UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DEC BERNARDO LOPES MANNRICH

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DEC BERNARDO LOPES MANNRICH ALVENARIA EM CONCRETO CELULAR ESPUMOSO MOLDADO IN LOCO JOINVILLE 2013

2 2 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DEC BERNARDO LOPES MANNRICH ALVENARIA EM CONCRETO CELULAR ESPUMOSO MOLDADA IN LOCO Monografia apresentada ao Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Engenharia Civil. Orientador: Marianna Coelho Lorencet JOINVILLE 2013

3 3 BERNARDO LOPES MANNRICH ALVENARIA EM CONCRETO CELULAR ESPUMOSO MOLDADA IN LOCO Trabalho de graduação apresentado ao Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Estado de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil no dia 21 de junho de Banca Examinadora: Orientador: Prof. Dra. Marianna Coelho Lorencet Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC Membro: Prof. Marco Otávio Bley do Nascimento Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC Membro: Prof. Dra. Carmeane Effting Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC Joinville, 21 de junho de 2013.

4 4 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus por proporcionar as dúvidas, certezas, desafios e conquistas à minha vida. Aos meus pais, Odair José Mannrich e Dulce Iara Lopes Mannrich por me trazer a vida e por sempre estarem ao meu lado. A toda minha família, pela motivação, apoio e ajuda para vencer mais uma etapa da vida. A todos os amigos por sempre estarem presente nos estudos esforçados noite adentro, trabalhos onerosos e conquistadores, lazeres agradáveis e inesquecíveis. Fazendo parte da minha história, não apenas durante a faculdade, mas também no colegial, férias e finais de semana. A Engenheira Dra. Marianna Coelho Lorencet que aceitou ser orientadora deste trabalho e sempre apoiou, discutiu e aconselhou minhas opiniões. A equipe de trabalho do Laboratório de Matérias de Construção do Departamento de Engenharia Civil da UDESC/CCT e ao Engenheiro Msc. Adilson Schackow pelas orientações e por ceder o laboratório para fins experimentais.

5 5 A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original. Albert Einstein

6 6 RESUMO Em todo o Brasil, vários métodos de parede de vedação são utilizados na construção civil. Sem dúvida, a parede de alvenaria em tijolo furado é a mais utilizada, porém torna o serviço oneroso e com mão de obra qualificada, necessitando de retrabalho nas instalações prediais, gerando entulho e desperdício de material. Esta monografia teve por objetivo pesquisar um novo método construtivo na confecção de paredes sem fins estruturais, apenas moldando um concreto celular espumoso in loco, reutilizando as formas e prevendo as instalações prediais, excluindo as etapas de chapisco, reboco, proporcionando maior velocidade de execução, menor custo e visando a sustentabilidade. Três traços foram realizados e testados adicionando quantidade de um aditivo incorporador de ar (0,4%, 1,0% e 1,38%) denominado Centripor SK 100. Três corpos de prova de cada traço foram moldados, dois deles rompidos aos sete dias de cura e o terceiro usado para determinação da massa específica e índice de vazios. Os resultados obtidos foram comparados com uma parede de alvenaria convencional estipulada e obteve-se que a resistência à compressão atingiu 71% da parede convencional, sua massa específica ficou 40,3% mais pesado, e através de uma análise financeira pode-se concluir que o custo de material gera uma economia de 12,6%. PALAVRAS-CHAVE: Concreto celular espumoso. Alvenaria de vedação in loco. Centripor SK 100. Resistência à compressão.

7 7 ABSTRACT In Brazil, varieties methods of wall are used in construction. Undoubtedly, the masonry wall brick holed is the most used, but makes the execution very costly and requires rework in building installations, generating waste material. The study aim to investigation of a new constructive method for the manufacture of non structural walls, only casting a lightweight foaming concrete in loco, reusing forms and providing the building installations, excluding steps roughcast, plastering or laying tile, providing greater execution speed, lower cost and aiming the sustainability. Three different mixture were made and tested by adding an additive percentage (0.4%, 1.0% and 1.38%), called Centripor SK 100. Three samples of each mixture were cast, two of them submitted to a compressive test at 7 days after and the other one used to determine the density and void index. The results obtained were compared with a conventional masonry wall. It was found that the compressive strength reached 71% of the conventional wall. The specific weight was 40.3% ravier, and a financial analysis concluded that the material cost makes the execution of walls 12.6% cheaper. KEYWORDS: cellular concrete. Masonry fence in loco. Centripor SK 100. Compressive strength.

8 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Curva para determinação da dosagem de espuma Figura 2 - Tipos de concreto celular...17 Figura 3 - Sistema estrutura...20 Figura 4 - Fixação da forma externa e instalações prediais...20 Figura 5 - Forma interna e travamentos...21 Figura 6 - Parede desformada...21 Figura 7 - Abertura na forma...22 Figura 8 - Moldes cilíndricos utilizados para a confecção dos CPs...29 Figura 9 - Ensaio de abatimento (Slump test)...33 Figura 10 - Parede de concreto celular...34 Figura 11 - Especificações da parede de tijolo furado...39

9 9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Composição de misturas estudadas...15 Tabela 2 - Traço do concreto celular...27 Tabela 3 - Quantidade de agregado...28 Tabela 4 - Resistência à compressão...31 Tabela 5 - Slump test...33 Tabela 6 - Determinação das propriedades físicas...36 Tabela 7 - Densidade parede convencional...40 Tabela 8 - Custo de material...41 Tabela 9 - Custo de materiais: Concreto celular...42 Tabela 10 - Custo material: Parede alvenaria...43

10 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Resistência à compressão dos CPs aos 28 dias x porcentagem de aditivo incorporador de ar...31 Gráfico 2 - Resistência à compressão x Massa específica...38 Gráfico 3 - Comparativo massa específica...40 Gráfico 4 - Comparativo custo unitário...43

11 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA DA PESQUISA OBJETIVOS OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS ESTRUTURA DO TRABALHO MÉTODO CONSTRUTIVO SISTEMA DE MONTAGEM APLICAÇÕES ANÁLISE EXPERIMENTAL ADITIVO INCORPORADOR DE AR TRAÇO PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS SLUMP TEST PAREDES DE CONCRETO CELULAR COMPARATIVO DE PESO DAS PAREDES CONCRETO CELULAR PAREDE CONVENCIONAL COMPARATIVO CUSTO CUSTO CONCRETO CELULAR CUSTO PAREDE CONVENCIONAL CONCLUSÕES...44 SUGESTÕES TRABALHOS FUTUROS...46 REFERÊNCIAS...47 APÊNDICES...49 ANEXO...53

12 12 1 INTRODUÇÃO O ramo da construção civil no Brasil está aumentando gradativamente nos últimos anos. Segundo o Sindicato da Indústria e Construção Civil de São Paulo - SindusCon-SP (2013), o Produto Interno Bruto - PIB da construção civil no país deve crescer entre 3,5 e 4% em 2013, por isso a criação de novos produtos para este mercado é primordial para o seu desenvolvimento. Os entulhos e retrabalhos dentro da construção civil são um dos grandes vilões da engenharia civil. Na confecção de uma alvenaria convencional com tijolos e argamassa, o desperdício de material passa de 20%. Apesar de não haver comprovação cientifica deste valor, acredita-se que este dado não esteja fora da realidade. Outro grande problema nas construções civis é o peso próprio da estrutura, este peso acarreta em uma maior estrutura de sustentação. Por isso o mercado procura soluções na engenharia civil, a fim de criar produtos mais leves e práticos. Por exemplo, a massa específica de uma parede convencional de tijolo furado é em torno de 1200 Kg/m³, enquanto que a de uma parede em bloco sical é de 550 Kg/m³. Segundo a NBR (ABNT, 1992), o concreto celular espumoso é um concreto leve obtido pela introdução em argamassa de bolhas de ar, com dimensões milimétricas, homogêneas, uniformemente distribuídas, estáveis, incomunicáveis e indeformadas ao fim do processo, cuja densidade de massa aparente no estado fresco deve estar compreendida entre 1300 kg/m³ e 1900 kg/m³. Um dos materiais oferecidos hoje no mercado é o bloco sical ou concreto celular autoclavado CCA, é um produto leve formado a partir de uma reação química entre cal, cimento, areia e pó, que, após uma cura em vapor a alta pressão e temperatura, resultam em um silicato de cálcio, que é um composto químico estável que faz um produto de excelente desempenho na construção civil (SUPERBLOCO, 2013). É muito usado para áreas de saída de emergência como escadas enclausuradas e antecâmaras, pois possuem uma ótima resistência contra fogo. Conforme laudo do IPT - Instituto de Pesquisa Tecnológica, uma parede de concreto celular com 15 cm de espessura resistiu por 6 horas ao fogo até entrar em

13 13 colapso, enquanto as paredes construídas com outros materiais não resistiram mais de 2 horas (SUPERBLOCO, 2013). Para tentar solucionar alguns dos problemas citados nos itens anteriores, a proposta deste trabalho baseia-se na criação de um novo método construtivo onde uma parede realizada com concreto celular espumoso seria moldada in loco amenizando o desperdício de material, sendo mais leve que a parede convencional em tijolo furado, mantendo a sua rigidez e garantindo uma qualidade de acabamento muito superior ao das praticadas hoje. O concreto celular espumoso analisado neste trabalho apresenta um aditivo com características similares ao bloco sical. O Centripor SK 100, utilizado nos testes, teve como objetivo criar micro espumas na mistura, proporcionando um material mais leve, e com resistência similar ao de uma parede convencional de tijolo furado. 1.1 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA Os métodos hoje utilizados para a confecção de alvenaria ainda são muito precários dentro da construção civil, com o uso excessivo da mão de obra, muitas vezes de baixa qualidade, proporcionando um acabamento inadequado, além de gerar muita perda de material. Desta forma, este trabalho é um estudo da aplicação de concreto celular espumoso na confecção de alvenarias para melhorar o acabamento das paredes, diminuindo algumas fases da alvenaria convencional como o chapisco e o reboco, e reduzir o desperdício de material visando à sustentabilidade. 1.2 OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Avaliar a viabilidade de utilização de concreto celular espumoso moldado in loco na confecção de alvenarias.

14 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Comparar a alvenaria de concreto celular espumoso com a alvenaria de tijolo furado convencional, em alguns quesitos básicos: Verificar a resistência do concreto celular; Verificar se a massa específica do concreto celular será menor que o da parede convencional; Determinar a viabilidade econômica do concreto celular, considerando o seu custo de implantação nas mesmas condições da alvenaria convencional; Qualificar a aparência do concreto celular a ponto de excluir a etapa de chapisco, emboço e reboco. 1.3 ESTRUTURA DO TRABALHO Primeiramente o trabalho apresenta uma introdução e revisão bibliográfica sobre as inovações do mercado em concretos leves, mostrando assim algumas definições previamente estipuladas e pesquisas realizadas anteriormente. Além disso, descreve o objetivo geral do trabalho e quais as comparações que serão feitas posteriormente. Em um segundo momento tem-se a descrição do método construtivo da confecção de uma parede construída em concreto celular espumoso, apontando suas dificuldades, vantagens, defeitos, e qualidades. Um experimento é realizado com três traços variando o aditivo incorporador de ar e os resultados são apresentados comparando sua resistência, peso, custo e viabilidade, com relação à parede de alvenaria convencional. Na terceira e última parte desta monografia, apresenta-se uma descrição das utilidades que o novo método construtivo pode proporcionar ao mercado, mostrando alguns exemplos de aplicações, seguido de sugestões para trabalhos futuros e a conclusão.

15 15 REVISÃO Segundo Cruz, Jalali e Magalhães (2003), que realizaram testes com concretos leves, a composição das misturas estudadas para o betão de agregados leves - BAL (concretos leves) e para o betão de densidade normal - BDN (concretos de densidade normal), relatam que: Os agregados graúdos utilizados na realização do BAL formam uma argila expandida de origem espanhola (ARLITA), com uma densidade de 1140 kg/m3 e absorção de 9.5 %. Enquanto que no BDN, os agregados de densidade normal (ADN) apresentavam uma densidade de 2445 kg/ m³, e uma absorção de 1,39%. Estes foram peneirados de modo a terem uma curva granulométrica idêntica à da argila expandida. Tabela 1 - Composição de misturas estudadas BAL BDN Cimento (kg/m³) Agregado Leve (kg/m³) 501,3 - Agregado de densidade normal (kg/m³) ,5 Areia (kg/m³) 416,7 416,7 Relação a/c 0,3 0,35 Superplastificante (%) 1,75 2,5 Fonte: Cruz, Jalali e Magalhães (2003). Em ambas as misturas foram utilizadas uma areia de densidade normal de rio com a dimensão máxima de 4,76 mm, densidade de 2445 kg/m³ e absorção de 1,46 %. O ligante utilizado foi o cimento Portland normal 52,5 R tipo I. Para a determinação da composição padrão, BAL, foi utilizado o método de Faury, onde a única variação relativamente ao BDN reside na diferença de densidade entre os agregados graúdos. A quantidade de água e de superplastificante foi estipulada de modo a obter uma trabalhabilidade requerida. As composições usadas nos betões em estudo são apresentadas na tabela 1. Segundo Cortelassi, Toralles-Carbonari (2006) o concreto celular pode ser definido como um concreto leve que resultou da pega de uma mistura composta de aglomerantes e agregados classificados na categoria de finos, com massa específica aparente seca inferior a 1850 kg/m3 e superior a 400 kg/m3. Esses autores partiram da hipótese que ao se incorporar espuma em uma matriz de alto desempenho, constituída de: cimento Portland de alta resistência inicial, adição mineral-sílica ativa, aditivo redutor de água de alta efetividade-superplastificante, água, areia grossa e pó-de-brita, essa mistura resultaria em um concreto celular espumoso de alto desempenho.

16 16 Cortelassi e Toralles-Carbonari (2006) usam o seguinte traço da matriz para a confecção de 1 m³ de concreto leve: 489,9 Kg de cimento, 48,9 Kg de sílica ativa, 9,7 litros de plastificante, 925,7 Kg de Areia grossa, 925,7 Kg de pó-de-brita e 201,8 litros de água. Neste trabalho, os autores se basearam no gráfico realizado experimentalmente por Cortelassi (2005) apud Cortelassi, Toralles-Carbonari (2006) para determinar a porcentagem de espuma adicionada em sua amostra de concreto celular espumoso de alto desempenho, conforme a figura 1. Figura 1 - Curva para determinação da dosagem de espuma. Fonte: Cortelassi (2005) apud Cortelassi, Toralles-Carbonari (2006). Segundo Ercole (2002) os sistemas de concreto celular podem apresentar vida útil limitada por serem mais susceptíveis à carbonatação e penetração de cloretos, tanto pelos poros como por eventuais fissuras de retração. No caso da adoção de armaduras, portanto, é recomendável que estas sejam protegidas por galvanização ou pinturas anticorrosivas. No caso de obras executadas na orla marinha, os riscos de corrosão são ainda mais significativos. Ferreira (1987) observa que é válido utilizar para massas específicas de concretos leves superiores a 1400 Kg/m³ um agregado miúdo mais grosso. Caso contrário, para massas específicas inferiores a 800 kg/m³ é recomendável usar um

17 17 teor de finura menor. No entanto a porcentagem de finos na areia, com dimensão inferior a 250 µm não deve exceder 20%. Segundo Melo (2009) a autoclave para confecção do bloco sical é um método que consiste em uma cura a vapor, sobre pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180 C, em forno especial, para acelerar a hidratação do concreto e proporcionar uma segunda reação química, que dá ao CCA sua força, rigidez e estabilidade dimensional. Teixeira, Tezuka (1992) caracteriza os concretos leves em dois grupos, a figura 2 demonstra os tipos e suas subdivisões. Figura 2 - Tipos de concreto celular CONCRETO CELULAR Aerados Microporitas Agentes Espumígenos Aeração química Espuma pré-formada Espuma gerada por ação mecânica do misturador Fonte: Teixeira e Tezuka (1992) Para Teixeira, Tezuka (1992), os concretos leves aerados e microporitas se diferenciam pelo processo de formação de poros e suas formas. Sua estrutura porosa é resultado da excessiva quantidade de água adicionada à argamassa. A cura poderá ser ao ar, ao vapor ou em autoclave. Os concretos leves aerados quimicamente são provenientes da reação química gerada pela mistura de pó de alumínio, água oxigenada ou cal clorada, que ao se misturar aos outros componentes da argamassa, geram poros. Estas reações

18 18 ocorrem antes do início da pega do cimento, havendo um processo de cura mais adequado, Teixeira e Tezuka (1992). Segundo Teixeira e Tezuka (1992), os concretos celulares gerados por agentes espumígenos podem receber incorporação de bolhas de ar por duas formas. As espumas pré-formadas onde são preparadas separadamente e introduzidas após o preparo da argamassa, com usado nos experimentos deste trabalho. E as espumas geradas por ação mecânica do misturador, onde o agente espumígenos já está adicionado à água, e as bolhas de ar são criadas a partir da velocidade de operação dos misturados, que apresentam características especiais.

19 19 3 MÉTODO CONSTRUTIVO Em todo o Brasil, vários métodos de parede de vedação são utilizados na construção civil. Sem dúvida, a parede de alvenaria em tijolo furado é a mais utilizada. Não somente por sua facilidade de encontrar mão de obra adequada e barata, mas também por ser um método muito aceito pelo mercado, e consequentemente pelos construtores. Porém, com o aumento dos custos para tratar os resíduos provenientes dos entulhos das obras e com projetos de sustentabilidade vindo a tona a partir do século XXI, alguns métodos já estão tomando conta do mercado, a fim de substituir o tijolo furado, gerando um melhor custo benefício para o construtor. Esta monografia procura estudar uma nova forma de execução das paredes de vedação. O método baseia-se em produzir um concreto celular caracterizado por possuir micro espumas proveniente de um aditivo incorporado na mistura, tornandose de densidade inferior a ponto de se aproximar ao peso de uma parede convencional. Este então será aplicado no local de fechamento de parede, substituindo a alvenaria, sendo mais rápido e evitando o desperdício. Deve-se ressaltar que esta parede possui fins exclusivos de fechamento, por isso a estrutura como um todo deve ser executada separadamente, impossibilitando a concretagem simultânea entre estrutura e concreto celular. 3.1 SISTEMA DE MONTAGEM Primeiramente a estrutura deve ser realizada para dar sustentação e travamento das paredes de vedação (figura 3). As formas que recebem o concreto espumoso devem ser fixadas uma de cada vez, dando possibilidade de acesso para as instalações prediais, que devem ser previamente estudadas e posicionadas (figura 4). A segunda forma é então fixada e os travamentos são posicionados e conferidos (figura 5), garantindo a perfeita ligação entre as juntas das formas e um acabamento de qualidade quando desformada (figura 6). O desmoldante deve ser aplicado em sua face interna facilitando a desforma e garantindo a durabilidade do material.

20 20 Figura 3 - Sistema estrutura Fonte: Autor (2013). Figura 4 - Fixação da forma externa e instalações prediais Fonte: Autor (2013).

21 21 Figura 5 - Forma interna e travamentos Fonte: Autor (2013). Figura 6 - Parede desformada Fonte: Autor (2013).

22 22 Formas metálicas também são de ótima recomendação, apesar do custo elevado de implantação, sua durabilidade é muito superior à de madeira, e ainda podem proporcionar um melhor acabamento se não danificadas. Visando a sustentabilidade, velocidade de produção e economia, as instalações prediais são posicionadas antes da concretagem evitando o retrabalho de quebra de parede, desperdício de material e geração de entulho desnecessário. Para isso, as tubulações devem ser previamente projetadas e fixadas nas formas com auxilio de pregos, arame recozido e espaçadores. Uma vez que, após a concretagem estas instalações fiquem concluídas, faltando somente as fiações e acabamentos. Para garantir uma boa concretagem evitando as bicheiras que comprometam a parede, o concreto deve possuir propriedades auto-adensáveis, proporcionando uma boa trabalhabilidade. Quando executadas paredes de grandes dimensões, uma abertura lateral na parte superior da forma deve ser realizada a cada metro linear para realização da concretagem (figura 7), garantindo um bom adensamento. Esta abertura pode ser desconsiderada para infraestruturas de menor porte, até dois pavimentos, onde as vigas são concretadas após o levantamento das paredes facilitando a execução do fechamento, uma vez que não haverá obstáculos acima da forma que impeçam a entrada do concreto. Caso houver paredes maiores que três metros de altura, aberturas longitudinais devem ser previstas, realizando concretagens por etapas e impedindo a queda da massa por grandes alturas comprometendo a homogeneidade do concreto celular. Figura 7 - Abertura na forma Fonte: Construção civil (2013).

23 23 Para execução das paredes externas, o método se limita a edifícios de quatro pavimentos, uma vez ser indispensável a montagem de andaimes ou suportes para possibilitar o acesso dos operários pela parte externa do edifício para fixação das chapas de madeirite. As portas e janelas possuem tamanhos limitados para que a parede de concreto celular suporte seus vãos. Caso necessário, pode-se passar uma armação longitudinal acima das aberturas criando uma verga de sustentação. Recomenda-se um cimento de alta resistência inicial para garantir uma desforma com dois dias de cura, possuindo alto fluxo de rotatividade das formas. A ancoragem da parede será feita nas laterais, fixando-as nos pilares com telas ou encabelando com barra de ferro. Após a desforma, as instalações prediais já estarão chumbadas e prontas para receber os acabamentos elétricos e hidráulicos. O encunhamento deve ser realizado com massa expansiva para garantir uma rigidez entre a parte superior da parede e a viga que esta sobre ela. Retoques finais devem ser realizados regularizando pequenas imperfeições nas juntas das formas ou eventuais orifícios que apareçam na superfície da parede, sendo que esta deve ser lixada ou tampada com massa corrida. Por fim aplica-se uma demão de massa corrida seguido de pintura ou azulejo na parede finalizando a estrutura brevemente, com baixo desperdício e ótima qualidade de acabamento, pois o prumo das paredes depende exclusivamente das formas, dificultando a possibilidade de erros manuais e garantido uma estética superior à alvenaria convencional. As grandes vantagens de realizar este método construtivo é a sua velocidade de execução e economia de material, pois eliminando as etapas de chapisco e reboco, temos um grande aumento da produtividade dos empreiteiros, e ainda visando à sustentabilidade quando evitado o desperdício de material pela eliminação das etapas de quebras das paredes para as instalações prediais. Em contrapartida temos uma limitação quanto à altura dos empreendimentos a serem utilizadas devido aos andaimes que devem ser instalados na parte externa da edificação. E ainda há certa resistência do mercado para absorver este método, uma vez que será uma tecnologia nova, e os construtores ou investidores possuem certo receio natural para substituir o método convencional de parede de alvenaria pelo concreto celular.

24 APLICAÇÕES Este método construtivo visa à sustentabilidade e possui muitos campos de aplicação. A industrialização da construção civil é uma das áreas que mais abre portas para iniciativa de novas tecnologias, financiadas tanto pelo setor privado quanto público. As estruturas pré-fabricadas já estão no mercado há muito tempo, porém com o desenvolvimento econômico do país existe uma tendência do aumento do custo da mão de obra, forçando os construtores a concentrar os serviços pesados, passando a maior parte do tempo dentro de um canteiro de obra centralizado, industrializando a construção civil, economizando transporte, materiais e mão de obra, e ainda garantindo um produto de qualidade por haver controle tecnológico especializado. No entanto, não apenas as indústrias podem tomar proveito deste método construtivo. Para os pequenos construtores de geminados e sobrados, por exemplo, a utilização deste sistema cria novos horizontes. A sua confecção in loco possibilita uma velocidade muito maior de execução, excluindo a necessidade do concreto virado em obra, uma vez que as concreteiras podem realizar o produto e vender bombeado, facilitando ainda mais sua produção. Outra alternativa da utilização deste método seria na construção de centros educacionais como escolas, creches e centros de educação infantil. Ou na área da saúde sendo em pequenos hospitais ou postos de saúde. Para cidades no interior ou até mesmo em bairros afastados, onde a mão de obra ociosa gera custos excessivos para a construção do empreendimento. Este método construtivo pode ser muito aceito pelo governo, pois minimiza o tempo de execução, reduzindo o prazo final de entrega das obras públicas. Estes tipos de obras, como escolas e hospitais podem ser realizados com baixo número de pavimentos, facilitando a utilização do método.

25 25 4 ANÁLISE EXPERIMENTAL Para este estudo foram realizados experimentos em canteiro de obra e no Laboratório de Materiais de Construção do Departamento de Engenharia Civil da UDESC/CCT. Quatro traços de concreto foram testados, variando apenas a quantidade de aditivo adicionado. Foram confeccionadas formas de 120 x 100 x 10 cm mantendo-se o mesmo traço da matriz, porém adicionando porcentagens distintas do aditivo ao concreto para cada um dos ensaios, a fim de determinar características como leveza, resistência e qualidade de acabamento. Para cada betonada de concreto foi realizado um teste para avaliar sua trabalhabilidade, através do ensaio de abatimento de tronco-cone ou slump test. Para cada ensaio, foram confeccionados três de corpos de prova (CP), com dimensões de 10 cm de diâmetro por 20 cm de altura. Dois destes CPs foram caracterizados quanto à resistência à compressão em uma prensa hidráulica e o terceiro foi utilizado para se determinar o peso específico do material. Os CPs foram curados dentro de um tanque de água com hidróxido de cálcio a uma temperatura de 23 C até sua retirada para experimentos em laboratório. 4.1 ADITIVO INCORPORADOR DE AR A NBR EB 1763 (ABNT, 1992) define como aditivo incorporador de ar um produto que incorpora pequenas bolhas de ar ao concreto. Também denominado tipo IAR. A fim de chegar a um bom resultado de concreto celular, foi utilizado nos experimentos um aditivo incorporado de ar na mistura, com a finalidade de criar micro espumas em seu interior. O aditivo utilizado foi o Centirpor SK 100 fornecido pela indústria de produtos químicos MC Bauchemie. O aditivo deve ser misturado separadamente com pequenas quantidades de água para gerar as micro espumas apresentando alta estabilidade dos poros, caracterizando o concreto com aumento de homogeneidade, plasticidade e retenção de água. Segundo MC Bauchemie (2013), o aditivo pode ser aplicado em

26 26 argamassas com finalidade de isolamento térmico e acústico, camadas de regularização e/ou geração de concretos celulares. O fabricante recomenda o uso de uma máquina especifica para a fabricação da espuma, a MC-FoamGenerator, garantindo uma produção homogênea podendo-se misturar diretamente na pasta de cimento ou argamassa fresca. A densidade aparente do concreto celular pode ser ajustada com a mistura cuidadosa do cimento, água e aditivo. A formulação do concreto celular apresenta resistência à compressão determinada pela sua densidade aparente, ou seja, a resistência aumenta com o aumento de sua densidade aparente (MC Bauchemie, 2013). O aditivo incorporador de ar Centripor SK 100 é utilizado na fabricação de bloco sical, porém este só é comercializado em dimensões padronizadas pela fábrica com aproximadamente 20 cm³ cada unidade. O presente estudo tem o objetivo de confeccionar moldes maiores, capazes de substituir paredes com aproximadamente 2,0 m³ de volume. Além disso, o bloco sical é autoclavado, aumentando sua temperatura e pressão a ponto de alterar sua composição química e secar rapidamente, tornando-o mais rígido e estável. Processo inviável para tornar o método construtivo possível, uma vez que o concreto deve ser moldado in loco, impossibilitando o uso dos equipamentos como autoclaves. As micro espumas, provenientes do aditivo incorporador de ar adicionado, torna o montante de concreto com uma densidade menor ao do convencional. Porém sua aparência externa, após a desforma, apresenta baixo índice de porosidade a ponto de excluir a etapa de reboco, garantindo uma superfície regular pronta para receber o acabamento apenas com massa corrida, pintura ou cerâmica. 4.2 TRAÇO O traço utilizado neste experimento foi baseado nos estudos feitos anteriormente por Almeida (2012) que usava vermiculita e EPS em seus ensaios. Como os agregados leves deste trabalho foram trocados por aditivo incorporador de ar, temos o seguinte traço demonstrado na tabela 2.

27 27 Tabela 2 - Traço do concreto celular CP C A a/c A.L I 1 : 4,85 : 0,8 : 0,40% II 1 : 4,85 : 0,8 : 1,00% III 1 : 4,85 : 0,8 : 1,38% IV 1 : 4,85 : 0,8 : 0,00% Fonte: Autor (2013). A fim de se obter um resultado mais breve, otimizando o tempo da pesquisa e chegando a valores mais próximos à resistência dos 28 dias, um cimento de alta resistência inicial ARI foi utilizado com peso específico de 3,09 Kg/dm³. Para os agregados miúdos utilizou-se uma areia de média granulometria com massa especifico de 2,584 Kg/dm³ com um percentual de umidade em 9,0% realizada pelo método da frigideira conforme NBR 6467 (ABNT, 2006) minutos antes do experimento. Esta quantidade de água em mistura com a areia deve ser descontada da quantidade de água inserida no aditivo incorporador de ar mantendo um fator água/cimento constante. A relação água/cimento foi aumentada comparada ao estudo de Almeida (2012), pois em seus ensaios ele apresenta um aditivo plastificante a fim de reduzir a quantidade de água na amostra e aumentando assim sua resistência. Para diminuir o número de variáveis e garantir uma análise focada na quantidade de aditivo incorporador de ar, optou-se por não utilizar aditivo plastificante. Foram feitos três traços alterando exclusivamente sua porcentagem de agregado leve, os CP I, CP II e CP III representados pela porcentagem de aditivo adicionado (0,4%, 1,0% e 1,38% respectivamente), sendo sua dosagem feita em miligramas a partir da quantidade de massa de cimento adicionado. Além disso, um corpo de prova de controle denominado CP IV, que não possui aditivo em sua mistura foi executado para comparar os resultados com os demais. Os três primeiros experimentos foram executados em um volume de 100 litros para suportar o preenchimento dos moldes das paredes, os três corpos de prova e ainda realizar o ensaio de abatimento tronco-cone. Para o ensaio IV temos um volume de 10 litros, pois neste não foi necessário concretar as paredes, apenas os CPs a fim de comparar sua resistência e peso específico com os demais ensaios.

28 28 O volume de concreto celular produzido é a soma das quantidades de materiais (traços) divididos pelos seus pesos específicos. Isolando a massa de cimento, chegamos à equação descrita abaixo. Os resultados foram resumidos na tabela 3. C = (V) (1/MeC) + (A/MeA) + (x/1) Sendo: C: Massa do cimento (Kg) V: Volume total do concreto celular (L) MeC: Massa especifica do cimento (Kg/dm³) A: Massa da areia para 1 Kg de cimento (Kg) MeA: Massa específica da areia (Kg/dm³) x: relação água/cimento Tabela 3 - Quantidade de agregado CP C A a/c A.L (Kg) (Kg) (L) (ml) I 33, ,637 26, II 33, ,637 26, III 33, ,637 26, IV 3,333 16,164 2,666 - Fonte: Autor (2013). 4.3 PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS Para cada traço de concreto celular foram confeccionados três CPs em moldes (cilíndricos e metálicos, representados pela figura 8) com dimensões de 10 x 20 cm, conforme a NBR 5738 (ABNT, 2003). Após 24h foram desformados e permaneceram submersos em água até a hora do experimento. Para cada teste de resistência à compressão, forma usados dois CPs, já o terceiro foi utilizado para a análise de outras propriedades físicas, tais como: massa específica seca, índice de vazios e absorção de água.

29 29 Figura 8 - Moldes cilíndricos utilizados para a confecção dos CPs Fonte: Autor (2013). Os CPs curados aos 7 dias foram rompidos na prensa hidráulica, (informatizada, marca EMIC e modelo PC 200l), com capacidade nominal de 200 tf, no Laboratório de Matérias de Construção do Departamento de Engenharia Civil da UDESC/CCT. A tabela 4 apresenta os resultados de resistência à compressão aos 7 dias em MPa (Mega Pascal) conforme relatórios apresentados nos Apêndices A, B, C e D. Sabendo-se que a base do CP é circular com 10 cm de diâmetro, determina-se a tensão máxima suportada representada pela equação asseguir: σ = F/A Sendo: σ = Tensão (Pa) F = Força (N) A = Área (m²)

30 30 Em seguida temos uma média entre a resistência máxima entre os dois CPs de cada ensaio, diferenciados entre o rompimento a e b. Para a determinação da resistência aos 28 dias, foi usada a expressão da NBR 6118 (ABNT, 2003) que projeta a resistência do concreto para os 28 dias de cura, logo: fck(28)= Onde: fck (28): resistência aos 28 dias; fck (7) : resistência aos 7 dias; : coeficiente de projeção. Sendo determinado pela seguinte expressão: Onde: s : 0,2 para concreto CPV ARI; t : idade efetiva do concretos em dias.

31 31 Corpo de Prova CP I CP II CP III CP IV Aditivo (%) Tabela 4 - Resistência à compressão Tensão máxima 7 dias (MPa) a 1,37 0,40% b 1,48 a 1,96 1,00% b 1,66 a 2,27 1,38% b 1,81 a 2,42 0,00% b 2,38 Fonte: Autor (2013). Tensão média 7 dias (MPa) Tensão média 28 dias (MPa) 1,43 1,74 1,81 2,21 2,04 2,49 2,40 2,93 O gráfico 1 apresenta a tensão média aos 28 dias suportada por cada ensaio realizado pela quantidade de aditivo incorporador de ar adicionado a cada experimento. Gráfico 1 - Resistência à compressão dos CPs aos 28 dias x porcentagem de aditivo incorporador de ar Alvenaria Convencional CP II CP III CP I Fonte: Autor (2013).

32 32 Observa-se, que a resistência do concreto celular aumenta conforme aumentamos sua porcentagem de aditivo incorporador de ar, este resultado é contrário ao esperado, uma vez que quanto maior a quantidade de aditivo maior seu índice de vazios e consequentemente menor seria sua resistência. Pode-se explicar este baixo resultado de resistência devido ao fator água/cimento adotado para cada traço. Conforme estabelecido pelo fabricante do aditivo e descrito no item 4.1, a retenção de água é uma de suas propriedades, transferindo uma porcentagem da água utilizada nas reações químicas do cimento para a formação de espumas, aumentando assim a resistência do concreto. Ao adicionar o aditivo na betoneira observou-se uma grande mudança em sua consistência, aumentando consideravelmente sua trabalhabilidade (comparada ao CP de controle). Comparando os resultados obtidos do ensaio de resistência à compressão do concreto celular com uma parede de alvenaria convencional, onde a resistência média suportada é de 3,5 MPa, temos que o concreto celular elaborado chega próximo a esse valor. Analisando exclusivamente o traço III, por apresentar melhor resultado de resistência à compressão, teremos uma resistência aos 28 dias com 28,9% de resistência abaixo da parede de alvenaria. 4.4 SLUMP TEST Para cada traço desenvolvido (alterando-se a quantidade de aditivo) foi realizado o ensaio de abatimento tronco-cone ou slump test, a fim de avaliar a trabalhabilidade do concreto celular. Os testes foram executados conforme a NBR NM 67 (ABNT, 1996). A tabela 5 apresenta os valores do slump test obtidos para cada ensaio de concreto celular realizado.

33 33 Tabela 5 - Slump test Traço Aditivo (%) Slump Test (cm) CP I 0,40% 7,5 CP II 1,00% 6,0 CP III 1,38% 7,0 CP IV 0,00% 0,0 Fonte: Autor (2013). Observa-se que os corpos de prova que possuem a incorporação do aditivo obtiveram valores do slump test muito próximos, com uma média de 6,8 cm e desvio padrão de 0,76. No CP de controle, ou seja, aquele que não possui o aditivo em sua mistura, obteve um valor de slump test de 0 cm, resultando em um concreto seco. Figura 9 - Ensaio de abatimento (Slump test) Fonte: Autor (2013).

34 PAREDES DE CONCRETO CELULAR Três formas foram confeccionadas nas dimensões de 120 x 100 x 10 cm para receber o concreto celular espumoso com seus respectivos traços. Houve um preenchimento intercalado em três etapas de 40 cm cada, onde um adensamento manual foi realizado para retirar eventuais bolhas de ar que pudessem comprometer a peça. A figura 10 apresenta a forma da parede preparada para receber o concreto celular (à esquerda) e a parede após a concretagem e retirada das formas (à direita). Pode-se observar que a aparência externa da parede apresenta boas condições de acabamento logo após a desforma. Dessa forma, pode-se descartar as etapas de reboco ou quebra de paredes para passagem das instalações prediais, passando direto para a fase de acabamento (onde apenas uma demão de massa corrida e tinta ou revestimento cerâmico serão suficientes para finalizar a edificação). Caso ocorram rebarbas de concreto devido à improváveis aberturas nas juntas das formas, pode-se usar uma lixadeira para retirar o excesso de concreto e assim passar para a fase de acabamento. Figura 10 - Parede de concreto celular Fonte: Autor (2013).

35 35 Com relação às instalações prediais, essas devem ser inicialmente previstas, pois os cortes das paredes para receber as tubulações podem comprometer a estabilidade da estrutura. Como se pretende evitar o desperdício de material visando a sustentabilidade do produto, foram introduzidos na forma um eletroduto corrugado e uma caixa de luz 4 x2, fixados pela face interna da forma antes da concretagem. Após a desforma elas ofereceram bons resultados, permanecendo intactas e prontas para uso, sem necessidade de quebra, retoque ou desperdício de material, proporcionando um melhor acabamento e evitando o retrabalho.

36 36 5 COMPARATIVO DE PESO DAS PAREDES 5.1 CONCRETO CELULAR Para cada traço feito, um CP foi utilizado para realizar os ensaios de determinação da massa específica do material, realizados conforme a NBR 9778 (ABNT, 2005). As amostras foram aquecidas em estufa à temperatura de (105 ± 5) C por 72 horas até sua secagem por completo. Após este procedimento, foram imersas em água por 72 horas e fervidas por mais 5 horas. A cada procedimento as amostras foram devidamente pesadas. A tabela 6 apresenta os resultados obtidos. Tabela 6 - Determinação das propriedades físicas Corpo de Prova Absorção d'água (%) Índice de Vazios (%) Massa espec. seca (g/cm³) CP I 19,45% 33,85% 1,74 CP II 18,69% 32,97% 1,76 CP III 17,62% 31,52% 1,79 Fonte: Autor (2013). O cálculo da absorção de água, o índice de vazios e a massa específica da amostra seca foram definidos pelas equações abaixo. A = x 100 Iv = x 100 ρs =

37 37 Onde: A: Absorção (%); Iv: Índice de vazios (%); ρs: Massa específica do concreto seco (g/cm³); Ms: Massa da amostra seca em estufa (g); Msat: Massa da amostra saturada em água após imersão e fervura (g); Mi: Massa da amostra saturada imersa em água após fervura (g). Analisando a massa específica seca do material observa-se que os ensaios realizados apresentam uma média de 1,76 g/cm³. Comparando este valor com a massa específica do concreto (2,4 g/cm³) temos uma redução 26,7 % de sua massa. Porém, tratando-se de um traço que não possui agregado graúdo, e por isso denominada argamassa, o comparativo mais adequado seria com uma argamassa de areia cimento e água, que segundo a NBR 6120 (ABNT, 1980) apresenta uma massa específica de 21 KN/cm², resultando assim em uma redução de 16,2% em sua massa. O gráfico 2 apresenta uma relação entre a massa específica seca do concreto celular versus sua resistência a compressão. Observa-se que conforme aumentamos a quantidade de aditivo adicionado no traço, temos um aumento não linear da resistência do mesmo.

38 38 Gráfico 2 - Resistência à compressão x Massa específica Fonte: Autor (2013). 5.2 PAREDE CONVENCIONAL Com o objetivo de fazer um comparativo do concreto celular com uma parede de tijolo furado padronizada, esta foi dimensionada e especificada, para averiguar se este possui características próximas a parede fabricada com concreto celular. Ao realizar um levantamento sobre a parede convencional, foi tomada como base uma parede com tijolos de 9x18,5x19 cm revestida com reboco de argamassa de cal, cimento e areia com uma espessura média de 1,5 cm cada lado. Seu assentamento possui uma camada de 1,5 cm na sobreposição horizontal dos tijolos e 1,0 cm nas laterais. Considerando ainda que 2 cm de massa infiltram nos orifícios do tijolo quando assentado e revestido com argamassa em suas laterais. A figura 11 apresenta com detalhe estas considerações.

39 39 Figura 11 - Especificações da parede de tijolo furado Fonte: Unicamp (2013) Foram comparados os pesos específicos entre uma parede convencional de tijolo furado com os resultados obtidos dos concretos celulares. Para isso, um levantamento foi realizado para determinar a massa específica da parede de alvenaria, conforme descrita no item 4.6. Para efetuar o cálculo foi tomado como base a NBR 6120 (ABNT, 2012), onde regulamenta o peso específico da argamassa de assentamento em 19 KN/m³ e o tijolo furado com 13 KN/m³. Neste último, pelo fato do tijolo apresentar orifícios de grande porte em sua geometria, foi tomado como critério no dimensionamento da parede o peso do tijolo sendo 2,25 Kg/un. Temos assim, a tabela 7 que demonstra os cálculos realizados para obter o peso efetivo de uma parede com 12 cm de espessura.

40 40 Tabela 7 - Densidade parede convencional Peso Quantidade Material Peso/unidade unitário para 1 m² (kg/m²) Tijolo 2250 g/un. 25 un. 56,25 Argamassa 1,9 g/cm³ cm³ 35,43 Reboco 1,9 g/cm³ cm³ 57,00 Fonte: Autor (2013). Massa espec. (g/cm³) 1,24 Uma parede de tijolo convencional possui em média o peso de 1,2 kg/cm³ a 1,5 kg/cm³, portando o valor calculado está dentro do intervalo. Pela tabela 7, temos que a parede convencional apresenta massa específica de 1,24 g/cm³, enquanto que no concreto celular, obtém-se um resultado de 1,74 g/cm³ se comparado com o CP-I. Portanto tem-se que a densidade do concreto é 40,3% mais pesada que a parede convencional. O Gráfico 3 apresenta uma comparação de massa específica entre os diversos matérias citados ao longo do trabalho. Percebe-se que as características físicas do concreto celular confeccionado não apresentam bons resultados, pois, apesar de estar mais leve que uma argamassa de assentamento, se comparado com a parede convencional temos um peso mais elevado que pode proporcionar custos adicionais na estrutura como um todo para suporta-la. Gráfico 3 - Comparativo massa específica Fonte: Autor (2013).

41 41 6 COMPARATIVO CUSTO Um comparativo do material foi realizado para confecção das duas técnicas de construção apresentadas anteriormente. Para isso o preço de cada material foi adquirido pela média de uma pesquisa oferecida no mercado em abril de 2013, conforme apresentado na tabela 8. Tabela 8 - Custo de material R$ Unidade Preço unitário Cimento R$ 20,00 50 Kg R$ 0,40 /Kg Cal hidratada R$ 8,00 20 Kg R$ 0,40 /Kg Areia R$ 59,00 1 m³ R$ 59,00 /m³ Tijolo R$ 0,47 1 UN R$ 0,47 /un Madeira R$ 18,90 1 m² R$ 18,90 /m² Aditivo R$ 1.600, L R$ 8,00 /L Fonte: Autor (2013). Nessas comparações, foi analisado apenas o custo de material para execução das paredes, não entrando em consideração fatores como o custo da mão de obra; desperdício de material devido aos recortes das instalações prediais; transporte dos materiais como carga e descarga não oferecidas pelo fornecedor; maquinário para execução da argamassa e concreto celular. 6.1 CUSTO CONCRETO CELULAR O custo de material para execução do concreto celular foi elaborado referente ao CP I, por apresentar maior redução de massa específica. Conforme apresentado no item 6.1, neste traço, o concreto reduziu 16,2% de sua massa, valor usado para deduzir da quantidade de material utilizado para confeccionar 1 m³ de concreto, conforme apresentado na tabela 9.

42 42 Tabela 9 - Custo de materiais: Concreto celular Traço % peso Quantidade/ Quantidade/ m³ parede m² parede R$/m² Cimento Kg 28 Kg R$ 11,17 Areia 4,85 16,2% 0,90 m² 0,09 m² R$ 5,33 Aditivo 0,4% 1,12 L 0,11 L R$ 0,89 Madeira m² 0,11 m² R$ 2,08 TOTAL R$ 19,47 Fonte: Autor (2013). Foi considerado que para executar 1 m² de concreto celular, são necessárias duas chapas de madeirite plastificado de 17 mm para execução das formas. Por possuírem um bom desempenho e durabilidade, o madeirite plastificado pode ser utilizado diversas vezes dependendo do bom uso do material. Para este trabalho considera-se uma reutilização de 20 vezes o material, valor deduzido no cálculo do custo da forma. Um adicional de 10% foi acrescentado em sua metragem para garantir eventuais substituições de material por motivos de força maior como desperdícios, perdas de material ou uso das mesmas para travamento das formas. 6.2 CUSTO PAREDE CONVENCIONAL No cálculo do custo da parede convencional de alvenaria em tijolo furado conforme descrita no item 5.2, primeiramente foi determinado a quantidade de argamassa de assentamento para produzir 1 m³ de argamassa com traço de 1:2:8, o valor foi então multiplicado pela quantidade de argamassa para confeccionar 1 m² de alvenaria. O custo da água a ser adicionada ao traço foi desconsiderado por apresentar valores insignificantes. A tabela 10 representada abaixo apresenta estes valores.

43 43 Tabela 10 - Custo material: Parede alvenaria Traço Quantidade/ Quantidade/ m³ parede m² parede R$/m² Cimento Kg 8,85 Kg R$ 3,54 Cal hidratada Kg 8,85 Kg R$ 3,54 Areia 8 1,2 m³ 0,058 m³ R$ 3,44 Tijolo un 25 un R$ 11,75 TOTAL R$ 22,28 Fonte: Autor (2013). Para finalizar, temos então que o custo do concreto celular apresenta um valor 12,61% mais barato que a parede de alvenaria convencional. Observa-se que a grande diferença entre as duas técnicas de construção em relação ao custo, esta na elevada quantidade de cimento necessária para executar 1 m² de parede em concreto celular, sendo responsável por mais da metade do custo total de material. Enquanto que na parede convencional o material com maior custo é o tijolo. O gráfico 4 apresenta uma comparação entre os custos unitários do concreto celular, alvenaria convencional e concreto usinado. Gráfico 4 - Comparativo custo unitário Fonte: Autor (2013).

44 44 7 CONCLUSÕES O concreto celular espumoso analisado neste trabalho apresenta um aditivo com características similares ao bloco sical. O Centripor SK 100, utilizado nos testes, teve como objetivo criar micro espumas na mistura, proporcionando um material mais leve, e com resistência similar ao de uma parede convencional de tijolo furado. Analisando os dados obtidos quanto à resistência do concreto celular espumoso, temos que o CP III, com 1,38% de aditivo apresenta o melhor resultado (2,49 MPa), representando 71% da resistência de uma parede de alvenaria convencional (3,5 MPa). Observa-se então que a resistência do concreto celular aumenta conforme aumentamos sua porcentagem de aditivos, um resultado contrário ao esperado, uma vez que quanto maior a quantidade de aditivo maior seu índice de vazios e consequentemente menor seria sua resistência. Uma justificativa para esse resultado é o fato do aditivo incorporador de ar absorver água da mistura, diminuindo a relação água/cimento e aumentado consequentemente sua resistência. Outra possível variável para chegar a esses resultados é o método de mistura, no qual o fabricante recomenda o uso de uma máquina específica para a confecção das micro-espumas, nomeada de MC-FoamGenerator, a qual não foi utilizada durante os experimentos. Analisando os resultados referentes à sua massa específica, temos que a média dos resultados encontrados foi de 1,76 g/cm³. Resultando um traço 26,7% mais leve comparado ao concreto normal e 16,2% em relação à argamassa de cimento, areia e água conforme apresentado na NBR 6120 (ABNT, 2012). Porém uma analogia com a parede convencional também foi realizada e pode-se verificar que o CP I (com 0,4% de aditivo) apresenta 1,74 g/cm³, sendo 40,3% mais pesado que a parede convencional (1,24 g/cm³). Na análise de custo, foram encontrados bons resultados para o custo do material utilizado na confecção das paredes de concreto celular. Temos que uma parede com 10 cm de espessura custa R$ 19,47 por m², chegando a 12,6% mais barato que uma parede convencional (R$ 19,47/m²). Estes valores não consideram o custo da mão de obra necessária para executar a parede, mas pode-se afirmar que será menor que o sistema construtivo convencional, uma vez que as instalações prediais serão embutidas, evitando o desperdício na quebra das paredes para as tubulações.

45 45 Este trabalho apresenta um novo método construtivo na confecção de alvenarias. A determinação de um concreto celular espumoso moldado in loco gera diversos benefícios para a construção civil. A velocidade de execução torna o método prático e econômico, pois elimina as etapas de chapisco, emboço e reboco do sistema construtivo tradicional, além de visar à sustentabilidade evitando o desperdício e retrabalho uma vez que as instalações prediais serão previamente instaladas. Conclui-se que o método construtivo é viável, e pode ser implantado dentro da construção civil para reduzir os custos de obra e aumentar a produtividade da mão de obra. Porém sugere-se que mais estudos sejam realizados para determinar um traço ideal de aplicação do método construtivo.

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