Boulevard Castilhos França, nº Edifício do BACEN - 4º, 5º

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Boulevard Castilhos França, nº 708 - Edifício do BACEN - 4º, 5º"

Transcrição

1 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Município de Marabá EXCELENTÍSSIMO JUIZ FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE MARABÁ/PA Ref.: Inquérito Civil Público nº / (...) da situação de descaso com a saúde indígena na região Sudeste do estado do Pará, que beira à violência institucional pela falta de condições mínimas de trabalho dos funcionários e a falta de serviços básicos aos indígenas ( ) (relato dos indígenas no documento de fl. 84) O Ministério Público Federal, por meio do Procurador da República que a esta subscreve, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, vem exercer AÇÃO CIVIL PÚBLICA em face de UNIÃO, pessoa jurídica de direito público interno, representada pela Procuradoria da União no Pará, sito na Av. Boulevard Castilhos França, nº Edifício do BACEN - 4º, 5º e 6º andares, CEP , Belém/PA; pelos fatos e fundamentos adiante expostos. Rua Antônio Chaves, 861 Novo Horizonte Marabá/PA - CEP Fone: (094) Fax-simile: (094)

2 I - DOS FATOS A partir de representação das comunidade indígenas foi instaurado o Inquérito Civil Público nº / , em anexo, que teve como objeto de investigação a análise da situação da prestação do serviço público de saúde às populações indígenas da região sudeste do Pará (aldeias localizadas nessa área e vinculadas ao Distrito Sanitário Indígena Guamá-Tocantins). Iniciada com manifestação das comunidades, houve várias reuniões com os representantes da administração pública ligada à prestação de saúde, com associações indígenas que estavam, de certa forma, assumindo responsabilidades que não lhes eram devidas, além de ter sido promovida a oitiva de servidores que atuavam diretamente em tal serviço, concluindo-se que o caos no oferecimento de tal serviço vem se arrastando há tempos, se agravando a cada momento, sem que haja nenhuma perspectiva concreta de resolução das irregularidades. Os prejuízos vivenciados pelas comunidades indígenas que vivem na região sudeste do Pará abrangem tanto a questões de estruturas físicas dos ambientes disponibilizados para o serviço como na disponibilização de materiais mínimos e de agentes para atendimento da saúde. Depreende-se da leitura dos autos que muitas aldeias sequer possuem postos de saúde adequados, água potável para consumo, garantia de transporte para atendimento médico, nem mesmo são abastecidas de forma eficaz com medicamentos e materiais médicos. Ainda, há problemas relacionados com a Casa de Saúde Indígena de Marabá, que além de não oferecer condições mínimas de habitabilidade para aqueles que se recuperam de intervenção médica, possui estrutura insuficiente para a demanda da comunidade. Também registrou-se o completo desparelhamento das unidades locais de atendimento à saúde, as quais ficam impossibilitadas até de imprimir documentos por falta de cartuchos para alimentar as impressoras. As irregularidades que restaram evidenciadas exigem imediata atuação por parte da União, a qual, pela Secretaria da Saúde Indígena, é responsável pelo efetiva e

3 adequada prestação de saúde às comunidades indígenas I.1. Histórico Em nota técnica formulada pelo antropólogo desta Procuradoria da República (fl. 11), após assembleia realizada em fevereiro de 2011, apontou-se que as lideranças indígenas da região estavam descontentes com a precariedade dos serviços em saúde indígena, a falta de infra-estrutura e comprometimento da FUNASA, desde que assumiu as ações nas aldeias. Importa registrar, para explicar as sucessivas alterações administrativas ocorridas que cada vez mais prejudicaram as comunidades indígenas, que até 2005 a FUNASA tinha um convênio direto com a APITO (Associação dos Povos Indígenas do Tocantins), na qual a autarquia liberava recursos diretamente para a associação, que era responsável pela contratação de profissionais, transporte de doentes, distribuição de medicamentos, entre outras atividades. Após o fim deste convênio, a responsabilidade por tais funções passou a ser da FUNASA. A fim de continuar auxiliando às comunidades indígenas, a APITO formulou convênio com o Município de Bom Jesus do Tocantins, município no qual está situado apenas a Terra Indígena Mãe Maria, e, a partir de recurso liberado à municipalidade pelo Ministério da Saúde a título de complementação para atendimento aos indígenas, denominado SAS (Serviço de Atendimento à Saúde), a referida associação instituiu um grupo de profissionais que acabou desenvolvendo um trabalho em toda a região sudeste do Pará, sem a qual algumas comunidades sequer veriam profissional de saúde em sua aldeia. Ofício expedido pela APITO, fl. 51, demonstra que a mesma era responsável, na região, pela contratação de 2 enfermeiros, 22 técnicos de enfermagem, 3 motoristas, 2 cozinheiros, 11 agentes indígenas de saúde (AIS), 11 agentes indígenas de saneamento AISAN), 1 lavadeira e 1 gerente administrativo. A grandiosidade do trabalho

4 realizado pela APITO no tratamento à saúde é evidenciado pelo documento de fl. 74, produzido pelo Polo Base de Marabá (área de atuação da FUNASA sem gestão administrativa ou financeira), que revela que as 12 aldeias indígenas sobre sua atribuição eram atendidas por 23 técnicos de enfermagem, sendo que destes 20 são da APITO, e por 3 enfermeiros, sendo 2 destes da APITO. E mais: os profissionais que adentravam às aldeias eram da Associação. Vale dizer, quem presta serviço direto de atendimento de saúde no sudeste do Pará é a própria comunidade indígena, pela Associação, cujo único recurso público que recebe é oriundo de um convênio que possui apenas com o município de Bom Jesus do Tocantins. A APITO ainda acabou, nestes últimos anos, contribuindo com combustível e outros materiais, fazendo mais que devia, mas, face a inexistência de atuação dos entes da administração pública, era cada vez mais insuficiente para as demandas das comunidades de todos os municípios do sudeste paraense. Quem era responsável pelas equipes multidisciplinares e pela gestão do atendimento à saúde era a FUNASA, mas a mesma delegava grande parte dos serviços (sem repassar valores) para a APITO. Nas tratativas deste Órgão Ministerial para resolução extrajudicial das irregularidades que eram constatadas na prestação do serviço de saúde aos indígenas, chegou a ser assinado um Termo de Compromisso (fl. 322), em 16/04/2010, no qual a FUNASA se comprometia à: a) contratar, até agosto daquele ano, duas equipes multidisciplinares completas, nos termos da Portaria 254/2002 e portaria GM 1088/2005 do Ministério da Saúde, bem como complementar a equipe existente, totalizando um total de três equipes completas, que se responsabilizarão pelo atendimento das comunidades do Polo Base de Marabá (fl. 323); b) fornecer de modo regular os medicamentos necessários para manutenção da saúde indígena, em observância aos atos normativos pertinentes, bem como, inclusive fornecimento de medicamentos especiais, sem prejuízo do atendimento regular no SUS através do Polo Base Marabá; c) entre outros itens relacionados especificamente a TI Sororó. O Termo de Compromisso não resultou Termo de Ajustamento de Conduta (fl. 325) pela omissão da FUNASA.

5 Houve, por parte da FUNASA, em 2010, ao perceber a incoerência com que tratava a questão da saúde no sudeste do Pará e devido, provavelmente, ao termo de compromisso firmado, a tentativa de uma nova terceirização do atendimento à saúde. Através da empresa IBRASC (noticiado à fl. 3 como solução para parte dos problemas), buscaria se resolver a questão das equipes que deveriam se deslocar às aldeias, o que também não repercutiu em benefício prático. O Convênio teve vigência apenas até março de 2011, mas a FUNASA continuava pedindo ajudas às associações das comunidades indígenas, inclusive a APITO, até mesmo para adquirir combustível para chegar às aldeias. A partir de nova mudança legislativa, houve a transferência da responsabilidade pelo atendimento à saúde indígena da FUNASA para a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), que até o momento não promoveu nenhuma modificação no atendimento. Ao contrário, sequer reunião com as lideranças indígenas se dispôs a realizar (não se tem notícia de respostas ao documento de fl. 266). As comunidades estão cada vez mais abandonadas pelo sistema de saúde. Nos termos da reunião com lideranças da TI Mãe Maria: a situação da FUNASA encontra-se periclitante e, no contexto da transição dos serviços para a Secretaria de Saúde Indígena, o quadro vem piorando (fl. 78). Face às diversas dificuldades encontradas pelas comunidades indígenas, estas promoveram um Relatório Crítico da situação do Polo Base de Marabá, no qual descrevem os problemas constatados (fl. 82/110). Esta Procuradoria da República expediu a Recomendação nº 3/2011 (fl. 111 à 117) à SESAI, à FUNASA e ao DSEI, além de promover oitiva de funcionários e realizar reuniões específicas sobre o tema, mas nada de modificação concreta foi promovida pelos responsáveis pela efetiva prestação de saúde indígena. I.2. Dos postos de saúde nas aldeias A inexistência de postos de saúde para realização dos procedimentos

6 ambulatoriais e/ou atendimentos médicos é um ponto fulcral no prejuízo ao serviço de saúde. As informações de representantes da aldeia Kanahi, povo Atikum, apontam que não tem posto de saúde e o local provisória onde é feito o atendimento não dispõe de mobiliário e equipamento adequado (fl. 2). A comunidade da aldeia Guajanaíra, em reunião realizada nesta Procuradoria da República, cuja ata encontra-se à fl. 2, aponta que o posto de saúde está em estado precário, faltando, inclusive, as portas, sendo que não dispõe de mobiliários e equipamentos. Integrantes do grupo Akrãtikatêjê, da Terra Indígena Mãe Maria, apontaram, ao ouvirem as informações acima mencionadas, que a situação é a mesma na sua aldeia (fl. 3). As fotos de fl. 107 à 109 demonstram a situação dos postos de saúde indígena nas aldeias. Falta estrutura adequada, como no caso do posto de uma das aldeias Xicrin (fl. 108) e Ororobá (fl. 109), bem como estantes para guarda de materiais (fotos à fl. 107) médicos. Aliás, é de se registrar que a falta de local adequado para acomodação e guarda dos materiais (remédios e seringas) utilizados no tratamento da saúde indígena acabam por ensejar riscos para a comunidade. Em depoimento prestado pelas técnicas de enfermagem que adentram às aldeias verifica-se a situação delicada que os profissionais de saúde se deparam ao se deslocarem aos locais de serviço para prestar atendimentos. Relatam que em relação ao posto de saúde da aldeia Ororobá, este está em péssimas condições, é de madeira, o piso está afundando, ausêncka de cadeiras, apenas 1 (uma) mesa; falta local adequado para armazenamento dos medicamentos; falta de instrumentos para curativo (faltam pinças, tesouras) (fl. 277). Quanto ao posto da aldeia Guajanaíra, há necessidade de reforma, uma vez que está sem porta, sem janelas, péssimas condições no banheiro, falta de geladeira, de cama, de local adequado para armazenamento da medicação (fl. 277). Os relatos dos próprios profissionais de saúde é alarmante. São os agentes que estão diretamente em contato com as comunidades indígenas, desdobrando-se para prestar um serviço que, por falta de condições físicas dos postos e dos materiais fornecidos

7 pela União, deixa os pacientes e as técnicas insatisfeitas. Os relatos ainda apontam que a aldeia Odjã é de madeira, servindo de alojamento, inclusive, para profissionais de outras áreas que visitam à aldeia (exemplo professores), falta água potável, não há banheiro, não há encanamento na construção (fl. 277). Quanto à aldeia Kanaí, relatam que o piso está afundando, não havendo serviço de energia elétrica e não há banheiros (fl. 277). Os documentos dos autos apontam a precariedade nos postos de saúde dentro das aldeias indígenas. Há duas, das doze, aldeias que sequer possuem postos de saúde (fl. 138), em outras há falta de leitos, cadeiras e armário. A APITO sintetizou de forma adequada os prejuízos oriundos da falta de estrutura e materiais nos postos de saúde das aldeias, ao afirmar que os postos de saúde, bem como os equipamentos utilizados na maioria destes, estão em completo estado de deterioração, sem as mínimas condições de uso, oferecendo riscos à saúde dos paciente indígenas, bem como dos funcionários que os utilizam (fl. 52). I.3. Da situação da Casa de Assistência ao Indígena A Casa de Assistência ao Indígena visa, nos termo do art. 106 da Portaria nº 1.117, de 8 de setembro de 2003, do Regimento Interno da FUNASA, alojar e alimentar pacientes e seus acompanhantes, durante o período de tratamento médico, bem como prestar assistência de enfermagem aos pacientes pós-hospitalização e em fase de recuperação. Em que pese a importância de tal mister, a CASAI em Marabá não possui condições mínimas para cumprir tal função. O problema inicial já se apresenta no atual quadro de funcionários, que é insuficiente. Conforme documento de fl. 74, dos 9 técnicos de enfermagem que atuam na CASAI, 6 são da APITO. Face a inexistência de profissionais de saúde contratados pelo governo, a associação indígena é responsável pela maior parte dos profissionais atuantes no

8 estabelecimento. É de se registrar que a CASAI é de responsabilidade da Secretaria de Saúde Indígena, mas esta não possui servidores suficientes para prestar o adequado serviço. Ocorre que o convênio entre o município de Bom de Jesus do Tocantins e a APITO está para ser encerrado neste ano. Ou seja, a maior parte do serviço de atendimento prestado na CASAI deixará de ser prestado, posto que a Associação não terá como manter seus funcionários no local. Assim, é urgente a necessidade da contratação de profissionais da saúde para a CASAI, pelo menos, por ora, na quantidade que já existia com a ajuda da APITO. Posteriormente, é imperioso que a quantidade de servidores seja compatível com a demanda de atendimento em Marabá. A alimentação fornecida na CASAI é outro problema. Não há variedade alimentar. Não há produtos para permitir-se refeições adequadas e nutritivas. O depoimento do Cacique Payaré na reunião das lideranças indígenas (fl. 26) esclarece o problema: que um dia foi almoçar na CASAI e foi oferecido feijão duro com apenas arroz. Se a casa da saúde é um ambiente que visa propiciar o suporte àqueles que sofreram alguma intervenção médica, e/ou dar estrutura às pessoas que vêm de outras aldeias para atendimento em hospital, por óbvio deveria estar devidamente preparada para fornecer alimentos adequados à recuperação da saúde. Os problemas da falta de nutrientes nas refeições é explicado pelo relatório crítico elaborado pelas lideranças indígenas. À fl. 103 relatam que alguns alimentos, como carnes e verduras, são adquiridos pelo DSEI por pregão eletrônico, nos quais vencem empresas de outros estados, sendo que estes não prestam devidamente o serviço. Problema: não há cobrança alguma do DSEI à empresa contratada, talvez até mesmo pela distância geográfica da CASAI, resultando no quadro conclusivo de que os pacientes da CASAI ficaram três meses sem o consumo de carnes e verduras (...) (fl. 103). Independente dos entraves burocráticos, é dever da União prestar o devido atendimento à saúde indígena. Três meses sem carne e verduras em um estabelecimento que visa a recuperação de pacientes, beira o absurdo. O espaço para alojamento também é insuficiente. A CASAI em Marabá

9 recebe as comunidades de toda a região sudeste do Pará que buscam atendimento no município, centro de atendimento médico. Ocorre que a estrutura física não permite a devida acomodação destes indígenas. Conforme evidenciado a partir de reunião realizada nesta Procuradoria da República com lideranças indígenas da TI Mãe Maria (fl. 78), não há leitos suficientes para os que esperam atendimento médico e se recuperam de alguma intervenção. Pacientes operados dividem leitos com outros pacientes. Nos termos dos representantes indígenas: existem, por exemplo, pacientes grávidas e mulheres operadas dividindo leitos com os demais pacientes, agravando os riscos de infecções (fl. 78). A falta de cômodos apropriados em quantidade e estrutura adequados na CASAI acaba resultando na acomodação, no mesmo quarto, de doentes que se recuperam de cirurgias com outros que estão se tratando de doenças contagiosas. Ainda, falta ventilação adequada nos ambientes, o que é agravado pelo calor típico da região. A afirmação prestada pela enfermeira e coordenadora da CASAI, Vilma Lúcia de Oliveira, fl. 130, esclarece o problema: a estrutura física da CASAI não possui condições de dar acolhimento aos pacientes; que hoje há 47 pacientes na CASAI; que a capacidade da CASAI é de 12 leitos; ( ) que o adequado seriam 50 leitos na CASAI ( ); que o número de técnicos de enfermagem também é insuficiente; ( ) que o adequado seriam 14 técnicos de enfermagem na CASAI; que deveria haver 30 técnicos para atender as aldeias; ( ) (fl. 130) O relatório crítico de fl. 82 ainda aponta outros problemas atinentes às acomodações na CASAI: a maioria das cadeiras, mesas e computadores estão quebradas, a superlotação da CASAI e a falta de ventiladores obriga os pacientes a se deitarem na entada (fl. 91 e foto de fl. 92). Os pacientes precisam de locais adequados para repouso, o que não se vislumbra na CASAI de Marabá. Mas o Relatório de Inspeção elaborado após diligência promovida pela FUNAI (fl. 66) aponta o caos da CASAI quanto à higiene do local. Após mencionar-se que no momento em que houve a inspeção não havia nenhum servidor da FUNASA no momento, nem

10 da área administrativa, tampouco da área finalística, registra o relatório que: Ao sairmos do alojamento para visitar o lavatório, comprovamos as péssimas condições de higiene, uma vez que fezes estavam no chão além de bastante lixo. As indígenas Suruí relataram ainda que limparam, por iniciativa própria, a área destinada a lavagem de roupas pois estavam tendo que andar na ponta do pé par anão pisar em merda e não suportaram essa situação (fl. 66) A falta de higiene também foi constatada pela relatório crítico elaborado pelas comunidades indígenas. À fl. 104 e 105 há fotos de lixos nas áreas de circulação das pessoas que buscam a casa de assistência. Por fim, a cozinha da CASAI carece de materiais mínimos, como pratos, colheres e copos para servir os alimentos. Há vários materiais sem manutenção acumulados na casa (fl. 105), servindo de entulho, sendo foco de atração de animais. Trata-se de questões bastante simples de resolver-se administrativamente, mas face a morosidade e/ou descaso da União, urge que o Judiciário imponha as devidas correções. I.4. Da falta de material nas estruturas administrativas Os poucos funcionários existentes na estrutura estatal destinados aos serviços de saúde preventivo e curativo sofrem o prejuízo no exercício de suas atividades pela falta de material adequado. Relatam a ausência de computadores em número suficiente, o que foi inclusive constatado pelas lideranças indígenas que residiram o relatório crítico de fl. 82. Há um núcleo no Polo Base de Marabá responsável por alimentar informações no sistema federal de dados, denominado SEASI (Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena), sendo que o mesmo não pode ser alimentado por falta de acesso a internet em Marabá. Os equipamentos para exames laboratoriais estão obsoletos e não oferecem condições de realização de diagnóstico, sendo que os exames não estavam sendo feitos por

11 falta de equipamentos e materiais adequados (fl. 95). O setor de farmácia, conforme informação do servidor que nele trabalha, carece de melhor espaço para acomodar os medicamentos, bem como de computadores para o devido registro dos mesmos. Ainda, a oitiva do servidor que atua em tal setor (fl. 131) revelou que os medicamentos encaminhados por Belém não são suficientes para a demanda. A realidade apontada por EDIVAR, outro servidor do Polo Base de Marabá, evidencia o descaso da União com a saúde indígena, ao ser registrado que em relação às compras, relata que já passou aproximadamente três anos para ser atendido pedido de material; ( ) que os servidores da FUNASA costumeiramente pagam do próprio bolso produtos como insumos e outros necessário para desenvolver os serviços (...) (fl. 134). A CASAI também carece de materiais básicos para prestar o devido atendimento aos pacientes indígenas. Em oitiva promovida por este Órgão, a coordenadora da CASAI aponta a precariedade nos materiais médicos hospitalares (exemplo: pinças), sendo que já foram feitos vários requerimento para aquisição de equipamentos (fl. 130). A falta de materiais básicos é condição mínima para o atendimento na casa de assistência. Não adianta haver equipes e profissionais se os insumos básicos não são prestados pela União. Registrase, como apontado pela servidora, que há pedidos por materiais, os quais não são fornecidos. Registra-se que também faltam equipamentos nos postos de saúdes nas aldeias, havendo insuficiência de medicamentos (anestésico, analgésico, antibióticos, ). A oitiva da enfermeira Antonia de Sousa Lima (fl. 138) relata prejuízos na distribuição de medicamentos em decorrência da administração excessivamente centralizada. Aponta que há medicamentos que são encaminhados para o Polo Base de Marabá e referem-se a doenças que são típicas de outras regiões. A oitiva de outros servidores (fl. 140) aponta que os medicamentos distribuídos não atendem a necessidade local, posto que são remetidos produtos que já há em estoque no polo base, em detrimento de outros que estariam em falta. O fato é que mesmo uma administração centralizada deve estar atento às necessidades da base, dos servidores que estão diretamente envolvidos na atividade-fim. Não está ocorrendo tal mecanismo na estrutura da União disposta ao tratamento da saúde,

12 sendo necessário que o Judiciário exija que os materiais adequados cheguem aos postos de atendimento. Não havendo como promover a atividade fim, por falta de material, os servidores do Polo Base de Marabá, da CASAI e das aldeias acabam improvisando material, solicitando à FUNAI ou às associações indígenas os insumos que o próprio órgão devia fornecer. O relato da responsável pela administração do Pólo Base é esclarecedor, ao afirmar que: já estou cansada de pedir combustível; xerox; cartucho, etc. Para as Associações: Funai e Apito (fl. 142). Não há como prestar serviço de saúde com qualidade se faltam recursos básicos para tal. I.5. Do transporte dos indígenas Outro ponto nevrálgico no atendimento à saúde é o transporte dos índios das aldeias até aos postos de atendimento básico, CASAI, clínicas e hospitais da região. Atualmente tal transporte, no sudeste do Pará, apenas acontece porque as associações contribuem financeiramente, pagando o combustível ou cedendo o veículo, ou porque os índios pegam carona com algum veículo da associação, ou porque se deslocam de forma própria. Poucos são os que conseguem se deslocar exclusivamente com os serviços do Estado. Conforme informação prestada pela FUNASA (Polo Base de Marabá), à fl. 75, verifica-se que dos 10 veículos disponíveis ao órgão, 5 estavam inoperantes, seja por estar em manutenção, seja por estar com a documentação atrasada, ou por estar sem cartão de abastecimento. O depoimento de EDGAR, responsável pelo setor de transporte do Polo Base de Marabá, aponta que apenas dois veículos a disposição do órgão são confiáveis, sendo que os demais já possuem mais de dez anos de uso (fl. 132). A coordenadora da CASAI, Vilma Lúcia de Oliveira, expõe, à fl. 130, que só há um veículo a disposição do órgão, o que inadequado para atender a demanda.

13 I.6. Das dificuldades no transporte dos servidores Recentemente houve surto de tuberculose na aldeia Odjã, na TI Xicrin do Cateté, sendo que não houve o deslocamento de nenhum servidor da FUNASA para averiguar o foco e promover medidas preventivas e orientação para a não proliferação da doença. A justificativa apresentada pelos gestores da saúde às comunidades indígenas foi a ausência de diárias para custear as ações de saúde em geral, conforme informado ao Ministério Público Federal pelas lideranças da TI Mãe Maria (fl. 78). De fato, diante da oitiva de EDIVAR, servidor do Polo Base de Marabá (fl. 134), restou evidenciado, em setembro, que quanto ao surto de tuberculose na comunidade Xicrin, desde maio já foi solicitado diárias para deslocamento, se nenhum encaminhamento pelo DSEI (...). A água é elemento indispensável a vida humana, mas também pode ser justamente o vetor para doenças e mortes. A saúde de uma comunidade indígena está intimamente ligada à água e sistema sanitário que existe na aldeia. Não por outro motivo o Polo Base de Marabá possui técnico especialista em saneamento ambiental. Ao ser colhido seu depoimento (fl. 137), restou comprovado que Marabá tem um laboratório completo para tratamento de água, mas não é utilizado porque há problema de transporte. Ainda, relatou o servidor que muitas vezes os técnicos tem que pedir carona para se deslocarem até as aldeias (fl. 137). O mesmo problema é vivenciado pelos profissionais da equipe de endemias, os quais também não estão conseguindo se deslocar às aldeias. O depoimento do agente de saúde do setor (à fl. 146) expõe que há seis meses não possuem nenhuma informação de dados ou índices de agravos da comunidades indígenas por falta de transporte e material técnico. Afirmam que estão trabalhando de forma improvisada, evidenciando o perigo de surtos endêmicos. De fato, as medidas preventivas são economicamente melhores, mas a falta de preocupação da União com este setor acabou por ensejar o surto de tuberculose na TI Xicrin. Quantas outras epidemias são necessárias para que a União comece a prestar

14 efetivo serviço? Melhor não esperar para saber. I.7. Da distância (geográfica e administrativa) da sede do DSEI A antiga estrutura da FUNASA dividia administrativamente o país em distritos sanitários especiais indígenas (DSEI), sendo que a região do sudeste do Pará incluise no DSEI Guamá-Tocantins, cuja sede fica em Belém. Em Marabá há apenas uma das agências da FUNASA, responsável pelo polo-base, e a CASAI. Conforme acima relatado, a situação administrativa da FUNASA no município beira ao caos, e parte se deve à distância entre a demanda e o núcleo administrativo com gestão orçamentária. Explica-se: as comunidades das Terras Indígenas Mãe Maria, Sororó, Las Casas, Xikrin, das aldeias Guajanaíra e Ororobá, entre outras, são encaminhadas para Marabá para o atendimento médico. De fato, Marabá é o município de referências para estas lideranças indígenas para o enfrentamento de problemas de saúde. Ocorre que Marabá não tem nenhuma gerência orçamentária e/ou política, ficando diretamente vinculada à Belém. A distância de 500 quilômetros entre o município que arca com a maior demanda no DSEI e os gestores desta unidade administrativa, gera prejuízos na aquisição e distribuição de produtos, materiais e medicamentos que deveriam ser destinados às comunidades. Não por outro motivo a APITO (Associação dos Povos Indígenas do Tocantins) conclui: A política de centralização das ações na capital Belém ocasionou inúmeros problemas no acesso às condições básicas de saúde dos povos indígenas na região. A realização de consultas especializadas, os serviços funerários, a compra de medicamentos e de alimentos, entre outros serviços essenciais ficaram na gerência do DSEI que fica distante mais de 500 quilômetros dos povos que deveriam ser atendidos. Tal situação gera o quadro alarmante de negação do direito à saúde, inclusive os serviços funerários que deveriam ser realizados pela FUNASA, que detém o recurso para tal, são

15 realizados pela APITO pela inviabilidade da oferta do serviço em tempo hábil (fl. 52) De fato, não há explicação para que a região sudeste do Pará, afastada cultural e geograficamente de Belém, fique vinculada ao DSEI cuja administração é lotada em Belém. Os entraves ao atendimento da saúde são visíveis. O setor de compras do Polo Base de Marabá é um dos mais afetados. Somada a distância do DSEI com a falta de equipamentos do setor, verifica-se que materiais de necessidades imediatas acabam não sendo adquiridos. Um exemplo apresentado é em caso de falecimento de indígena, visto que a compra da urna funerária também é feita por Belém, acabando por não chegar a tempo até a comunidade, a qual acaba tendo que adquirir tais produtos (fl. 101). O polo base de Marabá (designação geográfica sem autonomia financeira e/ou administrativa) é responsável por 12 aldeias, atendendo indígenas (conforme fl. 74). O DSEI Guamá-Tocantins possui 9 polos bases, assim distribuídos 1 : DSEI UF POLO BASE Guamá-Tocantins Maranhão Paragominas 63 Guamá-Tocantins Pará Capitão Poço 122 Guamá-Tocantins Pará Marabá 661 Guamá-Tocantins Pará Oriximiná 397 Guamá-Tocantins Pará Paragominas 243 Guamá-Tocantins Pará Santa Luzia do Pará 53 Guamá-Tocantins Pará Santarém 43 Guamá-Tocantins Pará Tomé-Açu 83 Guamá-Tocantins Pará Tucuruí 196 Quantidade de famílias atendidas Conforme resta claramente evidenciada, o Polo Base de Marabá é o 1 Tabela obtida no site do Ministério da Saúde, <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/polobase_dsei_guama_to_sesai_2011.pdf>, conforme consulta em 08/12/2011.

16 responsável pelo maior número de famílias, sendo o principal foco de demanda. Se este polo, sozinho ou somado com o de Tucuruí (geograficamente próximo) não for suficiente para criação de um novo DSEI, pelo menos já aponta a necessidade que mude-se a localização da unidade com autonomia financeira e administrativa, passando-se de Belém para Marabá. Ainda, se o objetivo do serviço destinado aos indígenas, como apregoa a legislação, é fomentar a participação das comunidades no processo decisório, não se justifica centralizar esta extensa área em Belém, principalmente quando a maioria das famílias está localizada no sudeste do Pará. A criação de um DSEI especificamente para atendimento da região sudeste do Pará (apenas o Polo Base de Marabá ou somado com o de Tucuruí), desmembrando-a do DSEI Guamá-Tocantins, dando-lhe a devida estrutura, além da autonomia administrativa e financeira cabível, é medida que, além de facilitar a correta e rápida liberação de recursos, permitirá maior transparência às comunidades dos gastos públicos no atendimento à saúde indígena. I.8. Da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena - EMSI Sem dúvida, um dos maiores problemas da região sudeste do Pará é a falta de equipes de saúde indígena completas. A União tem conseguido (ou melhor, não tem) a façanha de prestar serviços médicos na região sem que haja um médico que integre uma equipe. Nem há, também, odontólogo. Tal despautério, além de contrariar a lógica, contraria a própria Instrução Normativa nº 1, de 4 de julho de 2005, do Ministério da Saúde, que prevê, no ANEXO I, que houvesse um médico e um odontólogo para cada grupo de à habitantes. Ocorre que desde a publicação da instrução (2005) nunca houve médico e/ou odontólogo integrando equipe multidisciplinares no Polo Base de Marabá.

17 Conforme informações do próprio Ministério da Saúde 2, há mais de indígenas nos municípios abrangidos pelo Polo Base de Marabá. Confrontando tal quantidade com o disposto no ANEXO I, da Portaria nº 1.088/GM, de 4 de julho de 2005, do Ministério da Saúde, bem como com o documento de fl. 229, que prevê a composição das equipes multidisciplinares na região amazônica, verifica-se que o Polo Base deveria contar com 2 médicos, 2 odontólogos, 4 enfermeiros, 4 auxiliares de saúde bucal e 12 agentes de saúde indígena (quanto aos técnicos de enfermagem e agentes indígenas de saneamento verifica-se que o documento de fl. 229 contraria a Portaria nº 1.088/GM, de 4 de julho de 2005, do Ministério da Saúde, como se verá). Ocorre que do confronto da normativa já existente com a realidade vivenciada pelas comunidades indígenas, já há flagrante descumprimento às normas aplicáveis posto que não há médicos e odontólogos em equipes multidisciplinares no Polo Base de Marabá, além de não se atender a quantidade prevista quanto aos demais profissionais. Tal situação já foi objeto de reuniões neste Ministério Público Federal com representantes da FUNASA e de lideranças indígenas, tendo sido assinado o termo de compromisso cuja cópia encontra-se à fl. 323 (original juntado no processo , em trâmite nesta Subseção Judiciária). Em tal termo de compromisso, a FUNASA já se comprometia, em abril de 2010, à contratar, até agosto daquele ano, mais duas equipes multidisciplinares completas, nos termos da Portaria 254/2002 e portaria GM 1088/2005 do Ministério da Saúde, bem como complementar a equipe existente, totalizando um total de três equipes completas, que se responsabilizarão pelo atendimento das comunidades do Polo Base de Marabá (fl. 323). Já havia compromisso no sentido de atender as necessidades do Polo Base de Marabá quanto a insuficiência dos profissionais destinados às equipes. Seriam contratadas 3 equipes. A realidade, porém, hoje, é que tais compromissos caíram no vazio, não havendo os profissionais de que deveriam estar atuando. O fato é que não há como a União se desvincular da obrigação de prestar 2 Conforme <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pop_dsei_guama_to_sesai_2011.pdf>, acessado em 13/12/2011.

18 serviços de saúde à comunidade indígena sem a contratação de equipe adequada para tal função. A inexistência de tais profissionais deve ser imediatamente corrigida. Ocorre que além desta irregularidade, as delimitações expostas nos documentos expedidos pelo Ministério da Saúde (fl. 229) para formação das equipes multidisciplinares afrontam diretamente o disposto no ANEXO I, da Portaria nº 1.088/GM, de 4 de julho de 2005, do Ministério da Saúde, no que se refere a dois profissionais. O anexo da Portaria exige um auxiliar de enfermagem para cada grupo de 400 à 600 habitantes. Todavia, o documento de fl. 229, expedido pelo Departamento de Atenção à Saúde Indígena, menciona que a equipe multidisciplinar de saúde indígena (EMSI) na amazônia será formada com 1 técnico de enfermagem para cada 750 habitantes. Ainda, o anexo da Portaria exige que tenha um agente indígena de saneamento por sistema de abastecimento de água. Todavia, o documento de fl. 229 aponta que haverá um AISAN para cada 250 habitantes. Deve existir, a interpretação a ser dada ao dispositivo não pode prejudicar o mínimo já estabelecido na legislação. Verifica-se que não se trata, no presente caso, em ir contra o mérito administrativo, mas busca-se preservar a cláusula do não retrocesso penal. De fato, os direitos sociais insculpidos na Constituição Federal permitem uma infinita atuação do Estado para prestar saúde e educação. Não há que se falar que o diploma máximo da legislação trata-se de uma meta inalcançável e, por isso, não cogente. A hermenêutica constitucional já estabeleceu as diretrizes interpretativas para os direitos sociais, postulando que tais normas são o norte para qual a legislação e administração devem continuamente caminhar. Não há como ser completamente atendida todas as normas sociais de pronto, mas não se pode admitir retrocessos.

19 II DO DIREITO II.1. Da legitimidade ativa O Ministério Público Federal tem a função institucional de defesa judicial dos direitos dos povos indígenas, nos termos do art. 129, inciso V, da Constituição Federal: Art São funções institucionais do Ministério Público: V - defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas. A Lei Complementar nº. 75, de Lei Orgânica do Ministério Público da União específica exatamente a defesa judicial dos interesses das populações indígenas, podendo adotar as ações que entender cabíveis para tal: Art. 6º. Compete ao Ministério Público da União: XI - defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas, incluídos os relativos às terras por elas tradicionalmente habitadas, propondo as ações cabíveis. A legitimação ativa do Ministério Público Federal ainda decorre do quanto disposto no art. 37, inc. I e II, da LC 75/93, a demonstrar sua atribuição para defender direitos alheios de natureza coletiva, pertinentes as Comunidades Indígenas, em substituição processual. II.2. Da Legitimidade Passiva Os prejuízos no atendimento à saúde das comunidades indígenas são de

20 responsabilidade direta da União. O art. 43, do ANEXO I, do Decreto nº 7.530, de 21 de julho de 2011, prevê que compete à Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, estabelecer diretrizes e critérios par ao planejamento, execução, monitoramento e avaliação das ações de saneamento ambiental e de edificações nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Ainda, o art. 46, do mesmo ANEXO, estabelece que compete aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, órgãos vinculados a SESAI, coordenar, supervisionar e executar as atividades do Substema de Saúde Indígena do SUS, criado pela Lei nº 9.836, de 23 de setembro de 1999, nas respectivas áreas de atuação. O Quadro do ANEXO II do mesmo dispositivo expõe que a Casa de Saúde Indígena está vinculada ao DSEI. A situação deficitária no atendimento da saúde indígena perpassa justamente pela falta de condições adequadas na CASAI de Marabá, passando pelas dificuldades das estruturas do DSEI, especificamente no tocante ao Polo de Marabá, todos órgãos federais, o que acarreta, por conseguinte, a responsabilidade da União que a legitima estar no polo passivo. Ademais, desta conclusão, somada com a circunstância que se busca tutelar direitos indígenas, se extrai, também, a competência da Justiça Federal, nos termos do art. 109, inc. I e XI, da Constituição Federal. II.3. Do Direito à Saúde O direito à saúde é um direito e garantia fundamental de todos, sendo dever do Estado ofertá-lo, nos termos do art. 196 da CRFB: Art A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

21 É resguardada, ainda, a proteção específica aos povos indígenas: Art. 54. Os índios têm direito aos meios de proteção à saúde facultados à comunhão nacional. Parágrafo único. Na infância, na maternidade, na doença e na velhice, deve ser assegurada ao silvícola, especial assistência dos poderes públicos, em estabelecimentos a esse fim destinados (Estatuto do Índio). No mesmo sentido, devem-se observar os princípios e dispositivos da Convenção nº 169 da Organização Internacional de Saúde, destacando-se o seguinte: Artigo Os governos deverão zelar para que sejam colocados à disposição dos povos interessados serviços de saúde adequados ou proporcionar a esses povos os meios que lhes permitam organizar e prestar tais serviços sob a sua própria responsabilidade e controle, a fim de que possam gozar do nível máximo possível de saúde física e mental. 2. Os serviços de saúde deverão ser organizados, na medida do possível, em nível comunitário. Esses serviços deverão ser planejados e administrados em cooperação com os povos interessados e levar em conta as suas condições econômicas, geográficas, sociais e culturais, bem como os seus métodos de prevenção, práticas curativas e medicamentos tradicionais. A saúde indígena deve ser tratada de maneira diferenciada. Ela abarca não apenas técnicas, como é característica da medicina ocidental, mas também costumes, tradições e práticas tradicionais os quais é assegurada proteção constitucional e internacional. Em função das razões aqui elencadas, bem como da situação de vulnerabilidade da população indígena em geral, a garantia específica da sua saúde é uma forma de promover a isonomia e deve ser devidamente respeitada e tratada conforme suas

22 diferenças. A CASAI tem que ter estrutura mínima para atender de modo satisfatório sua função. Nos termos do art. 613, do ANEXO, da Portaria nº 3.965, de 14 de dezembro de 2010, do Ministério da Saúde, que institui o seu regimento interno, aos Serviços de CASAI compete: I - promover o acolhimento do paciente e seus acompanhantes e fomentar a humanização do cuidado à saúde; II - garantir a recepção, alojamento, alimentação e atendimento de enfermagem aos pacientes e acompanhantes, respeitando as especificidades culturais; III - prestar assistência farmacêutica, incluindo a programação, armazenamento e dispensação de medicamentos, com foco no uso racional de medicamentos; IV - promover terapias ocupacionais para os pacientes e acompanhantes; V - apoiar o DSEI na articulação da rede de referência de ações de Assistência Social, bem como acompanhar o agendamento e a realização de consultas, exames e internações; VI - garantir apoio logístico e acompanhamento de pacientes aos serviços de referência e no retorno dos pacientes em alta médica e de seus acompanhantes aos locais de residência; VII - registrar as ações realizadas e manter atualizados os arquivos de informações dos usuários; VIII - orientar e acompanhar a execução de atividades de apoio administrativo, limpeza, manutenção, vigilância, transporte, administração de material, patrimônio, obras e comunicação; e IX - desenvolver atividades de administração e gestão de recursos humanos da CASAI. (grifo nosso) Não há como negar que obrigar índios a deitarem-se no chão ou em redes por falta de leitos para sua recuperação, ficar três meses sem oferecer carnes ou legumes nas refeições, não ter uma quantidade adequada de servidores, ter apenas um veículo para transporte, afronta diretamente ao intento da criação da casa de assistência. É necessário que haja leitos suficientes para os pacientes e acompanhantes, cômodos adequados, com

23 ventilação, alimentação adequada, e que haja veículos, combustível e motoristas para o transporte dos pacientes. Nos termos do artigo 46, do ANEXO I, do Decreto nº 7.530, de 21 de julho de 2011, assim como aponta 628 da Portaria 3.695, de 14 de dezembro de 2010, do Ministério da Saúde, estabelece a função do Distrito Sanitário Indígena, apontando que Aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas compete coordenar, supervisionar e executar as atividades do Subsistema de Saúde Indígena do SUS, criado pela Lei nº 9.836, de 23 de setembro de 1999, nas respectivas áreas de atuação. O próprio Regimento Interno dos Órgãos do Ministério da Saúde (Portaria 3.693) estabelece, ainda, as subdivisões do DSEI responsáveis pelo apoio técnico ao mesmo na contratação da execução de obras e serviços de engenharia para as áreas indígenas (art. 633, inc. III), para monitorar e avaliar as ações de saúde das equipes multidisciplinares e do DSEI (art. 634, inc. II), entre outros serviços que justamente estão sendo prejudicados pela atuação da União. Ainda, há necessidade, no objetivo de cumprir com seu dever, de o Estado pelo menos contratar profissionais para compor as equipes multidisciplinares nos limites já previstos no ANEXO I, da Portaria nº 1.088/GM, de 4 de julho de 2005, do Ministério da Saúde. No caso do Polo Base de Marabá já havia, ainda, a assinatura de termo de compromisso em que a região, pelas peculiaridades que lhe são inerentes, seria atendida por três equipes completas. A inexistência de médicos e odontólogos, além de outros profissionais em quantidade adequada, trata-se de descumprimento direto a norma legal que visava o mínimo no atendimento às comunidades indígenas. O fato é que é dever do Estado prestar o devido atendimento à saúde (art. 6º, Constituição Federal), tratando-se este de típico direito social. Este dever da União já aponta sua omissão e descaso nas irregularidades citadas ao norte. Seja na CASAI, seja nas demais estruturas do Polo Base de Marabá, seja nos postos de saúde nas aldeias, a União deve ser agente de prestação de saúde, fornecendo estrutura adequada, os materiais necessários e a contratação de equipes para o atendimento aos indígenas.

24 II.4. Quanto a criação do DSEI releva ressaltar o seguinte: A saúde indígena tem sua fundamentação na Lei nº 9.836/1999, da qual Art. 19-F. Dever-se-á obrigatoriamente levar em consideração a realidade local e as especificidades da cultura dos povos indígenas e o modelo a ser adotado para a atenção à saúde indígena, que se deve pautar por uma abordagem diferenciada e global, contemplando os aspectos de assistência à saúde, saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras, educação sanitária e integração institucional. Art. 19-G. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena deverá ser, como o SUS, descentralizado, hierarquizado e regionalizado. dispositivo, confirmando que: A Portaria Nº 70/Ministério da Saúde, de 2004, corrobora este VII - O processo de estruturação da atenção à saúde dos povos indígenas deve contar com a participação dos próprios índios, representados por suas lideranças e organizações nos Conselhos de Saúde locais e distritais; VIII Na execução das ações de saúde dos povos indígenas deverão ser estabelecidos indicadores de desempenho e sistemas de informações que permitam o controle e a avaliação das referidas ações; e IX - A implantação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas deve respeitar as culturas e valores de cada etnia, bem como integrar as ações da medicina tradicional com as práticas de saúde adotadas pelas comunidades indígenas. Assim, as ações de saúde devem contar com a ampla participação dos próprios indígenas, isto é, não apenas a comunicação a eles, ou consultas de caráter formal,

25 nas quais suas opiniões são ignoradas, mas o poder de fundamentar as ações, suas estruturas e diretrizes, bem como fiscalizar o processo como um todo. Ocorre que com a atual estrutura do DSEI Guamá-Tocantins a participação efetiva da comunidade no acompanhamento das atividades relacionadas aos serviços de saúde resta frustrada. Os depoimentos prestados pelas lideranças indígenas nos autos apontam que tentativas de solucionar tais questões junto ao DSEI Belém não tem logrado êxito (fl. 267), a política de centralização das ações na capital Belém ocasionou inúmeros problemas no acesso às condições básicas de saúde dos povos indígenas na região (fl. 56), a distância do Pólo Base da sede do DSEI, em Belém, tem dificultado a operacionalização das ações em saúde indígena (fl. 89), Eis o porquê as comunidades indígenas verificaram que a melhor solução seria a criação do DSEI Marabá (fl. 110). Mas a dificuldade de comunicação com Belém também é relatada pelos próprios servidores do Pólo Base de Marabá, a apontar-se a necessidade uma mudança na estrutura administrativa para que a prestação do serviço seja mais efetiva. Nos termos do quanto manifestado pela servidora Ana Luíza, responsável pelo Polo Marabá, informa que enquanto o Pólo Marabá não for gestor tudo continuará como está, pois é muito difícil de trabalhar com recurso financeiro muito longe de nós (fl. 142). A servidora descreve os inúmeros requerimentos não atendidos, noticiando os prejuízos que podem advir a atual precariedade dos serviços prestados. O pedido da servidora responsável pelo Polo Base de Marabá é pontual: pedimos a criação de um DSEI em Marabá, para que possamos trabalhar com dignidade (fl. 142). De fato, a submissão do Pólo Base de Marabá ao DSEI sediado em Belém tem prejudicado a atividade fim a ser desenvolvida pela União. O ideal seria a criação de um novo DSEI em Marabá, que compreendesse tanto este polo quanto outros próximos deste (como o de Tucuruí). Outras soluções são possíveis, como a promoção de rotinas visando desburocratizar a descentralização de recursos aos órgãos de execução locais relacionados ao atendimento à saúde indígena, revendo e aperfeiçoando os procedimentos para

26 autorização e liberação de diárias e recursos aos servidores responsáveis pelo atendimento local de indígenas. É o mínimo que se espera em respeito aos princípios da universalidade do atendimento à saúde e especialmente da eficiência da Administração Pública. II.5. Dos requisitos para a antecipação de tutela Os depoimentos colhidos durante a instrução do inquérito civil, seja dos servidores do polo base de Marabá, seja pelos enfermeiros e técnicos que visitam as aldeias e prestam serviços na CASAI, seja pelos depoimentos prestados pelas lideranças indígenas, demonstram de modo inequívoco as dificuldades que estão prejudicando o pronto atendimento aos indígenas. A miríade de irregularidades constatadas nos autos comprovam que a prestação do serviço de saúde às 12 aldeias do polo de Marabá são deficitárias. O receio de ocorrência de lesão de difícil reparação é latente face a natureza da objeto pleiteado: saúde. Busca-se que haja condições mínimas para o atendimento às comunidades, o que, se não atendido, pode acarretar perigo de novas doenças, proliferação de epidemias, complicações pós-operatórias, e outras mazelas à saúde que atingem diretamente à dignidade humana dos índios que pleiteiam o atendimento a um direito básico que é dever do Estado. III DOS REQUERIMENTOS Posto isso, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL requer e pede: 1) em caráter LIMINAR, posto que presentes os requisitos do art. 273,

27 inc. I, do CPC, com fulcro no art. 12 da Lei 7.347, de 24 de julho de 1985, que: 1.1) seja determinada à União que, no prazo de 10 dias, dê início aos procedimentos destinados à construção de postos de saúdes nas aldeias Akrantikatêjê, Odjã, Ororobá, Itahy e Kanahy, com estrutura compatível às atividades a serem desenvolvidas, propiciando segurança, higiene e conforto aos pacientes e profissionais de saúde; 1.2) seja determinada à União que, no prazo de 10 dias, dê início aos procedimentos destinados às reformas necessárias nos postos de saúde das demais aldeias localizadas no Polo Base de Marabá para propiciar segurança, higiene e conforto aos pacientes e profissionais da saúde; 1.3) seja determinada à União que, no prazo de 10 dias, forneça, ainda, mobiliário adequado (incluindo armários, leitos, cadeiras,...) e equipamentos para o atendimento da saúde (como seringas, pinças, ) em todas os postos de saúdes nas aldeias e na CASAI, bem como forneça medicamentos em quantidade suficiente e na diversidade adequada às necessidades locais; 1.4) seja determinada à União que, no prazo de 10 dias, os gestores administrativos iniciem imediata reposição dos materiais consumíveis quando solicitados pelos agentes de saúde que atendem diretamente os pacientes, na aldeia ou na CASAI; 1.5) seja determinada à União que mantenha, no mínimo, o mesmo quadro de profissionais na CASAI, independentemente dos convênios que firmar ou do cessamento de apoio propiciado pela APITO; 1.6) que, em 10 dias, promova a contratação emergencial de serviço para limpeza e higiene da CASAI de Marabá; 1.7) seja, em 10 dias, regularizado e mantido o fornecimento de alimentação adequada na CASAI; 1.8) seja disponibilizado, em 10 dias, duas equipes multidisciplinares completas para atendimento à saúde indígena das comunidades abrangidas pelo Polo Base de

São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições,

São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, A Constituição Federal de 1988 reconhece aos povos indígenas suas especificidades étnicas e culturais bem como estabelece seus direitos sociais. Dentre as inúmeras proteções conferidas aos povos indígenas

Leia mais

PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. Regulamenta as atribuições da Secretaria de Controle Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e dá outras providências. A PRESIDENTE DO, no uso de

Leia mais

RECOMENDAÇÃO 002/2011

RECOMENDAÇÃO 002/2011 RECOMENDAÇÃO 002/2011 OFÍCIO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E SOCIAL O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio do Procurador da República signatário, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, com

Leia mais

RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 30 DE JUNHO DE 2011

RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 30 DE JUNHO DE 2011 RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 30 DE JUNHO DE 2011 Legislações - ANVISA Sex, 01 de Julho de 2011 00:00 RESOLUÇÃO - RDC Nº 29, DE 30 DE JUNHO DE 2011 Dispõe sobre os requisitos de segurança sanitária para o

Leia mais

Saúde Indígena no Brasil

Saúde Indígena no Brasil PAINEL I Particularidades genéticas das populações amazônicas e suas possíveis implicações Coordenação de Mesa: Wim Degrave. Saúde Indígena no Brasil Mário R. Castellani Abordarei um pouco do que estamos

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 001/2010

RESOLUÇÃO Nº 001/2010 RESOLUÇÃO Nº 001/2010 ALTERA O REGIMENTO INTERNO DA OUVIDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS. O COLÉGIO DE PROCURADORES DE JUSTIÇA, no uso das atribuições conferidas pelo artigo 18, inciso XVII,

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013 RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013 A PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA, no uso de suas atribuições legais e CONSIDERANDO que as entidades da Administração Pública Federal indireta

Leia mais

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA Art.1º - A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE - SUSAM integra a Administração Direta do Poder Executivo, na forma da Lei nº 2783, de 31 de janeiro de 2003, como órgão responsável,

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO JOÃO DE MERITI

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO JOÃO DE MERITI PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO JOÃO DE MERITI PROCESSO: 0007733-93.2015.4.02.5110 (2015.51.10.007733-0) AUTOR: MINISTERIO PUBLICO FEDERAL REU: MUNICIPIO DE BELFORD ROXO Fls

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA VARA DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela Procuradora da República infra-assinada, com fundamento no art. 129, inc. II e inc.

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Estado de Roraima

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Estado de Roraima MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Estado de Roraima RECOMENDAÇÃO Nº 001/2011 MPF/RR P R DC Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão OBJETO: Inquérito Civil Público nº 1.32.000.000111/2010-37.

Leia mais

SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA: Um sonho que está se tornando realidade. Peru Setembro,2011

SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA: Um sonho que está se tornando realidade. Peru Setembro,2011 : Um sonho que está se tornando realidade Peru Setembro,2011 DEMOGRAFIA DOS POVOS INDÍGENAS DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO INDÍGENA Estão presentes : em 26 Estados e no DF em 438 municípios: 11% de médio porte

Leia mais

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013.

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013. ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 057/2009

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 057/2009 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 057/2009 Pelo presente instrumento, por um lado a Agência Nacional de Saúde Suplementar, pessoa jurídica de direito público, autarquia especial vinculada ao

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM SÃO PAULO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM SÃO PAULO RECOMENDAÇÃO nº 11/2013 PR-SP-00020156/2013 2º Ofício GRUPO V - Saúde O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela Procuradora da República signatária, no exercício das suas funções institucionais de que tratam

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 02/2012 CGMP

RECOMENDAÇÃO Nº 02/2012 CGMP MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA CORREGEDORIA-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RECOMENDAÇÃO Nº 02/2012 CGMP Recomenda aos Promotores de Justiça com atuação na área da proteção ao

Leia mais

1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Xanxerê

1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Xanxerê Inquérito Civil n. 06.2015.00001357-5 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, representado neste ato pelo Promotor de Justiça da 1ª Promotoria de

Leia mais

Gestão da saúde indígena O Modelo Brasileiro de Atenção à Saúde Indígena

Gestão da saúde indígena O Modelo Brasileiro de Atenção à Saúde Indígena Primer Foro Nacional de Salud de los Pueblos Indígenas San José Costa Rica 26, 27 y 28 de octubre de 2005 Gestão da saúde indígena O Modelo Brasileiro de Atenção à Saúde Indígena Edgard Dias Magalhaes

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

PORTARIA TRT 18ª GP/DG nº 045/2013 (Republicada por força do art. 2 da Portaria TRT 18ª GP/DG nº 505/2014) Dispõe sobre a competência, a estrutura e

PORTARIA TRT 18ª GP/DG nº 045/2013 (Republicada por força do art. 2 da Portaria TRT 18ª GP/DG nº 505/2014) Dispõe sobre a competência, a estrutura e PORTARIA TRT 18ª GP/DG nº 045/2013 (Republicada por força do art. 2 da Portaria TRT 18ª GP/DG nº 505/2014) Dispõe sobre a competência, a estrutura e a atuação da Secretaria de Controle Interno e dá outras

Leia mais

Instituição executora: N. C. Pinheiro ME. Equipe responsável: Neida Cortes Pinheiro e Sara Berardi.

Instituição executora: N. C. Pinheiro ME. Equipe responsável: Neida Cortes Pinheiro e Sara Berardi. ESTUDO SOBRE O DESENHO, A GESTÃO, A IMPLEMENTAÇÃO E OS FLUXOS DE ACOMPANHAMENTO DAS CONDICIONALIDADES DE SAÚDE ASSOCIADAS AO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA (PBF) PARA POVOS INDÍGENAS ficha técnica Instituição

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE GARANHUNS/PE DESPACHO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE GARANHUNS/PE DESPACHO INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO nº. 1.26.005.000001/2007-27 Assunto: APURAR SUPOSTAS IRREGULARIDADES NA APLICAÇÃO DE R$540.000,00 (QUINHENTOS E QUARENTA MIL REAIS) RECEBIDOS PELA ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS INDÍGENAS

Leia mais

SERVIÇO: ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL PARA PESSOAS ADULTAS

SERVIÇO: ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL PARA PESSOAS ADULTAS SERVIÇO: ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL PARA PESSOAS ADULTAS DESCRIÇÃO: Modalidade: Centro Dia para pessoa Idosa Serviço voltado para o atendimento, regime parcial, de pessoas idosas de 60 anos ou mais, de

Leia mais

ORIENTAÇÕES SOBRE APLICAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS

ORIENTAÇÕES SOBRE APLICAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS ORIENTAÇÕES SOBRE APLICAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS 1) PAB FIXO Podem ser custeados com o PAB-FIXO, todos os procedimentos pertinentes à atenção básica da saúde (ambulatorial),

Leia mais

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA COMPROVAÇÃO DOS ITENS DE VERIFICAÇÃO - UPA

RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA COMPROVAÇÃO DOS ITENS DE VERIFICAÇÃO - UPA RELAÇÃO DE DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA COMPROVAÇÃO DOS ITENS DE VERIFICAÇÃO - UPA Quando da apresentação de protocolos, manual de normas e rotinas, procedimento operacional padrão (POP) e/ou outros documentos,

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Município de Corumbá/MS. RECOMENDAÇÃO nº 026/2011

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Município de Corumbá/MS. RECOMENDAÇÃO nº 026/2011 Procuradoria da República no Município de Corumbá/MS RECOMENDAÇÃO nº 026/2011 Ao INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS (IBAMA), Diretoria de Planejamento, Administração

Leia mais

Institui a Política de Segurança da Informação da Advocacia-Geral da União, e dá outras providências.

Institui a Política de Segurança da Informação da Advocacia-Geral da União, e dá outras providências. PORTARIA No- 192, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2010 Institui a Política de Segurança da Informação da Advocacia-Geral da União, e dá outras providências. O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, no uso de suas atribuições

Leia mais

RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014

RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014 RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014 PR-PA-00032907/2013 Inquérito Civil Público n. 1.23.000.001476/2013-31 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República e Procurador Regional dos Direitos

Leia mais

TERMO DE COOPERAÇÃO TECNICA Nº 017 /2015-MPSP

TERMO DE COOPERAÇÃO TECNICA Nº 017 /2015-MPSP TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA QUE ENTRE SI CELEBRAM O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO E A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA. CONSIDERANDO que a assistência em saúde mental, prestada por meio

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 001/2015/4OFCIVEL/PR/AM

RECOMENDAÇÃO Nº 001/2015/4OFCIVEL/PR/AM RECOMENDAÇÃO Nº 001/2015/4OFCIVEL/PR/AM O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República subscrito, no uso de suas atribuições legais, em especial o disposto no art. 6º, XX, da Lei Complementar

Leia mais

Fórum sobre Violações de Direitos dos Povos Indígenas 1. Nota Técnica. O sonho vira pesadelo : sobre as violações do direto à Saúde Indígena no Brasil

Fórum sobre Violações de Direitos dos Povos Indígenas 1. Nota Técnica. O sonho vira pesadelo : sobre as violações do direto à Saúde Indígena no Brasil Fórum sobre Violações de Direitos dos Povos Indígenas 1 Nota Técnica O sonho vira pesadelo : sobre as violações do direto à Saúde Indígena no Brasil Descaso na Saúde Indígena: O sonho vira pesadelo são

Leia mais

Sistema Único de Saúde (SUS)

Sistema Único de Saúde (SUS) LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 Criadas para dar cumprimento ao mandamento constitucional Sistema Único de Saúde (SUS) 1 Lei n o 8.080

Leia mais

Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO DOU de 05/10/2015 (nº 190, Seção 1, pág. 669) Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições

Leia mais

Saúde Indígena. ANOP Auditoria de Natureza Operacional TC 013.233/2008-5 / Ac. 402/2009-Plenário

Saúde Indígena. ANOP Auditoria de Natureza Operacional TC 013.233/2008-5 / Ac. 402/2009-Plenário Saúde Indígena ANOP Auditoria de Natureza Operacional TC 013.233/2008-5 / Ac. 402/2009-Plenário Verificação da efetividade na aplicação de recursos federais em ações assistenciais e de saúde aos povos

Leia mais

Of. Circular nº 16/12-CAO/Saúde-i (c./) Curitiba, 17 de outubro de 2012.

Of. Circular nº 16/12-CAO/Saúde-i (c./) Curitiba, 17 de outubro de 2012. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Saúde Pública Of. Circular nº 16/12-CAO/Saúde-i (c./) Curitiba, 17 de outubro de 2012. Prezada(o) Colega.

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0082/2007

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0082/2007 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0082/2007 Pelo presente instrumento, por um lado a Agência Nacional de Saúde Suplementar, pessoa jurídica de direito público, autarquia especial vinculada ao

Leia mais

GERÊNCIA DE ORIENTAÇÕES, NORMAS E PROCEDIMENTOS GONP SETOR DE ORIENTAÇÃO - SEOR

GERÊNCIA DE ORIENTAÇÕES, NORMAS E PROCEDIMENTOS GONP SETOR DE ORIENTAÇÃO - SEOR GERÊNCIA DE ORIENTAÇÕES, NORMAS E PROCEDIMENTOS GONP SETOR DE ORIENTAÇÃO - SEOR Orientação Técnica n 006/2014 Assunto: Procedimento Relativo à Gestão da Frota do Município do Recife Legislação: Instrução

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0115/2006

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0115/2006 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0115/2006 Pelo presente instrumento, por um lado a Agência Nacional de Saúde Suplementar, pessoa jurídica de direito público, autarquia especial vinculada ao

Leia mais

LEI N. 084/91. O PREFEITO MUNICIPAL DE ALTO TAQUARI, Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, etc.

LEI N. 084/91. O PREFEITO MUNICIPAL DE ALTO TAQUARI, Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, etc. LEI N. 084/91 Institui o Fundo Municipal de Saúde e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE ALTO TAQUARI, Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, etc. Faço saber que a Câmara

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA PP - Procedimento Preparatório nº 06.2012.00007067-6 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, representado, neste ato, pela Promotora de Justiça

Leia mais

INSTRUTIVO DE ORIENTAÇÃO PARA LIBERAÇÃO DE INCENTIVO FINANCEIRO

INSTRUTIVO DE ORIENTAÇÃO PARA LIBERAÇÃO DE INCENTIVO FINANCEIRO MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA INSTRUTIVO DE ORIENTAÇÃO PARA LIBERAÇÃO DE INCENTIVO FINANCEIRO PROGRAMA DE REQUALIFICAÇÃO DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Leia mais

ESTADO DE PERNAMBUCO TRIBUNAL DE CONTAS

ESTADO DE PERNAMBUCO TRIBUNAL DE CONTAS RESOLUÇÃO T.C. Nº 0017/2010 EMENTA: Regulamenta a coordenação e o funcionamento do Sistema de Controle Interno no âmbito do Tribunal de Contas e dá outras providências. O DO ESTADO DE PERNAMBUCO, na sessão

Leia mais

Ministério Público Federal Procuradoria da República em Pernambuco

Ministério Público Federal Procuradoria da República em Pernambuco Inquérito Civil Público n. º 1.26.000.002238/2010-98 Promoção de Arquivamento nº 599-2013/MPF/PRPE/AT PROMOÇÃO Cuida-se de inquérito civil público instaurado nesta Procuradoria da República, com o intuito

Leia mais

Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Saúde Indígena Convênios SPDM-MS/SESAI PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 007/ 2015 DSEI TAPAJÓS

Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Saúde Indígena Convênios SPDM-MS/SESAI PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 007/ 2015 DSEI TAPAJÓS PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 007/ 2015 DSEI TAPAJÓS A SPDM Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, entidade sem fins lucrativos, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica do

Leia mais

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO Art. 1º - Corpo Clínico é o conjunto de médicos que se propõe a assumir solidariamente a responsabilidade de prestar atendimento aos usuários que

Leia mais

DIÁRIO OFICIAL EDIÇÃO Nº 030224 de 30/06/2004

DIÁRIO OFICIAL EDIÇÃO Nº 030224 de 30/06/2004 DIÁRIO OFICIAL EDIÇÃO Nº 030224 de 30/06/2004 GABINETE DO GOVERNADOR D E C R E T O Nº 1.093, DE 29 DE JUNHO DE 2004 Institui, no âmbito da Administração Pública Estadual, o Sistema de Registro de Preços

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 Institui o Programa Nacional de Segurança do

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 3.931, DE 19 DE SETEMBRO DE 2001. Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21

Leia mais

Promoção de Arquivamento nº 09/2015/PRM/STA Ref: IC nº 1.26.003.000097/2013-91

Promoção de Arquivamento nº 09/2015/PRM/STA Ref: IC nº 1.26.003.000097/2013-91 AO NÚCLEO DE APOIO OPERACIONAL À PFDC NA PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA DA 5º REGIÃO Promoção de Arquivamento nº 09/2015/PRM/STA Ref: IC nº 1.26.003.000097/2013-91 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0135/2007

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0135/2007 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0135/2007 Pelo presente instrumento, por um lado a Agência Nacional de Saúde Suplementar, pessoa jurídica de direito público, autarquia especial vinculada ao

Leia mais

A- SUBPROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA JURÍDICA ATO NORMATIVO Nº 786/2013-PGJ, DE 16 DE SETEMBRO DE 2013 (Protocolado nº 11.327/09)

A- SUBPROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA JURÍDICA ATO NORMATIVO Nº 786/2013-PGJ, DE 16 DE SETEMBRO DE 2013 (Protocolado nº 11.327/09) A- SUBPROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA JURÍDICA ATO NORMATIVO Nº 786/2013-PGJ, DE 16 DE SETEMBRO DE 2013 (Protocolado nº 11.327/09) Altera o art. 4º-A do Ato Normativo nº 572/2009-PGJ, de 30 de janeiro de

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº /03 Autora: Deputada MANINHA

PROJETO DE LEI Nº /03 Autora: Deputada MANINHA PROJETO DE LEI Nº /03 Autora: Deputada MANINHA Estabelece normas básicas e dispõe sobre condições gerais de funcionamento de estabelecimentos que prestam atendimento institucional e abrigo a idosos, e

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ EDIFÍCIO ODOVAL DOS SANTOS - CNPJ. 76.290.691/0001-77 www.santaceciliadopavao.pr.gov.br LEI Nº. 720/2013

ESTADO DO PARANÁ EDIFÍCIO ODOVAL DOS SANTOS - CNPJ. 76.290.691/0001-77 www.santaceciliadopavao.pr.gov.br LEI Nº. 720/2013 LEI Nº. 720/2013 SÚMULA: ALTERA A LEI Nº. 593/2010 QUE INSTITUIU O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE (FMS) E INCLUI O CAPÍTULO IX COM OS ARTIGOS 12º E 13º E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Faço saber que a Câmara Municipal

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÂO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (CCIH) E SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (SCIH) DO HU/UFJF

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÂO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (CCIH) E SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (SCIH) DO HU/UFJF REGIMENTO INTERNO DA COMISSÂO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (CCIH) E SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (SCIH) DO HU/UFJF CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO Artigo 1º Atendendo à Portaria de número

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE MORRINHOS Estado de Goiás LEI N. 1.233, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1.993. O PREFEITO MUNICIPAL DE MORRINHOS,

PREFEITURA MUNICIPAL DE MORRINHOS Estado de Goiás LEI N. 1.233, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1.993. O PREFEITO MUNICIPAL DE MORRINHOS, LEI N. 1.233, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1.993. Institui o Fundo Municipal de Saúde e da outras providencias.. O PREFEITO MUNICIPAL DE MORRINHOS, Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu, Prefeito Municipal,

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 313 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2013.

RESOLUÇÃO Nº 313 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2013. RESOLUÇÃO Nº 313 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2013. DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO CONTROLE INTERNO DO PODER LEGISLATIVO DE POCONÉ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS O Presidente da Câmara Municipal de Poconé,

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO PERÍODO DE ABRIL A NOVEMBRO DE 2007

RELATÓRIO DE GESTÃO PERÍODO DE ABRIL A NOVEMBRO DE 2007 RELATÓRIO DE GESTÃO PERÍODO DE ABRIL A NOVEMBRO DE 2007 TERESINA (PI), NOVEMBRO DE 2007. O Instituto de Metrologia do Estado do Piauí Imepi apresenta o Relatório de Gestão do período de Abril a Novembro

Leia mais

REGIMENTO INTERNO AUDITORIA INTERNA DA UNIFEI. CAPÍTULO I Disposições Preliminares

REGIMENTO INTERNO AUDITORIA INTERNA DA UNIFEI. CAPÍTULO I Disposições Preliminares REGIMENTO INTERNO DA UNIFEI CAPÍTULO I Disposições Preliminares Art. 1º. A Auditoria Interna da Universidade Federal de Itajubá é um órgão técnico de assessoramento da gestão, vinculada ao Conselho de

Leia mais

ICKBio MMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

ICKBio MMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE ICKBio INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 11, DE 8 DE JUNHO DE 2010 Disciplina as diretrizes, normas e procedimentos para a formação e funcionamento de Conselhos Consultivos em unidades de conservação federais. O

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA 06.2014.00007170-6 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE PORTO UNIÃO Verificação das condições de funcionamento no Módulo Esportivo Armando Sarti TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA Pelo presente

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011 Ver também IN 7/13 Disciplina a organização e a apresentação das contas anuais dos administradores e demais responsáveis por unidades jurisdicionadas das administrações direta

Leia mais

Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Saúde Indígena Convênios SPDM-MS/SESAI

Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Saúde Indígena Convênios SPDM-MS/SESAI PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 032/ 2015 DSEI ALTAMIRA CADASTRO DE RESERVA A SPDM Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, entidade sem fins lucrativos, inscrita no Cadastro Nacional

Leia mais

Modelo - Projeto de Lei Municipal de criação do Conselho Municipal do Idoso

Modelo - Projeto de Lei Municipal de criação do Conselho Municipal do Idoso Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Norte Responsável: Dra. Janaína Gomes Claudino Criação do Conselho Municipal do Idoso Modelo - Projeto de Lei Municipal de criação do Conselho Municipal do Idoso

Leia mais

LEI Nº 213/1994 DATA: 27 DE JUNHO DE 1.994. SÚMULA: INSTITUI O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. CAPITULO I DOS OBJETIVOS

LEI Nº 213/1994 DATA: 27 DE JUNHO DE 1.994. SÚMULA: INSTITUI O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. CAPITULO I DOS OBJETIVOS LEI Nº 213/1994 DATA: 27 DE JUNHO DE 1.994. SÚMULA: INSTITUI O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. O Sr. Ademir Macorin da Silva, Prefeito Municipal de Tapurah, Estado de Mato Grosso, no

Leia mais

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal,

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, A SRA. JANAÍNA BARBIER GONÇALVES (PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR Diretoria Colegiada

MINISTÉRIO DA SAÚDE. AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR Diretoria Colegiada MINISTÉRIO DA SAÚDE 1 AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR Diretoria Colegiada RESOLUÇÃO NORMATIVA-RN Nº 52, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2003 (*) Dispõe sobre os Regimes Especiais de Direção Fiscal e de Direção

Leia mais

RECOMENDAÇÃO N.º 09/2015-PR/AP

RECOMENDAÇÃO N.º 09/2015-PR/AP Inquérito Civil n.º 1.12.000.000170/2015-11 RECOMENDAÇÃO N.º 09/2015-PR/AP O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República signatário, no exercício das atribuições constitucionais e legais que

Leia mais

ANEXO II "AÇÕES DE DESINSTITUCIONALIZAÇÃO E DE FORTALECIMENTO DA RAPS" INTEGRANTES, OU A SEREM INCLUÍDAS, NO PLANO DE AÇÃO DA RAPS

ANEXO II AÇÕES DE DESINSTITUCIONALIZAÇÃO E DE FORTALECIMENTO DA RAPS INTEGRANTES, OU A SEREM INCLUÍDAS, NO PLANO DE AÇÃO DA RAPS ANEXO II "AÇÕES DE DESINSTITUCIONALIZAÇÃO E DE FORTALECIMENTO DA RAPS" INTEGRANTES, OU A SEREM INCLUÍDAS, NO PLANO DE AÇÃO DA RAPS EQUIPE DE DESINSTITCUIONALIZAÇÃO - MODALIDADE: VALOR DO PROJETO: 1. DADOS

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO

REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO Art. 1º A Diretoria Executiva, subordinada ao Presidente da Fundação, é responsável pelas atividades

Leia mais

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria Dispõe sobre a organização e a atuação do Sistema de Controle Interno no Município e dá outras providências. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES

Leia mais

DIRETRIZES PARA PROJETOS FÍSICOS DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE EM ÁREAS INDÍGENAS.

DIRETRIZES PARA PROJETOS FÍSICOS DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE EM ÁREAS INDÍGENAS. FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE SAÚDE PÚBLICA DEPARTAMENTO DE SAÚDE INDÍGENA DIRETRIZES PARA PROJETOS FÍSICOS DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE EM ÁREAS INDÍGENAS. VERSÃO FINAL AGOSTO

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 05/2009

RECOMENDAÇÃO Nº 05/2009 Procedimento Administrativo Tutela Coletiva nº 1.34.030.000124/2009-41 RECOMENDAÇÃO Nº 05/2009 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República signatário, no uso de suas atribuições constitucionais

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 3681 - ANTAQ, DE 6 DE OUTUBRO DE 2014.

RESOLUÇÃO Nº 3681 - ANTAQ, DE 6 DE OUTUBRO DE 2014. RESOLUÇÃO Nº 3681 - ANTAQ, DE 6 DE OUTUBRO DE 2014. APROVA A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E OS PROCEDIMENTOS DE ASSESSORAMENTO E CONSULTORIA JURÍDICA DA PROCURADORIA FEDERAL JUNTO À AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República em Pernambuco 3º Ofício da Tutela Coletiva

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República em Pernambuco 3º Ofício da Tutela Coletiva Inquérito Civil n.º 1.26.000.001064/2012-16 Manifestação n.º 194/2014-MPF/PRM-CG/PB MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República em Pernambuco 3º Ofício da Tutela Coletiva O MINISTÉRIO PÚBLICO

Leia mais

ANEXO XI Saúde Indígena Introdução

ANEXO XI Saúde Indígena Introdução ANEXO XI Saúde Indígena Introdução A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, aprovada na 114ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (em 8/11/2001) e sancionada pelo Ministro

Leia mais

SINDICÂNCIA PATRIMONIAL

SINDICÂNCIA PATRIMONIAL SINDICÂNCIA PATRIMONIAL A sindicância patrimonial, assim como os demais procedimentos investigativos, conforma um procedimento inquisitorial, sigiloso, não contraditório e não punitivo, que visa colher

Leia mais

DO CONSELHO MUNICIPAL DE DIREITOS DO IDOSO. Art. 2º. Compete ao Conselho Municipal de Direitos do Idoso:

DO CONSELHO MUNICIPAL DE DIREITOS DO IDOSO. Art. 2º. Compete ao Conselho Municipal de Direitos do Idoso: PROJETO DE LEI Nº 2.093/09, de 30 de junho de 2.009 Dispõe sobre criação do Conselho Municipal de Direitos do Idoso e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE GOIATUBA, Estado de Goiás, faz saber

Leia mais

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012 RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012 CONSIDERANDO: 1. A existência do Procedimento Preparatório n. 0089.11.000011-7, cujo objeto é apurar eventual irregularidade em casa de abrigo para idosos na Rua

Leia mais

MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM

MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM Dispõe sobre a normatização do funcionamento dos prontos-socorros hospitalares, assim como do dimensionamento da equipe médica e do sistema de trabalho. O Conselho Federal de Medicina,

Leia mais

ESTADO DO ACRE PREFEITURA MUNICIPAL DE MÂNCIO LIMA GABINETE DO PREFEITO LEI Nº 19/091 MÂNCIO LIMA ACRE, 06 DE NOVEMBRO DE 1991.

ESTADO DO ACRE PREFEITURA MUNICIPAL DE MÂNCIO LIMA GABINETE DO PREFEITO LEI Nº 19/091 MÂNCIO LIMA ACRE, 06 DE NOVEMBRO DE 1991. LEI Nº 19/091 MÂNCIO LIMA ACRE, 06 DE NOVEMBRO DE 1991. DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LUIS HELOSMAN DE FIGUEIREDO, PREFEITO MUNICIPAL DE MÂNCIO LIMA, ESTADO

Leia mais

RECOMENDAÇÃO CONJUNTA Nº. 03/09

RECOMENDAÇÃO CONJUNTA Nº. 03/09 RECOMENDAÇÃO CONJUNTA Nº. 03/09 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS, pelos Promotores de Justiça que esta subscrevem, nos termos do artigo 129, inciso IX da Constituição Federal de 1988, do artigo

Leia mais

Decreto 8077 14/08/2013 - REGULAMENTA CONDIÇÕES FUNCIONAMENTO EMPRESAS SUJEITAS LICENCIAMENTO SANITÁRIO, Publicado no DO em 15 ago 2013

Decreto 8077 14/08/2013 - REGULAMENTA CONDIÇÕES FUNCIONAMENTO EMPRESAS SUJEITAS LICENCIAMENTO SANITÁRIO, Publicado no DO em 15 ago 2013 Decreto 8077 14/08/2013 - REGULAMENTA CONDIÇÕES FUNCIONAMENTO EMPRESAS SUJEITAS LICENCIAMENTO SANITÁRIO, Publicado no DO em 15 ago 2013 Regulamenta as condições para o funcionamento de empresas sujeitas

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 Estabelece normas de organização e de apresentação dos relatórios de gestão e das peças complementares que constituirão os processos de contas

Leia mais

Secretarias, competências e horários de funcionamento. Secretaria de Administração, Planejamento e Gestão

Secretarias, competências e horários de funcionamento. Secretaria de Administração, Planejamento e Gestão Secretarias, competências e horários de funcionamento Secretaria de Administração, Planejamento e Gestão (Horário de funcionamento: das 07:00 as 13:00 horas) I - recebimento e processamento de reclamações,

Leia mais

COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO DA UFMA. Orientações PARA PACIENTES E ACOMPANHANTES

COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO DA UFMA. Orientações PARA PACIENTES E ACOMPANHANTES COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO DA UFMA Orientações PARA PACIENTES E ACOMPANHANTES Prezado usuário Esta cartilha foi desenvolvida na perspectiva de orientá-lo sobre as rotinas das clínicas de internação

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011

RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 Ementa: Regulamenta o registro, a guarda e o manuseio de informações resultantes da prática da assistência farmacêutica nos serviços de saúde. O Conselho Federal

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0162/2006

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0162/2006 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTE DE CONDUTA Nº 0162/2006 Pelo presente instrumento, por um lado a Agência Nacional de Saúde Suplementar, pessoa jurídica de direito público, autarquia especial vinculada ao

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA COMISSÃO INSTITUCIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA COMISSÃO INSTITUCIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA COMISSÃO INSTITUCIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL REGIMENTO INTERNO A Comissão Institucional de Gestão Ambiental CIGA, do Ministério Público

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM RORAIMA RECOMENDAÇÃO Nº 07/2015/MPF/RR

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM RORAIMA RECOMENDAÇÃO Nº 07/2015/MPF/RR MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM RORAIMA RECOMENDAÇÃO Nº 07/2015/MPF/RR Referência: inquéritos civis nº 1.32.000.000518/2013-15 e 1.32.000.000013/2013-42 RECOMENDANTE: MINISTÉRIO

Leia mais

Regulamento do internato do Curso de Medicina da FAPAC Faculdade Presidente Antônio Carlos - Porto Nacional - TO. Capítulo I

Regulamento do internato do Curso de Medicina da FAPAC Faculdade Presidente Antônio Carlos - Porto Nacional - TO. Capítulo I FAPAC - Faculdade Presidente Antônio Carlos. ITPAC-INSTITUTO TOCANTINENSE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS PORTO LTDA. Rua 2 Quadra 7, S/N-Jardim dos Ypês Porto Nacional TO CEP 77.500-000 Fone: (63) 3363 9600

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO ORIGEM: PRT da 08ª Região ORGÃO OFICIANTE: Dra. Rejane de Barros Meireles Alves INTERESSADO 1: Superintendência Regional do Trabalho e Emprego/PA. INTERESSADO 2: Raimundo Teixeira Maia ASSUNTOS: EXPLORAÇÃO

Leia mais

Procedimento Administrativo IV 1.30.001.005532/2011-08 RECOMENDAÇÃO MPF/PRRJ/GAB/AMLC N 01/2012

Procedimento Administrativo IV 1.30.001.005532/2011-08 RECOMENDAÇÃO MPF/PRRJ/GAB/AMLC N 01/2012 Procedimento Administrativo IV 1.30.001.005532/2011-08 RECOMENDAÇÃO MPF/PRRJ/GAB/AMLC N 01/2012 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelos Procuradores da República abaixo firmados, no uso de suas atribuições

Leia mais

, Prefeito Municipal de. FAÇO saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

, Prefeito Municipal de. FAÇO saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº Dispõe sobre o Sistema de Controle Interno, cria a Controladoria Municipal e dá outras providências., Prefeito Municipal de FAÇO saber a todos os habitantes deste Município

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 8.662, DE 7 DE JUNHO DE 1993. (Mensagem de veto). Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências O

Leia mais