueing; Public Switched Telephony Network; Quality of Service; Routing Area; Radio Access Bearer; Remote Authentication Dial In User Service; Radio Access Network; 6

21 RDSI RLC RNC RNS RSVP RTPC RTT SAP SDU SGSN SIM SLA SMS SMTP SNDCP TACS TBF TCP TDD TDMA TID TLLI ToS TTL Rede Digital de Serviço Integrado; Radio Link Control; Radio Network Controller; Radio Network Systems; Resource Reservation Protocol; Rede Telefônica Pública Comutada; Radio Transmission Technologies; Service Access Point; Service Data Unit; Serving GPRS Support Node; Subscriber Identification Module; Service Level Agreement; Short Message Service; Simple Mail Transfer Protocol; Sub Network Dependent Convergence Protocol; Total Access Communications System; Temporary Block Flow; Transmition Control Protocol; Time Division Duplexing; Time Division Multiple Access; Tunnel Identifier; Temporary Logical Link Identifier; Type-of-Service; Time-to-Live; 7

22 UDP UE UMTS UTRAN VLR VPN VSELP WCDMA WFQ WLAN WLL WRR WWW User Datagram Protocol; User Equipment; Universal Mobile Telephone System; UMTS Terrestrial Radio Access Network; Visitor Location Register; Virtual Private Network; Vector-Sum Excited Linear Prediction; Wideband CDMA; Weighted Fair Queueing; Wireless LAN; Wireless Local Loop; Weighted Round Robin; World Wide Web 8

23 Capítulo 1 Introdução O crescimento das redes sem fio com a integração de estações móveis (MS-Mobile Station) com alta capacidade de processamento tem despertado a necessidade de interligá-las à Internet e utilizá-las da mesma forma que os computadores convencionais, quebrando aquele conceito de que, para estar conectado deve-se estar à frente de um desktop em uma sala fechada. Para que estes dispositivos possam ter acesso às aplicações de tempo real, é necessário a implementação de mecanismos que ofereçam suporte de Qualidade de Serviço (QoS-Quality of Service) num ambiente com dispositivos em mobilidade [23], [55]. As estatísticas mostram que o número de redes móveis sem fio irá suplantar o de acessos fixos convencionais por volta do ano 2010 [77]. É surpreendente perceber que em apenas 20 anos os acessos sem fio terão alcançado a penetração de mercado atingida em cerca de 100 anos pelos serviços de acesso fixo convencional [54]. Relatórios da TELEBRÁS S/A hoje ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) [78] informam que na década de 70 havia somente dois milhões de acessos fixos convencionais, mas com o advento das fibras ópticas houve o crescimento da digitalização dos sistemas telefônicos no Brasil. Assim, estes números foram acrescidos em 10 milhões de acessos fixos na década de 80, sendo que ao final da década de 90 já estavam em 22 milhões 9

24 de acessos fixos e 9 milhões de acessos móveis sem fio. Hoje, estes números são bem maiores, pois se têm na planta em funcionamento mais de 90 milhões de acessos móveis sem fio ao passo que os sistemas de acesso fixo decrescem a cada dia. Anterior à década de 90 predominava a necessidade pelo chamado acesso básico (como voz e Fax). Após essa década os usuários passaram a requerer, nesse novo cenário, não somente dos serviços de voz e Fax, mas também , áudio em tempo real, TV móvel, acessíveis com qualidade a qualquer momento e sem depender de posições geográficas. Desde sua criação, a Internet têm oferecido apenas o serviço de melhor esforço (Best Effort), caracterizado pela ausência de garantias de QoS às aplicações. A inadequação do serviço de melhor esforço aos requisitos das aplicações supracitadas motivou nos últimos anos o desenvolvimento de várias propostas para um novo modelo de serviços que agregasse o conceito de QoS na Internet, permitindo às aplicações requisitar serviços com diferentes características de qualidade [33], [45]. A possibilidade de acessar informações, aplicativos e serviços a qualquer momento e em qualquer lugar, está adequando uma nova sociedade da informação que vislumbra formas diferenciadas de acesso à Internet através de estações móveis, tais como PDAs (Personal Digital Assistant), Notebooks, Laptops, Palms, entre outras. [4]. Entretanto, a Internet não foi concebida para lidar com as características inerentes ao ambiente, onde vários usuários movimentam-se conectados à rede através de uma interface aérea com baixa largura de banda. A infra-estrutura dos sistemas móveis sem fio, com estações móveis, está evoluindo com o objetivo de dar suporte às aplicações de usuários com soluções de QoS fim a fim baseadas no protocolo IP, capazes de prover qualidade de serviço aos seus usuários. Maior capacidade está sendo proporcionada às redes móveis sem fio, com mais largura de banda no enlace de rádio e a utilização de comutação por pacotes desde a interface aérea [69]. 10

25 O mercado de telecomunicações apresenta atualmente duas principais demandas: usuários com uma crescente necessidade de acesso à informação com QoS; e usuários que necessitam acessar as informações a qualquer momento sem depender de posições geográficas. Atualmente, duas tecnologias têm atendido a estes dois requisitos através de diferentes alternativas, conhecidas como Internet e redes móveis sem fio, respectivamente. A convergência de ambas as soluções é um dos principais objetivos dos sistemas móveis de terceira e quarta geração (3G/4G) denominada pelo ITU (International Telecommunications Union) de UMTS (Universal Mobile Telephone System) [56]. Estes sistemas permitem que as duas demandas sejam atendidas pela mesma plataforma e através das novas gerações de sistemas de acesso [3]. Sistemas UMTS abrem as portas para a comunicação e serviços de multimídia em banda larga com velocidade superior a 100 Mbps com estações móveis [7], [56]. Tais perspectivas prometem conduzir a conectividade e a capacidade de dados em um ambiente móvel em níveis não disponíveis atualmente. A comunicação móvel sem fio permitindo a troca de informações a altas taxas e com alta qualidade de serviço entre estações móveis que podem estar localizadas em qualquer parte do mundo, representa a fronteira a ser suplantada pelos sistemas UMTS [54], [77]. Estes fatores sem dúvida sinalizam que as soluções para implementação de QoS são imprescindíveis para o sucesso destes sistemas. São importantes tanto para que os usuários possam usufruir destas novas aplicações, quanto para que as operadoras e provedores de serviço possam ter controle sobre suas redes e conteúdos. Objetivando alcançar um nível de qualidade de serviço satisfatório, as redes móveis sem fio deverão ser capazes de atender a requisitos de QoS de aplicações de tempo real [36]. O crescente interesse em torno de aplicações com estes perfis de QoS em redes móveis sem fio traz consigo desafios próprios que tornam a provisão de uma tarefa mais complexa. Tal 11

26 complexidade é resultado, dentre outros fatores, das limitações do ambiente e dos dispositivos envolvidos, como por exemplo: a qualidade da transmissão na interface aérea UTRAN (UMTS Terrestrial Radio Access Network) que é afetada pelo desvanecimento [55], [65]; os recursos escassos de largura de banda; a necessidade do controle de admissão dos pacotes nos pontos de ingresso ao backbone UMTS e a própria mobilidade das MSs, que implicará na necessidade do gerenciamento do congestionamento no núcleo deste backbone. Estes entre outros, são alguns dos problemas que dificultam o provimento de QoS neste tipo de rede. Antes que uma MS possa efetivar a comunicação com outras PDNs (Packet Data Networks), o contexto PDP(Packet Data Protocol) deve ser ativado e nesta fase o perfil de QoS é negociado com o backbone. O backbone UMTS permite que sejam definidos perfis de tráfego para o qual o contexto pode se adequar tais como: (conversacional, streaming, interativa ou background), entre outros atributos que podem ser negociados [56]. Contudo, nenhum mecanismo de QoS é definido nesta fase que possa dar suporte a esses perfis e garantir o seu funcionamento. Caminhando neste sentido, com o objetivo de prover QoS em redes backbones com tecnologia UMTS, propõe-se nesta dissertação uma proposta para a provisão QoS. Tal proposta emprega a arquitetura de serviços diferenciados juntamente com o algoritmo de escalonamento por prioridade PQ (Priority Queueing). O modelo de serviços diferenciados é denominado pelo IETF (Internet Engineering Task Force) de DiffServ e usa a classificação de pacotes como mecanismo para obtenção de QoS, sendo uma extensão dos trabalhos já consolidados [24], [57] e [63]. O mecanismo proposto é aplicada nos SGSN (Serving GPRS Support Node) e GGSN (Gateway GPRS Support Node) do backbone UMTS. Para tanto, foram avaliados parâmetros de QoS como atraso, perda de pacotes, jitter e alocação de largura de banda para as classes de tráfego UMTS [55]. 12

27 A arquitetura DiffServ tem emergido como uma tecnologia de suporte a QoS em redes IP. Por esta razão, é redefinido o layout do octeto ToS (Type of Service) dos cabeçalhos dos protocolos IPv4 e do IPv6, que passa a ser chamado de campo DS (Differentiated Services) [5], [39], [57]. Assim, o tráfego que entra no backbone UMTS poderá ser tratado como as classes de tráfego UMTS, possuindo cada uma delas, diferentes prioridades por exigirem diferentes requisitos de Qualidade de Serviço. Desta forma, esta arquitetura pode ser usada como alternativa para fornecer QoS em redes backbone UMTS [52], [57], [58]. Mas o sucesso da implementação do modelo DiffServ depende também da escolha adequada do algoritmo de escalonamento. Portanto, um estudo comparativo será feito entre as seis disciplinas de escalonamento proposto pelo IETF com intuito de verificar quais delas atendem aos requisitos de atraso e jitter para aplicações sensíveis a estes atributos. O algoritmo PQ tem sido apontado como uma boa alternativa para o escalonamento de pacotes, capaz de minimizar o congestionamento no núcleo dos backbones UMTS através de um maior aproveitamento de seus recursos [38]. Espera-se com a implementação do mecanismo proposto, tornar viável o emprego das classes de tráfego UMTS propostas pelo grupo 3GPP (Third Generation Partnership Project) em backbones UMTS, concedendo um nível de QoS satisfatório a cada uma destas classes de forma diferenciada. Esta dissertação está organizada da seguinte forma: O Capítulo 2 apresenta uma visão geral dos sistemas móveis sem fio, aspectos de sua padronização, e os cenários de sua evolução considerando as redes 1G, 2G/2,5G e a evolução das redes 3G em direção aos sistemas 4G / UMTS. O Capítulo 3 apresenta os principais conceitos relativos à tecnologia para comutação de pacotes nas redes móveis sem fio. Aspectos técnicos da arquitetura GPRS (General Packet 13

28 Radio System), conceitos básicos do contexto PDP e a arquitetura EDGE (Enhanced Data Rates for Global Evolution). O Capítulo 4 descreve as arquiteturas que suportam qualidade de serviço em redes móveis sem fio, incluindo as arquiteturas IETF que têm sido propostas para a implementação de qualidade de serviço nas redes IP. Descreve também os principais algoritmos de escalonamento propostos pelo IETF para a Internet. O Capítulo 5 apresenta a proposta para a provisão de QoS em redes backbone UMTS, definindo inicialmente o problema estudado e a solução proposta baseada na utilização do modelo DiffServ e a política de escalonamento PQ proposto pelo IETF para o provisionamento de QoS para estes sistemas. O Capítulo 6 apresenta os procedimentos detalhados para a avaliação da proposta apresentada. Descreve-se os ambientes de simulação utilizados e os resultados obtidos utilizando-se o mecanismo de DiffServ e o algoritmo PQ em redes backbone UMTS. São analisados os itens tais como, atraso fim a fim, largura de banda alocada, perda de pacotes e jitter. São apresentadas as conclusões para cada resultado obtido na simulação. Finalmente no Capítulo 7 são apresentadas as conclusões finais correspondentes aos pontos principais desta dissertação e sugestões para trabalhos futuros. 14

29 Capítulo 2 Redes Móveis sem Fio: Visão Geral 2.1 Introdução A grande popularidade e disseminação que as redes sem fio vem atingindo nos últimos anos têm despertado o interesse de diversos seguimentos ligados à pesquisa e desenvolvimento, especialmente no que diz respeito à adequação das redes sem fio à Internet. Um sistema de comunicação móvel sem fio tem como característica a possibilidade de mobilidade relativa entre as partes como, por exemplo, a comunicação entre um usuário a partir de uma estação móvel e a estação rádio-base no sistema móvel. Redes móveis usam a tecnologia sem fio para possibilitar uma comunicação transparente enquanto a estação móvel se desloca [5], [6]. Nos anos 80 as estações móveis eram instaladas em veículos o que permitia apenas uma comunicação veicular, e não pessoal. A era da comunicação pessoal teve seu início efetivo no início dos anos 90, quando o usuário podia portar o aparelho embora suas dimensões iniciais fossem grandes. Nestes últimos anos duas tecnologias têm crescido de uma maneira que excederam todas as expectativas: comunicações móveis sem fio e a Internet. O serviço móvel sem fio obteve um 15

30 crescimento muito grande de usuários juntamente com a redução drástica dos planos para os serviços de voz. Por outro lado, a Web proporciona uma grande possibilidade de acesso a informações para os usuários fixos. A possibilidade de acesso à informação e serviços a qualquer hora e em qualquer lugar do planeta poderá moldar uma nova sociedade de informação com os usuários acessando a informação na Internet através de diversos tipos de estações móveis, tais como telefones celulares, PDAs, Laptops, entre outros [5], [6]. Consideram-se, a seguir, os componentes básicos de uma rede móvel sem fio, bem como a evolução destes sistemas a partir dos padrões analógicos com tecnologia AMPS (Advanced Mobile Phone System). Os padrões 2G e suas características, e seus limitantes para uma tecnologia posterior 2,5G e a evolução da tecnologia 3G para 4G incluindo o padrão UMTS, são também apresentados. 2.2 Componentes Básicos de uma Rede Móvel sem Fio Uma rede móvel sem fio é composta pelos seguintes elementos básicos, estações móveis (MS - Mobile Station), estações base (BS - Base Station), centro de comutação móvel (MSC Mobile Switching Center), HLR (Home Location Register) e o VLR (Visitor Location Register) [12] [13]. Estações móveis comunicam-se com a estação base por meio de sinais de rádio. A estação base, que cobre uma determinada área denominada de célula, converte estes sinais e os transfere para um MSC via interface aérea ou mesmo via enlaces físicos. O MSC coordena e roteia as chamadas para outras estações móveis ou fixas conectando-as à rede pública de telefonia (PSTN Public Switched Telephone Network ). O HLR é uma base de dados de uma área de serviço que contém informações sobre as MSs cadastradas naquela área. Nos HLRs são armazenadas informações como, MIN (Mobile Identification Number), ESN (Electronic Serial Number) e perfil do usuário com dados sobre billing, call forward-to number, estado 16

31 (ativo ou inativo) e ponteiro para o último VLR onde a MS se registrou. O VLR funciona em conjunto com o HLR para suportar mobilidade das MS, ou seja, roaming automático. É um repositório local, temporário, com dados da MS que está fora de sua área de serviço. A Figura 2.1 esquematiza uma rede de comunicação móvel sem fio, com sua interligação à PSTN, HLR e VLR. outras PSTN outras MSC.. PSTN MSC. BSs HLR VLR MS Figura 2.1: Arquitetura de uma Rede Móvel sem Fio. O conceito introduzido pelos sistemas móveis sem fio permite que pequenas áreas de cobertura de rádio tornem-se parte de um grande sistema através da interconexão destas pequenas áreas por meio do MSC. Com o crescimento da demanda e o reduzido espectro de freqüências, as células têm uma tendência a reduzirem sua área de cobertura. Neste contexto, surgem os conceitos de macrocélula, microcélula e picocélula. As células reduzem, também, a potência de suas BSs. Um procedimento importante em sistemas móveis é denominado handoff e corresponde à mudança automática de chamada de uma célula para outra à medida que o usuário se desloca. 17

32 2.3 Evolução dos Sistemas Móveis sem Fio Serão considerados a seguir, alguns detalhamentos básicos dos componentes de uma rede móvel sem fio, bem como a evolução destes sistemas a partir de padrões estabelecidos no âmbito do 3GPP Sistemas Analógicos de Primeira Geração (1G) Os sistemas analógicos de primeira geração foram desenvolvidos para prover apenas serviços de voz. Dentre os principais sistemas desenvolvidos para prestar este tipo de serviço pode-se citar AMPS, NMT (Nordic Mobile Telephones), TACS (Total Access Communications System), C450 e NTT (Nippon Telephone and Telegraph). As características básicas destes sistemas são: modulação analógica em FM (Frequency Modulation), sinalização feita através da técnica de modulação FSK (Frequency Shift Keying), técnica de acesso FDMA (Frequency Division Multiple Access) com duplexação FDD (Frequency Division Duplexing), tamanho de célula de 0,5 km a 10 km e potência de transmissão do terminal móvel de 1 a 8 Watts [5], [4]. A Tabela 2.1 resume as principais características dos sistemas analógicos de primeira geração utilizados em todo o mundo [5]. Tabela 2.1: Sistemas Analógicos de Primeira Geração (1G). SISTEMAS Freqüência de Transmissão(MHz) Estação Rádio Base (BS) Estação Móvel (MS) VÁRIOS VÁRIOS VÁRIOS JAPÃO ALEMANHA PAÍSES PAÍSES PAÍSES NTT AMPS TACS NMT C Número de Canais Raio de Cobertura (Km) Taxa na Sinalização (Kbps)

Introdução. Sistemas de Comunicação Wireless. Sumário. Visão Geral de Redes Móveis "#$%%% Percentual da população com telefone celular

Introdução. Sistemas de Comunicação Wireless. Sumário. Visão Geral de Redes Móveis #$%%% Percentual da população com telefone celular Sumário Sistemas de Comunicação Wireless! #$%%% & Visão Geral de Redes Móveis Introdução Percentual da população com telefone celular Brasil 19% 34% 2001 2005 Fonte: Global Mobile, Goldman Sachs, DiamondCluster

Leia mais

UMTS. www.teleco.com.br 1

UMTS. www.teleco.com.br 1 UMTS Este tutorial apresenta os conceitos básicos do Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) padrão de 3ª Geração de sistemas celulares para evolução de redes GSM. Autor: Eduardo Tude Engenheiro

Leia mais

Capítulo 2 Sistemas Rádio Móveis

Capítulo 2 Sistemas Rádio Móveis Capítulo 2 Sistemas Rádio Móveis 2.1. Histórico e Evolução dos Sistemas Sem Fio A comunicação rádio móvel teve início no final do século XIX [2], quando o cientista alemão H. G. Hertz demonstrou que as

Leia mais

Figura 1 - Arquitectura do GSM

Figura 1 - Arquitectura do GSM GSM O aparecimento das redes de comunicações no século passado veio revolucionar o nosso mundo. Com os primeiros telefones surgiu a necessidade de criar redes que os suportassem. Começaram a surgir as

Leia mais

Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br

Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br Telecomunicações Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br Rede de Telefonia Fixa Telefonia pode ser considerada a área do conhecimento que trata da transmissão de voz através de uma rede de telecomunicações.

Leia mais

MIGRAÇÃO DO SISTEMA DE COMUNICAÇÃO MÓVEL DE 2º GERAÇãO PARA 3º GERAÇãO PADRÃO GLOBAL IMT-2000

MIGRAÇÃO DO SISTEMA DE COMUNICAÇÃO MÓVEL DE 2º GERAÇãO PARA 3º GERAÇãO PADRÃO GLOBAL IMT-2000 MIGRAÇÃO DO SISTEMA DE COMUNICAÇÃO MÓVEL DE 2º GERAÇãO PARA 3º GERAÇãO PADRÃO GLOBAL IMT-2000 ELIÉZER SPINELLI MELO YGOR COSTA LIMA Departamento de Engenharia Instituto de Educação Superior de Brasília

Leia mais

26. O sistema brasileiro de televisão digital adota os seguintes parâmetros para HDTV:

26. O sistema brasileiro de televisão digital adota os seguintes parâmetros para HDTV: IFPB Concurso Público/Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Edital 24/2009) CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CÓDIGO 06 UCs de Comunicações Móveis e/ou de Processamento de Sinais de Áudio e Vídeo

Leia mais

1 Sistemas de telefonia celular no Brasil

1 Sistemas de telefonia celular no Brasil 1 Sistemas de telefonia celular no Brasil Em 1984, deu-se início à análise de sistemas de tecnologia celular sendo definido o padrão americano, analógico, AMPS Advanced Mobile Phone System, como modelo

Leia mais

PARTE 1 TELEFONIA CELULAR AULA 2 INTRODUÇAO. Sistemas de Telecomunicações II Prof. Flávio Ávila

PARTE 1 TELEFONIA CELULAR AULA 2 INTRODUÇAO. Sistemas de Telecomunicações II Prof. Flávio Ávila PARTE 1 TELEFONIA CELULAR AULA 2 INTRODUÇAO Sistemas de Telecomunicações II Prof. Flávio Ávila Comunicações móveis 2 Definição antiga: dispositivo móvel Definição atual: alta velocidade Exemplos Pager

Leia mais

Redes de Telefonia Móvel Celular. Sumário. Introdução

Redes de Telefonia Móvel Celular. Sumário. Introdução Redes de Telefonia Móvel Celular $OXQR &DUORV $OEHUWR 9LHLUD &DPSRV 2ULHQWDGRU /XtV )HOLSH 0DJDOKmHV GH 0RUDHV Sumário Introdução Evolução das redes celulares Comparação entra algumas tecnologias Arquitetura

Leia mais

NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO

NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO Profª. Kelly Hannel Novas tecnologias de informação 2 HDTV WiMAX Wi-Fi GPS 3G VoIP Bluetooth 1 HDTV 3 High-definition television (também conhecido por sua abreviação HDTV):

Leia mais

CDMA, 3G e Aplicações. Luiz Gustavo Nogara nogara@inf.puc-rio.br

CDMA, 3G e Aplicações. Luiz Gustavo Nogara nogara@inf.puc-rio.br CDMA, 3G e Aplicações Luiz Gustavo Nogara nogara@inf.puc-rio.br Tópicos da apresentação História CDMA Padrões 3G Aplicações História Conceito básico: reuso de frequência 1969 Primeiro sistema celular com

Leia mais

General Packet Radio Service (GPRS) Aluna: Marília Veras

General Packet Radio Service (GPRS) Aluna: Marília Veras General Packet Radio Service (GPRS) Aluna: Marília Veras Tópicos O que é GPSR Arquitetura do Sistema Estados Operacionais do Celular GPRS Classes do Celular GSM/ GPRS Protocolos do GPRS Transmitindo Pacotes

Leia mais

HISTÓRICO DA TELEFONIA CELULAR

HISTÓRICO DA TELEFONIA CELULAR HISTÓRICO DA TELEFONIA CELULAR Antes de qualquer coisa é preciso apresentar o conceito de telefone celular. Este conceito pode ser definido como um transmissor de baixa potência onde freqüências podem

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD 1 de 9 Desde o nascimento do telemóvel e o seu primeiro modelo vários se seguiram e as transformações tecnológicas que estes sofreram ditaram o nascimento de várias gerações. O Motorola DynaTac 8000X é

Leia mais

A telefonia celular. CienteFico. Ano IV, v. I, Salvador, janeiro-junho 2004. André Luiz Pereira Cerqueira Filho, Márcio Belmonte Costa Pinto 1

A telefonia celular. CienteFico. Ano IV, v. I, Salvador, janeiro-junho 2004. André Luiz Pereira Cerqueira Filho, Márcio Belmonte Costa Pinto 1 CienteFico. Ano IV, v. I, Salvador, janeiro-junho 2004 A telefonia celular André Luiz Pereira Cerqueira Filho, Márcio Belmonte Costa Pinto 1 Resumo Com o avanço das tecnologias dos sistemas de comunicação

Leia mais

INF-111 Redes Sem Fio Aula 06 Tecnologias para WMAN Prof. João Henrique Kleinschmidt

INF-111 Redes Sem Fio Aula 06 Tecnologias para WMAN Prof. João Henrique Kleinschmidt INF-111 Redes Sem Fio Aula 06 Tecnologias para WMAN Prof. João Henrique Kleinschmidt Santo André, outubro de 2014 Roteiro Sistemas de Telefonia Celular Evolução dos Sistemas Celulares WMAN WiMAX Arquitetura

Leia mais

A 2ª geração se caracteriza pelo advento das redes digitais. São elas o TDMA (Time Division Multiple Access), GSM e o CDMA.

A 2ª geração se caracteriza pelo advento das redes digitais. São elas o TDMA (Time Division Multiple Access), GSM e o CDMA. GERAÇÕES DA TELEFONIA MÓVEL A Telefonia móvel iniciou no final dos anos 70. A 1ª geração de telefonia era a analógica. O serviço padrão era o AMPS (Advanced Mobile Phone System). Esse sistema tinha como

Leia mais

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Evolução Telefonia Móvel

Evolução Telefonia Móvel 1 Evolução Telefonia Móvel RESUMO De modo geral o artigo visa esclarecer formas de comunicações utilizadas no passado e atualmente em celulares, tablets, modens portáteis entre outras aparelhos de comunicação

Leia mais

Cap. 3 Redes sem fios

Cap. 3 Redes sem fios Sistemas de Telecomunicações 2 Sistemas Avançados de Telecomunicações (2004/2005) Cap. 3 Redes sem fios 3.1 Introdução às redes celulares 1 Sumário Conceito de sistema celular Sistemas celulares 1G Sistemas

Leia mais

Interface Acesso Rádio Informação e normas aplicáveis ao desenvolvimento e testes de equipamento terminal

Interface Acesso Rádio Informação e normas aplicáveis ao desenvolvimento e testes de equipamento terminal Interface Acesso Rádio Informação e normas aplicáveis ao desenvolvimento e testes de equipamento terminal Versão: 1.5 Vodafone 2009. Reservados todos os direitos. A reprodução e uso escrito ou verbal de

Leia mais

Tecnologias de banda larga móvel, UMTS e WiMax

Tecnologias de banda larga móvel, UMTS e WiMax Tecnologias de banda larga móvel, UMTS e WiMax Alex Rodrigo de Oliveira - 06/30403 Danilo Gaby Andersen Trindade - 06/82039 Pedro Rogério Vieira Dias - 06/93472 28 de junho de 2009 Resumo Trabalho final

Leia mais

Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Goiás (2005).

Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Goiás (2005). Telefonia Móvel Celular e sua Aplicação para Tráfego de Dados Esta Série Especial de Tutoriais apresenta os trabalhos premiados no I Concurso Teleco de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) 2005. O conteúdo

Leia mais

Computação Móvel: Sistemas de Telefonia Móvel

Computação Móvel: Sistemas de Telefonia Móvel Computação Móvel: Sistemas de Telefonia Móvel Mauro Nacif Rocha DPI/UFV 1 Conceitos Básicos Sistema móvel celular (SMC) Estrutura em célula. Célula é uma área geográfica coberta por um transmissor de baixa

Leia mais

Qualidade de serviço. Determina o grau de satisfação do usuário em relação a um serviço específico Capacidade da rede de atender a requisitos de

Qualidade de serviço. Determina o grau de satisfação do usuário em relação a um serviço específico Capacidade da rede de atender a requisitos de Qualidade de serviço Determina o grau de satisfação do usuário em relação a um serviço específico Capacidade da rede de atender a requisitos de Vazão Atraso Variação do atraso Erros Outros Qualidade de

Leia mais

Segurança de Rede Sem Fio

Segurança de Rede Sem Fio Segurança de Rede Sem Fio Dilson Catói Felipe Boeira João Cancelli Marcelo Dieder Rafael Dreher Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS dilsoncatoi@gmail.com, felipecboeira@gmail.com, jvcancelli@gmail.com,

Leia mais

2- Conceitos Básicos de Telecomunicações

2- Conceitos Básicos de Telecomunicações Introdução às Telecomunicações 2- Conceitos Básicos de Telecomunicações Elementos de um Sistemas de Telecomunicações Capítulo 2 - Conceitos Básicos de Telecomunicações 2 1 A Fonte Equipamento que origina

Leia mais

SSC0748 - Redes Móveis

SSC0748 - Redes Móveis - Redes Móveis Introdução Redes sem fio e redes móveis Prof. Jó Ueyama Agosto/2012 1 Capítulo 6 - Resumo 6.1 Introdução Redes Sem fo 6.2 Enlaces sem fo, características 6.3 IEEE 802.11 LANs sem fo ( wi-f

Leia mais

QoS em Redes IP: Arquitetura e Aplicações

QoS em Redes IP: Arquitetura e Aplicações QoS em Redes IP: Arquitetura e Aplicações Mário Meireles Teixeira mario@deinf.ufma.br Motivação Atualmente, funcionam sobre as redes IP aplicações cujos requisitos elas não foram projetadas para atender

Leia mais

Redes WAN. Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Telecomunicações Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Tecnologias de telefonia celular GSM (Global System for Mobile Communications) Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Leia mais

Anexo I - DEFINIÇÕES. Em relação ao presente Acordo, os seguintes termos terão os significados expressos em suas respectivas definições:

Anexo I - DEFINIÇÕES. Em relação ao presente Acordo, os seguintes termos terão os significados expressos em suas respectivas definições: Anexo I - DEFINIÇÕES Em relação ao presente Acordo, os seguintes termos terão os significados expressos em suas respectivas definições: 1. 3G: terceira geração; 2. AA.13: documento da GSMA que contém os

Leia mais

1 Introduc ao 1.1 Hist orico

1 Introduc ao 1.1 Hist orico 1 Introdução 1.1 Histórico Nos últimos 100 anos, o setor de telecomunicações vem passando por diversas transformações. Até os anos 80, cada novo serviço demandava a instalação de uma nova rede. Foi assim

Leia mais

Prof. Othon M. N. Batista Mestre em Informática. Página 1 de 25

Prof. Othon M. N. Batista Mestre em Informática. Página 1 de 25 Mestre em Informática Página 1 de 25 Roteiro Introdução Definição História Requerimentos IMT-Advanced Padrões 4G LTE Advanced Padrões 4G WirelessMAN Advanced 4G no Brasil Perguntas Página 2 de 25 Introdução

Leia mais

HSPA: Conceitos Básicos

HSPA: Conceitos Básicos HSPA: Conceitos Básicos Este tutorial apresenta a tecnologia contida no padrão HSPA (High Speed Packet Access) para as redes celulares de 3ª geração (3G) baseada no conjunto de padrões WCDMA (Wideband

Leia mais

Tecnologia de redes celular GSM X CDMA

Tecnologia de redes celular GSM X CDMA Tecnologia de redes celular GSM X CDMA GSM (Global Standard Mobile) GSM (Global Standard Mobile) Também baseado na divisão de tempo do TDMA, o GSM foi adotado como único sistema europeu em 1992, e se espalhou

Leia mais

Tecnologias de banda larga móvel, UMTF e WiMax

Tecnologias de banda larga móvel, UMTF e WiMax Tecnologias de banda larga móvel, UMTF e WiMax Alex Rodrigo de Oliveira - 06/30403 Danilo Gaby Andersen Trindade - 06/82039 Pedro Rogério Vieira Dias - 06/93472 26 de junho de 2009 Resumo Trabalho final

Leia mais

Serviços de Comunicações. Serviços de Comunicações. Módulo 7 Qualidade de Serviço em redes IP. condições de rede existentes em cada momento

Serviços de Comunicações. Serviços de Comunicações. Módulo 7 Qualidade de Serviço em redes IP. condições de rede existentes em cada momento Módulo 7 Qualidade de Serviço em redes IP 7.1. O porquê da Qualidade de Serviço 7.2. Mecanismos para QoS 7.3. Modelo de Serviços Integrados - IntServ 7.4. Modelo de Serviços Diferenciados - DiffServ 1

Leia mais

1.1 Transmissão multimídia em redes

1.1 Transmissão multimídia em redes 1.1 Transmissão multimídia em redes Pode-se dividir a parte de transmissão multimídia em redes de computadores como mostra a figura 1, ou seja, a parte de conferência (que requer interatividade) e a parte

Leia mais

INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO

INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO Artigo Científico Curso de Pós-Graduação em Redes e Segurança de Sistemas Instituto

Leia mais

Este tutorial apresenta os conceitos básicos sobre Sistemas Celulares e sua regulamentação no Brasil.

Este tutorial apresenta os conceitos básicos sobre Sistemas Celulares e sua regulamentação no Brasil. Telefonia Celular no Brasil Este tutorial apresenta os conceitos básicos sobre Sistemas Celulares e sua regulamentação no Brasil. (Versão revista e atualizada do tutorial original publicado em 09/12/2002).

Leia mais

Redes Sem Fio e Móveis

Redes Sem Fio e Móveis Telecomunicação Redes Sem Fio e Móveis Geraldo Robson. Mateus Departamento de Ciência da Computação Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte - MG Tecnologia de comunicação à distância que possibilita

Leia mais

Redes de Computadores e a Internet

Redes de Computadores e a Internet Redes de Computadores e a Internet Magnos Martinello Universidade Federal do Espírito Santo - UFES Departamento de Informática - DI Laboratório de Pesquisas em Redes Multimidia - LPRM 2010 Introdução Redes

Leia mais

ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP?

ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP? Convergência ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP? O negócio Presença universal do IP Maturação da tecnologia Passagem para a rede de dados

Leia mais

MPLS MultiProtocol Label Switching

MPLS MultiProtocol Label Switching MPLS MultiProtocol Label Switching Cenário Atual As novas aplicações que necessitam de recurso da rede são cada vez mais comuns Transmissão de TV na Internet Videoconferências Jogos on-line A popularização

Leia mais

Disciplinas. Conservativa. Não conservativa

Disciplinas. Conservativa. Não conservativa Políticas de Filas Fila FCFS ou FIFO Serve pacotes na ordem de chegada e descarta quando fila está cheia Não discrimina pacotes O atraso médio de uma fila FIFO é usado para comparação com outras disciplinas

Leia mais

Conceitos Básicos de Telefonia Celular

Conceitos Básicos de Telefonia Celular O curso foi elaborado especialmente para atender o profissional que atua no mercado varejista de aparelhos celulares e quer atender seus clientes com rapidez e qualidade. O treinamento é direcionado ao

Leia mais

Alternativas de aplicação do serviço GPRS da rede celular GSM em telemetria pela Internet

Alternativas de aplicação do serviço GPRS da rede celular GSM em telemetria pela Internet Alternativas de aplicação do serviço GPRS da rede celular GSM em telemetria pela Internet Marcos R. Dillenburg Gerente de P&D da Novus Produtos Eletrônicos Ltda. (dillen@novus.com.br) As aplicações de

Leia mais

CAC-RD: Controle de Admissão de Chamadas para Redes UMTS

CAC-RD: Controle de Admissão de Chamadas para Redes UMTS Carlos Renato Storck CAC-RD: Controle de Admissão de Chamadas para Redes UMTS Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Informática da Pontifícia Universidade Católica de Minas

Leia mais

HSDPA: A Banda Larga do UMTS

HSDPA: A Banda Larga do UMTS HSDPA: A Banda Larga do UMTS Este tutorial apresenta os conceitos básicos do High Speed Downlink Packet Access (HSDPA), extensão do WCDMA para implementação de um enlace de descida banda larga no UMTS.

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Redes Convergentes II Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

Telefonia Móvel Celular

Telefonia Móvel Celular Introdução à Computação Móvel Prof. Francisco José da Silva e Silva Prof. Rafael Fernandes Lopes Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Telefonia

Leia mais

Introdução. UMTS - ntrodução

Introdução. UMTS - ntrodução UMTS - ntrodução Introdução O crescimento sem precedentes verificado nos últimos tempos no mercado da comunicação sem fios, juntamente com os avanços das tecnologias da comunicação e o desenvolvimento

Leia mais

Fundamentos. Prof. Dr. S. Motoyama

Fundamentos. Prof. Dr. S. Motoyama Fundamentos Prof. Dr. S. Motoyama 1 Tipos de Comunicação - Difusão: Rádio e TV - Pessoa-a-Pessoa: Telefonia - Máquina-a-Máquina: Computadores Difusão: Rádio e TV Receptor Receptor Receptor Transmissor

Leia mais

Assumiu em 2002 um novo desafio profissional como empreendedor e Presidente do Teleco.

Assumiu em 2002 um novo desafio profissional como empreendedor e Presidente do Teleco. Roteiro de Estudo: Telefonia Celular - Tecnologias Básicas I O Portal Teleco passa a apresentar periodicamente Roteiros de Estudo sobre os principais temas das Telecomunicações. Os roteiros apresentam

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

Aplicando políticas de QoS. MUM Brasil São Paulo Outubro/2008. Sérgio Souza

Aplicando políticas de QoS. MUM Brasil São Paulo Outubro/2008. Sérgio Souza Aplicando políticas de QoS MUM Brasil São Paulo Outubro/2008 Sérgio Souza Nome: País: Sergio Souza Brasil Tecnólogo em Processamento de Dados Consultor independente atuando há vários anos em implementação,

Leia mais

Prof.: GIANOTO EE012 - FEI

Prof.: GIANOTO EE012 - FEI TELEFONIA CELULAR Tecnologia celular digital - sistema TDMA TDMA= Time Division Multiple Acess Multiplexação digital As informações de vários usuários são transmitidas em um canal comum em um determinado

Leia mais

TRABALHO DE TELEFONIA IP

TRABALHO DE TELEFONIA IP 1 Faculdade Lourenço Filho Curso de Redes de Computadores TRABALHO DE TELEFONIA IP QoS - Serviços Diferenciados Equipe: Afonso Sousa Jhonatan Cavalcante Israel Bezerra Wendel Marinho Professor: Fabio Fortaleza/2014.1

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - QoS e Engenharia de Tráfego www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução Em oposição ao paradigma best-effort (melhor esforço) da Internet, está crescendo

Leia mais

MODELOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO - APLICAÇÕES EM IP

MODELOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO - APLICAÇÕES EM IP MODELOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO - APLICAÇÕES EM IP Nilton Alves Júnior naj@cbpf.br Kelly Soyan Pires Dominguez kelly@cbpf.br Resumo Este trabalho tem como função explicitar o conceito de Qualidade de Serviço

Leia mais

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal:

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal: Redes - Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Comunicação sempre foi, desde o início dos tempos, uma necessidade humana buscando aproximar comunidades distantes.

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS Trabalho Individual Área / UFCD 1 de 7 Na minha opinião o telemovél na sociedade tem uma boa vantagem porque com tem uma grande mobilidade (pode-se levar para todo o lado), através dele podemos entrar em contacto com amigos ou familiares

Leia mais

1. Introdução 1.1 Os sistemas de 4 a geração Quando falamos em redes de quarta geração (4G), dois nomes vem imediatamente à nossa cabeça: LTE (Long

1. Introdução 1.1 Os sistemas de 4 a geração Quando falamos em redes de quarta geração (4G), dois nomes vem imediatamente à nossa cabeça: LTE (Long 16 1. Introdução 1.1 Os sistemas de 4 a geração Quando falamos em redes de quarta geração (4G), dois nomes vem imediatamente à nossa cabeça: LTE (Long Term Evolution) e WiMAX [11]. A tecnologia LTE é um

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

INFORMÁTICA IINTERNET / INTRANET

INFORMÁTICA IINTERNET / INTRANET INFORMÁTICA IINTERNET / INTRANET Objectivos História da Internet Definição de Internet Definição dos protocolos de comunicação Entender o que é o ISP (Internet Service Providers) Enumerar os equipamentos

Leia mais

Introdução aos Sistemas de Comunicação Celular

Introdução aos Sistemas de Comunicação Celular Introdução aos Sistemas de Comunicação Celular Nos últimos 10 anos o setor de comunicações o setor de comunicações móveis via rádio cresceu em ordem de grandeza, alimentado por melhorias na fabricação

Leia mais

2 Tecnologia LTE. 2.1. Arquitetura da Rede. 2.1.1. Enhanced Base Stations

2 Tecnologia LTE. 2.1. Arquitetura da Rede. 2.1.1. Enhanced Base Stations 2 Tecnologia LTE 2.1. Arquitetura da Rede Existe há alguns anos uma tendência para que as redes migrem os serviços que utilizam circuit switch (CS) para uma rede baseada totalmente em IP, packet switch

Leia mais

2 Arquitetura do UMTS

2 Arquitetura do UMTS 2 Arquitetura do UMTS Este capítulo apresenta a arquitetura física do UMTS, com a descrição de todos os seus componentes. Em seguida é analisada a arquitetura de protocolos, com a apresentação das principais

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Considerando o circuito mostrado na figura acima, julgue os itens seguintes. 51 O valor da tensão v o é igual a 10 V. 52 O valor da corrente I 2 é igual a 1 ma. 53 O equivalente

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação I

Administração de Sistemas de Informação I Administração de Sistemas de Informação I Prof. Farinha Aula 03 Telecomunicações Sistemas de Telecomunicações 1 Sistemas de Telecomunicações Consiste de Hardware e Software transmitindo informação (texto,

Leia mais

3 Qualidade de serviço na Internet

3 Qualidade de serviço na Internet 3 Qualidade de serviço na Internet 25 3 Qualidade de serviço na Internet Além do aumento do tráfego gerado nos ambientes corporativos e na Internet, está havendo uma mudança nas características das aplicações

Leia mais

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral UNIDADE II Aula 6 LPCD, Redes IP/MPLS, VPN e Frame Relay Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral MPLS significa Multi Protocol Label Switching. OMPLSé um mecanismo eficiente i de encapsulamento em hardware

Leia mais

MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA CURSO DE MESTRADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA CURSO DE MESTRADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA CURSO DE MESTRADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA ELMANO RODRIGUES PINHEIRO FILHO AUTENTICAÇÃO E OUTROS

Leia mais

Internet Móvel: Tecnologias, Aplicações e QoS

Internet Móvel: Tecnologias, Aplicações e QoS OUTROS TRABALHOS EM: www.projetoderedes.com.br Internet Móvel: Tecnologias, Aplicações e QoS Kelvin Lopes Dias & Djamel Fauzi Hadj Sadok {kld,jamel}@cin.ufpe.br Centro de Informática Universidade Federal

Leia mais

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TELECOMUNICAÇÕES As telecomunicações referem -se à transmissão eletrônica de sinais para as comunicações, incluindo meios como telefone, rádio e televisão. As telecomunicações

Leia mais

WiMAX. Miragem ou Realidade? Jorge Rodrigues PT Comunicações Universidade da Beira Interior, 4 de Outubro de 2005. WiMAX

WiMAX. Miragem ou Realidade? Jorge Rodrigues PT Comunicações Universidade da Beira Interior, 4 de Outubro de 2005. WiMAX 1 1 Miragem ou Realidade? Jorge Rodrigues PT Comunicações Universidade da Beira Interior, 4 de Outubro de 2005 2 2 Enquadramento A tecnologia 802.16 / afecta domínios tecnológicos cruciais para os operadores:

Leia mais

Comunicação Sem Fio REDES WIRELES. Comunicação Sem Fio. Comunicação Sem Fio. Comunicação Sem Fio. Comunicação Sem Fio 06/05/2014

Comunicação Sem Fio REDES WIRELES. Comunicação Sem Fio. Comunicação Sem Fio. Comunicação Sem Fio. Comunicação Sem Fio 06/05/2014 REDES WIRELES Prof. Marcel Santos Silva Comunicação Sem Fio Usada desde o início do século passado Telégrafo Avanço da tecnologia sem fio Rádio e televisão Mais recentemente aparece em Telefones celulares

Leia mais

QoS for voice applications

QoS for voice applications QoS for voice applications MUM Brazil 2011 Currículo Antonio Nivaldo F. Leite Junior Graduação em Ciências da Computação; Graduação em Comunicação Social c/ ênfase em Pub. e Propaganda; Pós-graduação em

Leia mais

Redes de Computadores I Internet - Conceitos

Redes de Computadores I Internet - Conceitos Redes de Computadores I Internet - Conceitos Prof. Luís Rodrigo lrodrigo@lncc.br http://lrodrigo.lncc.br 2012/1 v1-2012.03.29 O que é a Internet Milhões de elementos de computação interligados: Hosts,

Leia mais

Gerenciamento de redes

Gerenciamento de redes Gerenciamento de redes Gerenciamento de Serviços Gerenciamento de QoS (Qualidade de serviço) slide 1 Qualidade de serviços: aplicações de multimídia: áudio e vídeo de rede ( mídia contínua ) QoS rede oferece

Leia mais

extras SOLO Estação Radio Base TETRA

extras SOLO Estação Radio Base TETRA Geyschlaegergasse 14, A-1150 Vienna, Austria, Europe +43/786 12 86-0 extras SOLO Estação Radio Base TETRA Utilidade Pública Indústria Governo Aeroportos Portos Transporte Segurança Pública 3T Communications

Leia mais

2. Tecnologia LTE (Long Term Evolution)

2. Tecnologia LTE (Long Term Evolution) 23 2. Tecnologia LTE (Long Term Evolution) O LTE (Long Term Evolution) surge como uma evolução das redes 2G (GSM) e 3G (UMTS) existentes. Espera-se que o LTE seja capaz de absorver, eficientemente o crescente

Leia mais

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2 Técnico em Informática Redes de omputadores 2ºE1/2ºE2 SUMÁRIO 2.1 Introdução 2.2 Vantagens do Modelo de amadas 2.3 Modelo de inco amadas 2.4 Funções das amadas 2.5 Protocolos de Rede 2.6 Arquitetura de

Leia mais

Capítulo 6 Redes sem fio e redes móveis

Capítulo 6 Redes sem fio e redes móveis Capítulo 6 Redes sem fio e redes móveis Todo o material copyright 1996-2009 J. F Kurose e K. W. Ross, Todos os direitos reservados slide 1 2010 2010 Pearson Prentice Hall. Hall. Todos Todos os os direitos

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/

Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ STJ 2008 Com relação a transmissão de dados, julgue os itens

Leia mais

de Telecomunicações para Aplicações Multimídia Distribuídas Infra-estrutura Infra-estrutura de Telecomunicações Serviço Multicast

de Telecomunicações para Aplicações Multimídia Distribuídas Infra-estrutura Infra-estrutura de Telecomunicações Serviço Multicast Departamento de Engenharia de Telecomunicações - UFF Infra-estrutura de Telecomunicações Comunicação Multicast Infra-estrutura de Telecomunicações para Aplicações Multimídia Distribuídas Profa. Débora

Leia mais

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani Redes de Dados e Comunicações Prof.: Fernando Ascani Redes Wireless / Wi-Fi / IEEE 802.11 Em uma rede wireless, os adaptadores de rede em cada computador convertem os dados digitais para sinais de rádio,

Leia mais

Acesso Fixo Via Rádio (FWA) ACESSO FIXO VIA RÁDIO À REDE TELEFÓ NICA

Acesso Fixo Via Rádio (FWA) ACESSO FIXO VIA RÁDIO À REDE TELEFÓ NICA Acesso Fixo Via Rádio (FWA) ACESSO FIXO VIA RÁDIO À REDE TELEFÓ NICA Definição: sistema que interliga os equipamentos do cliente à rede telefónica pública através de sinais de rádio. Autor: António Barros

Leia mais

QoS em roteadores Cisco

QoS em roteadores Cisco QoS em roteadores Cisco Alberto S. Matties 1, André Moraes 2 1 Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Rua Gonçalves Chaves 602 96.015-000 Pelotas RS Brasil 2 FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC

Leia mais

3 INTEFACES E PROTOCOLOS PARA REDES DE SENSORES INTELIGENTES SEM FIOS

3 INTEFACES E PROTOCOLOS PARA REDES DE SENSORES INTELIGENTES SEM FIOS Capítulo 3 Interfaces e Protocolos para Redes de Sensores Inteligentes sem Fios 36 3 INTEFACES E PROTOCOLOS PARA REDES DE SENSORES INTELIGENTES SEM FIOS A tecnologia sem fios vem sendo comumente utilizada

Leia mais

Este tutorial apresenta os conceitos básicos do Multi Protocol Label Switching (MPLS) utilizado em redes IP.

Este tutorial apresenta os conceitos básicos do Multi Protocol Label Switching (MPLS) utilizado em redes IP. MPLS Este tutorial apresenta os conceitos básicos do Multi Protocol Label Switching (MPLS) utilizado em redes IP. Eduardo Tude Engenheiro de Teleco (IME 78) e Mestre em Teleco (INPE 81) tendo atuado nas

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores... 1 Mobilidade... 1 Hardware de Rede... 2 Redes Locais - LANs... 2 Redes metropolitanas - MANs... 3 Redes Geograficamente Distribuídas - WANs... 3 Inter-redes... 5 Software de Rede...

Leia mais

VoIP. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha

VoIP. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha As principais tecnologias de Voz sobre Rede de dados: Voz sobre Frame Relay Voz sobre ATM Voz sobre IP VoIP sobre MPLS VoIP consiste no uso das redes de dados

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Agenda Motivação Objetivos Histórico Família de protocolos TCP/IP Modelo de Interconexão Arquitetura em camadas Arquitetura TCP/IP Encapsulamento

Leia mais

TOPOLOGIAS E CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O PADRÃO IEEE 802.16 (WIMAX) MATHEUS CAVECCI

TOPOLOGIAS E CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O PADRÃO IEEE 802.16 (WIMAX) MATHEUS CAVECCI TOPOLOGIAS E CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O PADRÃO IEEE 802.16 (WIMAX) MATHEUS CAVECCI Dezembro 2011 INTRODUÇÃO A transmissão de dados via ondas de radio não é novidade, segundo Haykin e Moher, as primeiras

Leia mais

Mude para digital. Sistema de rádio bidirecional digital profissional MOTOTRBO

Mude para digital. Sistema de rádio bidirecional digital profissional MOTOTRBO Sistema de rádio bidirecional digital profissional A solução de comunicação em rádios bidirecionais de próxima geração está aqui, com melhor desempenho, produtividade e preço e mais oportunidades para

Leia mais