Ciência sem fronteiras. UM PROGRAMA ESPECIAL DE MOBILIDADE INTERNA- CIONAL EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA e INOVAÇÃO.

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1 Ciência sem fronteiras UM PROGRAMA ESPECIAL DE MOBILIDADE INTERNA- CIONAL EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA e INOVAÇÃO.

2 Sumário Resumo Executivo 2 Objetivos 2 Metas 2 Execução 2 Orçamento 2 Cronograma 2 Características da Proposta 2 Introdução 2 O papel das agências e instituições participantes 3 O papel do CNPq 3 O papel da CAPES 4 O papel da SESU/MEC Graduação Sanduíche 5 O papel da SETEC/MEC Educação Profissional e Tecnológica 5 Objetivos do Programa Ciência sem Fronteiras 6 Temas e áreas de interesse 6 Processo de seleção das instituições de destino 7 Capacitação Internacional em Inovação e Tecnologia 8 Aspectos gerais da capacitação 8 Ciência sem Fronteiras na Graduação 8 Ciência sem Fronteiras para a educação profissional e tecnológica 9 Ciência sem Fronteiras na Pós-Graduação 9 Ciência sem Fronteiras nas Empresas 9 Ciência sem Fronteiras para orientadores e pesquisadores atuando nas áreas prioritárias 10 Atração de cientistas para o país 10 Bolsa jovens cientistas de grande talento no Brasil 10 Atração de lideranças Internacionais para o Brasil 10 Processo de seleção dos candidatos 11 Bolsas Sanduíche na Graduação (SWG): 2 Bolsas de Doutorado-sanduiche (SWE) e bolsas de pós-doutorado (PDE) 2 Bolsas de Doutorado pleno (GDE), Estágio Senior (ESN) e Treinamento no Exterior (SPE) 2 Obrigações das Universidades brasileiras cujos alunos recebam bolsas SWG e SWE. 2 Processo de seleção dos jovens cientistas de grande talento 2 Processo de seleção dos Pesquisadores Visitantes Especiais 2 Gestão do Programa Ciência sem Fronteiras 2 Cronograma de Implantação do Programa 16 Cronograma de implantação das bolsas no CNPq 16 Cronograma de implantação das bolsas na CAPES 16 Cronograma Global de implementação anual de novas bolsas 16 Orçamento 17 Custos totais do programa 17

3 Orçamento Geral para as Bolsas implementadas no CNPq/MCT ( valores em R$ 1.000) 18 Orçamento Geral para as Bolsas implementadas na CAPES/MEC ( valores em R$) 18 Cronograma de ação das duas agências 19 Contatos 20 Anexo I 1. Número de Estudantes de Instituições de Ensino Superior selecionados pelo Prouni com pontuação > Número de Estudantes de Instituições de Ensino Superior selecionados pelo SiSU com pontuação > Número de Estudantes que recebem Bolsa PIBIC Classificação da Times Higher Education E QS World University Rankings (por áreas) Melhores Universidades do Mundo em Engenharias e Tecnologia 30 Melhores Universidades do Mundo em Ciências da Vida 34 Melhores Universidades do Mundo em Ciências da Saúde 38 (por continentes) Melhores Universidades da América do Norte 41 Melhores Universidades da Europa 45 Melhores Universidades da Ásia 51 Melhores Universidades da Oceania 53 Melhores Universidades da Africa Melhores Universidades do BRICs Instituições de Ensino Superior Brasileiras com IGC 4 ou 5 59

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5 Resumo Executivo Objetivos O objetivo do Programa Ciência sem Fronteiras é a formação de recursos humanos altamente qualificados nas melhores universidades e instituições de pesquisa estrangeiras, com vistas a promover a internacionalização da ciência e tecnologia nacional, estimular pesquisas que gerem inovação e, consequentemente, aumentar a competitividade das empresas brasileiras. Esse objetivo será concretizado por meio da expansão significativa do intercâmbio e da mobilidade de graduandos, pós-graduandos, pesquisadores e docentes brasileiros no exterior. Este Programa visa também contribuir para o processo de internacionalização das Instituições de Ensino Superior e dos centros de pesquisa brasileiros, propiciando maior visibilidade da pesquisa acadêmica e científica que é feita no País, por meio da colaboração e do estabelecimento de projetos de pesquisa conjuntos com instituições e parceiros estrangeiros. A expectativa é de que, a médio prazo, essas ações acarretem também maior fluxo de investimento estrangeiro voltado à formação de recursos humanos, à promoção da inovação, da ciência e da tecnologia no País. A expansão da formação dessa força de trabalho altamente especializada se dará em duas vertentes: (1) 0 aumento expressivo da presença de estudantes de graduação, pós-graduação, pós-doutores e docentes brasileiros em instituições de excelência no exterior, em áreas do conhecimento definidas como prioritárias; (2) o estímulo à vinda de jovens talentos e pesquisadores estrangeiros de elevada qualificação para o Brasil, com atuação em áreas de interesse do país. Metas A meta global a ser atingida é enviar para capacitação no exterior bolsistas brasileiros até o final do ano de 2014, por meio do esforço conjunto dos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério da Educação (MEC), de suas respectivas instituições de fomento, CNPq e CAPES, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. Adicionalmente, pretende-se promover a vinda de, no mínimo, jovens talentos e 300 lideranças científicas estrangeiras, por meio da repatriação de cientistas e pesquisadores brasileiros radicados no exterior. Essa iniciativa contribuirá fortemente para o esforço conjunto de capacitar rapidamente maior contingente de estudantes brasileiros, além de promover maior interação entre cientistas brasileiros e suas contrapartes estrangeiras. Execução Os recursos necessários para a implantação do presente Programa estão detalhados nas tabelas anexas e deverão ser adicionalmente acrescidos aos orçamentos atuais das instituições envolvidas, visto que as dotações orçamentárias vigentes não são suficientes para promover a referida expansão da oferta de bolsas prevista neste documento. Orçamento Os recursos necessários para a presente proposta estão detalhados em tabelas anexas (páginas e deverão ser obtidos por créditos adicionais, visto que o atual orçamento do CNPq não é suficiente para promover a oferta de bolsas prevista no Ciência sem Fronteiras. Cronograma Este Programa será iniciado já a partir do segundo semestre de A CAPES e o CNPq ampliarão significativamente a oferta das bolsas existentes no âmbito das ações já em curso, bem como atuarão na agilização de celebração de protocolos, acordos e convênios de colaboração e parcerias com agências congêneres e centros de excelência no exterior. 1

6 Características da Proposta Introdução A ciência brasileira apresentou significativa expansão nos últimos anos e tem produzido pesquisa de alta qualidade em diversas áreas do conhecimento. No entanto, ainda há muito por avançar. A proporção de doutores por milhão de habitantes, por exemplo, ainda está muito aquém do ideal para um país com as características de rápido crescimento econômico como o Brasil neste momento. Outro aspecto que também merece mais atenção é a baixa interação entre a pesquisa acadêmica e o setor empresarial e a sociedade civil, em geral. Todos os países economicamente desenvolvidos apresentam taxas de doutores por habitantes maiores que as do Brasil. Segundo relatório da UNESCO em 2010, em 2007 possuíamos 657 doutores por milhão de habitantes, uma taxa baixa quando comparada à de dos países desenvolvidos ou à média mundial de (dados todos do mesmo ano). Para comparação, o número de doutores por milhão de habitantes é de na Coréia, de na Rússia e de na China. Os dados da última PINTEC-IBGE (Pesquisa e Inovação Tecnológica) indicam que a indústria sente bastante a falta de pessoal altamente qualificado para integrar seus quadros. Adicionalmente, as publicações científicas brasileiras apresentam uma baixa frequência de colaboração internacional. Todas as análises recentes mostram que a internacionalização da produção científica tem efeito importante sobre o impacto das publicações em termos da utilização das informações publicadas. Também, vale notar que todas as boas instituições acadêmicas e bons centros de pesquisa mundo afora vem passando por um intenso processo de internacionalização, aumentando a sua visibilidade e respondendo às necessidades do mundo globalizado atual. Em contraste, as instituições brasileiras, muito novas no cenário mundial, encontram-se ainda, em sua maioria, em estado muito latente nesse processo. Em relação à aproximação da pesquisa acadêmica com o setor empresarial, é baixa a taxa de registros de patentes nos âmbitos nacional e internacional, o que prejudica a inovação, com conseqüências ruins para a nossa economia, não contribuindo para o necessário aumento da competitividade. A localização geográfica, a língua, o sistema educacional e até mesmo a cultura são fatores que dificultam uma formação e uma visão mais internacional dos brasileiros. A grande extensão territorial e o isolamento físico, com baixa interação da América Latina é um primeiro fator de baixa integração internacional. A língua portuguesa, mesmo sendo uma das mais faladas no âmbito universal, nas Américas é falada exclusivamente pelos brasileiros. O sistema educacional, por sua vez, não tem ações eficazes direcionadas para amplificar a interação dos estudantes brasileiros com outros países e outras culturas. 2

7 Nas décadas de 1970 e 80, houve um expressivo movimento de capacitação de brasileiros no exterior o que contribuiu para o vigoroso desenvolvimento da ciência realizada no Brasil. Tendo demonstrado uma elevada capacidade de formar pessoal e de produzir ciência de qualidade, o país necessita de um novo e forte programa de internacionalização para estimular a tecnologia e a inovação. O Ciência sem Fronteiras se insere justamente neste esforço para aumentar a visibilidade e a inserção das instituições brasileiras através de expressiva cooperação internacional promover um avanço decisivo da tecnologia e da inovação no Brasil É dispensável fazer aqui qualquer defesa da importância do relacionamento entre os povos de diferentes origens e culturas em um mundo globalizado. A integração dos mercados já seria razão suficiente para tanto. Mais do que um mercado, no entanto, essa é uma exigência da sociedade moderna. O programa de intercâmbio aqui proposto não pretende revolucionar o sistema educacional, mas pretende, isto sim, lançar experimentalmente a semente do que pode ser o início da transformação estratégica na formação de recursos humanos especializados e preparados para as necessidades do desenvolvimento nacional, ao expor estudantes brasileiros a um ambiente de alta competitividade e empreendedorismo. Nesta direção, a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação tem o claro entendimento que programas integrados de internacionalização permitem a elevação de nossas universidades a padrões de classe internacional e propiciam o aumento de sua visibilidade e articulação em nível global qualificando a produção de conhecimento e a formação de pessoas, necessários ao desenvolvimento e a soberania nacional. O programa também pretende contribuir para a correção das limitações acima indicadas, ao atrair pesquisadores de reconhecida liderança internacional interessados em desenvolver atividades profissionais no país, fortalecendo a capacidade técnico-científica e a formação de recursos humanos altamente qualificados por meio da interação com os cientistas atuantes no Brasil. Ênfase especial deverá ser concedida para promover o retorno e a permanência de cientistas brasileiros. Nesta vertente, o programa aumentará a interação de estudantes brasileiros, de vários níveis, com os cientistas participantes. O Programa dará ênfase às áreas do conhecimento definidas como prioritárias pelos dois Ministérios, que serão responsáveis pela sua implantação por meio de suas unidades vinculadas, CAPES e CNPq, conforme será apresentado adiante. O papel das agências e instituições participantes Um dos aspectos centrais para o sucesso deste programa será a ação integrada entre o Ministério da Educação, através das suas Secretarias de Ensino Superior (SesU) e de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da CAPES, e do Ministério da Ciência e Tecnologia, através do CNPq. O CSF será um programa especial que complementará as atividades de cooperação internacional e de bolsas no exterior desenvolvido pelas duas agências. O papel do CNPq O CNPq atuará de acordo com a sua missão de fomentar a ciência, tecnologia e inovação no Brasil, para o que necessita apoiar a formação de pessoal altamente capacitado e estimular a fixação 3

8 de pesquisadores de excelência. Para tanto, a agência provê os instrumentos de apoio adequados como bolsas no país e no exterior e os recursos de fomento à pesquisa, oferecidos através de chamadas públicas periódicas. O CNPq também mantém forte relação com as Universidades através dos Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Tecnológica (PIBIT), com cerca de 30 mil bolsistas, anualmente avaliados em simpósios de apresentação de seus trabalhos de pesquisa, bem como com os Programas de Pós-graduação, aos quais oferece cerca de 20 mil bolsas de mestrado e doutorado na forma de cotas institucionais, e ambas as modalidades deverão receber bolsas no exterior para os melhores alunos. O CNPq também mantém os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), centros temáticos de excelência que recerão também cotas de bolsas, nas áreas estratégicas definidas pelo Programa Ciência sem Fronteiras. Pela sua excepcional visibilidade e prestígio internacional, o CNPq buscará a celebração de convênios com agências congêneres internacionais e com Institutos de Pesquisa Tecnológica, para o oferecimento de vagas para estudantes brasileiros. Com estas ações o CNPq deverá oferecer 35 mil novas bolsas no exterior do Programa Ciência sem Fronteiras. O papel da CAPES Nas modalidades de bolsas concedidas pela CAPES, o candidato poderá submeter sua proposta diretamente à CAPES, no caso do doutorado pleno no exterior, ou terá a possibilidade de se candidatar a uma cota de bolsa sanduíche concedida para as instituições de ensino. Além disso, o candidato poderá solicitar uma bolsa por meio de um projeto de pesquisa de cooperação internacional, que permite a cada coordenador enviar seus estudantes ao exterior. Atualmente, a CAPES mantém aproximadamente 5 mil bolsistas distribuídos em mais de 50 países, estudando em diversas universidades e instituições de ensino e de pesquisa de grande prestígio acadêmico e científico. Para a implementação deste plano de formação no exterior, as modalidades de candidatura individual balcão, projetos conjuntos de pesquisa e parcerias universitárias serão alvo de atuação prioritária da CAPES, dada a sua experiência nessas linhas de ação. A sua ação será baseada na expansão e reforço dos programas que já estão consolidados, além da negociação com instituições de vários países para assinatura de novos acordos de cooperação. Para que a qualidade dos projetos de pesquisa e o prestígio de seus bolsistas no exterior não sejam comprometidos com a urgência e a dimensão dessa nova política de formação no exterior, a CA- PES definiu também uma estratégia embasada principalmente nos seguintes níveis de ação: 1. Expansão do número de cotas de bolsas para as instituições de ensino e de pesquisa e da concessão de bolsas dentro dos projetos de cooperação já existentes, com foco em áreas previamente definidas; 2. Ampliação dos programas de graduação sanduíche e de licenciaturas no exterior para outros países; 3. Lançamento do programa de estágio no exterior para os bolsistas PIBID; 4. Implementação de novos convênios recentemente assinados ou em vias de serem assinados; 5. Lançamento do Programa induzido de formação de Recursos Humanos para institutos de pesquisa (Embrapa, Inmetro, INPI, Fiocruz e outros); 6. Ampliação do número de cátedras da CAPES em países-chave; 4

9 7. Instituição de centros de estudos brasileiros em países chave com missão bem definida e coordenada pela CAPES; 8. Definição de ações com vistas a promover maior internacionalização das IES brasileiras e, consequentemente da pós-graduação; 9. Promoção do ensino e da aprendizagem de idiomas estrangeiros. Essas modalidades permitirão operacionalizar o programa como um todo, possibilitando a expansão da cooperação internacional e a concessão de bolsas para as áreas prioritárias de forma induzida. O papel da SESU/MEC Graduação Sanduíche A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação tem o claro entendimento que programas integrados de internacionalização permitem a elevação de nossas universidades a padrões de classe internacional e propiciam o aumento de sua visibilidade e articulação em nível global qualificando a produção de conhecimento e formação de pessoal necessário ao desenvolvimento e à soberania nacional. O objetivo é promover a consolidação e a expansão integrada e estratégica da internacionalização das Instituições de Ensino Superior do país através de ações de mobilidade acadêmica internacional de estudantes de graduação. Serão foco do Programa as áreas críticas em ciências e tecnologias necessárias ao desenvolvimento nacional. Isso permitirá a vivência e experiência acadêmica e prática de estudantes de graduação em universidades de excelência de todo o mundo. Serão oferecidas modalidades de auxílios e bolsas para estudantes de graduação, selecionados dentro de critérios de qualidade estabelecidos pela Sesu/MEC, para realização de um ano de estudos acadêmicos e vivências técnico-científicas em universidades de padrões de excelência mundiais no exterior. O papel da SETEC/MEC Educação Profissional e Tecnológica Deve-se considerar nesse Plano a importância da participação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no programa de mobilidade internacional de discentes para o período , levando em conta as particularidades da Educação Profissional e Tecnológica, em especial dos cursos superiores de tecnologia. Os cursos superiores de tecnologia são responsáveis por um total de 11,4% da oferta total de cursos de graduação no país, equivalendo a um total de matrículas (incluindo as modalidades presencial e à distância). Também se identifica a existência de uma demanda de alunos de nível técnico para participação em ações de intercâmbio internacional. Atualmente, a Rede Federal de EPT possui alunos matriculados em cursos de nível médio técnico (integrados ou não). A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica possui mais de 100 convênios assinados com instituições estrangeiras. Nos últimos anos, foi desenvolvida uma série de ações no sentido de preparar essas instituições para participar de um processo de internacionalização adaptado às particularidades da educação profissional, sem a replicação de modelos. Nesse sentido, o CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica) e o FORINTER (Fórum de Relações Internacionais da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica) desenvolveram um documento de políticas de relações internacionais da Rede Federal para balizar essas ações de cooperação internacional. Isso fez com que os acordos e as parcerias fossem estabelecidos de maneira estratégica e baseados em 5

10 diretrizes convergentes com as ações de Política Externa Brasileira. Diante desse quadro, algumas ações maiores foram desenvolvidas, em especial com o Canadá, França e EUA. Objetivos do Programa Ciência sem Fronteiras O objetivo geral é promover de maneira acelerada o desenvolvimento tecnológico e estimular os processos de inovação no Brasil por meio da promoção da mobilidade internacional docente, discente de graduação e pós-graduação, de pós-doutorandos e pesquisadores brasileiros, estimulando a inserção das pesquisas feitas nas instituições brasileiras às melhores experiências internacionais. Os objetivos específicos são: Complementar a formação de estudantes brasileiros, dando-lhes a oportunidade de vivenciar experiências educacionais voltadas para a qualidade, o empreendedorismo, a competitividade e a inovação. Complementar a formação do ponto de vista técnico em áreas consideradas como prioritárias e estratégicas para o Brasil. Criar oportunidade de cooperação entre os grupos brasileiros e estrangeiros dentro e fora da academia. Promover a cooperação técnico-científica entre pesquisadores brasileiros e pesquisadores de reconhecida liderança científica residentes no exterior por meio de Programas Bilaterais e Programa para fixação parcial no País, na forma de pesquisadores visitantes ou em caráter permanente. Localizar centros e lideranças no exterior de interesse prioritário ou estratégico para o Brasil, em áreas e setores selecionados para estabelecimento de cooperação e treinamento. Temas e áreas de interesse Os temas de interesse para o Brasil são: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra: Física, Química, Biologia e Geociências Ciências Biomédicas e da Saúde Computação e tecnologias da informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos; Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Biotecnologia; Nanotecnologia e Novos materiais; 6

11 Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Biodiversidade e Bioprospecção; Ciências do Mar; Indústria criativa; Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva Formação de Tecnólogos. Baseado em estudos realizados pela Secretaria de Ensino Superior do MEC, o Ministério da Indústria e Comércio e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), foram identificadas prioridades de treinamento de pessoal para o país, considerando o cenário de investimentos atuais e futuros, As áreas prioritárias para o Programa de Graduação Sanduíche Internacional são as ciências, engenharias e formação de professores. Inicialmente serão convidados a participar as universidades brasileiras com formações em graduação nas seguintes áreas: Tecnologias da Informação e Comunicação, Nanotecnologia, Biotecnologia, Robótica, Novos Materiais, Aeronáutica e Aeroespacial, Biocombustíveis e Energias Renováveis, Transportes e Construção Civil, Recursos do Mar e Biodiversidade e Agricultura. Processo de seleção das instituições de destino Os estudantes e pós-doutores do Ciência sem Fronteiras terão o seu treinamento nas melhores instituições disponíveis, prioritariamente entre as 30 mais bem classificadas nos rankings internacionais para cada grande área do conhecimento. Tais instituições serão caracterizadas pela excelência na produção científica e na formação de recursos humanos para o mercado de trabalho, podendo ser e universidades, institutos de pesquisa e centros de tecnologia. Como exemplos de rankings internacionais por área do conhecimento pode-se citar o Times Higher Education e o QS World University Rankings: (http://www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/) (http://www.topuniversities.com/university-rankings) Adicionalmente às Universidades, o Programa Ciência sem Fronteiras poderá buscar parcerias com os melhores Institutos de Pesquisa básica, aplicada e tecnológica do mundo, para receber alunos brasileiros, em programas de doutorado sanduíche ou pleno e pós-doutoramento. As instituições de destino deverão assumir o compromisso de fornecer o espaço, a infra-estrutura e o pessoal necessários, usualmente disponíveis para os alunos e pesquisadores do próprio país acolhedor. O pagamento das taxas acadêmicas deverá ser excluído ou negociado com as instituições estrangeiras recebedoras dos bolsistas brasileiros, ou alternativamente deverá ser negociada uma forma de compensação das taxas pelos governos dos países receptores ou mesmo empresas parceiras deste projeto. 7

12 Capacitação Internacional em Inovação e Tecnologia Aspectos gerais da capacitação O CNPq e a CAPES buscarão estabelecer parceria com as FAPs e empresas para atuação conjunta em todas as modalidades do programa Ciência sem Fronteiras. No estabelecimento de parcerias, podem ser propostos modelos de mobilidade distintos dos modelos aqui descritos, desde que voltados para os objetivos do programa. As bolsas do programa Ciência sem Fronteiras poderão ser utilizadas para especialistas e engenheiros ligados a programas de P&D de empresas, nesses casos com compartilhamento de custos. Os INCTs e outras redes ou grupos de excelência terão acesso preferencial a todas as modalidades do programa Ciência sem Fronteiras. As ICTs brasileiras são fortemente estimuladas a utilizar os seus mecanismos de cooperação internacional no estabelecimento de parcerias dentro do escopo deste programa. Adicionalmente, as Agências de Fomento buscarão ativamente estabelecer convênios com instituições de excelência, com ênfase naquelas tecnológicas para estimular a presença de estudantes e cientistas brasileiros. Terão prioridade as candidaturas que promovam a participação dos estudantes ou pesquisadores brasileiros em estágios tecnológicos, ao ambiente de inovação e a formatos e currículos inovadores. Ciência sem Fronteiras na Graduação O programa é dirigido aos alunos de graduação de melhor desempenho acadêmico, caracterizado por critérios de excelência como a nota no ENEM, premiação em programas de Iniciação Científica e Tecnológica, Olimpíadas e Concursos Temáticos (p.ex., matemática, ciências, inovação, tecnologia da informação, etc...), bem como a excelência de sua universidade de origem. O Comitê de Coordenação do Programa Ciência Sem Fronteiras elaborará uma lista de universidades estrangeiras de elevada qualidade acadêmica credenciadas para participar do programa. A fim de garantir a qualidade, serão convidadas a participar deste programa as universidades de reconhecida qualidade internacional, que estejam prioritariamente entre as 30 melhores avaliadas nos rankings acadêmicos internacionais, por área do conhecimento. Também serão incluídas no programa Instituto de Pesquisa Aplicada e Tecnológica de excelência reconhecida internacionalmente. As instituições e agências de fomento, bem como universidades brasileiras participantes do programa estabelecerão os acordos de cooperação e convênios necessários para o reconhecimento mútuo das atividades acadêmicas realizadas. Bolsas Sanduíche no Exterior para a Graduação (SWG): O aluno de graduação nas áreas prioritárias ou correlatas, recebe uma bolsa de estudos, além das passagens, auxílio instalação e seguro saúde, para cumprir programa de mobilidade de 6 a 15 meses. A mobilidade inicialmente concedida por 6 meses, poderá ser estendida para 15 meses no caso de incluir 8

13 experiência de estágio programado de pesquisa ou inovação/tecnologia em indústria, centro de pesquisa ou laboratório.meta de bolsas em 4 anos. Ciência sem Fronteiras para a educação profissional e tecnológica A ação tem como público alvo os alunos de cursos superiores oferecidos por Institutos de Formação Profissional e Tecnológica, em especial aqueles relacionados às áreas prioritárias do Programa CsF. Os alunos selecionados deverão estar, prioritariamente, no penúltimo ano de formação. Para a realização do intercâmbio, eles deverão permanecer na instituição parceira por um período de 6 meses. No retorno, a instituição deverá facilitar seu processo de revalidação de disciplinas/créditos, de forma a não prejudicar o prosseguimento dos estudos do aluno. Deverão ser criados mecanismos de retorno das experiências do estudante à instituição de origem, após sua chegada ao Brasil. Ele poderá atuar como ponto focal para outros estudantes interessados, além de participar de projetos de pesquisa nas temáticas do curso aproveitadas na instituição estrangeira. Ciência sem Fronteiras na Pós-Graduação Para este Programa, serão oferecidas as modalidades mostradas a seguir. Bolsas Sanduíche no Exterior para a Pós-Graduação: Caberá ao coordenador da pósgraduação, na instituição de origem, verificar se o candidato se enquadra nas prioridades do Programa Ciência Sem Fronteiras. Serão priorizados os candidatos que já completaram pelo menos um ano de doutoramento no Brasil, já aceitos para as atividades de pesquisa no exterior e que sejam fluentes na língua do país de destino ou em inglês. Os estudantes de doutorado sem bolsa nacional poderão ser indicados para participação no Programa. Meta de bolsas em 4 anos. Doutorado Pleno no Exterior: Refere-se à obtenção de titulação acadêmica no exterior em áreas prioritárias, nas melhores instituições internacionais. Nas áreas tecnológicas e nas á- reas aplicadas, visa também ao fortalecendo da inovação, cujo principal resultado será a aproximação com o setor empresarial e com a sociedade civil. Meta de bolsas em 4 anos. Pós-Doutorado no Exterior: Para candidatos com título de doutor e aceite em Instituição de excelência no exterior. Duração mínima de 6 meses e máxima de 24 meses. Meta de bolsas em 4 anos. Ciência sem Fronteiras nas Empresas Para este Programa serão oferecidas as modalidades mostradas a seguir. Treinamento no Exterior (SPE): esta bolsa se aplica particularmente a especialistas e engenheiros de empresa ou ICTs em geral que necessitam absorver ou aperfeiçoar técnicas especificas. Estende-se aos técnicos e gestores de tecnologia trabalhando em escritórios de relações internacionais de universidades, núcleos de inovação tecnológica, centros de pesquisa e empresas. Visa apoiar a participação de especialistas e técnicos em atividades de 9

14 aperfeiçoamento, reciclagem ou treinamento no exterior, por meio da realização de estágios e cursos. Meta de 700 bolsas em 4 anos. Ciência sem Fronteiras para orientadores e pesquisadores atuando nas áreas prioritárias Para este Programa serão oferecidas as modalidades mostradas a seguir. Estágio Sênior no Exterior (ESN): bolsa com duração de dois a seis meses que visa a propiciar ao pesquisador consolidado o desenvolvimento de projeto de pesquisa ou parte dele em instituição estrangeira de competência internacionalmente reconhecida. Meta de 660 bolsas em 4 anos. Atração de cientistas para o país Para este Programa serão oferecidas as modalidades mostradas a seguir. Bolsa jovens cientistas de grande talento no Brasil Jovens pesquisadores com produção científica diferenciada receberão uma bolsa de pesquisa e recursos de custeio para cumprir dois a três anos de atividades com um grupo de pesquisas no Brasil. Nessa vertente seriam elegíveis jovens cientistas talentosos em início de carreira, prioritamente brasileiros, que atuem nos temas prioritários do Ciência sem Fronteiras e que tenham se destacado qualitativa e quantitativamente pela produção científica ou tecnológica. Eles receberão uma bolsa especial BJT da ordem de R$ 7.000,00 por até três anos, e recursos de pesquisa adicionais da ordem de 40 mil reais por ano. Será estimulada a alocação destes bolsistas em todas as regiões do país, especialmente através de convênios com as FAPs. O Programa prevê atrair até jovens pesquisadores. Atração de lideranças Internacionais para o Brasil Pesquisador Visitante Especial trata-se de um caso especial de visitante com caráter duradouro. O pesquisador assume o compromisso de vir ao Brasil com regularidade previamente definida (pelo menos um mês a cada ano) e a receber estudantes e pesquisadores brasileiros no seu laboratório. A proposta prevê a associação com grupo no Brasil que ficará responsável pelo gerenciamento do projeto. Entre os benefícios estão a Bolsa de Visitante Especial BVE no valor de R$14.000,00/mês que ele recebe integral quando está no Brasil, custo de uma viagem anual para o pesquisador, uma bolsa PDJ e uma bolsa SWE, além de R$ ,00 por ano como recursos para a pesquisa. O Programa prevê atrair até 300 lideranças internacionais. 10

15 Processo de seleção dos candidatos Bolsas Sanduíche na Graduação (SWG): Os estudantes candidatos às bolsas deverão, no momento do início previsto da viagem de estudos, ter integralizado ao menos 40% e, no máximo, 80% do currículo previsto para seu curso. Isso e- quivale, em fluxo normal de um curso de 10 semestres, a ter concluído quatro e, no regresso ainda ter por cursar dois semestres. Os critérios de seleção dos estudantes para participação no programa serão baseados no desempenho e potencial acadêmico. Poderão ainda participar estudantes que ingressaram na instituição por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e que obtiveram nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), utilizado para seleção de estudantes pelo Sisu, superior a 650 pontos. Para participar do Programa, a instituição deverá apresentar propostas para os editais que serão abertos pelo MEC, arrolando os cursos que pretende incluir. Após a avaliação, as universidades com suas propostas aprovadas receberão, para cada curso participante, um número de vagas para as bolsas internacionais para enviar os seus estudantes às universidades estrangeiras. Além disso, será uma ação fortemente acoplada aos Programas de Iniciação Científica (PIBIC) e Tecnológica (PIBIT) do CNPq. O CNPq concederá cotas de bolsas SWG aos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica, e as Comissões PIBIC/PIBIT farão a seleção dos candidatos com base em seu desempenho nas avaliações anuais, incluídos os alunos de IC/IT com bolsas de outras instituições ou mesmo sem bolsa. Os pedidos deverão ser apresentados com o aceite da instituição no exterior e a recomendação da comissão do PIBIC. Terão preferência os candidatos com fluência em inglês ou na língua falada na instituição de destino. Serão concedidas cotas de bolsas às ICTs com base na cota PIBIC e PIBIT; No caso dos INCTs e demais Redes Temáticas de Excelência (p.ex. PRONEX, Rede Clima, Rede de Terapia Celular, etc...), as bolsas deverão ser concedidas de acordo com os critérios definidos pelo Comitê Gestor de cada INCT; Os alunos premiados em olimpíadas de matemática ou ciências, feiras científicas e atividades similares de mérito reconhecido também são potenciais candidatos a participar das bolsas SWG. Estarão participando do programa, todas as instituições da Rede Federal de Educação Superior e da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, as instituições do sistema estadual de educação superior paulista e as instituições públicas e privadas brasileiras com Índice Geral de Cursos (IGC) maior ou igual a quatro em uma escala que varia entre 1 e 5. Poderão ainda participar estudantes de instituições que tenham IGC inferior a 4 mas que tenham Conceito Preliminar de Cursos de Graduação (CPC) do curso na área participante maior ou igual a 4. 11

16 Serão abertos editais anuais para participação no Programa que convidarão as IES brasileiras elegíveis a apresentar propostas para concorrer às bolsas. O tempo previsto para realização da graduação sanduíche é de 6 a 15 meses, podendo o mesmo estar associado a um estágio em empresa de sua área de formação. Estrutura de Apoio aos Estudantes Brasileiros no Exterior Tendo em vista a história de cooperação do Grupo Santander com os programas de mobilidade acadêmica nas universidades brasileiras, a Secretaria de Educação Superior do MEC estabeleceu conversações com essa entidade com vistas a apoio ao programa de Graduação Sanduíche Internacional. Nesse sentido, a Divisão Global Santander Universidades estará prestando assistência aos estudantes brasileiros em todos os países que dispõe de estrutura este fim. A Rede Santander de Universidades tem estrutura em 13 países (Argentina, Chile, Colômbia, Cingapura, China, Espanha, EUA, México, Porto Rico, Portugal, Reino Unido, Rússia, Uruguai), em quatro continentes, com mais de 2 mil pessoas envolvidas. O mapa com essa estrutura é apresentado a seguir. A dinâmica da mobilidade estudantil internacional Uma vez que o estudante esteja selecionado para participar do Programa, com universidade e curso de destino especificados, serão construídos e acordados planos de atividades acadêmicas que serão pactuados entre instituições de origem, estudante bolsista e universidade de destino. Quando do retorno do estudante do Programa ao país, as atividades acadêmicas realizadas pelo bolsista durante o programa deverão ser validadas para integralização curricular correspondente ao período cursado na universidade no exterior. Assim, se o estudante matriculado em um curso de 10 semestres em uma instituição brasileira ficar dois semestres na universidade no exterior, as atividades previstas e realizadas durante dois semestres mobilizados deverão ser validadas em substituição àquelas que ele faria na instituição brasileira naquele período. Os critérios de aprovação para vali- 12

17 dação das atividades acadêmicas serão sempre aqueles da instituição estrangeira onde os estudos no período da bolsa foram realizados. Os estudantes selecionados para o programa receberão os benefícios descritos a seguir para viabilizar seus estudos: mensalidades, auxílio instalação, seguro saúde e auxílio deslocamento. Os valores previstos são aqueles constantes da Portaria CAPES 19/2011, de 08 de fevereiro de 2011: COMPONENTES EUA (US$) GRADUAÇÃO SANDUICHE US$ ( ) ( ) (CAN$) (A$) ( ) Mensalidade Auxílio Instalação (mês) Seguro Saúde (mês) AUXÍLIO DESLOCAMENTO REGIÃO GEOGRÁFICA (US$) ( ) ( ) (CAN$) (A$) ( ) AFRICA AMÉRICA CENTRAL AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL ÁSIA AUSTRÁLIA e NOVA ZE- LÂNDIA GRÃ-BRETANHA E IR- LANDA DO NORTE COMUNIDADE EURO- PÉIA E DEMAIS PAÍSES DA EUROPA Bolsas de Doutorado-sanduiche (SWE) e bolsas de pós-doutorado (PDE) Serão abertas chamadas públicas nacionais periódicas para concessão destas bolsas; Serão também concedidas cotas de bolsas nas duas modalidades aos INCTs e outras Redes Temáticas de Excelência; A CAPES lançou o Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), que concederá duas cotas de bolsa de estudo a cada programa de pós-graduação. Cada cota representa 12 meses de estudo, que pode ser utilizada por até 3 estudantes em um período mí- 13

18 nimo de 4 meses. A seleção é feita pelas próprias Instituições, com critérios definidos pela CAPES. Cotas de bolsas para a modalidade SWE serão concedidas aos cursos de pós-graduação com conceito maior ou igual a 3 na classificação da CAPES-MEC. As bolsas de doutorado sanduíche e pós-doutorado poderão também ser obtidas por meio dos projetos de pesquisa de cooperação internacional entre grupos brasileiros e estrangeiros, com critérios de seleção definidos pelo coordenador do projeto. Bolsas de Doutorado pleno (GDE), Estágio Senior (ESN) e Treinamento no Exterior (SPE) As agências abrirão chamadas públicas nacionais periódicas para concessão destas bolsas. A CAPES e o CNPq possuem o programa de Doutorado Pleno no Exterior, com editais anuais. As bolsas oferecidas destinam-se a candidatos de desempenho e potencial acadêmico comprovados, cujos projetos não possam ser realizados total ou parcialmente no Brasil. O processo de seleção é composto de análise de mérito do projeto e da qualificação do estudante por coordenadores de área e de entrevistas. A Capes e o CNPq oferecem bolsa para a realização de Estágio Sênior no exterior a pesquisadores doutores com formação obtida há mais de oito anos, que se enquadre, preferencialmente, na categoria pesquisador 1 do CNPq ou demonstrar produção científica e- quivalente e com vínculo empregatício com instituição de ensino superior ou de pesquisa brasileira, visando o intercâmbio científico e o estabelecimento de parcerias com congêneres internacionais, direcionado à execução de projeto de pesquisa, sempre inserido no contexto institucional de atuação do candidato. As bolsas de Treinamento de Especialistas no Exterior, direcionadas a técnicos e pesquisadores de empresas, serão oferecidas através de chamas públicas nacionais periódicas e também acopladas a projetos de P&D apoiados por programas de fomento como RHAE-CNPq, PAP- PE-FINEP e similares. Obrigações das Universidades brasileiras cujos alunos recebam bolsas SWG e SWE. Reconhecimento dos créditos obtidos no exterior; Acompanhamento das atividades dos estudantes pelos orientadores brasileiros; Processo de seleção dos jovens cientistas de grande talento O CNPq e a CAPES abrirão chamadas públicas internacionais periódicas, com divulgação em revistas de grande prestígio, para concessão de bolsas nesta modalidade; Os INCTs e os Institutos do MCT são fortemente estimulados a utilizar este mecanismo; A partir do ano de 2012, o CNPq buscará estabelecer parceria com as FAPs e empresas para atuação conjunta na atração de jovens talentos; Terão preferência as candidaturas nas quais haja claro compromisso de contratação do pesquisador pela empresa interessada ou de absorção por universidade Process de seleção dos Pesquisadores Visitantes Especiais O CNPq e a CAPES abrirão chamadas públicas internacionais periódicos, em revistas de grande prestígio, para concessão de bolsas nesta modalidade; Os INCTs e os Institutos do MCT são fortemente estimulados a utilizar este mecanismo; 14

19 As ICTs brasileiras e as FAPs poderão apresentar candidaturas compatíveis com este componente do programa para negociação, caso a caso, da possibilidade de compartilhamento dos custos. A CAPES apóia visitas de média ou longa duração, de professores do exterior convidados por cursos de doutorado de Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras. É concedida bolsa de no máximo R$8.900, passagem aérea e auxílio instalação e a visita pode variar de 4 a 12 meses. Gestão do Programa Ciência sem Fronteiras Será Constituído um Comitê Gestor do Programa Ciência sem Fronteiras composto por representantes do CNPq, CAPES, SESu e SeTec, em número e membros definidos pelos Ministros da E- ducação e da Ciência e Tecnologia. Poderão ser incluidos representantes de outras agências de fomento e associações representativas das Universidades brasileiras. 15

20 Cronograma de Implantação do Programa Cronograma de implantação das bolsas no CNPq Doutorado Sanduiche Graduação Sanduiche Pós- Doutorado Doutorado Pleno Estágiosenior Jovem Cientista de Treinamento de Especialista no Exterior grande talento (no (empresa) Brasil) Pesquisador Visitante especial (no Brasil) Total Ano Cronograma de implantação das bolsas na CAPES Doutorado sanduíche no exterior Doutorado pleno no exterior Pósdoutorado no exterior Graduação sanduíche no exterior Estágio Sênior no exterior Jovem Cientista de grande talento (no Brasil) Pesquisador Visitante especial (no Brasil) Total Total Cronograma Global de implementação anual de novas bolsas Ano Novas bolsas por ano CNPq Remanescentes do Ano anterior Bolsistas ativos no ano Novas bolsas por ano CAPES Remanescentes do Ano anterior Bolsistas ativos no ano

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