RELATÓRIO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO TC /2011-8

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1 GRUPO II - CLASSE V - Plenário TC / Apenso: TC / (Representação) Natureza: Levantamento Entidades: Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), autarquia vinculada ao Ministério das Cidades Responsável: Luciano Portal Santanna, Superintendente da SUSEP Advogado constituído nos autos: não há Sumário: LEVANTAMENTO REALIZADO PELA 9ª SECEX NA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP), COM O FIM DE CONHECER ASPECTOS CONTÁBEIS, FINANCEIROS, ORÇAMENTÁRIOS E OPERACIONAIS RELACIONADOS À ARRECADAÇÃO E AO EMPREGO DE RECURSOS DO SEGURO DE DANOS PESSOAIS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIA TERRESTRE, OU POR SUAS CARGAS, A PESSOAS TRANSPORTADAS OU NÃO - SEGURO DPVAT, EM FACE DE DETERMINAÇÃO CONSTANTE DO ACÓRDÃO Nº 2.920/2010-TCU-PLENÁRIO. AUTORIZAÇÃO DE AUDITORIA NA SUSEP EM DETERMINAÇÃO. CIÊNCIA À PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, À SUSEP, AO DENATRAN, AO CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS (CNSP) E AOS SENHORES MINISTROS DE ESTADO DA FAZENDA E DAS CIDADES. RELATÓRIO Tratam os autos de levantamento realizado pela 9ª Secretaria de Controle Externo (9ª Secex) na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), com o fim de conhecer aspectos contábeis, financeiros, orçamentários e operacionais relacionados à arrecadação e ao emprego de recursos do Seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores de Via Terrestre, ou por suas cargas, a pessoas transportadas ou não - Seguro DPVAT, em face de determinação constante do Acórdão nº 2.920/2010- TCU-Plenário. 2. O presente instrumento de fiscalização originou-se de representação efetuada pelo Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, por meio da qual comunicou a esta Corte de Contas a ocorrência de supostas irregularidades na aplicação dos recursos provenientes do Seguro DPVAT. 3. Após a análise dos elementos constantes da aludida representação (TC /2008-0), restaram dúvidas a respeito da forma de operacionalização dos recursos e acerca dos custos envolvidos na atividade. Com o objetivo de esclarecer tais dúvidas, o Tribunal determinou a realização deste levantamento. 4. A unidade técnica instruiu o feito apresentando histórico dos fatos relacionados ao assunto e analisando, minuciosamente, as áreas de risco envolvidas, nos seguintes termos: 1

2 2. INTRODUÇÃO 2.1. A obrigatoriedade para a realização de algumas modalidades de seguro foi introduzida pelo Decreto-Lei 73/66, que instituiu os seguros obrigatórios a serem realizados compulsoriamente para algumas atividades O Seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores de Via Terrestre, ou por suas cargas, a pessoas transportadas ou não - Seguro DPVAT, é um seguro de responsabilidade civil obrigatório instituído pela Lei Federal 6194/74, que tem por objetivo cobrir danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre ou por suas cargas, a pessoas transportadas ou não A legislação do modelo de gestão do Seguro DPVAT foi sendo alterada ao longo do tempo. No primeiro modelo de gestão adotado, as seguradoras operavam o seguro individualmente, na forma da Lei 6.194/74. A Resolução CNSP 01/75 criou as normas disciplinadoras e tarifárias do Seguro DPVAT Por este modelo, as seguradoras operavam o Seguro DPVAT de forma independente e concorriam na captação do seguro. O proprietário do veículo contratava o seguro obrigatório diretamente na seguradora de sua escolha, que recebia o prêmio e regulava o sinistro posteriormente. Era necessário caracterizar a culpa do motorista e saber qual era a sua seguradora para que a indenização do Seguro DPVAT fosse solicitada A finalidade social em relação à cobertura do seguro foi comprometida pela descentralização e pela necessidade de se saber qual era a seguradora do segurado, além da comprovação de sua culpa. Não havia vinculação do pagamento do seguro ao processo de licenciamento anual, o que gerava grande inadimplência e vários questionamentos na justiça, além de cobrança ineficiente A Resolução CNSP 11/85 autorizou a inclusão do DPVAT ao DUT - Documento Único de Trânsito, e a Resolução CONTRAN 664/86 incluiu o DPVAT como parte integrante do processo anual de licenciamento de veículos automotores terrestres. Logo, a partir de 1986, o DPVAT passou a ser parte integrante do DUT A Resolução CNSP 06/86, de 25/3/1986, inaugurou o segundo modelo de gestão, quando foi criado o Convênio DPVAT. Por meio do referido instrumento, a FENASEG (Federação Nacional das Seguradoras) firmou convênio com as seguradoras que operavam o Seguro DPVAT, na condição de gestora para administrar seus interesses na operação conjunta e solidária do Seguro DPVAT (Categorias 1, 2, 9 e 10). As categorias 3 e 4 continuaram a fazer o seguro obrigatório na forma do primeiro modelo de gestão Com este segundo modelo de gestão, a arrecadação estava vinculada ao pagamento do licenciamento anual, houve disponibilização de diversos pontos de atendimento das seguradoras aos beneficiários dos seguros em âmbito nacional, a responsabilização solidária de todas as seguradoras, com a centralização das provisões técnicas e padronizações das operações Pelo modelo adotado, a FENASEG por não ser uma seguradora não estava sujeita às restrições regulatórias. A Lei 6404/76, não tipifica convênio como uma associação ou empresa válida, portanto não poderia representar as seguradoras nas esferas judicial e administrativa. Além da limitação da SUSEP na fiscalização do Seguro DPVAT sobre o convênio, uma vez que a FENASEG não é uma seguradora, e sim uma entidade de classe O art. 27 da Lei 8212/91 estabeleceu que as companhias seguradoras, arrecadadoras do seguro, deveriam repassar à Seguridade Social 50% do valor total do prêmio recolhido, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados, vitimados em acidentes de trânsito, ou seja, o repasse cobriria as Despesas de Assistência Médica e Saúde (DAMS) que fossem atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) A operacionalização do repasse das seguradoras para o SUS era efetuada pela FENASEG e foi objeto de auditoria realizada pela Semag no TC / A Lei 8441/92 alterou significativamente dispositivos da Lei 6194/74, e tornou obrigatório o pagamento da indenização do Seguro DPVAT, ainda que o acidente fosse causado por veículo não identificado, seguro não realizado ou vencido, dessa forma, universalizou a cobertura do Seguro DPVAT A Lei 9503/1997 alterou o percentual da Lei 8212/91, e estabeleceu que 5% da arrecadação do Seguro DPVAT deveriam ser destinados ao Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN para a realização de programas voltados à prevenção de acidentes, portanto, do total de prêmios recolhidos, 45% continuariam a ser destinados ao Fundo Nacional de Saúde. 2

3 2.14. O Decreto 2867/1998 explicitou sobre a repartição dos recursos provenientes do Seguro DPVAT, estabelecendo o seguinte: I - 45% para o Fundo Nacional de Saúde, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito, nos termos do parágrafo único do art. 27 da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991; II - 5% do valor bruto recolhido do segurado ao Departamento Nacional de Trânsito, por meio de crédito direto à conta única do Tesouro Nacional, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito, nos termos do parágrafo único do art. 78 da Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997; III - 50% do valor bruto recolhido do segurado à companhia seguradora, na forma da regulamentação vigente A Resolução CNSP 109/2004 autorizou a inclusão dos veículos de transporte coletivo de passageiros (categorias 3 e 4) no convênio DPVAT. Foi criado o Convênio 2 do Seguro DPVAT, também administrado pela FENASEG Finalmente, a Resolução CNSP 154/2006 inaugurando o terceiro e atual modelo de gestão, consolidou as normas disciplinadoras do Seguro DPVAT e dispôs sobre a transformação dos Convênios DPVAT em Consórcios, administrados por uma seguradora especializada, na qualidade de líder dos consórcios, a partir de 01/01/2008. A mencionada norma em seu art. 4º relaciona as categorias de veículos, de forma a separá-las em dois consórcios, a saber: Categoria 1 - automóveis particulares; Categoria 2 - táxis e carros de aluguel; Categoria 3 - ônibus, microônibus e lotação com cobrança de frete (urbanos, interurbanos, rurais e interestaduais); Categoria 4 - microônibus com cobrança de frete, mas com lotação não superior a 10 passageiros e ônibus, microônibus e lotações sem cobrança de frete (urbanos, interurbanos, rurais e interestaduais); Categoria 9 - motocicletas, motonetas, ciclomotores e similares; e Categoria 10 - máquinas de terraplanagem e equipamentos móveis em geral, quando licenciados, camionetas tipo pick-up de até kg de carga, caminhões e outros veículos, a Categoria 10 inclui, também: I - veículos que utilizem chapas de experiência e chapas de fabricante, para trafegar em vias públicas, dispensando-se, nos respectivos bilhetes de seguro, o preenchimento de características de identificação dos veículos, salvo a espécie e o número de chapa; II - tratores de pneus, com reboques acoplados a sua traseira destinados especificamente a conduzir passageiros a passeio, mediante cobrança de passagem, considerando-se cada unidade da composição como um veículo distinto, para fins de tarifação; III - veículos enviados por fabricantes a concessionários e distribuidores, que trafegam por suas próprias rodas, para diversos pontos do País, nas chamadas viagens de entrega, desde que regularmente licenciados, terão cobertura por meio de bilhete único emitido exclusivamente a favor de fabricantes e concessionários, cuja cobertura vigerá por um ano; IV - caminhões ou veículos pick-up adaptados ou não, com banco sobre a carroceria para o transporte de operários, lavradores ou trabalhadores rurais aos locais de trabalho; e V - reboques e semi-reboques destinados ao transporte de passageiros e de carga A Portaria 2797/2007 concedeu à Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A autorização para operar com seguros de danos e de pessoas, especializada em seguro DPVAT e ratificou sua posição como entidade líder dos consórcios, visando gerenciá-los Destaca-se ainda, a Resolução CNSP 150/2006 que alterou a Resolução CNSP 112/2004, e, permitiu que o órgão gestor do Convênio DPVAT (futura Seguradora Líder) ressarcisse às sociedades seguradoras as indenizações pagas referentes a período anterior a 1/1/2005, portanto, antes da criação do convênio 2, que trata da inclusão dos veículos de transporte coletivo de passageiros, categorias 3 e 4, no convênio DPVAT A nova estrutura começou a operar em 01/01/2008, com funcionários e infraestrutura oriundos da FENASEG. Os consórcios reúnem 71 seguradoras, incluindo a própria Seguradora Líder DPVAT, cuja estrutura é composta por 60 acionistas, todas sociedades seguradoras que compõem o mencionado consórcio. 3

4 2.20. O marco legal para a implementação do terceiro modelo de gestão, se deu por meio da Lei 11482/2007 que alterou os artigos 3º, 4º, 5º e 11º da Lei 6194/ Finalmente, a Lei /2009 alterou os artigos 3º, 5º e 12º da Lei 6194/1974, e deu competência ao CNSP para estabelecer anualmente o valor correspondente ao custo da emissão e da cobrança da apólice ou do bilhete do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres Este atual modelo de gestão, implementado a partir de 2008, apresenta as seguintes características: a) A nova seguradora criada (Seguradora Líder) efetua a gestão do Consórcio 1 (categorias 1,2,9,10) e do Consórcio 2 (categorias 3 e 4); b) As Seguradoras Consorciadas permaneceram responsáveis pela garantia das indenizações e pelo atendimento; c) Eliminação da solidariedade entre Consorciadas - a responsabilidade de cada acionista está limitada a sua participação no consórcio; d) A Seguradora Líder DPVAT passou a representar as seguradoras consorciadas nas esferas administrativa e judicial; e) A Superintendência de Seguros Privados - SUSEP passou a poder exercer fiscalização na Seguradora Líder sem questionamentos quanto a sua competência para tal fim. ASPECTOS OPERACIONAIS O Seguro DPVAT é operado por dois consórcios, constituídos com esse fim específico, aos quais as seguradoras deverão firmar contrato de adesão para que possam operar no seguro DPVAT, conforme o disposto no art. 5º da Resolução CNSP 154, de 2006, que aprova as normas disciplinadoras, do Seguro DPVAT (fls. 14/24, vol. princ.) Os consórcios supracitados são geridos por uma seguradora especializada, chamada Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A., que em nome das consorciadas tem a função de recolher os prêmios, coordenar a emissão dos bilhetes, liquidar os sinistros e pagar as despesas de administração com os recursos do consórcio. A sociedade tem capital social de R$ ,00 (quinze milhões de reais), totalmente subscrito e integralizado pelas seguradoras consorciadas que operam o seguro DPVAT Portanto, as seguradoras instituíram dois consórcios para operar o Seguro DPVAT e constituíram uma sociedade por ações, por elas controlada, a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A., para administrar os consórcios Toda a arrecadação, constituição de reservas, aplicação de cobertura, pagamento de sinistros e despesa dos consórcios é administrada pela Seguradora Líder, que remunera e aloca proporcionalmente em cada consorciada a parcela que lhe cabe nas receitas e nas despesas, na forma dos regulamentos dos consórcios e das normas legais vigentes Nestes termos, os prêmios pagos pelos segurados são recolhidos aos cofres da Seguradora Líder, que, como dito anteriormente, administra os recursos Para pleitear a indenização, o interessado deve se encaminhar a qualquer das seguradoras consorciadas, munido da documentação prevista no art. 19 da Resolução CNSP 154/2006, sendo livre a sua escolha quanto a qual seguradora procurar A seguradora que receber a documentação a encaminha à Seguradora Líder, que, por sua vez, analisa os documentos e efetua a regulação do sinistro. Caso sejam detectadas falhas no processo, a documentação é devolvida à seguradora consorciada para as correções devidas junto ao segurado. Estando correta a documentação a Seguradora Líder efetua a liberação do pagamento Às seguradoras consorciadas cabe remuneração por este serviço prestado, bem como a participação na margem de resultado, calculado pelo percentual de 2% sobre o valor total da arrecadação, distribuído na medida de sua participação no consórcio A cada seguradora vinculada ao consórcio cabe o risco pelas operações do seguro DPVAT, na proporção correspondente a sua respectiva quota, participando com esse percentual das receitas e despesas referentes à operação do referido seguro Ressalte-se que a adesão ao consórcio supracitado é livre a qualquer seguradora que preencha os requisitos previstos na Resolução CNSP 154/2006, desde que a solicite Em pesquisa ao site da SUSEP, verificamos a existência de cerca de 70 (setenta) seguradoras cadastradas no consórcio DPVAT. 4

5 ASPECTOS CONTÁBEIS A contabilidade dos consórcios 1 e 2 do Seguro DPVAT é consolidada pela Seguradora Líder. As provisões técnicas são constituídas na forma da Resolução CNSP 153/2006, e são as seguintes: IBNR - provisão de sinistros ocorridos e não avisados; PDA - provisão de despesas administrativas e PSL - provisão de sinistros a liquidar O valor a ser acumulado mensalmente, a título de IBNR, para as categorias do seguro DPVAT, será o equivalente à diferença entre um percentual aplicado sobre os prêmios tarifários arrecadados e o somatório dos sinistros efetivamente pagos; se a diferença for negativa, o valor correspondente deverá ser baixado do IBNR. O percentual aplicado sobre os prêmios tarifários arrecadados é definido pelo CNSP para cada categoria do seguro DPVAT A PSL deverá ser constituída para a cobertura dos valores a pagar por sinistros avisados até a data base de cálculo, de acordo com a responsabilidade retida, a partir dos recursos originados do respectivo IBNR O IBNR deverá ser ajustado considerando a variação mensal da PSL, que deverá ser segregada por sinistros em demanda judicial e sinistros administrativos. Em função disso, na contabilidade da Seguradora Líder, ocorre a segregação em PSL administrativa e PSL judicial A data do aviso de sinistro é considerada para constituição da PSL administrativa como sendo a data do efetivo registro por parte da sociedade seguradora Para cálculo da PSL administrativa devem ser considerados os seguintes valores: na cobertura de morte, valor máximo de indenização estabelecido pelo CNSP; para as demais coberturas: o valor acordado entre a sociedade seguradora e segurado; o valor reclamado pelo segurado, quando aceito pela sociedade seguradora; o valor estimado pela sociedade seguradora, quando não tenha o segurado indicado a avaliação do sinistro; ou o valor igual à metade da soma da indenização reclamada pelo segurado e da estimada pela sociedade seguradora, no caso de divergência de avaliação, limitado ao valor máximo de indenização estabelecido pelo CNSP O valor resultante de sentença transitada em julgado é considerado para a constituição da PSL judicial, juntamente com as ações em trânsito, mas, neste caso, são considerados: o valor acordado entre a sociedade seguradora e segurado; o valor reclamado pelo segurado, quando aceito pela sociedade seguradora; o valor estimado pela sociedade seguradora, quando não tenha o segurado indicado a avaliação do sinistro; ou o valor igual à metade da soma da indenização reclamada pelo segurado e da estimada pela sociedade seguradora, no caso de divergência de avaliação. ASPECTOS FINANCEIROS Os prêmios do Seguro DPVAT são pagos pelos proprietários de veículos automotores quando do licenciamento dos mesmos, e são arrecadados pela rede bancária em conjunto com a cobrança do Imposto Sobre a Propriedade dos Veículos Automotores - IPVA, nos termos dos arts. 1º e 2º do Decreto 2.867/98 e art. 28 da Resolução CNSP 154/ Os prêmios tarifários estabelecidos para os Consórcios 1 e 2, por categorias, foram fixados, para o ano de 2011, em: Categorias Valores de Prêmio Tarifário (R$) 1 96, , , , , , Adicionalmente ao prêmio tarifário do seguro, é cobrado o valor de R$ 4,15 (quatro reais e quinze centavos), a título de custo da emissão e da cobrança da apólice ou do bilhete do Seguro DPVAT, em atendimento ao disposto nos 3º e 4º do art. 12 da Lei 6.194, de 19/9/1974, incluídos pelo art. 30 da Lei , de 4/6/ O total arrecadado do Seguro DPVAT tem a seguinte destinação: Consórcio 1: categorias 1, 2, 9 e 10 (ver item 2.17 desta instrução) Componentes Percentuais (%) SUS 45,0 DENATRAN 5,0 Despesas Gerais 3,6790 Margem de Resultado 2,0 5

6 Corretagem 0,5 Prêmio puro + IBNR 43,8210 Fonte: Resolução CNSP 192/2008, alterada pela Resolução CNSP 215/2011 Consórcio 2: categorias 3 e 4 (ver item 2.17 desta instrução) Componentes Percentuais (%) SUS 45,0 DENATRAN 5,0 Despesas Gerais 8,2088 Margem de Resultado 2,0 Corretagem 8,0 Prêmio puro + IBNR 31,7912 Fonte: Resolução CNSP 192/2008, alterada pela Resolução CNSP 215/ Por determinação da Portaria Interministerial MS/MF/MJ 4044/98 e do Decreto 2867/98, a rede bancária repassa diretamente e sem qualquer retenção os valores correspondentes ao SUS (45%) ao Fundo Nacional de Saúde; os valores correspondentes ao Denatran (5%) ao próprio órgão e os valores correspondentes aos demais itens (50%) à Seguradora Líder O valor cobrado a título de custo da emissão e da cobrança da apólice ou do bilhete do Seguro DPVAT é repassado diretamente à Seguradora Líder, que através destes recursos remunera, dentre outros, as gráficas que confeccionam os prêmios e os bancos arrecadadores A arrecadação é controlada por meio da empresa Megadata Computações Ltda., contratada pela Seguradora Líder, que recebe a base de cobrança dos Departamentos de Trânsito - Detran s e Secretarias de Fazendas - Sefaz de todos os Estados do Brasil, e concilia estes dados com os registros de pagamentos recebidos pelos bancos conveniados, conforme peça Cabe salientar que, conforme exposto no parágrafo 2.44 acima, apenas a metade dos recursos arrecadados com o pagamento dos prêmios do Seguro DPVAT são efetivamente destinados ao sistema segurador, pois a outra parte é destinada ao SUS e ao DENATRAN. Logo, para cada R$ 1,00 a ser aplicado em seguro, e necessária arrecadação de R$ 2, As despesas com a gestão do seguro são pagas de forma centralizada pela Seguradora Líder. As despesas administrativas são pagas diretamente aos fornecedores e prestadores de serviços e as indenizações são pagas diretamente aos segurados A seguradora distribui a margem de resultado (2% do valor total arrecadado com os prêmios) às seguradoras consorciadas na proporção de sua participação individual no Consórcio. FORMAÇÃO DO VALOR DO PRÊMIO Os prêmios tarifários do Seguro DPVAT são estabelecidos por meio de Resoluções emitidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, após estudo atuarial realizado pela SUSEP. Tal estudo baseia-se exclusivamente nos bancos de dados previstos na Circular SUSEP 360/2008 e nos demonstrativos mensais dos resultados dos consórcios, que são encaminhados pela Seguradora Líder à SUSEP Importante ressaltar que o prêmio não é destinado em sua totalidade para arcar com o pagamento de indenizações, sendo em parte destinado a finalidades diversas, conforme descrito no quadro a seguir: Percentuais de repasse dos prêmios tarifários arrecadados, vigente em 2011 Componentes Percentuais Consórcio I (%) Percentuais Consórcio II (%) SUS 45,0 45,0 DENATRAN 5,0 5,0 Despesas administrativas 3,6790 8,2088 Margem de resultado 2,0 2,0 Corretagem 0,5 8,0 Prêmio puro + IBNR 43, ,7912 Fonte: Resolução SUSEP 215/ Desta forma, apenas 50% do prêmio é destinado ao pagamento de indenizações e a operacionalização do seguro DPVAT, sendo os outros 50% destinados ao SUS e ao DENATRAN Para a definição dos preços dos prêmios a SUSEP parte da premissa básica de que o montante dos prêmios puros arrecadados deve ser suficiente para arcar com os sinistros administrativos que ocorrerão no ano de análise, independente de quando serão pagos, mais os sinistros judiciais que serão pagos no ano de análise, bem como os custos e despesas necessários a operacionalização do sistema. 6

7 2.55. Inicialmente a SUSEP, com base nas informações enviadas pela Seguradora Líder, via Formulários de Informações Periódicas e demonstrativos mensais dos resultados dos consórcios, projeta atuarialmente, para o ano seguinte, os sinistros a ocorrer, com fundamento em uma série histórica de sinistros ocorridos. Nesse montante, considera tanto os sinistros que ocorrerão e serão avisados no ano, como aqueles que ocorrerão mas não serão avisados. Os primeiros irão compor o prêmio puro e os segundos a IBNR (provisão destinada a arcar com sinistros ocorridos em determinado ano e avisado nos anos posteriores) Ao valor obtido a Autarquia acrescenta as despesas administrativas apresentadas pela Seguradora Líder e aprovadas pelo Conselho Diretor da Susep, obtendo, então, o valor total que será necessário ao pagamento das indenizações e das despesas administrativas do Sistema Seguro DPVAT Considerando que a parte destinada ao pagamento dos prêmios e das despesas administrativas representa apenas 47,5% do total prêmio do Seguro DPVAT no consórcio 1 e 40% no consórcio 2, conforme exposto no item 2.52 desta instrução, a SUSEP, por meio de uma regra de três simples, estima a receita total necessária a ser cobrada da sociedade O valor obtido é então dividido pelo número total de bilhetes a serem emitidos no ano objeto de análise (calculado com base no número de bilhetes emitidos em anos antecedentes), chegando-se então aos valores unitários dos prêmios O valor final é submetido ao Conselho Nacional de Seguros Privados que após análise estabelece o valor definitivo dos prêmios tarifários Adicionalmente ao prêmio tarifário do seguro, é cobrado um valor a título de custo da emissão e da cobrança da apólice ou do bilhete do Seguro. Tal valor é determinado a partir de despesas projetadas pela Seguradora Líder e apresentadas à SUSEP, que emite parecer prévio e encaminha o processo ao CNSP que estabelece o valor final Os recursos arrecadados com a cobrança da apólice são destinados ao pagamento de despesas relacionadas com a arrecadação, tais como o custo com cobrança bancária, emissão de bilhetes, processamento de dados e outras despesas com arrecadação. Atualmente o valor da apólice está definido em R$ 4,15 e representa uma arrecadação de recursos que montam em aproximadamente R$ ,25, para o ano de Os valores dos prêmios tarifários e da apólice do Seguro DPVAT, a serem cobrados no ano de 2011, estão estabelecidos na Resolução CNSP 215/2010. FISCALIZAÇÕES REALIZADAS PELA SUSEP A fiscalização exercida pela SUSEP no âmbito do Consórcio do Seguro DPVAT foi realizada de forma pontual e centrada na Seguradora Líder dos Consócios DPVAT, entidade que administra o consórcio e consolida seus resultados. Durante o ano de 2008 não foi realizada nenhuma atividade de fiscalização relacionada ao seguro em comento; no ano de 2009 foi realizada uma fiscalização; e no ano de 2010, duas fiscalizações, conforme descrito a seguir: a) Processo / : refere-se à fiscalização realizada no período de março a abril de 2009, que teve por objeto a análise da governança corporativa e da eficácia dos sistemas de controles internos da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT. O objetivo do trabalho foi avaliar a estrutura organizacional da sociedade, bem como aspectos relacionados à transparência da forma de administração dos negócios e seu sistema de controle interno. Como resultado do trabalho foram detectadas diversas deficiências apresentadas através da tabela de deficiências (peça 9). b) Processo / : refere-se à fiscalização realizada no período de junho a setembro de 2010, que teve por objeto análise de processos de sinistros judiciais. O objetivo do trabalho foi inferir sobre a consistência dos registros que dão base à Provisão de Sinistros a Liquidar - Judicial, a partir da avaliação de informações e documentos requisitados à Seguradora Líder, relativos a sinistros pagos em juízo ou por ordem judicial. A equipe de fiscalização, no entanto, não apresentou manifestação conclusiva sobre o tema (peça 8). c) Processo / : refere-se à fiscalização realizada no período de 26/4 a 27/8/2010 que teve por objeto verificar a atuação da área de TI bem como a existência e cumprimento da política de segurança na Seguradora Líder. O objetivo do trabalho foi averiguar as principais atividades da área de TI tais como, metodologia de desenvolvimento, centro de processamento de dados, gerência de mudanças, armazenamento e backup de dados, assim como a existência de um plano de continuidade dos negócios e a realização de testes periódicos do plano. Em sua conclusão foram detectadas 7

8 deficiências nas áreas verificadas conforme tabela de deficiências (peça 10). Concluiu também haver uma grande dependência da Companhia em relação ao prestador de serviços Megadata Por ocasião da apreciação do pedido de revisão tarifária para 2011, objeto do processo / , a equipe de fiscalização emitiu parecer acerca das despesas administrativas projetadas pela Seguradora Líder dos Consórcios DPVAT para o exercício de 2011 (peça 26). Foram avaliados o detalhamento, a justificativa e o fornecimento da documentação suporte das despesas administrativas escolhidas em amostra que considerou a natureza, relevância ou variação dos saldos das contas. Foi estimada a necessidade de aumento dos prêmios tarifários destinados a cobrir as despesas administrativas, à média de 15% aa, durante cinco anos, a partir de Cabe informar que foram instaurados na SUSEP os processos / , / , / e / , que tratam de diligências realizadas pela SUSEP com o objetivo de atender demandas específicas encaminhadas pelo Poder Judiciário, em virtude de ações judiciais impetradas por beneficiários do DPVAT A SUSEP aprovou um plano de fiscalização para 2011, que contempla aspectos relacionados com a análise mais aprofundada das despesas administrativas, incluindo aspectos referentes à natureza, conveniência e oportunidade de sua realização, e que prevê o acompanhamento mensal de despesas administrativas, em especial as relacionadas aos convênios firmados com a Funenseg, Fenacor, Fenaseg e Megadata (peça 23). 3. ÁREAS DE RISCO Descolamento entre o valor arrecadado e as indenizações pagas pelo seguro 3.1. A Secretaria de Macroavaliação Governamental - SEMAG, que faz o acompanhamento das receitas do seguro DPVAT por força do Acórdão 1861/ Plenário detectou um descolamento das receitas do seguro DPVAT em relação aos valores de indenização pagas, conforme pode ser observado no gráfico, produzido no Relatório e Parecer Prévio sobre as Contas do Governo da República - Exercício de 2009, pg. 94 do referido Parecer: 6000, , , , , ,00 Arrecadação e Indenizações Pagas R$ milhões 0,00 Indenizações pagas Arrecadação 3.2. O gráfico apresentado pela SEMAG foi corroborado por esta Equipe de Levantamento quando do levantamento de dados das arrecadações de prêmios no período de 2000 a 2010 e os volumes de indenizações desembolsados no referido período, consolidado para todas as categorias, incluindo despesas médicas, invalidez e morte, conforme a tabela a seguir: ano arrecadação de prêmios Volumes de indenizações pagas (desp. Médicas. Invalidez e morte) 2000 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 8

9 2008 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ , R$ ,75 R$ , Na tabela a seguir verifica-se o total de arrecadação de prêmios no período de 2000 a 2010, receita de prêmios mais taxa de corretagem (2% para as categorias 1,2, 9 e 10, e 8% para as categorias 3 e 4), repasses obrigatórios e outros repasses que eram efetuados até o ano 2000 por determinação do CNSP: Arrecadação total e receita de prêmios da Repasses obrigatórios (R$) Outros Repasses (R$) seguradora (R$) ano Arrecadação total Receita de prêmios de prêmios + corretagem FNS Denatran SUSEP FUNENSEG SINCOR , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , A diferença entre a receita de prêmios e o volume de indenizações pagas, conforme a Resolução 215/2010 do CNSP, destina-se a cobrir a margem de resultado (2%), corretagem, despesas gerais, constituição de PDA (Provisão para Despesas Administrativa), constituição de PSL (Provisão de Sinistros a Liquidar) administrativo e judicial. Conforme a tabela a seguir, que apresenta o resultado consolidado de todas as categorias no período de 2000 a 2010, essa diferença foi a seguinte: ano Receita de prêmios + corretagem indenizações pagas (desp. Médicas. Rec de prêm - ind. Pg. Invalidez e morte) 2000 R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , R$ ,00 R$ ,00 R$ , Como se pode perceber na tabela anterior houve uma redução entre 2004 e 2005 de aproximadamente 57% na diferença entre a receita de prêmios e indenizações pagas, a partir de 2006 até 2010, ocorreu um salto, da ordem de 470% nesta diferença Os reajustes concedidos no período 2000/2010 para os consórcios 1 e 2 foram nos anos de 2000, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2010, respectivamente pelas Resoluções CNSP 35/2000; 112/2004; 138/2005; 151/2006; 174/2007; 192/2008 e 215/2010. Portanto, o prêmio do Seguro DPVAT sofreu reajuste em sete dos dez anos ilustrados anteriormente A SUSEP tem levantamento, realizado em 11/2010, peça 26, p. 1-18, da área responsável pela avaliação de tarifas do Seguro DPVAT, que apontam a necessidade de reajuste de prêmios sucessivos para amortização de déficit causado pela projeção de aumento das ações judiciais para os próximos 5 anos, da ordem de 10,88%, a cada ano, até 2015, para o consócio 1, e, 20,47% ao ano, até 2015, para o consórcio Desta forma, entendemos pertinente que este Tribunal realize auditoria na Susep de forma a verificar a conformidade da atuação da Susep no sentido de analisar a pertinência dos custos que compõem o prêmio de seguro DPVAT, uma vez que tal custo é suportado por parcela significativa da sociedade. Pagamento de despesas judiciais anteriores à formação do convênio Após análise do Processo / , referente à fiscalização realizada no período de junho a setembro de 2010, que teve por objeto análise de processos de sinistros judiciais, 9

10 verificamos que a Sociedade Seguradora Líder está assumindo obrigações, via PSL-Judicial, de sinistros ocorridos em anos distantes, tais como de 1981 a 1985, conforme listagem (peça 8, p. 2-5) Ou seja, as seguradoras foram demandadas judicialmente por sinistros ocorridos entre 1981 e 1985, condenadas a pagar as indenizações respectivas, e a Seguradora Líder assumiu o risco (custo) do sinistro, ressarcindo administrativamente o valor pago pela seguradora condenada ao pagamento da indenização Ocorre que, nesse período, as Sociedades Seguradoras operavam o Seguro DPVAT de forma independente, recebendo para si o valor dos prêmios e assumindo, portanto, os riscos dos sinistros, não cabendo, portanto, que a Seguradora Líder repare às seguradoras as indenizações que foram obrigadas a pagar, haja vista que elas contrataram diretamente o seguro, receberam integralmente o valor do prêmio e assumiram os riscos do negócio, como em uma operação regular de seguro Somente a partir de 25/03/1986 com a criação do Convênio DPVAT, por meio do qual a FENASEG (Federação Nacional das Seguradoras) firmou convênio com as seguradoras que operavam o Seguro DPVAT, na condição de gestora para administrar seus interesses na operação conjunta e solidária do Seguro DPVAT, é que os riscos passaram a ser solidários Como no referido processo de fiscalização, a SUSEP não se manifestou sobre o fato, solicitamos à Superintendência, por meio da Requisição FISCALIS 156/2011-7/9ª SECEX, peça 11, p , qual seu posicionamento sobre o assunto e quais as medidas adotadas para verificar o aspecto qualitativo das ações judiciais, cujas responsabilidades, são repassadas à Seguradora Líder Em resposta, peça 12, a SUSEP informou que a Seguradora Líder não assume administrativamente os pagamentos de indenizações referentes a sinistros ocorridos no período de 1981 a 1985, exceto se o sinistro for decorrente de acidente de trânsito em que o veículo não tenha sido identificado Informou ainda que a equipe de supervisão contínua da SUSEP verificará, com base em amostragem, a fidedignidade das bases de dados encaminhadas à SUSEP, o que englobará tanto os sinistros administrativos como os judiciais. A verificação incluirá a data do sinistro, data do aviso do sinistro, data da indenização, tipo de sinistro, categoria do veículo, cobertura do seguro, valor indenizado ou provisionado Embora a SUSEP tenha informado que a Seguradora Líder não assume administrativamente os pagamentos de indenizações referentes a sinistros ocorridos no período de 1981 a 1985, salvo no caso de sinistro decorrente de acidente de trânsito em que o veículo não tenha sido identificado, verificamos nos autos do Processo / a presença de ações referentes a sinistros ocorridos neste período em que os veículos foram identificados, mas mesmo assim o consórcio assumiu o risco e reembolsou à seguradora o valor da indenização paga Cite-se como exemplo o Processo da 3ª Vara Cível da Comarca da Capital - RJ, peça 13. Embora o sinistro tenha ocorrido em 1983 e o veículo esteja identificado, placa RJ/SZ 4825, a Seguradora Líder, que não era ré no processo, reembolsou, administrativamente, a Seguradora Bradesco Seguros, condenada, no processo, ao pagamento da indenização Importante ressaltar que esses ressarcimentos são repassados à sociedade mediante aumento no valor dos prêmios pagos pelos proprietários de veículos automotores. Ressalte-se também que as seguradoras que estão sendo indenizadas são acionistas e controladoras da Seguradora Líder Desta feita, entendemos cabível determinar à SUSEP que efetue levantamento das ações referentes a sinistros ocorridos antes da criação do Convênio DPVAT, cuja responsabilidade esteja sendo indevidamente repassada à Seguradora Líder, haja vista tratar-se de responsabilidade exclusiva da seguradora que contratou, de forma independente, o referido seguro. Despesas administrativas da Seguradora Líder Parte componente do valor do prêmio é constituída pelas despesas administrativas da Seguradora Líder necessárias à operacionalização do seguro DPVAT Tais despesas são previamente estimadas pela Seguradora Líder e submetidas à SUSEP, que, após sua aprovação, são repassadas ao valor do prêmio, passando a integrá-lo Em um mercado regular de seguros, a Seguradora irá adaptar suas despesas administrativas de modo a minimizá-las, haja vista que sua elevação irá repercutir no preço do prêmio o que irá lhe retirar competitividade no mercado e reduzir seu lucro Ocorre que, no mercado do seguro DPVAT, as despesas da Seguradora Líder podem ser livremente repassadas para o valor do Prêmio do seguro, uma vez que a Seguradora Líder detém o 10

11 monopólio deste seguimento, não podendo os contribuintes sequer deixar de contratá-lo, pois se trata de seguro obrigatório Por outro lado, considerando que o lucro do consórcio está fixado em uma margem fixa de 2% sobre o valor arrecadado, o aumento das despesas administrativas eleva o lucro das seguradoras, ao contrário do que ocorre no mercado regular de seguros. A lógica é simples, aumento nas despesas administrativas eleva o preço dos prêmios, que por sua vez eleva a arrecadação, que eleva o lucro do consórcio Tal peculiaridade já foi detectada pela equipe de auditoria da SUSEP que em seu relatório de fiscalização SUSEP/DEFIS/GESUP/25/2009, datado de 29/12/2009, peça 14, p. 8-10, após detectar a presença de despesas com convênios, firmados pela Seguradora Líder, sem mensuração do montante dos serviços prestados, levantou o seguinte questionamento:... tais constatações nos levam a submeter à SUSEP uma questão conceitual, porém aplicada ao caso concreto dos convênios que ora se examina. Na qualidade de empresa privada, a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT se aplica o princípio de que a empresa pode fazer tudo que a lei não proíbe. Nessa linha, as contratações efetuadas não mereceriam ser objeto de nossa especial apreciação como órgão regulador e fiscalizador do mercado de seguros. A avaliação da eficiência dos convênios ocorreria por conta daqueles aos quais cabe administrar e controlar a sociedade, tais como as áreas de controle e auditoria interna, a diretoria executiva, os conselhos de administração e fiscal e os acionistas. Contudo o Seguro DPVAT possui natureza compulsória e o prêmio arcado pelos consumidores (todos proprietários de veículos automotores de via terrestre) é definido pelo poder público, no caso o Conselho Nacional de Seguros Privados-CNSP, por proposta da SUSEP. (...) Então, a questão que se coloca é se cabe à SUSEP apenas fiscalizar a regularidade dos procedimentos e a situação econômico-financeira da Seguradora Líder, funções que exerce sobre todas as demais seguradoras autorizadas a operar, ou, dada a natureza singular do seguro DPVAT, e da seguradora que o administra, deve ir mais longe e verificar a qualidade da aplicação dos recursos para além da avaliação das condições de solvência e liquidez da Sociedade? Importa lembrar que os custos administrativos do seguro, onde estão inseridas as despesas com convênios, são partes componentes do custo tarifário a ser suportado por ampla parcela da sociedade. (...) Por fim, em face das questões levantadas nos parágrafos relativos aos convênios firmados pela Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT com entidades citadas, ligadas ao Sistema de Seguros, somos da opinião que deva ser requisitada apreciação da Procuradoria Federal na SUSEP sobre o assunto No âmbito do processo / , que abordava o estudo das estimativas de valores dos prêmios para 2011, e equipe técnica da SUSEP, ao avaliar as despesas administrativas projetadas pela Seguradora Líder para o ano de 2011, propôs a glosa dos valores referentes a dois convênios firmados com a FENACOR e a FUNENSEG, conforme parecer SUSEP/CGFIS/COSU1/DIRJ/07/2010, datado de 5/11/2010, peça 15, p O Coordenador-Geral da CGFIS concordou parcialmente com a equipe técnica, mas discordou quanto à glosa dos valores nos seguintes termos: Diante desta diversidade de fatores, a CGFIS se viu a frente de uma questão conceitual a esclarecer. De um lado, a discricionariedade da empresa em contratar serviços que visem melhorar a gestão ou a divulgação do Seguro DPVAT, ou seja, a natureza privada da gestão dos seguros. De outro lado a natureza compulsória do Seguro DPVAT, onde os custos administrativos do seguro são partes componentes do custo tarifário a ser suportados por ampla parcela da sociedade. Neste contexto, entendeu que a questão suscitada deveria sofrer apreciação jurídica, visando definir o escopo de avaliação da SUSEP, no que diz respeito às estimativas de valores a serem destinados às despesas administrativas do próximo exercício fiscal para o cálculo da tarifa do seguro. (grifo nosso) O tema foi encaminhado à procuradoria Federal na SUSEP que após debruçar-se sobre o assunto concluiu:... se encontra dentro do âmbito do poder de polícia desta Autarquia, a averiguação de legitimidade das justificativas da Seguradora Líder para as despesas administrativas relacionadas ao seguro DPVAT. Ela abrangerá: a motivação para celebração dos contratos - critério para a escolha do prestador, prévia tomada de preços; a definição clara dos respectivos objetos; a adequada gestão da 11

12 execução do contrato com verificação do efetivo cumprimento da obrigação. Peça 16, datado de 22/11/2010. (...) compete à SUSEP, por sua vez, na condição de entidade supervisora, fiscalizar a efetiva aplicação dos recursos arrecadados, bem como verificar a razoabilidade e a pertinência das despesas com o seguro obrigatório, seja para subsidiar as decisões do CNSP sobre a matéria, seja para apurar eventual responsabilidade por malversação dos recursos. Peça 17, datado de 6/12/ Com base neste entendimento, e por determinação do Conselho Diretor da SUSEP, a Autarquia aprovou um plano de fiscalização para 2011 em que contempla aspectos relacionados com a análise mais aprofundada das despesas administrativas, incluindo aspectos relacionados à natureza, conveniência e oportunidade de sua realização, e que prevê o acompanhamento mensal de despesas administrativas, em especial as relacionadas aos contratos firmados com a Funenseg, Fenacor, Fenaseg e Megadata, peça Pactuamos com a equipe de auditoria da SUSEP o entendimento de que, no caso peculiar do Seguro DPVAT, as fiscalizações devem abordar não apenas aspectos relacionados à solvência e liquidez da sociedade, mas incluir também análise mais criteriosa das despesas administrativas da Seguradora Líder, haja vista a natureza pública e compulsória dos recursos que financiam este seguimento Para melhor explicitar a importância de um maior cuidado na análise destas despesas, salientamos que, considerando a composição do Prêmio do Seguro DPVAT, exposta no item 2.52 da presente instrução, o aumento de R$ 1,00 de despesas administrativas eleva o valor total arrecadado em R$ 2, Destarte, as despesas administrativas aprovadas para o ano de 2011, no montante de R$ ,00, acarretaram um acréscimo total de R$ ,22 no valor a ser arrecadado, valor este que será suportado, de forma compulsória, por significativa parcela da sociedade, via pagamento de prêmios do seguro obrigatório Desta forma entendemos pertinente que esta Corte de Contas, determine à SUSEP que efetue fiscalização na Seguradora Líder com o objetivo de avaliar a adequação das despesas administrativas do Consórcio DPVAT, em especial as despesas com convênios, que influirão na formação do valor da tarifa do Seguro DPVAT, para o ano de Elevado crescimento de despesas judiciais A Susep apresentou para a equipe de auditoria, por meio da área responsável pela avaliação de tarifas do Seguro DPVAT, estudos que apontam a necessidade de reajuste de prêmios sucessivos para amortização do déficit em 5 anos, da ordem de 10,88% a cada ano até 2015 para o consócio 1, e 20,47% ao ano até 2015 para o Consórcio 2, peça 26, p Tal estudo está baseado na necessidade projetada de aumento do IBNR e da PSL judicial em função de passivos assumidos pela Seguradora Líder os quais estariam com forte elevação (crescimento exponencial), podendo, segundo área responsável na Susep pelo cálculo do valor do prêmio do seguro, acarretar insolvência ao sistema, conforme pode ser observado na tabela a seguir, extraída da peça 27, p.7. Ano R$ Variação , ,45 191,5% ,77 243,8% ,28 61,1% ,94 97,6% ,43 69,8% ,92 83,3% Variação acumulada 9821,5% Após análise de processo SUSEP /2010/04, peça 13, verificamos que o elevado aumento das despesas com pagamentos de indenizações pela via judicial vem ocorrendo pelo fato de que a Sociedade Seguradora Líder está assumindo obrigações referentes a ações judiciais ocorridas e comunicadas em anos anteriores a formação dos consórcios 1 e 2. 12

13 3.37. Ocorre que as ações judiciais comunicadas antes da constituição dos referidos consórcios devem ter sido adequadamente provisionadas no patrimônio das seguradoras que operavam o seguro, conforme determina a Resolução CNSP 153/2006. Desta forma, as seguradoras devem possuir ativos para as provisões decorrentes daqueles sinistros em seu balanço patrimonial nos termos estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional, não cabendo, portanto, constituí-las novamente no âmbito do Consórcio Parte componente do valor do prêmio é constituída pela projeção de despesas para a constituição da IBNR e PSL judicial da Seguradora Líder (Prêmio Puro + IBNR) necessárias à solvência do seguro DPVAT Ocorre que, no mercado do seguro DPVAT, as despesas decorrentes da projeção de despesas para a constituição da IBNR e PSL judicial da Seguradora Líder podem ser livremente repassadas para o valor do Prêmio do seguro haja vista que a Seguradora Líder detém o monopólio deste seguimento, não podendo os contribuintes sequer deixar de contratá-lo, pois se trata de seguro obrigatório Por outro lado, considerando que o lucro do consórcio está fixado em uma margem fixa de 2% sobre o valor arrecadado, o aumento da projeção de despesas para a constituição da IBNR e PSL judicial eleva o lucro das seguradoras, ao contrário do que ocorre no mercado regular de seguros. A lógica é simples, aumento nas despesas eleva o preço dos prêmios, que por sua vez eleva a arrecadação, que eleva o lucro do consórcio, como já apresentado no item Além disso, há o TC /2011-1, anexo aos autos, que trata de representação encaminhada ao Tribunal por Procurador da República em Montes Claros, Sr. André de Vasconcelos Dias, dando notícia sobre a existência de possíveis irregularidades em pagamentos do Seguro DPVAT, efetuados mediante acordos judiciais O Sr Procurador da República encaminhou cópias de alguns processos, nos quais a Seguradora Líder faz acordos com os acidentados para complementação de pagamentos que foram efetuados administrativamente, antes do término da ação judicial, mesmo que legalmente o acidentado não tenha tal direito, uma vez que administrativamente já tenha recebido o valor pelo dano causado no acidente O Sr. Procurador formulou representação a esta Egrégia Corte de Contas, a fim de: (1) apurar as omissões da SUSEP na fiscalização das sociedades seguradoras que operam o seguro DPVAT, e, adotar as providências que entender cabíveis; (2) auditar as contas das sociedades seguradoras que operam o seguro DPVAT, com o fito de mensurar o valor total do prejuízo ao Erário; (3) determinar a imediata sustação dos pagamentos ilegais Em relação às propostas 2 e 3, formuladas pelo Sr. Procurador da República em Montes Claros, entende-se que o TCU não possui competência para agir, pois trata-se de recursos administrados por entidade privada, fiscalizada por entidade pública - SUSEP -, esta sim passível de verificação quanto a sua atuação pelo TCU. Portanto, sendo possível a esta Corte de Contas agir em relação à proposta 1 da representação formulada pelo Sr. Procurador da República, mas não em relação às propostas 2 e Em 3/06/2011, é protocolado o Ofício 574/ MPF/PRM-MOC/GAB/AVD, em que a Procuradoria da República no Município de Montes Claros/MG comunica que declinou de suas atribuições no inquérito civil público / em favor da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, Ofício de Patrimônio Público, em função de a SUSEP e a Seguradora Líder dos Consórcios de Seguros DPVAT estarem localizadas nesta capital estadual Ante o exposto nos itens 3.34 a 3.44, entendemos cabível que o TCU determine à SUSEP que efetue fiscalização na Seguradora Líder para verificar a legalidade da constituição das provisões para pagamentos de ações judiciais comunicadas em anos anteriores, em discordância com o que determina a Resolução CNSP 153/2006 da SUSEP, além de verificar a procedência de acordos judiciais que estão sendo firmados entre a Seguradora Líder e acidentados, para complementação de pagamentos que foram efetuados administrativamente, antes do término da ação judicial. 5. Com base nos fatos e nas análises acima acerca das questões tratadas no levantamento realizado na SUSEP, a 9ª Secex concluiu na forma abaixo transcrita: 4.1. Prevê a Portaria SEGECEX 15/2011, de 9/5/2011, em seu artigo 2º, que os processos que documentam levantamentos devam ser considerados sigilosos, providência já tomada nos presentes 13

14 autos. Além disso, cabe ressaltar que este Levantamento iniciou-se em 10/3/2011, sendo, portanto, anterior à edição da citada Portaria. Contudo, procurou-se seguir os padrões nela definidos Após o levantamento dos aspectos contábeis, financeiros, orçamentários e operacionais relacionados à arrecadação e ao emprego de recursos do DPVAT, objeto do presente trabalho, foram detectadas 4 (quatro) áreas de risco, apontadas pelo presente relatório quais sejam: descolamento entre o valor arrecadado e as indenizações pagas pelo seguro; pagamento de despesas judiciais anteriores à formação do convênio; despesas administrativas da Seguradora Líder; elevado crescimento de despesas judiciais Em relação ao pagamento de despesas judiciais anteriores à formação do convênio, entendemos cabível, determinar a SUSEP que efetue levantamento das ações referentes a sinistros ocorridos antes da criação do Convênio DPVAT, cuja responsabilidade esteja sendo indevidamente repassada à Seguradora Líder, haja vista tratar-se de responsabilidade exclusiva da seguradora que contratou, de forma independente, o referido seguro Em relação às despesas administrativas da Seguradora Líder, entendemos que esta Corte de Contas, deve determinar à SUSEP que efetue fiscalização na Seguradora Líder com o objetivo de avaliar a adequação das despesas administrativas do Consórcio DPVAT, em especial as despesas com convênios, que influirão na formação do valor da tarifa do Seguro DPVAT, para o ano de Em relação ao elevado crescimento de despesas judiciais entendemos cabível que o TCU determine à SUSEP que verifique a legalidade e adequação da constituição das provisões para pagamentos de ações judiciais comunicadas em anos anteriores à constituição dos consórcios do Seguro DPVAT, em discordância com o que determina a Resolução CNSP 153/2006, além de verificar a procedência de acordos judiciais que estão sendo firmados entre a Seguradora Líder e acidentados, para complementação de pagamentos que foram efetuados administrativamente, antes do término da ação judicial Em relação ao descolamento entre o valor arrecadado e as indenizações pagas pelo seguro, e ao elevado crescimento de despesas judiciais, entendemos cabível que este Tribunal realize auditoria na SUSEP, de modo a apurar as seguintes questões, além de outras que possam surgir no planejamento da fiscalização: 1) Os procedimentos para a fixação dos valores dos prêmios estão devidamente normatizados? 2) Os processos de fixação de preços estão aderentes às normas regulamentadoras? 3) As despesas administrativas estão devidamente justificadas? 4) A consistência das informações repassadas pela Seguradora Líder e que subsidiam o cálculo atuarial do prêmio, é verificada pela Susep? 5) O cálculo das parcelas que compõem a formação do valor do prêmio está adequado? 6) As despesas que compõem o custo de emissão das apólices estão devidamente justificadas? 7) A análise crítica das informações repassadas pela Seguradora Líder é realizada pela Susep? 6. As referidas conclusões e tudo o que foi mostrado no processo levaram a unidade técnica a formular proposta de encaminhamento no sentido de: autorizar, nos termos do art. 239, I, do RITCU, a 9ª Secretaria de Controle Externo a incluir, no Plano de Fiscalização de 2012, a ser submetido à SEGECEX, a realização de auditoria na SUSEP, para verificar a formação e a pertinência dos custos que compõem o prêmio de seguro DPVAT, conforme itens 3.1 a 3.8 e 4.6 desta instrução; de forma a subsidiar o planejamento da fiscalização proposta no item anterior, determinar, nos termos do art. 250, II, do RITCU, à Superintendência de Seguros Privados - Susep que efetue, no prazo de 120 dias, com fulcro nas competências constantes no art. 36 do Decreto-Lei 73/66, fiscalização na Seguradora Líder, com os seguintes objetivos: a) verificar a legalidade e adequação da constituição das provisões para pagamentos de ações judiciais (PSL Judicial), comunicadas em anos anteriores, em discordância com o que determina a Resolução CNSP 153/2006, e que influenciarão na formação do valor do prêmio do Seguro DPVAT, para o ano de 2012, conforme itens 3.34 a 3.46 da presente instrução; b) efetuar levantamento das ações referentes a sinistros ocorridos antes da criação do Convênio DPVAT, cuja responsabilidade esteja sendo indevidamente repassada à Seguradora Líder, haja vista tratar-se de responsabilidade exclusiva da seguradora que contratou, de forma independente, o referido seguro, conforme itens 3.9 a 3.19 da presente instrução; 14

15 c) avaliar a adequação das despesas administrativas do Consórcio DPVAT, em especial as despesas com convênios, que influirão na formação do valor da tarifa do Seguro DPVAT, para o ano de 2012, verificando a motivação para a celebração dos contratos, critérios para a escolha do prestador, justificativa dos preços, definição dos objetivos dos contratos, adequação do serviço contratado aos objetivos do convênio e efetivo cumprimento das obrigações, conforme itens 3.20 a 3.33 da presente instrução; d) verificar a procedência de acordos judiciais que estão sendo firmados entre a Seguradora Líder e acidentados, antes do término da ação, para complementação de indenizações já pagas pela via administrativa, conforme itens 3.41 a 3.46; determinar à SUSEP, nos termos do art. 250, II, do RITCU, que, assim que findo o prazo previsto no item 5.1.2, encaminhe os relatórios produzidos e o resultado de sua apuração a este Tribunal, por intermédio da 9ª Secretaria de Controle Externo; encaminhar o Acórdão que vier a ser proferido, juntamente com o relatório e voto que o fundamentarem à Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro e à Superintendência de Seguros Privados - SUSEP arquivar, nos termos do Art. 40, II, da Resolução 191/2006, o presente processo. É o Relatório. 15

16 VOTO Cuida-se de levantamento realizado pela 9ª Secretaria de Controle Externo (9ª Secex) na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), com o fim de conhecer aspectos contábeis, financeiros, orçamentários e operacionais relacionados à arrecadação e ao emprego de recursos do Seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores de Via Terrestre, ou por suas cargas, a pessoas transportadas ou não - Seguro DPVAT, em face de determinação constante do Acórdão nº 2.920/2010- TCU-Plenário. 2. Instituído pela Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974, que deu nova redação ao art. 20, alínea l, do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, o denominado Seguro DPVAT tem como objetivo principal ressarcir os danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não. Com o advento da Lei nº 8.441, de 13 de julho de 1992, a cobertura de indenização passou a ser universalizada. 3. Seguro de natureza obrigatória e arrecadado anualmente, o DPVAT é devido pelos proprietários de veículos automotores de via terrestre, em valores definidos, por categoria, mediante resolução editada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, ante a competência estabelecida pelo 3º do art. 12 da Lei nº 6.194/74, com a nova redação dada pela Lei nº , de 4 de junho de Os recursos provenientes do Seguro são repartidos de acordo com os critérios fixados pelo Decreto nº 2.867, de 8 de dezembro de 1998, da seguinte forma: 45% para o Fundo Nacional de Saúde, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito, nos termos do parágrafo único do art. 27 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; 5% do valor bruto recolhido do segurado ao Departamento Nacional de Trânsito, por meio de crédito direto à conta única do Tesouro Nacional, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito, nos termos do parágrafo único do art. 78 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997; e 50% do valor bruto recolhido do segurado à companhia seguradora, na forma da regulamentação vigente. 5. O atual modelo de gestão do DPVAT, implementado a partir de 2008 e com fundamento na Lei nº , de 31 de maio de 2007, apresenta como características: a nova seguradora criada (Seguradora Líder) efetua a gestão do Consórcio 1 (categorias 1,2,9,10) e do Consórcio 2 (categorias 3 e 4); as Seguradoras Consorciadas permaneceram responsáveis pela garantia das indenizações e pelo atendimento; eliminação da solidariedade entre Consorciadas - a responsabilidade de cada acionista está limitada a sua participação no consórcio; a Seguradora Líder DPVAT passou a representar as seguradoras consorciadas nas esferas administrativa e judicial; e a Superintendência de Seguros Privados - SUSEP passou a poder exercer fiscalização na Seguradora Líder sem questionamentos quanto a sua competência para tal fim. 6. Em 2010, a arrecadação dos prêmios tarifários, suportada pela sociedade, atingiu o montante de R$ 5,7 bilhões e o volume de indenizações pagas a importância de R$ 2,02 bilhões. Considerando o fato e ao apreciar o teor da proposta de fiscalização consubstanciada no TC /2011-2, por mim relatado, esta Corte de Contas deliberou no sentido de autorizar a realização de auditoria na SUSEP abrangendo o exercício de Abordadas importantes questões que envolvem e caracterizam o Seguro DPVAT, destaco do acima relatado como razões de decidir, no mérito, o que segue. 8. Compulsando as peças processuais, constato a ocorrência de algumas irregularidades, que foram tratadas de forma detalhada pela unidade técnica no tópico áreas de risco. 9 A diferença entre a receita de prêmios e o volume de indenizações pagas apresentou uma redução entre 2004 e 2005 de aproximadamente 57%. A partir de 2006 até 2010 ocorreu um salto da 1 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

17 ordem de 470% nesta diferença, resultante, até mesmo, de despesas incluídas indevidamente na formação do valor da tarifa do Seguro DPVAT, conforme apurado no presente levantamento. 10. A ocorrência da irregularidade foi possível em razão do fato de que para a definição dos preços das tarifas, a SUSEP parte da premissa básica de que o montante dos prêmios puros arrecadados deve ser suficiente para arcar com os sinistros administrativos que ocorrerão no ano de análise, independente de quando serão pagos, acrescidos dos sinistros judiciais a serem pagos no referido ano, bem como os custos e despesas necessários a operacionalização do sistema. 11. Com respeito às despesas judiciais decorrentes de sinistros ocorridos antes da criação do Convênio DPVAT, foi constatado que o pagamento estava sendo indevidamente repassado à Seguradora Líder, haja vista tratar-se de responsabilidade exclusiva da seguradora que contratou, de forma independente, o referido seguro. 12. Como as ações judiciais comunicadas antes da constituição dos referidos consórcios foram adequadamente provisionadas no patrimônio das seguradoras que operavam o seguro, conforme determina a Resolução CNSP 153/2006, é certo que as seguradoras devem possuir ativos para as provisões decorrentes daqueles sinistros em seu balanço patrimonial, nos termos estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional, não cabendo, portanto, constituí-las novamente no âmbito do Consórcio. 13. Ademais, há nos autos expediente do Ministério Público Federal comunicando a este Tribunal acerca da existência de possíveis irregularidades em pagamentos do Seguro DPVAT efetuados mediante acordos judiciais, que estão sendo firmados entre a Seguradora Líder e acidentados para complementação de pagamentos já efetuados administrativamente antes do término da ação judicial. Alguns acordos poderão configurar fraude perante o Poder Judiciário, se restar demonstrada a intenção dolosa das partes ao praticarem a conduta. 14. Em relação às despesas administrativas realizadas em um mercado regular de seguros, a Seguradora irá minimizá-las, haja vista que a elevação repercutirá no preço do prêmio, retirando a competitividade e reduzindo o lucro da empresa. 15. No caso do mercado do seguro DPVAT, as despesas administrativas da Seguradora Líder, em especial as relativas a convênios, podem ser livremente repassadas para o valor do prêmio do seguro, uma vez que a Seguradora Líder detém o monopólio do seguimento, não podendo os proprietários de veículos automotores de via terrestre sequer deixar de contratá-lo, pois se trata de seguro obrigatório. 16. Tendo em conta que a margem de lucro do consórcio está fixada em 2% sobre o valor arrecadado, o aumento irregular das despesas administrativas e judiciais eleva o preço dos prêmios, a arrecadação e, em consequência, o lucro do consórcio, ao contrário do que ocorre no mercado regular de seguros. Ao mesmo tempo, causa enorme prejuízo ao proprietário de veículo automotor de via terrestre, a saber: os milhões de cidadãos, as empresas privadas e a sociedade, representada por entidades e órgãos públicos, que são obrigados a contratar o Seguro DPVAT com sobrepreço no valor do prêmio. 17. O prejuízo decorrente das aludidas despesas administrativas e judiciais, eivadas de irregularidade, influirá certamente na formação do valor da tarifa do Seguro DPVAT para o ano de 2012 e para os próximos vindouros, visto que o valor é atualizado anualmente. 18. Outra importante questão é que tanto o Seguro DPVAT como o seguro facultativo de danos pessoais contratado com companhia participante de Consórcio DPVAT objetivam indenizar danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não. No caso, o proprietário de veículo automotor estará pagando dois prêmios pelo mesmo objeto segurado, o que, em princípio, configura enriquecimento sem causa da empresa 2 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

18 seguradora. A meu ver, o assunto deve ser examinado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). 19. O descumprimento por parte do Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN, em especial nos últimos exercícios, do que estabelece o art. 78, parágrafo único, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, Código Nacional de Trânsito, é muito preocupante. Ao não aplicar exclusivamente em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito os 5% dos recursos do Seguro DPVAT destinados à autarquia, a omissão do DENATRAN pode ter contribuído, ainda que de forma indireta, para o grande número de mortes no trânsito. Em razão do fato, creio que o Tribunal deva: a) com fundamento no inciso IX do art. 71 da Constituição Federal c/c o art. 45, caput, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, assinar o prazo de 60 (sessena) dias para que o DENATRAN, se ainda não o fez, adote medidas necessárias para o exato cumprimento do que estabelece o do art. 78, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97, informando-as ao Tribunal; b) alertar ao DENATRAN que o descumprimento de decisão deste Tribunal, sem causa justificada, autoriza a aplicação da multa prevista no art. 58, inciso IV, da Lei nº 8.443/92. c) determinar à 6ª Secretaria de Controle Externo que monitore o cumprimento da letra a e, no prazo de 40 (quarenta) dias, informe a esta Corte de Contas acerca do resultado do monitoramento e do apurado junto ao DENATRAN sobre os motivos do descumprimento, especialmente nos últimos exercícios, do art. 78, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97, em face do teor da deliberação constante no subitem 9.3 do Acórdão nº 2.920/2010-TCU-Plenário. 20. Quanto à proposta de encaminhamento oferecida pela 9ª Secex, manifesto-me de acordo no mérito, acrescentando alguns ajustes, em especial a fixação do prazo de 90 (noventa) dias para que a SUSEP efetue a fiscalização na Seguradora Líder. 21. Acolho ainda as propostas de encaminhar o acórdão que vier a ser proferido, juntamente com o relatório e voto que o fundamentarem, à Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro e à Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e de arquivar, nos termos do art. 40, II, da Resolução 191/2006, o presente processo. 22. Em face da supervisão ministerial de que tratam os arts. 19 e 20, caput e parágrafo único, do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, também entendo que o teor deste processo deva ser levado ao conhecimento dos Senhores Ministros de Estado da Fazenda e das Cidades. 23. Finalmente, quanto ao sigilo de que trata o art. 2º da Portaria nº 15/2011 da Segecex, opino no sentido de não ser aplicada a chancela de sigiloso a este processo, por não preencher os requisitos estabelecidos nos arts. 2º, inciso XXI, e 9º da Resolução-TCU nº 191/2006, pois nenhum de seus elementos necessariamente demandem caráter de sigilo, e por efetivamente existir interesse público relacionado ao tema DPVAT. Com base no que foi apurado neste levantamento e nas razões acima expendidas, Voto no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à este Colegiado. T.C.U., Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 30 de novembro de VALMIR CAMPELO Ministro-Relator 3 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

19 ACÓRDÃO Nº 3130/2011 TCU Plenário 1. Processo TC / Apenso: TC / (Representação) 2. Grupo II, Classe de Assunto V - Levantamento 3. Responsáveis: Luciano Portal Santanna, Superintendente da SUSEP 4. Entidades: Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), autarquia vinculada ao Ministério das Cidades 5. Relator: Ministro Valmir Campelo 6. Representante do Ministério Público: não atuou 7. Unidade Técnica: 9ª Secretaria de Controle Externo (9ª Secex) 8. Advogado constituído nos autos: não há 9. Acórdão: VISTOS, relatados e discutidos estes autos de levantamento realizado pela 9ª Secretaria de Controle Externo (9ª Secex) na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), com o fim de conhecer aspectos contábeis, financeiros, orçamentários e operacionais relacionados à arrecadação e ao emprego de recursos do Seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores de Via Terrestre, ou por suas cargas, a pessoas transportadas ou não - Seguro DPVAT, em face de determinação constante do Acórdão nº 2.920/2010-TCU-Plenário. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante as razões expostas pelo Relator, em: 9.1. autorizar, com base no art. 239, inciso I, do Regimento Interno, a 9ª Secretaria de Controle Externo a incluir, no Plano de Fiscalização de 2012 a realização de auditoria na SUSEP, para verificar a formação e a pertinência dos custos que compõem o prêmio de seguro DPVAT; 9.2. determinar, nos termos do art. 250, inciso II, do Regimento Interno e de acordo com as competências constantes no art. 36 do Decreto-Lei nº 73/66, à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) que: efetue no prazo de 90 (noventa) dias fiscalização na Seguradora Líder, com os seguintes objetivos: verificar a legalidade e adequação da constituição das provisões para pagamentos de ações judiciais (PSL Judicial), comunicadas em anos anteriores, em discordância com o que determina a Resolução CNSP 153/2006, e que influenciarão na formação do valor do prêmio do Seguro DPVAT, para o ano de 2012; efetuar levantamento das ações referentes a sinistros ocorridos antes da criação do Convênio DPVAT, cuja responsabilidade esteja sendo indevidamente repassada à Seguradora Líder, haja vista tratar-se de responsabilidade exclusiva da seguradora que contratou, de forma independente, o referido seguro; avaliar a adequação das despesas administrativas do Consórcio DPVAT, em especial as despesas com convênios, que influirão na formação do valor da tarifa do Seguro DPVAT para o ano de 2012, verificando a motivação para a celebração dos contratos, critérios para a escolha do prestador, justificativa dos preços, definição dos objetivos dos contratos, adequação do serviço contratado aos objetivos do convênio e efetivo cumprimento das obrigações; verificar a procedência de acordos judiciais que estão sendo firmados entre a Seguradora Líder e acidentados, antes do término da ação, para complementação de indenizações já pagas pela via administrativa; realize no prazo de 90 (noventa) dias fiscalização na Seguradora Líder e nas seguradoras participantes dos Consórcios DPVAT, com o propósito de verificar se o proprietário de 1 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

20 veículo automotor de via terrestre está pagando dois prêmios pelo mesmo objeto segurado, visto que tanto o Seguro DPVAT como o seguro facultativo de danos pessoais contratado com companhia participante de Consórcio DPVAT objetivam indenizar danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não; findos os prazos previstos nos subitens acima, encaminhe os relatórios produzidos e o resultado do que foi apurado a este Tribunal, por intermédio da 9ª Secretaria de Controle Externo; 9.3 com fundamento no inciso IX do art. 71 da Constituição Federal c/c o art. 45, caput, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, assinar o prazo de 60 (sessenta) dias para que o DENATRAN, se ainda não o fez, adote medidas necessárias para o exato cumprimento do que estabelece o do art. 78, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97, informando-as ao Tribunal por intermédio da 6ª Secretaria de Controle Externo; 9.4. alertar ao DENATRAN que o descumprimento de decisão deste Tribunal, sem causa justificada, autoriza a aplicação da multa prevista no art. 58, inciso IV, da Lei nº 8.443/92; 9.5. determinar à 6ª Secretaria de Controle Externo que monitore o cumprimento do subitem 9.5 supra, informando a esta Corte de Contas acerca do resultado do referido monitoramento e do apurado junto ao DENATRAN em face do teor da deliberação constante no subitem 9.3 do Acórdão nº 2.920/2010-TCU-Plenário; 9.6. dar ciência deste acórdão, bem como do relatório e voto que o fundamentam: à Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), ao Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) e ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP); aos Senhores Ministros de Estado da Fazenda e das Cidades, em face da supervisão ministerial de que tratam os arts. 19 e 20, caput e parágrafo único, do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de Ata n 52/2011 Plenário. 11. Data da Sessão: 30/11/2011 Ordinária. 12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC /11-P. 13. Especificação do quorum: Ministros presentes: Benjamin Zymler (Presidente), Valmir Campelo (Relator), Walton Alencar Rodrigues, Augusto Nardes, Aroldo Cedraz, Raimundo Carreiro, José Jorge, José Múcio Monteiro e Ana Arraes Ministros-Substitutos presentes: Marcos Bemquerer Costa e André Luís de Carvalho. (Assinado Eletronicamente) BENJAMIN ZYMLER Presidente (Assinado Eletronicamente) VALMIR CAMPELO Relator Fui presente: (Assinado Eletronicamente) LUCAS ROCHA FURTADO Procurador-Geral 2 Para verificar as assinaturas, acesse informando o código

RESOLUÇÃO CNSP Nº 56, DE 2001.

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