Estado Do Rio Grande Do Sul Município de Torres Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Gestão

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1 DECRETO N o 59, DE 06 DE NOVEMBRO DE Disciplina a apuração da base de cálculo do ISS - Imposto Sobre Serviços decorrente da construção civil e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE TORRES, Estado do Rio Grande do Sul, no uso das atribuições legais que lhe confere o inciso VI do art. 93 da Lei Orgânica Municipal, e Considerando a necessidade de melhor disciplinar as questões tributárias decorrentes das obras de construção civil, DECRETA: Das definições Art. 1 o O presente Decreto disciplina a apuração da base de cálculo do ISS - Imposto Sobre Serviços decorrente da construção civil. Art. 2 o Para os efeitos deste Decreto, considera-se: I - obra de construção civil, a construção, a demolição, a reforma, a ampliação de edificação ou qualquer outra benfeitoria agregada ao solo ou ao subsolo, tal como disposto nos itens 7.02, 7.04 e 7.05 da lista de serviços da Lei Complementar n o 04, 22 de dezembro de 2003; II - serviço de construção civil, toda e qualquer atividade empregada em obra de construção civil, com vistas à obtenção do seu resultado final, podendo estar associada com o fornecimento de materiais nela empregados; III - canteiro de obras, a área destinada à execução da obra, aos serviços de apoio e à implantação das instalações provisórias indispensáveis à realização da construção, tais como alojamento, escritório de campo, estande de vendas, almoxarifado ou depósito, entre outras; IV - tomador de serviços na construção civil, a pessoa física ou jurídica, que contrata, ainda que informalmente, empresa voltada para o ramo da construção civil, ou trabalhadores avulsos, com o objetivo de executar, total ou parcial, obra de construção civil; V - empresa construtora, a pessoa jurídica legalmente constituída, com registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), que executa obra ou serviços de construção civil sob sua responsabilidade, podendo assumir a condição de proprietário, dono da obra, incorporador, condômino, empreiteira e subempreiteira; VI - contrato de construção civil ou contrato de empreitada (também conhecido como contrato de execução de obra, contrato de obra ou contrato de edificação), aquele celebrado entre o proprietário do imóvel, o incorporador, o dono da obra ou o condômino e uma empresa, para a execução de obra ou serviço de construção civil, no todo ou em parte, podendo ser: 1

2 a) total, quando celebrado exclusivamente com empresa construtora, que assume a responsabilidade direta pela execução de todos os serviços necessários à realização da obra, compreendidos em todos os projetos a ela inerentes, com ou sem fornecimento de material; b) parcial, quando celebrado com empresa construtora ou prestadora de serviços na área de construção civil, para execução de parte da obra, com ou sem fornecimento de material; VII - empreiteira, a empresa que executa obra ou serviço de construção civil, no todo ou em parte, mediante contrato de empreitada celebrado com proprietário do imóvel, dono da obra, incorporador ou condômino; VIII - subempreiteira, a empresa que executa obra ou serviço de construção civil, no todo ou em parte, mediante contrato celebrado com empreiteira ou com qualquer empresa subcontratada; IX - proprietário do imóvel, a pessoa física ou jurídica detentora legal da titularidade do imóvel; X - dono de obra, a pessoa física ou jurídica, não proprietária do imóvel, investida na sua posse, na qualidade de promitente-comprador, cessionário ou promitente-cessionário de direitos, locatário, comodatário, arrendatário, enfiteuta, usufrutuário, ou de outra forma definida em lei, no qual executa obra de construção civil diretamente ou por meio de terceiros; XI - incorporador, a pessoa física ou jurídica, que, embora não executando a obra, compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno, objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem construídas ou em construção sob regime condominial, ou que meramente aceite propostas para efetivação de tais transações, coordenando e levando a termo a incorporação e responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega da obra concluída, com prazo, preço e determinadas condições previamente acertadas; XII - incorporação imobiliária, a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção de edificações ou de conjunto de edificações, compostas de unidades autônomas, para alienação total ou parcial. XIII - urbanização, a execução de obras e serviços de infraestrutura próprios da zona urbana, entre os quais se incluem arruamento, calçamento, asfaltamento, instalação de rede de iluminação pública, canalização de águas pluviais, abastecimento de água, instalação de sistemas de esgoto sanitário, jardinagem, entre outras. Das obrigações tributárias com o Município na Construção Civil Art. 3 o O responsável por obra de construção civil, em relação aos tributos por ela originados, está obrigado a recolher: I - Taxas pela aprovação de projetos e para a expedição da carta de Habite-se; II - Imposto Sobre Serviços - ISS, devido pela execução da obra, e calculado na forma do art. 7 o deste Decreto e do Anexo deste Decreto. 2

3 Parágrafo único. A liberação da carta de Habite-se fica condicionada à quitação do ISS. Art. 4 o O contribuinte responsável pelos tributos decorrentes de obra de construção civil, obriga-se a manter arquivados e à disposição da fiscalização tributária do Município, as faturas fiscais de compra de mercadorias e de prestação de serviços e/ou contrato de prestação de serviços, utilizados na obra, bem como o livro de registro de funcionários e os respectivos pagamentos efetuados (folha de pagamento e obrigações sociais). Parágrafo único. O não atendimento da obrigação constante do caput deste artigo, ou atendimento apenas parcial, prejudica possíveis deduções na base de cálculo do ISS - Imposto Sobre Serviços. Do fato gerador Art. 5 o O fato gerador do ISS na construção civil é o serviço nela empregado, aí compreendido o conjunto de ações voltadas para a obtenção do resultado final. 1 o Considera-se ocorrido o fato gerador o momento do efetivo emprego de ação voltada para a obtenção do resultado final, devendo o tributo ser recolhido até o último dia do mês subseqüente ao da ação, salvo se acordado outra modalidade de pagamento. 2 o Por ocasião da liberação do Alvará para construir, Fisco e contribuinte definirão, por instrumento formal, tipo de incidência e forma de pagamento do ISS. Do contribuinte Art. 6 o São responsáveis pelas obrigações tributárias decorrentes de execução de obra de construção civil, o proprietário do imóvel, o dono da obra, o incorporador e a empresa construtora, ainda que pessoa física, extensiva aos sucessores. Parágrafo único. A responsabilidade tributária, de que trata o caput deste artigo, será principal ou solidária, segundo o que dispõe o art. 7 o da Lei Complementar n o 04, 22 de dezembro de Da Aferição Indireta do Custo Global da Obra - CGO Art. 7 o O cálculo do Custo Global da Obra - CGO, sob responsabilidade de pessoa jurídica ou de pessoa física, com base na área construída e no padrão da obra, será efetuada de acordo com os procedimentos previstos no Anexo desde Decreto e que poderá ser assim representada: CGO = metragem construída X CUB regional específico Custo Unitário Básico (CUB) 3

4 Art. 8 o Para a apuração do CGO, serão utilizadas as tabelas do Custo Unitário Básico - CUB, divulgadas mensalmente na Internet ou na imprensa de circulação regular, pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul - SINDUSCON - RS. Da Base de Cálculo Art. 9 o A base de cálculo do ISS na construção civil é o custo global da obra (CGO), apurado na forma do art. 7 o deste Decreto e do Anexo deste Decreto. Art. 10. Admitir-se-á dedução da base de cálculo nas execuções por administração ou incorporação imobiliária. Art. 11. A dedução de que trata o art. 10 deste Decreto, que poderá ser cumulativa, abrange os seguintes valores: I - do valor do material quando este for fornecido pelo tomador dos serviços, desde que devidamente comprovada a sua aquisição por meio de notas, faturas ou cupons fiscais (não serão aceitos meros orçamentos, pedidos, etc.), vinculando o contribuinte à respectiva obra, por meio da matrícula CEI (Cadastro Específico do INSS); II - do valor pago a título de remuneração de mão de obra e encargos sociais, em relação formal de emprego, desde que o contribuinte seja o empregador e devidamente comprovados e vinculados à matrícula CEI. III - do valor que constituiu a base de cálculo para o ISS já recolhido ao Município por terceiros, vinculado a alguma etapa da obra, desde que comprovado por meio da nota, fatura ou cupom fiscal (não serão aceitos meros orçamentos, pedidos, etc.) Parágrafo único. As deduções previstas neste artigo somente serão admitidas se o terreno sobre o qual se pretende construir estiver cadastrado em nome do proprietário do imóvel ou dono da obra, como definidos nos incisos IX e X do art. 2 o deste Decreto. Art. 12. O recolhimento integral do ISS poderá ocorrer previamente ao início da obra ou diluído ao longo dela em parcelas mensais. Art. 13. Havendo possibilidade de dedução da base de cálculo, o Fisco aplicará, a título de ISS provisório, 75% (setenta e cinco por cento) da base de cálculo estimada, constante da tabela do art. 16 deste Decreto, valor que poderá ser recolhido como disposto no art. 12 deste Decreto. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, ao término da obra, por ocasião do habite-se, haverá o ajuste final do recolhimento do tributo, onde o Fisco fará nova avaliação para definir o CGO e o contribuinte apresentará todas as deduções cabíveis, conforme disciplinado no art. 11 deste Decreto. Art. 14. O ajuste final do recolhimento do tributo poderá resultar em saldo remanescente a recolher (hipótese de imposto pago a menor) ou a receber (hipótese de imposto pago a maior). DA ESTIMATIVA PRÉVIA DA BASE DE CÁLCULO DEDUZIDA 4

5 Art. 15. Verificando-se presentes os requisitos do art. 10 deste Decreto, a critério do fisco municipal poderá ser acordado com o contribuinte a estimativa da base de cálculo deduzida, previamente ao início da obra. Parágrafo único. O acordo de que trata o caput do artigo consistirá em termo formal, o qual servirá de instrumento para a constituição definitiva do crédito tributário. Art. 16. A estimativa de que trata o art. 15 deste Decreto anterior considerará os seguintes percentuais sobre o CGO, e que servirá de base de cálculo para o ISS: PROJETOS RESIDENCIAIS I - 39,68% para obras de projeto padrão R 1-B; II - 44,95% para obras de projeto padrão R 1-N; III - 38,26% para obras de projeto padrão R 1-A; IV - 35,12% para obras de projeto padrão PP 4-B; V - 40,99% para obras de projeto padrão PP 4-N; VI - 34,51% para obras de projeto padrão R8 - B; VII - 42,07% para obras de projeto padrão R8 - N; VIII- 35,73% para obras de projeto padrão R8 - A; IX - 41,62% para obras de projeto padrão R16 - N; X - 38,92% para obras de projeto padrão R16 - A; XI - 38,25% para obras de projeto padrão PIS; XII - 52,51% para obras de projeto padrão RP1Q. PROJETOS COMERCIAIS I - 39,78% para projeto padrão CAL 8-N; II - 36,46% para projeto padrão CAL 8-A; III - 42,47% para projeto padrão CSL 8-N; IV - 37,95% para projeto padrão CSL 8-A; V - 42,19% para projeto padrão CSL 16-N; VI - 37,85% para projeto padrão CSL 16-A; VII - 43,78% para projeto padrão GI. Parágrafo único. A tabela de percentuais prevista neste artigo corresponde a competência agosto/2009, para aplicação no mês subseqüente, e será revista e atualizada a cada nova publicação pelo SINDUSCON- RS. Art. 17. Ocorrendo o acordo entre o Fisco e contribuinte, conforme o art. 15 deste Decreto e seu parágrafo único, o ajuste final do recolhimento do tributo fica dispensado. 5

6 Parágrafo único. Em caso de acordo, o recolhimento do tributo ocorrerá como disposto no art. 12 deste Decreto. Art. 18. Obras de construção civil em andamento, ou já concluídas, pendentes ou não do habite-se, porém sem o respectivo recolhimento do ISS, terão este tributo calculado e lançado na forma deste Decreto. Art. 19. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. Gabinete do Prefeito Municipal de Torres, em 06 de novembro de João Alberto Machado Cardoso, Prefeito Municipal. Antonio Carlos de Azevedo, Secretário de Tributação, Controle e Atendimento. Publique-se, façam-se as devidas comunicações. João Alexandre Negrini de Oliveira, Secretário de Desenvolvimento e Gestão. * Este texto não substitui o publicado no mural da Prefeitura do Município. 6

7 A N E X O APURAÇÃO DO CUSTO GLOBAL DA OBRA - CGO Enquadramento Art. 1 o O enquadramento da obra de construção civil, em se tratando de edificação, será realizado de ofício, de acordo com a destinação do imóvel, o número de pavimentos e o padrão da obra, e tem por finalidade definir o CUB aplicável à obra e o procedimento de cálculo a ser adotado. 1 o O enquadramento será único por projeto. 2 o O projeto que servir de base para o enquadramento será considerado integralmente, não podendo ser fracionado para alterar o resultado do enquadramento. Art. 2 o O enquadramento da obra levará em conta as seguintes tabelas: I - PROJETO RESIDENCIAL, para os imóveis que se destinam a: a) residência unifamiliar; b) edifício residencial; c) hotel, motel, spa e hospital; d) áreas comuns de conjunto habitacional horizontal; II - PROJETO COMERCIAL - ANDAR LIVRE, para os imóveis cujo pavimento-tipo seja composto de hall de circulação, escada, elevador e andar corrido sem a existência de pilares ou qualquer elemento de sustentação no vão, com sanitários privativos por andar; III - PROJETO COMERCIAL - SALAS E LOJAS, para os imóveis cujo pavimento-tipo seja composto de hall de circulação, escada, elevador, andar com pilares ou paredes divisórias de alvenaria e sanitários privativos por andar ou por sala; IV - PROJETO GALPÃO INDUSTRIAL, para os imóveis compostos de galpão com ou sem área administrativa, banheiros, vestiário e depósito, tais como: a) pavilhão industrial; b) oficina mecânica; c) posto de gasolina d) pavilhão para feiras, eventos ou exposições; e) depósito fechado; f) telheiro; g) silo, tanque ou reservatório; h) barracão; i) hangar; 7

8 a: j) ginásio de esportes e estádio de futebol; k) estacionamento térreo; l) estábulo; V - PROJETO DE INTERESSE SOCIAL, para os imóveis que se destinam a) casa popular, construída com mão de obra assalariada, com área total de até setenta metros quadrados (70,00m²), classificada como econômica ou popular; b) conjunto habitacional popular, o complexo constituído por unidades habitacionais com área de uso privativo não-superior a setenta metros quadrados (70,00m²), classificada como econômica, ou popular. Parágrafo único. O enquadramento de obra não prevista nas tabelas dos incisos I a V do caput deste artigo deverá ser feito com aquela que mais se aproxime de suas características, seja pela destinação do imóvel ou por sua semelhança com as construções constantes do rol das mencionadas tabelas. Art. 3 o O enquadramento conforme o número de pavimentos da edificação será efetuado de acordo com as seguintes faixas: I - R1, para projeto residencial unifamiliar, independentemente do número de pavimentos; II - R8, para projeto residencial multifamiliar até dez (10) pavimentos, incluídos os pavimentos de garagem e pilotis, se existirem; III - R16, para projeto residencial multifamiliar acima de dez (10) pavimentos; IV - CAL-8, para projeto comercial - andar livre, para edificações com mais de um pavimento superposto; V - CSL-8, para projeto comercial - salas e lojas até dez (10) pavimentos, incluídos os pavimentos de garagem e pilotis, se existirem; VI - CSL-16, para projeto comercial - salas e lojas acima de dez (10) pavimentos; VII - GI, para projeto galpão industrial; VIII - PIS, para casa popular e conjunto habitacional popular, independentemente do número de pavimentos. Art. 4 o As edificações que contenham áreas com destinação residencial e comercial, serão enquadradas, quanto ao número de pavimentos, da seguinte forma: I - quando edificadas em um mesmo bloco, o número de pavimentos será o resultante da soma de todos os pavimentos da obra; II - quando edificadas em blocos distintos: a) prevalecendo uma das tabelas do art. 2 o deste Anexo, o número de pavimentos será o da edificação comercial ou residencial, conforme seja a prevalência; 8

9 b) no caso de coincidência de áreas e não coincidindo o número de pavimentos, corresponderá ao da edificação de maior número de pavimentos. Parágrafo único. As edificações classificadas como áreas comuns do conjunto habitacional horizontal, serão enquadradas na forma do inciso I do art. 3 o deste Anexo e as edificações classificadas como hotel, motel, spa e hospital serão enquadradas na forma dos incisos II ou III do art. 3 o deste Decreto. Art. 5 o O enquadramento no padrão da construção será efetuado da seguinte forma: I - projetos residenciais: a) padrão baixo, para unidades autônomas com até dois (02) banheiros e projetos residenciais multifamiliares com até dez (10) pavimentos b) padrão normal, para unidades autônomas com três (03) banheiros e projetos residenciais multifamiliares com mais de dez (10) pavimentos com dois (02) banheiros. mais; c) padrão alto, para unidades autônomas com quatro (04) banheiros ou II - projeto comercial - andar livre, padrão normal; III - projeto comercial - salas e lojas, padrão normal. 1 o O enquadramento, previsto neste artigo, será efetuado quando da apreciação dos projetos ou in loco, após a conclusão da obra, unicamente em função do número de banheiros para os projetos residenciais e no padrão normal para os projetos comerciais, independentemente do material utilizado. 2 o As edificações destinadas a hotel, motel, spa, hospital e áreas comuns do conjunto habitacional horizontal serão enquadradas como uma unidade autônoma nos padrões alto, normal e baixo, na forma do inciso I do caput deste artigo. 3 o No caso de edificações que tenham áreas residenciais e comerciais, o enquadramento no padrão baixo, normal ou alto efetuar-se-á da seguinte forma: I - prevalecendo área residencial, o enquadramento da edificação será pelo projeto residencial e o padrão será de acordo com o número de banheiros da maioria das unidades residenciais; II - prevalecendo área comercial, o enquadramento será no padrão normal do projeto comercial considerado; III - no caso de coincidência das áreas, o enquadramento da edificação será pelo projeto residencial e o padrão será de acordo com o número de banheiros das unidades residenciais prevalecente. 4 o A casa popular e o conjunto habitacional, definidos no inciso V do art. 2 o deste Decreto, terão enquadramento único no projeto de interesse social. Art. 6 o Será aplicado redutor de cinqüenta por cento (50%) para áreas cobertas e de setenta e cinco por cento (75%) para áreas descobertas, desde que 9

10 constatado que as mesmas integram a área total da edificação, constantes na planta ou projetos aprovados, nas obras listadas a seguir: I - quintal; II - playground; III - quadra esportiva ou poliesportiva; IV - garagem, abrigo para veículos e pilotis; V - quiosque; VI - área aberta destinada à churrasqueira; VII - jardim; VIII - piscinas; IX - telheiro; X - estacionamento térreo; XI - terraços ou área descoberta sobre lajes; XII - varanda ou sacada; XIII - área coberta sobre as bombas e área descoberta destinada à circulação ou ao estacionamento de veículos nos postos de gasolina; XIV - caixa d água; XV - casa de máquinas. 1 o A aplicação de percentuais de redução e a verificação das áreas reais de construção, serão apuradas com base: I - no projeto arquitetônico submetido à aprovação; ou II - na verificação in loco quando da conclusão da obra. 2 o A redução será aplicada também às obras que envolvam acréscimo de área já regularizada, reforma e demolição. 3 o Não havendo discriminação das áreas passíveis de redução no projeto arquitetônico, o cálculo será efetuado pela área total, sem utilização de redutores. 4 o Jardins, quintais e playgrounds sobre terreno natural não são considerados área construída e não deverão ser incluídos no cálculo do custo global da obra. 10

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