SERVENTIAS NOTARIAIS INTENSIVÃO SERVENTIAS Disciplina: Registro de Imóveis Profa.: Daniela Rosário Rodrigues Data: 08/09/2007 REGISTRO DE IMÓVEIS

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1 REGISTRO DE IMÓVEIS 1. O Registro de Imóveis Evolução histórica: Resolução de 17 de julho de 1822; Constituição Imperial de 1824; Lei orçamentária de 1843 criação do Registro Geral de Hipotecas; Lei n 601, de 18 de setembro de 1850; Decreto n 1.318, de 30 de janeiro de 1854; Lei n 1.237, de 24 de setembro de 1864 (projeto de lei apresentado pelo Ministro da Justiça em 24 de julho de 1854). Art. 236, CF. Os serviços notarias e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. 1. Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. 2. Lei federal estabelecerá normas gerais para a fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. 3. O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis meses. Art. 1, Lei n 6.015/73. Os serviços concernentes aos Registros Públicos, estabelecidos pela legislação civil para autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos, ficam sujeitos ao regime estabelecido nesta Lei. Art. 1, Lei n 8.935/94. Serviços notariais e de registro são os de organização técnica e administrativa destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos. (g.n.) Terminologia: Transcrição; inscrição; matrícula; registro e averbação. Art. 3, Lei n 8.935/94. Notário, ou tabelião, e oficial de registro, ou registrador, são profissionais do direito, dotados de fé pública, a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. 2. Princípios: Unitariedade da matrícula ou matricial Arts. 176, 1, I, LRP; 227 e 228. Art. 176, 1, I cada imóvel terá matrícula própria, que será aberta por ocasião do primeiro registro a ser feito na vigência desta lei; Art Todo imóvel objeto de título a ser registrado deve estar matriculado no Livro n 2 Registro Geral obedecido o disposto no art Art A matrícula será efetuada por ocasião do primeiro registro a ser lançado na vigência desta Lei, mediante os elementos constantes do título apresentado e do registro anterior nele mencionado. Concentração Arts. 167 e 246, LRP. Art No Registro de Imóveis, além da matrícula, serão feitos: I registro; II averbação. Art Além dos casos expressamente indicados no item II do art. 167, serão averbadas na matrícula as sub-rogações e outras ocorrências que, por qualquer modo, alterem o registro. - 1

2 Presunção ou Força probante Arts. 252, LRP e 1.247, Código Civil. Art O registro, enquanto não cancelado, produz todos os seus efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido. Art Se o teor do registro não exprimir a verdade, poderá o interessado reclamar que se retifique ou anule. Fé pública Arts. 252, LRP e 3, Lei n 8.935/94. Art O registro, enquanto não cancelado, produz todos os seus efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido. Art. 3. Notário, ou tabelião, e oficial de registro, ou registrador, são profissionais do direito, dotados de fé pública, a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro. Prioridade Art. 186, Lei n 6.015/73. Art O número de ordem determinará a prioridade do título, e esta a preferência dos direitos reais, ainda que apresentados pela mesma pessoa mais de um título simultaneamente. Especialidade, especialização ou determinação subjetiva e objetiva Art. 176, 1, II e III, LRP. Art. 176, 1, II são requisitos da matrícula; III são requisitos do registro no Livro n 2. Legalidade e Qualificação registral Arts. 172, LRP. Art No Registro de Imóveis serão feitos, nos termos desta lei, o registro e a averbação dos títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos e extintivos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos em lei, inter vivos ou mortis causa, quer para sua constituição, transferência e extinção, quer para sua validade em relação a terceiros, quer para sua disponibilidade. Continuidade Arts. 195 e 237, LRP. Art Se o imóvel não estiver matriculado ou registrado em nome do outorgante, o oficial exigirá a prévia matrícula e o registro do título anterior, qualquer que seja a natureza, para manter a continuidade do registro. Art Ainda que o imóvel esteja matriculado, não se fará registro que dependa da apresentação de título anterior, a fim de que se preserve a continuidade do registro. Instância Art. 13, LRP. Art. 13. Salvo as anotações e as averbações obrigatórias, os atos do registro serão praticados: I por ordem judicial; II a requerimento verbal ou escrito dos interessados; III a requerimento do Ministério Público, quando a lei autorizar. Publicidade Art. 17, LRP. Art. 17. Qualquer pessoa pode requerer certidão do registro sem informar ao oficial ou ao funcionário o motivo ou interesse do pedido. Eficácia Art , CC. Art São direitos reais: Disponibilidade Tipicidade Arts. 172 e 221, LRP. Art No Registro de Imóveis serão feitos, nos termos desta lei, o registro e a averbação dos títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos e extintivos de direitos reais sobre imóveis - 2

3 reconhecidos em lei, inter vivos ou mortis causa, quer para sua constituição, transferência e extinção, quer para sua validade em relação a terceiros, quer para sua disponibilidade. Art Somente são admitidos a registro: Territorialidade Art. 169, LRP. Art Todos os atos enumerados no art. 167 são obrigatórios e efetuar-se-ão no cartório da situação do imóvel, salvo: Cindibilidade do título Não sucedaneidade dos órgãos Arts. 2, LRP e 5, Lei n 8.935/94. Art. 2. Os registros indicados no 1 do artigo anterior ficam a cargo dos serventuários privativos nomeados de acordo com o estabelecido na Lei de Organização Administrativa e Judiciária do Distrito Federal e dos Territórios e nas Resoluções sobre a Divisão e Organização Judiciária dos Estados e serão feitos: I o do item I, nos ofícios privativos, ou nos Cartórios de Registro de Nascimentos, Casamentos e Óbitos; II os dos itens II e III, nos ofícios privativos, ou nos Cartórios de Registros de Títulos e Documentos; III o do item IV, nos ofícios privativos, ou nos Cartórios de Registro de Imóveis. Art. 5. Os titulares de serviços notariais e de registro são os: I tabeliães de notas; II tabeliães e oficiais de registro de contratos marítimos; III - tabeliães de protesto de títulos; IV - oficiais de registro de imóveis; V - oficiais de registro de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas; VI oficiais de registro civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas; VII oficiais de registro de distribuição. Não saneamento ou legitimação registral Art. 252, LRP. Art O registro, enquanto não cancelado, produz todos os seus efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido. Retificação Arts. 212 a 214, LRP. Art Se o registro ou a averbação for omissa, imprecisa ou não exprimir a verdade, a retificação será feita pelo Oficial do Registro de Imóveis competente, a requerimento do interessado, por meio do procedimento administrativo previsto no art. 213, facultado ao interessado requerer a retificação por meio de procedimento judicial. Obrigatoriedade Art. 169, caput, LRP. Art Todos os atos enumerados no art. 167 são obrigatórios e efetuar-se-ão no cartório da situação do imóvel, salvo: O REGISTRO DE IMÓVEIS 1. Das Atribuições Arts. 167 a 171, LRP. 2. Da escrituração e dos livros de registro Arts. 172 a 181, LRP. Escrituração consiste na transposição de dados documentais para os livros. Art No Registro de Imóveis serão feitos, nos termos desta Lei, o registro e a averbação dos títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos e extintivos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos por lei, inter vivos ou causa mortis, quer para a constituição, transferência e extinção, quer para sua validade em relação a terceiros, quer para sua disponibilidade. (g.n.) - 3

4 Livro n 1 Protocolo Geral Arts. 174 e 175, LRP Art O Livro n 1 Protocolo servirá para apontamento de todos os títulos apresentados diariamente, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 12 desta Lei. Art. 12. parágrafo único. Independem de apontamento no Protocolo os títulos apresentados apenas para o exame e cálculo dos respectivos emolumentos Livro n 2 Registro Geral Art. 176, LRP. Art O Livro n 2 Registro Geral será destinado à matrícula dos imóveis e ao registro ou averbação dos atos relacionados no art. 167 e não atribuídos ao Livro n 3. Necessidade de especialização ou especialidade. Livro n 3 Registro Auxiliar arts. 177 e 178, LRP. Art O Livro n 3 Registro Auxiliar será destinado ao registro dos atos que, sendo atribuídos ao Registro de Imóveis por disposição legal, não digam respeito diretamente a imóvel matriculado. Livro n 4 Indicador Real Art. 179, LRP. Art O Livro n 4 Indicador Real será o repositório de todos os imóveis que figurarem nos demais livros, devendo conter sua identificação, referência aos números de ordem dos outros livros e anotações necessárias. Livro n 5 Indicador Pessoal Art. 180, LRP. Art O Livro n 5 Indicador Pessoal dividido alfabeticamente, será o repositório dos nomes de todas as pessoas que, individual ou coletivamente, ativa ou passivamente, direta ou indiretamente, figurarem nos demais livros, fazendo-se referência aos respectivos números de ordem. 3. O processo de registro Arts. 182 a 216, LRP. Legitimados à escrituração art. 185, Lei n 6.015/73. Protocolo Arts. 182 a 184, LRP. Prioridade Arts. 186 a 192, LRP. Cumprimento de Exigência. Suscitação de dúvida Arts. 198 a 211, LRP. Princípio da Legalidade e Qualificação Registral exigência: devolução do título ao interessado. Suscitação de dúvida e suscitação de dúvida invertida ou às avessas. Efeitos da decisão e recurso. - 4

5 Retificação. Retificação administrativa e retificação judicial Arts. 212 a 216, LRP. Alterações pela Lei n , de 02 de agosto de Art Se o registro ou a averbação for omissa, imprecisa ou não exprimir a verdade, a retificação será feita pelo Oficial do Registro de Imóveis competente, a requerimento do interessado, por meio do procedimento administrativo previsto no art. 213, facultado ao interessado requerer a retificação por meio de procedimento judicial. Parágrafo único. A opção pelo procedimento administrativo previsto no art. 213 não exclui a prestação jurisdicional, a requerimento da parte prejudicada. Retificação de ofício; Retificação pela via administrativa; Retificação pela via judicial. 4. Legitimidade para o registro e títulos registráveis Arts. 217 a 226, LRP. Interesse e Responsabilidade pelas despesas. Art O registro e a averbação podem ser provocados pr qualquer pessoa, incumbindo-lhe as despesas respectivas. Registro de negócios gratuitos: prova da aceitação art Títulos registráveis e não registráveis Art Individualização dos imóveis Art Matrícula Arts. 227 a 235, LRP. Obrigatoriedade Arts. 227 e 228. Realização. Conteúdo Arts. 229 a Registro Arts. 236 a 245, LRP. Registro e matrícula - Art Continuidade Art Atos registráveis regramento Arts. 238 a Averbação e cancelamento arts. 246 a 259, LRP. Atos submetidos a averbação Arts. 246 e 247. Atos submetidos a cancelamento Arts. 248 a Do Bem de Família Arts. 260 a 265, LRP e a 1.722, CC. Conteúdo. Comparativo com a Lei n 8.009/90. Instrumentos (títulos) constitutivos. Registro. Eficácia. 9. Remição do Imóvel Hipotecado Arts. 266 a 276, LRP. Hipoteca. Remição. Procedimento. Textos complementares: Fornecido pelo Instituto de Registro Imobiliário do Brasil LEI N o , DE 02 DE AGOSTO DE em discussão - 5

6 Retificação consensual Capital de SP regulamenta procedimento Primeira Vara de Registros Públicos de São Paulo baixa decisão normativa, de lavra do juiz-titular, Dr. Venício Antonio de Paula Salles, disciplinando a retificação de registro na Capital do Estado de São Paulo Processo n Vistos, etc... A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo ARISP, expõe longo rol de proposições, apresentadas como sugestões para a confecção de um padrão único, necessário para nortear todas as Serventias Imobiliárias da Capital, acerca da aplicação prática das mudanças introduzidas pela Lei /2004, tendo como meta, a conquista de uma melhor orientação aos Usuários do serviço público registral. Sobre este redesenho do procedimento de retificação de registro imobiliário introduzido pela Lei , necessário a fixação de rumos precisos ajustados ao espírito e aos propósitos da norma, que veio alterar sensivelmente o procedimento, visando lhe imprimir maior celeridade e eficiência. A tônica da nova Lei, portanto, se mostra muito clara e visível, tendo como foco a quebra do anacrônico e moroso procedimento retificatório até então desenvolvido pela via da jurisdição graciosa ou administrativa. O novo diploma, em que pese o espírito inovador que o impregna, manteve a estrutura básica procedimental superada, tendo apenas deslocado, parcialmente, o seu campo de tramitação, ao incumbir ao Oficial do Registro de Imóveis a tarefa primeira no aprimoramento dos dados registrais. A primeira análise e a primeira reflexão do texto legal revelam que o legislador ordinário, em algumas passagens, não logrou atingir os objetivos pretendidos, por eventual falha redacional ou falta de melhor informação, circunstâncias que podem ser debeladas por uma melhor exegese que considere o sistema produzido e as finalidades da norma. Assim, na conquista de um padrão orientador e único para a Capital, adotaremos as propostas apresentadas, amoldadas a teleologia normativa. Relatado. decido: A Lei /2004 prevê três formas básicas de retificação de registro imobiliário. Em primeiro lugar a retificação de ofício ou a requerimento da parte, muito próxima do que anteriormente era conhecido como retificação por erro evidente, e além desta, a retificação consensual e a retificação judicial. retificação de ofício e a requerimento do interessado - art. 213, item I; Preliminarmente, há que se proceder a uma diferenciação, que não é feita pela Lei, para apartarmos a modalidade retificação de ofício, da retificação a requerimento do interessado, conquanto aquela (de ofício), em face dos efeitos vinculantes do princípio da instância (que seria mais bem entendida como princípio da inércia), consagrado no inciso II, do art. 13 da Lei de Registros Públicos, possui - 6

7 restrições ínsitas, o que em muitos casos, torna o requerimento do interessado insuperável. Desta forma, em atenção e respeito ao princípio da instância, a retificação de ofício, a exemplo do que ocorria nos casos tipificados como erro evidente, não pode ser deflagrada quando a retificação venha a se revelar dependente da produção de novas provas. A retificação de ofício se limita à superação de imperfeições viabilizadas pela utilização de documentos pré-existentes, pois deve ter o exato sentido de correção de erro material. Ademais, a retificação de ofício não pode ser empregada para alterar o núcleo do desenho tabular, assim considerado, a localização e conformação imobiliária (local, perimetria, área e confrontantes). Pode, entretanto, incidir sobre pontos periféricos da descrição imobiliária desde que não alterem a sua substância ínsita. Neste contexto e com tal limitação, é de se admitir a retificação de ofício para efeito de ser complementada a informação tabular, a partir de uma certa base documental, com a migração de informações extraídas do título causal, de outros documentos oficiais, ou de dados ou informações tabulares existentes ou anteriormente retificadas. A retificação de ofício, sem provocação do interessado, somente pode ser admitida, nos casos de imprecisão tabular provada por documentos pré-existentes, sem a necessidade de produção de novas provas. Em atenção ao rol que compõe os subitens, do inciso I, do art. 213, podemos destacar que a Retificação de Ofício pode ser implementada nas seguintes hipóteses: RETIFICAÇÃO DE OFÍCIO Omissão ou erro cometido na transposição de dados do título causal. (observação: não apenas transposições dos títulos causais como também dos registros antecessores); alteração da denominação do logradouro como base em documento oficial. (obs: o documento será o Municipal para a informação urbana e do departamento estadual competente no caso de estradas, Lei ou Decreto); retificação que vise a indicação de rumos, ângulos de deflexão ou inserção de coordenadas georreferenciadas, em que não haja alteração das medidas perimetrais; (obs: todas as medidas perimetrais devem ser mantidas, assim com a área, sendo acrescentado apenas as deflexões e ângulos, de forma que ausente qualquer destes elementos descritivos, a retificação somente pode ser feita pela via consensual ou judicial); inserção de área decorrente de mero cálculo, quando a descrição tabular possua todas as demais informações. (obs: somente quando o imóvel forme figuras geométricas que permitam o cálculo. Nos demais casos, que exija novas provas, somente mediante requerimento do interessado); inserção de dados da qualificação pessoal das partes, comprovada por documentos oficiais. As demais hipóteses dependem de requerimento do interessado. A retificação de ofício ou a requerimento dos interessados prescindem da anuência dos confrontantes. RETIFICAÇÃO CONSENSUAL com anuência dos confrontantes A retificação consensual materializa a grande inovação introduzida pela Lei /2004, pois propicia a correção tabular sem a necessidade de procedimento judicial, tramitando diretamente junto ao Oficial do Registro Imobiliário, se viabilizando para todas as hipóteses de retificação de medidas perimetrais, quer seja para mera inserção de medidas omitidas, quer seja para alteração das existentes no registro, resultando ou não em modificação da área de superfície. O pedido de retificação consensual deve ser recebido pelo Oficial do Registro de Imóveis, instruído com - 7

8 planta e memorial descritivo subscrito pelo requerente, pelo engenheiro ou por profissional credenciado, acompanhado da anuência dos confrontantes. O técnico preferencialmente deve também ter conhecimentos para proceder ao exame registral filiatório. Alguns detalhes devem ser observados. Como a Lei prevê a responsabilidade solidária entre o técnico e o requerente sobre a idoneidade das informações reveladas pela planta, recomendável se mostra a inserção, na planta, do texto do 14, do art. 213 abaixo das respectivas subscrições. A anuência dos confrontantes proprietários deve ser dada diretamente na planta, com a reserva de espaço adequado para tanto, contendo a exata qualificação do subscritor e a indicação de seu imóvel, com a localização e o número da matrícula ou transcrição. Necessária a anuência do casal (salvo se casados com regime da separação integral de bens, com pacto antenupcial projetado para os bens futuros). Também os ocupantes devem conferir anuência na planta ou em Carta de Anuência em separado. Caso o oficial não tenha condições de atestar que o ocupante anuente é realmente confrontante, poderá fazer constatação no local, diretamente ou por preposto (art. 213, 12 ). Todas as anuências devem ter suas firmas reconhecidas. RETIFICAÇÃO CONSENSUAL com notificação Esta modalidade de retificação é concebida para duas formas distintas de correção dos assentos registrais. A retificação destinada à mera inserção de medidas, ou a retificação voltada para alteração dos dados tabulares. Engloba a hipótese em que parte dos confrontantes tenha dado anuência e parte se submeta à notificação. 1 INSERÇÃO No caso de mera inserção, sem alteração das medidas tabulares existentes no fólio real, a planta deve se limitar à descrição do imóvel retificando, indicando apenas sua localização e confrontações, respeitando as prescrições do art. 225, da Lei de Registros Públicos. Poderá o Oficial exigir a apresentação adicional, de planta reproduzida de foto aérea da Emplasa ou empresa credenciada, para confirmar o formato geométrico (impropriamente tratado como geodésico) do imóvel e sua real situação. Neste caso não há necessidade de maior investigação sobre os imóveis confrontantes, conquanto esta forma retificatória não envolve risco ou potencialidade de dano a terceiros confrontantes. 2 ALTERAÇÃO Entretanto, se a retificação tiver como propósito ou meta a correção das metragens tabulares, com alteração de medidas e/ou de área do imóvel, a planta e o memorial devem apresentar mais elementos. A forma mais completa ocorre quando a planta venha a contemplar além da topografia do próprio imóvel retificando, também a descrição dos imóveis confrontantes, mormente dos confrontantes potencialmente afetados. - 8

9 Evidentemente que frente à finalidade da nova disposição normativa, o levantamento físico topográfico das áreas confinantes somente se justifica em havendo interesse jurídico certo e palpável, ou seja, somente em relação aos imóveis situados no sentido em que venha a ocorrer eventual expansão das medidas retificandas. Por exemplo, em se verificando que as medidas encontradas são maiores que as tabulares, provocando uma aparente expansão lateral, somente os imóveis dos confrontantes laterais é que devem ser objeto de levantamento topográfico. Inversamente, caso a expansão de medidas ocorra apenas na profundidade do imóvel, o levantamento topográfico deve contemplar o confrontante dos fundos, bem como a medida da via ou logradouro público frontal, sendo que neste caso a municipalidade deve ser notificada. Também deve ser feito o levantamento topográfico relativamente ao confrontante que tenha divisa instável com o imóvel retificando, assim considerada a divisa não demarcada por edificação ou muro consolidado e respeitado (edificação de ambos os lados). Esta maior amplitude do levantamento topográfico se torna necessário, para conferir maior clareza para o confrontante notificado (não havendo igual exigência para o confrontante anuente). Tal providência sempre foi exigida nos processos de retificação que tinha curso pelo procedimento superado. O memorial deve respeitar e manter todas as informações tabulares não envolvidas na retificação, procedendo a uma descrição objetiva e direta do imóvel. Destarte, o memorial deve em primeiro lugar fornecer a localização, depois a perimetria, considerando o ponto 1 como o ponto mais próximo do ponto de referência e o ponto 2, com o segundo ponto da face frontal do imóvel. Todos os ângulos internos devem ser apresentados, assim, como a área de superfície. O confrontante tabular deve ser indicado por seu nome, número do assento registral e número de contribuinte. A retificação é dirigida em face dos confrontantes, que nos termos do 10º, do art. 213, que engloba o proprietário (confrontante tabular) e o ocupante (confrontante físico), e para se cumprir os desígnios legais devem ser notificados uns e outros. Assim, devem ser chamados os ocupantes diretos, desde que não estejam na posse por autorização, permissão, detenção ou em razão de contrato firmado como o titular do domínio, casos em que tal cientificação se mostra dispensável. Também o Poder Público, titular do imóvel público que serve de acesso ao imóvel, pode ser notificado, quando tenha interesse jurídico envolvido com o pedido de retificação (vide fls. 09, segundo parágrafo). A notificação pode ser feita diretamente pela serventia imobiliário; pelo Oficial de Registro de Títulos e Documentos; ou mediante postagem com aviso de recebimento, devendo o interessado promover o depósito da diligência ou responder por seu valor no correspondente RTD. A notificação dos confrontantes proprietários (confrontante tabular) deve ser feita pessoalmente, podendo ser tentada em todos os endereços disponíveis na serventia ou apresentados pelo interessado. É recomendável, à mingua de maiores informações, a realização de diligências ordinárias na tentativa de localização do confrontante tabular não localizado, antes da notificação ficta. Não sendo encontrado o confrontante tabular, a sua notificação deve ser feita por edital, com prazo de 15 dias, mediante publicação por duas vezes em jornal de grande circulação. Caso o pedido de retificação tenha sido requerido por interessado não titular do domínio, este também deve ser notificado. - 9

10 Os ocupantes devem ser notificados pela via postal. Comprovado o recebimento do aviso de recebimento no endereço postado, a notificação se torna apta a produzir todos seus efeitos jurídicos, independentemente de quem tenha recebido o aviso. Portanto, a notificação do ocupante cumpre seus propósitos quando recebida no endereço correspondente. Não sendo apresentado impugnação por qualquer dos notificados, o Oficial pode proferir decisão homologatória que ateste a regularidade do processo de notificação. Procedimento RETIFICATÓRIO junto ao Registro de Imóveis Os procedimentos retificatórios, inclusive a retificação de ofício, deve deflagrar a instauração de procedimento administrativo, que deverá seguir o padrão judicial. O processo deve ser autuado e numerado, sendo identificado com o número da prenotação. A peça inicial será materializada pelo requerimento, quando feito pelo interessado ou pelo ato do Oficial quando envolver retificação de ofício. Os efeitos da prenotação nos procedimentos retificatórios devem seguir o modelo dos demais procedimentos administrativos, como o procedimento de dúvida registral (art. 198, da LRP), que provoca a prorrogação de seus efeitos durante toda a tramitação procedimental, mesmo quando iniciado junto ao Registro Imobiliário e convertido (por decisão motivada), em retificação judicial. As informações da serventia devem ser juntadas ao processo. Assim, as Notas Devolutivas, que podem ser denominadas como Notas de Exigência, devem ser juntadas aos autos, sempre que a serventia entender que o pedido não se revele completo ou suficientemente instruído. Os prazos devem seguir o padrão processual, ou seja, o prazo comum é de 5 (cinco) dias, salvo quando previsto prazo mais dilatado. Nos casos de acordo, o prazo pode respeitar o quanto pedido pelos interessados. Será competente para processar o pedido de retificação a serventia que mantenha a transcrição ou matrícula que deva ser retificada. O deslocamento para a Serventia competente atualmente não pode ocorrer, posto que o Oficial do Registro de Imóveis não dispõe de prerrogativas para expedir mandado para a correção em outra circunscrição. Feita a correção, o Registro de Imóveis competente, lastreado na certidão expedida pela Serventia que processou a retificação, poderá descerrar nova matrícula em atenção às informações retificadas ou apenas transportar a informação, por averbação, à matricula existente. Os documentos que devem instruir o pedido de retificação devem ser apresentados no original ou cópias autenticadas, quando possível. As plantas e memoriais devem ser apresentados em número suficiente para a notificação de todos os envolvidos. O prazo para impugnação é de 15 dias, salvo para o Poder Público que dispõe de prazo quádruplo, na forma como prescreve o art. 188 do CPC, aplicável analogicamente à espécie. Findo o prazo sem impugnação o Oficial dará decisão homologatória, atestando a higidez formal do procedimento. Caso o interessado postule a remessa para a via judicial o Oficial de Registro não deverá promover o encaminhamento no prazo de 5 (cinco) dias. - 10

11 Procedimento RETIFICATÓRIO impugnado Havendo impugnação fundamentada o Oficial intimará o requerente e o técnico, para que em cinco dias se manifestem. Conquanto a lei tenha aludido a impugnação fundamentada, qualquer tipo de insurgência deve ser acatada como tal e gera os mesmos efeitos. O Oficial não julga conflitos, de forma que não sendo apresentado termo de acordo entre o requerente e o impugnante, os autos devem ser encaminhados à Corregedoria-Permanente, que julgará de plano ou mediante instrução sumária. Quando a peça de resistência do confrontante versar sobre questões de divisa, o procedimento mantém o seu sentido administrativo junto à Corregedoria-Permanente, contudo, havendo a impugnação afirmando a existência de sobreposição, o litígio passa a envolver não uma correção de medidas, mas uma disputa de propriedade, de forma que deve ser encaminhado para as vias ordinárias. Em São Paulo, todas as questões registrais administrativas ou litigiosas são resolvidas frente a 1ª Vara de Registros Públicos (art. 38, do Decreto-lei Complementar 03/69), salvo se o foco primeiro da discussão deixar de ser registral. RETIFICAÇÃO CONSENSUAL por Escritura Os interessados poderão fixar suas divisas exatas ou retificá-las, corrigindo a informação tabular, mediante a apresentação de escritura pública, na forma do 9, do art Em sendo mantidas as divisas físicas, que reflitam a implantação do imóvel no solo, a retificação independe do pagamento do imposto de transmissão, e deve ser feita sem novas exigências. Contudo ocorrendo alteração das divisas, além do recolhimento tributário, deve ser exigida a anuência Municipal, no caso de imóveis edificados, para atestar que os recuos exigidos nas posturas continuam atendidos. ENCERRAMENTO O presente procedimento deverá receber todas as sugestões, e ponderações para os oficiais, necessários para a revisão e aperfeiçoamento do presente padrão regulamentar, que deverá se ajustar às normas e determinações da E. Corregedoria-Geral da Justiça. Ante ao exposto, determino a publicação desta decisão que passa a ostentar efeitos normativos. Comunique-se à E. Corregedoria Geral da Justiça. Int. Dr. Venício Antonio de Paula Salles, Juiz de Direito titular - 11

12 DECRETO - de 22 de junho de Autoriza a Mesa do Desembargo do Paço a confirmar todas as sesmarias, para as conceder na côrte, e aos Governadores nas suas Capitanias. Sendo-me presente que não tem continuado a conceder sesmarias nesta Corte e Província do Rio de Janeiro que até agora eram dadas pelos Vice-Reis do Estado do Brazil; e que muitas outras já concedidas pelos Governadores e Capitães Generaes das diversas Capitanias, estão por confirmar, por causa da interrupção de communicação com o Tribunal do Concelho Ultramarino,, a quem competia faze-lo: e desejando estabelecer regras fixas nesta importante matéria, de que muito depende o augmento da agricultura e povoação, e segurança do direito de propriedade: hei por bem ordenar, que daqui em diante continuem a dar sesmarias nas Capitanias deste Estado do Brazil, os Governadores e Capitães Generaes dellas; devendo sesmeiros pedir a competente confirmação à Mesa do Desembargo do Paço, a quem sou servido autorizar para o fazer; e que nesta Côrte e Provincia do Rio de Janeiro, conceda as mesmas sesmarias à referida Mesa do Desembargo do Paço, precedendo as informações e diligencias determinadas nas minhas reaes ordens; ficando as cartas de concessão e de confirmação dellas dependentes da minha real assignatura. A Mesa do Desembargo o tenha assim entendido e o faça executar. Palacio do Rio de Janeiro de Com a rubrica do Principe Regente Nosso Senhor. N.1. - REINO.- PROVISÃO DO CONSELHO DA FAZENDA DE 08 DE JANEIRO DE Declara o que se comprehende na denominação dos bens de raiz, para o pagamento da siza. D. João por graça de Deus Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, etc. Faço saber a vós Governador e Capitão General da Capitania da Bahia, que fui informado, em uma consulta do Conselho de minha Real Fazenda de 13 de Julho do anno proximo passado, haver-se decidido por accordão da Relação dessa Cidade, proferido em autos de aggravo interposto por Antonio de Oliveira Barros, do Juizo Ordinário da Villa da Jacobina, que os artigos cobre, carros e bois, que faziam parte integrante de um engenho vendido, eram bens móveis, e por isso isento o seu valor da respectiva siza; e tendo consideração ao que na mesma consulta me foi exposto ao dito respeito, com audiencia do Desembargador Procurador da minha Real Coroa e Fazenda: Houve por bem declarar, por minha real resolução de 16 de Setembro do mesmo anno passado, de conformidade com o que por mim já fora resolvido em 16 de Fevereiro do predito anno, em outra consulta do sobredito Conselho, concernente a semelhante assumpto: que os ditos artigos cobre, carros e bois recahem debaixo da denominação de bens de raiz, pela sua effectiva applicação ao engenho de que fazem parte, devendo-se entender por bens de raiz não só aquelles que são o que são, segundo sua natureza, como os predios, sejam rústicos ou urbanos, e todas as árvores e fructos, emquanto estão adherentes ao solo,mas tambem todos os outros bens, que, ou ppelo destino e applicação que lhes dá o proprietário, fazem parte integrante desses prédios, como são todos os instrumentos da agricultura e utensilios das fábricas, emquanto se acham unidos perpetuamente aos respectivos estabelecimentos, ou pelo objecto a que se applicam, participam da natureza dos bens de raiz propriamente taes, como são o usofructo das cousas immoveis, as servidões e acções que tendem a reivindicar algum bem immovel sendo portanto sujeitas ao imposto da siza todas as compras e vendas que de taes bens se fizerem. E para que assim se fique entendendo na Relação dessa Cidade em casos semelhantes, que do futuro occorerem; fui outrosim servido mandar-vos participar esta minha real resolução, El-Rei Nosso Senhor o mandou por seu especial mandado pelos Ministros abaixo assignados, do seu Conselho e do de sua Real Fazenda. Manoel José de Souza França a fez no Rio de Janeiro aos 8 de Janeiro de Antonio Feliciano Serpa o fez escrever.- Francisco Lopes de Souza Faria Lemos.- Dr.Francisco Xavier da Costa Silva Cabral. - 12

13 N REINO. - PROVISÃO DA MESA DO DESEMBARGO DO PAÇO DE 14 DE MARÇO DE 1822 Sobre posseiros de terrenos que forem concedidos por sesmaria. D. Pedro de Alcantara, Principe do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves, Regente deste Reino do Brazil e nelle Logar Tenente de ElRei Meu Senhor e Pai: Faço saber a vós, Juiz das sesmarias do districto da villa de S. João do Principe, que, sendo vista a representação em que me pedieis houvesse por bem declarar quaes eram as posses que deveis respeitar nas medições de algumas sesmarias, dentro das quaes, achando-se varios individuos arranchados, se queriam estes oppôr ás mesmas medições, sobre cuja materia Mandei ouvir o Desembargador da Corôa e Fazenda: Hei por bem Ordenar-vos procedais nas respectivas medições e demarcações, sem prejudicar a quaesquer possuidores que tenham effectivas culturas no terreno, porquanto devem elles ser conservados nas suas posses, bastando para titulo as Reaes Ordens, para que as mesmas posses prevaleçam ás sesmarias posteriormente concedidas, visto que, na conformidade do Decreto de 3 de Janeiro de 1781, e da Ordem que foi expedida ao vice Rei do Rio de Janeiro de 1781, Luiz de Vasconcellos e Souza, em 14 de Abril de 1789, e ao Governador da Capitania de S. Paulo, Antonio Manoel de Mello, em 4 de Novembro dito, não se deve fazer despojar os moradores de qualquer terreno por causa de sesmarias posteriormente concedidas, e sendo anteriores, devem ser judicialmente convencidos, depois de serem ouvidos com os embargos que tiverem, e que deverão competentemente offerecer ás respectivas medições. O que assim havereis por entendido, e cumprireis pela parte que vos toca. O Principe Regente o Mandou pelos Ministros abaixo assignados, do Conselho de S. Magestade, e seus Desembargadores do Paço. Joaquim José da Silveira a fez no Rio de Janeiro aos 14 de Março de José Caetano de Andrade Pinto a fez escrever. - Dr. Antonio José Caetano de Andrade Pinto a fez escrever. - Dr. Antonio José de Miranda. - Claudio José Pereira da Costa. N REINO.- PROVISÃO DA MESA DO DESEMBARGO DO PAÇO DE 24 DE MARÇO DE Sobre os posseiros de terrenos que forem concedidos por sesmaria. D. Pedro de Alcantara, Proncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves, Regente dete Reino do Brazil e nelle Logar Tenente de ELRei Meu Senhor e Pai: Faço saber a vós, Juiz das sesmarias do districto da villa de S.João do Principe, que, sendo vista a representação em que me pedieis houvesse por bem declarar quaes eram as posses que devieis respeitar nas mediações de algumas sesmarias, dentro das quaes, achando-se varios individuos arranchados, se queriam estes oppor às mesmas medições, sobre cuja matéria Mandei ouvir o Desembargador da Corôa e Fazenda: Hoi por bem Ordenar-vos procedais nas respectivas medições e demarcações, sem prejudicar a quaesquer possuidores que tenham effectivas culturas no terreno, porquanto devem elles ser conservados nas suas posses, bastando para título as Reaes Ordens, para que as mesmas posses prevaleçam às sesmarias posteriormente concedidas, visto que, na conformidade do Decreto de 3 de Janeiro de 1781, e da Ordem que foi expedida ao Vice Rei do Rio de Janeiro de 1781, e da Ordem que foi expedida ao Vice Rei do Rio de Janeiro. Luiz de Vasconcellos e Souza, em 14 de Abril de 1789, e ao Governador da Capitania de S. Paulo, Antonio Manoel de Mello, em 4 de Novembro dito, não se deve fazer despojar os moradores de qualquer terreno por causa das sesmarias posteriormente concedidas, e sendo anteriores, devem ser judicialmente convencidos, depois de serem ouvidos com os embargos que tiverem e que deverão competentemente offerecer ás respectivas medições. O que assim havereis por entendido, e cumprireis pela parte que vos toca. O Principe Regente o Mandou pelos Ministros abaixo assignados, do Conselho de S. Magestade, e seus Desembargadores do Paço. Joaquim José da Silveira a fez no Rio de Janeiro aos 14 de Março de José Caetano de Andrade Pinto a fez escrever. _ Dr. Antonio José de Miranda, - Claudio José Pereira da Costa - 13

14 N.º REINO. - RESOLUÇÃO DE CONSULTA DA MESA DO DESEMBARGO DO PAÇO DE 17 DE JULHO DE 1822 Manda suspender a concessão de sesmarias futuras até a convocação da Assembléa Geral Constituinte. Foi ouvida a Mesa do Desembargo do Paço sobre o requerimento em que Manoel José dos Reis pede ser conservado na posse das terras em que vive há mais de 20 annos com a sua numerosa familia de filhos e netos, não sendo jámais as ditas terras comprehendidas na medição de algumas sesmarias que se tenha concedido posteriormente. Responde o Procurador da Corôa e Fazenda: Não é competente este meio. Deve portanto instaurar o supplicante novo requerimento pedindo por sesmaria as terras de que trata, e de que se acha de posse; e assim se deve consultar. Parece á Mesa o mesmo que ao Desembargador Procurador da Corôa e Fazenda, com quem se conforma. Mas V. A. Real Resolverá o que Houver por bem. Rio de Janeiro, 8 de Julho de CARTA DE LEI - DE 25 DE MARÇO DE Manda observar a Constituição Politica do Imperio, offerecida e jurada por Sua Magestade o Imperador. DOM PEDRO PRIMEIRO, POR GRAÇA DE DEOS, e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Constitucional, e Defensor Perpetuo do Brazil: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que tendo- Nos requerido os Povos deste Imperio, juntos em Camaras, que Nós quanto antes jurassemos e fizessemos jurar o Projecto de Constituição, que haviamos offerecido ás suas observações para serem depois presentes á nova Assembléa Constituinte; mostrando o grande desejo, que tinham, de que elle se observasse já como Constituição do Imperio, por lhes merecer a mais plena approvação, e delle esperarem a sua individual, e geral felicidade Politica: Nós Juramos o sobredito Projecto para o observarmos e fazermos observar, como Constituição, que d ora em diante fica sendo deste Imperio; a qual é do theor seguinte: CONSTITUIÇÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL EM NOME DA SANTISSIMA TRINDADE. TITULO 1.º Do Imperio do Brazil, seu Territorio, Governo, Dynastia, e Religião. Art. 1. O IMPERIO do Brazil é a associação Politica de todos os Cidadãos Brazileiros. Elles formam uma Nação livre, e independente, que não admite com qualquer outro laço algum de união, ou federação, que se opponha á sua Independencia. - 14

15 Art. 2. O seu territorio é dividido em Provincias na fórma em que actualmente se acha, as quaes poderão ser subdivididas, como pedir o bem do Estado. Art É só Constitucional o que diz respeito aos limites, e attribuições respectivas dos Poderes Politicos, e aos Direitos Politicos, e individuaes dos Cidadãos. Tudo, o que não é Constitucional, póde ser alterado sem as formalidades referidas, pelas Legislaturas ordinarias. Art A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Politicos dos Cidadãos Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a propriedade, é garantida pela Constituição do Imperio, pela maneira seguinte XXII. E garantido o Direito de Propriedade em toda a sua plenitude. Se o bem publico legalmente verificado exigir o uso, e emprego da Propriedade do Cidadão, será elle préviamente indemnisado do valor della. A Lei marcará os casos, em que terá logar esta unica excepção, e dará as regras para se determinar a indemnisação. LEI N.º de 21 de Outubro de Fixando a Despeza e orçando a Receita para os exercícios de , e Dom Pedro Segundo, por Graça de Deos, e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Constitucional, e Defensor Perpetuo do Brasil, Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que a Assembléa Geral Decretou, e Nós Queremos a Lei seguinte. Art. 35. Fica creado hum Registro geral de hypothecas, nos lugares e pelo modo que o Governo estabelecer nos seus Regulamentos. LEI N.º 601 de 18 de Setembro de Dispoem sobre as terras devolutas no Imperio, e ácerca das que são possuidas por titulo de sesmaria sem preenchimento das condições legaes, bem como por simples titulo de posse mansa e pacifica: e determina que, medidas e demarcadas as primeiras, sejão ellas cedidas a titulo oneroso assim para emprezas particulares, como para o estabelecimento de Colonias de nacionaes, e de estrangeiros, autorisado o Governo a promover a colonisação estrangeira na fórma que se declara. Dom Pedro Segundo, por Graça de Deos, e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que a Assembléa Geral Decretou, e Nós Queremos a Lei seguinte. Art. 1.º Ficão prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro titulo que não seja o de compra. Exceptuão-se as terras situadas nos limites do Imperio com paizes estrangeiros em huma zona de dez leguas, as quaes poderão ser concedidas gratuitamente. Art. 2.º Os que se apossarem de terras devolutas ou de alheias, e nellas derribarem matos, ou lhes puzerem fogo, serão obrigados a despejo, com perda de bemfeitorias, e demais soffrerão a pena de - 15

16 dous a seis mezes de prisão, e multa de cem mil réis, alêm de satisfação do damno causado. Esta pena porêm não terá lugar nos actos possessorios entre heréos confinantes. Unico. Os Juizes de Direito nas correições que fizerem na fórma das Leis e Regulamentos, investigarão se as Autoridades a quem compete o conhecimento destes delictos poem todo o cuidado em processa-los e puni-los, e farão effectiva a sua responsabilidade, impondo no caso de simples negligencia a multa de cincoenta a duzentos mil réis. Art. 3.º São terras devolutas: 1.º As que não se acharem applicadas a algum uso publico nacional, provincial, ou municipal. 2.º As que não se acharem no dominio particular por qualquer titulo legitimo, nem forem havidas por sesmarias e outras concessões do Governo Geral ou Provincial, não incursas em commisso por falta do cumprimento das condições de medição, confirmação e cultura. 3.º As que não se acharem dadas por sesmarias, ou outras concessões do Governo, que, apezar de incursas em commisso, forem revalidadas por esta Lei. 4.º As que não se acharem occupadas por posses, que, apezar de não se fundarem em titulo legal, forem legitimadas por esta Lei. Art. 4.º Serão revalidadas as sesmarias, ou outras concessões do Governo Geral ou Provincial, que se acharem cultivadas, ou com principios de cultura, e morada habitual do respectivo sesmeiros ou concessionarios, ou de quem os represente, embora não tenha sido cumprida qualquer das outras condições, com que forão concedidas. Art. 5.º Serão legitimadas as posses mansas e pacificas, adquiridas por occupação primaria, ou havidas do primeiro occupante que se acharem cultivadas, ou com principios de cultura, e morada habitual do respectivo posseiro, ou de quem o represente, guardadas as regras seguintes: 1.º Cada posse em terras de cultura, ou em campos de criação, comprehenderá, alêm do terreno aproveitado, ou do necessario para pastagem dos animaes que tiver o posseiro, outrotanto mais de terreno devoluto que houver contiguo, com tanto que em nenhum caso a extensão total da posse exceda a de huma sesmaria para cultura ou criação, igual ás ultimas concedidas na mesma Comarca ou na mais visinha. 2.º As posses em circunstancias de serem legitimadas, que se acharem em sesmarias ou outras concessões do Governo, não incursas em commisso ou revalidadas por esta Lei, só darão direito á indemnisação pelas bemfeitorias. Exceptua-se desta regra o caso de verificar-se a favor da posse qualquer das seguintes hypotheses: 1.ª, o ter sido declarada boa por sentença passada em Julgado entre os sesmeiros ou concessionarios e os posseiros: 2.ª, ter sido estabelecida antes da medição da sesmaria ou concessão, e não perturbada por cinco annos: 3.ª, ter sido estabelecida depois da dita medição, e não perturbada por dez annos. 3.º Dada a excepção do paragrapho antecedente, os posseiros gozarão do favor que lhes assegura o 1.º, competindo ao respectivo sesmeiro ou concessionario ficar com o terreno que sobrar da divisão feita entre os ditos posseiros, ou considerar-se tambem posseiro para entrar em rateio igual com elles. - 16

17 4.º Os campos de uso commum dos moradores de huma ou mais Freguesias, Municipios ou Comarcas serão conservados em toda a extensão de suas divisas, e continuarão a prestar o mesmo uso, conforme a pratica actual, em quanto por Lei não se dispuzer o contrario. Art. 6.º Não se haverá por principio de cultura para a revalidação das sesmarias ou outras concessões do Governo, nem para legitimação de qualquer posse, os simples roçados, derribadas ou queimas de matos ou campos, levantamentos de ranchos e outros actos de semelhante natureza, não sendo acompanhados da cultura effectiva, e morada habitual exigidas no Artigo antecedente. Art. 7.º O Governo marcará os prazos dentro dos quaes deverão ser medidas as terras adquiridas por posses ou por sesmarias, ou outras concessões, que estejão por medir, assim como designará e instruirá as pessoas que devão fazer a medição, attendendo ás circunstancias de cada Provincia, Comarca e Municipio, e podendo prorogar os prazos marcados, quando o julgar conveniente, por medida geral que comprehenda todos os possuidores da mesma Provincia, Comarca e Municipio, onde a prorogação convier. Art. 8.º Os possuidores que deixarem de proceder á medição nos prazos marcados pelo Governo serão reputados cahidos em commisso, e perderão por isso o direito que tenhão a serem preenchidos das terras concedidas por seus titulos, ou por favor da presente Lei, conservando-o somente para serem mantidos na possse do terreno que occuparem como effectiva cultura, havendo-se por devoluto o que se achar inculto. Art. 9.º Não obstante os prazos que forem marcados, o Governo mandará proceder á medição das terras devolutas, respeitando-se no acto da medição os limites das concessões e posses que se acharem nas circunstancias dos Artigos 4.º e 5.º Qualquer opposição que haja da parte dos possuidores não impedirá a medição; mas, ultimada esta, se continuará vista aos oppoentes para deduzirem seus embargos em termo breve. As questões judiciarias entre os mesmos possuidores não impedirão tão pouco as diligencias tendentes á execução da presente Lei. Art. 10. O Governo proverá o modo pratico de extremar o dominio publico do particular, segundo as regras acima estabelecidas, incumbindo a sua execução ás Autoridades que julgar mais convenientes, ou a Commissarios especiaes, os quaes procederão administrativamente, fazendo decidir por arbitros as questões e duvidas de facto, e dando de suas proprias decisões recurso para o Presidente da Provincia, do qual o haverá tambem para o Governo. Art. 11. Os posseiros serão obrigados a tirar titulos dos terrenos que lhes ficarem pertencendo por effeito desta Lei, e sem elles não poderão hypothecar os mesmos terrenos, nem aliena-los por qualquer modo. Estes titulos serão passados pelas Repartições Provinciaes que o Governo designar, pagando-se cinco mil réis de direitos de Chancellaria pelo terreno que não exceder de hum quadrado de quinhentas braças por lado, e outrotanto por cada igual quadrado que demais contiver a posse; e alêm disso quatro mil réis de feitio, sem mais emolumentos ou sello. Art. 12. O Governo reservará das terras devolutas as que julgar necessarias: 1.º, para a colonisação dos Indigenas: 2.º, para a fundação de Povoações, abertura de estradas, e quaesquer outras servidões, e assento de Estabelecimentos publicos: 3.º, para a construcção naval. - 17

18 Art. 13. O mesmo Governo fará organisar por Freguesias o registro das terras possuidas, sobre as declarações feitas pelos respectivos possuidores, impondo multas e penas áquelles que deixarem de fazer nos prazos marcados as ditas declarações, ou as fizerem inexactas. Art. 14. Fica o Governo autorisado a vender as terras devolutas em hasta publica, ou fóra della, como e quando julgar mais conveniente, fazendo previamente medir, dividir, demarcar e descrever a porção das mesmas terras que houver de ser exposta á venda, guardadas as regras seguintes: 1.º A medição e divisão serão feitas, quando o permittirem as circunstancias locaes, por linhas que corrão de norte ao sul, conforme o verdadeiro meridiano, e por outras que as cortem em angulos rectos, de maneira que formem lotes ou quadrados de quinhentas braças por lado demarcados convenientemente. 2.º Assim esses lotes, como as sobras de terras, em que se não puder verificar a divisão acima indicada, serão vendidos separadamente sobre o preço minimo, fixado anticipadamente e pago á vista, de meio real, hum real, real e meio, e dous réis, por braça quadrada, segundo for qualidade e situação dos mesmos lotes e sobras. 3.º A venda fóra da hasta publica será feita pelo preço que se ajustar, nunca abaixo do minimo fixado, segundo a qualidade e situação dos respectivos lotes e sobras, ante o Tribunal do Thesouro Publico, com assistencia do Chefe da Repartição Geral das Terras, na Provincia do Rio de Janeiro, e ante as Thesouraria, com assistencia de hum Delegado do dito Chefe, e com approvação do respectivo Presidente, nas outras Provincias do Imperio. Art. 15. Os possuidores de terra de cultura e criação, qualquer que seja o titulo de sua acquisição, terão preferencia na compra das terras devolutas que lhes forem contiguas, com tanto que mostrem pelo estado da sua lavoura ou criação, que tem os meios necessarios para aproveita-las. Art. 16. As terras devolutas que se venderem ficarão sempre sujeitas aos onus seguintes: 1.º Ceder o terreno preciso para estradas publicas de huma Povoação a outra, ou algum porto de embarque, salvo o direito de indemnisação das bemfeitorias e do terreno occupado. 2. Dar servidão gratuita aos visinhos quando lhes for indispensavel para sahirem á huma estrada publica, Povoação ou porto de embarque, e com indemnisação quando lhes for proveitosa por incurtamento de hum quarto ou mais de caminho. 3.º Consentir a tirada de aguas desaproveitadas e a passagem dellas, precedendo a indemnisação das bemfeitorias e terreno occupado. 4.º Sujeitar ás disposições das Leis respectivas quaesquer minas que se descobrirem nas mesmas terras. Art. 17. Os estrangeiros que comprarem terras, e nellas se estabelecerem, ou vierem á sua custa exercer qualquer industria no Paiz, serão naturalisados querendo, depois de dous annos de residencia pela fórma porque o forão os da Colonia de São Leopoldo, e ficarão isentos do serviço militar, menos do da Guarda Nacional dentro do Municipio. Art. 18. O Governo fica autorisado a mandar vir annualmente á custas do Thesouro, certo numero de colonos livres para serem empregados, pelo tempo que for marcado, em Estabelecimentos agricolas, ou nos trabalhos dirigidos pela Administração publica, ou na formação de Colonias nos lugares em que - 18

19 estas mais convierem; tomando anticipadamente as medidas necessarias para que taes colonos achem emprego logo que desembarcarem. Aos colonos assim importados são applicaveis as disposições do Artigo antecedente. Art. 19. O producto dos direitos da Chancellaria e da venda das terras, de que tratão os Arts. 11 e 14 será exclusivamente applicado, 1.º á ulterior medição das terras devolutas, e 2.º á importação de colonos livres, conforme o Artigo precedente. Art. 20. Em quanto o referido producto não for sufficiente para as despezas a que he destinado, o Governo exigirá annualmente os creditos necessarios para as mesmas despezas, ás quaes applicará desde já as sobras que existirem dos creditos anteriormente dados a favor da colonisação, e mais a somma de duzentos contos de réis. Art. 21. Fica o Governo autorisado a estabelecer, com o necessario Regulamento, huma Repartição especial que se denominará Repartição Geral das Terras publicas e será encarregada de dirigir a medição, divisão, e descripção das terras devolutas, e sua conservação, de fiscalisar a venda e distribuição dellas, e de promover a colonisação nacional e estrangeira. Art. 22. O Governo fica autorisado igualmente á impor, nos Regulamentos que fizer para a execução da presente Lei, penas de prisão até tres mezes, e de multa até duzentos mil réis. Art. 23. Ficão derogadas todas as disposições em contrario. Mandamos por tanto a todas as Autoridades, a quem o conhecimento, e execução da referida Lei pertencer, que a cumprão, e fação cumprir, e guardar tão inteiramente, como n ella se contêm. O Secretariado d Estado dos Negocios do Imperio a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palacio do Rio de Janeiro aos dezoito dias do mez de Setembro de mil oitocentos e cincoenta, vigesimo nono da Independencia e do Imperio. IMPERADOR Com Rubrica e Guarda. Visconde de Mont alegre. Carta de Lei, pela qual Vossa Magestade Imperial Manda executar o Decreto da Assembléa Geral, que Houve por bem Sanccionar, sobre terras devolutas, sesmarias, posses e colonisação. Para Vossa Magestade Imperial Ver. João Gonçalves de Araujo a fez. Eusebio de Queiroz Coitinho Mattoso Camara. Sellada na Chancellaria do Imperio em 20 de Setembro de Josino do Nascimento Silva. Publicada na Secretaria d Estado dos Negocios do Imperio em 20 de Setembro de José de Paiva Magalhães Calvet. - 19

20 Registrada a fl. 57 do Lv. 1.º de Actos Legislativos. Secretaria d Estado dos Negocios do Imperio em 2 de Outubro de Bernardo José de Castro. DECRETO N.º de 30 de Janeiro de Manda executar a Lei N.º 601 de 18 de Setembro de Em virtude das autorisações concedidas pela Lei N. º 601 de 18 de Setembro de 1850, Hei por bem que, para execução da mesma Lei, se observe o Regulamento que com este baixa, assignado por Luiz Pedreira do Coutto Ferraz, do Meu Conselho, Ministro e Secretario d Estado dos Negocios do Imperio, que assim o tenha entendido, e faça executar, Palacio do Rio de Janeiro em trinta de Janeiro de mil oitocentos cincoenta e quatro, trigesimo terceiro da Independencia e do Imperio. Com a Rubrica de Sua Magestade o Imperador. Luiz Pedreira de Coutto Ferraz. Regulamento para execução da Lei N.º 601 de 18 de Setembro de 1850, a que se refere o Decreto desta data. CAPITULO I. Da Repartição Geral das Terras Publicas Art. 1.º A Repartição Geral das Terras Publicas, creada pela Lei N.º 601 de 18 de Setembro de 1850, fica subordinada ao Ministro e Secretario d Estado dos Negocios do Imperio, e constará de hum Director Geral das Terras Publicas, Chefe da repartição, e de hum Fiscal. A Secretaria se comporá de hum Official Maior, dois Officiaes, quatro Amanuenses, hum Porteiro, e hum Continuo. Hum Official e hum Amanuense serão habeis em desenho topographico, podendo ser tirados dentre os Officiaes do Corpo de Engenheiros, ou do Estado Maior de 1.ª Classe. Art. 2.º Todos estes Empregados serão nomeados por Decreto Imperial, excepto os Amanuenses, Porteiro, e Continuo, que o serão por Portaria do Ministro e Secretario de Estado dos Negocios do Imperio; e terão os vencimentos seguintes: Director Geral, quatro contos de réis $000 Fiscal, dois contos e quatrocentos mil réis $000 Official Maior, tres contos e duzentos mil réis $000 Officiaes (cada hum), dois contos e quatrocentos mil -réis $000 Amanuenses (cada hum), hum conto e duzentos mil -réis 1.200$000-20

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ

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