Capítulo 4 Orientações para o Manejo de Áreas de Cultivos de Algodão no Estado de Mato Grosso visando a Proteção Ambiental.

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1 Capítulo 1 Instalações Rurais Guiiti Shimizu página 09 Capítulo 2 Saneamento Básico para Propriedades Rurais Luciana S. e Souza página 43 Capítulo 3 Lincenciamento Ambiental de Atividades Florestais Milton Ivo Carnevali página 69 Capítulo 4 Orientações para o Manejo de Áreas de Cultivos de Algodão no Estado de Mato Grosso visando a Proteção Ambiental. Antonio Brandt Vecchiato Eliana Freire Gaspar de Carvalho Dores Oscarlina Lúcia dos Santos Weber página 83

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3 Gilson Ferrúcio Pinesso¹ Na década de 70, no início das atividades de agricultura no cerrado brasileiro, haviam poucas informações sobre assuntos ambientais. A grande preocupação era ocupar, plantar e crescer. E assim também aconteceu a ocupação do cerrado de Mato Grosso. Antes uma terra sem valor e hoje com uma grande e pujante produção agrícola, mas também com seus problemas, muitos deles originados pela falta de conhecimento quando da ocupação. Outros pela falta de recursos e também pelo descaso de alguns proprietários e governos. Porém, o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) entende que muito ainda pode ser feito ou corrigido, e com a implementação do projeto de Diagnóstico Ambiental e Técnico o que se pretende é apresentar aos cotonicultores do Mato Grosso, dentre as atividades executadas por esses, algumas que podem ser melhoradas, de acordo com as legislações e pesquisas vigentes. Assim, o objetivo deste manual é para que o produtor tenha uma fonte de consulta adicional, a fim de que, se assim o quiser, possa se adequar às normas atuais. Entendemos que não se muda uma estrutura de uma sede de fazenda do dia para a noite, porque as dificuldades econômicas e técnicas devem ser levadas em conta, e isso cabe apenas ao proprietário decidir quando e como fazê-lo. Mas algumas têm certa emergência, pois são de maior gravidade com relação a riscos ao meio ambiente, e ações urgentes certamente evitarão que se tenham maiores custos com multas e outros aborrecimentos como paralisação de atividades em momento inoportuno. Mas outras ações, simples como o destino adequado do lixo, podem se iniciadas de imediato, sem elevado aumento de custo e com grandes vantagens para o meio ambiente. Não se pretende, com as plantas e recomendações constantes neste manual, substituir o engenheiro ou qualquer profissional da área, que entendemos como fundamental, mas apresentar sugestões sobre as várias estruturas que estão exemplificadas, assim como, um resumo sobre legislação ambiental, e também algumas recomendações originadas de pesquisas executadas em Mato Grosso, e que certamente são importantes observar em uma propriedade agrícola. Ao se consultar as diversas fontes observou-se que muitas vezes as normas não são claras sobre como e onde deve-se construir uma ou outra estrutura. E quando existem, muitas vezes, são pouco didáticas. Assim, buscou-se profissionais atuantes nos diversos setores para desenvolver as sugestões constantes no manual, procurando sempre atender a realidade encontrada nas propriedades agrícolas. Esperamos que este manual tenha bom uso entre os produtores do Mato Grosso, e que, a despeito das diversas agruras do setor, possam continuar contribuindo cada vez melhor com o desenvolvimento do nosso Estado. ¹Economista, Presidente do Instituto Mato-grossense do Algodão.

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5 Capítulo 1 Instalações Rurais Guiiti Shimizu 1 1. Introdução O capítulo 1 apresenta a infra-estrutura necessária em uma propriedade rural que deverá ser construída dentro das normas, e passar pela aprovação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente SEMA/MT, que emitirá as licenças. O decreto nº. 807 de 11 de outubro de 2007 dispõe sobre o prazo de validade das licenças ambientais. A validade das licenças ambientais expedidas pela SEMA fica definida em observância aos seguintes prazos mínimos: I - Licença prévia: mínimo de 3 (três) anos; II - Licença de instalação: mínimo de 3 (três) anos; III Licença de operação: mínimo de 3 (três) anos; IV Licença ambiental única: mínimo de 8 (oito) anos; V - Licença de operação provisória: mínimo de 3 (três) anos. 2. Áreas de vivência O empregador rural deve disponibilizar à seus funcionários as áreas de vivência, que são: a) instalações sanitárias; b) locais para refeição; c) alojamentos, quando houver permanência de trabalhadores no estabelecimento nos períodos entre as jornadas de trabalho; d) local adequado para preparo de alimentos (caso haja trabalhadores alojados); e) lavanderias (caso haja trabalhadores alojados). As áreas de vivência devem atender aos seguintes requisitos: a) condições adequadas de conservação, asseio e higiene; b) paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente; c) piso cimentado, de madeira ou de material equivalente; d) cobertura que proteja contra as intempéries; e) iluminação e ventilação adequadas. ¹ Engenheiro Civil e Economista; Especialista em Projetos de Viabilidade. Consultor, Rondonópolis/MT. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 9

6 Capítulo 1 3. Instalações sanitárias As instalações sanitárias devem ser constituídas de: a) lavatório na proporção de uma unidade para cada grupo de vinte trabalhadores ou fração; b) vaso sanitário na proporção de uma unidade para cada grupo de vinte trabalhadores ou fração; c) mictório na proporção de uma unidade para cada grupo de dez trabalhadores ou fração; d) chuveiro na proporção de uma unidade para cada grupo de dez trabalhadores ou fração. As instalações sanitárias devem: a) ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construídas de modo a manter o resguardo conveniente; b) ser separadas por sexo; c) estar situadas em locais de fácil e seguro acesso; d) dispor de água limpa e papel higiênico; e) estar ligadas a sistema de esgoto, fossa séptica ou sistema equivalente; f) possuir recipiente para coleta de lixo. Você sabia? Nas frentes de trabalho devem ser disponibilizadas instalações sanitárias fixas ou móveis compostas de vasos sanitários e lavatórios, na proporção de um conjunto para cada grupo de quarenta trabalhadores ou fração. 4. Refeitórios Os locais para refeição devem atender aos seguintes requisitos: a) boas condições de higiene e conforto; b) água limpa para higienização; c) mesas com tampos lisos e laváveis e assentos em número suficiente; d) água potável, em condições higiênicas; e) depósitos de lixo, com tampas. Os locais para preparo de refeições devem ser dotados de lavatórios, sistema de coleta de lixo e instalações sanitárias exclusivas para o pessoal que manipula alimentos, e não podem ter ligação direta com os alojamentos. Você sabia? Em todo estabelecimento rural deve haver local ou recipiente para a guarda e conservação de refeições, em condições higiênicas, independentemente do número de trabalhadores. Nota do autor: a seguir desenhos ilustrativos para refeitório com capacidade para 40 pessoas. 10 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

7 Capítulo 1 Lavatórios, sistema de coleta de lixo e instalações sanitárias exclusivas para o pessoal que manipula alimentos Local adequado para o preparo dos alimentos, guarda e conservação das refeições, com boas condições de higiene Mesas com tampos lisos e laváveis Local com água potável e fresca, sendo que deve ser fornecida em copos individuais Assentos em quantidade suficiente Local arejado, com bastante iluminação VARANDA PISO CERÂMICO 7,255 m² BANH. PISO CERÂMICO 3,540 m² COZINHA PISO CERÂMICO 21,190 m² DESPENSA PISO CERÂMICO 4,425 m² REFEITÓRIO PISO CERÂMICO 63,210 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,400 m² LAVABO PISO CERÂMICO 3,455 m² VARANDA PISO CERÂMICO 8,720 m² Lavatórios e instalações sanitárias para os trabalhadores Área de entrada para os trabalhadores Área com cobertura para a proteção dos trabalhadores contra mau tempo O local deve ter capacidade para atender a todos os trabalhadores, com boas condições higiênicas PLANTA BAIXA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 1. Modelo de refeitório com capacidade para 40 pessoas (Planta Baixa). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 11

8 Capítulo 1 RIPA COBERTURA DE TELHA DE BARRO INCLINAÇÃO 35% CAIBRO DE 5X6 cm VIGA DE MADEIRA 6X12 cm FORRO DE PVC FORRO DE PVC COZINHA VARANDA Balcão com tampos lisos e laváveis Piso e paredes de materiais laváveis CORTE AA sem escala Porta de entrada Varanda com cobertura Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 2. Modelo de refeitório com capacidade para 40 pessoas (Corte AA). COBERTURA DE TELHA DE BARRO INCLINAÇÃO 35% Instalações exclusivas, com piso e paredes de materiais laváveis, e água limpa TESOURA DE MADEIRA CAIBRO DE 5x6 cm RIPA VIGA DE MADEIRA 6x12 cm FORRO DE PVC FORRO DE PVC BANH. REFEITÓRIO COZINHA Piso lavável Local bem arejado CORTE BB sem escala Local para o preparo dos alimentos separado do refeitório, com piso e paredes de materiais laváveis Balcão com tampos lisos e laváveis Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 3. Modelo de refeitório com capacidade para 40 pessoas (Corte BB). 12 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

9 Capítulo 1 Varanda com cobertura para a proteção dos trabalhadores contra mau tempo ELEVAÇÃO sem escala Local com bastante ventilação Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 4. Modelo de refeitório com capacidade para 40 pessoas (Elevação). COBERTURA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 5. Modelo de refeitório com capacidade para 40 pessoas (Cobertura). 5. Alojamentos Os alojamentos devem: a) ter camas com colchões, separadas por no mínimo um metro, sendo permitido o uso de beliches, limitados a duas camas na mesma vertical, com espaço livre mínimo de cento e dez centímetros acima do colchão; b) ter armários individuais para guarda de objetos pessoais; c) ter portas e janelas capazes de oferecer boas condições de vedação e segurança; d) ter recipientes para coleta de lixo; e) ser separados por sexo. Nota do autor: a seguir desenhos ilustrativos para dois tipos de alojamentos para 32 lugares. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 13

10 Capítulo 1 Local coberto, ventilado e adequado para o cuidado de roupas de uso pessoal Local em condições adequadas para manutenção, limpeza e higiene Tanques individuais ou coletivos, com água limpa e em quantidade suficiente Portas de materiais que mantenham a privacidade Local em boas condições higiênicas e água para higienização VARANDA VARANDA PISO CIMENTADO PISO CIMENTADO 2,94 m² 2,94 m² ÁREA VARAL PISO CIMENTADO 6,26 m² QUARTO 6 QUARTO 5 QUARTO 2 QUARTO 1 PISO CIMENTADO 11,505 m² BANH. PISO CERÂMICO PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² 2,915 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² LAVANDERIA PISO CIMENTADO 7,80 m² distância mínima 1,0 m QUARTO 4 BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² QUARTO 8 BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² QUARTO 7 BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² ÁREA VARAL PISO CIMENTADO 6,26 m² QUARTO 3 PISO CIMENTADO 11,505 m² VARANDA VARANDA PISO CIMENTADO 2,94 m² PISO CIMENTADO 2,94 m² Nota do autor: Os alojamentos devem: - ser separados por sexo. - ter recipientes para coleta de lixo. Camas com colchões, separadas a uma distância mínima de 1 metro, com jogos de cama limpos; e para beliches, limite de 2 camas na mesma vertical, com espaço mínimo de 110 cm PLANTA BAIXA sem escala Armários individuais Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 6. Modelo de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Planta Baixa). 14 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

11 Capítulo 1 RIPA COBERTURA DE TELHA DE BARRO INCLINAÇÃO 35% VIGA DE MADEIRA 6X12 cm CAIBRO DE 5X6 cm FORRO DE PVC FORRO DE PVC QUARTO 5 QUARTO 7 Porta de entrada para o banheiro Porta com acesso à varanda com cobertura CORTE AA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 7. Modelo de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Corte AA). Boa ventilação e segurança COBERTURA DE TELHA DE BARRO INCLINAÇÃO 35% RIPA CAIBRO 5x6 cm BANH. BANH. VIGA DE MADEIRA 6x12 cm FORRO DE PVC BANH. BANH. ÁREA VARAL QUARTO 1 QUARTO 2 QUARTO 5 QUARTO 6 Janelas com boa vedação e segurança Local bem arejado Local em boas condições higiênicas e água para higienização CORTE BB sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 8. Modelo de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Corte BB). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 15

12 Capítulo 1 Acesso ao banheiro Janelas com boa vedação e segurança Varanda com cobertura ELEVAÇÃO C sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 9. Modelo de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Elevação C). ELEVAÇÃO E sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 10. Modelo de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Elevação E). ELEVAÇÃO D sem escala ELEVAÇÃO F sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 11. Modelos de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Elevações D e F). 16 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

13 Capítulo 1 COBERTURA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 12. Modelo de alojamento com capacidade para 32 pessoas (Cobertura). Você sabia? O empregador deve fornecer roupas de cama adequadas às condições climáticas locais. As camas poderão ser substituídas por redes, de acordo com o costume local, obedecendo o espaçamento mínimo de um metro entre as mesmas. É de direito do empregador proibir a utilização de fogões, fogareiros ou similares no interior dos alojamentos. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 17

14 Capítulo 1 VARANDA VARANDA VARANDA PISO CIMENTADO 2,94 m² PISO CIMENTADO 2,94 m² PISO CIMENTADO 5,08 m² ÁREA VARAL PISO CIMENTADO 6,26 m² QUARTO 6 QUARTO 5 QUARTO 2 QUARTO 1 PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² LAVANDERIA SALA DE TV PISO CIMENTADO PISO CIMENTADO 7,80 m² 19,00 m² QUARTO 8 BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² QUARTO 7 QUARTO 4 QUARTO 3 PISO CIMENTADO 11,505 m² BANH. PISO CERÂMICO 2,915 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² PISO CIMENTADO 11,505 m² ÁREA VARAL PISO CIMENTADO 6,26 m² VARANDA VARANDA PISO CIMENTADO 5,08 m² VARANDA PISO CIMENTADO 2,94 m² PISO CIMENTADO 2,94 m² Local bem ventilado Sala de TV coletiva para os trabalhadores Varanda com cobertura para proteção contra mau tempo Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. PLANTA BAIXA sem escala Desenho 13. Modelo de alojamento com sala de TV, com capacidade para 32 pessoas (Planta Baixa). 18 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

15 6. Lavanderias de EPI Capítulo 1 As lavanderias devem ser instaladas em local coberto, ventilado e adequado para que os trabalhadores alojados possam cuidar das roupas de uso pessoal. Devem ser dotadas de tanques individuais ou coletivos e água limpa. Para a limpeza e manutenção dos EPIs, recomenda-se: ser lavados separadamente das demais vestimentas e guardados corretamente, para assegurar maior vida útil; não utilizar alvejantes, pois poderá retirar a hidro-repelência das vestimentas; ser secos à sombra; fazer revisão periódica e substituir os EPIs danificados; antes de descartar e jogar no lixo as vestimentas do EPIs, lavá-las e rasgá-las para que outras pessoas não as utilizem. Importante: O empregador deve disponibilizar a água potável e fresca em quantidade suficiente nos locais de trabalho. A água potável deve ser disponibilizada em condições higiênicas, sendo proibida a utilização de copos coletivos. Nota do autor: a seguir fluxograma de entrada e saída dos trabalhadores na propriedade rural. FLUXO DE ENTRADA CHEGADA DOS TRABALHADORES VESTIÁRIO Trocar por uniforme VESTIÁRIO DE EPI Trocar por EPI limpo SAÍDA PARA TRABALHO SAÍDA PARA TRABALHO FLUXO DE SAÍDA: CHEGADA DO TRABALHO Vindo das atividades diárias CHEGADA DO TRABALHO Vindo das atividades diárias VESTIÁRIO Deixar o uniforme e trocar por vestuário deixado no início da atividade RETIRADA DE EPI Deixar o EPI para ser lavado BANHO LAVANDERIA DE EPI Lavar com sabão neutro, secar à sombra e deixar preparado para a jornada seguinte VESTIÁRIO Colocar o vestuário deixado no início da atividade SAÍDA DO TRABALHO Nota do autor: a seguir desenhos ilustrativos para construção de uma lavanderia de EPI. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 19

16 Capítulo 1 Banheiro a ser utilizado pelos trabalhadores que tiveram acesso a produtos químicos Local de chegada dos trabalhadores para a retirada dos EPIs sujos Cesto onde é depositado o EPI sujo, o qual é retirado na lavanderia C Local com chuveiro e com água higienizada para o banho Local para a troca de roupa após o banho, contendo armários individuais Saída dos trabalhadores após o uso do EPI e banho Área com cobertura BANH. PISO CIMETADO 2,22 m² ÁREA DE BANHO PISO CERÂMICO 2,37 m² ÁREA LIMPA PISO CIMENTADO 4,03 m² ÁREA SUJA PISO CIMENTADO 6,62 m² VARANDA PISO CIMENTADO 6,01 m² F D VARANDA PISO CIMENTADO 5,99 m² LAVANDERIA PISO CIMENTADO 3,70 m² Cesto de roupa suja ÁREA DE SECAR ROUPA PISO CIMENTADO 9,39 m² BANH. PISO CIMENTADO 2,31 m² Lixo Importante: Lavar e rasgar os EPIs antes de descartá-los. Área com cobertura Entrada dos trabalhadores com EPIs sujos E Parede com elemento vazado para ventilação Local coberto para os EPIs serem secos à sombra Tanques individuais ou coletivos, com água limpa e em quantidade suficiente, sendo que os EPIs devem ser lavados separadamente, com sabão neutro e enxaguados várias vezes PLANTA BAIXA sem escala Local onde os trabalhadores fazem a aquisição dos EPIs limpos ou novos Banheiro para os trabalhadores, que ainda não utilizaram os EPIs ou que já tomaram o banho após o seu uso Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 14. Modelo de lavanderia de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) com capacidade de até 10 pessoas (Planta Baixa). 20 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

17 Capítulo 1 COBERTURA DE TELHA DE BARRO INCLINAÇÃO 35% FORRO DE PVC Cesto de roupa suja LAVANDERIA ÁREA SUJA Este cesto de roupa suja, por ser móvel, proporciona o isolamento de pessoas que tiveram contato com produtos químicos à lavanderia, local onde é feita a descontaminação das vestimentas CORTE AA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 15. Modelo de lavanderia de EPI com capacidade para 10 pessoas (Corte AA). Local bem arejado RIPA VIGA DE MADEIRA 6X12 cm CAIBRO DE 5X6 cm COBERTURA DE TELHA DE BARRO INCLINAÇÃO 35% FORRO DE PVC BANH. ÁREA SUJA CHUVEIRO ÁREA LIMPA VARANDA Vaso sanitário, Mictórios, na proporção de na proporção de 1 p/ 20 trabalhadores 1 p/ 10 trabalhadores Pisos e paredes de materiais laváveis Varanda coberta Chuveiro, na proporção de 1 p/ 10 trabalhadores CORTE BB sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 16. Modelo de lavanderia de EPI com capacidade para 10 pessoas (Corte BB). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 21

18 Capítulo 1 ELEVAÇÃO C sem escala ELEVAÇÃO D sem escala ELEVAÇÃO E sem escala ELEVAÇÃO F sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 17. Modelo de lavanderia de EPI com capacidade para 10 pessoas (Elevações C, D, E e F). COBERTURA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 18. Modelo de lavanderia de EPI com capacidade para 10 pessoas (Cobertura). 22 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

19 Capítulo 1 SUMIDOURO PARA LAVANDERIA Tanque de lavar roupa e máquina de lavar roupa PLANTA DE SITUAÇÃO sem escala TAMPA DE CONCRETO TAMPA DE VISITA PLANTA BAIXA sem escala PEDRA BRITADA 1 CALCÁRIO OU CAL VIRGEM CARVÃO VEGETAL PEDRA IRREGULAR Obs.: Para vaso sanitário, lavatório e chuveiro, fazer um sumidouro com revestimento de tijolos e tampa. CORTE sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 19. Modelo de sumidouro para lavanderia de EPI com capacidade para 10 pessoas (Planta Baixa, de Situação e Corte). 7. Moradias Sempre que o empregador rural fornecer aos trabalhadores moradias familiares, estas deverão possuir: a) capacidade dimensionada para uma família; b) paredes construídas em alvenaria ou madeira; c) pisos de material resistente e lavável; d) condições sanitárias adequadas; e) ventilação e iluminação suficientes; f) cobertura capaz de proporcionar proteção contra intempéries; g) poço ou caixa de água protegido contra contaminação; h) fossas sépticas, quando não houver rede de esgoto, afastadas da casa e do poço de água, em lugar livre de enchentes e a jusante do poço. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 23

20 Capítulo 1 Você sabia? As moradias familiares devem ser construídas em local arejado e afastadas, no mínimo, cinqüenta metros de construções destinadas a outros fins. É proibida, em qualquer hipótese, a moradia coletiva de famílias. O empregador rural que tiver a seu serviço, nos limites de sua propriedade, mais de cinqüenta trabalhadores de qualquer natureza, com família, é obrigado a possuir e conservar em funcionamento escola primária, inteiramente gratuita para os menores dependentes, com tantas classes quantos sejam os grupos de quarenta crianças em idade escolar. 8. Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Para fins da NR 31, considera-se: a) trabalhadores em exposição direta, os que manipulam os agrotóxicos e produtos afins, em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação, descarte, e descontaminação de equipamentos e vestimentas; b) trabalhadores em exposição indireta, os que não manipulam diretamente os agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, mas circulam e desempenham suas atividade de trabalho em áreas vizinhas aos locais onde se faz a manipulação dos agrotóxicos em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação e descarte, e descontaminação de equipamentos e vestimentas, e ou ainda os que desempenham atividades de trabalho em áreas recém-tratadas. É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins: a) que não estejam registrados e autorizados pelos órgãos governamentais competentes; b) por menores de dezoito anos, maiores de sessenta anos e por gestantes; c) nos ambientes de trabalho, em desacordo com a receita e as indicações do rótulo e bula, previstos em legislação vigente. O empregador rural deve afastar as gestantes das atividades com exposição direta ou indireta a agrotóxicos imediatamente após ser informado da gestação. É vedado o trabalho em áreas recém-tratadas, antes do término do intervalo de re-entrada estabelecido nos rótulos dos produtos, salvo com o uso de equipamento de proteção recomendado. É vedada a entrada e permanência de qualquer pessoa na área a ser tratada durante a pulverização aérea. O empregador rural deve fornecer instruções suficientes aos que manipulam agrotóxicos, adjuvantes e afins, e aos que desenvolvam qualquer atividade em áreas onde possa haver exposição direta ou indireta a esses produtos, garantindo os requisitos de segurança previstos na legislação vigente. O empregador rural deve proporcionar um programa de capacitação sobre prevenção de acidentes com agrotóxicos a todos os trabalhadores expostos diretamente. Deve ser feita a partir de materiais escritos ou audiovisuais e apresentado em linguagem adequada aos trabalhadores e assegurada a atualização de conhecimentos para os trabalhadores já capacitados. 24 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

21 Capítulo 1 A capacitação prevista na NR 31 deve ser proporcionada aos trabalhadores em exposição direta mediante programa, com carga horária mínima de vinte horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias, durante o expediente normal de trabalho, com o seguinte conteúdo mínimo: a) conhecimento das formas de exposição direta e indireta aos agrotóxicos; b) conhecimento de sinais e sintomas de intoxicação e medidas de primeiros socorros; c) rotulagem e sinalização de segurança; d) medidas higiênicas durante e após o trabalho; e) uso de vestimentas e equipamentos de proteção pessoal; f) limpeza e manutenção das roupas, vestimentas e equipamentos de proteção pessoal. O empregador rural deve adotar, no mínimo, as seguintes medidas: a) fornecer equipamentos de proteção individual e vestimentas adequadas aos riscos, que não propiciem desconforto térmico prejudicial ao trabalhador; b) fornecer os equipamentos de proteção individual e vestimentas de trabalho em perfeitas condições de uso e devidamente higienizados, responsabilizando-se pela descontaminação dos mesmos ao final de cada jornada de trabalho, e substituindo-os sempre que necessário; c) orientar quanto ao uso correto dos dispositivos de proteção; d) disponibilizar um local adequado para a guarda da roupa de uso pessoal; e) fornecer água, sabão e toalhas para higiene pessoal; f) garantir que nenhum dispositivo de proteção ou vestimenta contaminada seja levado para fora do ambiente de trabalho; g) garantir que nenhum dispositivo ou vestimenta de proteção seja reutilizado antes da devida descontaminação; h) vedar o uso de roupas pessoais quando da aplicação de agrotóxicos. O empregador rural deve disponibilizar a todos os trabalhadores informações sobre o uso de agrotóxicos no estabelecimento, abordando os seguintes aspectos: a) área tratada: descrição das características gerais da área da localização, e do tipo de aplicação a ser feita, incluindo o equipamento a ser utilizado; b) nome comercial do produto utilizado; c) classificação toxicológica; d) data e hora da aplicação; e) intervalo de reentrada; f) intervalo de segurança/período de carência; g) medidas de proteção necessárias aos trabalhadores em exposição direta e indireta; h) medidas a serem adotadas em caso de intoxicação. Os equipamentos de aplicação dos agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, devem ser: a) mantidos em perfeito estado de conservação e funcionamento; b) inspecionados antes de cada aplicação; c) utilizados para a finalidade indicada; d) operados dentro dos limites, especificações e orientações técnicas. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 25

22 Capítulo 1 Você sabia? A conservação, manutenção, limpeza e utilização dos Equipamentos de Proteção Individual só poderão ser realizadas por pessoas previamente treinadas e protegidas. 9. Armazenamento de produtos fitossanitários As edificações destinadas ao armazenamento de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins devem: a) ter paredes e cobertura resistentes; b) ter acesso restrito aos trabalhadores devidamente capacitados a manusear os referidos produtos; c) possuir ventilação, comunicando-se exclusivamente com o exterior e dotada de proteção que não permita o acesso de animais; d) ter afixadas placas ou cartazes com símbolos de perigo; e) estar situadas a mais de trinta metros das habitações e locais onde são conservados ou consumidos alimentos, medicamentos ou outros materiais, e de fontes de água; f) possibilitar limpeza e descontaminação. Recomendações básicas para o local de armazenamento: a) as embalagens devem ser colocadas sobre estrados, evitando contato com o piso, com as pilhas estáveis e afastadas das paredes e do teto; b) os produtos inflamáveis devem ser mantidos em local ventilado, protegido contra centelhas e outras fontes de combustão; c) a distância mínima entre as edificações deve ser de 10 metros para facilitar a movimentação de veículos e ventilação; d) o pé direito deve ter no mínimo 4 metros de altura, para otimizar a ventilação natural; e) a largura mínima das aberturas de saída deve ser de 1,20 m e deve ser evitado o sentido de abertura das portas para o interior do armazém; f) as instalações elétricas devem ter aterramento dentro das normas de segurança com fiação embutida. Quadros de distribuição, tomadas e interruptores, devem ficar no lado externo do armazém. Quando isto não for possível, as instalações devem ser à prova de explosão. Quanto à iluminação, pode ser convencional desde que esteja acima de 2 metros do piso e seja mantida a uma distância mínima de 1 metro dos produtos; g) deve ter sistema de alarme contra incêndio; h) os escritórios, banheiros, cozinha e sala de café devem ser construídos fora do depósito ou isolados deste; i) deve possuir vestiários com chuveiros e armários para os operadores. j) o piso deve ser impermeável (concreto ou similar), polido e nivelado, que facilite a limpeza e não permita infiltração para o subsolo; k) para uma maior circulação do ar no armazém, deixar um espaço livre de, no mínimo de 1 metro entre a parte mais alta dos produtos e o telhado, assim como 50 cm entre as mercadorias e as paredes. Nota do autor: nas folhas 27 e 28, o exemplo do projeto do depósito de produtos fitossanitários. 26 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

23 Capítulo 1 Área com chuveiro de emergência e lava-olhos, com água em abundância Porta com abertura para fora do armazém, para facilitar caso haja uma emergência Largura mínima de 1,20 metros Colocar placas de sinalização de perigo com produtos químicos Deve estar sempre trancada CALÇADA ÁREA DE EMERGÊNCIA PISO CIMENTADO 2,27 m² RAMPA RAMPA As embalagens devem ficar afastadas das paredes 50 cm e do teto 1 m Devem ser colocadas sobre estrados VARANDA PISO CIMENTADO 3,20 m² PROJEÇÃO DOS EXAUSTORES EOLICOS Manter extintores de incêndios ÁREA DE DEPÓSITO PISO CIMENTADO 32,49 m² VESTIÁRIO PISO CIMENTADO 5,18 m² PROJEÇÃO DOS EXAUSTORES EOLICOS Manter caixa de madeira contendo areia, calcário e serragem, para uma emergência com incêndios Instalações construídas fora do depósito Vestiário para a troca de vestimentas Parede com elemento vazado para boa ventilação PLANTA BAIXA sem escala Manter a distância de 10 metros de outras edificações, para facilitar a movimentação de veículos e ventilação Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 20. Modelo de depósito de produtos fitossanitários (Planta Baixa). COBERTURA DE TELHA METÁLICA INCLINAÇÃO 6% EXAUSTOR EOLICO OU OUTROS ESTRUTURA METÁLICA Instalações elétricas devem ter aterramento Pé direito de 4 metros para melhorar a ventilação natural RAMPA DE CONCRETO RAMPA DE CONCRETO DEPÓSITO Piso impermeável, polido e nivelado, para facilitar a limpeza e impedir infiltração para o subsolo CORTE AA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 21. Modelo de depósito de produtos fitossanitários (Corte AA). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 27

24 Capítulo 1 Iluminação acima de 2 m do piso e no mínimo 1 m dos produtos EXAUSTOR EOLICO OU OUTROS COBERTURA DE TELHA METÁLICA INCLINAÇÃO 6% ESTRUTURA METÁLICA LÂMPADA COBERTURA DE TELHA METÁLICA INCLINAÇÃO 6% ELEMENTO VAZADO Quadros de distribuição, tomadas e interruptores, devem ficar no lado externo do armazém VESTIÁRIO DEPÓSITO RAMPA DE CONCRETO Demais instalações fora do depósito de produtos CORTE BB sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 22. Modelo de depósito de produtos fitossanitários (Corte BB). ELEVAÇÃO sem escala COBERTURA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 23. Modelo de depósito de produtos fitossanitários (Elevação e Cobertura). Você sabia? É vedada a armazenagem de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins a céu aberto. 28 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

25 Capítulo Lavador de veículos, máquinas e equipamentos Sistema de tratamento dos efluentes gerados na lavagem de veículos e máquinas agrícola O lavador de veículos é composto de uma área pavimentada com inclinação para o centro onde possui uma canaleta com grelha para a coleta da água de lavagem dos veículos ou para canaletas nas bordas do piso. A água é então carreada para o sistema de tratamento Caixa com grade (30 x 30 x 30 cm) Exemplo 1 sem escala Piso impermeável com dimensões suficiente para abrigar veículos e equipamentos CANALETA EM "U" ( 5 x 5 cm ) LAVADOR ÁREA 217,00 m² 1200 CANALETA EM "U" ( 5 x 5 cm ) PLANTA BAIXA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 24. Modelo de lavador de veículos (Planta Baixa). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 29

26 Capítulo 1 Quando é executada a lavagem de equipamentos e veículos, onde o contaminante é apenas óleo mineral, a água é encaminhada para a caixa de areia onde é retido o material pesado como areia, terra e outros materiais e posteriormente passa por duas caixas de separação de água e óleo em série e por uma caixa de passagem antes de seguir para a infiltração no solo. A disposição dos efluentes será feita por meio de um sumidouro Dimensionamento do sistema de tratamento de efluentes Sistema Separador Água/Óleo (SAO) O sistema, na disposição de efluentes no solo, deve atender aos padrões estabelecidos. E quanto ao óleo retido no SAO deve ser observado o que estabelece a Resolução CONAMA 009/1993. Dados necessários para o dimensionamento do sistema separador: a) a velocidade de escoamento da caixa de areia (pré-estabelecida para a sedimentação de areia é em torno de 0,30m/s +/- 20%); b) o consumo médio de água adotado é de 0,05 m 3 /min; c) a profundidade da caixa separadora de óleo deve ser de 0,40 m a 0,60 m; d) o comprimento da caixa separadora de óleo deve ser de 2 a 3 vezes maior que a largura; e) dispositivos de entrada/saída; f) a parte submersa da cortina de entrada deve ser de 1/4 a 1/5 da profundidade, e a parte submersa da cortina de saída deve ser de 1/1,2 a 1/1,5 da profundidade. Aspectos construtivos: a) a caixa separadora de óleo deve ser coberta por medida de segurança, com tampão ou grade, desde que seja facilmente removível, visando facilitar a limpeza periódica; b) a altura do tubo de saída de inspeção deve ser adequada para atender a necessidade de desnível entre o ponto de lançamento e o corpo receptor, devendo a altura máxima do tubo, ser de no máximo 5 cm abaixo do tubo de entrada; c) na parte lateral da caixa separadora de óleo (B), deve-se localizar um tubo de drenagem para remoção periódica da camada de óleo flutuante. Pode-se prever a construção de uma caixa para a coleta deste óleo, ou sua remoção por meio de balde; d) o uso de uma cesta de palha, colocada na caixa de inspeção, auxilia a retenção de óleo que por ventura não tenha sido retido nas caixas separadoras de óleo A e B; e) o óleo retido na caixa separadora de água e óleo será estocado em tambores e posteriormente encaminhado para empresas retificadoras. Sugestão de dimensões do sistema de separação de água e óleo SAO, conforme desenho 25. Caixa de Areia: Largura = L = 1,20 metros Comprimento = C = 1,20 metros Altura útil = HU = 0,60 metros Altura total = HT = 1,00 metro 30 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

27 Caixa Separadora A: Largura = L = 1,00 metros Comprimento = C = 1,20 metros Altura útil = HU = 0,60 metros Altura total = HT = 1,20 metros Altura entrada = HE = 0,45 metros Altura saída = HS = 0,30 metros Capítulo 1 Caixa Separadora B: Largura = L = 0,42 metros Comprimento = C = 1,20 metros Altura útil = HU = 0,40 metros Altura total = HT = 1,00 metro Altura entrada = HE = 0,30 metros Altura saída = HS = 0,20 metros Caixa de Passagem: Largura = L = 1,00 metros Comprimento = C = 0,60 metros Altura total = HT = 1,00 metro TUBO PVC 100 mm Ø100 mm Ø100 mm Ø100 mm Ø100 mm CAIXA DE AREIA CAIXA CAIXA SEPARADORA A SEPARADORA B CAIXA DE DRENO DO ÓLEO PASSAGEM TUBO PVC 100 mm 40 DRENO DO ÓLEO SUMIDOURO Caixa de retenção de areia e demais sólidos. Efetuar a limpeza periódica PLANTA sem escala DRENO DO ÓLEO DRENO DO ÓLEO Armazenar o óleo retido e encaminhar para recicladora 60 CORTE sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 25. Modelo de separador de água/óleo (Planta e Corte). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 31

28 Dimensionamento do sistema de disposição final dos efluentes A disposição final do efluente será por meio de infiltração no solo em um dispositivo tipo sumidouro, em formato retangular, com paredes revestidas de tijolo maciço e intercaladas com espaços vazios. O fundo do sumidouro será revestido com quatro camadas de material, assim especificadas: a primeira camada (fundo) será de pedra irregular com espessura de 20,0 cm; a segunda camada, de igual espessura, composta de carvão vegetal; a terceira camada de 20 cm de calcário ou cal virgem; e a quarta camada será composta de brita nº. 01. Área do fundo (Af) = Vef./Ci = 2000 litros/90 litros/m 2 = 22,22 m 2 Em que, Vef é o volume e Ci é a capacidade de infiltração do solo. Capítulo 1 Considerando a altura do lençol onde será construído o sumidouro, adotou-se uma profundidade de 3,5 metros. Dimensões do Sumidouro: Altura = h = 3,5 metros Largura = Comprimento = 2,52 metros Camada de material de fundo = 0,80 metros Pedra irregular = 0,20 metros Carvão vegetal = 0,20 metros Calcário ou cal virgem = 0,20 metros Pedra britada nº. 01 = 0,20 metros O piso do lavador deverá ser dimensionado em função dos tamanhos dos veículos e equipamentos a lavar. TAMPA DE CONCRETO TAMPA DE VISITA TAMPA DE VISITA BRITA 1 CALCÁRIO CARVÃO PEDRA IRREGULAR PLANTA sem escala CORTE sem escala 10 Dimensionar a profundidade conforme o nível de lençol freático Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 26. Modelo de sumidouro para lavador de veículos (Planta e Corte). 32 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

29 Capítulo Bacia de contenção do tanque de combustível e abastecimento Dimensões do tanque de óleo diesel: Capacidade = litros Formato = cilíndrico Disposição = aéreo/horizontal Diâmetro = 1,90 metros Comprimento = 5,40 metros O sistema de contenção será composto por uma bacia de contenção com sistema de coleta de águas; caixa de areia; separador de água e óleo (SAO). Dimensionamento da bacia de contenção: Considerando um volume adicional de 10% da capacidade nominal de armazenamento, tem-se: Volume nominal do Tq. = litros Volume adicional = 10% do volume nominal Volume = * 1,10 = litros = 16,5 m 3 Cálculo da bacia de contenção: Tq. diesel = (5,40 + 3,0) * (1,90 + 2,0) = 32,76 m 2 Área Total = 32,76 m 2. Cálculo da altura da mureta da bacia de contenção: Volume total de combustível = 15,0 m 3 Volume da bacia = 15,0 * 1,10 = 16,5 m³ Altura da bacia = 16,5 m 3 / 32,76 m 2 = 0,50 metros MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 33

30 Capítulo 1 Piso impermeável 128 SEGUE P/ CAIXA DE AREIA 32 6 Caixa com grade (30 x 30 x 30 cm) Bacia de contenção dimensionada em função do volume do tanque de armazenamento mais 10% 48 6 incl. 1% incl. 1% ILHA DE ABASTECIMENTO E DESCARGA ÁREA 20,00 m² CANALETA EM "U" (5 x 5 cm) incl. 1% incl. 1% ALTURA DA BACIA = 0,50 m incl. 1% incl. 1% TANQUE DE DIESEL CAP LITROS PLANTA BAIXA sem escala Desenho 27. Modelo de abastecimento (Planta Baixa). 282 Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Cálculo da caixa de areia e separador de água e óleo: Caixa de Areia Comprimento = 1,00 metro Largura = 0,70 metros Altura útil = 0,60 metros Retenção de areia e demais sólidos Efetuar a limpeza periódica TAMPA DE CONCRETO TUBO PVC 100 mm CAIXA SEPARADORA ÁGUA E ÓLEO 60 TUBO PVC 100 mm TUBO PVC 100 mm PLANTA sem escala CORTE sem escala Desenho 28. Modelo de caixa de areia (Planta e Corte). Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Caixa Separadora de Água e Óleo: Será considerada a partir da área pavimentada e da intensidade de chuva incidente no piso da bacia de contenção e da ilha de carga e descarga de combustível. 34 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

31 Onde: Q = c*i*a*f Sendo: Q = vazão de contribuição c = coeficiente do piso = 1 i = intensidade de chuva no período de 1 hora = 100 mm/hora a = área de drenagem = 52,76 m 2 f = 1 Capítulo 1 Q = 1*0,10 m/h*1*52,76 m 2 = 5,28 m 3 /h = 1,46 l/seg Q = 1,46 l/seg Separador de Água e Óleo: Adotando o tempo de detenção igual a 15 minutos, tem-se: Td = 15 minutos V = 5,28 m 3 /h/60 min * 15 min = 1,32 m 3 V = A*h A = V/h = 1,32/1 = 1,32 m 2 A = L*B onde L = 2B e H = 1,00 metro A= 2B*B = 2B2 B = A/2 = 1,32/2 = 0,81 L = 2*0,81 = 1,62 metros Dimensões da Caixa Separadora de Água e Óleo: Volume da caixa = 1,32 m 3 Altura útil = 1,00 metro Comprimento da câmara = 1,62 metros Largura da caixa = 0,81 metros Armazenar o óleo retido e encaminhar para a recicladora CHICANA 10 CALHA DE INTERCEPTAÇÃO DE ÓLEO POÇO COLETA DE ÓLEO TUBO PVC 100 mm CHICANA CHICANA 15 NA GRADE DE FERRO 15 CALHA DE INTERCEPTAÇÃO DE ÓLEO DISPOSIÇÃO NO TUBO PVC 100 mm TUBO PVC 100 mm 40 SOLO NATURAL CHICANA PLANTA sem escala CORTE sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 29. Modelo de caixa separadora de água/óleo (Planta e Corte). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 35

32 Capítulo 1 A água que passa pelo separador de água e óleo é encaminhada para infiltração natural no solo. Visando reter qualquer gotícula de óleo que por ventura possa passar pela caixa separadora é recomendada a construção de uma caixa de passagem na saída do sistema onde é colocada uma camada de palha ou bagaço de cana seco visando a remoção desse material. 12. Bacia de contenção para óleos vegetais e óleo ultilizado Segue o mesmo critério do item anterior. 13. Pátio de descontaminação das aeronaves agrícolas Aspectos a serem considerados para a localização do pátio: o nível do lençol freático não deve estar a menos de 1,5 metros da superfície; deve haver distância mínima de duzentos e cinqüenta metros de mananciais hídricos. O piso do pátio de descontaminação das aeronaves deve obedecer às seguintes especificações: a) o tamanho do pátio de descontaminação será de acordo com as dimensões da aeronave, devendo ser acrescidos dois metros em relação à envergadura e dois metros em relação ao comprimento da aeronave, sendo que, no caso de uso de aeronaves de diferentes envergaduras, o pátio deverá estar dimensionado para a de maior tamanho; b) a pavimentação em concreto, do piso, banquetas, valetas e tampas, deverão seguir as seguintes especificações: - deverão ser construídos de tal forma que suportem o peso de uma aeronave, recomenda-se o uso de concreto usinado preparado na proporção de duas partes de brita média, duas partes de areia fina e uma parte de cimento; o concreto utilizado deverá ter resistência à força de compressão (Fck) igual ou superior a vinte e cinco Mega Pascal (MPa), ou duzentos e cinqüenta quilograma força por centímetro quadrado (kgf/cm²), na proporção de quatrocentos e cinqüenta quilos de cimento por metro cúbico de concreto, com o objetivo de diminuir a porosidade do piso; - para o piso, utilizar armação de ferro com bitola de seis milímetros formando uma trama de dez por dez centímetros, evitando fissuras causadas pela dilatação; - a espessura do piso recomendada é de pelo menos dez centímetros, cuja finalidade principal é impedir a infiltração, sendo também suficiente para suportar carga e evitar rachaduras no pátio; - a superfície deverá ser polida para reduzir a porosidade superficial, evitando a infiltração de calda remanescente; - a declividade do piso do pátio deve ser de três por cento; - as juntas de dilatação devem ser preenchidas com cimento asfáltico de petróleo (CAP), viscosidade e penetração O sistema coletor do pátio de descontaminação da água de lavagem das aeronaves agrícolas deverá: a) ser situado no meio do pátio, preferencialmente na projeção do hopper, reservatório da aeronave agrícola, onde são colocados os produtos a serem utilizados na operação aérea; b) ser conduzido através de canaleta ou de caixa coletora por tubulação para o reservatório de decantação, passando pela caixa de inspeção; c) ter uma tubulação para o reservatório de decantação, dispondo de sistema de derivação da água das chuvas. 36 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

33 Capítulo 1 O reservatório de decantação para recepção da água de lavagem proveniente da canaleta ou da caixa coletora deverá ser construído com dois tubos de concreto armado, com diâmetro de um metro e profundidade de dois metros, sendo que a base do poço será fechada com camada de concreto armado com espessura de dez centímetros e o cimento utilizado deverá ser padrão Fck 25 Mpa ou superior, perfeitamente alisado e recoberto com manta impermeabilizante e deve ser fechado com tampa de concreto. 8,40 incl. 3% 6,30 1,31 A incl. 3% DESCONTAMINADOR PISO DE CONCRETO 0,53 0,53 incl. 3% incl. 3% 0,08 Ø0,63 CAIXA DE PASSAGEM BOMBA 1,5 HP RESERVATÓRIO CAIXA DE LITROS 1,05 2,63 1,05 1,05 2,10 1,05 PORTÃO TELA MALHA 5x5 cm ARAME FARPADO MOURÃO DE CONCRETO A OBS: PÁTIO DE DESCONTAMINAÇÃO COM AS DIMENSÕES DA MAIOR AERONAVE DEVE SER ACRESCIDO DOIS METROS EM RELAÇÃO À ENVERGADURA E DOIS METROS EM RELAÇÃO AO COMPRIMENTO. PLANTA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 30. Modelo de descontaminador de aeronaves agrícolas (Planta). CAIXA COLETORA GRELHA METÁLICA INCLINAÇÃO 3 % 1 INCLINAÇÃO 3 % 2 6 0,55 8,82 0,09 ÁGUAS PLUVIAIS ÁGUAS CONTAMINADAS CX. DE LITROS CAIXA DE PASSAGEM BOMBA 1,5 HP 5 0, TUBO DE CONCRETO 0,06 1,10 2,21 1,10 0,55 1,10 0,66 OBS: * O FUNDO DO RESERVATÓRIO DE DECANTAÇÃO (3) E RESERVATÓRIO DE CONTENÇÃO E EVAPORAÇÃO (7) DEVEM SER IMPERMEABILIZADOS COM GEOMEMBRANA, POLIETILENO DE ALTA DENSIDADE (PEAD) DE UM MILÍMETRO DE ESPESSURA. * O CONCRETO DEVERÁ SER FCK 25 MPa OU SUPERIOR NO PÁTIO DE LAVAGEM (1) E NO FUNDO DO RESERVATÓRIO DE DECANTAÇÃO (3). * PLACAS DE PERIGO DEVEM SER COLOCADAS EM VOLTA DA CERCA. CORTE AA sem escala LEGENDA 1. PÁTIO DE LAVAGEM Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. 2. CAIXA DE SEPARAR ÁGUA DA CHUVA COM LAVAGEM 3. RESERVATÓRIO DE DECANTAÇÃO 4. CONJUNTO MOTOBOMBA 5. RESERVATÓRIO DE OXIDAÇÃO 6. OZONIZADOR C/ CAPACIDADE MÍNIMA DE 1GR OZÔNIO/h 7. RESERVATÓRIO DE CONTENÇÃO E EVAPORAÇÃO Desenho 31. Modelo de descontaminador de aeronaves agrícolas (Corte AA). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 37

34 Capítulo 1 O sistema de oxidação de agrotóxicos da água de lavagem das aeronaves agrícolas deverá conter: a) sistema de bombeamento, para a retirada da água de lavagem das aeronaves do reservatório de decantação e enviada ao reservatório de oxidação; b) ozonizador com capacidade mínima de produzir uma grama de ozônio por hora; c) reservatório para oxidação com capacidade mínima de quinhentos litros, ser em Poli Cloreto de Vinila (PVC), para que não ocorra reação com o ozônio, ser redonda para facilitar a circulação da água de lavagem, com tampa para evitar contato com a água de lavagem; d) canalizações em tubo PVC, para que não ocorra reação com o ozônio, e com diâmetro de cinqüenta milímetros. O ozonizador previsto na alínea b, do inciso anterior, deverá funcionar por um período mínimo de seis horas, para cada carga de quatrocentos e cinqüenta litros de restos e sobras de agrotóxicos remanescentes da lavagem e limpeza das aeronaves e equipamentos. Dentro do reservatório de oxidação, deverá ser instalada a saída do ozonizador, na sua parte inferior, para favorecer a circulação total e permanente da água de lavagem e com dreno de saída na parte superior do reservatório de oxidação. O reservatório de retenção, solarização e de evaporação da água de lavagem das aeronaves agrícolas deverá ser: a) devidamente impermeabilizado com gelmembrana, Polietileno de Alta Densidade (PEAD) de um milímetro de espessura, cercado, sinalizado e situado preferencialmente em local com distância mínima de duzentos e cinqüenta metros de mananciais hídricos, e distantes de árvores para facilitar a solarização, gerando um aumento da degradação via fotólise do material que tenha ficado retido no fundo do tanque; b) aberto ou com cobertura, e deverá possuir as dimensões, em função do número de aeronaves. Na escolha do tipo coberto, cuja função é evitar o acúmulo de água das chuvas, a estrutura do telhado será com pé-direito de um metro e a cobertura terá sua parte externa pintada da cor preta, com objetivo de aumentar as temperaturas internas do tanque e do efluente ali retido, potencializando sua evaporação, ficando vedada a utilização de telhas de amianto. Ao redor do reservatório de retenção, deverá ser construída uma proteção para evitar a entrada de água por escorrimento superficial. O sistema de segurança do reservatório de retenção e evaporação deverá conter obrigatoriamente placas indicativas, em locais visíveis, com o símbolo internacional que represente produtos tóxicos e perigo. Conforme o Art. 7º. da Instrução Normativa nº. 2, de 03 de janeiro de 2008 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Qualquer alteração na construção do pátio de descontaminação e no seu sistema de descontaminação das aeronaves deverá ser previamente aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Obs: O projeto normatizado pelo MAPA prevê reservatório de contenção e evaporação com a cobertura e sem. 38 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

35 Capítulo 1 0,50 0,50 4,00 m 2,00 m Telha metálica (inclinação 6%) (obs.: pintada externamente de preto) 2,00 m 2,00 m 2,00 m 2,00 m 1,00 0,20 TELA MALHA 5 x 5 cm PORTÃO 1,50 m ARAME FARPADO MOURÃO DE CONCRETO 2,00 m 2,00 m 2,00 m PLANTA sem escala CORTE AA sem escala Desenho meramente ilustrativo, passível de alterações. Desenho 32. Modelo de reservatório de contenção e evaporação com cobertura (Planta e Corte AA). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 39

36 Referências Capítulo 1 Decreto nº. 807 de 11/10/2007. Resolução CONAMA 009/1993. Resolução CONAMA 273/2000. BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT, NBR Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis. BRASIL. Associação Nacional de Defesa Vegetal. Manual de usos correto e seguro de produtos fitossanitários agrotóxicos. BRASIL. Associação Nacional de Defesa Vegetal. Manual de armazenamento de produtos fitossanitários. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº. 2, de 03/01/2008. NR 31 Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura. NR 20 Líquidos Combustíveis e Inflamáveis. NR 13 Caldeiras e Vasos de Pressão. 40 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

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39 Capítulo 2 Saneamento Básico para Propriedades Rurais Luciana S. e Souza 1 1. Apresentação Saneamento básico é o conjunto de ações sócio-econômicas que têm por objetivo alcançar níveis de salubridade ambiental, por meio de abastecimento de água, coleta e disposição de resíduos sólidos e esgotos com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida e preservar o meio ambiente. Este manual divulga, com base na legislação, alguns procedimentos adotados para a implementação do saneamento básico em propriedade rural. 2. Captação e abastecimento de água O abastecimento de água potável para consumo humano é essencial para a saúde humana. A solução mais adequada é oferecida pelos sistemas públicos devido a aspectos funcionais, técnicos e econômicos. Em zonas rurais existe um grande número de habitações não alcançadas pelo sistema público urbano e por isso são abastecidas por sistemas individuais em que o ônus do suprimento recai sobre o dono da propriedade. Os sistemas individuais compreendem soluções isoladas, de pequena capacidade e geralmente consistem no aproveitamento de água de poços, águas superficiais e águas de chuva. Na maioria dos casos a água é fornecida por poços comuns. Você sabia? Que mais de 97% da água que cobre o globo é demasiado salgada para beber ou para sustentar os frágeis ecossistemas dependentes da água doce, que representa apenas uns escassos 2,5%? 2.1 Escolha do manancial A escolha do manancial se constitui na decisão mais importante na implantação de um sistema de abastecimento de água, seja ele de caráter individual ou coletivo. Havendo mais de uma opção, sua definição deverá levar em conta, além da predisposição da comunidade em aceitar as águas do manancial a ser adotado, os seguintes critérios: Previamente é indispensável a realização de análises de componentes orgânicos, inorgânicos e bacteriológicos das águas do manancial, para verificação dos teores de substâncias prejudiciais, limitados pela resolução nº 20 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA); 1 Engenheira Sanitarista, Drª Engenharia Ambiental. Professora da Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá/MT. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 43

40 Capítulo 2 Vazão mínima do manancial necessária para atender a demanda por um determinado período de anos; Mananciais que dispensam tratamento inclui em águas subterrâneas não sujeitas a qualquer possibilidade de contaminação; Mananciais que exigem apenas desinfecção: inclui em águas subterrâneas e certas águas de superfície bem protegidas, sujeitas a baixo grau de contaminação; Mananciais que exigem tratamento simplificado: compreendem as águas de mananciais protegidos, com baixos teores de cor e turbidez, sujeitas apenas a filtração lenta e desinfeção; Mananciais que exigem tratamento convencional: compreendem basicamente as águas de superfície, com turbidez elevada, que requerem tratamento com coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção. 2.2 Formas de captação da água As formas de captação da água podem ser em função do manancial, podendo ser utilizadas superfície de coleta (água de chuva); caixa de tomada (nascente de encosta); galeria filtrante (fundo de vales); poço raso (lençol freático); poço tubular profundo (lençol subterrâneo) e tomada direta de rios, lagos e açudes (mananciais de superfície). A Figura 1 ilustra as formas de captação da água. Figura 1. Formas de captação da água. 44 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

41 Capítulo Captação de água subterrânea por poço As águas subterrâneas são consideradas as águas que ocorrem naturalmente ou artificialmente no subsolo, compreendendo os lençóis freático e profundo, susceptíveis de extração e utilização pelo homem, tendo sua captação feita através de poços rasos ou profundos, galerias de infiltração ou pelo aproveitamento das nascentes. É obrigatória a obtenção da licença da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) para obras de captação de água subterrânea, com profundidade superior a 50 metros e diâmetro a partir de 4 polegadas, podendo ser renovável a cada 5 anos. O uso das águas subterrâneas estaduais dependerá da autorização administrativa da SEMA. Para a licença, serão necessárias análises de qualidade de água com no mínimo os seguintes parâmetros: ph, condutividade elétrica, temperatura da água, coliformes fecais e totais, turbidez, dureza total, alcalinidade total, Sólidos Totais dissolvidos (STD), Nitrato (NO 3 ), Cloreto (Cl) e Ferro Total (Fe). Os poços e outras obras de captação de águas subterrâneas deverão ser dotados de dispositivos que permitam a coleta de água na boca do poço e medida do nível da água. A Figura 2 ilustra a construção de um poço para captação de água. Figura 2. Poço para captação de água. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 45

42 2.3.1 Principais cuidados com a instalação de poços Capítulo 2 Esses poços não devem ser executados em áreas sujeitas a inundação; Devem estar distantes de fontes de contaminação, 15 m para privadas higiênicas ou fossas sépticas e 45 m para fossas negras; Os terrenos calcários, fendilhados ou muito porosos devem ser evitados ou considerados perigosos; Construir o poço em nível mais alto que os focos de contaminação; Evitar os locais sujeitos a inundações e dar preferência àqueles de fácil acesso aos usuários; Em certos tipos de terrenos que possuem fendas no solo, o risco de contaminação do lençol é maior; Os poços devem ser protegidos por cobertura ou por plataforma impermeável, de concreto, com dimensões superiores as do diâmetro do poço. A proteção contra infiltração de águas superficiais e subsuperficiais, por meio das paredes deve ser assegurada por um revestimento impermeável com 3 metros ou mais de profundidade; Os dispositivos para retirada de água dos poços devem ser capazes de impedir a contaminação da água; Depois de construídos ou reparados de poços deve ser submetidos a desinfecção Principais cuidados com a locação dos poços A construção do poço só será viável se houver indícios de água subterrânea na área pretendida e possibilidade de ser atingido o lençol. As referidas condições poderão ser determinadas por meio de métodos científicos e emprego de tecnologia apropriada. Na área rural, entretanto, e para o tipo de poço em questão, bons resultados serão obtidos através de algumas indicações de ordem prática aliadas à experiência dos moradores da área. Algumas observações podem ser feitas antes de se determinar a locação do poço, por exemplo: (a) Verificar se há poços escavados na área, sua profundidade, quantidade e características da água fornecida; (b) Obter informação com os moradores da comunidade e do poceiro local sobre o tipo de solo; (c) Verificar a profundidade do lençol, qual a variação da quantidade de água nas épocas de seca e de chuva; (d) Verificar se o terreno é fácil de perfurar, saber se o solo é argiloso ou arenoso, ou pode-se recorrer à sondagem; (e) Observar que as águas subterrâneas normalmente correm em direção aos rios e lagos e perpendicularmente a eles. Geralmente seguem a mesma disposição da topografia do terreno. Contudo, há exceções, razão pela qual é conveniente conhecer os níveis da água nos diversos poços da área; certos vegetais, como a carnaúba, seguem o rastro da água e são, assim, indicadores de mananciais subterrâneos Principais cuidados com a construção de poços A época adequada para escavação do poço é no período de estiagem, pois no tempo chuvoso os trabalhos tornam-se muito difíceis e até mesmo inviáveis. Durante a construção, todo cuidado de segurança deve ser tomado por aquele que estiver trabalhando no poço; não se deve penetrar no seu interior, sem ter meios de escape e sem a estabilidade das paredes. A escavação poderá ser manual usando-se ferramentas comuns: picareta, cavadeira, enxadão, etc. ou, também, através de trados, se o tipo de terreno for favorável. O poço deverá ter o formato cilíndrico, com diâmetro mínimo de 90 centímetros. A profundidade será a necessária para atingir o lençol freático, porém, não inferior a três metros, que é a altura mínima do 46 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

43 revestimento de proteção. Nos terrenos frágeis, é necessário revestir toda a parede do poço, a fim de evitar o seu desmoronamento. Pode-se utilizar o revestimento do poço com manilhões de concreto assentados na boca do poço, um de cada vez. A medida que se for escavando por dentro deles, irão descendo por conta do próprio peso. Uma vez atingido o lençol, recomenda-se aprofundar a escavação dentro dele, a fim de obter seu melhor aproveitamento. Para facilitar esta tarefa, pode-se fazer o esgotamento da água com bombas a motor ou manuais. Há terrenos firmes, não sujeitos a desmoronamentos, que dispensam o revestimento do poço. Mesmo assim, deverá ser feito, pelo menos, até três metros de altura, para possibilitar a proteção sanitária. Para o poço deve-se prever a proteção que tem a finalidade de dar segurança à sua estrutura e, principalmente, evitar a contaminação da água. Alguns cuidados para a proteção do poço são: Impermeabilizar a parede até a altura mínima de três metros e construir uma calçada de concreto em volta da boca do poço de largura 1 metro; Construir uma caixa sobre a boca do poço de concreto ou alvenaria de tijolos. A referida caixa poderá ser construída, fazendo-se o prolongamento externo da parede de revestimento do poço. Deverá ter altura entre 50 e 80 centímetros, a partir da superfície do solo; Fechar a caixa da boca do poço com cobertura de concreto ou de madeira, deixando abertura de inspeção com tampa de encaixe. Capítulo Captação de água superficial Água superficial para captação é toda parte de um manancial que escoa na superfície terrestre, compreendendo os córregos, ribeirões, rios, lagos e reservatórios artificiais, os seguintes critérios devem ser considerados: A captação deve ser localizada em trecho reto ou próximo à margem externa do curso de água; Devem ser reduzidas ao mínimo as alterações no curso de água como conseqüência da implantação da obra, em face de possibilidade de erosão ou assoreamento; O projeto deve prever acesso permanente à captação; O nível de água nos períodos de estiagem e enchente devem ser considerados; Estudo do monitoramento da bacia, para localização de fontes poluidoras em potencial. 3. Coleta e disposição dos resíduos sólidos domiciliares Os resíduos sólidos - comumente denominados lixo - são materiais dos mais diversos tipos (inertes, minerais, orgânicos) resultantes das atividades humanas e da natureza, como folhas, galhos, terra, areia, os quais podem ser parcialmente utilizados, gerando proteção à saúde pública e economia de recursos naturais. 3.1 Problemas gerados pela disposição inadequada dos resíduos sólidos Quando não tratados devidamente, os resíduos sólidos podem gerar problemas: Sanitários: os resíduos sólidos favorecem a proliferação de vetores (animais de pequeno ou grande porte que podem transmitir doenças à população) e roedores; poluição dos rios, lagos e águas subterrâneas, causando assoreamento, alta turbidez, variação da temperatura, quebra do ciclo vital das espécies, o que pode ocasionar o desaparecimento das formas de vida aquática; poluição biológica dos corpos d água (contaminação); produção de chorume; maus odores e poluição do ar; MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 47

44 Econômicos; Estéticos: modificação da paisagem poluição visual. Capítulo Medidas para minimização dos problemas: Gestão de resíduos sólidos As medidas tomadas para a solução adequada do problema dos resíduos sólidos têm, sob o ponto de vista sanitário, o objetivo de prevenir e controlar doenças a eles relacionadas. Visa também o bem-estar da população, ocasionado por uma comunidade limpa. Você Sabia? Além dos fatores acima citados, a correta gestão dos resíduos tem também importância sócio-econômica, pela possibilidade de reutilização (reciclagem), produção de composto orgânico e/ou produção de ração animal, de modo que a solução do problema constitui ganho para a comunidade. Nota do IMA: O produtor deve avaliar o custo-benefício em se construir um depósito de resíduos sólidos na propriedade ou levá-lo diretamente ao aterro sanitário mais próximo, pois o acompanhamento profissional em aterros sanitários será mais freqüente, além de que é melhor para a preservação do meio ambiente, utilizar aterros sanitários ao invés de vários depósitos de resíduos sólidos nas propriedades. Deve-se separar os materiais recicláveis e aproveitar os materiais orgânicos Acondicionamento, coleta e transporte dos resíduos sólidos A correta gestão dos resíduos sólidos deve conter as etapas de acondicionamento, coleta, e transporte dos resíduos. Acondicionamento O acondicionamento é de responsabilidade da população. Inadequado ou impróprio oferece os meios para proliferação principalmente de moscas, ratos e baratas. O acondicionamento de resíduos domiciliares pode ser feito em recipiente plástico, metálico de borracha ou em saco plástico. Coleta A coleta representa cerca de 50 à 80% do custo de operação de limpeza pública. De um modo geral a coleta e transporte devem garantir que toda a população em questão seja atendida e que tenha regularidade da coleta (periodicidade, freqüência e horário) de modo a se adequar às necessidades da comunidade. Os tipos de coletores são: carroça de tração animal, caçamba tipo basculante, caminhão compactador, carreta/trator, entre outros. Em pequenas comunidades ou comunidades rurais, para minimizar o custo com coleta, pode-se utilizar as estações de transferência ou de transbordo. As estações de transferência servem para reduzir o percurso dos transportes coletores, resultando em 48 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

45 Capítulo 2 economia significativa com o transporte. São espaços físicos para armazenamento temporários dos resíduos, antes que estes sejam conduzidos ao seu destino final (aterro controlado ou aterro sanitário). Nas estações de transferência a armazenagem pode ser feita com fosso de acumulação ou sem fosso, porém é importante que seja feita em local com boa impermeabilização do solo (por exemplo, solo recoberto por argila e bem compactado) e de preferência, coberta. Transporte O transporte dos resíduos pode ser feito em duas etapas: Da propriedade rural para a estação de transferência, de responsabilidade de cada produtor. Podendo ser utilizados tratores com carretas acopladas ou veículos de tração animal; Da estação de transferência para o destino final, de responsabilidade de toda a comunidade ou município Redução, reutilização e reciclagem Os 3 Rs Redução por compactação: Redução mecânica por compactação do volume do lixo produzido, geralmente efetuado no local do destino final. Redução da produção que é uma das formas de se tentar reduzir a quantidade dos resíduos sólidos gerada combatendo o desperdício de produtos, energia e de alimento. Reutilização: Existem inúmeras formas de reutilizar os objetos, até por motivos econômicos; como exemplo, escrever nos dois lados da folha de papel, usar embalagens retornáveis e reaproveitáveis e reaproveitar embalagens descartáveis para outros fins. Reciclagem: É uma série de atividades e processos, industriais ou não, que permitem separar, recuperar e transformar os materiais recicláveis componentes dos resíduos sólidos urbanos. Essas atividades têm duas importantes funções: reduzir os resíduos para disposição final e reintroduzir os resíduos no ciclo produtivo. A primeira etapa da reciclagem é a separação e classificação dos diversos tipos de materiais, que devem ser separados, no mínimo, em lixo úmido e secar para posteriormente serem reciclados segundo sua classificação: - Lixo úmido ou matéria orgânica: destinado à compostagem; - Lixo seco (inerte): destinados às usinas de reciclagem. Tabela 1. Nível mínimo de separação dos resíduos sólidos. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 49

46 3.2.3 Compostagem Capítulo 2 A compostagem é o processo de transformação dos resíduos orgânicos (restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, folhas, gramas, gravetos, estrume, etc) em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. Por essa razão, uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos microorganismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas. O processo é de grande importância na redução do volume do lixo do país, levando-se em conta que a parte orgânica constitui-se habitualmente na maior parcela da composição dos resíduos domiciliares municipais. Por exemplo as folhas mortas e outros materiais vegetais podem ser aproveitados no solo como nutrientes para plantas. Composto Dito de maneira científica, o composto é o resultado da degradação biológica da matéria orgânica, em presença de oxigênio do ar, sob condições controladas pelo homem. Os produtos do processo de decomposição são: gás carbônico, calor, água e a matéria orgânica compostada. O composto possui nutrientes minerais tais como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, que são assimilados em maior quantidade pelas raízes além de ferro, zinco, cobre, manganês, boro e outros que são absorvidos em quantidades menores e, por isto, denominados de micronutrientes. Quanto mais diversificados os materiais com os quais o composto é feito, maior será a variedade de nutrientes que poderá suprir. Os nutrientes do composto, ao contrário do que ocorre com os adubos sintéticos, são liberados lentamente, realizando a tão desejada adubação de disponibilidade controlada. Em outras, palavras, fornecer composto às plantas é permitir que elas retirem os nutrientes de que precisam de acordo com as suas necessidades ao longo de um tempo maior do que teriam para aproveitar um adubo sintético e altamente solúvel, que é arrastado pelas águas das chuvas. Outra importante contribuição do composto é que ele melhora a saúde do solo. A matéria orgânica compostada se liga às partículas (areia, limo e argila), formando pequenos grânulos que ajudam na retenção e drenagem da água e melhoram a aeração. Além disso, a presença de matéria orgânica no solo aumenta o número de minhocas, insetos e microorganismos desejáveis, o que reduz a incidência de doenças de plantas. Na agricultura agroecológica a compostagem tem como objetivo transformar a matéria vegetal muito fibrosa como palhada de cereais, capim já passado, sabugo de milho, cascas de café e arroz, em dois tipos de composto: um para ser incorporado nos primeiros centímetros de solo e outro para ser lançado sobre o solo, como uma cobertura. Esta cobertura se chama mulche e influencia positivamente as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Dentre os benefícios proporcionados pela existência dessa cobertura morta no solo, destacam-se: Estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo; Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão; Mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (ph); 50 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

47 Capítulo 2 Dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas); Ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas. Preparar o composto de forma correta significa proporcionar aos organismos responsáveis pela degradação, condições favoráveis de desenvolvimento e reprodução, ou seja, a pilha de composto deve possuir resíduos orgânicos, umidade e oxigênio em condições adequadas. Biologia na compostagem A compostagem cria as condições ideais para os processos de decomposição que acontece na natureza. Ela requer o seguinte material: Resíduos orgânicos: jornais, folhas, grama, restos de cozinha (frutas, vegetais), materiais de madeira; Terra: fonte de microorganismos; Água; Ar: fonte de oxigênio. Durante a compostagem, os microorganismos da terra se nutrem dos resíduos orgânicos (contendo carbono) e os decompõem em suas menores partes. Isto produz um húmus rico em fibras, contendo carbono, com nutrientes inorgânicos como nitrogênio, fósforo e potássio. Os microorganismos decompõem o material através da respiração aeróbica e, portanto, precisam de oxigênio do ar. Eles também precisam de água para viver e multiplicar. Através do processo da respiração, os microorganismos liberam dióxido de carbono e calor e as temperaturas dentro das pilhas de compostagem podem atingir de 28 C a 66 C. Se a pilha ou recipiente de compostagem for ativamente cuidada, remexida e regada com água regularmente, o processo de decomposição e formação da compostagem final pode acontecer em apenas duas ou três semanas (do contrário, poderá levar meses). Fazendo a compostagem Para realizar a compostagem, deve-se fazer o seguinte: Escolher um lugar para a pilha de compostagem; Escolher uma estrutura; Adicionar os ingredientes; Cuidar e alimentar a pilha de compostagem; Colher o composto acabado para uso. A escolha do lugar para compostagem Escolher bem o local em que se colocará a pilha de compostagem é importante. Uma parte da resposta de onde colocar a pilha pode ser ditada pela regulamentação domiciliar local ou pelas regras da organização dos proprietários que podem especificar onde ela poderá ser localizada. Outros fatores a serem considerados incluem o seguinte: Vento: mesmo uma pilha de compostagem bem cuidada pode, ocasionalmente, emitir odores desagradáveis. Apesar do vento fornecer ar, muito vento pode secar e/ou espalhar o material; Luz do sol: a luz do sol pode ajudar a aquecer a pilha de compostagem no inverno, mas muito sol pode secar o produto. Se a pilha estiver localizada sob uma árvore, haverá sombra refrescante no verão e a luz do sol no inverno; Drenagem: é preciso uma boa drenagem para que a água não acumule perto da pilha; MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 51

48 Capítulo 2 Superfície: Certifique-se de deixar uma área não concretada e suficiente grande para se trabalhar ao redor da pilha (cerca de 2 m). Escolha de uma estrutura As estruturas podem ser simples. Pode-se colocar todos os ingredientes e deixar a natureza seguir seu curso e fazer a compostagem. Esta é a compostagem passiva. É menos eficiente e mais vagarosa do que a compostagem ativa, na qual se controla o processo de compostagem diariamente. A Figura 3 apresenta vários formatos para compostagem. Figura 3. As estruturas para compostagem se apresentam em vários formatos. Pode-se construir recipientes para compostagem mais complicados feitos de cerca de arame, madeira ou blocos de concreto. Elas podem ser estruturas simples, de um só compartimento, no qual se adiciona novos materiais na parte de cima, remexe o composto freqüentemente e colhe o fertilizante pronto na parte de baixo. Elas também podem ser estruturas com vários compartimentos (três, por exemplo) nos quais se adiciona o material novo a um deles, transfere o composto parcialmente completado para o do meio e move o composto final para o último compartimento. Uma tampa deverá cobrir para minimizar o excesso de água da chuva e reduzir o espalhamento pelo vento. Muitos tipos de recipientes para compostagem já estão disponíveis comercialmente. A escolha depende inteiramente do esforço e gastos que se deseja dedicar ao projeto, bem como a quantidade de fertilizante que se deseja fazer. Da mesma forma, os regulamentos locais podem ditar que tipo de recipiente poderá ser usado. Como adicionar os ingredientes Pode-se fazer a compostagem dos seguintes materiais facilmente: Restos de cozinha: é melhor cortar ou triturar os resíduos para que possam decompor mais rápido; Resíduos de frutas e vegetais: cascas, peles, sementes, folhas; Cascas de ovos; Grãos de café (inclusive filtros de papel), saquinhos de chá, guardanapos de papel usados; Espigas de milho: devem ser trituradas para poder decompor rapidamente; Produtos feitos de carne/laticínios; Resíduos do quintal; Aparas de grama: muita quantidade de grama irá adicionar um excesso de nitrogênio à pilha de compostagem, fazendo com que cheire mal; 52 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

49 Folhas; Ervas daninhas; Materiais de madeira (galhos, ramos); Palha ou forragem; Jornais; Serragem: esta é uma excelente fonte de carbono. Capítulo 2 Os materiais a seguir não deverão ser usados para compostagem: Resíduos humanos ou dejetos de animais domésticos: eles carregam doenças e parasitas, bem como causam odor desagradável; Plantas doentes do jardim: elas podem infectar a pilha de compostagem e influenciar no produto final; Ervas daninhas invasoras: as esporas e as sementes das ervas daninhas invasoras (ranúnculo amarelo, glória da manhã, grama-curandeiro) podem sobreviver ao processo de decomposição e se espalhar às suas plantas sadias quando se usar o produto final; Cinzas de carvão: elas são tóxicas para os microorganismos da terra; Papel lustroso: as tintas são tóxicas para os microorganismos da terra; Plantas tratadas com pesticidas: são perigosas para os microorganismos da pilha e os pesticidas podem resistir e contaminar o produto final; Deve-se cubrir os materiais para compostagem com muita terra no recipiente de preparação do fertilizante. Algumas fontes dizem que é melhor colocar materiais ricos em carbono e nitrogênio em camadas alternadas. Adicionar água para umedecer o composto, mas não encharcar. Posteriormente deve-se remexer o composto com uma pá ou garfo de adubar para misturá-lo e fornecer bastante ar. Cuidados e alimentação Adicione novas camadas de material de compostagem na parte de cima junto com terra fresca; Regue o recipiente de compostagem regularmente para manter o composto umedecido; Remexa o composto todos os dias ou a cada dois dias, para assegurar o fornecimento adequado de oxigênio; Com alguns recipientes, elimina-se a necessidade de remexer o composto, inserindo canos de PVC perfurados dentro dos recipientes para ter um fornecimento regular de ar. À medida que se adiciona novas camadas e remexe o composto, pode-se misturar novas camadas de lixo intacto com camadas parcialmente decompostas. O material quase acabado assentará no fundo porque as partículas são menores. Você Sabia? Alguns sinais de que sua pilha de compostagem estará funcionando adequadamente são: Não cheira mal: ela deve ter um cheiro doce de terra; É quente: significa que microorganismos estão fermentando a matéria orgânica e eventualmente, pode-se ver algum vapor saindo da pilha, especialmente em uma manhã fria; pode ser que se veja algumas bolhas de gás na pilha, porque o dióxido de carbono vai sendo liberado quando os microorganismos fazem seu trabalho. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 53

50 Como coletar o produto final Capítulo 2 O produto final será coletado na parte inferior do recipiente em um sistema de um só recipiente ou no terceiro recipiente em um sistema de três recipientes. Não há uma definição exata de quando o fertilizante está pronto. Importante Aqui estão alguns parâmetros que podem ser usados para avaliar o final da compostagem: Temperatura: depois de remexer a pilha, meça a temperatura. Se estiver abaixo de 38 C, provavelmente já está pronto. Aparência: o material parece pelo menos 50% decomposto? Pode-se reconhecer alguma coisa nele parecida com o lixo que foi colocado? Tamanho: o volume do composto foi reduzido de 50% a 75%? Cor: está marrom escuro ou preto? Textura: está macia ou esfarelada? Cheiro: cheira como terra? Quando a compostagem terminar, o fertilizante estará pronto para ser usado. Os fertilizantes podem fazer o seguinte: Melhorar a estrutura do terreno no seu jardim ou quintal; Aumentar a atividade dos micróbios da terra; Enriquecer os nutrientes da terra; Melhorar a química do seu solo, particularmente o grau de acidez (ph); Isolar as alterações na temperatura da terra em volta de plantas e árvores; Melhorar a resistência a insetos e doenças das plantas e árvores do seu jardim. A maioria dos praticantes de compostagem caseira usa seu produto final em volta da própria casa, das árvores ou jardins. Alguns deles vendem ou doam seus compostos finais a creches locais ou outros jardineiros vizinhos. Destinação às usinas de reciclagem Após a separação da matéria orgânica, o material inerte reciclável pode ser separado de acordo com suas características, em uma coleta seletiva (papel, papelão, plásticos, metais, alimínio, vidros, etc.) e destinado aos Postos de Entrega Voluntária (PEV s), local destinado à entrega, pela população, de material que possa ser reciclado, para que daí seja encaminhado às usinas de reciclagem. As principais vantagens da reciclagem, tanto da matéria orgânica como do material inerte, são: Economia de matéria prima; Economia de energia; Combate ao desperdício; Redução da poluição ambiental; Comercialização dos recicláveis. 3.3 Disposição final Após a máxima redução possível dos resíduos sólidos, por meio dos processos de redução, reutilização e reciclagem, ainda sobram materiais que necessitam de um destino final adequado. A disposição final adequada do lixo pode influir na qualidade do meio ambiente e na saúde do homem (saúde pública), além da preservação dos recursos naturais. 54 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

51 Capítulo 2 Você sabia? Que alguns otimistas acreditam que as garrafas de plástico demorem cerca de 300 anos ou mais para se decomporem naturalmente? E que as garrafas ou vasilhames de vidro não sofrem processo de deterioração natural num período inferior a 5000 anos? As formas de destinação final são: Vazadouros ou Lixões: é a simples deposição do lixo em terrenos. É uma prática altamente condenável, pois pode se tornar um foco de doenças transmissíveis seja pela poluição do lençol freático, seja pela proliferação de ratos e outros vetores. Lamentavelmente é a prática mais empregada em propriedades rurais e pode ser agravada quando coloca-se fogo no mesmo. Aterro simples recoberto: É um avanço em relação ao anterior. O lixo tão logo chega, é descarregado do caminhão e coberto por uma camada de terra que impede o contato dos ratos e insetos. Com o tempo o lixo vai se decompondo gerando gases combustíveis e um líquido, proveniente da decomposição da matéria orgânica, chamado chorume, que é mais poluidor que o esgoto sanitário, e que seguramente poluirá o lençol freático da região não só com matéria orgânica, mas com metais pesados e outros produtos existentes no lixo. Aterro sanitário: É uma evolução do aterro simples, sendo a forma mais adequada de disposição final. Há todo um planejamento da ocupação da área e da movimentação de materiais fazendo com que o trânsito das máquinas ajude na compactação do lixo já disposto. O aterro deve dispor também de um sistema de drenos para recolher chorume e evitar que este polua o lençol freático. O chorume deve ser recolhido e encaminhado para tratamento de esgotos. A Figura 4 apresenta a concepção implementação de células de aterramento de resíduos sólidos. Figura 4. Concepção e implantação de células de aterramento de resíduos sólidos. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 55

52 Capítulo 2 Incineração: Neste processo, o lixo é queimado em usinas de incineração. Essas usinas têm alto custo de aquisição, de operação e de manutenção. As usinas de incineração podem ainda, poluir a região em face dos seus gases produzidos e geram cinzas que precisam ser dispostas. Um dos graves problemas da incineração é a poluição do ar. Para a disponibilização dos resíduos sólidos em aterros sanitários é preciso garantir o acesso de veículos ao local e atender a alguns cuidados com o tipo de terrenos descritos a seguir: (a) Em terrenos baixos e planos usa-se o sistema de trincheiras: a terra retirada das próprias valas servem para recobrimento. As trincheiras devem ter no mínimo 0,75m de profundidade e a largura e comprimento em função do volume do lixo a ser confinado; (b) Em terrenos de encosta, não muito altos quando se deixa ampliar o platô, nivela-se o terreno e a própria terra do topo servirá para o recobrimento do lixo enterrado; (c) Em aterro de pântanos e lagoas, a terra para recobrimento deverá vir de lugar próximo. Os resíduos sólidos podem ser disponibilizados em aterro simples, tendo comprimento variável com largura e profundidade proporcionais à quantidade de lixo a ser aterrado. Os requisitos básicos são: (a) Ter uma área determinada; (b) Ficar a uma distância de 200 m dos corpos d água; (c) Os ventos predominantes devem ser no sentido cidade-vala; (d) Estar a uma distância de 5 km dos aglomerados populacionais (para comunidades com população inferior a habitantes; (e) manter a área cercada; (f) fazer a impermeabilização de fundo. Os resíduos sólidos devem ser depositados no interior da vala utilizando veículo e fazer compactação manual (conforme Figura 5). No final do expediente, fazer cobertura de 15 cm de terra, retirada da escavação da vala. Figura 5. Ilustração de um aterro sanitário sendo operado manualmente. 56 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

53 Capítulo 2 A Tabela 2 apresenta algumas considerações para a construção e operação de aterros sanitários. Tabela 2. Considerações para a construção e operação de aterros sanitários. 3.4 Coleta e disposição de resíduos sólidos agrícola: embalagens de agrotóxicos Dentre os resíduos gerados pelas atividades agrícolas, as embalagens de agrotóxicos, herbicidas e inseticidas requerem cuidado especial. De acordo com a norma NBR da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) esses resíduos são classificados como resíduos especiais e exigem maiores cuidados no seu acondicionamento, transporte, tratamento e destino final. Importante: Essas embalagens são classificadas como resíduos perigosos e apresentam riscos ao meio ambiente e exigem tratamento e disposição especiais, ou que apresentam riscos à saúde pública e somente podem ser dispostos em aterros construídos especialmente para tais resíduos, ou devem ser queimados em incineradores especiais. Por isso é importante a destinação final correta para as embalagens vazias dos agrotóxicos para diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. A legislação federal (Lei Federal n de 06/06/00 e Decreto n de 08/01/02) disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor, o fabricante e para o Governo na questão de educação e comunicação. O não cumprimento MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 57

54 Capítulo 2 destas responsabilidades poderá implicar em penalidades previstas na legislação específica e na lei de crimes ambientais (Lei de 13/02/98), como multas e até pena de reclusão. As responsabilidades de destinação final adequada das embalagens são do usuário, do revendedor e do fabricante. Os usuários deverão: a) Preparar as embalagens vazias para devolvê-las nas unidades de recebimento; Embalagens rígidas laváveis: efetuar a lavagem das embalagens (Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão); Embalagens rígidas não laváveis: mantê-las intactas, adequadamente tampadas e sem vazamento; Embalagens flexíveis contaminadas: acondicioná-las em sacos plásticos padronizados. b) Armazenar na propriedade, em local apropriado, as embalagens vazias até a sua devolução; c) Transportar e devolver as embalagens vazias, com suas respectivas tampas e rótulos, para a unidade de recebimento indicada na Nota Fiscal pelo canal de distribuição, no prazo de até um ano, contado da data de sua compra. Se, após esse prazo, remanescer produto na embalagem, é facultada sua devolução em até 6 meses após o término do prazo de validade; d) Manter em seu poder, para fins de fiscalização, os comprovantes de entrega das embalagens (um ano), a receita agronômica (dois anos) e a nota fiscal de compra do produto. 58 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

55 Capítulo 2 4. Coleta e destino final dos esgotos domésticos O esgoto doméstico é aquele que provem principalmente de residências, estabelecimentos comerciais, instituições ou quaisquer edificações que dispõe de instalações de banheiros, lavanderias e cozinhas. Compõemse essencialmente de águas contendo matéria fecal e as águas servidas, resultantes de banho e de lavagem de utensílios e roupas. O destino impróprio dos esgotos apresenta um dos problemas mais sérios de saneamento do meio, com graves conseqüências para a saúde, bem-estar e conforto das populações. Em áreas urbanas recomenda-se, sempre que possível, o esgotamento das residências pelos sistemas públicos de esgoto sanitário. Quando isso não for possível, como em propriedades rurais, deve-se recorrer a soluções individuais. Os sistemas individuais geralmente não recebem atenção e os cuidados devidos e frequentemente passam a ser causa de contaminação do meio. Em geral, sob o aspecto funcional em propriedades rurais de médio porte, os sistemas individuais mais empregados utilizam água corrente nas habitações e por isso incluem dispositivos de descarga para a limpeza das bacias sanitárias. Essa água contaminada deve ser conduzida a um tratamento. Os sistemas de tratamento de esgoto sanitário devem ser concebidos para reduzir ao mínimo o perigo de contaminação do solo, do lençol freático e das águas superficiais, e evitar mau cheio e aparências desagradáveis. Recomenda-se para o tratamento e destino final dos esgotos sanitários a utilização de sistemas de fossa séptica, filtro anaeróbio e sumidouro. É recomendada também a instalação de caixa de gordura para os esgotos sanitários que vêm da cozinha antes de serem conduzidos para a fossa séptica. Você sabia? Que no Brasil, cerca de 80% dos esgotos das casas e 70% dos efluentes não tratados (indústrias) são jogados diretamente nos rios, lagos e mares sem tratamento adequado? 4.1 Caixa de gordura A caixa de gordura tem como função separar a gordura da água antes de lançar a água na rede de esgoto primário, evitando a colmatação dos sumidouros e obstrução das tubulações. A caixa de gordura pode ser quadrada ou cilíndrica. A Figura 6 ilustra uma caixa de gordura quadrada. O dimensionamento da caixa de gordura pode ser feito pela Tabela 3. Tabela 3. Dimensionamento da caixa de gordura. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 59

56 Capítulo 2 Figura 6. Corte de uma caixa de gordura. 4.2 Fossa séptica A fossa séptica é uma forma de tratamento a nível primário, isto é, remove a matéria orgânica que compõe os sólidos em suspensão sedimentáveis. Os tanques são basicamente decantadores, em que, os sólidos sedimentáveis são removidos para o fundo, permanecendo nestes um longo e suficiente tempo (alguns meses) para a sua estabilização. Nestas unidades, o esgoto sanitário sofre a ação das bactérias anaeróbias, microorganismos que só atuam onde não circula o ar. Durante o processo, depositam-se, no fundo do tanque, as partículas minerais sólidas (lodo) e forma-se, na superfície do líquido, uma camada de espuma ou crosta constituída de substâncias mais leves que contribui para evitar a circulação do ar, facilitando a ação das bactérias. A fossa séptica é a unidade mais indicada para realizar esse tratamento nas instalações individuais de pequena capacidade. Esta unidade é de fácil construção e operação. A sua eficiência de remoção pode alcançar 60 a 70%, entretanto o efluente da fossa séptica pode conter elevado número de organismos patogênicos. Por isso o tratamento complementar é recomendável. A Figura 7 apresenta uma fossa séptica de câmara única. d água (medidas em cm) Figura 7. Fossa séptica de câmara única. 60 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

57 t Dimensionamento Capítulo 2 O volume útil total do tanque séptico deve ser calculado pela equação 1. V= N(CT + KLf) (equação 1) Em que, V é o volume útil, em litros; N é o numero de pessoas ou unidades de contribuição; C é a contribuição de despejos líquidos. Em geral para habitantes permanentes de uma residência de padrão médio pode-se adotar uma contribuição de esgoto de 130 litros/dia, conforme Tabela 4; Lf é a contribuição de lodo fresco. Em geral para habitantes permanentes de uma residência de padrão médio pode-se adotar uma contribuição de lodo fresco de 1litro/dia.; T é o período de detenção, em dias que pode ser adotado em função da Tabela 5; K é a taxa de acumulação de lodo digerido em dias, equivalente ao tempo de acumulação de lodo fresco. Para a região de Mato Grosso, pode-se considerar um intervalo de limpeza de 2 anos, temperatura ambiente no mês mais frio de 20 C, tem-se K de 97 dias, conforme Tabela 6. Tabela 4. Contribuições unitárias de esgotos (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédio e de ocupante. Fonte: NBR7229 (ABNT, 1993). MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 61

58 Capítulo 2 Tabela 5. Período de detenção dos despejos, por faixa de contribuição diária. Fonte: NBR7229 (ABNT, 1993). Tabela 6. Taxa de acumulação total de lodo (K) em dias, por intervalo entre limpezas e temperatura do mês mais frio. Fonte: NBR7229 (ABNT, 1993) Principais cuidados com a instalação das fossas sépticas As fossas sépticas devem ser construídas em lugar de fácil acesso a uma distância nunca inferior a 15 m de poços e mananciais de água; A construção deve ser feita com material impermeável e duradouro, como concreto, alvenaria, cimento-amianto, cerâmica, aço revestido e plástico; A construção deve ser feita com material impermeável e duradouro, como concreto, alvenaria, cimento; A cobertura das fossas deve ser constituída por laje de concreto, com peças removíveis ou dispositivos de inspeção; Deve ser considerada a ventilação das fossas sépticas, por meio das canalizações para possibilitar a saída dos gases formados a partir da decomposição do esgoto; A fossa séptica pode ser construída com câmara única, câmaras sobrepostas e de câmara em série; A profundidade útil varia entre os valores mínimos e máximos recomendados; Diâmetro interno mínimo de 1,10 m; Largura interna mínima de 0,80 m; Relação comprimento: largura (para tanques prismáticos retangulares) mínimo 2:1, máximo 4:1. 62 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

59 Capítulo Filtro anaeróbio O filtro anaeróbio é um processo de tratamento adequado para o efluente da fossa séptica. Ele é constituído por um leito, normalmente de brita n 4 ou n 5, onde se forma uma película de bactérias, responsáveis pelo processo biológico, reduzindo a matéria orgânica. O efluente entra na parte inferior do filtro e atravessa o leito em um fluxo ascendente. Por isso o leito é afogado, ou seja, os vazios são preenchidos com o efluente. Por este motivo e também a alta concentração de matéria orgânica por unidade de volume fazem com que as bactérias envolvidas neste processo sejam anaeróbias. Por ser um processo anaeróbio as dimensões do filtro são reduzidas e a unidade é fechada. O filtro anaeróbio de fluxo ascendente é capaz de remover do efluente do tanque séptico de 70 a 90% da DBO. A eficiência dos filtros só poderá ser constatada três meses após o início da operação que é o tempo necessário para o bom funcionamento do mesmo. A Figura 7 apresenta um filtro anaeróbio ascendente Dimensionamento O cálculo do volume útil do filtro anaeróbio é definido pela equação 2. V=1,6 N C T (equação 2) Em que, V é o volume útil do leito filtrante em litros; N é o número de contribuintes; C é a contribuição de despejos, em litros x pessoa/dia (Tabela 3); T é o período de detenção hidráulica, em dias (Tabela 4). A seção horizontal (S) é definida pela equação 3. S = V/1,80 (equação 3) Em que, V é o volume útil calculado em m 3 ; S é a área da seção horizontal em m Principais cuidados com a instalação do filtro anaeróbio O tanque dever ter forma cilíndrica ou retangular; O volume útil mínimo do leito filtrante deve ser de 1000 litros; O tanque tem que ter forma cilíndrica ou quadrada com fundo falso; O leito filtrante pode ser de brita n 4 ou n 5 e deve ter altura igual a 1,20 m, que deve ser constante para qualquer volume obtido no dimensionamento; A profundidade útil (h) do filtro anaeróbio é de 1,80 m para qualquer volume de dimensionamento; O diâmetro (d) mínimo é de 0,95 m ou a largura (L) mínima de 0,85 m; O diâmetro (d) máximo e a largura (L) não devem exceder três vezes a profundidade útil (h); O volume útil mínimo é de 1250 litros; MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 63

60 Capítulo 2 A carga hidrostática mínima é no filtro de 1 kpa ( 0,10 m ); portanto, o nível da saída do efluente do filtro deve estar 0,10 m abaixo do nível de saída do tanque séptico; O fundo falso deve ter aberturas de 0,03 m, espaçadas em 0,15 m entre si. 4.4 Sumidouro Os sumidouros devem ter as paredes revestidas de alvenaria de tijolos, assentes com juntas livres, ou de anéis (ou placas) pré-moldadas de concretos convenientemente furados e ter enchimento no fundo, de cascalho, pedra britada. As dimensões do sumidouro são determinadas em função da capacidade de absorção do terreno, devendo ser considerado como superfície útil de absorção a do fundo e das paredes laterais até o nível de entrada do efluente da fossa séptica. A Figura 10 apresenta um sumidouro cilíndrico Dimensionamento As dimensões dos sumidouros são determinadas em função da capacidade de absorção do terreno. Como segurança, a área do fundo não deverá ser considerada, pois o fundo logo se colmata. Determinação do coeficiente de infiltração O coeficiente de infiltração pode ser estimado pelo ensaio para a determinação do coeficiente de infiltração ou pode ser adotado um valor de acordo com o tipo de solo conforme Tabela 7. Tabela 7. Possíveis faixas de variação de coeficiente de infiltração. Nota. Os dados se referem numa primeira aproximação aos coeficientes que variam segundo o tipo dos solos não saturados. Em qualquer dos casos é indispensável a confirmação por meio dos ensaios de infiltração do solo. A área de infiltração necessária em m² para o sumidouro é calculada pela equação 4. A = V/Ci (equação 4) 64 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

61 Em que, A é a área de infiltração em m² (superfície lateral); V é o volume de contribuição diária em l/dia, que resulta da multiplicação do número de contribuintes (N) pela contribuição unitária de esgotos (C); Ci é o coeficiente de infiltração ou percolação ( l/m² x dia ) obtido no gráfico da figura. A profundidade do sumidouro cilíndrico pode ser calculada pela equação 5. h = A/πD (equação 5) Em que, h é a profundidade necessária em metros; A é área necessária em m²; π é uma constante 3,14; D é o diâmetro adotado. Capítulo Principais cuidados com a instalação do sumidouro Os sumidouros devem ser construídos com paredes de alvenaria de tijolos, assentes com juntas livres, ou de anéis (ou placas) pré-moldados de concreto, convenientemente furados; As lajes de cobertura dos sumidouros devem ficar ao nível do terreno serem de concreto armado e dotados de abertura de inspeção com tampão de fechamento hermético, cuja menor dimensão seja de 0,60 m; Devem ter no fundo, enchimento de cascalho, coque ou brita n 3 ou 4, com altura igual ou maior que 0,50 m; As lajes de cobertura dos sumidouros devem ficar ao nível do terreno, construídas em concreto armado e dotados de abertura de inspeção de fechamento hermético, cuja menor dimensão será de 0,60 m; Quando construídos dois ou mais sumidouros cilíndricos, os mesmos devem ficar afastado entre si de um valor que supere três vezes o seu diâmetro e nunca inferior a 6 m. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 65

62 Referências Capítulo 2 Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 7229 Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Set, p. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR Construção de poço para captação de água subterrânea 6 p. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário 1992, 12 p. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR Projeto de captação de água de superfície para abastecimento público. Abr, p. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR Projeto de poço para capação de água subterrânea. Abr, p. Lei.95 de 05 de novembro de 197 Lei de Política Estadual de Recursos Hídricos. Compromisso Empresarial de Reciclagem CEMPRE. Site: <www.cempre.org.br>. Acesso em 15/6/2008. Decreto n.º de 08/01/ James, Barbara. Lixo e reciclagem / Barbara James; Tradução Dirce Carvalho de Campos; revisão técnica José Carlos Sariego. São Paulo: Scipione, (Coleção preserve o mundo). BRASIL. Lei n.º de 06/06/ BRASIL. Lei nº de 13/02/ Lima, Luiza Mário Queiroz. Lixo Tratamento e Biorremediação. São Paulo : Hemus, Manual de Saneamento. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde : Fundação Nacional de Saúde, PHILIPPI JÚNIOR, Arlindo, org. Saneamento do Meio. São Paulo, FUNDACENTRO, Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Saúde Ambiental, MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

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65 Capítulo 3 Licenciamento Ambiental de Atividades Florestais Milton Ivo Carnevali 1 1. Introdução O meio ambiente é direito fundamental do cidadão assegurado pela Constituição Federal em seu art todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Portanto, cabe tanto ao governo quanto a cada indivíduo o dever de protegê-lo. De acordo com o art. 23, incisos VI e VII da Constituição Federal, é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente, combater a poluição em qualquer de suas formas, e preservar as florestas, a fauna e a flora. Em se tratando de licenciamento, essa competência comum foi delimitada pela Lei Federal 6.938/81, de 2 de setembro de 1981, que determinou que a tarefa de licenciar fosse, em regra, dos Estados, cabendo ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) uma atuação supletiva, ou seja, substituir o órgão ambiental em sua ausência ou omissão. Cabe também ao IBAMA a responsabilidade pelo licenciamento de atividades e obras com significativo impacto ambiental, de âmbito nacional ou regional, além do licenciamento de exploração de florestas e formações sucessoras quando se tratar especificamente de: Florestas públicas de domínio da União; Unidades de conservação criadas pela União; Exploração de florestas e formações sucessoras que envolvam manejo ou supressão de espécies enquadradas no Anexo II da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção CITES; Exploração de florestas e formações sucessoras que envolvam manejo ou supressão de florestas e formações sucessoras em imóveis rurais que abranjam dois ou mais estados; Supressão de florestas e outras formas de vegetação nativa em área maior que: a) dois mil hectares em imóveis rurais localizados na Amazônia Legal; b) mil hectares em imóveis rurais localizados nas demais regiões do país; Manejo florestal em área superior a cinquenta mil hectares. No Estado de Mato Grosso desde o ano de 2000 deu-se início ao processo de descentralização do licenciamento de atividades florestais da esfera federal para a esfera estadual com a celebração do Pacto Federativo de Gestão Ambiental Descentralizada e Compartilhada, que objetivou um melhor desempenho nas competências constitucionais de proteção ao meio ambiente. Dessa forma, os empreendedores rurais devem atualmente recorrer à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) para solicitar o licenciamento de sua atividade rural. 1 Engenheiro Florestal. Consultor em Atividades Florestais, Rondonópolis/MT. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 69

66 Capítulo 3 2. Mas afinal, o que vem a ser o Licenciamento Ambiental? O licenciamento ambiental é um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente que atua preventivamente sobre a proteção do meio ambiente, compatibilizando sua preservação com o desenvolvimento econômico-social e os direitos constitucionais. De acordo com a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente, a Resolução CONAMA nº 237/97, de 19 de dezembro de 1997, conceitua o licenciamento ambiental como: Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, podem causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. Baseado neste conceito pode-se afirmar que a licença ambiental é uma autorização emitida pelo órgão público competente e concedida ao empreendedor para que este exerça seu direito à livre iniciativa, desde que atendida às precauções requeridas, a fim de resguardar o direito coletivo ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Devido à natureza autorizativa da licença ambiental, esta possui caráter incerto, uma vez que existe a possibilidade legal de sua cassação caso as condições estabelecidas pelo órgão ambiental não sejam cumpridas Tipos de licenças ambientais No país como um todo o licenciamento é composto por três tipos de licenças, sendo elas: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO), cada uma referindo-se a uma fase distinta do empreendimento. No Estado de Mato Grosso, para facilitar o licenciamento de atividades agropecuárias e florestais, foi criada na legislação ambiental (art. 19, inciso IV da Lei Complementar nº 38/95, de 21 de novembro de 1995) a Licença Ambiental Única LAU, que é exclusiva para atividades agropecuárias e substitui a LP, LI e LO, autorizando de uma só vez a localização, implantação e a operação de atividades de uso do solo. O Licenciamento Ambiental Único também evita a repetição de vistorias de campo para a emissão da licença, agilizando muito mais o processo. Atualmente o licenciamento ambiental é cobrado pelos agentes financeiros, que exigem a LAU antes de aprovar créditos. De acordo com a Resolução CONAMA nº 237/97, de 19 de dezembro de 1997, no que se refere aos empreendimentos de exploração florestal e atividades agropecuárias, necessitam de licença ambiental as atividades de: Serraria e desdobramento de madeira; Preservação de madeira; Fabricação de chapas, placas de madeira aglomerada, prensada e compensada; Fabricação de estruturas de madeira e de móveis; Fabricação de celulose e pasta mecânica; Fabricação de papel e papelão; Fabricação de artefatos de papel, papelão, cartolina, cartão e fibra prensada; Beneficiamento de borracha natural; Fabricação de câmara de ar e fabricação e recondicionamento de pneumáticos; 70 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

67 Fabricação de laminados e fios de borracha; Fabricação de espuma de borracha e de artefatos de espuma de borracha, inclusive látex; Silvicultura; Exploração econômica da madeira ou lenha e subprodutos florestais; Projetos agropecuários; Projetos de assentamentos e de colonização; Recuperação de áreas contaminadas ou degradadas. Capítulo 3 3. Elaboração de projetos de LAU O contexto para a elaboração dos projetos depende das características e da situação ambiental de cada propriedade. Deverá ser considerada a tipologia vegetal, mas não somente devido ao quantitativo de ARL (Área de Reserva Legal) a ser mantido em cada propriedade, mas às suas características no que se refere aos produtos florestais. No projeto de LAU deve ser detalhadamente descrita a situação da Área de Reserva Legal (ARL) e da Área de Preservação Permanente (APP), informando, principalmente, se existe afloramento rochoso, se ocorreu exploração seletiva de vegetação primária ou secundária, bem como o estágio de sucessão desta. Informar ainda sobre as características do relevo da propriedade, uma vez que, caso este se apresente ondulado ou fortemente ondulado, poderá ser necessária à vetorização de APP nas áreas de encostas com declividade acima de 45 o, topo de morros, serras, bordas dos tabuleiros e chapada, conforme dispõe o art. 38 da Lei Complementar nº 38/95, de 21 de novembro de Todas as informações relacionadas à propriedade devem constar numa carta imagem a ser apresentada, cuja elaboração deve seguir o roteiro da Coordenadoria de Geoprocessamento da SEMA. 3.1 Documentos da propriedade/posse exigidos no processo de licenciamento Os documentos comprobatórios da propriedade variam caso a caso, sendo vedada à apresentação de cópia sem autenticação, ou cópia da cópia autenticada, e cuja data da autenticação seja superior a 90 dias. São documentos para comprovar a propriedade do imóvel rural: Matrícula instruída com Certidão de Legitimidade de origem emitida pelo órgão fundiário competente; Escritura Pública de Compra e Venda, acompanhada da matrícula instruída com Certidão de Legitimidade de Origem; Contrato (de Compromisso) de Compra e Venda, acompanhado da matrícula e registrado na mesma, instruída com Certidão de Legitimidade de Origem. Vale ressaltar que o contrato particular de compra e venda não se trata de documento válido para comprovar propriedade, ainda que averbado às margens da matrícula e, que a apresentação da Certidão de Legitimidade de Origem acima mencionada somente será exigida para os processos que forem protocolados a partir da data da publicação da Portaria SEMA nº 28/08, de 28 de fevereiro de Quanto à matrícula, considera-se: Para os processos que forem protocolados a partir da datada publicação da Portaria n o 28, de 28 de Fevereiro de 2008, a matrícula deverá vir instruída com Certidão de Legitimidade de Origem emitida pelo órgão fundiário competente, informando se a área ocupada incide sobre o título de origem, com a respectiva coordenada geográfica do título; MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 71

68 Capítulo 3 Caso a área ocupada não recaia sobre sua origem, o interessado deverá apresentar documentação comprobatória de posse; Existindo mais de um proprietário, será necessária uma procuração pública dos demais proprietários para que um os represente ou, uma procuração de todos os proprietários constituindo o responsável técnico como procurador; Existindo na matrícula averbação de manejo florestal, deverá haver in loco quantitativo de área intacta compatível, e a vetorização desta área no mapa; Na existência de averbação de manejo, mas inexistência de área intacta suficiente in loco, deverá ser apresentada uma cópia autenticada do Termo de Manejo expedido pelo IBAMA com as coordenadas, e a retificação do mesmo, bem como a comprovação da reposição da área de manejo desmatada; No caso acima, a LAU somente será emitida mediante a retificação/cancelamento do termo de averbação do manejo; A existência de penhora ou outro ônus real na matrícula comprometerá a liberação de Autorização de Exploração Florestal (AEF) ou Autorização de Desmatamento (AD), que somente serão emitidas após a anuência do titular do direito real; Nos casos dos processos que tramitam na SEMA há muito tempo, poderão ser solicitadas informações sobre a existência de novas averbações, retificações ou registros a margem da matrícula, devendo ser apresentada nova cópia autenticada, em caso positivo. Em se tratando de escritura pública de compra e venda, deve ser observada as exigências contidas na Portaria SEMA nº 28/08, de 28 de fevereiro de Revendo conceitos Área de Preservação Permanente APP: A definição de área de preservação permanente está prevista no art. 58 da Lei Estadual Complementar nº 38/95, de 21 de novembro de 1995, que dispõe sobre o Código Estadual do Meio Ambiente: art. 58. Consideram-se de preservação permanente, no âmbito estadual, as florestas e demais formas de vegetação situadas: a) ao longo de qualquer curso d água, desde o seu nível mais alto, em faixa marginal, cuja largura mínima será: 1- de 50 m (cinqüenta metros), para os cursos d água de até 50 m (cinqüenta metros) de largura; 2- de 100 m (cem metros), para os cursos d água que tenham de 50 m (cinqüenta metros) a 200 m (duzentos metros) de largura; 3- de 200 m (duzentos metros), para os cursos d água que tenham de 200 m (duzentos metros) a 600 m (seiscentos metros) de largura; 4- de 500 m (quinhentos metros), para cursos d água que tenham largura superior a 600 m (seiscentos metros). b) ao redor das lagoas ou lagos e reservatórios d água naturais ou artificiais, represas hidrelétricas ou de uso múltiplo, em faixa marginal, cuja largura mínima será de 100 m (cem metros); c) nas nascentes, ainda que intermitentes, nos chamados olhos d água, qualquer que seja sua situação topográfica, nas veredas e nas cachoeiras ou quedas d água, num raio mínimo de 100 m (cem metros); d) no topo dos morros, montes e serras; e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45 (quarenta e cinco) graus; f) nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 m 72 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

69 (cem metros) em projeção horizontal. 1 o Nas áreas urbanas, definidas por lei municipal, observar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores ou leis de uso do solo; na ausência desta, respeitar-se-á os princípios e limites a que se refere este artigo. 2 o A proteção da vegetação nas áreas alagáveis do Pantanal do Estado de Mato Grosso, nas faixas que ultrapassam as citadas no caput deste artigo, será normatizada pelo CONSEMA. Capítulo 3 Exemplo: Fonte: SEMA/MT. 5. Importante!!! As matas ciliares atuam como barreira física, regulando os processos de troca entre os sistemas terrestres e aquáticos, desenvolvendo condições propícias à infiltração. Sua presença reduz significativamente a possibilidade de contaminação dos cursos d água por sedimentos, resíduos de adubos, defensivos agrícolas, conduzidos pelo escoamento superficial da água no terreno. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 73

70 Capítulo 3 A ausência da cobertura vegetal das matas ciliares altera as condições locais gerando desequilíbrio ecológico de grandes dimensões. Um dos mais sérios problemas decorrentes da destruição desse ecossistema é o acentuado escoamento superficial de resíduos para o leito dos rios. A médio e a longo prazo, o acúmulo desses sedimentos provocará rebaixamento do nível do lençol freático, gerando enchentes e diminuindo a vida útil das barragens e hidroelétricas. Além disso, a retirada dessas matas propicia problemas de erosão, perda de fertilidade do solo e de terras agricultáveis, desaparecimento das faunas terrestre e aquática, deslizamento de rochas e queda de árvores. Daí a necessidade de se manter devidamente protegida essa área ao longo dos cursos d água. Área de Reserva Legal ARL: O conceito de reserva legal é dado pelo Código Florestal, em seu art. 1º, 2º, inciso III, inserido pela Medida Provisória nº , de 24 de agosto de 2001, sendo: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. A Reserva Legal é pré-requisito para a exploração da floresta ou outra forma de vegetação nativa existentes no imóvel rural, devendo, para isso, seu titular averbá-la com antecedência junto à matrícula do imóvel no Registro de Imóveis da circunscrição respectiva, antes da supressão da mata. A finalidade da averbação da Reserva Legal na matrícula do imóvel é dar publicidade à reserva legal, para que futuros adquirentes saibam onde estão localizados, seus limites e confrontações, uma vez que podem ser demarcados em qualquer lugar da propriedade. E a lei determina que, uma vez demarcados, fica vedada a alteração de sua destinação, inclusive nos casos de transmissão, a qualquer título, nos casos de desmembramento ou de retificação de área. 6. Cálculo da reserva legal de acordo com a tipologia Considerando o Estado de Mato Grosso, segue-se o que determina a Medida Provisória nº 2.166/01, art.16, incisos I e II, que a título de reserva legal sejam mantidos, no mínimo, 80% na propriedade rural situada em área de floresta localizada na Amazônia Legal e, 35% na propriedade rural situada em área de cerrado na Amazônia Legal. A melhor localização para a ARL é aquela contínua às reservas das propriedades vizinhas, às unidades de conservação ou terras indígenas e, preferencialmente, contemplando as hidrografias existentes na propriedade e formando um único bloco. No que se refere ao computo de APP em ARL o mesmo somente é permitido para as propriedades inseridas em áreas de floresta, desde que não implique em conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo, e quando a soma da vegetação nativa em área de preservação permanente e reserva legal exceder a 80% (art. 16, Lei 4.771/65, de 15 de setembro de 1965). Caso a propriedade esteja inserida em tipologia de cerrado ou nas duas tipologias vegetais (cerrado e floresta), fica vedado o computo de APP para atingir o percentual de ARL. Sempre que a propriedade estiver totalmente ou parcialmente inserida em área de vegetação de contato (transição) o requerente poderá solicitar vistoria in loco da SEMA para confirmação da tipologia. Contudo, não sendo possível a determinação desta como floresta ou cerrado, a ARL deverá atingir 80% (Portaria nº 112/07, art.1º, parágrafo único). Lembrando que a ferramenta disponível para a SEMA verificar a tipologia da propriedade é o mapa do RADAMBRASIL. 74 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

71 Capítulo 3 Limpeza de pastagens: de acordo com o art. 65, 1º, da Lei Complementar nº 232/05, de 21 de 12 de 2005, entende-se por limpeza de pastagens a supressão manual ou mecânica de vegetação considerada invasora, herbácea ou arbustiva, para manutenção da atividade de pecuária e mediante autorização prévia. Atualmente não existe um roteiro e nem a obrigatoriedade da apresentação de um projeto para que a SEMA emita a autorização de limpeza de pastagens. No entanto, no projeto de licenciamento é necessária a descrição da área onde se realizará tal atividade, com informações tais como a época de abertura da área, o grau de regeneração natural, o método de limpeza, a caracterização do relevo, a existência ou não de processos erosivos, entre outras. A realização de vistoria técnica pelos técnicos da SEMA é pré-requisito para a emissão da autorização, além da comprovação do pagamento da taxa de vistoria e a vetorização da área no mapa analógico e digital. Por ocasião da vistoria técnica in loco é verificado o estágio de regeneração natural observando a quantidade de indivíduos por hectare, que possuam DAP de até 10 (dez) centímetros, segundo o art. 62 do Decreto 8.188/06, de 10 de outubro de Projeto de Exploração Florestal PEF: para obtenção de autorização para corte seletivo do material lenhoso existente na área passível de abertura o requerente deve apresentar junto ao processo de licenciamento o PEF Projeto de Exploração Florestal, que deve ser elaborado conforme o roteiro específico da SEMA. Após a exploração da área o proprietário poderá requerer a autorização de desmatamento, que consiste no corte raso da vegetação para a utilização do terreno para as atividades de pecuária, agricultura ou reflorestamento, devendo o mesmo estar previsto no cronograma do projeto de exploração. Atualmente é vedada a emissão de AEF - Autorização de Exploração Florestal - para os proprietários cujo imóvel possuir AEP + ADS superior a 1.000,00 ha, sendo necessário, em casos como este, a apresentação do Diagnóstico Ambiental, de acordo com a Lei Complementar 308/08, de 25 de janeiro de Cabe mencionar que, caso o processo se tratar de área de posse inserida em terras devolutas estaduais, a aprovação do Plano de Exploração Florestal está condicionada à publicação, no Diário Oficial, do resultado da Licitação Pública a favor do interessado no processo de regularização fundiária. Caso o processo se tratar de área de posse inserida em terras arrecadadas federais, a aprovação do Plano de Exploração Florestal está condicionada à apresentação da Certidão emitida pelo órgão fundiário competente, acompanhada da Planta de Medição devidamente aprovada. 7. Regularização de área degradada Projeto de recuperação de área degradada PRAD Se faz necessário sempre que a propriedade possuir área de preservação permanente degradada e quando o proprietário optar por essa modalidade para regularizar a ARL em déficit. O projeto deve contemplar informações tais como forma de isolamento da área degradada e de recomposição da vegetação. A recomposição pode ser feita através da condução da regeneração natural, do enriquecimento ou plantio de mudas, cabendo ao proprietário a responsabilidade de executar o projeto conforme apresentado no processo de licenciamento e a SEMA monitorar a propriedade para avaliar a efetividade da recuperação da área. Porém, caso o proprietário opte pela condução da regeneração natural, é obrigatória a indicação de um segundo método para assegurar o sucesso da recuperação da área degradada. Especificamente para os PRADs de Área de Preservação Permanente Degradada (APPD), a recomposição com espécies exóticas é vedada, exceto para propriedades menores que 150,00 ha. É necessário ainda apresentar uma lista com as MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 75

72 Capítulo 3 espécies ocorrentes e; ou existentes dentro e no entorno da propriedade, e a disposição das mudas no modelo de revegetação, além de sugerir o plantio de espécies que contemplem todos os estágios de sucessão ecológica (primária, secundária e clímax) e ecologicamente adequadas. Quando a propriedade rural possui APPD acima de 1,00 ha é emitido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Caso a APPD seja menor que esse quantitativo é possível informar no projeto de LAU o modo como será realizada a recuperação da área degradada. Já para os casos das propriedades que possuírem ARLD Área de Reserva Legal Degradada, independente da dimensão da área, deve ser apresentado projeto de recuperação de área degradada (PRAD), bem como assinado um TAC. Em caso de não cumprimento do TAC ora firmado o requerente pode ter sua LAU cancelada e a execução do mesmo. Compensação/desoneração de área de reserva legal degradada Para a regularização da área de reserva legal o proprietário possui três alternativas: recuperação in loco, compensação ou desoneração de reserva legal. O que vem a ser isso? A recuperação in loco pode ser feita através da condução da regeneração natural, do enriquecimento ou plantio de mudas, conforme já abordado no PRAD. A compensação pode ser feita em outra propriedade particular ou em Unidade de Conservação, enquanto que a desoneração somente pode ser realizada em Unidade de Conservação. Tanto na compensação como na desoneração a área ofertada para a regularização de reserva legal deve possuir a mesma tipologia vegetal e estar localizada na mesma bacia hidrográfica, conforme dispõe o inciso II, art. 62 da Lei Complementar nº 232/05, de 21 de dezembro de Vale ressaltar que, pelo Código Florestal, a modalidade de compensação é permitida somente para os proprietários rurais que tenham efetuado a conversão do uso do solo até 14 de dezembro de 1998: art. 44-C. O proprietário ou possuidor que, a partir da vigência da Medida Provisória no de 14 de dezembro de 1998, suprimiu total ou parcialmente florestas ou demais formas de vegetação nativa, situadas no interior de sua propriedade ou posse, sem as devidas autorizações exigidas por lei, não pode fazer uso dos benefícios previstos no inciso III do art. 44. III compensar a reserva legal por outra área equivalente em importância ecológica e extensão, desde que pertença ao mesmo ecossistema e esteja localizada na mesma microbacia, conforme critérios estabelecidos em regulamento. No que se refere à modalidade de desoneração de ARL em Unidade de Conservação (UC) a mesma é atualmente autorizada mesmo que a conversão do uso do solo tenha ocorrido após 14 de dezembro de 1998, com amparo do Parecer n o 12 da Sub-Procuradoria Geral de Meio Ambiente (SUB-PGMA/SEMA). As propriedades localizadas na zona de amortecimento de Unidades de Conservação, ou seja, num raio de 10 km no entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas com o intuito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade, são passíveis de análise específica efetuada por técnicos da Coordenadoria de Unidades de Conservação da SEMA, com emissão 76 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

73 Capítulo 3 de parecer técnico. Porém, se a propriedade estiver inserida ou no entorno da planície alagável do Pantanal, precederá ao licenciamento a realização de vistoria técnica (art. 10 da Lei 8.830/08, de 21 de janeiro de 2008). Outro fator importante diz respeito à precaução que se deve ter em vetorizar a ARL de forma contígua à UC, ou zona de amortecimento, considerando também a localização de ARL das propriedades vizinhas e a formação de corredores ecológicos. As propriedades localizadas na zona de amortecimento de Terras Indígenas (TI), ou seja, num raio de 10 km no entorno de uma terra indígena, são passíveis de licenciamento após a comunicação à FUNAI sobre a localização da propriedade em relação à terra indígena e quanto à atividade pretendida ou existente. 8. Sobreposição de propriedades A SEMA só considera sobreposição de polígonos quando a medida entre imóveis geoposicionados através de imagem de satélite ultrapassa 120 m (cento e vinte metros), e os imóveis georreferenciados por meio de levantamento com GPS diferencial in loco em 10 m (dez metros), conforme dispõe a Portaria nº 31/08, de 5 de maio de Para resolução da sobreposição e, possível aprovação do processo, devem ser apresentados os seguintes documentos: - Cópia de decisão judicial; - Certidão de Georreferenciamento averbada na matrícula e todas as cartas de confinantes devidamente assinadas; - Protocolo no INCRA para obtenção de Certificação de Georreferenciamento de Imóveis Rurais, 1ª edição, aplicada à Lei de 28/08/2001 e ao Decreto de 30/10/2002; - Medição por GPS, também conhecido por GPS2, conforme classificação da Norma Técnica para Georreferenciamento de Imóveis Rurais; - Localização obtida através de imagem de satélite, base cartográfica SEMA e GPS1, também conhecido como GPS de Navegação. No entanto, se a sobreposição ocorrer com hidrografias ou entre propriedades de um mesmo requerente, não é necessário a apresentação da documentação supracitada,t bastando a apresentação de um novo arquivo digital corrigindo os polígonos. 9. Custo do licenciamento ambiental A cobrança pelos serviços realizados pela SEMA está estabelecida pela Lei nº 8.418/05, de 28 de dezembro de 2005, e depende das condições da propriedade rural no que diz respeito ao quantitativo de área desmatada (ADS), de área a ser explorada (AEP), de área de reserva legal degradada (ARLD) e de área de preservação permanente degradada (APPD) existentes, conforme a fórmula abaixo: Pr (UPF) = 5 + 0,07 x (ADS APPD ARLD) + (0,09 x AEP) + (0,5 x APPD) + (0,2 x ARLD) Onde: UPF = Unidade Padrão Fiscal; ADS = Área Desmatada; APPD = Área de Preservação Permanente Degradada; ARLD = Área de Reserva Legal Degradada; AEP = Área a ser Explorada. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 77

74 Capítulo Valores a serem somados 24 UPFs referentes à vistoria técnica realizada por técnicos da SEMA para conferência in loco do projeto de exploração florestal como pré-requisito para autorizar a exploração; 8 UPFs referentes a publicação do TAC se existir na propriedade APPD à recuperar; 6 UPFs referentes ao termo de averbação de reserva legal que é cobrado por matrícula das propriedades maiores que 150 ha; Honorários do responsável técnico, cujo valor varia de um para outro profissional e região onde está localizado o imóvel rural; Demais despesas com documentação do processo, como autenticação de cópias, reconhecimento de firma de assinaturas e publicação em jornais sobre o pedido da LAU. 10. Legislação correlata ao licenciamento de propriedades rurais O Licenciamento de Propriedades Rurais no Estado de Mato Grosso é amparado por uma série de legislações, sendo as principais: Código Florestal Brasileiro Lei de 15/09/1965; Medida Provisória nº de 24/08/01; Lei Complementar nº 38 de 21/11/1995 que dispõe sobre o Código Estadual de Meio Ambiente; Lei Complementar nº 232 de 21/12/2005 que altera o Código Estadual do Meio Ambiente; Lei Complementar nº 233 de 21/12/2005 que dispõe sobre a Política Florestal do Estado de Mato Grosso; Decreto nº de 10/10/2006 que regulamenta a Gestão Florestal do Estado de Mato Grosso; Instrução Normativa nº 05 de 24/11/2006 que disciplina os procedimentos administrativos de licenciamento ambiental das propriedades rurais no Estado de Mato Grosso. Entretanto, sobre este conjunto de leis uma cadeia de alterações e regulamentações foi realizada, outras tantas leis foram criadas, destacando-se: Portaria nº 99 de 20/08/2007 que relaciona os documentos necessários para os projetos de Licenciamento Ambiental Único, Plano de Exploração Florestal, Plano de Manejo Florestal Sustentado de Uso Múltiplo, Averbação de Reserva Legal de Propriedades Intactas, Projeto de Plantio Florestal, Levantamento Circunstanciado e Plano de Corte a serem protocolados na SEMA. 11. Profissionais habilitados para elaborar projetos de LAU São considerados habilitados para elaborar e executar projetos de licenciamento de propriedades rurais, bem como projetos de recuperação e compensação de áreas degradadas somente os profissionais de engenharia florestal (Decreto 8.188/06, de 10/10/2006) e os engenheiros agrônomos formados até MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

75 Capítulo Validade da LAU Até aproximadamente o ano de 2005 a validade da LAU era de um ano. Atualmente o prazo de validade passou a ser de 08 anos. No projeto de renovação de LAU não existe a necessidade da apresentação das cópias dos documentos do proprietário que já estão no processo, salvo quando houver alteração na titularidade do imóvel. Mas, caso a emissão da primeira licença tenha sido emitido também o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou AEF/AD, deverá ser apresentado o relatório técnico de acompanhamento do PRAD e o laudo técnico pós desmate. Já para o caso de haver Termo de Compromisso de Compensação (TCC) no processo de LAU, esta somente será renovada caso o projeto de compensação esteja finalizado. 13. Maiores Informações Procurar um profissional habilitado e credenciado na SEMA-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) pelo site: MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 79

76 14. Exemplo de imagem de satélite para o processo de LAU Capítulo 3 Modelo de imagem de satélite exigida pela SEMA/MT. 80 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

77 Referências Capítulo 3 PINTO, Neusa B. Revolução no Cerrado: O nó da madeira. 135 ed. Cuiabá: FAMATO, MARGULIS, Sergio. Causas do Desmatamento da Amazônia Brasileira. 1 ed. Brasília:Banco Mundial, CARVALHO, Jose Carlos de. Ministério do Meio Ambiente. Desmatamento: Informativo técnico 1. 1 ed. Brasília:IBAMA, 2002 a. Ministério do Meio Ambiente: Reserva Legal: Informativo técnico 2. Brasília: IBAMA, 2002 b.campos, DIOGO LEITE Ambiente e Responsabilidade Civil. Porto Alegre. Revista da Associação dos Juizes do RS, 33: 95/112. DAJOZ, ROGER Ecologia Geral. Ec.Vozes. Rio de Janeiro. MACHADO, PAULO AFONSO LEME Florestas de Preservação Permanente e o Código Florestal Brasileiro. São Paulo. Justitia, 42(109): Código Florestal Brasileiro Lei de 15/09/1965; MP n o de 24/08/01. LC n o 38 de 21/11/1995 que dispõe sobre o Código Estadual de Meio Ambiente. LC n o 232 de 21/12/2005 que altera o Código Estadual do Meio Ambiente. LC n o 233 de 21/12/2005 que dispõe sobre a Política Florestal do Estado de Mato Grosso. Decreto n o de 10/10/2006 que regulamenta a Gestão Florestal do Estado de Mato Grosso. IN n o 05 de 24/11/2006 que disciplina os procedimentos administrativos de licenciamento ambiental das propriedades rurais no Estado de Mato Grosso. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 81

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79 Capítulo 4 Orientações para o Manejo de Áreas de Cultivos de Algodão no Estado de Mato Grosso visando a Proteção Ambiental Antonio Brandt Vecchiato 1 Eliana Freire Gaspar de Carvalho Dores 2 Oscarlina Lúcia dos Santos Weber 3 1. Introdução Este texto tem por objetivo apresentar orientações aos produtores com relação ao manejo da cultura do algodão, visando a proteção ambiental, e em última instância a sustentabilidade da cultura. Destaca-se que a maior parte das observações, aqui apresentadas não se restringem à cultura do algodão e podem ser aplicadas a qualquer atividade agrícola. Para que as orientações apresentadas sejam compreendidas com relação aos processos físicos e químicos que ocorrem numa cultura, inicialmente serão discutidos esses processos com relação aos fenômenos que os determinam. 1.1 Como se comportam as águas nos terrenos A movimentação da água nos terrenos, além de ser responsável pela manutenção dos ecossistemas, é um importante fator que pode desencadear processos erosivos e contribuir para a distribuição de poluentes no ambiente. Assim, é fundamental compreender como ela se processa para propor medidas de controle de impactos ambientais. A água de chuva, ao cair na superfície dos terrenos, tem papel preponderante nas possibilidades de contaminação do ambiente por agrotóxicos, podendo alterá-lo de maneira significativa em prejuízo da vida. A Figura 1 ilustra de maneira esquemática, os caminhos percorridos pelas águas num terreno, antes de atingir o oceano, e iniciar um novo ciclo. Figura 1. Ciclo hidrológico (Migliorini, Duarte, Barros Neta, 2007). 1 Geólogo, Dr em Geotécnica. Professor do Departamento Geologia Geral, UFMT, Cuiabá/MT. 2 Engenheira Química, Dra em Química. Professora Departamento Química, UFMT, Cuiabá/MT. 3 Engenheira Agrônoma, Dra em Agrônomia. Professora Departamento Solos e Engenharia Rural, UFMT, Cuiabá/MT. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 83

80 Capítulo 4 A cobertura vegetal é o elemento natural controlador dos desequilíbrios possíveis do funcionamento hídrico no terreno, favorecendo a infiltração e, ao mesmo tempo, a retenção de água no solo, que será por ela própria utilizada. A infiltração das águas de chuva no solo é facilitada pela vegetação em conseqüência da matéria orgânica acumulada e incorporada na fração mineral do solo, e pelo desenvolvimento da porosidade. A matéria orgânica, principalmente detritos vegetais e húmus, tem a capacidade de absorver e reter uma grande quantidade de água e favorecer a organização e agregação dos constituintes minerais do solo, desenvolvendo sua porosidade, isto é, vazios, em pequenos volumes (macroscópicos e microscópicos), que existem no interior das camadas do solo. A porosidade do solo também se forma pela ação das raízes das plantas e pelos organismos vivos que habitam o solo. Assim, desprovido da cobertura vegetal, e manuseado por implementos agrícolas o solo tende à desestruturação/ desagregação e compactação, perdendo matéria orgânica e porosidade, alterando, conseqüentemente, seu funcionamento hídrico 1. A erosão causada por água de chuva (erosão pluvial) inicia-se pelo impacto das gotas d água sobre o solo, quando o terreno encontra-se desprovido da cobertura vegetal (Figuras 2 e 3). Essa ação da chuva promove a desagregação do material que se encontra na superfície do terreno, liberando partículas, que são removidas pelo escoamento das águas em conseqüência das enxurradas. Figura 2. Erosão laminar provocada pela ausência de cobertura vegetal. Figura 3. Erosão laminar e em sulco provocada pela ausência de cobertura vegetal. 1 Funcionamento hídrico - conjunto de processos de movimentação da água no solo (infiltração da água no solo e escoamento superficial e subsuperficial da água) 84 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

81 Capítulo 4 2. A erosão em áreas de ocupação agrícula Grande parte da produção agrícola de Mato Grosso provém de monoculturas em áreas produtivas situadas em extensas superfícies aplainadas de relevos tabulares e de colinas amplas, em Chapadas pertencentes ao Planalto dos Guimarães, Planalto dos Parecis e outros. As condições de relevo suave favorecem a mecanização e o controle da erosão com técnicas simples de conservação, porém, exigindo, após os primeiros anos de cultivo, correção da acidez do solo e fertilização. Três situações de alta criticidade à erosão, onde sérios problemas já são observados, merecem destaque. 2.1 Erosão em cabeceiras de drenagens e junto aos fundos de vales As cabeceiras de drenagens 2 e fundos de vale são locais muito suscetíveis às erosões, onde ravinas 3 (Figura 4) e boçorocas 4 (Figura 5) se instalam logo após o desmatamento. Isto se deve à existência, nesses locais, de intensa atividade da água condicionada a aumentos bruscos de declividade, e de concentração de fluxos d água subterrâneos provenientes das áreas mais elevadas das vertentes. Aqui se incluem ecossistemas muito sensíveis de campos úmidos e/ou veredas, onde além das condições hidráulicas mencionadas, ocorrem solos hidromórficos muito sensíveis ao desenvolvimento de piping 5 (Figura 6). São áreas de preservação permanente, conforme a Lei nº de e o Código Ambiental do Estado de Mato Grosso (Lei Complementar nº 38, de 21 de novembro de 1.995), mas que necessitam de critério técnico para a sua delimitação. A prevenção dos processos erosivos exige a manutenção, nesses locais, da vegetação nativa, sendo recomendável sua extensão numa faixa superior de contorno. 2 Cabeceira de drenagem - se refere a uma área, geralmente côncava, de captação de águas, a montante da nascente de uma drenagem (curso d água). 3 Ravina - A erosão em sulco e em ravina ocorre devido exclusivamente ao escoamento superficial concentrado das águas sobre o terreno, formando incisões facilmente visíveis em campo, diferenciando-se simplesmente pela dimensão em profundidade dessas incisões: erosão em sulcos, quando em pequenas incisões (máximo de 50 cm); erosão em ravinas, quando superiores a 50 cm de profundidade. 4 Boçorocas - A erosão em boçoroca corresponde a um estágio mais avançado e complexo de erosão, cujo poder destrutivo local é superior ao das outras formas, e, portanto, de mais difícil contenção. Na boçoroca atuam, além da erosão causada pelo escoamento superficial das águas, a erosão interna do solo causada pelo escoamento sub-superficial das águas que infiltram no terreno, e/ou pelo escoamento do lençol freático. 5 piping - tubo subterrâneo provocado pelo transporte de partículas pela água. Está sempre associado à erosão em boçoroca. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 85

82 Capítlo 4 Figura 4. Erosão em ravina. Figura 5. Erosão em boçoroca (observa-se a presença de água corrente no fundo da erosão). Figura 6. Erosão em piping. 86 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

83 Capítulo Erosão em borda de platôs e em escarpas As bordas de platôs e escarpas são locais de mudanças bruscas de declividades com presença de rupturas nítidas de declive, situadas nos limites das Chapadas. Nesses locais, os solos são normalmente pouco espessos a rasos com presença comum de camadas superficiais e/ou sub-superficiais de concreções ferruginosas ou pedra canga (plintita, em pedologia), ou de afloramentos rochosos. Essas características do meio físico tornam esses locais mal drenados, favorecendo a ocorrência de surgências d água e de cabeceiras de drenagem. Assim, são locais de concentração de fluxos d água superficiais, e sub-superficiais, altamente suscetíveis aos diferentes processos erosivos. Após o desmatamento, sulcos e ravinas se instalam com relativa facilidade, e dependendo do gradiente hidráulico das águas subterrâneas podem desenvolver boçorocas. São áreas que devem ser preservadas, protegidas pelo Código Ambiental do Estado, mas que necessitam ser delimitadas por critérios técnicos. 2.3 Erosão em Neossolos Quartzarênicos (Areias Quartzosas) Neossolos Quartzarênicos (ou Areias Quartzosas segundo a antiga Classificação Brasileira de Solos) são solos muito erodíveis, cujos processos erosivos se desenvolvem a partir de pequenas concentrações das águas de escoamento superficial. Este solo é essencialmente arenoso, praticamente sem coesão entre as partículas e com baixíssima estabilidade de agregados, impondo altas taxas de erosão mesmo em pequenos escoamentos das águas de chuva. Áreas de ocorrência desses solos devem permanecer protegidas por cobertura vegetal durante o período de chuvas, não sendo aptas a culturas anuais, mas a pastagens, desde que as vertentes não sejam muito declivosas. Essas áreas ocorrem em grandes extensões das Chapadas, associadas a Latossolos de textura média, exigindo controle rigoroso de campo. 3. Dinâmica ambiental de agroquímicos Entende-se por agroquímicos toda substância química utilizada na agricultura, seja para controle fitossanitário, seja para adubação. O termo agrotóxico é aqui utilizado considerando a definição apresentada na Lei n de Grande parte do que será discutido neste item se refere a agrotóxicos, entretanto outros componentes da formulação dos agrotóxicos bem como os componentes dos fertilizantes, tais como metais pesados, podem sofrer os mesmos processos. Uma vez usado na agricultura, os agroquímicos passam por diversos processos que podem levar à sua completa degradação ou à sua distribuição nos vários compartimentos ambientais. Ao conjunto destes processos, denomina-se dinâmica ambiental. 3.1 Origem da contaminação do ambiente aquático Agroquímicos (agrotóxicos, fertilizantes) podem entrar no ambiente aquático por diversos caminhos, sendo que as fontes principais são provavelmente o uso na agropecuária, esgoto industrial e municipal e o controle de ervas aquáticas e insetos. Enquanto esgoto e controle de ervas aquáticas envolvem aplicação direta no meio aquático, os agroquímicos usados na agropecuária geralmente seguem rotas indiretas. MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL 87

84 Capítulo 4 A Figura 7 ilustra as rotas dos agrotóxicos no meio ambiente por aplicação direta ou por mobilização a partir de seu uso na agropecuária. transporte de vapor e poeira pulverização aplicação direta no solo solo fotólise absorção por organismos degradação precipitação biológica erosão e carreamento volatilização aplicação direta efluentes industriais esgotos municipais lavagem de materiais agrotóxico adsorvido decomposição química agrotóxico dessorvido lixiviação água subterrânea Figura 7. Vias de entrada dos agrotóxicos no ambiente terrestre, atmosférico e aquático e mobilização a partir do solo Uma vez no solo, o agrotóxico pode ter diferentes destinos: ser adsorvido 6 a partículas do solo, permanecer dissolvido na água presente no solo, volatilizar-se 7, ser absorvido pelas raízes das plantas ou por organismos vivos, ser lixiviado 8 ou carreado 9 pela água das chuvas ou sofrer decomposição 10 química ou biológica. Assim, a mobilização do agrotóxico a partir do solo poderá ocorrer através do carreamento pelas águas das chuvas, por erosão, lixiviação ou volatilização. Estes processos geralmente ocorrem simultaneamente. 6 Adsorção processo de acúmulo de uma substância em uma superfície sólida, neste caso, do agrotóxico nas partículas do solo. 7 Volatilização mudança da fase sólida ou líquida para a fase gasosa 8 Lixiviação processo de movimentação vertical do agrotóxico ao longo do perfil do solo, pela ação da infiltração da água. 9 Carreamento superficial movimentação superficial do agrotóxico adsorvido às partículas do solo ou dissolvidos em água, nas águas de enxurradas. 10 Decomposição degradação da substância pela ação de agentes biológicos ou de processos químicos, resultando em outras substâncias com propriedades físicas e químicas diferentes. 88 MANUAL DE SANEAMENTO E SEGURANÇA AMBIENTAL

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