Proc.º n.º C. Co. 5/2012 SJC-CT

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Proc.º n.º C. Co. 5/2012 SJC-CT"

Transcrição

1 Proc.º n.º C. Co. 5/2012 SJC-CT Sumário: Constituição de sociedades comerciais por quotas ou unipessoais por quotas respeitantes a agentes de seguros. Autorização especial para o acesso e exercício da atividade de mediação de seguros. Capital social mínimo exigível para a constituição daquelas sociedades. I Relatório 1 O Instituto de Seguros de Portugal (doravante, ISP) manifestou junto do Espaço de Registos da Loja do Cidadão de o entendimento de que às sociedades por quotas ou unipessoais por quotas respeitantes a agentes de seguros não é aplicável o disposto no Decreto-Lei n.º 33/2011, de 7 de Março, devendo continuar a ser exigível um capital social mínimo de euros. Na verdade, acrescenta, o regime previsto no aludido diploma não é aplicável às sociedades reguladas por leis especiais, nem às sociedades cuja constituição dependa de autorização especial. Assim, para a constituição das referidas sociedades, deve continuar a exigir-se um capital mínimo de euros, sendo o cumprimento deste requisito essencial para que se possa concluir pela adequação da estrutura económico-financeira para efeitos de exercício da atividade de agente de seguros. 2 Tendo em consideração a inexistência de doutrina firmada sobre a matéria em apreço e o melindre que a mesma reveste, sob proposta do Setor Jurídico e de Contencioso, foi superiormente determinada a audição deste Conselho, pelo que cumpre emitir parecer. II Pronúncia 1 Observemos, antes de mais, o que o Código das Sociedades Comerciais (CSC), na versão anterior à publicação do Decreto-Lei n.º 33/2011, de 7 de março, previa relativamente ao capital social mínimo exigível para a constituição de sociedades comerciais por quotas e unipessoais por quotas. Decorria do prescrito no artigo 201.º do CSC que «A sociedade por quotas não pode ser constituída com um capital inferior a euros nem posteriormente o seu capital pode ser reduzido a importância inferior a essa». 1

2 Por seu turno, o artigo 270.º-G do mesmo Código prescrevia (e continua a prescrever) que «Às sociedades unipessoais por quotas aplicam-se as normas que regulam as sociedades por quotas, salvo as que pressupõem a pluralidade de sócios» 1. Decorrentemente, atento o direito subsidiário aplicável, o capital social mínimo destas sociedades unipessoais por quotas devia perfazer também a cifra de 5000 euros. 1.1 O registo de constituição destas sociedades comerciais encontra-se previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 3.º do Código do Registo Comercial (doravante, CRC). Para o registo de sociedades comerciais cuja constituição dependa de qualquer autorização especial é necessário o arquivamento do respetivo documento comprovativo, salvo se o ato constitutivo for titulado por escritura pública que o mencione, por força do prescrito no n.º 1 do artigo 35.º do CRC, sob pena de o mesmo ser qualificado como provisório por natureza, nos termos do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 64.º do citado Código, caducando se, dentro do seu prazo de vigência (que é de um ano, por força do prescrito no n.º 1 do artigo 65.º do CRC), não for convertido em definitivo. 1.2 A autorização especial que afeta a qualificação do registo é, portanto, aquela que interfere com a própria constituição da sociedade não a autorização especial que corresponde apenas ao preenchimento de uma mera condição para o acesso e exercício da atividade que a sociedade se propõe desenvolver. A destrinça destas situações reveste enorme pertinência já que só a primeira respeita à própria constituição das sociedades comerciais 2 e está sujeita ao princípio da legalidade consagrado no artigo 47.º do CRC, enquanto que a segunda não afeta a qualificação do correspondente pedido de registo, pois a fiscalização da existência da autorização especial condição para o acesso e exercício da atividade está fora da alçada de competência do conservador, sendo concedida pela entidade competente em momento posterior à elaboração do registo de constituição da respetiva sociedade, 1 A sociedade unipessoal por quotas não é um novo tipo de sociedade, já que tal violaria a tipologia permitida por lei (vd. a taxatividade consagrada no artigo 1.º do CSC) mas uma forma especial das sociedades por quotas cfr., em conformidade, RICARDO COSTA, in As Sociedades Unipessoais, 2002, pág. 47, e Algumas considerações a propósito do regime jurídico da sociedade por quotas unipessoais, in Estudos dedicados ao Prof. Doutor Mário Júlio de Almeida Costa, 2002, págs e segs. 2 Apresentamos como exemplo de sociedades que necessitam de autorização especial prévia para a sua constituição, entre muitas outras possíveis, as instituições de crédito e as sociedades financeiras (Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro), bem como as sociedades de indústria e comércio de armamento (Lei n.º 49/2009, de 5 de agosto). 2

3 pressupondo até, na maioria dos casos, a comprovação da existência deste e em termos definitivos 3. Consequentemente, esta última situação não é abrangida pela facti species do n.º 1 do artigo 35.º nem pelo disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 64.º, ambos do CRC, sendo o registo respetivo efetuado definitivamente. 1.3 Todavia, para a constituição de algumas sociedades comerciais encontra-se também fixado por lei, com caráter obrigatório, um montante mínimo para o capital social, independentemente de essas sociedades estarem ou não vinculadas à observância de outros requisitos especiais, sejam eles tendentes à sua constituição sejam meramente condição para o acesso e exercício da atividade. Englobam-se neste caso, verbi gratia, as instituições de moeda eletrónica cujo capital mínimo é fixado por portaria do Ministro das Finanças em montante não inferior a um milhão de euros artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 42/2002, de 2 de março 4. Contudo, no que respeita às sociedades de agentes de seguros não vislumbrámos na lei especial que as regulamenta (ou em qualquer outra) preceito algum que fixe o seu capital social. 2 O Decreto-Lei n.º 144/2006 5, de 31 de julho, que procedeu à transposição da Diretiva n.º 2002/92/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 9 de dezembro, tem por objeto, inter alia, a regulação das condições de acesso e de exercício da atividade de mediação de seguros ou resseguros, no território da União Europeia, por pessoas singulares ou coletivas, respetivamente, residentes ou cuja sede se situe em Portugal. 3 No que concerne à autorização especial para o acesso e exercício da atividade veja-se, designadamente, o que dispõem os artigos 3.º e 8.º, n.º 2, alíneas a) e b) do Decreto-Lei n.º 255/99, de 7 de Julho, quanto às sociedades transitárias, bem como, para as sociedades de agricultura de grupo, o disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 336/89, de 4 de outubro, que exige a prévia constituição das referidas sociedades, só sendo reconhecidas como tal em momento posterior ao do seu registo definitivo. Cfr., neste sentido, o parecer do Conselho Técnico proferido no proc.º n.º C.N. 62/99 DSJ-CT, publicado no BRN n.º 2/2000, II Caderno, págs. 11 e segs. 4 Também as sociedades de transporte de mercadorias, entre outras, devem dispor de um capital social mínimo, que atualmente é de ou , no caso de exercício de atividade por meio de veículos ligeiros, exclusivamente cfr., neste sentido, o que dispõe o artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 257/2007, de 16 de junho. 5 Este diploma revogou o Decreto-Lei n.º 388/91, de 10 de Outubro, que estabelecia o regime de acesso e exercício da atividade de mediação de seguros e que também não estipulava, nos seus diversos normativos, qualquer importância respeitante ao capital mínimo para a constituição das sociedades comerciais de mediação de seguros. 3

4 Falando o diploma apenas em «condições de acesso e de exercício à atividade de mediação de seguros», temos de dar por afastada a necessidade de uma dúplice autorização especial, isto é, uma autorização respeitante à própria constituição da sociedade e outra para o exercício da atividade. Esta interpretação colhe apoio no enunciado linguístico do artigo 11.º, do qual decorre o seguinte: «1 Só podem ser inscritas no registo de mediadores de seguros ou resseguros as pessoas coletivas cuja sede social se situe em Portugal e que preencham as seguintes condições: a) Estejam constituídas de acordo com a lei portuguesa, sob a forma de sociedade por quotas ou de sociedade anónima, devendo, neste último caso, as ações ser nominativas» (sublinhado nosso). No que concerne às condições específicas de acesso, o artigo 15.º do citado diploma, prescreve que a pessoa coletiva deve, adicionalmente celebrar um contrato escrito com uma ou várias empresas de seguros, através do qual cada empresa de seguros assume inteira responsabilidade pela sua atividade, no que respeita à mediação dos respetivos produtos. Por outro lado, incumbe ao Instituto de Seguros de Portugal autoridade competente para o exercício da supervisão definir, em norma regulamentar, o conteúdo mínimo do citado contrato relativo às condições de acesso e de exercício da atividade de mediação de seguros e de resseguros veja-se, neste sentido, o Regulamento do ISP n.º 16/2007 (bem como as Normas Regulamentares n.ºs 17/2006 R e 17/2008 R). Decorre também do prescrito nos artigos 3.º, n.º 1, alínea c), 7.º, n.º 1, alínea b), e 12.º, n.º 1, alínea b), todos do aludido Regulamento, a exigência de apresentação certidão do registo comercial para cabal instrução do processo de candidatura à mediação de seguros. O registo é, portanto, premissa relativamente à atribuição da licença especial para o acesso e exercício da atividade. 2.1 Segundo a terminologia legal, entende-se por «mediador de seguros» qualquer pessoa singular ou coletiva que inicie ou exerça, mediante remuneração, a atividade de mediação de seguros, que consiste em apresentar ou propor um contrato de seguro ou praticar outro ato preparatório da sua celebração, em celebrar o contrato de seguro, ou em apoiar a gestão e execução desse contrato, em especial em caso de 4

5 sinistro veja-se o disposto nas alíneas c) e d) do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 144/2006. As pessoas singulares ou coletivas podem registar-se junto do ISP (desde que detenham, designadamente, qualificação adequada e idoneidade bastante) e exercer a mediação de seguros na categoria de mediador de seguros ligado, agente de seguros ou corretor de seguros, ao abrigo do disposto no artigo 8.º do referido diploma. As sociedades comerciais só podem ser inscritas no ISP se a sua sede social se situar em Portugal e estiverem constituídas de acordo com a lei portuguesa, sob a forma de sociedade por quotas ou de sociedade anónima, devendo, neste caso, as ações ser nominativas alínea a) do n.º 1 do artigo 11.º do mesmo diploma. Por conseguinte, decorre claramente do exposto que a autorização especial a conceder pelo ISP não é para a constituição da própria sociedade mas, tão só, para o acesso e exercício da atividade de mediação de seguros, sendo da sua inteira responsabilidade a regulamentação das condições indispensáveis para a concessão da referida autorização especial As condições específicas desse acesso e exercício de atividade regem-se não só pelo disposto nos artigos 15.º e segs. do Decreto-Lei n.º 144/2006 como também pelas normas regulamentares do ISP que define, inter alia, o conteúdo mínimo dos contratos celebrados com as empresas de seguros e os documentos que devem instruir o processo para efeitos de comprovação das condições de acesso. Imprescindível é também que à data do início da atividade, o mediador de seguros, independentemente da categoria em que se insira, demonstre que dispõe de um seguro de responsabilidade civil profissional no montante mínimo de por sinistro e por anuidade, independentemente do número de sinistros, salvo se a cobertura estiver incluída em seguro fornecido pela empresa de seguros em nome da qual vai atuar. 2.2 Relativamente ao montante do capital social mínimo das sociedades comerciais por quotas relativas a agentes de seguros (bem como a mediador de seguros ligado), o decreto-lei e o regulamento supra mencionados nada prescrevem. Com efeito, a única alusão legal a montantes de capital social é feita, a propósito dos corretores de seguros, na alínea b) do n.º 2 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 144/2006, que fixa não só um montante mínimo, não inferior a euros, como também estipula a sua realização integral na data do ato de constituição. 5

6 Nestes termos, fica nitidamente patenteado que as sociedades de agentes de seguros não são abrangidas por tal imposição e se o legislador não consagrou um capital mínimo que se lhe aplique não foi, certamente, por desatenção 6. No entanto, nada impede que o Decreto-Lei n.º 144/2006 lei especial possa ser alterado no sentido de fixação de um capital social mínimo também para as sociedades comerciais de agentes de seguros, tal como fez para as sociedades de corretores, mas enquanto tal não acontecer a matéria atinente ao capital social reger-se-á (como, aliás, acontecia no direito pregresso) pelo disposto no Código das Sociedades Comerciais. 2.3 Como corolário lógico de todo o exposto, podemos, em suma, extrair duas asserções. Uma delas, no sentido de que a observância de qualquer montante mínimo do capital das sociedades comerciais por quotas ou unipessoais de agentes de seguros não se encontra estipulada no decreto-lei que regula o acesso e exercício da atividade seguradora (lei especial) e, a outra, no sentido de que a autorização especial respeita apenas ao acesso e exercício da atividade de agente de seguros não interferindo com o momento da constituição das sociedades comerciais em causa, único que, efetivamente, releva para efeitos de qualificação do correspondente pedido de registo. 3 O Decreto-Lei n.º 33/2011, na sequência dos objetivos proclamados no seu preâmbulo 7, prevê no seu artigo 1.º que, para a constituição de sociedades por quotas e das sociedades unipessoais por quotas, o capital social 8 possa ser livremente fixado pelos sócios, e que estes podem proceder à entrega das suas entradas nos cofres da sociedade até ao final do primeiro exercício económico. Por força da alteração introduzida pelo artigo 3.º do citado diploma, do artigo 201.º do CSC passou a constar a seguinte redação: «O montante do capital social é livremente fixado no contrato de sociedade, correspondendo à soma das quotas subscritas pelos sócios». 6 Por força do disposto no n.º 3 do artigo 9.º do Código Civil, o intérprete tem de presumir que o legislador consagrou as soluções mais acertadas e soube exprimir o seu pensamento em termos adequados. 7 Os objetivos subjacentes à publicação do diploma prendem-se, designadamente, com a necessidade de fomentar o empreendedorismo, reduzir custos de contexto e encargos administrativos. Do ponto de vista jurídico enfatiza-se o facto de um capital social elevado não conduzir necessariamente à conclusão de que a sociedade goza de boa situação financeira, já que, como se sabe, capital social não equivale a património social. 8 A propósito da noção e importância do capital social e, sobretudo, do confronto entre este e o património social veja-se PAULO DE TARSO DOMINGUES, in Estudos de Direito das Sociedades, 8.ª edição, págs. 167 e segs. 6

7 Também a redação do n.º 3 do artigo 219.º do citado Código, dada a estrita ligação existente entre as duas normas, foi alterada pelo artigo 3.º do aludido diploma nos seguintes termos: «3 Os valores nominais das quotas podem ser diversos, mas nenhum pode ser inferior a 1». 3.1 A mudança de paradigma claramente assumida com a publicação do Decreto- Lei n.º 33/2011 insere-se no movimento tendente à eliminação do capital social mínimo que se verifica, atualmente, no direito comparado europeu. Trata-se de uma solução que resulta, essencialmente, do facto de se entender que a fixação de qualquer capital social, por via legislativa, é um «gesto fútil» por não desempenhar qualquer das funções relevantes que lhe imputam, podendo, pelo contrário, traduzir-se numa restrição, carecida de justificação plausível, à liberdade de iniciativa económica. A exigência de capital social traduz-se, no dizer de Paulo de Tarso Domingues 9, numa falácia, já que não se pode assegurar que existam no património líquido da sociedade bens de valor idêntico à cifra do capital social mínimo. 3.2 No entanto, do âmbito de aplicação do aludido Decreto-Lei n.º 33/2011 ficaram excluídas as sociedades reguladas por leis especiais e as sociedades cuja constituição dependa de autorização especial, por força do prescrito no seu artigo 2.º. A interpretação deste preceito é, deveras, complexa, mas o dever de ofício forçanos inexoravelmente a enfrentá-la, já que cumpre escalpelizar o sentido e alcance das exceções aí consagradas. Como vimos, por um lado, encontram-se excecionadas as sociedades reguladas por leis especiais e, por outro, as sociedades cuja constituição dependa de autorização especial. As sociedades que necessitam de autorização especial apenas para o acesso e exercício da atividade não são consideradas na norma em apreço. No que concerne às sociedades reguladas por leis especiais, afigura-se-nos que a exceção se reportará apenas às sociedades cujo capital social se encontre fixado nessas mesmas leis especiais, importando ter presente que uma lei geral, em princípio, não revoga as leis especiais. 9 In Código das Sociedades Comerciais em comentário, Volume III, 2011, págs. 201 e segs. 7

8 Com efeito, o n.º 3 do artigo 7.º do Código Civil consagra a solução de que a lei geral não revoga a especial, exceto se for outra a intenção do legislador 10. Em consequência de tal, e independentemente do que a nova lei consagre, o montante do capital social que se encontra fixado nas leis especiais continua a ter de ser observado, a não ser que da nova lei resultasse inequivocamente o contrário 11. O caso só se complica quando, não obstante a existência de lei especial, a mesma não consagre qualquer montante mínimo para a constituição dessas sociedades, como é o caso paradigmático configurado nos presentes autos. Quid iuris? Parece-nos que, sendo omissa a legislação especial das sociedades comerciais no que concerne ao capital social, se terão de aplicar as normas que vigorarem, a esse respeito, no Código das Sociedades Comerciais. Na verdade, se no momento anterior ao da publicação do Decreto-Lei n.º 33/2011, que alterou os montantes do capital social das sociedades por quotas (e, por arrastamento, o das unipessoais por quotas) se aplicava à constituição das sociedades de agentes de seguros, apesar das sua regulamentação específica, o disposto no artigo 201.º do CSC, que previa como capital mínimo euros, de igual modo, se aplicará agora, em face da (continuada) omissão da lei especial, o capital aí previsto, em conformidade com o que resulta da conjugação desse preceito com o disposto no n.º 3 do artigo 219.º, ambos do Código citado. 3.3 Temos, assim, que interpretar restritivamente a primeira parte da norma do artigo 2.º no sentido de que o regime previsto no Decreto-Lei n.º 33/2011, respeitante à 10 Cfr. a este propósito, OLIVEIRA ASCENSÃO, in O Direito Introdução e Teoria Geral, 1995, págs. 560 e segs., e também MARCELO REBELO DE SOUSA e SOFIA GALVÃO, in Introdução ao Estudo do Direito, 2000, págs 132 e segs., que sublinham que a lei não revoga a especial porque quis criar um regime específico para determinado número de situações de facto, donde resultam duas consequências: I) Quando se altera a lei geral, em princípio, não se pensa já em afetar aquele domínio especial que se tem por destacado; II) A lei especial não pode ver o seu espaço próprio ameaçado por eventuais mudanças de valoração e perspetiva em relação ao universo geral. 11 De harmonia com o entendimento dos ilustres autores citados na nota anterior, utilizar-se o termo «inequivocamente» não equivale a dizer «expressamente». Pode haver revogação tácita da lei especial pela lei geral, bastando, para o efeito, que se conclua, de forma categórica, que é esse o alcance da nova regulamentação material estabelecida pelo legislador. 8

9 fixação do montante do capital, só não é aplicável às sociedades reguladas por leis especiais que estipulem, elas próprias, um capital social mínimo 12. Como se sabe, pela mera consideração da letra da lei atinge-se o seu sentido literal, mas é da conjugação deste elemento com os elementos extra-literais que se atinge o sentido real da lei, que é o que, verdadeiramente, reveste pertinência. Portanto, se o sentido literal é mais amplo do que o sentido real impõe-se fazer uma interpretação restritiva da lei, limitando-a ou restringindo-a, atendendo, precisamente, aos elementos extra-literais da interpretação. Com efeito, o intérprete deve restringir o alcance aparente do texto sempre que conclua que o legislador disse mais do que pretendia, compatibilizando o pensamento legislativo com a ratio legis 13. A não ser assim, isto é, não se aplicando este princípio básico, podia cair-se no absurdo, in casu, de se desaplicar o regime estipulado no Código das Sociedades Comerciais no que concerne ao capital social mínimo, por força da exceção pretensamente consignada no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 33/2011, mas também não existir qualquer previsão, quanto a este ponto fulcral, na lei especial que rege a sociedade em causa. 3.4 Ora, é indiscutível que o artigo 9.º, n.º 1, alínea f), do CSC exige que do contrato de qualquer tipo de sociedade conste o capital social 14, sendo que a sua falta acarreta a nulidade (insanável) do contrato por força do prescrito na alínea b) do n.º 1 do artigo 42.º do referido Código. Na mesma senda, também o Regulamento do Registo Comercial no seu artigo 10.º, n.º 1, alínea f), estipula que da inscrição de constituição da sociedade deve constar, como menção especial, o capital social. 12 Relativamente às regras da interpretação veja-se, novamente, MARCELO REBELO DE SOUSA e SOFIA GALVÃO, in ob. cit., págs. 67 e segs. 13 Neste sentido, veja-se BAPTISTA MACHADO, in Introdução ao Direito e ao Discurso Legitimador, 2008, pág O capital social, que configura uma menção obrigatória do contrato, consiste numa cifra numérica de valor constante, expresso em moeda com curso legal em Portugal, i.e., em euros, correspondente ao património de constituição da sociedade, vale por dizer, à soma de todas as participações dos sócios (artigo 14.º do CSC). Tal cifra é, porém, formal e abstrata. O capital social não é tangível, tendo uma existência de direito e não de facto vd. ADELAIDE MENEZES LEITÃO e JOSÉ ALVES DE BRITO, in Código das Sociedades Comerciais, coordenado por Menezes Cordeiro, 2009, págs. 116 e

10 Logo, tal requisito, de inserção obrigatória tanto no título de constituição como no respetivo registo, deve extrair-se da legislação em vigor no nosso ordenamento jurídico, sendo que se desconhece a existência de qualquer preceito legal que, atualmente, fixe o capital social mínimo das sociedades por quotas ou unipessoais por quotas de agentes de seguros em euros. 4 Em face das posições divergentes do ISP e do IRN no que concerne à cifra do capital social mínimo exigível para a constituição de sociedades comerciais por quotas e unipessoais por quotas de agentes de seguros, afigura-se conveniente dar conhecimento deste parecer (após homologação) àquele Instituto. seguintes Em consonância com o que precede, a posição deste Conselho vai condensada nas Conclusões I O registo definitivo de constituição das sociedades comerciais por quotas ou unipessoais por quotas respeitantes a agentes de seguros não demanda a comprovação de qualquer autorização especial, tratando-se antes de uma condição para o acesso e exercício da atividade seguradora a conceder a posterior pelo Instituto de Seguros de Portugal, nos termos que considere pertinentes. II O capital social mínimo exigível para a constituição das aludidas sociedades é o que figura no Código das Sociedades Comerciais, já que a lei especial que as regulamenta nada prescreve quanto a tal matéria cfr., em conformidade, o disposto no Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de julho, e o Regulamento n.º 16/2007, de 29 de janeiro. Parecer aprovado em sessão do Conselho Técnico de 24 de maio de Isabel Ferreira Quelhas Geraldes, relatora, Luís Manuel Nunes Martins, Carlos Manuel Santana Vidigal, Ana Viriato Sommer Ribeiro, José Ascenso Nunes da Maia. Este parecer foi homologado pelo Exmo. Senhor Presidente em

Proc.º n.º C. Co. 10/2012 SJC-CT

Proc.º n.º C. Co. 10/2012 SJC-CT Proc.º n.º C. Co. 10/2012 SJC-CT Sumário: Capital social mínimo exigível para a constituição de sociedades comerciais de transporte rodoviário de mercadorias. Autorização para o acesso e exercício da atividade.

Leia mais

Proc.º n.º C. Co. 8/2013 STJ-CC

Proc.º n.º C. Co. 8/2013 STJ-CC Proc.º n.º C. Co. 8/2013 STJ-CC Sumário: Conteúdo mínimo obrigatório do contrato de sociedade comercial. Opção por pacto ou ato constitutivo de modelos pré-aprovados. Alteração posterior do contrato. Registo.

Leia mais

Proc.º n.º C. Bm. 1/2012 SJC-CT

Proc.º n.º C. Bm. 1/2012 SJC-CT Proc.º n.º C. Bm. 1/2012 SJC-CT Sumário: Registo de veículo automóvel com reserva de propriedade a favor de sociedade comercial. Transmissão deste bem por efeito de fusão. Extinção da reserva de propriedade.

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 5 /A/2007 (artigo 20º, nº1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril 1 ) I - ENUNCIADO -

RECOMENDAÇÃO Nº 5 /A/2007 (artigo 20º, nº1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril 1 ) I - ENUNCIADO - Número: 5/A/2007 Data: 26-04-2007 Entidade visada: Director-Geral dos Impostos Assunto: Sociedades de mediação de seguros. Prazo para apresentação da declaração de início de actividade. Processo: R-4816/05

Leia mais

1ª. Se em caso de redução do capital social para cobertura de prejuízos fica afastada a aplicação do nº 1 do art. 95º do CSC;

1ª. Se em caso de redução do capital social para cobertura de prejuízos fica afastada a aplicação do nº 1 do art. 95º do CSC; Pº C. Co. 72/2009 SJC-CT. Consulente:. Instituto de Seguros de Portugal. Relatório: O. Instituto de Seguros de Portugal, considerando que é às respectivas conservatórias que compete em última instância,

Leia mais

PARECER. 1 Por decisão superior foi determinada a audição deste Conselho acerca da seguinte questão:

PARECER. 1 Por decisão superior foi determinada a audição deste Conselho acerca da seguinte questão: P.º n.º C.P. 34/2011 SJC-CT Procedimento especial de transmissão, oneração e registo imediato de imóveis. Digitalização do documento que titula o negócio jurídico no âmbito do referido procedimento. Possibilidade

Leia mais

1. Sobre um determinado prédio pertencente ao município consulente foi

1. Sobre um determinado prédio pertencente ao município consulente foi Pº C.P.59/2013 STJ-CC Consulente: Município de.. Sumário: propriedade horizontal em direito de superfície Extinção do direito de superfície causada pela reunião do direito de propriedade do solo e dos

Leia mais

Sumário: Constituição de sociedade civil sob forma comercial. Selo devido verba 26.1 da Tabela Geral do Imposto do Selo (TGIS).

Sumário: Constituição de sociedade civil sob forma comercial. Selo devido verba 26.1 da Tabela Geral do Imposto do Selo (TGIS). P.º C. Co. 15/2009 SJC-CT Sumário: Constituição de sociedade civil sob forma comercial. Selo devido verba 26.1 da Tabela Geral do Imposto do Selo (TGIS). 1 O Senhor Conservador dos Registos Predial e Comercial

Leia mais

dinheiro respeitante à parte restante do preço pago nada se esclarece, sendo de presumir que pertença a ambos.

dinheiro respeitante à parte restante do preço pago nada se esclarece, sendo de presumir que pertença a ambos. P.º n.º R. P. 38/2012 SJC-CT Registos de aquisição titulados por escritura de doação efetuada por cônjuges casados entre si no regime de separação de bens. Indefinição da natureza dos bens transmitidos.

Leia mais

P.º R. Co. 5/2008 DSJ-CT

P.º R. Co. 5/2008 DSJ-CT P.º R. Co. 5/2008 DSJ-CT Sumário: Deliberação sociais. Reflexos de eventuais vícios nos registos. Poderes de qualificação do conservador. Alteração do contrato social. Título para registo. Relatório: 1

Leia mais

Pº C.Co.36/2012 SJC-CT

Pº C.Co.36/2012 SJC-CT Pº C.Co.36/2012 SJC-CT Consulente: Registo Nacional de Pessoas Coletivas. Sumário: Publicação das alterações de estatutos das fundações com natureza de Instituições Particulares de Solidariedade Social(IPSS)

Leia mais

Sumário: Registo comercial de hipoteca voluntária sobre embarcação de

Sumário: Registo comercial de hipoteca voluntária sobre embarcação de Proc.º n.º C.Co. 91/2010 SJC-CT recreio. Sumário: Registo comercial de hipoteca voluntária sobre embarcação de I Relatório 1 O Banco, S.A. pretendeu registar na Conservatória do Registo Comercial do uma

Leia mais

DELIBERAÇÃO. Relatório:

DELIBERAÇÃO. Relatório: P.º n.º R. P. 234/2007DSJ-CT:Contrato de arrendamento comercial incidente sobre parte de prédio urbano, com duração superior a seis anos - Sua registabilidade. DELIBERAÇÃO Relatório: 1 Em 28 de Setembro

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9, nº 28. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9, nº 28. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9, nº 28 Seguros enquadramento da actividade de call center na prestação de serviços a empresas seguradoras e correctoras de seguros - despacho do SDG dos

Leia mais

Pº C.Co.11/2012 SJC-CT

Pº C.Co.11/2012 SJC-CT Pº C.Co.11/2012 SJC-CT Consulente: Registo Nacional de Pessoas Coletivas (RNPC). Sumário: (i)legalidade de objeto social que compreenda atividades de cobrança de dívidas e gestão de cobrança de créditos.

Leia mais

DELIBERAÇÃO. Crime que foi introduzido no ordenamento jurídico português pela Lei nº 23/2007, de 4 de Julho, nos seguintes termos:

DELIBERAÇÃO. Crime que foi introduzido no ordenamento jurídico português pela Lei nº 23/2007, de 4 de Julho, nos seguintes termos: Pº C.C. 24/2010 SJC-CT DELIBERAÇÃO Assunto: Emissão pelos Serviços Consulares de certificado de capacidade matrimonial havendo suspeita de destinar-se a casamento de conveniência Os competentes Serviços

Leia mais

Consulta: Como efectuar o registo comercial de transformação de sociedade civil em sociedade comercial ou em sociedade civil sob forma comercial?

Consulta: Como efectuar o registo comercial de transformação de sociedade civil em sociedade comercial ou em sociedade civil sob forma comercial? Pº C. Co. 101/2010 SJC-CT. Consulta: Como efectuar o registo comercial de transformação de sociedade civil em sociedade comercial ou em sociedade civil sob forma comercial?... solicitou ao IRN, I.P. que

Leia mais

Os Processos de Constituição de Sociedades por Quotas face às Alterações Legislativas de 2011

Os Processos de Constituição de Sociedades por Quotas face às Alterações Legislativas de 2011 Os Processos de Constituição de Sociedades por Quotas face às Alterações Legislativas de 2011 ANTÓNIO AMADO * Este pequeno artigo destina-se a ajudar os alunos de Direito Comercial do ISMAT a compreender,

Leia mais

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO 5910 Diário da República, 1.ª série N.º 201 17 de outubro de 2012 MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO Decreto-Lei n.º 225/2012 de 17 de outubro O Decreto -Lei n.º 27 -C/2000, de 10 de março, que cria o

Leia mais

DELIBERAÇÃO. Assunto: Casamentos entre nubente português e nubente estrangeiro casamentos brancos procedimentos

DELIBERAÇÃO. Assunto: Casamentos entre nubente português e nubente estrangeiro casamentos brancos procedimentos DELIBERAÇÃO Pº CC 14/2011 SJC-CT Assunto: Casamentos entre nubente português e nubente estrangeiro casamentos brancos procedimentos As senhoras conservadoras de V e de A vêm solicitar tomada de posição

Leia mais

Anteprojecto de Decreto-Lei que Institui as Sociedades de Consultoria para Investimento. Preâmbulo

Anteprojecto de Decreto-Lei que Institui as Sociedades de Consultoria para Investimento. Preâmbulo Anteprojecto de Decreto-Lei que Institui as Sociedades de Consultoria para Investimento Preâmbulo O presente diploma transpõe parcialmente para a ordem jurídica nacional a Directiva 2004/39/CE do Parlamento

Leia mais

Decreto-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro

Decreto-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro Decreto-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro Com a publicação do Código das Sociedades Comerciais, aprovado pelo Decreto-Lei nº 262/86, de 2 de Setembro, e do Decreto-Lei nº 414/87, de 31 de Dezembro, foram

Leia mais

Publicação, Identificação e Formulário dos Diplomas

Publicação, Identificação e Formulário dos Diplomas Publicação, Identificação e Formulário dos Diplomas Lei n.º 74/98, de 11 de novembro com as alterações introduzidas pela Lei n.º 2/2005, de 24 de janeiro 1 2, Lei n.º 26/2006, de 30 de junho, Lei n.º 42/2007,

Leia mais

BALANÇO DA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO REGIME JURÍDICO DA MEDIAÇÃO DE SEGUROS

BALANÇO DA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO REGIME JURÍDICO DA MEDIAÇÃO DE SEGUROS BALANÇO DA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO REGIME JURÍDICO DA MEDIAÇÃO DE SEGUROS VICENTE MENDES GODINHO* * Departamento de Autorizações e Registo 1. INTRODUÇÃO Em 27 de Janeiro de 2007 entrou em vigor o Decreto-Lei

Leia mais

PARECER. Assunto: Bilhete de Identidade Militar Sua validade como documento de identificação e admissibilidade para processamento de cartão de cidadão

PARECER. Assunto: Bilhete de Identidade Militar Sua validade como documento de identificação e admissibilidade para processamento de cartão de cidadão Pº C.C. 72/2011 SJC-CT PARECER Assunto: Bilhete de Identidade Militar Sua validade como documento de identificação e admissibilidade para processamento de cartão de cidadão Os presentes autos tiveram origem

Leia mais

ASSUNTO: Assembleia de Freguesia. Junta de Freguesia. Autorizar. Apoiar. Deliberar.

ASSUNTO: Assembleia de Freguesia. Junta de Freguesia. Autorizar. Apoiar. Deliberar. ASSUNTO: Assembleia de Freguesia. Junta de Freguesia. Autorizar. Apoiar. Deliberar. Data: 2014.02.21 Foi solicitado parecer acerca do assunto em epígrafe, na sequência do questionado pelo Senhor Presidente

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA Diário da República, 1.ª série N.º 9 14 de janeiro de 2014 155 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA Decreto-Lei n.º 5/2014 de 14 de janeiro A Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, que define o regime de avaliação,

Leia mais

Assunto: Acção social de responsabilidade contra administrador Acção social ut universi e Acção social ut singuli Artigo 248º do Código Comercial

Assunto: Acção social de responsabilidade contra administrador Acção social ut universi e Acção social ut singuli Artigo 248º do Código Comercial Processo nº 407/2013 (Autos de recurso civil) Data: 11/Setembro/2014 Assunto: Acção social de responsabilidade contra administrador Acção social ut universi e Acção social ut singuli Artigo 248º do Código

Leia mais

At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa

At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa Assunto: Audição do CNC - Transposição da Diretiva Consumidores - Diretiva 2011/83/UE

Leia mais

Regulamento do pagamento de propinas e outras taxas de frequência do Instituto Politécnico de Leiria PREÂMBULO

Regulamento do pagamento de propinas e outras taxas de frequência do Instituto Politécnico de Leiria PREÂMBULO DESPACHO N.º /2015 Regulamento do pagamento de propinas e outras taxas de frequência do Instituto Politécnico de PREÂMBULO Considerando a experiência adquirida no Instituto Politécnico de (IP) com a aplicação

Leia mais

Deliberação. 1 Em especial, no âmbito dos P.ºs CP 83/2008 SJC-CT e R.P. 227/2009 SJC-CT.

Deliberação. 1 Em especial, no âmbito dos P.ºs CP 83/2008 SJC-CT e R.P. 227/2009 SJC-CT. P.º n.º R.P. 60/2010 SJC-CT Penhora. Cancelamento não oficioso. Eventual conexão com o registo de aquisição, conjuntamente requerido. Tributação emolumentar DELIBERAÇÃO 1 Os presentes autos respeitam à

Leia mais

Pº C.Bm. 24/2009 SJC-CT.

Pº C.Bm. 24/2009 SJC-CT. Pº C.Bm. 24/2009 SJC-CT. Objecto da consulta: Pedido de registo automóvel online por comprador autenticado electronicamente com cartão de cidadão, com digitalização da declaração de compra e venda. Relatório:

Leia mais

- 1 - Pº C. Bm. 47/2008 SJC-CT

- 1 - Pº C. Bm. 47/2008 SJC-CT Pº C. Bm. 47/2008 SJC-CT Consulente: Conservatória do Registo Predial, Comercial e Automóvel de... Objecto da Consulta: Termo final do contrato de locação financeira/vigência do registo. Relatório 1. Por

Leia mais

- 1 - Pº C. Bm. 10/2011 SJC-CT. Consulente: Conservatória do Registo Automóvel de..

- 1 - Pº C. Bm. 10/2011 SJC-CT. Consulente: Conservatória do Registo Automóvel de.. Pº C. Bm. 10/2011 SJC-CT Consulente: Conservatória do Registo Automóvel de.. Relatório 1. A senhora Conservadora da Conservatória do Registo Automóvel de.. deu conhecimento ao IRN, através de e-mail dirigido

Leia mais

MESTRADO EM DIREIO EMPRESARIAL CONSTITUIÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE SOCIEDADES 2012/13 I PROGRAMA. INTRODUÇÃO Os diversos tipos de sociedades comerciais

MESTRADO EM DIREIO EMPRESARIAL CONSTITUIÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE SOCIEDADES 2012/13 I PROGRAMA. INTRODUÇÃO Os diversos tipos de sociedades comerciais Set. 2012 (1ª Versão) MESTRADO EM DIREIO EMPRESARIAL CONSTITUIÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE SOCIEDADES 2012/13 I PROGRAMA INTRODUÇÃO Os diversos tipos de sociedades comerciais 1. Empresa comercial e sociedade

Leia mais

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros.

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros. Não dispensa a consulta da Norma Regulamentar publicada em Diário da República NORMA REGULAMENTAR N.º 03/2010-R, DE 18 DE MARÇO DE 2010 Publicidade Pelo Decreto-Lei n.º 8-A/2002, de 11 de Janeiro, foram

Leia mais

PARECER. 3 O registo foi efectuado como provisório por dúvidas com base nos motivos a seguir transcritos:

PARECER. 3 O registo foi efectuado como provisório por dúvidas com base nos motivos a seguir transcritos: P.º n.º R.P. 222/2010 SJC-CT Partilha de herança. Natureza jurídica. Bem atribuído a herdeira casada no regime de comunhão de adquiridos. Natureza do bem. Pagamento de tornas à custa de dinheiro comum

Leia mais

ARTIGO 396.º DO CSC I OBJECTO

ARTIGO 396.º DO CSC I OBJECTO ARTIGO 396.º DO CSC I OBJECTO 1.1 Foi constituído, no âmbito do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, um grupo de trabalho com vista a identificar as dificuldades de aplicação prática que resultam

Leia mais

Decreto-Lei n.º 255/99 de 7 de Julho- Versão27-08-2013. Texto consolidado com as alterações introduzidas pela Lei 5/2013 (texto sublinhado a amarelo)

Decreto-Lei n.º 255/99 de 7 de Julho- Versão27-08-2013. Texto consolidado com as alterações introduzidas pela Lei 5/2013 (texto sublinhado a amarelo) Decreto-Lei n.º 255/99 de 7 de Julho- Versão27-08-2013 Texto consolidado com as alterações introduzidas pela Lei 5/2013 (texto sublinhado a amarelo) Capítulo I Disposições Gerais Artigo 1º Âmbito 1. O

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: al.g) do n.º 27.º do art. 9.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: al.g) do n.º 27.º do art. 9.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA al.g) do n.º 27.º do art. 9.º. Enquadramento - Prestação de serviços de gestão administrativa e actuariais, realizadas a Sociedades Gestoras de Fundos de

Leia mais

NOTA TÉCNICA N.º 1 TEMA: Formação profissional contínua no Código do Trabalho. INTRODUÇÃO:

NOTA TÉCNICA N.º 1 TEMA: Formação profissional contínua no Código do Trabalho. INTRODUÇÃO: NOTA TÉCNICA N.º 1 TEMA: Formação profissional contínua no Código do Trabalho. INTRODUÇÃO: O presente documento visa divulgar o entendimento da ACT sobre algumas questões que se colocam no âmbito da formação

Leia mais

Consulentes: Conservatórias dos Registos Predial e Comercial de. e do Registo Civil de..

Consulentes: Conservatórias dos Registos Predial e Comercial de. e do Registo Civil de.. Proc.º n.º C. Bm. 40/2011 SJC-CT Sumário: Registo de veículo automóvel com reserva de propriedade a favor do alienante. Partilha deste bem mediante recurso ao procedimento simplificado de partilha e registos

Leia mais

(consolidada e revista à luz do Acordo Ortográfico de 1990) CAPÍTULO I Disposições gerais

(consolidada e revista à luz do Acordo Ortográfico de 1990) CAPÍTULO I Disposições gerais (1) (2) Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de dezembro Alterada pelas Normas Regulamentares n.º 8/2007-R, de 31 de maio (3), n.º 13/2007-R, de 26 de julho (4), n.º 19/2007-R, de 31 de dezembro (5),

Leia mais

SINDICATO DOS MÉDICOS DA ZONA SUL

SINDICATO DOS MÉDICOS DA ZONA SUL 1 PARECER N.º 04/2008 HOSPITAL DA NOSSA SENHRA DO ROSÁRIO, E.P.E. REGULAMENTO DE PLANEAMENTO DE RECURSOS HUMANOS E CONTROLO DA ASSIDUIDADE - CARREIRA MÉDICA HOSPITALAR PRESTAÇÃO DE TRABALHO EM DOMINGOS,

Leia mais

Aspetos legislativos, no domínio sócio-laboral

Aspetos legislativos, no domínio sócio-laboral Aspetos legislativos, no domínio sócio-laboral Lei n.º 53/2011, de 14 de outubro, que procede à segunda alteração ao Código do Trabalho, aprovado em anexo à Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, estabelecendo

Leia mais

REGISTO COMERCIAL. Isabel Quinteiro. Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho

REGISTO COMERCIAL. Isabel Quinteiro. Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho REGISTO COMERCIAL Isabel Quinteiro Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho Outubro de 2010 Introdução IRN, IP É um instituto público integrado na administração

Leia mais

P.º n.º R.P. 113/2010 SJC-CT Locação financeira. Resolução do contrato. Cancelamento do registo. Título. PARECER

P.º n.º R.P. 113/2010 SJC-CT Locação financeira. Resolução do contrato. Cancelamento do registo. Título. PARECER 1 P.º n.º R.P. 113/2010 SJC-CT Locação financeira. Resolução do contrato. Cancelamento do registo. Título. PARECER 1. O... S.A. vem interpor recurso hierárquico da decisão de recusa do cancelamento de

Leia mais

Fórum Jurídico. Julho 2014 Contencioso INSTITUTO DO CONHECIMENTO AB. www.abreuadvogados.com 1/5

Fórum Jurídico. Julho 2014 Contencioso INSTITUTO DO CONHECIMENTO AB. www.abreuadvogados.com 1/5 Julho 2014 Contencioso A Livraria Almedina e o Instituto do Conhecimento da Abreu Advogados celebraram em 2012 um protocolo de colaboração para as áreas editorial e de formação. Esta cooperação visa a

Leia mais

Pº C. P. 127/2009 SJC-CT-

Pº C. P. 127/2009 SJC-CT- Pº C. P. 127/2009 SJC-CT- Cancelamento de registo de hipoteca com base em declaração do credor. Documentos particulares autenticados previstos no artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 116/2008, de 4 de Julho.

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. Proposta de Lei n.º. Exposição de Motivos

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. Proposta de Lei n.º. Exposição de Motivos PL 40/2013 2013.02.22 Exposição de Motivos A presente proposta de lei visa habilitar o Governo a regular o acesso e o exercício da atividade de intermediação de crédito, uma atividade económica que consiste

Leia mais

1. ENQUADRAMENTO JURÍDICO DA ENTIDADE ENQUANTO ENTIDADE ADJUDICANTE

1. ENQUADRAMENTO JURÍDICO DA ENTIDADE ENQUANTO ENTIDADE ADJUDICANTE - A PREENCHER POR CADA PROCEDIMENTO DE CONTRATAÇÃO Salvo indicação em contrário, os artigos mencionados constam do Código dos Contratos Públicos 1. ENQUADRAMENTO JURÍDICO DA ENTIDADE ENQUANTO ENTIDADE

Leia mais

Ponto 8.3. Contrato Interadministrativo de delegação de competências para limpeza e manutenção da Praia do Osso da Baleia

Ponto 8.3. Contrato Interadministrativo de delegação de competências para limpeza e manutenção da Praia do Osso da Baleia Cópia de parte da ata da Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Pombal nº0015/cmp/14, celebrada em 3 de Junho de 2014 e aprovada em minuta para efeitos de imediata execução. Ponto 8.3. Contrato Interadministrativo

Leia mais

Partido Popular. CDS-PP Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 335/X

Partido Popular. CDS-PP Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 335/X Partido Popular CDS-PP Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 335/X REGULA O ACESSO E PERMANÊNCIA NA ACTIVIDADE DAS SOCIEDADES DE CONSULTORIA PARA INVESTIMENTO E DOS CONSULTORES AUTÓNOMOS Exposição de Motivos

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA GABINETE DE APOIO AO VICE-PRESIDENTE E AOS VOGAIS

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA GABINETE DE APOIO AO VICE-PRESIDENTE E AOS VOGAIS PARECER Assunto: Projecto de Portaria que aprova o Regulamento do Procedimento de Seleção de Mediadores para prestar serviços nos Julgados de Paz e nos Sistemas de Mediação Familiar, Laboral e Penal. 1.

Leia mais

Sumário: Registo da propriedade de veículos ao abrigo do regime transitório especial consagrado no Decreto-Lei n.º 20/2008, de 31 de Janeiro.

Sumário: Registo da propriedade de veículos ao abrigo do regime transitório especial consagrado no Decreto-Lei n.º 20/2008, de 31 de Janeiro. P.º R. Bm. 4/2008 SJC-CT Sumário: Registo da propriedade de veículos ao abrigo do regime transitório especial consagrado no Decreto-Lei n.º 20/2008, de 31 de Janeiro. Recorrente: Manuel. Recorrida: Conservatória

Leia mais

N/Referência: PROC.: C. C. 38/2013 STJ-CC Data de homologação: 25-07-2014

N/Referência: PROC.: C. C. 38/2013 STJ-CC Data de homologação: 25-07-2014 N.º 42/ CC /2014 N/Referência: PROC.: C. C. 38/2013 STJ-CC Data de homologação: 25-07-2014 Consulente: Instituto da Segurança Social.. Assunto: Palavras-chave: Segredo de identidade e adoção Emissão de

Leia mais

IMPOSTO DO SELO Particularidades da sua aplicação Abílio Marques

IMPOSTO DO SELO Particularidades da sua aplicação Abílio Marques IMPOSTO DO SELO Particularidades da sua aplicação Abílio Marques Neste artigo, o leitor encontrará, tratadas e comentadas, várias questões respeitantes ao Imposto do Selo, o qual, se já não era de fácil

Leia mais

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO. 7198 Diário da República, 1.ª série N.º 246 20 de dezembro de 2012

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO. 7198 Diário da República, 1.ª série N.º 246 20 de dezembro de 2012 7198 Diário da República, 1.ª série N.º 246 20 de dezembro de 2012 d) As normas sobre a organização e funcionamento das autoridades administrativas nacionais com competências no âmbito do regime de assistência

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. Proposta de Lei n.º 127/XII. Exposição de Motivos

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. Proposta de Lei n.º 127/XII. Exposição de Motivos Proposta de Lei n.º 127/XII Exposição de Motivos A Lei n.º 63-A/2008, de 24 de novembro, que estabelece medidas de reforço da solidez financeira das instituições de crédito no âmbito da iniciativa para

Leia mais

2776 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 75 17 de Abril de 2006 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Artigo 6. o. Lei Orgânica n. o 2/2006

2776 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 75 17 de Abril de 2006 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Artigo 6. o. Lei Orgânica n. o 2/2006 2776 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 75 17 de Abril de 2006 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei Orgânica n. o 2/2006 de 17 de Abril Quarta alteração à Lei n. o 37/81, de 3 de Outubro (Lei da Nacionalidade)

Leia mais

P.º R.P. 161/2006 DSJ-CT-

P.º R.P. 161/2006 DSJ-CT- P.º R.P. 161/2006 DSJ-CT- Compatibilização do regime legalmente previsto (D. L. n.º 68/04, de 25/03) que exige a certificação pelo notário na celebração de qualquer escritura pública que envolva a aquisição

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º Diploma: CIVA Artigo: 29º, 36º e 40º Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Faturas - Mediadores de seguros que pratiquem operações isentas Processo: nº 4686, por despacho de 2013-05-15, do SDG do IVA, por delegação

Leia mais

Decreto-Lei n.º 72-A/2003 de 14 de Abril

Decreto-Lei n.º 72-A/2003 de 14 de Abril Decreto-Lei n.º 72-A/2003 de 14 de Abril A Directiva n.º 2000/26/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Maio, relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitantes ao seguro

Leia mais

PARECER N.º 63/CITE/2013

PARECER N.º 63/CITE/2013 PARECER N.º 63/CITE/2013 Assunto: Parecer prévio ao despedimento de trabalhadora lactante, incluída em processo de despedimento coletivo, nos termos previstos no n.º 3 do artigo 346.º e na alínea b) do

Leia mais

CONTRATO INTERADMINISTRATIVO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA FREGUESIA DE EM MATÉRIA DE

CONTRATO INTERADMINISTRATIVO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA FREGUESIA DE EM MATÉRIA DE CONTRATO INTERADMINISTRATIVO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA FREGUESIA DE EM MATÉRIA DE No dia?? de????? de 2015, no Departamento de Administração Geral da Câmara Municipal de Guimarães, perante mim,?????????????????????,

Leia mais

Estatuto do Bolseiro de Investigação

Estatuto do Bolseiro de Investigação Estatuto do Bolseiro de Investigação O Estatuto do Bolseiro de Investigação foi aprovado pela Lei nº 40/2004, de 18 de agosto, alterada e republicada pelo Decreto- Lei n.º 202/2012, de 27 de agosto. O

Leia mais

Pº R. Co. 39/2005 DSJ-CT- Averbamento de mudança de sede para concelho limítrofe Título. DELIBERAÇÃO

Pº R. Co. 39/2005 DSJ-CT- Averbamento de mudança de sede para concelho limítrofe Título. DELIBERAÇÃO Pº R. Co. 39/2005 DSJ-CT- Averbamento de mudança de sede para concelho limítrofe Título. Recorrente:, Ldª. DELIBERAÇÃO Recorrida: Conservatória do Registo Comercial Registo a qualificar: Averbamento à

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Código do Imposto do Selo Verba 17.2 da TGIS

FICHA DOUTRINÁRIA. Código do Imposto do Selo Verba 17.2 da TGIS Diploma: Artigo: Assunto: Código do Imposto do Selo Verba 17.2 da TGIS FICHA DOUTRINÁRIA Isenção do imposto do selo prevista na parte final do n.º 1 do artigo 8.º do Estatuto Fiscal Cooperativo Processo:

Leia mais

REGULAMENTO PARA VENDA HABITAÇÕES MUNICIPAIS A JOVENS, ATRAVÉS DE CONCURSO, POR SORTEIO

REGULAMENTO PARA VENDA HABITAÇÕES MUNICIPAIS A JOVENS, ATRAVÉS DE CONCURSO, POR SORTEIO REGULAMENTO PARA VENDA DE HABITAÇÕES MUNICIPAIS A, ATRAVÉS DE CONCURSO, POR SORTEIO REGULAMENTO PARA VENDA DE HABITAÇÕES MUNICIPAIS A, ATRAVÉS DE CONCURSO, POR SORTEIO PREÂMBULO No quadro das ações e planos

Leia mais

REGULAMENTO DE PROJETOS ECONÓMICOS DE INTERESSE MUNICIPAL FINICIA

REGULAMENTO DE PROJETOS ECONÓMICOS DE INTERESSE MUNICIPAL FINICIA REGULAMENTO DE PROJETOS ECONÓMICOS DE INTERESSE MUNICIPAL FINICIA Regulamento de Projetos Económicos de Interesse Municipal - FINICIA Preâmbulo A organização do Estado Português, de acordo com o disposto

Leia mais

Resposta à consulta sobre o Projeto de Proposta de Lei de transposição do regime Solvência II

Resposta à consulta sobre o Projeto de Proposta de Lei de transposição do regime Solvência II Resposta à consulta sobre o Projeto de Proposta de Lei de transposição do regime Solvência II O Gabinete de S.E. a Ministra de Estado e das Finanças consultou em 13 de março de 2015 a Comissão do Mercado

Leia mais

Decreto-Lei n.º 15/97/M. de 5 de Maio

Decreto-Lei n.º 15/97/M. de 5 de Maio Decreto-Lei n.º 15/97/M de 5 de Maio Desenvolveram-se, nos últimos tempos, as sociedades dedicadas à entrega rápida de pequenos valores em numerário, entre diversos países e territórios, prestando serviços,

Leia mais

P.º R. P. 80/2009 SJC-CT-

P.º R. P. 80/2009 SJC-CT- P.º R. P. 80/2009 SJC-CT- Obrigação de registar Determinação do momento relevante para efeitos do cumprimento da obrigação de registar relativamente a acto cujo registo é promovido por via electrónica,

Leia mais

P.º CP 100/2008 SJC-CT- Apresentação por telecópia extravio consequências. PARECER. Relatório

P.º CP 100/2008 SJC-CT- Apresentação por telecópia extravio consequências. PARECER. Relatório P.º CP 100/2008 SJC-CT- Apresentação por telecópia extravio consequências. PARECER Relatório 1.., solicitador, vem junto do Sector de Acção Inspectiva e Disciplinar do IRN, I.P. solicitar que na apresentação

Leia mais

ACÓRDÃO Nº 1 /06-9JAN/ 1.ªS-PL RECURSO ORDINÁRIO N.ª 28/2005 (Processo n.º 1341/2005)

ACÓRDÃO Nº 1 /06-9JAN/ 1.ªS-PL RECURSO ORDINÁRIO N.ª 28/2005 (Processo n.º 1341/2005) ACÓRDÃO Nº 1 /06-9JAN/ 1.ªS-PL RECURSO ORDINÁRIO N.ª 28/2005 (Processo n.º 1341/2005) 1. RELATÓRIO 1.1. A Câmara Municipal de Oeiras, inconformada com o Acórdão n.º 157/2005, de 4 de Outubro, da 1.ª/SS,

Leia mais

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte)

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte) Olá, pessoal! Neste Toque continuaremos a análise da prova aplicada pela FGV em 21/05/2006, que selecionou candidatos ao cargo de Fiscal de Rendas para a Secretaria de Receita e Controle do Estado do Mato

Leia mais

Decreto-Lei n.º 140-B/2010. de 30 de Dezembro

Decreto-Lei n.º 140-B/2010. de 30 de Dezembro Decreto-Lei n.º 140-B/2010 de 30 de Dezembro O presente decreto-lei é mais um passo no objectivo do Governo de reafirmar os princípios de convergência e universalização dos regimes de protecção social

Leia mais

Decreto-Lei nº 222/2009, de 11 de Setembro

Decreto-Lei nº 222/2009, de 11 de Setembro Decreto-Lei nº 222/2009, de 11 de Setembro No nosso país, é generalizada a prática de as instituições de crédito exigirem, como condição sine qua non da concessão de crédito à habitação, a contratação,

Leia mais

ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS

ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS CAPÍTULO IV BENEFÍCIOS FISCAIS ÀS ZONAS FRANCAS ARTIGO 33.º * Zona Franca da Madeira e Zona Franca da ilha de Santa Maria 1. (Revogado pela Lei 64-B/2011, de 30 de Dezembro) 2. (Revogado pela Lei 64-B/2011,

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE A CONSULTA PÚBLICA DO PROJETO DE LINHAS DE ORIENTAÇÃO RELATIVAS À AVALIAÇÃO PRÉVIA EM CONTROLO DE CONCENTRAÇÕES

RELATÓRIO SOBRE A CONSULTA PÚBLICA DO PROJETO DE LINHAS DE ORIENTAÇÃO RELATIVAS À AVALIAÇÃO PRÉVIA EM CONTROLO DE CONCENTRAÇÕES RELATÓRIO SOBRE A CONSULTA PÚBLICA DO PROJETO DE LINHAS DE ORIENTAÇÃO RELATIVAS À AVALIAÇÃO PRÉVIA EM CONTROLO DE CONCENTRAÇÕES 27 DE DEZEMBRO DE 2012 Índice 1. Introdução... 3 2. Observações e alterações

Leia mais

MPBA sociedade de advogados rl

MPBA sociedade de advogados rl Informação jurídica sobre o exercício da profissão de arquitecto em regime de subordinação I) Objecto da consulta Com a presente informação jurídica pretende-se clarificar se o exercício da profissão de

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 18º Prestação de Serviços de telemarketing Processo: nº 3109, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2012-05-18. Conteúdo:

Leia mais

AVISO DE CONCURSO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS AVISO Nº ALT20 59 2015 11. Sistema de Incentivos Qualificação de PME

AVISO DE CONCURSO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS AVISO Nº ALT20 59 2015 11. Sistema de Incentivos Qualificação de PME AVISO DE CONCURSO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS AVISO Nº ALT20 59 2015 11 Sistema de Incentivos Qualificação de PME CONTRATAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS ALTAMENTE QUALIFICADOS DOMÍNIO DA COMPETITIVIDADE

Leia mais

Assim, ao abrigo do disposto no artigo 50.º do Decreto-Lei n.º 48547, de 27 de Agosto de 1968:

Assim, ao abrigo do disposto no artigo 50.º do Decreto-Lei n.º 48547, de 27 de Agosto de 1968: A leitura deste documento, que transcreve o conteúdo da Portaria n.º 936-A/99, de 22 de Outubro, não substitui a consulta da sua publicação em Diário da República. Portaria n.º 936-A/99 de 22 de Outubro

Leia mais

Decreto-Lei n. o 221/2000 09-09-2000

Decreto-Lei n. o 221/2000 09-09-2000 Decreto-Lei n. o 221/2000 09-09-2000 Assunto: Transpõe para a ordem jurídica interna, apenas no que aos sistemas de pagamento diz respeito, a Diretiva n.º 98/26/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho,

Leia mais

IVA- Novas regras de faturação Alterações introduzidas pelo Dec-Lei n 197/2012, de 24.8 Esclarecimentos

IVA- Novas regras de faturação Alterações introduzidas pelo Dec-Lei n 197/2012, de 24.8 Esclarecimentos IVA- Novas regras de faturação Alterações introduzidas pelo Dec-Lei n 197/2012, de 24.8 Esclarecimentos 0 Decreto-Lei nº 197/2012, de 24 de agosto, introduz alterações às regras de faturação em matéria

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do imposto do Selo (CIS)

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: Código do imposto do Selo (CIS) Diploma: Código do imposto do Selo (CIS) Artigo: Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA 1.º, n.º 1, 4.º, 42.º, n.º 3 e Verba 22 da Tabela Geral do Imposto do Selo (TGIS) Apólice de seguro de responsabilidade civil

Leia mais

N/Referência: PROC.: C. Bm. 12/2014 STJ-CC Data de homologação: 15-05-2014. Relatório. Pronúncia

N/Referência: PROC.: C. Bm. 12/2014 STJ-CC Data de homologação: 15-05-2014. Relatório. Pronúncia N.º 26/ CC /2014 N/Referência: PROC.: C. Bm. 12/2014 STJ-CC Data de homologação: 15-05-2014 Consulente: Serviços Jurídicos. Assunto: Palavras-chave: Compra e venda entre cônjuges nulidade. Parâmetros da

Leia mais

REGULAMENTO DE INCENTIVOS À CRIAÇÃO DE EMPREGO E AO EMPREENDEDORISMO JOVEM - VERSÃO ATUALIZADA (DEZ/2014) -

REGULAMENTO DE INCENTIVOS À CRIAÇÃO DE EMPREGO E AO EMPREENDEDORISMO JOVEM - VERSÃO ATUALIZADA (DEZ/2014) - REGULAMENTO DE INCENTIVOS À CRIAÇÃO DE EMPREGO E AO EMPREENDEDORISMO JOVEM - VERSÃO ATUALIZADA (DEZ/2014) - PREÂMBULO A definição e implementação de uma política local promotora da dinamização da atividade

Leia mais

ACÓRDÃO Nº 86/02-29.Out-1ªS/SS

ACÓRDÃO Nº 86/02-29.Out-1ªS/SS Transitou em julgado em 18/11/02 ACÓRDÃO Nº 86/02-29.Out-1ªS/SS Processo nº 2232/02 1. A Câmara Municipal de Beja enviou para fiscalização prévia deste Tribunal o contrato respeitante à aquisição de dois

Leia mais

Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6)

Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6) Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6) O Provedor de Justiça, no uso da competência prevista no artigo 281.º, n.º 2, alínea d), da Constituição da República Portuguesa,

Leia mais

PARECER N.º 88/CITE/2010. Assunto: Subsídio de Natal Pagamento na sequência de licença de maternidade Emissão de Parecer Processo n.

PARECER N.º 88/CITE/2010. Assunto: Subsídio de Natal Pagamento na sequência de licença de maternidade Emissão de Parecer Processo n. PARECER N.º 88/CITE/2010 Assunto: Subsídio de Natal Pagamento na sequência de licença de maternidade Emissão de Parecer Processo n.º 396 DV/2008 I OBJECTO 1.1. A CITE recebeu em 28 de Julho de 2008, um

Leia mais

Decreto-Lei nº 58/2013, de 8 de maio

Decreto-Lei nº 58/2013, de 8 de maio Decreto-Lei nº 58/2013, de 8 de maio Através do presente diploma, procede-se à revisão e atualização de diversos aspetos do regime aplicável à classificação dos prazos das operações de crédito, aos juros

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º Exclusão da aplicação ao "Contrato de Gestão Discricionária de Valores Mobiliários" da alínea e) do n.º 27 do artigo 9.º

Leia mais

MANUAL JURÍDICO DA EMPRESA (4.ª EDIÇÃO) ADENDA

MANUAL JURÍDICO DA EMPRESA (4.ª EDIÇÃO) ADENDA MANUAL JURÍDICO DA EMPRESA (4.ª EDIÇÃO) ADENDA Manual Jurídico da Empresa 2 TÍTULO: MANUAL JURÍDICO DA EMPRESA Adenda à 4.ª Edição AUTORES: Maria Manuel Busto; Iva Carla Vieira EDITOR: LIVRARIA ALMEDINA

Leia mais

DIREITO LABORAL ANÁLISE DO ACÓRDÃO Nº 602/2013 DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

DIREITO LABORAL ANÁLISE DO ACÓRDÃO Nº 602/2013 DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL DIREITO LABORAL ANÁLISE DO ACÓRDÃO Nº 602/2013 DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL O ACÓRDÃO Nº 602/2013 DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL (TC), COM DATA DE 20 DE SETEMBRO RESPONDE A UM PEDIDO DE FISCALIZAÇÃO ABSTRACTA

Leia mais

Município de Leiria Câmara Municipal

Município de Leiria Câmara Municipal DELIBERAÇÃO DA REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE 24 DE NOVEMBRO DE 2015 Serviço responsável pela execução da deliberação Unidade de Recursos Humanos Epígrafe 3.1.2. Recrutamento de trabalhador necessário

Leia mais

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: Completa a transposição da Diretiva n.º 2003/49/CE, do Conselho, de 3 de junho de 2003, relativa a um regime fiscal comum aplicável aos pagamentos de juros e royalties efetuados entre sociedades associadas

Leia mais

DELIBERAÇÃO. Do despacho de recusa foi interposto recurso hierárquico, cujos termos aqui se dão por integralmente reproduzidos.

DELIBERAÇÃO. Do despacho de recusa foi interposto recurso hierárquico, cujos termos aqui se dão por integralmente reproduzidos. Pº R.P. 16/2008 SJC-CT- Registo de hipoteca legal nos termos do artº 195º do CPPT Título Suficiência Despacho do Chefe de Serviço de Finanças competente que a requerimento do executado autorize a substituição

Leia mais

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania PROJETO DE LEI N o 6.332, DE 2005 Dá nova redação aos arts. 20 e 123 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que dispõe sobre o Sistema Nacional

Leia mais