THIAGO SANTOS DE AMORIM SIMULAÇÃO DE REDE MPLS UTILIZANDO O NETKIT

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1 THIAGO SANTOS DE AMORIM SIMULAÇÃO DE REDE MPLS UTILIZANDO O NETKIT Palmas - TO 2010

2 THIAGO SANTOS DE AMORIM SIMULAÇÃO DE REDE MPLS UTILIZANDO O NETKIT Relatório apresentado como requisito parcial da disciplina Estágio Supervisionado em 2010 do Curso Sistemas de Informação, supervisionado pelo Professor M. Sc. Ricardo Marx Costa Soares de Jesus. Palmas - TO 2010 ii

3 THIAGO SANTOS DE AMORIM SIMULAÇÃO DE REDE MPLS UTILIZANDO O NETKIT Relatório apresentado como requisito parcial da disciplina Estágio Supervisionado em 2010 do Curso Sistemas de Informação, supervisionado pelo Professor M. Sc. Ricardo Marx Costa Soares de Jesus. Aprovado em / / BANACA EXAMINADORA Ricardo Marx Costa Soares de Jesus - Orientador Centro Universitário Luterano de Palmas Profª. M.Sc Madianita Bogo Centro Universitário Luterano de Palmas Profº. M.Sc Jackson Gomes de Souza Centro Universitário Luterano de Palmas Palmas - TO 2010 iii

4 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS... v LISTA DE ABREVIATURAS... vi RESUMO INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA O modelo de Referência OSI Arquitetura TCP/IP e equivalência com o modelo OSI Qualidade de Serviços (QoS) Arquitetura MPLS e estrutura de pacote Componentes de uma rede MPLS MATERIAL E MÉTODOS Hardware Software Netkit TCPDUMP Wireshark RESULTADOS E DISCUSSÃO Topologia de rede do domínio MPLS sobre IPv4 simulado no NETKIT Configuração do laboratório IP/MPLS no NETKIT Configuração do laboratório no netkit Configuração dos hosts Configuração dos roteadores Execução do Laboratório CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS iv

5 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Camadas do modelo de referência OSI Figura 2: Camadas da arquitetura TCP/IP Figura 3: Domínio MPLS Figura 4: Cabeçalho MPLS Figura 5: Rede MPLS/IP simulada utilizando o netkit Figura 6: Tráfego IP entre hostx e hosty Figura 7: Tabelas de Roteamento IP ler Figura 8: Tabela de Roteamento IP lsr Figura 10: Tabela de comutação MPLS em ler Figura 9: Rótulos MPLS tráfego entre hostx e hostz Figura 11: Tabela de comutação MPLS em lsr Figura 12: Tabela de comutação MPLS em lsr Figura 13: Tabela de comutação MPLS em ler Figura 14: Topologia de rede simulada no netkit Figura 15: Conteúdo do arquivo lab.conf Figura 16: Conteúdo do arquivo hostx.startup Figura 17: Conteúdo do arquivo hosty.startup Figura 18: Conteúdo do arquivo hostz.startup Figura 19: Conteúdo do arquivo ler1.startup Figura 20: Conteúdo do arquivo ler2.startup Figura 21: Conteúdo do arquivo lsr1.startup Figura 22: Conteúdo do arquivo lsr2.startup Figura 23: Terminais das maquinas virtuais Figura 24: Locais de captura de tráfego entre hostx e hostz Figura 25: Local de captura de pacotes ler1 eth Figura 26: Pacotes capturados na eth1 do ler Figura 27: de captura de pacotes ler1 eth Figura 28: Pacotes capturados na eth2 do ler Figura 29: Pacotes capturados na eth2 do ler Figura 30: Pacotes capturados na eth3 do lsr Figura 31: Pacotes capturados na eth2 do lsr Figura 32: Pacotes capturados na eth2 do lsr Figura 33: Pacotes capturados na eth0 do ler Figura 34: Pacotes capturados na eth0 do ler Figura 35: Pacotes capturados na eth0 do lsr Figura 36: Pacotes capturados na eth0 do lsr v

6 LISTA DE ABREVIATURAS ARPA BSD FEC FIB FTN GPL ICMP ILM IP IPX ISO LER LIB LSP LSR MPLS NHLFE QoS (Advanced Reseach Project Agency) (Berkeley Software Distribution) (Forwarding Equivalency Class) (Forwarding Information Base) (FEC to NHLFE) (General Public Licences) (Internet Control Message Protocol) (Incoming Label Map) (Internet Protocol) (Internetwork Packet Exchange) (Organização Internacional para Padronização) (Label Edge Router) (Label Information Base) (Label Switch Path) (Label Switch Router) (Multiprotocol Label Switching) (Next Hop Label Forwarding Entry) (Qualidade de Serviços) vi

7 RESUMO Este trabalho tem como objetivo a criação de um laboratório virtual, simulando uma rede IP/MPLS e descrevendo o funcionamento da mesma através de captura de pacotes e verificação das alterações sofridas durante o encaminhamento dos mesmos pelas redes IP e MPLS. Para criação do ambiente virtual e captura dos pacotes foi utilizado o software de virtualização NETKIT, assim como os aplicativos TCPDUMP e WIRESHARK. Palavras-Chave: Netkit, MPLS, Qualidade de Serviços 7

8 1. INTRODUÇÃO Com o enriquecimento de serviços na internet, passando de apenas texto para serviços multimídias, é requerida cada vez maior largura de banda na rede. Em contra partida, algumas aplicações estão entrando no mundo IP, como a telefonia, que não requer muita banda, mas tem a necessidade de um nível de qualidade de serviço que torne a aplicação aceitável. Este contexto requer não apenas o aumento da velocidade das redes utilizadas, mas também uma diferenciação do tráfego de forma categorizada, o que pode ser provido com o protocolo IP associado ao protocolo MPLS. O MPLS (Multiprotocol Label Switching), com o conceito de comutação de pacotes por rótulo, torna a comutação dos pacotes independente do enlace utilizado, e, ainda, possibilita a classificação dos pacotes. O que permite tratar os pacotes de forma diferenciada e, assim conseguir manter Qualidade de Serviço essencial para o uso de serviços que necessitam de um nível de Qualidade de Serviço. Valores muito altos para compra de laboratórios tornam a produção de trabalhos científicos, às vezes inviáveis, o que impede muitas pesquisas. Com o uso do NETKIT foi possível fazer a simulação de um ambiente de testes de uma rede MPLS, mas com custos ínfimos, visto que com o sistema de virtualização e testes de redes NETKIT, é possível simular ambientes de redes e fazer testes em um computador. Neste trabalho são apresentados o protocolo MPLS e o NETKIT, bem como conceitos referentes à utilização deste protocolo e deste sistema. Na seqüência fez se uma simulação de rede IP/MPLS através de um ambiente virtual criado com o uso do NETKIT. Por fim, foram capturados pacotes para demonstrar as alterações dos pacotes no decorrer da rede simulada. Para captura dos pacotes foram utilizados os softwares WIRESHARK e o TCPDUMP. 8

9 2. REVISÃO DE LITERATURA Nesta seção são apresentados fundamentos teóricos que sustentam as afirmações contidas no decorrer deste trabalho. São apresentados o modelo de referência OSI e a arquitetura TCP/IP, conceitos de Qualidade de Serviço, a arquitetura MPLS e sua estrutura de pacotes. 2.1 O modelo de Referência OSI Em meados da década de 1960, com a criação da ARPANET pela agência americana ARPA (Advanced Reseach Project Agency), iniciou-se a era das tecnologias de rede de computadores. Nesta mesma época, com o projeto da ARPA, os primeiros protocolos para comutação de pacotes foram criados. Com o crescimento da rede da ARPA, muitos fabricantes começaram a produzir seus próprios padrões de arquiteturas de rede para prover estes serviços às universidades e outros países (CARVALHO, 1997, p.03). No final da década de 1970, por causa de uma possível crise que poderia impedir o crescimento da rede anteriormente projetada, tendo em vista os múltiplos padrões, a ISO (Organização Internacional para Padronização), entre 1978 e 1984, elaborou uma proposta de padronização nomeada de OSI (Interconexão de Sistemas Abertos) (CARVALHO, 1997, p.04). Este padrão elaborado pela ISO foi de suma importância para a interoperabilidade entre fabricantes para o posterior crescimento da internet. O modelo de Referência OSI foi revisado em 1995 e possui sete camadas numeradas de baixo para cima (TANENBAUM, 2003, p. 40), como está representado na Figura 1, 9

10 Figura 1: Camadas do modelo de referência OSI Camada 1 - A camada física é a mais baixa do modelo de referência OSI, esta camada é responsável por transmitir e receber fluxos de bits é usado para representar os meios físicos usados para transmissão dos quatros da camada de enlace em forma de bits por meios elétricos, ópticos e outros. Camada 2 A camada de enlace é responsável por encapsular os datagramas da camada de rede, e transmiti-los utilizando quadros. Os protocolos da camada de enlace também provêm mecanismos de correção de erros para que seja garantida a entrega confiável dos quadros. Camada 3 Na camada de rede estão os protocolos de roteamento, responsáveis pelo endereçamento dos equipamentos e pelas rotas entre uma fonte e um destino na rede. Os principais protocolos desta camada são IP (Internet Protocol), IPX (Internetwork Packet Exchange) e AppleTalk. Camada 4 A camada de transportes provê serviços com integridade fim a fim nas transmissões. Esta camada também pode ser responsável por reordenar pacotes que por vários 10

11 motivos podem ter tomado caminhos deferentes na rede antes de chegar a um determinado destino, neste caso é feita a reordenação antes de ser repassado para a camada de sessão. Esta camada está intrinsecamente ligada à camada 3 do modelo OSI um exemplo de protocolos que integram estas duas camadas é o TCP/IP. Camada 5 A camada de sessão permite o estabelecimento, a manutenção e o encerramento de sessões. As sessões permitem que uma conexão tenha segurança, reconhecimento de nome e log. Camada 6 O gerenciamento da forma como os dados são codificados, e a tradução de sistemas de codificação usados em uma comunicação, é de responsabilidade da Camada de Apresentação. Alguns computadores utilizam esquemas de codificação de dados diferentes, por isso a importância desta camada. Camada 7 A Camada de Aplicação está no nível mais alto do modelo OSI. Está camada provê a interface entre as aplicações e os serviços de rede. Os principais serviços da Camada de Aplicação são: seleção de módulo de diálogo, determinação de qualidade de serviço, identificação dos futuros parceiros na comunicação e especificação de aspectos relativos à segurança. Esta divisão em camadas é utilizada em projetos de redes até hoje. Por ser um modelo de referência não é implementada, como é o caso da arquitetura TCP/IP. 2.2 Arquitetura TCP/IP e equivalência com o modelo OSI A arquitetura TCP/IP foi criada de acordo com a demanda e as necessidades do mercado, com muito dos conhecimentos adquiridos com o uso dos modelos anteriores como o OSI (CARVALHO, 1997, p.07). O número de camadas é bem inferior ao OSI, a saber: camada Host/Rede, Camada Inter-redes, Camada de Transportes e Camada de Aplicação. A numeração das camadas também se dá de baixo para cima, como mostra a Figura 2. 11

12 Figura 2: Camadas da arquitetura TCP/IP A camada de host/rede, primeira camada TCP/IP, corresponde as camadas 1 e 2 do modelo OSI. As funções das duas últimas camadas estão presentes na primeira camada TCP/IP. A camada 2 do modelo TCP/IP corresponde a camada 3 do modelo OSI, onde se encontram os protocolos de roteamento. A terceira camada do modelo OSI é correspondente à segunda camada da arquitetura TCP/IP e tem como função a transferência de pacotes da origem ao destino. Para chegar ao destino pode ser necessária a passagem por vários pontos nós de uma rede, também chamados de hops(saltos)(tanenbaum, 2003, p. 365). Sobre a arquitetura TCP/IP, na camada de redes, ou camada 3 dos modelos de referência, os dados são transportados usando o protocolo de internet IP (Protocolo de internet). A camada de rede oferece serviços à camada de transportes. Sendo assim usando o IP, os serviços são combinados com o TCP (TANENBAUM, 2003, p. 366). Os pacotes de dados são encapsulados com os protocolos TCP/IP, nos quais são inseridas informações como endereço de origem e destino e outras. Em seguida são encapsulados em um quadro Ethernet e transmitidos pela camada física. Ao chegar ao destino o encapsulamento é removido e o pacote TCP/IP é entregue a camada de rede e assim por diante. 12

13 2.3 Qualidade de Serviços (QoS) Uma seqüência de pacotes desde sua origem até seu destino é chamado de fluxo (TANENBAUM, 2003, p. 422). Um fluxo pode ser orientado ou não a conexão. Quando orientado a conexão os pacotes seguem um mesmo caminho até seu destino, quando em uma rede sem conexão, os pacotes podem seguir caminhos diferentes. As necessidades de cada fluxo podem ser caracterizadas, segundo Tanenbaum (2003, p. 422), por quatro parâmetros tidos como principais: confiabilidade, atraso, flutuação e largura de banda. A necessidade de manter parâmetros mínimos para entrega de um serviço por uma aplicação é chamada de Qualidade de Serviço. A confiabilidade é requerida em serviços em que nenhum bit pode ser entregue de forma incorreta, como: correio eletrônico, transferência de arquivos, acesso a Web e login remoto. Para conseguir um alto grau de confiabilidade é feita uma checagem calculando se o total de verificação de todos os pacotes da origem correspondentes ao total no destino (TANENBAUM, 2003, p. 423). Aplicações de tempo real como telefonia e videoconferência são mais sensíveis ao Atraso, se alguns pacotes forem retardados em uma chamada telefônica, a ligação não terá a qualidade esperada. A flutuação também é um requisito muito importante para transmissão de áudio e vídeo (TANENBAUM, 2003, p. 423). As necessidades de largura de banda são diferentes para cada aplicação. Por exemplo, o serviço de VOIP (Voz Sobre IP) e o login remoto não necessitam de muita largura de banda ao contrário do vídeo (TANENBAUM, 2003, p. 423). A arquitetura TCP/IP foi desenvolvida para aplicações tolerantes ao atraso. Seguia o modelo de melhor esforço e não possuía QoS. Com o crescimento da utilização de aplicações que necessitam cada vez mais de recurso da rede como transmissão de TV via internet, videoconferência e jogos online, surge a necessidade de que as tecnologias de rede utilizadas possam diferenciar o fluxo de dados entre os de maior o de menor prioridade. Para, dentre outras funcionalidades importantes, manter a qualidade de serviço foi desenvolvida a tecnologia MPLS (Multiprotocol Label Switching), na qual os fluxos de dados 13

14 seguem um caminho definido por classes de encaminhamento por equivalência. A utilização de MPLS ajuda a alcançar a qualidade de serviço exigida por aplicações que necessitam de atraso mínimo, variação de atraso mínimo, perdas mínimas e largura de banda máxima. 2.4 Arquitetura MPLS e estrutura de pacote MPLS (Multiprotocol Label Switching) é um padrão definido pelo IETF (Internet Engineering Task Force), que possibilita designação, encaminhamento e comutação eficiente de fluxos de tráfego através da rede. As informações em uma rede MPLS são classificadas e os dados são encaminhados através de caminhos pré-estabelecidos, sendo feita a comutação, sem o roteamento (ABREU, 2004, p. 14). O MPLS possui algumas características que solucionam problemas das redes de computadores atuais, como: orientação a conexão em redes IP, transferência da comutação de pacotes da camada 3 para a camada 2, menor complexidade de decisões de encaminhamento nos roteadores, engenharia de tráfego, eliminação de múltiplas camadas, CoS (classes de serviços) e garantia de QoS (qualidade de serviço) (ABREU, 2004, p. 24 ). O protocolo IP faz uso de um campo no cabeçalho dos pacotes que contém o endereço de destino e origem dos pacotes, usados para encaminhamento dos mesmos, tais informações são processadas em todos os nós intermediários, em um processo conhecido como hop-byhop. O MPLS consiste na geração e uso de um pequeno rótulo de tamanho fixo, usado como argumento para tomada de decisão no encaminhamento de pacotes (NETO, p. 23). 14

15 A Figura 3 demonstra o esquema de um domínio MPLS. Figura 3: Domínio MPLS Um domínio MPLS é uma rede formada por equipamentos que comutam pacotes utilizando este protocolo. 2.5 Componentes de uma rede MPLS O MPLS permite a construção de caminhos entre roteadores de entrada e de saída em um domínio. Os pacotes, no interior da rede, são encaminhados sem consultar a tabela de roteamento nível três do modelo OSI, como é feito no roteamento IP. A seguir, são descritos os componentes necessários em um domínio MPLS. 15

16 LSR (Label Switch Routers) LSRs são roteadores de comutação por rótulos. Quando situados no núcleo da rede MPLS, possuem como função encaminhar pacotes baseados apenas no rótulo. Ao receber um pacote, cada LSR remove o rótulo existente e o substitui por outro da seqüência e o encaminha para o próximo roteador. LER (Label Edge Routers) LERs (Roteadores de rótulos de borda) são LSRs situados na periferia do domínio MPLS. Eles são responsáveis por fazer a interligação entre as diversas redes (Ethernet, ATM, Frame Relay) as redes MPLS. São responsáveis pela designação e retirada do rótulo para cada tráfego que entra ou sai da rede MPLS. FEC (Forwarding Equivalency Class) Uma FEC é a representação de um grupo de pacotes que pode ser tratado de uma maneira equivalente, ou seja, possuem exigências de serviços similares. Pacotes de um fluxo de dados pertencem em geral à mesma FEC. 16

17 LSP (Label Switch Path) LSP é um caminho comutado por rótulo ou um circuito virtual, através do qual os pacotes de uma mesma classe transitam. Uma rota deve ser inicialmente estabelecida, desta forma, um circuito será fechado, de modo que os próximos pacotes não serão mais roteados, eles serão apenas comutados com base em seus rótulos. Encaminhamento de pacotes O encaminhamento de pacotes em uma rede MPLS funciona da seguinte forma: ao chegar um pacote IP no roteador periférico da rede MPLS, chamado de LER, este executa uma consulta nível três na tabela de encaminhamento IP, classifica o pacote com base no resultado da consulta e o marca com um rótulo de saída, em seguida encaminha o pacote com um rótulo apropriado. No núcleo da rede, outro roteador LSR recebe o pacote rotulado, executa uma consulta de rótulo, usa a tabela de encaminhamento de rótulo para trocar o rótulo de entrada pelo rótulo de saída correspondente e o encaminha ao próximo nó. Quando os pacotes recebidos não possuírem um rótulo MPLS, são roteados usando algoritmos tradicionais de roteamento IP, fazendo uma consulta nível três. Na saída do pacote da rede MPLS, o último LER recebe o pacote rotulado, executa uma consulta de rótulo, remove o rótulo, executa uma consulta nível três tradicional no pacote IP e o encaminha para o próximo roteador externo ao domínio MPLS (NETO, 2006, p. 32). 17

18 Cabeçalho MPLS O Cabeçalho MPLS possui quatro campos: Label, EXP, S e TTL (ASSIS, 2002, p. 6). O label ou rótulo é um identificador de 20 bits, que é usado para identificar o pacote. O campo EXP possui 3 bits é utilizado para identificar uma classe de encaminhamento. O campo S tem tamanho de 1 bit e indica a presença de uma pilha de rótulos, se o rótulo é único ou o último da fila o bit é zero senão o bit é 1. O campo TTL tem o tamanho de 8 bits e provê funcionalidades de tempo vida do pacote. A Figura 4 representa um cabeçalho MPLS e seus atributos. Figura 4: Cabeçalho MPLS Cross Connect e NHLFE (Next Hop Label Frowarding Entry) Os roteadores MPLS são capazes de processar pacotes por rótulos de entrada, através de uma matriz de comutação chamada de tabela cross connect. Esta tabela é constituída por várias entradas de NHLFE (Encaminhamento por Rótulo ao Próximo Roteador) (NETO, 2006, p. 35). Cada entrada NHLFE contém as seguintes informações: endereço do próximo roteador (next hop) para o pacote, operação a ser feita com a pilha de rótulo, substituição do rotulo do topo da pilha por um novo, retirada do rótulo do topo da pilha (operação pop) e substituição do rótulo no topo da pilha (operação push). 18

19 ILM (Incoming Label Map) e FTN(FEC to NHLFE) O ILM (Tabela de Rótulos Entrantes) faz o mapeamento de pacotes que são recebidos com um cabeçalho MPLS. O rótulo do pacote de entrada é usado como referência na ILM, que contém informações que permitem ao nó selecionar um conjunto de NHLFEs com instruções de encaminhamento. FTN realiza o mesmo mapeamento para pacotes que chegam sem rótulo, mas que devem ser enviados com rótulo. O FTN considera apenas a FEC a qual o pacote pertence. Esta FEC é utilizada como referencia na FTN, cujo mapa permite selecionar um conjunto de NHLFEs que contém as instruções de encaminhamento. Quando a verificação da existência de um rótulo no pacote é positiva, o LSR usa a tabela ILM para encontrar uma entrada em NHLFE, com as informações obtidas encaminha o pacote ao próximo LSR. Caso contrário o LSR processa o cabeçalho de rede do pacote, determinando a partir deste pacote uma FEC e usa o FTN para mapear esta FEC para o NHLFE (PINHEIRO, 2000, p.5). FIB(Forwarding Information Base) e LIB(Label Information Base) A FIB (Tabela de Comutação por Rótulo) é uma tabela existente em cada roteador do domínio MPLS que possui uma base de dados que descreve como fazer comutação de rótulos, e como associar os fluxos externos de rede aos rótulos MPLS. É utilizada para adicionar ou remover um label a um pacote, enquanto determina a interface de saída pela qual o pacote deve ser enviado. Quando utilizado em uma rede com protocolo de distribuição de label recebe o nome de LIB (Label Information Base). 19

20 Neste capitulo fez se a revisão dos conceitos necessários ao entendimento do funcionamento do laboratório que será simulado com o uso do NETKIT. A seguir serão apresentados os materiais e métodos utilizados para criação de tal laboratório e posterior captura dos pacotes nos resultados e discussões. 20

21 3. MATERIAL E MÉTODOS Este capítulo descreve o hardware e o software utilizado para realização deste trabalho. 3.1 Hardware O recurso de hardware utilizado para o desenvolvimento deste trabalho foi: um notebook com um processador Intel Core2Duo 1.5 Ghz, 4 gigabytes de memória RAM e 500 gigabytes de disco rígido, com o sistema operacional GNU/Linux distribuição Ubuntu bits. 3.2 Software Os recursos de software utilizados parado o desenvolvimento deste trabalho foram Netkit, Wireshark e o tcpdump Netkit O Netkit é um software livre, sobre uma licença BSD (Berkeley Software Distribution), usado para criação de máquinas virtuais no intuito de testar ambientes de rede. O Netkit usa aplicações de um ambiente de rede real que pode ser usado para testes, da mesma forma com que se faz em uma rede com equipamentos reais (RIMONDINI, 2007, p. 03). Um laboratório no Netkit é um conjunto composto por redes com máquinas virtuais interconectadas. Os laboratórios no Netkit podem ser gerenciados por comandos no terminal da máquina virtual, o que torna o uso da aplicação mais intuitivo, visto que os comandos para 21

22 manipulação das máquinas virtuais se dão pelo terminal do equipamento usado como hospedeiro. Toda a configuração das máquinas virtuais pode ser feita em arquivos de configuração dentro de uma pasta à escolha do usuário, na máquina hospedeira. (Após a instalação do Netkit e ativação das variáveis de ambiente.) O trabalho com o laboratório virtual é feito de forma direta no terminal do servidor das máquinas virtuais. (RIMONDINI, 2007, p. 16). Para instalar o Netkit é necessário fazer o download de alguns arquivos no sítio os arquivos são: netkit kernel i386 K2.7.tar.bz2: o kernel UML(permite a execução de um kernel dentro de um sistema operacional Linux.) netkit filesystem i386 F5.0.tar.bz2: o sistema de arquivos netkit 2.6.tar.bz2: os utilitários do Netkit, que auxiliam a criação de laboratórios. Após ter feito o download dos arquivos os mesmos devem ser descompactados em um diretório criado pelo usuário. Para a criação e execução dos laboratórios no netkit, não é necessário ter permissão de usuário root (administrador do sistema). Após a descompactação dos arquivos no diretório selecionado pelo usuário, é necessário editar o arquivo ~/.bashrc ou ~/.bash_profile (neste arquivo estão as configurações do shell) e acrescentar as seguintes linhas para definição das variáveis de ambiente: export NETKIT_HOME=/home/nomeUsuario/netkit: define o caminho para diretório da palicação. export MANPATH=:$NETKIT_HOME/man: define o caminho para que o comando man localize as páginas do manual. export PATH=$NETKIT_HOME/bin:$PATH: define o caminho para o diretório no qual se encontram os arquivos executáveis da aplicação. Os principais comandos para uso no netkit são: 22

23 vstart: pode ser usado para configurar e iniciar uma nova máquina virtual. Exemplo: vstart pc1. vlist: usado para listar as máquinas virtuais que estão em execução. vhalt: comando usado para desligar uma máquina virtual vcrash: possui métodos para desligar de forma imediata uma máquina virtual. vclean: limpa as configurações das máquinas virtuais que estavam em execução. Os comandos listados anteriormente funcionam da mesma forma para os laboratórios. Para serem usados em um laboratório, muda-se a letra inicial de v para l, um exemplo, para iniciar um laboratório usa-se lstart TCPDUMP O tcpdump é um sniffer, software de captura de dados em interfaces de rede, licenciado pela GPL, e que pode ser facilmente instalado nas distribuições do GNU/Linux. Para fazer a instalação do tcpdump em uma distribuição derivada do debian pode-se usar o comando sudo apt-get install tcpdump. O tcpdump foi utilizado para captura dos pacotes em algumas interfaces das máquinas virtualizadas, de forma que essas informações em um arquivo para posterior análise usando o wireshark. Para captura dos pacotes com o tcpdump foi utilizado o seguinte comando nas interfaces escolhidas: tcpdump -i ethx -w /hotlab/capturaethx.cap -s 1500, onde X foi substituído pela numeração correspondente à interface de rede Wireshark O Wireshark é uma ferramenta livre sobre a licença GPL (General Public Licences) para gerência de rede, que permite monitoramento de todo o tráfego em uma rede. 23

24 A instalação do wireshark foi feita usando o comando sudo apt-get install wireshark, em um terminal de comando no ubuntu. Neste trabalho, esse aplicativo foi utilizado para análise dos dados contidos em um arquivo com extensão.cap, gerado pelo tcpdump dentro das máquinas virtuais. Neste capítulo foram descritos os matérias e métodos utilizados para realização deste trabalho, no capitulo a seguir são descritas as configurações do laboratório e das máquinas virtuais, também são descritas as capturas de pacotes. 24

25 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Nesta seção será apresentada a topologia utilizada para simulação da rede IP/MPLS, bem como sua configuração, execução e análise de tráfego. Primeiro será demonstrada de forma detalhada a topologia do domínio utilizado, em seguida serão demonstrados os arquivos de configuração do laboratório no Netkit e, por fim a demonstração do funcionamento da rede pela captura de pacotes em alguns pontos desta rede. 4.1 Topologia de rede do domínio MPLS sobre IPv4 simulado no NETKIT A topologia da rede utilizada para realização dos testes possui, como apresentado na Figura 5: quatro roteadores, sendo dois LERs e dois LSRs, e três hosts, seguindo as seguintes estruturas: o hostx esta conectado ao hostz através da rede MPLS formada pelos roteadores ler1, lsr1, lsr2 e ler2. Os roteadores ler1, lsr1, lsr2 e ler2 estão configurados em ordem para permitir a comunicação entre o hostx e o hostz usando MPLS e ao mesmo tempo o hostx está conectado ao hosty por intermédio de uma rede IPv4. 25

26 Figura 5: Rede MPLS/IP simulada utilizando o netkit A rede possui seis domínios de colisão nomeados com as letras A, B, C, D, E e F. Os roteadores ler1 e ler2 fazem a ponte entre a rede IP e a rede MPLS. Os LERs se comportam de duas formas distintas, ao receber um pacote IP e ao receber um pacote MPLS. Quando recebem um pacote da rede IP, o ler1 ou ler2 executa uma consulta nível três na tabela de encaminhamento IP e, em seqüência encaminha o pacote para o próximo hop ou para o destino apontado no cabeçalho IP. Já ao receber um pacote com cabeçalho MPLS, classifica-o com base nas informações contidas em sua tabela FIB, e o marca com o rótulo de saída correspondente. Finalmente, encaminha o pacote para a interface de saída com o rótulo apropriado, segundo informações desta tabela. 26

27 Entre os LERs existem o lsr1 e o lsr2, são os roteadores de comutação por rótulos, equipamentos situados no núcleo da rede com a função de encaminhar pacotes baseado apenas no rótulo. Ao receber um pacote, cada LSR troca o rótulo existente por outro, passando o pacote para o próximo roteador e assim sucessivamente. A comunicação entre o hostx e o hosty será feita através do protocolo IP, usando os roteadores ler1 e lsr1 para estabelecer a conexão, esta configuração será feita para demonstrar a capacidade de uso dos mesmos roteadores para roteamento e comutação de tráfegos de redes IP e MPLS, desta forma, pode se notar que é possível operar estes dois protocolos de uma só vez em uma mesma infraestrutura de rede, como mostra a Figura 6. Figura 6: Tráfego IP entre hostx e hosty Na comunicação entre o hostx e hosty, os pacotes serão encaminhados usando o protocolo IP. Para estabelecer a comunicação foram adicionadas as tabelas de roteamento IP dos roteadores ler1 e lsr1 entradas para que haja o roteamento dos pacotes entre as redes em que estes hosts se encontram. Nas Figuras 7 e 8 estão as configurações das tabelas de roteamento IP dos roteadores ler1 e lsr1, respectivamente, que farão o encaminhamento entre as redes /24 e /24. 27

28 Ler1 REDE INTERFACE MASCARA Gateway eth eth eth eth Figura 7: Tabelas de Roteamento IP ler1 Lsr1 REDE INTERFACE MASCARA Gateway eth eth eth eth Figura 8: Tabela de Roteamento IP lsr1 Estes roteadores farão o roteamento via endereço IP. Os pacotes possuem a indicação da rede de origem e de destino. Para fazer o roteamento é necessária a verificação do cabeçalho IP em cada hop. A comunicação entre o hostx e o hostz será feita através unicamente de uma rede MPLS, que usará para transporte os quatro roteadores presentes nesta topologia, como exibe a Figura 9. 28

29 Figura 9: Rótulos MPLS tráfego entre hostx e hostz Para que o tráfego de pacotes entre os hosts seja feito usando apenas a rede MPLS os roteadores foram configurados para comutar os pacotes segundo seus rótulos (label). Nas Figuras 10, 11, 12 e 13 são apresentadas as tabela de comutação de cada roteador utilizado para comutação dos pacotes com cabeçalho MPLS. FEC Label Label Interface Labelspace Operação entrada saída saída Destino: - - Push 1000 eth / Pop - eth1 Figura 10: Tabela de comutação MPLS em ler1 O roteador ler1, por ser um roteador de borda do domínio MPLS, é responsável por colocar o cabeçalho inicial nos pacotes, com isso cria-se um novo LSP. 29

30 Ao receber um pacote destinado à rede /24, é feita a operação push (adiciona um label), que atribui um cabeçalho MPLS com o label 1000 ao pacote e o encaminha pela interface eth2. Outra operação neste LER é o recebimento do pacote com label 2002, remoção do mesmo pela operação pop (remove um label MPLS do pacote) e encaminhamento do pacote usando a tabela de roteamento IP. Os pacotes que forem encaminhados com o label 1000 pela eth2 do ler1 chegarão à interface eth2 do lsr1 e serão tratados conforme a tabela de comutação representada na Figura 11. Label Label Interface Labelspace Operação entrada saída saída Swap 1001 eth Swap 2002 eth3 Figura 11: Tabela de comutação MPLS em lsr1 Ao receber um pacote com label 1000, o lsr1 verifica em sua tabela ILM e faz uma operação swap (troca de label) para posterior encaminhamento com o label 1001 pela interface eth2. Este roteador também está configurado para receber os pacotes com label 2001 e fazer um swap para 2002 e encaminhar pela interface eth3. O lsr2 ao receber o pacote 1001, verifica na tabela de comutação o label associado a ele e o encaminha, após uma operação swap que troca o label para 1002, pela interface eth3, como demonstrado na Figura

31 Label Label Interface Labelspace Operação entrada saída saída Swap 1002 eth Swap 2001 eth1 Figura 12: Tabela de comutação MPLS em lsr2 Além da label 1001, o lsr2 foi configurado para receber os pacotes com o label 2000 e fazer a comutação trocando o label para 2001 e encaminhando pela interface eth2. O pacote com o label 1002, que foi comutado pelo lsr2, chegando no ler2, é tratado pela operação pop, que remove o label e o encaminha pela rede IP. O ler2 foi configurado também para receber os pacotes IP com destino a rede /24, colocando um cabeçalho MPLS e encaminhado com o label 2000 pela interface eth3, como demonstrado na Figura 13. FEC Label Label Interface Labelspace Operação entrada saída saída Destino: - - Push 2000 eth / Pop - eth0 Figura 13: Tabela de comutação MPLS em ler2 As informações de domínio que foram demonstradas nesta seção foram usadas para configurar o laboratório no netkit. Tanto o roteamento IP quanto a comutação MPLS, aqui apresentados, foram configurados com rotas estáticas. 31

32 4.2 Configuração do laboratório IP/MPLS no NETKIT Para configuração dos laboratórios no netkit, foi utilizada como base a topologia de rede já demonstrada na seção 4.1, Figura 5 e, de forma simplificada na Figura 14. Figura 14: Topologia de rede simulada no netkit A configuração do laboratório no netkit possui as seguintes características: o ler1 está conectado ao hostx e ao lsr1 pelos domínios de colisão A e B, o lsr1 está conectado ao ler1, lsr2 e ao hosty respectivamente pelos domínios de colisão B, C e F, o lsr2 está conectado ao lsr1 e ao ler2, nos domínios de colisão C e D, o ler2 está conectado ao lsr2 e hostz em D e E, o hostx foi conectado ao ler1 em A, o hosty está conectado ao lsr1 em F; e o hostz possui conexão direta ao ler2 pelo domínio de colisão E. 32

33 4.2.1 Configuração do laboratório no netkit Para configuração do laboratório no netkit, é necessário criar um diretório no computador, o qual deve ser utilizado para manter os arquivos de configuração necessários para execução do mesmo. Para este trabalho foi criado um diretório com nome mpls_netkit, dentro deste diretório foram colocados os arquivos de configuração do laboratório. O arquivo lab.conf, necessário para iniciar o laboratório e que contém o nome das máquinas virtuais que serão criadas, associadas a seus domínios de colisão, foi criado com as configurações exibidas na Figura 15. Figura 15: Conteúdo do arquivo lab.conf 33

34 Nas linhas de 1 a 5, são acrescentadas algumas informações opcionais para melhor identificação do laboratório criado, a opção LAB_DESCRIPTION é utilizada para informar uma descrição do laboratório criado, na LAB_VERSION se informa uma versão para o laboratório e as demais opções são acrescentadas de acordo com que se achar necessário. Em seguida são definidos os nomes das máquinas virtuais bem como suas interfaces e o domínio de colisão. Nas linhas 7 e 8 estão as definições do ler1, de duas interfaces 1 e 2 e do domínio de colisão ao qual esta máquina virtual irá pertencer no laboratório criado com o uso do netkit. As demais definições acrescentam as outras maquinas virtuais que formam a topologia MPLS que será simulada no netkit e esta representada na Figura Configuração dos hosts Após a configuração do arquivo lab.conf, foram configurados os arquivos nomemáquina.startup onde nomemáquina é substituído pelo nome do roteador. Estes arquivos são importantes, pois contêm as configurações que serão realizadas quando o laboratório for iniciado, deve ser criado um para cada máquina virtual. As configurações básicas dos hostx, hosty e hostz, estão representadas nas Figuras 16, 17 e 18. Figura 16: Conteúdo do arquivo hostx.startup Para configuração da máquina virtual hostx, foram acrescentadas ao arquivo.startup duas linhas: a linha 1 contém a configuração da interface de rede eth1 e a linha 2 a definição 34

35 da rota estática padrão. Na linha 1 o comando ifconfig define para a interface eth1 o ip máscara netmask e broadcast e na linha 2 o comando ip route add adiciona uma rota como padrão (default) pelo endereço Figura 17: Conteúdo do arquivo hosty.startup O hosty será configurado como demonstrado na Figura 17, na linha 1 é usado o comando ifconfig para definir as configurações da interface eth0 com o endereço ip netmask e endereço broadcast , e a adição da rota padrão na linha 2 utilizando o comando route add com parâmetros default gw e endereço Figura 18: Conteúdo do arquivo hostz.startup O hostz foi configurado para estabelecer conexão com as demais redes simulada pelas interfaces eth0 utilizando o comando ifconfig com os parâmetros, endereço , mascara e broadcast linha 1, por fim na linha 2 é configurada a rota estática padrão com o comando ip route add default pelo endereço de rede

36 4.2.3 Configuração dos roteadores Na Figura 19 é apresentada a configuração do roteador ler1 responsável por fazer o encaminhamento dos pacotes IP entre as redes /24 e /24 e com destino a rede /24. Faz também a designação e retirada do rótulo para cada tráfego que entra ou sai da rede MPLS. Figura 19: Conteúdo do arquivo ler1.startup Nas linhas 1 e 2 o comando ifconfig é utilizado para configurar as interfaces eth1 e eth2 nas redes e , que possuem as máscara netmask e 36

37 e broadcast , e respectivamente. O parâmetro up no final da linha indica que esta interface ficará ativa. Nas linhas 4,5 e 6 é utilizado o comando modeprobe para fazer o carregamento dos módulos mpsl4, mplsbr e mpls_tunnel, necessários para o funcionamento da rede MPLS em ambiente Linux/Unix. Na linha 8 é utilizado o comando route com o parâmetro add para adicionar uma rota na tabela de roteamento para a rede com máscara netmask através do gateway por meio da interface eth2. Na linha 12 é utilizado o comando mpls com o parâmetro nhlfe para criação de uma nova entrada na tabela NHLFE com a adição de uma chave a ser retornada caso este comando tenha sucesso, parâmetro add key 0. Ainda na linha 12 é definida a instrução (instructions) push que adiciona um cabeçalho mpls no pacote com encapsulamento ethernet definido pelo parâmetro gen, com um valor de label 1000 e o encaminha para o nexthop (próximo nó) ip pela interface eth2 usando o protocolo da camada três IP versão 4 (ipv4). Na linha 14 é utilizado o comando ip route add para adicionar uma rota para a rede de destino /24 pelo endereço , usando o valor de fac 0x2 que marca os conjuntos de pacotes que utilizam o label Na linha 18 é utilizado o comando mpls com o parâmetro labelspace definido com um valor 0 que define as regras para encaminhamento dos pacotes por determinada interface e os parâmetros set dev eth2 que definem a interface de entrada eth2 para receber o tráfego MPLS. Na linha 20 é utilizado o comando mpls com o parâmetro ilm que adiciona um label com encapsulamento ethernet de número 2002, parâmetros add label gen 2002, e o associa ao labelsapace 0. Na linha 22 é utilizado o comando mpls com o parâmetro nhlfe para adicionar uma entrada na tabela NHLFE para encaminhamento dos pacotes para o endereço usando a interface eth1. Por fim na linha 24 é utilizado o comando mpls com os parâmetro xc e ilm_label que especifica o label de entrada usando o encapsulamento ethernet definido pelo parâmetro gen associa a label com o valor 2002 e com o parâmetro nhlfe_key 0x3, remove o cabeçalho 37

38 MPLS com rótulo 2002 do pacote recebido, e encaminha o pacote usando a tabela de roteamento IPv4. A configuração do ler2 é muito similar ao ler1, visto que os dois são LSR periféricos da rede. Nas primeiras linhas são configuradas as interfaces de rede eth3 e eth0, com os parâmetros ip , mascara e boradcast para eth3 e ip , mascara e broadcast para eth0, em seguida são ativados, nas linhas 4, 5 e 6, os módulo mpls4, mplsbr e mpls_tunnel necessários para o funcionamento da rede MPLS. Na linha 10 é configurada a interface eth3 para receber tráfego MPLS, em seguida é adicionada uma entrada na tabela ILM com o rótulo 1002, linha 12, como demonstrado na Figura 20. Figura 20: Conteúdo do arquivo ler2.startup 38

39 Na linha 16 é criada uma nova entrada na tabela NHLFE para o encaminhamento dos pacotes para o endereço usando a interface eth0. Em seguida o rótulo é removido do pacote, linha 22. Para o tráfego do hostz para o hostx, é criada uma entrada NHLFE, para encaminhamento dos pacotes para o endereço da eth3. Depois é feita a distribuição de rótulo aos pacotes direcionados para a rede /24, roteados por e é feita uma FEC com o rótulo 0x3 retornado anteriormente. Na configuração dos LERs 1 e 2, a diferença mais significativa está na linha 5, que adiciona uma rota para tráfego IP entre o hostx e o hosty. A configuração do tráfego MPLS do hostx para o hostz fica da seguinte forma; a interface eth2 é configurada para receber o tráfego MPLS, e em seguida é adicionada uma entrada em ordem na ILM e encaminhada com o rótulo 1000, linhas 17 e 19. É feita a adição de uma nova entrada na tabela NHLFE para o encaminhamento dos pacotes para o endereço , usando a interface eth3. Por fim, é feita a remoção do rótulo 1000 do pacote. Na Figura 21 é demonstrada a configuração do lsr1, neste roteador é configurada uma conexão ip para comunicação com o hosty e a comunicação MPLS entre o hostx e hoxtz 39

40 Figura 21: Conteúdo do arquivo lsr1.startup O tráfego MPLS do hostz para o hostx é configurado da seguinte forma: a interface eth3 é configurada para receber o tráfego MPLS, linha 23, e é adicionada uma entrada na tabela ILM em ordem para o encaminhamento do rótulo 2001, linha 25. Em seguida é criada uma nova entrada em NHLFE para encaminhamento dos pacotes ao endereço usando a interface eth2, linha 27. Finalmente, é feita a remoção do rótulo 2000 do pacote, linha 29. Similar à configuração do lsr1, o lsr2, que tem sua configuração demonstrada na Figura 22, é o que representa nesta experiência um LSR de núcleo de uma rede MPLS, visto que o mesmo faz apenas comutação de pacotes baseado em rótulos. Possui duas interfaces 40

41 configuradas nas linhas 1 e 2, após a inicialização dos módulos MPLS, é feita a configuração de forma estática das tabelas ILM e NHLFE. k Figura 22: Conteúdo do arquivo lsr2.startup No tráfego de pacotes do hostx para o hostz, os pacotes recebidos pela interface eth1 possuem o rótulo 1001 e são encaminhados com o rótulo Os pacotes recebidos do hostz a serem encaminhados para o hostx são capturados pela eth2, possuem o rótulo 2000 e são encaminhados com o rótulo

42 4.3 Execução do Laboratório Depois de efetuada a configuração apontada nas seções anteriores, será feita a execução do laboratório. As máquinas virtuais serão iniciadas, e para cada uma o netkit cria um terminal de entrada. As configurações, inicialmente feitas nos arquivos.startup, são carregadas neste processo, o que pode ser alterado também quando as máquinas estão ativas. Apenas para ilustrar o laboratório criado neste trabalho, foi inserida a Figura 23. Em um ambiente configurado usando o Ubuntu, versão Figura 23: Terminais das maquinas virtuais Com o laboratório em execução, foram feitas algumas interceptações de pacotes para testar a comunicação IP e MPLS entre as máquinas virtuais configuradas. Alguns pontos tidos como estratégicos para análises do tráfego foram marcados com uma lupa, como demonstrado na Figura 24. Estes pontos serão discutidos em seguida. 42

43 Figura 24: Locais de captura de tráfego entre hostx e hostz No ler1, o tráfego das duas interfaces foi capturado para que se verificassem as informações do pacote antes e depois da imposição do rótulo MPLS. No lsr1 a interface onde se fez a captura foi a eth3, para observação do encaminhamento. O mesmo foi feito na interface eth2 do lsr2. Por fim, a interface eth0 foi usada para captura dos pacotes do ler2, para verificarmos os pacotes após a remoção do rótulo MPLS. No primeiro ponto de verificação, Figura 24, foi feita a captura dos pacotes que saiam do hostx endereço IP , com destino ao hostz IP , percebe-se que ao entrar no roteador ler1, o pacote não sofre ainda o encapsulamento MPLS, como pode ser observado nas Figuras 26. Figura 25: Local de captura de pacotes ler1 eth1 43

44 Figura 26: Pacotes capturados na eth1 do ler1 Neste ponto as informações de rótulo ainda não são incrementadas no pacote, pois a partir deste momento é que o pacote alcança a rede MPLS. O ler1, após receber o pacote e verificar quem é o destinatário de tal pacote, atribui um rótulo ao mesmo e, em seguida, o encaminha ao próximo hop, pela interface eth2. Como demonstrado na Figura 27. Figura 27: de captura de pacotes ler1 eth2 44

45 Pode se verificar também a entrada dos pacotes com rótulo 2002 vindos do hostz, o rótulo destes pacotes são removidos, e o pacote encaminhado para o hostx por uma rede IP. Esta comutação é demonstrada na Figura 28. Figura 28: Pacotes capturados na eth2 do ler1 Na captura dos pacotes na eth3 do lsr1, foi observado que as informações do pacote são alteradas e, após a remoção do rótulo 1000, o pacote é encaminhado com o rótulo 1001 para o lsr2, o que pode ser observado nas Figuras 29 e 30. Figura 29: Pacotes capturados na eth2 do ler1 45

46 Nesta captura dos pacotes, verificou-se que o pacote encaminhado para o hostz, está recebendo o label 1001 e encaminhado pela rede MPLS, como previsto na Figura 29. Figura 30: Pacotes capturados na eth3 do lsr1 O lsr2 não tem nenhuma informação sobre a rede /24. Porém, como demonstrado na Figura 31, o que foi verificado com a captura dos dados no ponto de verificação representado na Figura 32, é feito o encaminhamento do pacote recebido para o próximo roteador que conhece um caminho para esta rede. Este encaminhamento é feito baseado nas tabelas de comutação MPLS. Figura 31: Pacotes capturados na eth2 do lsr2 46

47 No cabeçalho MPLS capturado, na eth2 do ler2, Figura 32, o rótulo MPLS como previsto está com a numeração Figura 32: Pacotes capturados na eth2 do lsr2 Finalmente, o pacote chega ao ler2, este remove o encapsulamento MPLS e após uma consulta nível três, encaminha o pacote ao destino pela rede IP. A Figura 33 demonstra o ponto de captura escolhido e a Figura 34 exibe as informações capturadas. O pacote neste caso é uma mensagem ICMP (Internet Control Message Protocol), e encaminha como ICMP plano. Figura 33: Pacotes capturados na eth0 do ler2 47

48 Nestes pacotes capturados, percebe-se que não mais existe um cabeçalho MPLS, entre as camadas 2 e 3, o que pode ser verificado na Figura 34. Figura 34: Pacotes capturados na eth0 do ler2 Por fim, foram interceptados pacotes na interface eth0 do lsr2 para análise do tráfego entre o hostx e o hosty. Estes pacotes estão na rede /24 e usam apenas o protocolo IP. O ponto de verificação está demonstrado na Figura 35. Figura 35: Pacotes capturados na eth0 do lsr1 48

49 Nota-se que na configuração do lsr1 foi adicionada uma rota para a rede em que o hosty se encontra. Desta forma, o roteamento IP é possível em um roteador que possui o MPLS implementado. Os pacotes capturados na eth0 do lsr1 não possuem o encapsulamento MPLS como demonstra a Figura 36. Figura 36: Pacotes capturados Figura na eth0 36: do lsr1 Pacotes capturados na eth0 do lsr1 Com esta última verificação foi possível demonstrar que além da interoperabilidade entre as redes IP e MPLS, é possível ter estas duas redes em funcionando paralelo usando os mesmos equipamentos de rede. 49

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