GUIA DE ESTUDO DSI Grupos Terroristas na Africa e Oriente Médio

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1 GUIA DE ESTUDO DSI Grupos Terroristas na Africa e Oriente Médio UNIR Educacional Todos os Direitos Reservados Rua Juiz de Fora sala 608 Cep Belo Horizonte MG Brasil Fone

2 Grupos terroristas na África Introdução O risco de sequestro na África aumentou vertiginosamente na última década, de acordo com um relatório securitário de outubro de Em 2004 foi de apenas 2%, mas entre 2003 e 2011 o mesmo risco aumentou a nível global de 5% para 35%. Esses sequestros tornaram-se a principal fonte de financiamento dos grupos terroristas islâmicos, grupos armados ou simplesmente criminosos. Os grupos islâmicos descobriram recentemente o filão do negócio dos sequestros e, ao longo do Sahel e na Nigéria, recorrem com cada vez maior frequência a este meio de financiamento das suas atividades, sobretudo desde a Primavera Árabe e da queda de regimes autoritários na região. Os grupos mais ativos são o Boko Haram, na Nigéria, o al-shabab na Somália e a Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), que operam, sem ligar a fronteiras, na Nigéria, Níger, Mali, Argélia, Quénia e Somália. Mais recentemente tem havido sequestros na Mauritânia, no Chade e no Burkina Faso, a ocidente de África, assim como na Etiópia e no Uganda, a leste. Os valores pedidos pelos resgates têm também vindo a crescer. Estes sequestros estão igualmente a aumentar de frequência, de duração e de violência. São também a razão principal para a recente preocupação dos líderes mundiais e inscrevem os raptos na lista de atividades terroristas. O mais recente e espetacular sequestro decorreu na Argélia no início de 2013, quando o líder de um grupo ligado à Al Qaeda tomou de assalto a refinaria de Al Amenas, explorada por várias empresas ocidentais.a operação das forças argelinas para retomar o controlo do local saldou-se por 40 mortos, entre eles, dez japoneses, cinco britânicos, três americanos e um francês. Desde o Corno de África, no leste, e através do Sahel em direção ao oeste, o terrorismo continua a representar uma ameaça à paz, segurança e desenvolvimento no continente, afirmou o Secretário- Geral Ban Ki-moon, alertando também para o aumento da presença de grupos extremistas e entidades terroristas em África, acrescentando que a falta de desenvolvimento e a ausência do Estado de direito permitem aos grupos terroristas recrutar através das comunidades e formar as suas fileiras Nos seus comentários perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Secretário-Geral afirmou que o sucesso no combate contra esses grupos exige esforços maiores e mais holísticos. Sem uma abordagem holística, corremos o risco de apenas empurrar a ameaça de uma zona para outra, concluiu Ban Ki-moon. Numa declaração Presidencial aprovada no início da reunião, os membros do Conselho de Segurança fizeram eco das observações de Ban Ki-moon, ao expressar séria preocupação sobre a violência crescente perpetrada por grupos armados em regiões e sub-regiões de África. Apelaram também a uma resposta integrada que vise o desenvolvimento da mesma forma que a segurança, e que inclua uma larga variedade de atores, desde a comunidade internacional até grupos da sociedade civil. O Conselho de Segurança reconhece que o terrorismo não será vencido apenas pela força militar ou por forças de segurança, medidas de aplicação da lei e operações de informação, estabelece a declaração, que sublinha ainda a necessidade de abordar as condições conducentes ao reforço dos esforços para o sucesso da prevenção e resolução pacífica dos conflitos prolongados, bem como à promoção do Estado de direito, proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais, boa governação, tolerância e inclusão. A ONU está fortemente empenhada em fazer a sua parte para combater o terrorismo em África, lembrou Ban Ki-moon ao Conselho nas suas observações. O sucesso é crucial para permitir aos Africanos realizar as suas aspirações de uma vida com dignidade e em paz. 2

3 Histórico do Comitê A Assembleia Geral poderá considerar os princípios gerais de cooperação na manutenção da paz e da segurança internacionais, inclusive os princípios que disponham sobre desarmamento e a regulamentação dos armamentos, e poderá fazer recomendações relativas a tais princípios aos Membros ou ao Conselho de Segurança, ou a este a àqueles conjuntamente. ARTIGO 11. Carta das Nações Unidas. Capítulo IV: Assembleia Geral. Enquanto o Conselho de Segurança estiver exercendo, em relação a qualquer controvérsia ou situação, as funções que lhe são atribuídas na presente Carta, a Assembleia Geral não fará nenhuma recomendação a respeito desta controvérsia ou situação, a menos que o Conselho de Segurança a solicite. ARTIGO 12. Carta das Nações Unidas. Capítulo IV: Assembleia Geral. Tendo em vista as condições geopolíticas nas quais a Organização das Nações Unidas foi criada, após a Segunda Guerra Mundial, os temas relacionados à manutenção da paz e a segurança internacional sempre fizeram parte dos princípios e da agenda desta instituição. Durante a Guerra Fria, por exemplo, o foco das preocupações estava na corrida armamentista, especialmente o constante aprimoramento das armas nucleares, usadas uma única vez em guerra durante os ataques estadunidenses às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de Não obstante, os testes nucleares aumentaram substancialmente nos anos 50 e havia um perigo real de conflito direto entre a União Soviética e os Estados Unidos, situação que poderia, uma vez utilizando-se em larga escala os novos armamentos desenvolvidos, levar a destruição do planeta. Sendo assim, desde cedo a ONU preocupou-se em criar comissões voltadas para a segurança internacional e a contenção de armamentos, tais como, por exemplo, a Comissão de Energia Atômica criada em 1946 e a Comissão para Armamentos Convencionais, de Este processo de amadurecimento nas relações internacionais - acerca do controle armas e da segurança aprimorou-se durante os anos 50 e 60, inclusive com a aprovação de tratados internacionais e acordos bilaterais, culminando no ano de 1978 com a criação, durante uma sessão especial da Assembleia Geral, da Primeira Comissão para Desarmamento e Segurança Internacional (CDSI). Com a sua criação, a CDSI somou-se a um universo de órgãos subsidiários da Assembleia Geral, cada qual voltado para uma temática específica, entre conselhos, comissões, painéis e grupos de trabalho. Em sua totalidade, estes órgãos possuem caráter recomendatório, de pesquisa, apreciação de determinadas questões e discussão, sem poder efetivo de fazer- cumprir, prerrogativa que cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A CDSI poderá tratar de temas nacionais ou internacionais que ameacem a segurança internacional, sendo constituída por todos os Estados membros das Nações Unidas1, e as resoluções propostas na Comissão precisam de maioria simples para aprovação. É importante destacar que a Comissão de Desarmamento e Segurança trabalha em consonância com a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança, propondo ou apreciando temas sugeridos. 3

4 Histórico do Problema O que é preciso ser feito para se combater o armamento contínuo e até progressivo de grupos extremistas pelo mundo, especialmente em áreas de conflito na África e no Oriente Médio? A questão acima, que figura entre os principais desafios da atualidade, precisará ser o pontochave das deliberações dentro deste comitê, o que, de antemão, coloca nossos delegados em uma situação delicada. Cada país precisará então se perguntar: até que ponto meus interesses internos estão implicados no financiamento e transferência destas armas? Grupos extremistas atuam no território do Estado que represento? Quais os interesses estão em jogo? O armamento contínuo e até progressivo de grupos extremistas pelo mundo, especialmente em áreas de conflito na África e no Oriente Médio, é um problema que foi potencializado durante a segunda metade do século XX e após a queda da União Soviética, com o fim da Guerra Fria. Isto se deve não somente pela expansão de grupos armados extremistas, durante as décadas de 1990 e 2000, mas também pela ampliação considerável no comércio de material bélico, com destaque para as armas de pequeno porte. Segundo o estudo do Small Arms Survey, um projeto de pesquisa independente do Instituto de Pós-Graduação de Estudos Internacionais e Desenvolvimento (Genebra, Suíça), quando se trata de armas de pequeno porte, apesar de o risco maior a segurança encontrar-se nas atividades ilegais, a maior parte do comércio ocorre de forma legalizada, por meio dos governos, intermediários legalizados, firmas privadas de segurança ou mesmo por cidadãos. Por exemplo, as transferências internacionais autorizadas corresponderam em 2011 a aproximadamente 8,5 bilhões de dólares. Em muitos casos estes armamentos são comprados como forma de substituir antigos arsenais, os quais vão parar em mãos de interceptadores e autoridades corruptas na política, nos governos e Forças Armadas. E os problemas não param por aí. Consideremos, por exemplo, um comércio bem específico que envolve a recompra de material bélico de situações pós-conflito. Para ser mais exato, armamentos que deixaram de se utilizados em larga escala devido a acordos de paz e a finalização de determinado conflito armado. Casos como estes ocorreram no século XX com certa frequência, e ainda ocorrem, como verificamos recentemente no encerramento das inúmeras guerras envolvendo a ex-iugoslávia (Anos 90) ou mesmo com o fim de algumas guerras civis africanas, como a de Angola, que durou 27 anos, entre Nestes casos o perigo de transferência indevida das armas tende a ser enorme, fugindo facilmente do controle da comunidade internacional. No livro Atlas dos Conflitos Mundiais, Dan Smith e Ane Braein comentam que: em 1997, o caos na Albânia liderou milhares de armas das forças armadas do país, muitas das quais usadas por combatentes nas proximidades de Kosovo. A queda da URSS em 1991 liberou grande quantidade de armamento de todos os portes na zona que se estende da costa ocidental do mar Negro até a Ásia Central. 4

5 Os problemas oriundos da disponibilidade de armas de pequeno porte são em geral piores logo após a guerra do que durante o período em que ela acontece. A paz significa um extenso repentino de armamento fora de uso. Espingarda são frequentemente vendidas a baixo preço uma Kalashnikov em boas condições deve alcançar cerca de US$ 20 a US$ 25 à vista, ou o equivalente em comida e então revendidas, mesmo em outra zona de guerra, ou para criminosos. Armamentos de Moçambique, onde a paz foi celebrada em 1992, foram utilizadas no submundo da África do Sul e em guerras da África central. Programas de recompra de espingardas dos combatentes são com frequência contraproducentes. A corrupção é predominante entre aqueles que procuram recomprar armamento; e quase sempre o revendem por metade do preço somente para fazer dinheiro. Além disto, o fato de atingir um bom preço no mercado atrai armamento de países vizinhos, o que dificulta saber exatamente quem está sendo desarmado pelo programa de recompra. Enquanto as armas de pequeno porte continuarem a ser manufaturadas em tão grande escala e os principais países fabricantes exercerem um controle negligente, o problema persistirá. Será importante também que os estudantes-delegados da Comissão para Desarmamento e Segurança Internacional reflitam acerca destas questões. De uma forma geral, o comércio de armas cresceu consideravelmente no período de 2007 e 2011, em torno de 24%, de acordo com o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI). Os dados, contudo, podem variar dependendo do relatório consultado ou mesmo do intervalo de tempo delimitado, até porque nem todos os Estados disponibilizam seus dados para análise, ou ainda, possuem o mesmo grau de confiabilidade nas informações. Este é um problema que existe quando tratamos do comércio de armamentos. No entanto, quando consideramos os armamentos de uma forma geral, parece haver um consenso quando o assunto são os maiores produtores/exportadores: Os EUA seguem como o maior fornecedor global nos últimos cinco anos, com 30% das exportações, seguidos por Rússia (26%), Alemanha (7%), França (6%) e China (5%) 3. Vale a pena destacar a ascensão da China como produtora de armas, ocupando a 5º colocação. Por outro lado, os maiores consumidores de armas convencionais encontram-se no continente asiático, a ponto de muitos analistas considerarem que acontece na Ásia neste momento uma espécie de corrida armamentista entre suas principais potências regionais. De forma mais clara, 5

6 os cinco principais importadores são: Índia (12%), China (6%), Paquistão (5%), Coreia do Sul (5%) e Cingapura (4%), considerando o período de 2007 a Poder-se-ia argumentar que a posse de tais armamentos, por si só, não corresponde a um comércio ilegal ou mesmo a provável situação de guerra. Entretanto, as armas convencionais são grandes vilãs quando o assunto é a expansão da violência em situação de paz ou mesmo o prolongamento dos conflitos armados, como vemos, por exemplo, no caso mais recente da Síria, no Oriente Médio. Não podemos desconsiderar também as intrínsecas relações existentes entre o desenvolvimento social, a segurança e o desarmamento. Os três precisam ser apreciados e debatidos de forma conjunta dentro de um fórum como a CDSI. Afinal, tanto a redução de armas pode contribuir para uma melhor preservação da paz e das condições de segurança internas em um país, como também a falta de oportunidades econômicas, a exclusão de populações inteiras do sistema político e dos benefícios sociais, pode desencadear uma escala de violência e outros tantos problemas relacionados a segurança, os quais certamente se desdobrarão no comércio ilegal e no uso intensivo de armamentos, especialmente os de pequeno porte. Não se trata de criticar as armas de forma isolada, mas sim de pensa-las como partes integrantes de um contexto social específico, como é o caso das frágeis instituições democráticas do Oriente Médio e da África. Oriente Médio e África. A ocupação de mais de metade do território do Mali por combatentes islâmicos, a violência crescente do Boko Haram no norte da Nigéria e anos de violência por motivos religiosos na Somália vieram chamar de novo a atenção para o fenómeno do extremismo islâmico em África. Entretanto, multiplicaram-se no Sahel e no Cifre de África os confrontos violentos entre grupos rebeldes e forças governamentais, as organizações extremistas desenvolveram a sua capacidade bélica, aumentaram os ataques terroristas contra civis, incluindo atentados suicidas, foram impostos pelos extremistas às populações os seus rígidos códigos morais com práticas da lapidação e amputação, locais históricos sagrados foram destruídos e centenas de milhares de civis deslocados. A capacidade mostrada pelos extremistas de conquistar e dominar por longos períodos vastas extensões de território tem adiado e posto em causa a construção do Estado na Somália. No Mali, separou o norte do sul e exacerbou o impasse político em Bamako. Existe igualmente o risco de a prolongada instabilidade em regiões do Sahara-Sahel contaminar toda a região. A perspectiva de uma propagação do extremismo islâmico e de uma escalada de violência noutras partes do continente também constitui motivo de alarme. A Militância Islâmica na África. Terje Ostebo As preocupações envolvendo grupos armados radicais e a transferência de armamentos não é um problema recente no continente africano e no Oriente Médio. Em muitos casos, remonta ao período entre guerras ou mesmo aos movimentos de libertação nacional, bem como aos conflitos ideológicos entre capitalismo e socialismo durante a Guerra Fria ( ). Na Palestina, por exemplo, grupos como o Jihad Islâmico, o Hezbollah e o Hamas surgiram entre o final dos anos 70 e a década de 1980 impulsionados pelo crescimento do fundamentalismo. religioso, visto por muitos palestinos como uma alternativa para organizações mais tradicionais como a OLP que assumiam progressivamente feições mais moderadas nas relações com Israel. Contudo, até mesmo as lideranças da Organização pela Libertação da Palestina e do Fatah, no início destes movimen- 6

7 tos na década de 60, assumiam a luta armada e a prática de atentados como um recurso que depois se disseminou em outras organizações. No continente africano não é diferente. Muitas organizações armadas atuantes hoje possuem direta ou indiretamente relação com algum conflito de ordem militar ou divergência política estabelecida antes de Outros são mais recentes, formados nas décadas de 1990 e 2000, em alguns casos respaldados por organizações maiores e de atuação internacional como a Al Qaeda, liderada até pouco tempo pelo saudita Osama Bin Laden, ou ainda, os Talibãs do Afeganistão. Nos últimos anos, progressivamente o radicalismo religioso ou separatista vêm ganhando espaço em detrimento de conflitos ideológicos, como aqueles que se desenvolveram na descolonização motivados pelo nacionalista e o socialismo. Veja o caso de Angola e Moçambique, por exemplo, onde as organizações socialistas MPLA (Movimento Popular de Libertação Nacional) e FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) questionaram militarmente o domínio colonial português até 1975, quando conseguiram tomar o poder, resultando em longas guerras civis com outros grupos armados, ideologicamente rivais. Atualmente a situação é diferente. A luta política está mais fragmentada, o projeto revolucionário perdeu força para as orientações religiosas, questões étnicas e interesses econômicos. Não que tais elementos não existissem antes. Existiam. Contudo, não podemos negligenciar que ganharam força nos últimos vinte anos. Mas seria incorreto tentarmos compreender as motivações destas organizações apenas sob o viés estadunidense do terrorismo. Para o governo dos Estados Unidos e seus aliados, as organizações radicais árabes e africanas se limitam a disseminar o medo e atacar populações civis inocentes, como aconteceu nos famosos atentados de 11 de Setembro de No entanto, seria prudente analisar o problema de uma forma um pouco mais ampla, considerando também fatores de ordem social, histórico-religiosa, além das já muito conhecidas disputas pelo controle de recursos naturais, governos e fronteiras. Há décadas o continente africano enfrenta pressões por parte de uma crescente população jovem e comunidades étnicas marginalizadas, frustradas pela falta de serviços governamentais e pelo desemprego. Apesar das inegáveis melhorias ocorridas nos últimos vinte anos, a África ainda é um palco de conflitos armados e Estados frágeis que inviabilizam um controle decisivo sobre o comércio legal e ilegal de armas. Algo semelhante ocorre no Oriente Médio, que ainda é uma região politicamente delicada, seja no Iraque (palco de grupos armados de resistência mesmo com a retirada progressiva das tropas americanas), no Líbano (diretamente envolvido na guerra civil síria e na resistência palestina), no impasse que se estende por mais de 60 anos entre israelenses e os palestinos, além da guerra civil síria que já matou mais de 100 mil pessoas desde os primeiros episódios 7

8 de 2011, com mais de dois milhões de refugiados e seis milhões de deslocados internos. O mapa abaixo, com informações do Programa de Dados de Conflitos de Upsala, sintetiza alguns conflitos em 2012: Fonte: Os GRUPOS ARMADOS Abaixo foram disponibilizados alguns dos principais grupos radicais que atuam no Oriente Médio e no continente africano. Alguns têm atuação nacional, outros são mais amplos, com ramificações de nível continental e internacional. Seria interessante pesquisar não apenas as particularidades de cada um deles, mas também as relações que travam entre si e o modo como têm acesso a recursos financeiros e armas, temas de relevância neste comitê da CDSI. AL FATAH ou Movimento Nacional de Libertação da Palestina, fundado no final dos anos 50 por Yasser Arafat e outros palestinos como uma forma de lutar contra Israel. O Fatah é uma organização política e militar, que tem como braço armado o Tanzim, criado em 1995 com o objetivo de compensar o crescimento do poder dos grupos islâmicos palestinos. O Tanzim é uma organização muito popular, cujo poder se baseia em sua liderança na comunidade. O grupo palestino tem vínculos ainda com as Brigadas dos Mártires de al-aqsa, maior das milícias. O atual líder do Fatah é o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. AL-QAEDA: A Al-Qaeda é uma organização fundamentalista islâmica internacional fundada em 1989 por Osama Bin Laden, descendente de uma rica família saudita que nos anos 80 participou do movimento dos mujahedins contra a ocupação soviética do Afeganistão. Até os famosos atentados de 11 de setembro de 2001, Bin Laden conseguiu se esquivar das agências de inteligência de todo o mundo. A estrutura organizacional do grupo, apesar da notoriedade de sua rede integrada, é composta por elementos desconhecidos. Indubitavelmente, este é o maior representante do terror mundial. 8

9 AL-QAEDA NO MAGREB ISLÂMICO (AQMI): a organização AQMI é derivada de um outro grupo atuante no Magreb anteriormente: o Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC). Manifestando lealdade à Al-Qaeda desde 2007, possui inúmeras bases no norte do Mali, onde cometeu sequestros e ataques a ocidentais no Sahel. Um de seus líderes, o argelino Abdelhamid Abou Zeid, foi morto em combate no norte do Mali. ANSAR AL ISLAM (Iraque): São conhecidos como uma filial da Al-Qaeda. Fazem uso rotineiro de tortura e espancamentos ao interrogar prisioneiros, além da decapitação de presos. Em 22 de março de 2003, o grupo detonou um carro bomba que gerou a morte do jornalista australiano Paul Moran e vários outros. São liderados pelo ex-militar Abu Abdallah al-shafii, que já fez vários ataques suicidas a bases americanas no Iraque. Contabilizam mortes. No dia 19 de agosto de 2014 divulgou um vídeo decapitando um jornalista americano que havia sido sequestrado na Síria há dois anos ameaçando fazer o mesmo com outro caso os EUA não parem com os ataques aéreos na região do Iraque. ANSAR DINE ou Defensores do Islã, trata-se de um grupo liderado por Iyad Ag Ghaly, ex-militar e ex-líder das rebeliões tuaregues dos anos 1990 no Mali. O Ansar Dine apareceu em 2012 e faz parte dos grupos ligados à AQMI que ocuparam o norte do Mali: o Movimento para a Unidade e a Jihad na África do Oeste (MUJAO). O MUJAO nasceu no final de 2011 de uma cisão com a AQMI e se tornou em 2012 um dos principais grupos armados do norte do Mali. Ficou conhecido pelos sequestros e reivindicou ataques no Mali e na Argélia. Em agosto de 2013, o MUJAO e os "Mulethemuns" --grupo liderado por Mokhtar Belmokhtar e derivado da AQMI-- anunciaram, em um comunicado à agência mauritana ANI, sua fusão em um único movimento, os Murabituns. ANSAR AL-SHARIA ou Partidários da Sharia (a lei islâmica) constitui-se como um grupo radical islâmico ligado a Al-Qaeda com forte atuação na Túnica e ramificações em outras regiões do norte da África. BOKO HARAM: grupo radical islâmico que surgiu em 2004 e atua na Nigéria, responsável por uma série de ataques contra o governo nigeriano e instituições das Nações Unidas. Possivelmente ligado a ala da Al Qaeda no Magreb africano, bem como aos militantes dos talebãs afegãos, o Boko Haram reivindica um Estado islâmico no norte da Nigéria. O norte da Nigéria é a principal base do Boko Haram. Trata-se de uma área na borda de uma região desértica, hostil e com fronteiras poucos vigiadas, que perspassa o Niger, o Mali, a Mauritânia, a Algéria e a Líbia. Provoca sempre atentados sangrentos. Sendo que o último em grande escala aconteceu um massacre no domingo (29 de Setembro de 2013) de mais de 40 alunos e vários outros ficaram feridos, onde Terroristas armados entraram em uma universidade de agricultura no nordeste da Nigéria e metralharam os alunos que estavam dormindo em um dormitório. O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, assumiu a responsabilidade por duas explosões em 25 de junho em um depósito de combustível 9

10 em Lagos, centro comercial da Nigéria e por uma bomba em um shopping center no sofisticado bairro de Abuja Wuse II, que matou 24 pessoas, o terceiro na capital desde abril. O EXÉRCITO LIVRE DA SÍRIA (ELS): constituído em agosto de 2011 por militares desertores do regime de Assad de maioria sunita, com bases na Turquia e regiões dentro da Síria. Estima-se que o ELS contenha uma força de dez mil soldados que não são bem armados e possuem apenas treinamento militar básico, e reconhecem que são incapazes de confrontar diretamente o Exército do Governo que conta aproximadamente com duzentos mil soldados e controlam o território do país. Entretanto, um grande número de deserções militares causadas por divisões sectárias do governo Assad vem contribuindo para o crescimento do ELS. Em Abril de 2012, o Exército Livre da Síria ganhou apoio substancial via financiamento de armas não-letais e apoios de serviços de inteligência de países Ocidentais. Especula-se que potências Ocidentais também tenham armado o ELS por meio do mercado negro. Uma vez armados e munidos, o Exército Livre da Síria vem utilizando táticas de guerrilha e atacando pontos políticos e militares estratégicos na Síria com relativo sucesso objetivando levar o regime a exaustão. Porém, quando se trata da Síria, a quantidade de grupos armados é muito grande, sejam estes laicos ou islâmicos. FDLR ou Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda constitui-se como um grupo armado hutu que atua no leste da República Democrática do Congo. Luta contra o governo tutsi de Ruanda, mas ao mesmo tempo resiste em retornar ao país tendo de vista as acusações contra os hutus de práticas de genocídio. No Congo, a FDLR entra em constante conflito com as forças amadas congolesas e outros grupos armados locais. HEZBOLLAH Apoiado pelo Irã e pela Síria, esse grupo terrorista baseada no Líbano emergiu da guerra civil libanesa de 1982 e é considerado como o maior inimigo de Israel e países árabes sunitas. De acordo com um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), esta organização abrange 41% da população libanesa e está envolvida em várias atividades sociais. HAMAS ou Movimento de Resistência Islâmico, é um grupo extremista palestino fundado em 1987, durante a primeira Intifada ( ). Esta organização foi fundada com o objetivo de libertar a Palestina e resistir ao processo de ocupação militar israelense. Conhecido por seus militantes suicidas temerários, esse grupo recebe apoio do Hezbollah em questões contra o governo de Israel. JIHAD ISLÂMICO: Formada por jovens palestinos no Egito entre 1979 e 1981, o Jihad Islâmico é apontado como uma das organizações palestinas mais radicais, opondo-se a ocupação de Israel sobre a Cisjordânia e outros territórios. Os militantes da organização já participaram de vários atentados suicidas com carros-bomba. Por exemplo, a organização foi responsabilizada pela morte de 18 soldados em um ponto de ônibus em Beit Lid em 1995 e também por atentados suicidas em Tel Aviv em 1996, matando 20 pessoas. M23 ou Movimento 23 de Março. Fundado em abril de 2012, atua principalmente na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, lutando contra as Forças Armadas do pa- 10

11 ís. O M23 afirma luta por melhores condições de vida, mas sofre, em contrapartida, acusações de crimes de guerra, recrutamento de crianças-soldado, entre outros crimes. SHEBAB ou Al-Shabab, constitui-se como um grupo radical islâmico da Somália ligado a rede Al- Qaeda. O grupo, já praticou inúmeros ataques como, por exemplo, os atentados na capital de Uganda em 2006 e o mais recente, em Nairóbi, no Quênia, em retaliação a participação destes países em tropas internacionais na Somália, especialmente aquelas da União Africana. Na Somália, mergulhada no caos e na guerra civil desde a derrubada de Siad Barre, em 1991, os Shebab - "juventude" em árabe - surgiu a partir de um movimento rebelde contra as tropas etíopes que entraram na Somália em 2006 com o apoio dos Estados Unidos para derrubar a União das Tribos Islâmicas, que controlava Mogadíscio. Recentemente foram forçados a abandonar todos os seus redutos na região central e do sul, depois de serem expulsos de Mogadíscio em 2011 pela Força da União Africana (Amisom) liderada pelas tropas do governo somali. Mas ainda controlam vastas áreas rurais e conseguiram recentemente realizar grandes operações suicidas na capital. O grupo militante islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque que deixou O ataque deixou ao menos 65 mortos e mais de 200 feridos. em setembro de 2013 em um shopping center de Nairóbi, no Quênia. TALIBAN ou Talibã: Derivado da palavra estudantes, o grupo extremista religioso sunita Talibã surgiu nas Madraças (escolas religiosas) do Paquistão e atua na fronteira e no território afegão desde o início dos anos 90. Tornou-se conhecido pelo governo fundamentalista que desenvolveu no Afeganistão entre 1996 e Atualmente sua maior força ofensiva destaca-se contra a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e os governos do Paquistão e Afeganistão. TEHRIK-I-TALIBAN PAKISTAN ou Movimento dos Talibãs Paquistaneses: Organização terrorista localizada em áreas tribais ao longo da fronteira com o Afeganistão. O Movimento dos Talibãs Paquistaneses engloba vários grupos militantes islâmicos. Criado em dezembro de 2007, por Baitullah Mehsud, um militante paquistanês notório falecido em 23 de Agosto de 2009, a organização tem como alvo os elementos de Estado paquistanês, entretanto de acordo com várias agências de inteligência, são várias as cidades dos Estados Unidos também concebidas como alvo. No mapa abaixo visualizamos alguns grupos radicais islâmicos na África e suas respectivas áreas de influências. Destacam-se as forças AQMI, o Boko Haram e o grupo somali Al-Shabab. 11

12 Convenções e Tratados. Por mais que, em muitos aspectos, as ações das Nações Unidas tenham sido limitadas seja por resistência dos governos em aplicarem as normas ou mesmo pela impossibilidade no curso prazo de resolvê-las a ONU procurou ao longo dos últimos 70 anos tomar algumas iniciativas no sentido de disciplinar a produção e disseminação de armamentos. No texto abaixo, retirado da página oficial da ONUBR (ONU no Brasil), vemos um bom exemplo deste esforço: Desde o nascimento das Nações Unidas, as metas do desarmamento multilateral e da limitação de armas foram consideradas centrais para a manutenção da paz e da segurança internacionais. Estas metas vão desde a redução e eventual eliminação das armas nucleares, destruição de armas químicas e do fortalecimento da proibição contra armas biológicas, até a suspensão da proliferação de minas terrestres e de armas leves e de pequeno calibre. Estes esforços têm o apoio de uma série de instrumentos-chave da ONU. O Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o mais universal de todos os tratados multilaterais sobre desarmamento, entrou em vigor em A Convenção sobre Armas Químicas entrou em vigor em 1997, e a Convenção sobre Armas Biológicas, em O Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares foi adotado em A Convenção sobre Proibição de Minas entrou em vigor em A ONU apoiou tratados regionais de proibição de armas nucleares na Antártida, América Latina e no Caribe, no Pacífico Sul, Sudeste da Ásia, África e Ásia Central. Outros instrumentos adotados pela ONU proíbem armas nucleares no espaço sideral e em alto mar. Em resposta ao crescimento do terrorismo internacional, a Assembleia Geral adotou a resolução 57/83 criada para impedir terroristas de adquirirem armas de destruição em massa. Em 2004, o Conselho de Segurança adotou a resolução 1540, proibindo o apoio do Estado para tais esforços. A Convenção Internacional para a Supressão de Atos de Terrorismo Nuclear da Assembleia foi aberta para assinatura em setembro de 2005 e entrou em vigor em julho de A Assembleia Geral e o Conselho de Segurança abordaram as questões do desarmamento continuamente. A Assembleia também realizou sessões especiais sobre o desarmamento em 1978 e Alguns órgãos da ONU se dedicam exclusivamente ao desarmamento. Entre eles está a Conferência sobre o Desarmamento. As decisões tomadas ajudaram a construir um direito internacional acerca da proliferação de armamentos. Neste processo vale destacar a Conferência sobre o Desarmamento de Genebra, criada em 1979 por uma resolução da Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), a Conferência de Genebra é hoje composta por 65 Estados-membros, entre eles os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança que possuem armas nucleares (China, França, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido). Apesar dos impasses nos últimos dez anos em se alcançar um amplo acordo sobre o desarmamento, especialmente no que diz respeito as armas nucleares, a Conferência sobre Desarmamento, enquanto um fórum multilateral para se discutir o tema, já produziu instrumentos que hoje são referências, como, por exemplo, o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), a Convenção sobre Proibição de Armas Químicas e o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares. Atualmente os desafios giram em torno da contenção da produção de novos arsenais nucleares encontrando resistência em nações como o Paquistão, por exemplo e a contenção do uso das armas químicas, as quais voltaram a despertar a atenção da opinião pública internacional com os excessos cometidos no Oriente Médio, na guerra civil síria, tanto por integrantes do governo como dos grupos rebeldes. Não resta dúvida da urgência da agenda sobre a qual precisamos refletir. Afinal, várias são as questões em jogo quando se trata do controle de armas e do financiamento a grupos armados no Oriente Médio e no continente africano. Não se trata apenas de armamentos, mas também da segurança de milhares de pessoas dentro de sociedades frágeis e constantemente interrompidas por guerras civis, golpes militares, intervenções internacionais e atentados terroristas. Conjuntamente com a segurança, somam-se também as ameaças para a paz regional e o próprio desenvolvimento econômico e social destas localidades. 12

13 DOCUMENTO DE POSICAO OFICIAL O Documento de Posição Oficial (DPO) é o primeiro passo que um delegado deve seguir para participar na discussão. Nele será esboçada a posição oficial do país em relação ao tema tratado nas discussões, devendo conter ainda as principais políticas já adotadas pelo país representado em relação os conflitos existentes na região, sua posição sobre o tema e o nível ocorrência deste problema internamente. Tudo isso não deve ultrapassar uma lauda, pois esse documento também poderá ser usado pro outros delegados, no intuito de esclarecer pontos gerais sobre a política externa de um dado país. O delegado deve, então, seguir a posição oficial do país por ele ser representado acerca da temática discutida mesmo no caso dela não condizer com sua posição pessoal, visando sempre atingir o consenso. Portanto, o Documento de Posição Oficial é de extrema importância para a condução dos trabalhos. Com relação ao tema debatido nesse guia de estudos, valem algumas perguntas que podem ajudar na elaboração do referido documento, sendo elas: Quais tratados internacionais sobre o tema o país ratificou? Quais são os conflitos que o país esta envolvido? Qual é a postura do país em relação ao terrorismo na África e no Oriente Médio? O Estado que você representa possui problemas com grupos extremistas? Defende o livre comércio de armas? Fornece armamento a grupos considerados terroristas? Como justificar-se diante desta situação? Construa argumentos e proposições. O que o país tem feito para solucionar o problema? PROPOSTA DE RESOLUCÃO Na construção da proposta de resolução a ser votada, os delegados não devem limitar-se a responder apenas as questões aqui propostas, mais do que isso, eles dever ter habilidade de propor e fazer emanar do debate outras questões de igual relevância. Portanto, com base no que foi discutido neste guia de estudos, uma boa resolução deve responder as seguinte perguntas: Não fugam do tema central: ações para solucionar/minimizar o problema do financiamento e armamento de grupos extremistas. Quais medidas devem ser tomadas para evitar o financiamento desses grupos? Como garantir o desenvolvimento econômico e social da região? Como evitar a transferência e venda de armas para os terroristas? Como garantir que ajuda internacional chegue a população atingida nos conflitos? Como resolver o problema da população que está se refugiando nas zonas de conflitos? BIBLIOGRAFIA (Detalhamento da quantidade de armas importadas e exportadas por cada país). (Os tratados e acordos em torno do desarmamento). (Página do Projeto Small Armas Survey). (Artigo da Inter Press Service acerca do comércio de armas nos últimos anos) (Artigo Principais Instrumentos Internacionais no Campo do Desarmamento e Controle de Armamentos (...) de Sérgio Duarte). SMITH, Dan; BRAEIN, Ane. Atas dos Conflitos Mundiais. SP: Companhia Editora Nacional,

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