PLANO MUNICIPAL DECENAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO EM MEIO ABERTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PLANO MUNICIPAL DECENAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO EM MEIO ABERTO"

Transcrição

1 PREFEITURA DE CARMÓPOLIS PLANO MUNICIPAL DECENAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO EM MEIO ABERTO VERSÃO PRELIMINAR 2014

2 IDENTIFICAÇÃO Esmeralda Mara Cruz Prefeita municipal Tereza Cristina Santos Secretária Municipal de Inclusão, Desenvolvimento e Assistência Social Haydir Silva Santos Secretária Municipal de Inclusão, Desenvolvimento e Assistência Social Fanucche Gomes Carvalho Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança

3 EQUIPE RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO ORGANIZAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS Ivelyse Gomes dos Santos Assistente Social Secretaria Municipal de Inclusão, Desenvolvimento e Assistência Social COMISSÃO INTERSETORIAL Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Sane Antônia Souza Silva Flavia de Oliveira da Silva Conselho Tutelar Ana Cristina dos Santos Pereira Claudiana Ribeiro Feitosa Conselho Municipal de Assistência Social: Joseany Alves dos Santos Rose Mary dos Santos Barreto Conselho Municipal de Educação Elaine Santos da Cruz Julia Maria Santos de Santana Conselho Municipal de Saúde Rita de Cassia Ferreira Almeida de Jesus Cristiane da Cruz Santos Secretaria Municipal de Inclusão, Desenvolvimento e Assistência Social Ivelyse Gomes dos Santos Murilo Oliveira Brito Secretaria Municipal de Educação Soraia Santiago Macedo Maria de Lourdes Silva Batista Secretaria Municipal de Saúde Thauana de Oliveira Rocha Tainan Menezes Secretaria Municipal de Esporte e Lazer Danilo Augusto Santos Rodrigues Thamyres Santos de Andrade Secretaria Municipal de Defesa Social Ana Katia dos Santos Tâmara Santos de Oliveira Secretaria Municipal do Trabalho Maria Almira Magalhães Leite Amanda da Silva Santos Secretaria Municipal de Cultura Comunicação e Turismo Sara Diana da Cruz Lima Costa Vinicius José Amâncio Feitosa Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres Rosangela Mesquita Matos Alves Danielle Melo Correia Santos Secretaria Municipal de Finanças Ana Paula Souza Motta Denisson Teles Menezes Adolescentes Crislainy Gomes Ferreira de Jesus Airline Rauane Santos Silva

4 COLABORADORES Secretaria Municipal de Assistência Social Jeane Neto Silva Juliana de Araujo dos Santos Max Erb de Santana Gomes Valdemir Ferreira da Silva Secretaria Municipal de Educação Alessandro Santos Oliveira Edvania Fontes Costa Fabricia Oliveira Costa Selma Rodrigues da Silva Macedo Secretaria Municipal de Saúde Alexandrina Guilherme de Jesus Marcel Soares Marlucia A. de Jesus Yasmin Fonseca de Menezes Valeria Feitosa Andrade

5 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO PROCESSO HISTÓRICO DIAGNOSTICO MUNICIPAL PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO PRINCÍPIOS E DIRETRIZES PRINCÍPIOS DIRETRIZES EIXOS OPERATIVOS MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 43

6 1. INTRODUÇÃO MUNICÍPIO DE CARMÓPOLIS Buscando assegurar os direitos sociais da pessoa humana e a proteção social integral e prioritária a criança e ao adolescente, como garantido no art. 6º da Constituição Federal de 1988 e no art. 4º da Lei nº de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente, é que o Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente CONANDA aprova o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo que prevê ações articuladas nas áreas e educação, assistência social, saúde, cultura, trabalho, esporte e lazer para adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. Por isso através da Resolução nº 161 de 04 de dezembro de 2013, estabelece parâmetros para discussão e elaboração dos planos socioeducativos nas esferas estaduais, distrital e municipal. Diante disso o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do município de Carmópolis assume sua atribuição de mobilizar a sociedade e o governo municipal para discutir e elaborar o plano, com o objetivo de garantir com a criação do mesmo, os direitos fundamentais de adolescentes que cometeram algum ato infracional. Fazendo com que a sociedade e os diversos órgãos municipais direcionem o olhar para a atual situação das crianças e adolescentes do município e possam juntos pensar na formulação de estratégias para implementar os serviços, programas e projetos existentes, bem como, que novos possam ser criados. Além disto é obrigação do referido conselho coordenar a comissão intersetorial, estar presente e participar ativamente de fóruns, reuniões e demais momentos que tenha como pauta criança e adolescente; comunicar à sociedade sobre a situação social, econômica e cultural das crianças e adolescentes; promover a cada dois anos a Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; realizar o registro das entidades de atendimento a crianças e adolescentes no município, bem como, monitorar e avaliá-las, buscando identificar se a mesma está cumprindo seu objetivo; administrar o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente FMDCA; dentre outras funções. Todas essas atribuições do Conselho, que é formado paritariamente pela sociedade civil e pelo poder público, tem intuito de diagnosticar vulnerabilidades e buscar soluções, implementando nas políticas públicas ações verdadeiramente eficazes voltadas para a realidade 5

7 das crianças e adolescentes, fazendo com que poder público tenha maior atenção e invista na garantia desses direitos. Somente em 1927 o Brasil dá os primeiros passos para a efetivação da garantia de direitos de crianças e adolescentes com o Código dos Menores, Decreto nº de 1927, que institucionalizava e dava orientação para o trabalho a crianças e adolescentes órfãs e que haviam sido abandonadas. Neste período criança e adolescente nesta situação, chamados na época de menores, eram vistos como problema de segurança nacional. Em 1959 é criada a Declaração Universal dos Direitos da Criança, que dá início ao processo de garantia do direito da liberdade e convívio social. Em 1979 é criado um novo Código de Menores através da Lei nº que não rompeu com os princípios do código anterior e passa a chamar criança e adolescente como menor em situação irregular, ainda visto como problema de segurança nacional. E somente a partir da Constituição de 1988 a criança e o adolescente passa a ser visto como prioridade e passa a ter direitos garantidos. E é a partir da Constituição de 1988 que surgem as bases para a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Visualizado esse longo processo até chegar nos dias atuais, as crianças e adolescentes foram penalizados de diversas formas pela omissão do Estado e da sociedade e mesmo após seus direitos estarem garantidos em lei, na pratica ainda não estão sendo garantidos. Em virtude desta realidade é que foi criada a Política Nacional de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes que busca colocar em pratica essas garantias através das políticas setoriais. E diante disto surge a necessidade de Criar o Plano de Atendimento Socioeducativo. O Plano Municipal de Atendimento Socioeducativo é um instrumento que cria mecanismos para garantir a defesa de direitos de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, ou seja, do adolescente que cometeu algum ato infracional. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº de 1990, são medidas socioeducativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semi-liberdade e internação em estabelecimento educacional, que segundo o 1º do art. 112, será aplicada de acordo com a capacidade de cumprir, as circunstâncias e a gravidade da infração. Pensado nisso o Plano Municipal foi elaborado de acordo com os princípios e diretrizes do Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo e com a Lei nº que institui 6

8 o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. E é ele que orientará e será a referência para o desenvolvimento das medidas socioeducativas no município de Carmópolis. O Plano é composto por: princípios norteadores, fluxo de atendimento e acompanhamento, ações intersetoriais, monitoramento e avaliação. E trás de forma sistematizada os objetivos, ações, resultados esperados, prazos, responsáveis e parceiros, fruto das discussões dos atores envolvidos no processo de construção. E tem por objetivo mobilizar e articular a sociedade e o poder público para um novo olhar sob o cumprimento das medidas socioeducativas no município; garantir a esses adolescentes e suas famílias atendimento humanizado e especializado; acesso as informações sobre sua situação e seus direitos; acesso a bens e serviços que o auxilie na construção de um novo projeto de vida, prevenir que outros adolescentes cometam atos infracionais, bem como, reincidências. Para alcançar resultados mais eficazes de transformação social, é necessário o comprometimento de todo o sistema de garantia de direitos e da sociedade em geral. 2. PROCESSO HISTÓRICO 7

9 Historicamente, criança e adolescente não era considerado como sujeito de direitos, as ações desenvolvidas voltadas a este público existiam somente se estivessem em situação de risco ou causando risco a sociedade. No Brasil os primeiros passos para a consolidação dos direitos da criança e do adolescente se deram com no início do século XX, anteriormente era função da igreja cuidar de pessoas carentes, incluindo as crianças, neste período somente era possível contar com a boa vontade das pessoas e das Santas Casas de Misericórdia, onde crianças eram deixadas em rodas. Não havia para pessoas carentes acesso a saúde, educação, habitação e de outras necessidades. Em 1927 foi criado o Código de Menores, que não era voltado a todas as crianças e adolescentes, na época chamados de menores, mas aqueles que estivessem em situação abandono. O artigo 1º definia a quem era aplicado: O menor, de um ou outro sexo, abandonado e delinquente, que tiver menos de 18 anos de idade, será submetido a autoridade competente às medidas de assistência e proteção contidas neste código. (Decreto nº de 12 de outubro de 1927, Revogado pela Lei nº 6.697, de 1979) O mesmo regulamentava somente as situações de trabalho infantil, tutela e pátrio poder, delinquência e liberdade vigiada. O trabalho infantil era permitido a partir dos doze anos de idade; a tutela e o pátrio poder eram destituídos se a criança ou adolescente estivesse sofrendo algum tipo de negligencia por parte dos pais ou tutor; Em caso de delinquência eram encaminhados a escolas de reforma ou colocados em liberdade vigiada por período determinado de acordo com as situações previstas no código e entendimento do juiz. Ainda de acordo com o Código, foram criados institutos disciplinares, divididos em pavilhões, onde crianças e adolescentes eram distribuídos por sexo, idade, abandono ou delinquência e grau de perversão, lá aprendiam a costurar, lavar, engomar, cozinhar, jardinar, dentre outras atividades semelhantes. Segundo Lorenzi 2008, Posteriormente no ano de 1942 foi criado o Serviço de Atendimento ao Menor SAM e outras entidades federais ligadas a figura da primeira dama. Os adolescentes autores de ato infracional eram encaminhados para internatos, reformatórios e casas de correção; e os menores carentes e abandonados para patronatos agrícolas e escolas de aprendizagem de ofícios urbanos. Dentre estas instituições estavam a Legião Brasileira de 8

10 Assistência LBA, Casa do Pequeno Jornaleiro, Casa do Pequeno Lavrador e Casa do Pequeno Trabalhador. Ainda segundo Lorenzi 2008, Em 1950 foi instalado o primeiro escritório da UNICEF no Brasil, em João Pessoa, na Paraíba. Este projeto atuava em alguns estados nordestinos e tinha iniciativas de proteção a saúde da criança e da gestante. Em 1964 A Lei nº cria a Fundação Nacional do Bem Estar do Menor FUNABEM e tinha o objetivo de formular e implantar a Política do Bem Estar do Menor e substituir o Serviço de Atendimento ao Menor, que passou a ser visto como repressivo e desumano, mas como as ações foram desenvolvidas nos prédios e com os mesmos profissionais que trabalhavam no SAM, deu continuidade as mesmas práticas. O Código de 1927 foi substituído pelo de 1979, mas trouxe em sua essências as mesmas características assistencialistas e repressivas do código anterior, modificando algumas nomenclaturas, chamando o antigo menor abandonado ou delinquente de menor em situação irregular, como descrito no art. 2º: Art. 2º Para os efeitos deste Código, considera-se em situação irregular o menor: I - privado de condições essenciais à sua subsistência, saúde e instrução obrigatória, ainda que eventualmente, em razão de: a) falta, ação ou omissão dos pais ou responsável; b) manifesta impossibilidade dos pais ou responsável para provê-las; Il - vítima de maus tratos ou castigos imoderados impostos pelos pais ou responsável; III - em perigo moral, devido a: a) encontrar-se, de modo habitual, em ambiente contrário aos bons costumes; b) exploração em atividade contrária aos bons costumes; IV - privado de representação ou assistência legal, pela falta eventual dos pais ou responsável; V - Com desvio de conduta, em virtude de grave inadaptação familiar ou comunitária; VI - autor de infração penal. (Lei nº de 10 de outubro de 1979, revogada pela Lei nº de 1990) A promulgação da Constituição Federal de 1988 torna-se o marco da garantia dos direitos, não só para a criança e adolescente, mas para todo e qualquer cidadão. Respeitando no art. 6º os direitos sociais, no art. 226 estabelece que a família é base da sociedade e tem proteção especial do Estado e no art. 227, descrito abaixo, dispõe sobre a proteção à criança e ao adolescente: Art É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, 9

11 ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocálos a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Constituição Federal de 1988) A Constituição Federal de 1988 garante a proteção social a criança e ao adolescente e abre espaço para a construção do Estatuto da Criança e do Adolescente que garante a proteção integral e prioritária a criança e ao adolescente, bem como, os reconhece como pessoa em situação de desenvolvimento. Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. (Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Nº de 13 de julho de 1990) Em relação as medidas socioeducativas, o ECA rompe com as práticas abusivas, de repressão e internação, utilizando a internação em último caso, após esgotadas todas as possibilidades. E garante o direito à informação e outros direitos processuais citados abaixo: Art Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal. Art São asseguradas ao adolescente, entre outras, as seguintes garantias: I - pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio equivalente; II - igualdade na relação processual, podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir todas as provas necessárias à sua defesa; III - defesa técnica por advogado; IV - assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados, na forma da lei; V - direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente; VI - direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. (Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Nº de 13 de julho de 1990) São Medidas Socioeducativas, advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semi-liberdade, internação em estabelecimento educacional e qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI do ECA. Possuem o objetivo de responsabilizar o adolescente pela consequência dos seus atos, integra-lo na sociedade e através do plano individual de atendimento criar possibilidades para novas escolhas. Dentre as medidas, a municipalização do atendimento se dará somente para as medidas de prestação de serviço a comunidade e a liberdade assistida. A Advertência consiste em: 10

12 Art A advertência consistirá em admoestação verbal, que será reduzida a termo e assinada. (Lei nº de 13 de julho de Estatuto da Criança e do Adolescente) A Obrigação de Reparar o Dano, consiste em: Art Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa, promova o ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo da vítima. Parágrafo único. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser substituída por outra adequada. (Lei nº de 13 de julho de Estatuto da Criança e do Adolescente) A Prestação de Serviços à Comunidade, consiste em: Art A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral, por período não excedente a seis meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais. Parágrafo único. As tarefas serão atribuídas conforme as aptidões do adolescente, devendo ser cumpridas durante jornada máxima de oito horas semanais, aos sábados, domingos e feriados ou em dias úteis, de modo a não prejudicar a frequência à escola ou à jornada normal de trabalho. (Lei nº de 13 de julho de Estatuto da Criança e do Adolescente) A Liberdade Assistida, consiste em: Art A liberdade assistida será adotada sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente. 1º A autoridade designará pessoa capacitada para acompanhar o caso, a qual poderá ser recomendada por entidade ou programa de atendimento. 2º A liberdade assistida será fixada pelo prazo mínimo de seis meses, podendo a qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substituída por outra medida, ouvido o orientador, o Ministério Público e o defensor. Art Incumbe ao orientador, com o apoio e a supervisão da autoridade competente, a realização dos seguintes encargos, entre outros: I - promover socialmente o adolescente e sua família, fornecendo-lhes orientação e inserindo-os, se necessário, em programa oficial ou comunitário de auxílio e assistência social; II - supervisionar a frequência e o aproveitamento escolar do adolescente, promovendo, inclusive, sua matrícula; III - diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de trabalho; IV - apresentar relatório do caso. (Lei nº de 13 de julho de Estatuto da Criança e do Adolescente) O Regime de Semi-liberdade, consiste em: 11

13 A Internação, consiste em: Art O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início, ou como forma de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas, independentemente de autorização judicial. 1º São obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, sempre que possível, ser utilizados os recursos existentes na comunidade. 2º A medida não comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as disposições relativas à internação. (Lei nº de 13 de julho de Estatuto da Criança e do Adolescente) Art A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. Art A medida de internação só poderá ser aplicada quando: I tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; II por reiteração no cometimento de outras infrações graves; III por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. Art A internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes, em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de idade, compleição física e gravidade da infração. Parágrafo único. Durante o período de internação, inclusive provisória, serão obrigatórias atividades pedagógicas. (Lei nº de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente) Para regulamentar o cumprimento das medidas socioeducativas como disposto no ECA, no ano de 2012 foi sancionada a Lei nº que cria o Sistema de Atendimento Socioeducativo SINASE. Este sistema é formado por princípios, regras e critérios que integram todas as políticas setoriais desde o início ao final do cumprimento da medida de cada adolescente. Dispõe sobre as competências da União, do Estado e dos Municípios; sobre a elaboração dos planos decenais; sobre os programas, entidades de atendimento e a execução da medida; o Plano individual de atendimento, o acompanhamento e os direitos dos adolescentes; dentre outros pontos pertinentes. Os Art. 40 e 41 da Lei do SINASE, explicita como deve ser iniciado o processo do cumprimento da medida. Art. 40. Autuadas as peças, a autoridade judiciária encaminhará, imediatamente, cópia integral do expediente ao órgão gestor do atendimento socioeducativo, solicitando designação do programa ou da unidade de cumprimento da medida. Art. 41. A autoridade judiciária dará vistas da proposta de plano individual de que trata o art. 53 desta Lei ao defensor e ao Ministério Público pelo prazo 12

14 sucessivo de 3 (três) dias, contados do recebimento da proposta encaminhada pela direção do programa de atendimento. 1 o O defensor e o Ministério Público poderão requerer, e o Juiz da Execução poderá determinar, de ofício, a realização de qualquer avaliação ou perícia que entenderem necessárias para complementação do plano individual. 2 o A impugnação ou complementação do plano individual, requerida pelo defensor ou pelo Ministério Público, deverá ser fundamentada, podendo a autoridade judiciária indeferi-la, se entender insuficiente a motivação. 3 o Admitida a impugnação, ou se entender que o plano é inadequado, a autoridade judiciária designará, se necessário, audiência da qual cientificará o defensor, o Ministério Público, a direção do programa de atendimento, o adolescente e seus pais ou responsável. 4 o A impugnação não suspenderá a execução do plano individual, salvo determinação judicial em contrário. 5 o Findo o prazo sem impugnação, considerar-se-á o plano individual homologado. (Lei Nº , de 18 de Janeiro de SINASE) E este processo deverá seguir os seguintes princípios dispostos na referida Lei: Art. 35. A execução das medidas socioeducativas reger-se-á pelos seguintes princípios: I - legalidade, não podendo o adolescente receber tratamento mais gravoso do que o conferido ao adulto; II - excepcionalidade da intervenção judicial e da imposição de medidas, favorecendo-se meios de autocomposição de conflitos; III - prioridade a práticas ou medidas que sejam restaurativas e, sempre que possível, atendam às necessidades das vítimas; IV - proporcionalidade em relação à ofensa cometida; V - brevidade da medida em resposta ao ato cometido, em especial o respeito ao que dispõe o art. 122 da Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); VI - individualização, considerando-se a idade, capacidades e circunstâncias pessoais do adolescente; VII - mínima intervenção, restrita ao necessário para a realização dos objetivos da medida; VIII - não discriminação do adolescente, notadamente em razão de etnia, gênero, nacionalidade, classe social, orientação religiosa, política ou sexual, ou associação ou pertencimento a qualquer minoria ou status; e IX - fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários no processo socioeducativo. (Lei Nº , de 18 de Janeiro de SINASE) Seguindo estes princípios, compete aos Programas de Atendimento de Medidas Educativas em Meio Aberto: Art. 13. Compete à direção do programa de prestação de serviços à comunidade ou de liberdade assistida: I - selecionar e credenciar orientadores, designando-os, caso a caso, para acompanhar e avaliar o cumprimento da medida; II - receber o adolescente e seus pais ou responsável e orientá-los sobre a finalidade da medida e a organização e funcionamento do programa; III - encaminhar o adolescente para o orientador credenciado; IV - supervisionar o desenvolvimento da medida; e 13

15 V - avaliar, com o orientador, a evolução do cumprimento da medida e, se necessário, propor à autoridade judiciária sua substituição, suspensão ou extinção. Parágrafo único. O rol de orientadores credenciados deverá ser comunicado, semestralmente, à autoridade judiciária e ao Ministério Público. Art. 14. Incumbe ainda à direção do programa de medida de prestação de serviços à comunidade selecionar e credenciar entidades assistenciais, hospitais, escolas ou outros estabelecimentos congêneres, bem como os programas comunitários ou governamentais, de acordo com o perfil do socioeducando e o ambiente no qual a medida será cumprida. (Lei Nº , de 18 de Janeiro de SINASE) 14

16 3. DIAGNÓSTICO MUNICÍPIO DE CARMÓPOLIS No Brasil, segundo dados do Levantamento Nacional de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei, realizado em 2010, o número de adolescentes em cumprimento de medida de restrição e privação de liberdade cresceu. O Estado de Sergipe acompanhou este crescimento, mas com a menor taxa em relação as demais regiões do país. Uma parcela deste crescimento se deve a ausência de atendimento socioeducativo em meio aberto nos municípios brasileiros. As tabelas abaixo permitem visualizar as taxas de crescimento por Estado. Fonte: Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei

17 Destes adolescentes, de acordo com o levantamento Nacional de Atendimento Socioeducativo realizado em 2010, a maior parte é do sexo masculino, como podemos perceber no gráfico abaixo: COMPARATIVO ENTRE ADOLESCENTES DO SEXO MASCULINO E FEMININO NAS MEDIDAS EM MEIO FECHADO 5,06% 94,94% Fonte: Levantamento Fonte: Nacional Levantamento do Atendimento Nacional Socioeducativo do Atendimento ao Socioeducativo Adolescente em ao Conflito Adolescente com a Lei em Conflito com a Lei No Estado de Sergipe, de acordo com os dados da Fundação Renascer, que correspondem aos dados de 17,3% dos municípios sergipanos, no ano de 2013 haviam adolescentes cumprindo medida socioeducativas em meio aberto e fechado, como mostra a tabela abaixo: MSE Quantitativo de Adolescentes Percentual de Municípios MSEMA ,3% MSEMF % Tabela 1: Distribuição dos adolescentes no SUASE/SE da pele: O gráfico abaixo apresenta o quantitativo desses adolescentes de acordo com a cor 16

18 Gráfico 1: Plano Estadual de Atendimento Socioeducativo: Adolescentes em cumprimento de MSE quanto a cor da pele Já em relação ao sexo, tanto na esfera nacional, quanto na estadual, há predomínio de adolescentes do sexo masculino. Gráfico 2: Plano Estadual de Atendimento Socioeducativo: Adolescentes em cumprimento de MSE quanto ao sexo 17

19 E em relação ao ato infracional cometido, segundo dados do Plano Estadual de Atendimento Socioeducativo, a maioria foi em virtude de roubo. Gráfico 3: Plano Estadual de Atendimento Socioeducativo: Quantitativo de adolescentes em cumprimento de MSEMA em relação ao tipo Segundo o IBGE, Carmópolis tem área territorial de km² e atualmente possui habitantes. No ano de ,05% da população era formada por crianças e adolescentes, um total de pessoas, sendo aproximadamente 52% do sexo masculino de 48% do sexo feminino. 18

20 Neste mesmo período, segundo o Diagnóstico Socioterritorial do MDS, o município tinha taxa de população em situação de extrema pobreza de 41,18%, ou seja, quase metade da população está em situação de vulnerabilidade social. Das pessoas ocupadas 57,5% tinham carteira assinada, 15,5% não tinham carteira assinada, 16,2% atuam por conta própria e 0,1% eram empregadores. Destes, 1,9% possuem de 10 a 13 anos de idade, ou seja, estão em situação de trabalho infantil. Ainda levando em consideração o ano de 2010, em relação a situação educacional, Carmópolis tinha taxa de analfabetismo de 13,6%, sendo que para a população de 10 a 14 anos essa taxa era de 8,4%. De acordo com dados do INEP, divulgados no diagnóstico do MDS, em 2012, a taxa de distorção idade-série, ou seja, a taxa de alunos atrasados na escola, no ensino fundamental foi de 22,8% do 1º ao 5º ano e de 43,9% do 6º ao 9º ano, como mostra o gráfico a seguir: 19

21 Segundo dados disponibilizados pelo Conselho Tutelar do Município, crianças e adolescente de Carmópolis vem sofrendo diversos tipos de violação de direitos, e a ausência de um fluxo de atendimento e falta de articulação da rede vem dificultando a proteção integral destes, causando a revitimização. De acordo com a tabela abaixo, nos anos de 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013 a maioria dos atendimentos foi em virtude de negligencia familiar, um percentual de 34% do total de atendimento de todos os anos; em 2007 a maioria foi de crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de violência; e em 2014 dos que praticaram algum tipo de violência. E nos últimos anos vem crescendo o número de crianças e adolescentes que sofreram e praticaram algum tipo de violência, no ano de 2014, certa de 30% sofreram e 28% praticaram algum tipo de violência. DADOS DE ATENDIMENTO DO CONSELHO TUTELAR DE 2006 A 2014 MOTIVO Negligencia Familiar Sofreu Violência física/psíquica/moral

22 Praticou Violência física/psíquica/moral Acolhimento Institucional Uso de Substancias Psicoativas MSE - PSC MSE LA MSE - Semiliberdade MSE - Internação TOTAL POR ANO TOTAL GERAL 1157 De acordo com os dados disponibilizados pelo Conselho Tutelar sobre medidas socioeducativas, apesar de esclarecerem que não possuem informação real do quantitativo de adolescentes que cumpriram, a maior parte das medidas executadas foi de Prestação de Serviço a Comunidade, com percentual de aproximadamente 67% e a menor parte de semiliberdade, com percentual de 8,2%. A maioria das medidas, 80%, foram executadas em meio aberto e 20% em meio fechado. O município de Carmópolis, em relação atendimento socioeducativo em meio aberto, ainda está dando os primeiros passos, em virtude de ser um município de pequeno porte I, atuar somente na proteção básica, ou seja, prioritariamente com a prevenção e um outro fator é a não ter a rede de garantia de direitos fortalecida. Buscando melhorar o atendimento a toda a população, prioritariamente as famílias, mulheres, idosos, crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados, através da iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social, algumas iniciativas foram tomadas, 21

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa)

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa) Projeto de Decreto Dispõe sobre as atribuições e competência do Programa de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, atendendo à Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,

Leia mais

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES Prezada, NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES Florianópolis, 18 de abril de 2012. Interessados: Secretarias

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN

PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN ESPÍRITO SANTO/RN, OUTUBRO DE 2014. FRANCISCO ARAÚJO DE SOUZA PREFEITO MUNICIPAL DE ESPÍRITO SANTO/RN ELIZANGELA FREIRE DE

Leia mais

PLANO DECENAL DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS/ MUNICÍPIO DE CAMPO DO BRITO(Versão Preliminar).

PLANO DECENAL DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS/ MUNICÍPIO DE CAMPO DO BRITO(Versão Preliminar). CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE PLANO DECENAL DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS/ MUNICÍPIO DE CAMPO DO BRITO(Versão Preliminar). Campo do Brito/SE, Novembro de 2014. CONSELHO MUNICIPAL

Leia mais

MEDIDAS PROTETIVAS E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS

MEDIDAS PROTETIVAS E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS MEDIDAS PROTETIVAS E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS Ato Infracional: é tudo o que para um adulto seria crime ou contravenção penal. Se praticado por criança, serão aplicadas as medidas protetivas. Se for cometido

Leia mais

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento,

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Projetos e Capacitação O SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL A ADOLESCENTES

Leia mais

Lei Federal n. 12.594/12. SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo)

Lei Federal n. 12.594/12. SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo) Lei Federal n. 12.594/12 SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo) PRINCIPAIS ASPECTOS DA NOVA LEI PLANO MACROPOLÍTICO COMPETÊNCIAS UNIÃO(artigo 3º) a) Política Nacional e Plano Nacional

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professora: Juliana Petrocelli Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS

Leia mais

Articular o Conselho Escolar, os Grêmios Estudantis, os trabalhadores de educação, as Associações de Pais e Mestres e a comunidade em geral.

Articular o Conselho Escolar, os Grêmios Estudantis, os trabalhadores de educação, as Associações de Pais e Mestres e a comunidade em geral. EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente nos âmbitos federal, estadual,

Leia mais

AÇÕES DE POTENCIALIZAÇÃO DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DA ASISTÊNCIA SOCIAL

AÇÕES DE POTENCIALIZAÇÃO DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DA ASISTÊNCIA SOCIAL AÇÕES DE POTENCIALIZAÇÃO DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DA ASISTÊNCIA SOCIAL RESUMO AMORIM 1, Tâmara Ramalho de Sousa SIMÕES 2, Poliana

Leia mais

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 Institui o Sistema Municipal de Assistência Social do Município de Santo Antônio da Patrulha e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL de Santo Antônio da Patrulha,

Leia mais

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente

Leia mais

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS 8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS DOCUMENTO FINAL EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ações de mobilização: 1. Ampla mobilização, por

Leia mais

CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, na pessoa de seu Excelentíssimo Senhor Presidente, Ministro

Leia mais

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Josefa Adelaide Clementino Leite 1 Maria de Fátima Melo do Nascimento 2 Waleska Ramalho Ribeiro 3 RESUMO O direito à proteção social

Leia mais

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei:

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei: LEI N.º 1135/13, DE 01 DE ABRIL DE 2013. Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Queimados e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO

Leia mais

Assistência Social da benesse ao Direito A experiência de Campinas

Assistência Social da benesse ao Direito A experiência de Campinas Assistência Social da benesse ao Direito A experiência de Campinas Arnaldo Rezende Setembro/2010. Um pouco da origem... 1543 Implantação da 1ª. Santa Casa de Misericórdia. 1549 - Chegada dos Jesuítas no

Leia mais

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 Estabelece parâmetros para orientar a constituição, no âmbito dos Estados, Municípios e Distrito Federal, de Comissões Intersetoriais de Convivência

Leia mais

Art. 2 O Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS é regido pelos seguintes princípios:

Art. 2 O Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS é regido pelos seguintes princípios: LEI Nº 1720/2012 Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Faço saber, que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis PARÂMETROS PARA A CONSTITUIÇÃO DAS COMISSÕES INTERSETORIAIS DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E DEFESA DO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Leia mais

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 Com a Constituição Federal de 1988, a Assistência Social passa

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR Presidência da República Secretaria de Direitos Humanos Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO FIRMADO PERANTE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PELOS CANDIDATOS A PREFEITOS MUNICIPAIS DE BELÉM, NAS ELEIÇÕES 2012.

TERMO DE COMPROMISSO FIRMADO PERANTE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PELOS CANDIDATOS A PREFEITOS MUNICIPAIS DE BELÉM, NAS ELEIÇÕES 2012. TERMO DE COMPROMISSO FIRMADO PERANTE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PELOS CANDIDATOS A PREFEITOS MUNICIPAIS DE BELÉM, NAS ELEIÇÕES 2012. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ, daqui por diante

Leia mais

Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS

Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS Módulo II - O provimento dos serviços socioassistenciais Proteção Social Especial Recife, fevereiro/2014 Conteúdo Programático

Leia mais

A Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva do Sistema Único - SUAS

A Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva do Sistema Único - SUAS A Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva do Sistema Único - SUAS Deliberação da IV Conferência Nacional; Garantia de acesso aos direitos socioassistenciais; Modelo democrático e descentralizado

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes. Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes. Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires REFERÊNCIAS LEGAIS CF 88 LOAS PNAS/04 - SUAS LOAS A partir da Constituição Federal de 1988, regulamentada

Leia mais

PROCESSO DE ESCOLHA DOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR PALMEIRA/SC

PROCESSO DE ESCOLHA DOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR PALMEIRA/SC PROCESSO DE ESCOLHA DOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR PALMEIRA/SC 26/07/2015 Nome do Candidato: CADERNO DE PROVA INSTRUÇÕES GERAIS: Caro (a) Candidato (a): Leia com o máximo de atenção e siga as seguintes

Leia mais

Coleção Sinopses para Concursos... 15 Guia de leitura da Coleção... 17 Apresentação da 2ª edição... 19 Apresentação... 21

Coleção Sinopses para Concursos... 15 Guia de leitura da Coleção... 17 Apresentação da 2ª edição... 19 Apresentação... 21 Sumário Sumário Coleção Sinopses para Concursos... 15 Guia de leitura da Coleção... 17 Apresentação da 2ª edição... 19 Apresentação... 21 Capítulo I LIÇÕES PRELIMINARES... 23 1. Introdução... 23 2. Proteção

Leia mais

DIREITOS DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO. doutrina e legislação. Del Rey. Belo Horizonte, 2006

DIREITOS DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO. doutrina e legislação. Del Rey. Belo Horizonte, 2006 CARLOS CABRAL CABRERA Membro do Ministério Público do Estado de São Paulo. Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Universidade Paulista UNIP. ROBERTO MENDES DE FREITAS JUNIOR Membro

Leia mais

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 LEGISLAÇÃO CITADA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 TÍTULO VIII Da Ordem Social CAPÍTULO VII DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO Art. 227. É dever da família, da sociedade

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE APRESENTAÇÃO: A violência sexual contra a criança e o adolescente tem sido um problema de difícil enfrentamento por

Leia mais

Jornada Pedagógica Pastoral 2011. Divane Nery

Jornada Pedagógica Pastoral 2011. Divane Nery Jornada Pedagógica Pastoral 2011 Divane Nery Uma Breve História dos Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil Por Gisella Werneck Lorenzi* Até 1900 Final do Império e início da Republica Não se tem

Leia mais

PROGRAMA DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO

PROGRAMA DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO PROGRAMA DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO CONTEXTUALIZAÇÃO DOUTRINA DA SITUAÇÃO IRREGULAR DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL. Código de menores;. Menores em situação irregular;. Carentes, abandonados,

Leia mais

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS PAIF IMPORTANTE INTERRELAÇÃO ENTRE PAIF E CRAS CRAS O

Leia mais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos A criança e o adolescente no centro da gestão municipal O Estatuto

Leia mais

CURSO PREPARATÓRIO. VIII Processo de Escolha dos Membros dos Conselhos Tutelares de Belo Horizonte/MG

CURSO PREPARATÓRIO. VIII Processo de Escolha dos Membros dos Conselhos Tutelares de Belo Horizonte/MG CURSO PREPARATÓRIO VIII Processo de Escolha dos Membros dos Conselhos 2015 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ECA Fernanda Flaviana de Souza Martins Assistente Social, Doutora Psicologia pela PUCMinas,

Leia mais

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011 RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2011 Dispõe sobre o Programa Adolescente Aprendiz no âmbito do Ministério Público da União e do Estados O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício das atribuições conferidas

Leia mais

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento,

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Projetos e Capacitação TEMA: CREAS: SERVIÇOS OFERTADOS, INTERSETORIALIDADE,

Leia mais

CARTA DA BAHIA. Tema: ENFRENTAMENTO AO ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

CARTA DA BAHIA. Tema: ENFRENTAMENTO AO ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CARTA DA BAHIA O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente- CONANDA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei Federal no 8.242, de 12 de outubro de 1991, e pelo seu Regimento

Leia mais

CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA

CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDEN DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA Aos trinta dias do mês de novembro do ano de dois mil e sete, reuniram-se no município

Leia mais

SIM SENHOR, NÃO SENHOR: desvelando o significado dos processos educativos para a realidade dos adolescentes em conflito com a lei

SIM SENHOR, NÃO SENHOR: desvelando o significado dos processos educativos para a realidade dos adolescentes em conflito com a lei SIM SENHOR, NÃO SENHOR: desvelando o significado dos processos educativos para a realidade dos adolescentes em conflito com a lei Ivana Marques dos Santos Silva Universidade Federal Rural de Pernambuco

Leia mais

As atribuições do Conselho Tutelar

As atribuições do Conselho Tutelar As atribuições do Conselho Tutelar Marcia Ferreira Amendola* O Conselho Tutelar (CT) é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos

Leia mais

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a).

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). 1 Ofício nº 01/2015 - CDS - OAB/BLUMENAU Aos(as) Excelentíssimos(as) Vereadores(as) de Blumenau. Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). Conforme se denota do sítio eletrônico,

Leia mais

PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO

PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO a Área da Assistência Social PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO Assistência Social na PNAS Situada como proteção social não contributiva;

Leia mais

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolesecente Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I -

Leia mais

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE Carta Aberta aos candidatos e candidatas às Prefeituras e Câmaras Municipais: Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos,

Leia mais

como Política Pública de Estado

como Política Pública de Estado como Política Pública de Estado Brasil 27 estados 5.565 municipios 190 milhoes ha 60 milhoes de 0 a 18 anos. Constituicao Federal de 1988 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 101 DE 17 DE MARÇO DE 2005 (*)

RESOLUÇÃO Nº 101 DE 17 DE MARÇO DE 2005 (*) RESOLUÇÃO Nº 101 DE 17 DE MARÇO DE 2005 (*) Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente Dispõe sobre os Procedimentos e critérios para a aprovação de projetos a serem financiados com recursos

Leia mais

14UF - Construção, Reforma, Equipagem e Ampliação de Unidades de Atendimento Especializado a Crianças e Adolescentes

14UF - Construção, Reforma, Equipagem e Ampliação de Unidades de Atendimento Especializado a Crianças e Adolescentes Programa 2062 - Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Número de Ações 6 Tipo: Projeto 14UF - Construção, Reforma, Equipagem e Ampliação de Unidades de Atendimento Especializado a Crianças e

Leia mais

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 JANDIRA FEGHALI (Deputada Federal/Brasil) Temas: Trabalhando com autoridades e parlamentares

Leia mais

LEI Nº 3.612, DE 13/09/2012.

LEI Nº 3.612, DE 13/09/2012. LEI Nº 3.612, DE 13/09/2012. DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PROGRAMA FAMÍLIA ACOLHEDORA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O PREFEITO MUNICIPAL DE ARACRUZ, ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS,

Leia mais

LEI Nº. 1917 LEI. Art. 2º. O Programa será vinculado ao Departamento Municipal de Ação Social e tem por objetivos:

LEI Nº. 1917 LEI. Art. 2º. O Programa será vinculado ao Departamento Municipal de Ação Social e tem por objetivos: LEI Nº. 1917 SÚMULA: Institui o Programa de Guarda Subsidiada de Crianças e Adolescentes, denominado "Programa Família Acolhedora e dá outras providências. A Câmara Municipal de Palmas, Estado do Paraná,

Leia mais

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS FASES PROCESSUAIS FASE POLICIAL OU INVESTIGATÓRIA Apreensão do adolescente pela prática de ato infracional Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) AUTO DE APREENSÃO Flagrante

Leia mais

CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE CARTA DE CONSTITUIÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM DEFESA DA PROTEÇÃO INTEGRAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE C A R TA D E C O N S T I T U I Ç Ã O D E E S T R AT É G I A S E M D E F E S A D A PROTEÇÃO INTEGRAL

Leia mais

Proteção Social Básica para Juventude

Proteção Social Básica para Juventude Proteção Social Básica para Juventude Orientação para a implantação do Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano Tem esta orientação para implantação do projeto Agente Jovem de Desenvolvimento

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE

SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE CONCEITO DE REDE Para as Ciências Sociais: conjunto de relações sociais entre um conjunto

Leia mais

NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS.

NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS. DESCRIÇÃO GERAL: Serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus

Leia mais

EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES PROPOSTAS APROVADAS EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente nos âmbitos

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO NO ÂMBITO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - S U A S

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO NO ÂMBITO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - S U A S POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO NO ÂMBITO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - S U A S MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Data de Criação: 23 de janeiro de 2004. Objetivo: aumentar a intersetorialidade

Leia mais

SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE RESOLUÇÃO Nº 4, DE 24 DE MAIO DE 2011

SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE RESOLUÇÃO Nº 4, DE 24 DE MAIO DE 2011 SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE RESOLUÇÃO Nº 4, DE 24 DE MAIO DE 2011 Institui parâmetros nacionais para o registro das informações relativas aos serviços ofertados

Leia mais

A GESTÃO DO CREAS E AS MUDANÇAS COM A TIPIFICAÇÃO E O PROTOCOLO DE GESTÃO

A GESTÃO DO CREAS E AS MUDANÇAS COM A TIPIFICAÇÃO E O PROTOCOLO DE GESTÃO A GESTÃO DO CREAS E AS MUDANÇAS COM A TIPIFICAÇÃO E O PROTOCOLO DE GESTÃO A Assistência Social como política de proteção social configura uma nova situação para o Brasil: garantir proteção a todos, que

Leia mais

INSTITUCIONAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

INSTITUCIONAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES ANEXO I ROTEIRO PARA INSPEÇÃO PERÍODICA 1 DOS SERVIÇOS DE ACOLHIMENTO Data: / / INSTITUCIONAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Modalidade: ( ) Acolhimento Institucional ( ) Casa Lar 1 - DADOS GERAIS 1.1. Nome

Leia mais

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Juruti 2012-2014

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Juruti 2012-2014 Plano de Ação Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Juruti 2012-2014 APRESENTAÇÃO Nosso O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do município de Juruti apresenta, no

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55. Planejamento Estratégico

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55. Planejamento Estratégico PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55 Planejamento Estratégico Criança e Adolescente 2010 PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 56 INTRODUÇÃO Tema: Criança e Adolescente A questão da infância

Leia mais

PM/Bombeiro PR. sua vida privada; (Incluído pela Lei nº 12.010, de

PM/Bombeiro PR. sua vida privada; (Incluído pela Lei nº 12.010, de Título II Das Medidas de Proteção Capítulo I Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I - por

Leia mais

ANEXO II DIRETRIZES DOS SERVIÇOS DAS LINHAS DE AÇÃO DO EDITAL 001/SEMFAS/FMAS/2015

ANEXO II DIRETRIZES DOS SERVIÇOS DAS LINHAS DE AÇÃO DO EDITAL 001/SEMFAS/FMAS/2015 ANEXO II DIRETRIZES DOS SERVIÇOS DAS LINHAS DE AÇÃO DO EDITAL 001/SEMFAS/FMAS/2015 LINHA DE AÇÃO I: SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA DE SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA CRIANÇAS

Leia mais

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência CURSO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE INTERVENÇÃO BREVE E ACONSELHAMENTO MOTIVACIONAL PARA USUÁRIOS DE ÁLCOOL, CRACK E OUTRAS DROGAS Rede de Atenção e

Leia mais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS MINUTA DE LEI LEI N Dispõe sobre a Política Municipal do Idoso e dá outras providências. A Câmara Municipal de Piraí, aprova e eu sanciono a seguinte Lei, TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Esta Lei dispõe

Leia mais

O PETI e o Trabalho em Rede. Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social

O PETI e o Trabalho em Rede. Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social O PETI e o Trabalho em Rede Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social Articulação da rede de serviços socioassistenciais Proteção

Leia mais

ANEXO II CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO E/ OU IMPLANTAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS E APOIO A FÓRUNS E REDES

ANEXO II CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO E/ OU IMPLANTAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS E APOIO A FÓRUNS E REDES ANEXO II CONDIÇÕES E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA APOIO E/ OU IMPLANTAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS E APOIO A FÓRUNS E REDES I ÁREAS DE INTERESSE Criança e Adolescente Apoio aos Fóruns, Comitês, Associações

Leia mais

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA. Sistema Único. de Assistência Social- SUAS

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA. Sistema Único. de Assistência Social- SUAS POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Sistema Único de Assistência Social- SUAS Política de Assistência Social Caracterização: - Definida constitucionalmente (CF/1988): - política pública: direito

Leia mais

Sistema Único de Assistência Social. Bases políticas e institucionais para o reordenamento da Assistência Social

Sistema Único de Assistência Social. Bases políticas e institucionais para o reordenamento da Assistência Social Sistema Único de Assistência Social Bases políticas e institucionais para o reordenamento da Assistência Social SUAS SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL O QUE É: O SUAS é uma ferramenta de gestão da Política

Leia mais

ASPECTOS HISTÓRICOS RESGATE DA HISTÓRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Maria Izabel Rocha Simão e Silva Capacitação de Candidatos ao Conselho Tutelar Barbacena, julho/2010 Objetivos: 1- Entendimento

Leia mais

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento,

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Projetos e Capacitação Ministério do Desenvolvimento Social

Leia mais

Secretaria Nacional de Assistência Social

Secretaria Nacional de Assistência Social POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SUAS Secretaria Nacional de Assistência Social MARCOS NORMATIVOS E REGULATÓRIOS Constituição Federal 1988 LOAS 1993 PNAS 2004

Leia mais

Edital nº 003/2010/GSIPR/SENAD / MS PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS

Edital nº 003/2010/GSIPR/SENAD / MS PLANO INTEGRADO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL SECRETARIA NACIONAL DE POLITICAS SOBRE DROGAS MINISTÉRIO DA SAÚDE Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas

Leia mais

Câmara Municipal de Uberaba A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904

Câmara Municipal de Uberaba A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904 A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904 Disciplina a Política Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual e dá outras providências. O Povo do Município de Uberaba, Estado de Minas Gerais, por seus representantes

Leia mais

AULA 05 ROTEIRO CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º; 37-41; 205 214; 227 229 LEI 8.069 DE 13/07/1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E C A PARTE 05

AULA 05 ROTEIRO CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º; 37-41; 205 214; 227 229 LEI 8.069 DE 13/07/1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E C A PARTE 05 AULA 05 ROTEIRO CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART. 5º; 37-41; 205 214; 227 229 LEI 8.069 DE 13/07/1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E C A PARTE 05 DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER

Leia mais

DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014

DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014 CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE MINAS GERAIS DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014 A Diretoria Executiva do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SOCIOASSISTENCIAL X SOCIOEDUCATIVO SOCIOASSISTENCIAL apoio efetivo prestado a família, através da inclusão em programas de transferência de renda

Leia mais

Das diretrizes gerais

Das diretrizes gerais PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 (Do Sr. Anderson Ferreira) Dispõe sobre o Estatuto da Família e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Família e dispõe

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL. Art. 227, CF/88 RAFAEL FERNANDEZ

DIREITO CONSTITUCIONAL. Art. 227, CF/88 RAFAEL FERNANDEZ DIREITO CONSTITUCIONAL Art. 227, CF/88 RAFAEL FERNANDEZ É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde,

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 030/2013.

PROJETO DE LEI N.º 030/2013. PROJETO DE LEI N.º 030/2013. Institui o Programa Menor Aprendiz no âmbito do Município de Bela Vista de Minas e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Bela Vista de Minas, Estado de Minas Gerais,

Leia mais

RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 1 DE 2010 CMDCA E COMAS SP

RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 1 DE 2010 CMDCA E COMAS SP RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 1 DE 2010 CMDCA E COMAS SP Regulamenta e Normatiza os Programas de Acolhimento Institucional e Familiar no Município de São Paulo visando atingir a adequação destes serviços aos princípios,

Leia mais

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA REGULAMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA Dispõe sobre normas para realização do estágio de prática jurídica, componente curricular obrigatório dos Cursos de Direito. Do Núcleo de Prática Jurídica Art.

Leia mais

REGIÃO SUL. Grupo 1 EXPLORAÇÃO SEXUAL Políticas Envolvidas. Assistência Social. Saúde. Segurança pública. Sistema de justiça. Turismo.

REGIÃO SUL. Grupo 1 EXPLORAÇÃO SEXUAL Políticas Envolvidas. Assistência Social. Saúde. Segurança pública. Sistema de justiça. Turismo. REGIÃO SUL Eixos de Atuação 1. Informação e Mobilização Planejamento das Ações Intersetoriais 1.1 Realizar campanhas articuladas entre as políticas para prevenção do turismo sexual (agentes de saúde, professores

Leia mais

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE HISTÓRICO DA PROTEÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NO BRASIL PERÍODO COLONIAL 1551 - fundada no Brasil a primeira Casa de Recolhimento: gerida pelos jesuítas, objetivava

Leia mais

TEXTO 1 História do Atendimento ao adolescente autor de ato infracional no Brasil

TEXTO 1 História do Atendimento ao adolescente autor de ato infracional no Brasil TEXTO 1 História do Atendimento ao adolescente autor de ato infracional no Brasil A construção da política de atendimento aos adolescentes a quem se atribua a prática do ato infracional acompanhou o desenvolvimento

Leia mais

Palestra: Política Nacional de Assistência Social e Sistema Único da Assistência Social SUAS

Palestra: Política Nacional de Assistência Social e Sistema Único da Assistência Social SUAS Palestra: Política Nacional de Assistência Social e Sistema Único da Assistência Social SUAS Professores: Leonardo Martins Prudente e Adailton Amaral Barbosa Leite Brasília, Agosto de 2013 Política Nacional

Leia mais

A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade

A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade Civil Constituição Federal Art. 203 - A assistência

Leia mais

PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO

PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO ÍNDICE INTRODUÇÃO... 3 LINHAS DE AÇÃO... 4 AÇÕES ESPECÍFICAS... 5 CAMPANHAS... 6

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

Proposta. Projeto Brasileiro. Brasília, outubro de 2012

Proposta. Projeto Brasileiro. Brasília, outubro de 2012 Proposta Projeto Brasileiro Brasília, outubro de 2012 1 - Existe, em seu país, política pública, programa ou estratégia de acesso ao Direito, para a população em condição de vulnerabilidade (grupos vulneráveis)?

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Projovem em Ação

Mostra de Projetos 2011. Projovem em Ação Mostra de Projetos 2011 Projovem em Ação Mostra Local de: Londrina. Categoria do projeto: Projetos em implantação, com resultados parciais. Nome da Instituição/Empresa: Prefeitura Municipal Santa Cecilia

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU ESTADO DE SÃO PAULO Secretaria Municipal do Bem Estar Social

PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU ESTADO DE SÃO PAULO Secretaria Municipal do Bem Estar Social Padrão Normativo da Rede de Proteção Social Básica Programa de Inclusão Produtiva de 3º Fase Auxílio Produção Administração: Rodrigo Antônio de Agostinho Mendonça Secretária do Bem Estar Social: Darlene

Leia mais