Regulamento de Concessão de Bolsas de Estudo Para o Ensino Superior. Aprovado após deliberação em reunião de Câmara de dia 16 de Dezembro de 2009

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1 Regulamento de Concessão de Bolsas de Estudo Para o Ensino Superior Aprovado após deliberação em reunião de Câmara de dia 16 de Dezembro de 2009 Beja, 2009

2 Artigo 1º Objecto O presente regulamento estabelece as normas de atribuição de bolsas de estudo por parte do Município de Beja a estudantes residentes no concelho matriculados e inscritos no 1º ciclo de estudos conducentes ao grau de licenciado, em estabelecimentos de ensino superior público, privado ou cooperativo, reconhecidos pelo ministério da tutela. Artigo 2º Natureza das bolsas 1. A Atribuição de bolsas de estudo tem um carácter social e destina-se a incentivar a continuação de estudos aos alunos oriundos de famílias de menores recursos económicos. 2. As bolsas a atribuir têm a natureza de uma comparticipação pecuniária, visando suportar os encargos dos estudantes que frequentam o ensino superior. 3. O número de bolsas a atribuir será de trinta. 4. Do número total de bolsas será reservado um número correspondente ao número de candidaturas à renovação de bolsas, sendo o restante destinado às novas concessões 5. Nenhum bolseiro poderá beneficiar de uma bolsa que ultrapasse a duração do curso. 6. As bolsas serão de valor equivalente a um terço da retribuição mínima mensal garantida (RMMG) 7. A bolsa de estudo atribuída tem a duração de um ano lectivo sendo o seu valor pago durante o período de dez meses. 2

3 Artigo 3º Do Concurso Podem requerer a concessão de bolsas de estudo os alunos que satisfaçam, cumulativamente, os seguintes requisitos: 1. Serem de nacionalidade portuguesa ou estarem autorizados a residir em Portugal, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; 2. Residirem há mais de três anos no concelho de Beja; 3. Rendimento per capita mensal do agregado familiar inferior ao valor da retribuição mínima mensal garantida x 1.2. Entende-se por agregado familiar do aluno o conjunto dos ascendentes e/ou descendentes e demais parentes que vivem em comunhão de habitação e rendimentos; O rendimento per capita do agregado familiar é calculado com base na seguinte fórmula: FÓRMULA CÁLCULO CAPITAÇÃO C= R (I+H+S) 12N C= Rendimento per capita R= Rendimento anual bruto do agregado familiar I= Impostos e Contribuições H= Encargos com a habitação até ao valor máximo da retribuição mínima mensal garantida x12. S= Encargos com a saúde N= Número de pessoas que compõem o agregado familiar 4. Estar matriculado e inscrito em estabelecimento e curso do ensino superior, no ano lectivo para que solicita a bolsa; 3

4 5. Não ser titular de bacharelato, licenciatura ou equivalência; 6. Se esteve matriculado no Ensino Superior no ano lectivo anterior àquele para que requer a bolsa, ter tido aproveitamento escolar. Considera-se aproveitamento escolar num curso superior o estudante que reúne as condições fixadas como tal pelo órgão legal e estatutariamente competente do estabelecimento de ensino superior em que se encontra matriculado e inscrito; 7. Não serem beneficiários de outra bolsa de estudo ou benefício equivalente, concedida por outras entidades ou, quando o forem, o valor das bolsas, quando somado, não ultrapasse a Remuneração ao valor da retribuição mínima mensal garantida. Neste caso, a bolsa a atribuir deverá ser reduzida até esse valor; 8. Os candidatos que não reúnam as condições de acesso referidas serão automaticamente excluídos. Artigo 4º Instrução do processo de candidatura 1. As bolsas de estudo serão atribuídas mediante concurso. 2. A sua abertura será publicada mediante edital a afixar nos lugares de estilo edifício do Município e sedes das Juntas de Freguesia. 3. O anúncio de abertura especifica as condições da sua atribuição, o tipo de documentos a apresentar, o local para o seu envio e os respectivos prazos. 4. As candidaturas serão formalizadas através do preenchimento de uma ficha de candidatura, a fornecer pelos serviços do Município. 5. A ficha de candidatura deve ser acompanhada dos seguintes documentos: a. Fotocópia do bilhete de identidade e do cartão de contribuinte do candidato; b. Documento comprovativo da titularidade do curso do ensino secundário e da respectiva classificação (média), se o estudante for candidato ao ingresso no ensino superior; 4

5 c. Certidão de estudos com a discriminação por disciplinas do aproveitamento relativo ao ano lectivo anterior ao da candidatura, se o estudante está a frequentar o ensino superior; d. Certificado de matrícula no estabelecimento de ensino superior ou, na falta deste, o respectivo recibo; e. Fotocópia da declaração de rendimentos para efeitos fiscais de todo o agregado familiar (IRS/IRC) acompanhada de fotocópia da declaração da entidade patronal (no caso de rendimentos provenientes de trabalho dependente) relativa ao ano anterior à candidatura; f. No caso de não fazer declaração de IRS/IRC deve apresentar documento comprovativo da sua situação passado pelo Centro de Emprego e pela Segurança Social; g. Atestado de residência, passado pela Junta de Freguesia, a confirmar a composição do agregado familiar e que é residente há mais de três anos no concelho de Beja. 6. A não entrega dos documentos previstos no artigo anterior implica a exclusão do concurso. Artigo 5º Selecção das candidaturas 1. O simples facto do requerente ser admitido ao concurso não lhe confere o direito a uma bolsa. 2. As bolsas serão atribuídas aos candidatos que o Município seleccionar de entre os admitidos ao concurso. 3. Para os efeitos da selecção a que se refere o número 2 serão utilizados, obrigatoriamente, os seguintes critérios: 5

6 a) Capitação da média mensal do respectivo agregado familiar (sendo que RMMG é o valor da retribuição mínima mensal garantida) Capitação média do agregado familiar Pontuação Atribuída 0,25 RMMG 6 0,25 RMMG 0,35 RMMG 5 0,35 RMMG 0,5 RMMG 4 0,5 RMMG 0,6 RMMG 3 0,6 RMMG 0,7 RMMG 2 0,7 RMMG 1,2 RMMG 1 * RMMN é o valor da retribuição mínima mensal garantida Os candidatos com capitação igual ou superior a 1.2 x RMMG serão automaticamente excluídos. b) Aproveitamento escolar do concorrente: Média obtida Pontuação

7 c) Idade do candidato à entrada do curso: Idade Pontuação <19 Anos 3 >19 Anos - 22 anos 2 >22 Anos 1 4. A lista provisória graduada será afixada através de edital no edifício dos Paços do Concelho e na sede de todas as Juntas de freguesia do concelho. 5. Os candidatos serão notificados da sua posição na lista mediante carta registada. 6. Os candidatos poderão reclamar num prazo de 10 dias úteis a contar do dia da data da recepção da comunicação escrita. A reclamação apresentada por escrito será dirigida ao júri do concurso. 7. Findo o prazo de recurso, o Município, através de deliberação do Executivo, aprovará a lista definitiva dos candidatos. Artigo 6º Renovação das Bolsas 1. A atribuição da bolsa de estudo não confere aos respectivos beneficiários o direito a mantê-la. 2. Será dada preferência, no processo de selecção de candidaturas, aos bolseiros que pretendam a renovação da bolsa de estudo. 3. Para o efeito e para além da aprovação no ano lectivo anterior, exige-se que não haja alteração das condições que lhe permitiram aceder ao concurso, nomeadamente no que diz respeito à situação económica do agregado familiar. 4. Os pedidos de renovação deverão ser acompanhados do certificado de matrícula. Artigo 7º 7

8 Dos Deveres dos Bolseiros Constitui obrigação de todos os bolseiros, sob pena de cessação das bolsas: 1. Manter o Município informado do andamento dos seus estudos. 2. Não mudar de curso nem de estabelecimento de ensino sem prévio conhecimento do Município. 3. Participar ao Município todas aquelas circunstâncias, ocorridas posteriormente ao concurso, que tenham trazido melhoria da sua situação económica, bem como a mudança de residência. 4. Findo o ano lectivo é obrigatório a apresentação de um certificado comprovativo dos resultados obtidos. Artigo 8º Cessação das bolsas 1. São causas da cessação imediata das bolsas: a. A inexactidão das declarações prestadas ao Município pelo bolseiro ou pelo seu representante; b. A cessação da actividade escolar do bolseiro. 2. Nos casos a que se referem as alíneas a) e b) do número um, o Município reserva-se no direito de exigir do bolseiro ou daqueles a cargo de quem esse se encontra, a restituição das mensalidades já pagas. 3. Cessa imediatamente a bolsa daquele aluno(a) que, salvo motivo de força maior comprovada (como doença prolongada), não tiver aproveitamento escolar. 4. O bolseiro que não obtenha aproveitamento escolar, não poderá candidatar-se a uma nova bolsa nos dois anos lectivos seguintes. Artigo 9º 8

9 Omissões Todos os casos não previstos neste regulamento serão decididos por deliberação do Município. Beja, Dezembro

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