A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o"

Transcrição

1 1

2 A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o capsídeo de um vírion é denominado de nucleocapsídeo. Alguns vírus também apresentam uma membrana lipídica (envelope). Essa membrana externa (ou envelope) é derivada de membranas da célula hospedeira (nuclear, do aparelho de Golgi, do retículo endoplasmático ou membrana plasmática). Assim como essas membranas, o envelope é constituído de uma membrana lipídica dupla com proteínas nela inseridas. As proteínas do envelope viral são codificadas pelo seu genoma. 2

3 3

4 4

5 5

6 6

7 7

8 ADSORÇÃO: compreende a aderência do vírus à superfície da célula hospedeira. Depende da interação entre receptores específicos da superfície da célula hospedeira e proteínas de aderência (espículas) que se projetam da superfície do capsídeo ou do envelope. PENETRAÇÃO: alguns vírus envelopados fundem-se à membrana plasmática da célula hospedeira e apenas o nucleocapsídeo penetra. Outros vírus envelopados e todos os não envelopados penetram inteiros na célula por endocitose (processo dependente de energia; requer um hospedeiro vivo). A clatrina é uma proteína composta por 6 subunidades (3 cadeias pesadas, de 91 kda, e 3 cadeias leves, de kda) que desempenha um importante papel no processo de formação de vesículas membranares no interior das células eucariontes. Esta proteína forma uma rede poliédrica (em forma de uma bola de futebol), composta por muitas moléculas, que reveste a vesícula a medida que ela se forma. Além de ajudar na biogênese de vesículas, a clatrina parece estar envolvida também no processo de endereçamento destas vesículas. 8

9 A cobertura protéica ou capsídeo de um vírion (virus completo ou partícula vírica) é composta de cópias múltiplas de uma ou mais tipos de proteínas. Essas proteínas se associam entre si, formando unidades estruturais denominadas capsômeros. 9

10 10

11 11

12 12

13 13

14 14

15 15

16 16

17 17

18 18

19 19

20 20

21 21

22 22

23 23

24 Os vírus mais simples contêm DNA ou RNA suficientes para codificar 4 proteínas, todas essenciais. Os mais complexos, como Baculovírus, podem codificar de 100 a 200 proteínas, sendo que algumas delas não são essenciais à manutenção ou replicação dos vírus. No entanto, em linhas gerais, os vírus de RNA tendem a ter pequenos genomas enquanto os vírus de DNA apresentam grande variedade de tamanhos, tendendo a ser bem maiores. Os vírus possuem um genoma extremamente compacto podendo apresentar sobreposição de genes, que pode ser parcial ou total. Esta sobreposição pode ocorrer de 3 formas: a) apenas as sequências não-codificadoras se sobrepõem; b) a sequência de um gene menor pode estar contida dentro de um gene maior; c) dois genes de tamanhos similares podem estar contidos dentro da mesma sequência, com diferença apenas na fase de leitura. 24

25 Figura: adenovírus Genes codificando proteínas com funções relacionadas são agrupados para permitir o seu controle com o máximo de eficiência. Genes precoces: estrutura reconhecida pela maquinaria transcricional da célula hospedeira. Genes precoces são transcritos a partir de uma das fitas do DNA e genes tardios, a partir da fita complementar. 25

26 Fago lambda: figura adaptada de: hniques/history_and_study_of_bacteriophage_lambda Ciclo lisogênico: o DNA do fago lambda se integra ao genoma da célula hospedeira por recombinação homóloga. Em alguns casos, a excisão do provírus não é exata, e este leva consigo fragmentos do genoma da hospedeira, perdendo parte do seu genoma. 26

27 No caso do material genético se apresentar sob a forma de dupla fita, teremos uma fita com orientação 3 5 e outra com orientação 5 3. Sendo assim, temos uma fita com uma polaridade positiva e a outra com uma polaridade negativa. Os vírus tipo II podem empacotar ambas as fitas de DNA fita simples, mas em diferentes vírions. Proteínas estruturais: aquelas que vão compor o capsídeo e/ou o envelope (no caso de vírus envelopados). Proteínas não-estruturais: envolvidas no processo de replicação viral. Vírus adeno-associados (AAV): possuem um genoma de DNA de cadeia simples com sequências de repetição terminal invertidas palindrômicas (ITRs). O rep é uma estrutura de fase de leitura aberta (ORF) que codifica proteínas envolvidas na replicação viral, enquanto o cap é uma ORF que codifica proteínas necessárias para o empacotamento viral. O AAV se integra no genoma humano num locus específico no cromossoma 19 (laranja) e persiste numa forma latente. Pode sair desta fase, apenas se a célula for coou super-infectada com vírus auxiliar tal como adenovirus (Ad) ou vírus do herpes simplex (HSV), que fornecem fatores necessários para a replicação ativa de AAV. Parvovírus humano B19 (outro exemplo de vírus classe II): o genoma linear contém sequências terminais palindrômicas que formam grampos e provêm uma extremidade 3 -OH livre para a síntese da fita complementar do DNA durante a replicação. O genoma do B19 apresenta duas regiões de leitura (ORFs). As da extremidade direita (ORF2, ORF3, ORF4) - gene CAP - codificam as proteínas estruturais VP1(84 kda) e VP2 (58 kda), esta última representando 95% do capsídeo. A extremidade esquerda (ORF1) - gene REP - codifica uma proteína não estrutural NS1. Foi identificada e caracterizada uma família de proteínas com 11-kDa sem função especifica estabelecida na estrutura do B19. O vírus apresenta um único promotor (p6) responsável pela transcrição em nove mrnas, todos com início na extremidade 5 do genoma. O primeiro mrna, único que não sofre processamento pós-transcrição, traduz a proteína NS1, importante na replicação e lise celular. A proteína VP1 é caracterizada por um domínio adicional de 227 aminoácidos, na região amino terminal, denominada região única de VPI (VP1u). 27

28 Para esses vírus a fita negativa de RNA funciona como molde para a síntese de mrna. Como as células não possuem enzimas para a transcrição de RNA a partir de RNA, os vírus destes grupos precisam introduzir na célula a enzima necessária para a transcrição (RNA polimerase RNA-dependente), que é uma proteína estrutural deste vírus (VP1). Assim, cada um dos segmentos de RNA é transcrito pela RNA polimerase VP1 como um mrna monocistrônico. 28

29 Classe V: RNA genômico é complementar ao RNA que é traduzido. 29

30 Os vírus do grupo IV são os mais abundantes do planeta, compreendendo 29 famílias virais. O grupo V reune muitos vírus que são agentes etiológicos de doenças humanas: sarampo (Paramyxoviridae), raiva (Rhabdoviridae), ebola (Filoviridae), hantavirose (Bunyaviridae), febre de Lassa (Arenaviridae). 30

31 Vírus com genoma diplóide de RNA fita simples, unidos por proteínas que funcionam como mensageiros apresentando 5 CAP (7-metilguanosina ligada em posição invertida à extremidade 5 do RNA), cauda poli(a) e regiões repetidas invertidas (LTR), com quatro regiões codificadoras básicas: gag-pro-pol-env. Existe um códon de terminação no fim do gene gag, de forma que a penas a proteína gag é sintetizada. A tradução de pol acontece ocasionalmente, com a supressão do terminador na fronteira gag-pol, produzindo um polipeptídeo gag-pol fusionado. A região pro está contida dentro do polipeptídeo gag-pol. A proteína gag é processada pela protease viral (codificada pelo gene gag) para produzir as proteínas internas do vírion (matriz, núcleo e nucleocapsídeo) e uma proteína, p12, cuja função é pouco conhecida. Da mesma forma, a proteína gag-pol é processada para formar as proteínas gag e três outras proteínas funcionalmente importantes: protease, transcriptase reversa e integrase. O mesmo acontece para a produção das proteínas do gene env. Alguns vírus da classe VI, como o HIV-1, apresentam um genoma bem mais complexo com a presença de vários genes regulatórios, além das quatro regiões básicas descritas. 31

32 32

ESTRUTURA DOS VÍRUSV

ESTRUTURA DOS VÍRUSV Departamento de Microbiologia Disciplina de Virologia Básica ESTRUTURA DOS VÍRUSV Fabrício Souza Campos Mestrando do PPG em Microbiologia Agrícola e do Ambiente Adaptado Prof. Dr. Paulo Roehe EXISTEM VÍRUS

Leia mais

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Componente curricular: Microbiologia Aula 8 1.

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Componente curricular: Microbiologia Aula 8 1. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Componente curricular: Microbiologia Aula 8 1. Créditos: 60 2. Carga horária semanal: 4 3. Semestre: 2 4. Vírus:

Leia mais

Retrovírus: AIDS. Apresentador: Eduardo Antônio Kolling Professor: Paulo Roehe Pós doutorandos: Fabrício Campos e Helton dos Santos

Retrovírus: AIDS. Apresentador: Eduardo Antônio Kolling Professor: Paulo Roehe Pós doutorandos: Fabrício Campos e Helton dos Santos Retrovírus: AIDS Apresentador: Eduardo Antônio Kolling Professor: Paulo Roehe Pós doutorandos: Fabrício Campos e Helton dos Santos HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) Surgimento: -Provável origem durante

Leia mais

Os primeiros indícios de que o DNA era o material hereditário surgiram de experiências realizadas com bactérias, sendo estas indicações estendidas

Os primeiros indícios de que o DNA era o material hereditário surgiram de experiências realizadas com bactérias, sendo estas indicações estendidas GENERALIDADES Todo ser vivo consiste de células, nas quais está situado o material hereditário. O número de células de um organismo pode variar de uma a muitos milhões. Estas células podem apresentar-se

Leia mais

Instituto Federal de Santa Catarina Unidade Curricular: Microbiologia Curso Técnico em Biotecnologia

Instituto Federal de Santa Catarina Unidade Curricular: Microbiologia Curso Técnico em Biotecnologia Instituto Federal de Santa Catarina Unidade Curricular: Microbiologia Curso Técnico em Biotecnologia VIROLOGIA Prof. Me Leandro Parussolo Introdução à Virologia Vírus (latim = veneno ); Classe de agentes

Leia mais

Fundamentos de GENÉTICA BACTERIANA. Profa Francis Moreira Borges

Fundamentos de GENÉTICA BACTERIANA. Profa Francis Moreira Borges Fundamentos de GENÉTICA BACTERIANA Profa Francis Moreira Borges As bactérias possuem material genético, o qual é transmitido aos descendentes no momento da divisão celular. Este material genético não está

Leia mais

O fluxo da informação é unidirecional

O fluxo da informação é unidirecional Curso - Psicologia Disciplina: Genética Humana e Evolução Resumo Aula 3- Transcrição e Tradução Dogma central TRANSCRIÇÃO DO DNA O fluxo da informação é unidirecional Processo pelo qual uma molécula de

Leia mais

Estrutura e replicação viral

Estrutura e replicação viral Estrutura e replicação viral Fabrício S. Campos camposvet@gmail.com Equipe de Virologia do ICBS / UFRGS Agosto de 2015 Fonte: http://www.google.com/imghp 1 Fonte: http://www.google.com/imghp 2 Infectam

Leia mais

PROF. LUCIANO MAGUARY TURMA DE MEDICINA UP-2013. Vírus

PROF. LUCIANO MAGUARY TURMA DE MEDICINA UP-2013. Vírus PROF. LUCIANO MAGUARY TURMA DE MEDICINA UP-2013 Vírus Virologia: Início no final do século XIX; Agentes infecciosos capazes de passar por filtros que retinham bactérias; Evolução técnico-científica; Nem

Leia mais

Genética Bacteriana. Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho

Genética Bacteriana. Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho Universidade Federal de Juiz de Fora Departamento de Microbiologia, Parasitologia e Imunologia Genética Bacteriana Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho Introdução O DNA existe como uma hélice de

Leia mais

Princípios moleculares dos processos fisiológicos

Princípios moleculares dos processos fisiológicos 2012-04-30 UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE CIÊNCIAS DEI-BIOLOGIA ---------------------------------------------- Aula 5: Princípios moleculares dos processos fisiológicos (Fisiologia Vegetal, Ano

Leia mais

Mitocôndrias e Cloroplastos

Mitocôndrias e Cloroplastos Universidade Federal de Sergipe Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Departamento de Morfologia Biologia Celular Mitocôndrias e Cloroplastos Características gerais de mitocôndrias e cloroplastos Mitocôndrias

Leia mais

Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes

Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes Procariontes Eucariontes Localização Organização Forma Disperso no citoplasma

Leia mais

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ==============================================================================================

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== PROFESSOR: Leonardo Mariscal BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== Ácidos Nucleicos 01- Os

Leia mais

BIOLOGIA MOLECULAR. Prof. Dr. José Luis da C. Silva

BIOLOGIA MOLECULAR. Prof. Dr. José Luis da C. Silva BIOLOGIA MOLECULAR Prof. Dr. José Luis da C. Silva BIOLOGIA MOLECULAR A Biologia Molecular é o estudo da Biologia em nível molecular, com especial foco no estudo da estrutura e função do material genético

Leia mais

Replicação Quais as funções do DNA?

Replicação Quais as funções do DNA? Replicação Quais as funções do DNA? Aula nº 4 22/Set/08 Prof. Ana Reis Replicação O DNA é a molécula que contém a informação para todas as actividades da célula. Uma vez que as células se dividem, é necessário

Leia mais

Hoje estudaremos a bioquímica dos ácidos nucléicos. Acompanhe!

Hoje estudaremos a bioquímica dos ácidos nucléicos. Acompanhe! Aula: 2 Temática: Ácidos Nucléicos Hoje estudaremos a bioquímica dos ácidos nucléicos. Acompanhe! Introdução: Os ácidos nucléicos são as moléculas com a função de armazenamento e expressão da informação

Leia mais

Bioinformática Aula 01

Bioinformática Aula 01 Bioinformática Aula 01 Prof. Ricardo Martins Ramos * * Doutorando em Genética e Toxicologia Aplicada CEFET-PI/ULBRA-RS Linha de Pesquisa Bioinformática Estrutural E-mail: ricardo@cefetpi.br Visão Holística

Leia mais

VIRUS O QUE SÃO VIRUS São as menores entidades biológicas: têm DNA e proteínas. Medem entre 15 e 300 nm. São seres acelulares: São parasitas intracelulares obrigatórios: Só se reproduzem dentro de células.

Leia mais

RNA: transcrição e processamento

RNA: transcrição e processamento Universidade Federal do Piauí Centro de Ciências Agrárias Programa de Pós-graduação em Genética e Melhoramento Núcleo de Estudos em Genética e Melhoramento Bases Moleculares da Hereditariedade RNA: transcrição

Leia mais

MEDICINA VETERINÁRIA. Disciplina: Genética Animal. Prof a.: D rd. Mariana de F. Gardingo Diniz

MEDICINA VETERINÁRIA. Disciplina: Genética Animal. Prof a.: D rd. Mariana de F. Gardingo Diniz MEDICINA VETERINÁRIA Disciplina: Genética Animal Prof a.: D rd. Mariana de F. Gardingo Diniz TRANSCRIÇÃO DNA A transcrição é o processo de formação de uma molécula de RNA a partir de uma molécula molde

Leia mais

7.012 Conjunto de Problemas 5

7.012 Conjunto de Problemas 5 Nome Seção 7.012 Conjunto de Problemas 5 Pergunta 1 Enquanto estudava um problema de infertilidade, você tentou isolar um gene hipotético de coelho que seria responsável pela prolífica reprodução desses

Leia mais

TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático)

TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático) TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático) VIRUS CONCEITOS E DEFINIÇÕES Características: 1. Não têm estrutura celular, mas multiplicam-se»

Leia mais

Ácidos nucléicos. São polímeros compostos por nucleotídeos. Açúcar - pentose. Grupo fosfato. Nucleotídeo. Base nitrogenada

Ácidos nucléicos. São polímeros compostos por nucleotídeos. Açúcar - pentose. Grupo fosfato. Nucleotídeo. Base nitrogenada ÁCIDOS NUCLÉICOS Ácidos nucléicos São polímeros compostos por nucleotídeos Açúcar - pentose Nucleotídeo Grupo fosfato Base nitrogenada Composição dos Ácidos nucléicos pentoses: numeração da pentose: pentose

Leia mais

ÁCIDOS NUCLEÍCOS RIBOSSOMO E SÍNTESE PROTEÍCA

ÁCIDOS NUCLEÍCOS RIBOSSOMO E SÍNTESE PROTEÍCA ÁCIDOS NUCLEÍCOS RIBOSSOMO E SÍNTESE PROTEÍCA ÁCIDOS NUCLÉICOS: Moléculas orgânicas complexas, formadas polimerização de nucleotídeos (DNA e RNA) pela Contêm a informação que determina a seqüência de aminoácidos

Leia mais

TRANSCRICAO E PROCESSAMENTO DE RNA

TRANSCRICAO E PROCESSAMENTO DE RNA TRANSCRICAO E PROCESSAMENTO DE RNA Número de genes para RNA RNA ribossômico - rrna Os rrnas correspondem a 85 % do RNA total da célula, e são encontrados nos ribossomos (local onde ocorre a síntese proteíca).

Leia mais

Vírus - conceito (Enciclopédia Britânica)

Vírus - conceito (Enciclopédia Britânica) Vírus - conceito (Enciclopédia Britânica) Partículas infecciosas de tamanho pequeno e composição simples que multiplicam-se somente em células vivas (animais, plantas, insetos, peixes, bactérias, etc)

Leia mais

6) (ANÁPOLIS) Dois seres vivos pertencentes à mesma ordem são necessariamente:

6) (ANÁPOLIS) Dois seres vivos pertencentes à mesma ordem são necessariamente: Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Mário Neto Série: 1 Ano Disciplina: Biologia 1) Com que finalidade se classificam os seres vivos? 2) Considere os seguintes

Leia mais

VI Congresso Brasileiro de Biossegurança Simpósio Latino-Americano de Produtos Biotecnológicos

VI Congresso Brasileiro de Biossegurança Simpósio Latino-Americano de Produtos Biotecnológicos VI Congresso Brasileiro de Biossegurança Simpósio Latino-Americano de Produtos Biotecnológicos Rio de Janeiro, 21-25 setembro de 2009 Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ Construções Mais Comuns

Leia mais

Núcleo Celular. Biomedicina primeiro semestre de 2012 Profa. Luciana Fontanari Krause

Núcleo Celular. Biomedicina primeiro semestre de 2012 Profa. Luciana Fontanari Krause Núcleo Celular Biomedicina primeiro semestre de 2012 Profa. Luciana Fontanari Krause Núcleo Celular Eucarioto: núcleo delimitado por membrana nuclear (carioteca) Portador dos fatores hereditários e controlador

Leia mais

RNA: extrema. plasticidade... funcional. Estrutura do RNA: extrema plasticidade. Estrutura do RNA: um mundo de. diferenças. & extrema plasticidade

RNA: extrema. plasticidade... funcional. Estrutura do RNA: extrema plasticidade. Estrutura do RNA: um mundo de. diferenças. & extrema plasticidade Estrutura do RNA: um mundo de diferenças & extrema plasticidade Estrutura do RNA: extrema plasticidade RNA: extrema plasticidade... funcional RNA: funções múltiplas rrna, mrna, trna, RNAs de funções especiais

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA Genética Bacteriana Disciplina: Microbiologia Geral e Aplicada à Enfermagem Professora:Luciana Debortoli de

Leia mais

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi VIROLOGIA HUMANA Professor: Bruno Aleixo Venturi O que são vírus? A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno". Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por

Leia mais

VÍRUS. DISCIPLINA: BIOLOGIA http://danutaw.webnode.com.br

VÍRUS. DISCIPLINA: BIOLOGIA http://danutaw.webnode.com.br VÍRUS DISCIPLINA: BIOLOGIA 1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS - 20 a 300 nm; Micrômetro Nanômetro UNIDADE REPRESENTAÇÃO / VALOR 1 μm = 0,001 milímetro 1 nm = 0,001 micrômetro - Ácido nucléico + proteína

Leia mais

Transcrição e Tradução. Profa. Dra. Juliana Garcia de Oliveira Disciplina: Biologia Celular e Molecular Turmas: Biologia, enfermagem, nutrição e TO.

Transcrição e Tradução. Profa. Dra. Juliana Garcia de Oliveira Disciplina: Biologia Celular e Molecular Turmas: Biologia, enfermagem, nutrição e TO. Transcrição e Tradução Profa. Dra. Juliana Garcia de Oliveira Disciplina: Biologia Celular e Molecular Turmas: Biologia, enfermagem, nutrição e TO. Tópicos abordados na aula Dogma Central da Biologia Molecular;

Leia mais

Como o DNA nuclear comanda todo o funcionamento da célula????

Como o DNA nuclear comanda todo o funcionamento da célula???? início Moléculas de RNA Como o DNA nuclear comanda todo o funcionamento da célula???? gene DNA espaçador fim Profa Estela Rossetto início O que faz o DNA? http://rizomas. net/ensino-debiologia/recur sospedagogicos/2

Leia mais

CONTROLE DO METABOLISMO GENES

CONTROLE DO METABOLISMO GENES CONTROLE DO METABOLISMO GENES 10/06/15 1º ANO - BIOLOGIA 1 ESTRUTURA DO GENE Segmentos (pedaços) da molécula de DNA, o constituinte dos nossos cromossomos, onde estão inscritas receitas (códigos genéticos)

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 08 RIBOSSOMOS E SÍNTESE PROTEICA

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 08 RIBOSSOMOS E SÍNTESE PROTEICA BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 08 RIBOSSOMOS E SÍNTESE PROTEICA Fixação 1) (UNICAMP) Considere um fragmento de DNA com a seguinte sequência de bases: GTA GCC TAG E responda: a) Qual será a sequência

Leia mais

> ESTUDO DO RNA. (C) O ácido nucléico I é DNA e o II, RNA. (D) O ácido nucléico I é RNA e o II, DNA. (E) I é exclusivo dos seres procariontes.

> ESTUDO DO RNA. (C) O ácido nucléico I é DNA e o II, RNA. (D) O ácido nucléico I é RNA e o II, DNA. (E) I é exclusivo dos seres procariontes. Biologia > Citologia > Sintese Protéica > Alunos Prof. Zell (biologia) (C) O ácido nucléico I é DNA e o II, RNA. (D) O ácido nucléico I é RNA e o II, DNA. (E) I é exclusivo dos seres procariontes. > ESTUDO

Leia mais

ESTRUTURA VIRAL. Visualização: apenas ao ME. Não apresentam estrutura celular (acelulares) Estrutura básica: Cápsula protéica (capsídeo)

ESTRUTURA VIRAL. Visualização: apenas ao ME. Não apresentam estrutura celular (acelulares) Estrutura básica: Cápsula protéica (capsídeo) VÍRUS CARACTERÍSTICAS Organismos acelulares Não possuem metabolismo Características vitais: Reprodução Evolução Possui grande capacidade proliferativa Só se reproduz no interior de células que estejam

Leia mais

DNA E SÍNTESE PROTEICA

DNA E SÍNTESE PROTEICA Genética Animal DNA e síntese proteica 1 DNA E SÍNTESE PROTEICA Estrutura do DNA: -Molécula polimérica, cujos monômeros denominam-se nucleotídeos. -Constituição dos nucleotídeos: açúcar pentose (5 -desoxirribose)

Leia mais

ELEMENTOS CELULARES ENVOLVIDOS NA GENÉTICA BACTERIANA

ELEMENTOS CELULARES ENVOLVIDOS NA GENÉTICA BACTERIANA GENÉTICA BACTERIANA INTRODUÇÃO O DNA existe como uma hélice de fita dupla, mantidas pelo pareamento de bases nitrogenadas específicas (AT; CG). - A seqüência de bases codifica a informação genética; -

Leia mais

Bases Moleculares da Hereditariedade

Bases Moleculares da Hereditariedade UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROG. DE PÓS GRAD. EM GENET. E MELHORAMENTO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GENET. E MELHORAMENTO Bases Moleculares da Hereditariedade Ministrante: João Paulo

Leia mais

DO GENE À PROTEÍNA ALGUNS CONCEITOS BASICOS COMO SE ORGANIZAM OS NUCLEÓTIDOS PARA FORMAR O DNA?

DO GENE À PROTEÍNA ALGUNS CONCEITOS BASICOS COMO SE ORGANIZAM OS NUCLEÓTIDOS PARA FORMAR O DNA? DO GENE À PROTEÍNA O processo de formação das proteínas no ser humano pode ser difícil de compreender e inclui palavras e conceitos que possivelmente nos são desconhecidos. Assim, vamos tentar explicar

Leia mais

MULTIPLICAÇÃO VIRAL MULTIPLICATION 1 MULTIPLICAÇÃO

MULTIPLICAÇÃO VIRAL MULTIPLICATION 1 MULTIPLICAÇÃO VIRAL MULTIPLICATION 1 Esquema geral de multiplicação de vírus 2 VIRAL 1- ADSORÇÃO 2- PENETRAÇÃO 3- EXPRESSÃO GÊNICA (TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO DE PROTEÍNAS) 4- REPLICAÇÃO DO GENOMA 5- MONTAGEM / MATURAÇÃO

Leia mais

TRANSCRIÇÃO DO DNA: Tipos de RNA

TRANSCRIÇÃO DO DNA: Tipos de RNA TRANSCRIÇÃO DO DNA: Síntese do mrna Gene (Unidades transcricionais) Tipos de RNA Tipos de RNA polimerase Tipos de RNA polimerase DNA dependente Transcrição em Procariotos Transcrição em Eucariotos Mecanismos

Leia mais

COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO NAS MOLÉCULAS DE DNA E RNA

COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO NAS MOLÉCULAS DE DNA E RNA COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO NAS MOLÉCULAS DE DNA E RNA Andréia Cristina Hypólito José 11075810 Fernando Caldas Oliveira 11085410 Giovana Zaninelli 11017210 Renato Fernandes Sartori 11061110 Rodrigo de Mello

Leia mais

Genética Humana. Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

Genética Humana. Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Genética Humana Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto JAN/2012 Princípios Básicos As proteínas são vinculo entre genótipo e fenótipo; A expressão gênica é o processo pelo qual o DNA coordena

Leia mais

INTRODUÇÃO À VIROLOGIA MORFOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO VIRAL. Larissa dos Santos Professora Auxiliar de Virologia larissa.ss@gmail.com

INTRODUÇÃO À VIROLOGIA MORFOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO VIRAL. Larissa dos Santos Professora Auxiliar de Virologia larissa.ss@gmail.com INTRODUÇÃO À VIROLOGIA MORFOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO VIRAL Larissa dos Santos Professora Auxiliar de Virologia larissa.ss@gmail.com APRESENTAÇÃO Site: virologia UFF http://www.proac.uff.br/virologia/ Livros:

Leia mais

Questões complementares

Questões complementares Questões complementares 1. Definir célula e os tipos celulares existentes. Caracterizar as diferenças existentes entre os tipos celulares. 2. Existe diferença na quantidade de organelas membranares entre

Leia mais

BIOLOGIA MOLECULAR. Ácidos Nucléicos e Síntese de Proteínas

BIOLOGIA MOLECULAR. Ácidos Nucléicos e Síntese de Proteínas BIOLOGIA MOLECULAR Ácidos Nucléicos e Síntese de Proteínas Nucleotídeos São moléculas formadas pela união de um açúcar ou pentose, uma base nitrogenada e um grupo fosfato. Os Ácidos Nucléicos (DNA e RNA)

Leia mais

Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com

Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com ÁCIDOS NUCLEICOS ÁCIDOS NUCLÉICOS: são substâncias formadoras de genes, constituídas por um grande

Leia mais

Criado e Desenvolvido por: Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com

Criado e Desenvolvido por: Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com Criado e Desenvolvido por: Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com O NÚCLEO E A SÍNTESE PROTEÍCA O núcleo celular, descoberto em 1833 pelo pesquisador escocês Robert Brown, é uma estrutura

Leia mais

MULTIPLICAÇÃO VIRAL Danielly Cantarelli

MULTIPLICAÇÃO VIRAL Danielly Cantarelli MULTIPLICAÇÃO VIRAL Danielly Cantarelli 1 Os vírus não possuem enzimas para a produção de energia nem para a síntese protéica Para que um vírus se multiplique, ele deve invadir uma célula hospedeira e

Leia mais

A maioria dos vírus mede entre 15 e 300 nanometros (nm);

A maioria dos vírus mede entre 15 e 300 nanometros (nm); Vírus são as menores entidades biológicas conhecidas; A maioria dos vírus mede entre 15 e 300 nanometros (nm); Um dos maiores vírus conhecidos, que causa a varíola humana, tem cerca 300 nm (0,3 µm), e

Leia mais

Estrutura e Função de Ácidos Nucléicos

Estrutura e Função de Ácidos Nucléicos UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE QUÍMICA DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA QBQ0313 Estrutura e Função de Ácidos Nucléicos Flavia Carla Meotti Os Ácidos Nucléicos Função: armazenamento e transmissão da informação

Leia mais

Vírus - Características Gerais. Seres acelulares Desprovidos de organização celular. Não possuem metabolismo próprio

Vírus - Características Gerais. Seres acelulares Desprovidos de organização celular. Não possuem metabolismo próprio vírus Vírus - Características Gerais Seres acelulares Desprovidos de organização celular Não possuem metabolismo próprio Capazes de se reproduzir apenas no interior de uma célula viva nucleada Parasitas

Leia mais

As bactérias operárias

As bactérias operárias A U A UL LA As bactérias operárias Na Aula 47 você viu a importância da insulina no nosso corpo e, na Aula 48, aprendeu como as células de nosso organismo produzem insulina e outras proteínas. As pessoas

Leia mais

Universidade Federal de Ouro Preto SÍNTESE PROTEICA

Universidade Federal de Ouro Preto SÍNTESE PROTEICA Universidade Federal de Ouro Preto SÍNTESE PROTEICA SÍNTESE DE MACROMOLÉCULAS Macromoléculas: Proteínas - aa Carboidratos - monossacarídeos Lipídeos ácidos graxos Macromoléculas celulares: em constante

Leia mais

Enzimas e Clonagem Molecular

Enzimas e Clonagem Molecular Universidade Estadual de Maringá Enzimas e Clonagem Molecular Disciplina: Biologia Molecular 6855 Profa. Dra Maria Aparecida Fernandez Enzimas: Enzimas de Restrição Endonucleases de restrição; Fazem o

Leia mais

AULA 1 ORGANIZAÇÃO CELULAR DOS SERES VIVOS

AULA 1 ORGANIZAÇÃO CELULAR DOS SERES VIVOS AULA 1 ORGANIZAÇÃO CELULAR DOS SERES VIVOS Apesar da diversidade entre os seres vivos, todos guardam muitas semelhanças, pois apresentam material genético (DNA) em que são encontradas todas as informações

Leia mais

EXAME DE BIOLOGIA Prova de Acesso - Maiores 23 Anos (21 de Abril de 2009)

EXAME DE BIOLOGIA Prova de Acesso - Maiores 23 Anos (21 de Abril de 2009) INSTITUTO POLITÉCNICO DE BEJA EXAME DE BIOLOGIA Prova de Acesso - Maiores 23 Anos (21 de Abril de 2009) Nome do Candidato Classificação Leia as seguintes informações com atenção. 1. O exame é constituído

Leia mais

Tradução Modificando o alfabeto molecular. Prof. Dr. Francisco Prosdocimi

Tradução Modificando o alfabeto molecular. Prof. Dr. Francisco Prosdocimi Tradução Modificando o alfabeto molecular Prof. Dr. Francisco Prosdocimi Tradução em eukarya e prokarya Eventos pós-transcricionais Processo de síntese de proteínas RNAm contém o código do gene RNAt é

Leia mais

NÚCLEO e DIVISÃO CELULAR

NÚCLEO e DIVISÃO CELULAR NÚCLEO e DIVISÃO CELULAR CÉLULA EUCARIONTE Cláudia Minazaki NÚCLEO Único; Normalmente: central Formato: acompanha a forma da célula Tamanho: varia com o funcionamento da célula Ciclo de vida da célula

Leia mais

ESTRUTURA VIRAL. Visualização: apenas ao ME. Não apresentam estrutura celular (acelulares) Estrutura básica: Cápsula protéica (capsídeo)

ESTRUTURA VIRAL. Visualização: apenas ao ME. Não apresentam estrutura celular (acelulares) Estrutura básica: Cápsula protéica (capsídeo) VÍRUS CARACTERÍSTICAS Organismos acelulares Não possuem metabolismo Características vitais: Reprodução Evolução Possui grande capacidade proliferativa Só se reproduz no interior de células que estejam

Leia mais

V e t e r i n a r i a n D o c s www.veterinariandocs.com.br. Genética

V e t e r i n a r i a n D o c s www.veterinariandocs.com.br. Genética V e t e r i n a r i a n D o c s Genética Introdução Conceitos Gene: segmento de DNA que é expresso para produzir um produto funcional, o que pode ser RNA ou polipeptídeo. 3 partes: seqüência reguladora,

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 35 VÍRUS

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 35 VÍRUS BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 35 VÍRUS Como pode cair no enem? Sobre os vírus, podemos afirmar que: a) A transmissão dos vírus das plantas ocorre exclusivavamente por difusão mecânica, ou seja, quando uma

Leia mais

Replicação viral. Princípios gerais

Replicação viral. Princípios gerais Replicação viral Princípios gerais Vírus replicam através da montagem de componentes pré formados Adaptado de D. E. White and F. J. Fenner. Medical Virology, Fourth Edition. Academic Press, 1994 Esquema

Leia mais

MEDICINA VETERINÁRIA. Disciplina: Genética Animal. Prof a.: Drd. Mariana de F. G. Diniz

MEDICINA VETERINÁRIA. Disciplina: Genética Animal. Prof a.: Drd. Mariana de F. G. Diniz MEDICINA VETERINÁRIA Disciplina: Genética Animal Prof a.: Drd. Mariana de F. G. Diniz Gene, é a unidade fundamental da hereditariedade. Cada gene é formado por uma sequência específica de ácidos nucléicos

Leia mais

Os vírus possuem maior diversidade biológica do que bactérias, plantas e animais.

Os vírus possuem maior diversidade biológica do que bactérias, plantas e animais. O que são vírus? Vírus: pequenos parasitas intracelulares obrigatórios que não possuem metabolismo próprio. Os vírus utilizam o aparato enzimático da célula hospedeira para síntese de seus componentes

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO 3º Teste Sumativo DISCIPLINA DE BIOLOGIA 12ºano Turmas A e B TEMA: Regulação e alteração do material genético Versão A 31 de janeiro de 2013 90 minutos Nome: Nº

Leia mais

- Ácido ribonucléico (ARN ou RNA): participa do processo de síntese de proteínas.

- Ácido ribonucléico (ARN ou RNA): participa do processo de síntese de proteínas. 1- TIPOS DE ÁCIDO NUCLÉICO: DNA E RNA Existem dois tipos de ácidos nucléicos: - Ácido desoxirribonucléico (ADN ou DNA): é o principal constituinte dos cromossomos, estrutura na qual encontramos os genes,

Leia mais

Química do material genético

Química do material genético 1 O NÚCLEO No núcleo estão os cromossomos, onde estão "armazenadas" as informações genéticas de cada espécie. Os seguintes componentes constituem o núcleo celular: Membrana Nuclear: também chamada de carioteca

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE SETOR DE BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE SETOR DE BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE SETOR DE BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR DISCIPLINA: BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR ESTUDO DIRIGIDO FLUXO DA INFORMAÇÃO GÊNICA págs:

Leia mais

BIOLOGIA Prof. André Fozzy

BIOLOGIA Prof. André Fozzy BIOLOI Prof. ndré Fozzy RN E SÍNTESE PROTEIC Biologia Prof. ndré Fozzy Regiões Codificadoras e Não-Codificadoras do DN O DN é formado por 2 regiões: Intergênicas ênicas Intergênicas ênicas Região ênica

Leia mais

Aula 4 Estrutura do RNA

Aula 4 Estrutura do RNA Biologia Molecular Básica Módulo I Básico Aula 4 Estrutura do RNA O RNA é uma molécula intermediária na síntese de proteínas. Ela faz a intermediação entre o DNA e as proteínas. As principais diferenças

Leia mais

Metabolismo de RNA: Transcrição procarioto/eucarioto

Metabolismo de RNA: Transcrição procarioto/eucarioto Metabolismo de RNA: Transcrição procarioto/eucarioto Controle do nível de proteínas DNA inibição RNA degradação inibição Proteína degradação Tipos de RNA produzidos em uma célula Abundancia dos diferentes

Leia mais

Painéis Do Organismo ao Genoma

Painéis Do Organismo ao Genoma Painéis Do Organismo ao Genoma A série de 5 painéis do organismo ao genoma tem por objetivo mostrar que os organismos vivos são formados por células que funcionam de acordo com instruções contidas no DNA,

Leia mais

Características Gerais dos Vírus

Características Gerais dos Vírus Características Gerais dos Vírus Vírus Agentes causadores de infecções no homem, outros animais, vegetais e bactérias. São desprovidos de organelas e sem metabolismo próprio. Parasitas intracelulares obrigatórios.

Leia mais

1/12/2008. Histórico VIROLOGIA. Histórico. Evidências históricas de doenças ligadas a vírus: Professor: Dr. Carlos F. M. Menck

1/12/2008. Histórico VIROLOGIA. Histórico. Evidências históricas de doenças ligadas a vírus: Professor: Dr. Carlos F. M. Menck VIROLOGIA Histórico Evidências históricas de doenças ligadas a vírus: Professor: Dr. Carlos F. M. Menck BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA Microbiologia 5 a edição (2008), Atheneu. Editores: Luiz R. Trabulsi e F.

Leia mais

Home page virologia. www.virologiaipvdf.cjb.net. (aulas, métodos, artigos, referências, material didático, conheça nossa equipe)

Home page virologia. www.virologiaipvdf.cjb.net. (aulas, métodos, artigos, referências, material didático, conheça nossa equipe) Home page virologia www.virologiaipvdf.cjb.net (aulas, métodos, artigos, referências, material didático, conheça nossa equipe) Prof. Paulo Michel Roehe (Med. Vet., Msc, PhD) FEPAGRO- SAÚDE ANIMAL INSTITUTO

Leia mais

ASPECTOS CELULARES E MOLECULARES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIENCIA HUMANA

ASPECTOS CELULARES E MOLECULARES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIENCIA HUMANA ASPECTOS CELULARES E MOLECULARES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIENCIA HUMANA Daniella Vieira Cândida 1,4 ; Cristiane Alves da Fonseca 2,4 ; Andréia Juliana Leite Rodrigues 3,4,5. 1 Voluntária Iniciação Científica

Leia mais

ORGANIZAÇÃO SUPRAMOLECULAR DO MATERIAL GENÉTICO

ORGANIZAÇÃO SUPRAMOLECULAR DO MATERIAL GENÉTICO ORGANIZAÇÃO SUPRAMOLECULAR DO MATERIAL GENÉTICO ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO CELULAR Massa compacta, ocupando um volume limitado As suas variadas actividades, tal como replicação e transcrição, têm

Leia mais

VÍRUS (complementar o estudo com as páginas 211-213 do livro texto)

VÍRUS (complementar o estudo com as páginas 211-213 do livro texto) COLÉGIO E CURSO INTELECTUS APOSTILA NOME: MAT.: Biologia I PROFº: EDUARDO SÉRIE: TURMA: DATA: VÍRUS (complementar o estudo com as páginas 211-213 do livro texto) Os vírus são os únicos organismos acelulares,

Leia mais

Professor Antônio Ruas

Professor Antônio Ruas Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Componente curricular: BIOLOGIA APLICADA Aula 3 Professor Antônio Ruas 1. Assuntos: Introdução à história geológica

Leia mais

ACESSO VESTIBULAR QUESTÕES DE PROCESSAMENTO DE RNA OU SPLICING 01. (MAMA 2007.1) PÁGINAS OCULTAS NO LIVRO DA VIDA

ACESSO VESTIBULAR QUESTÕES DE PROCESSAMENTO DE RNA OU SPLICING 01. (MAMA 2007.1) PÁGINAS OCULTAS NO LIVRO DA VIDA ACESSO VESTIBULAR QUESTÕES DE PROCESSAMENTO DE RNA OU SPLICING 01. (MAMA 2007.1) PÁGINAS OCULTAS NO LIVRO DA VIDA Os biólogos supunham que apenas as proteínas regulassem os genes dos seres humanos e dos

Leia mais

Estudo Dirigido. Organelas membranosas- Compartimentos intracelulares- endereçamento de proteínas

Estudo Dirigido. Organelas membranosas- Compartimentos intracelulares- endereçamento de proteínas UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE SETOR DE BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR DISCIPLINA: BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR Estudo Dirigido Organelas membranosas- Compartimentos

Leia mais

O processo da Expressão Gênica

O processo da Expressão Gênica Coordenadoria de Educação e Difusão de Ciências Rua 9 de Julho, 1205 - São Carlos - São Paulo e-mail: cbme@if.sc.usp.br- Telefone: (16) 3373-9159 http://cbme.ifsc.usp.br http://cbme.usp.br O processo da

Leia mais

Equipe de Biologia. Biologia

Equipe de Biologia. Biologia Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 5B Ensino Médio Equipe de Biologia Data: Biologia Ácidos nucléicos Os ácidos nucléicos são moléculas gigantes (macromoléculas), formadas por unidades monoméricas menores

Leia mais

Introdução à Bioquímica

Introdução à Bioquímica Introdução à Bioquímica Nucleotídeos e Ácidos Nucléicos Dra. Fernanda Canduri Laboratório de Sistemas BioMoleculares. Departamento de Física.. UNESP São José do Rio Preto - SP. Genoma! O genoma de um organismo

Leia mais

Genética Molecular. Fundamentos Aplicações científicas Biotecnologia

Genética Molecular. Fundamentos Aplicações científicas Biotecnologia Genética Molecular Fundamentos Aplicações científicas Biotecnologia Genética Molecular DNA RNA Proteínas Universo Celular Ciclo celular Ciclo Celular: Mitose Célula animal Núcleo Celular: Cromossomas Cromossoma:

Leia mais

1. (Unesp) A ilustração apresenta o resultado de um teste de paternidade obtido pelo método do DNA-Fingerprint, ou "impressão digital de DNA".

1. (Unesp) A ilustração apresenta o resultado de um teste de paternidade obtido pelo método do DNA-Fingerprint, ou impressão digital de DNA. Ácidos Nuclêicos 1. (Unesp) A ilustração apresenta o resultado de um teste de paternidade obtido pelo método do DNA-Fingerprint, ou "impressão digital de DNA". a) Segundo o resultado acima, qual dos homens,

Leia mais

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia Computacional e Sistemas. Seleção de Mestrado 2012-B

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia Computacional e Sistemas. Seleção de Mestrado 2012-B Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia Computacional e Sistemas Seleção de Mestrado 2012-B INSTRUÇÕES (LEIA ATENTAMENTE ANTES DE PREENCHER A PROVA): a. Identifique sua prova unicamente com

Leia mais

Ficha Informativa nº11 Fundamentos de Engª.Genética

Ficha Informativa nº11 Fundamentos de Engª.Genética FICHA INFORMATIVA Nº11 FUNDAMENTOS DE ENGª.GENÉTICA Ficha Informativa nº11 Fundamentos de Engª.Genética Durante 25 anos, desde 1950 a 1957, a molécula de DNA foi considerada intocável. A partir da década

Leia mais

7.012 Conjunto de Problemas 3

7.012 Conjunto de Problemas 3 Nome Seção 7.012 Conjunto de Problemas 3 Data estelar 7.012.10.4.00 Diário Pessoal do Oficial Médico Responsável do USS Hackerprise Depois de voltar de uma missão em Europa, Noslen, um dos membros da tripulação,

Leia mais

Exercício 4 Sequenciamento por finalizadores de cadeia Sequenciamento do DNA: os finalizadores

Exercício 4 Sequenciamento por finalizadores de cadeia Sequenciamento do DNA: os finalizadores Exercício 4 Sequenciamento por finalizadores de cadeia Sequenciamento do DNA: os finalizadores A determinação da seqüência de bases de um segmento de DNA é um passo crítico em muitas aplicações da Biotecnologia.

Leia mais