Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso CONTRATOS ELETRÔNICOS: ASPECTOS JURÍDICOS

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1 Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso CONTRATOS ELETRÔNICOS: ASPECTOS JURÍDICOS Autor: SHEYLA DUARTE LONDE Orientador: M.Sc. CLARISSA T. KARNIKOWSKI Brasília - DF 2012

2 SHEYLA DUARTE LONDE CONTRATOS ELETRÔNICOS: ASPECTOS JURÍDICOS Monografia apresentada ao Curso Graduação em Direito da Universidade Católica de Brasília - UCB, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito. Orientador: M.Sc Clarissa T. Karnikowski Brasília-DF 2012

3 Monografia de autoria de Sheyla Duarte Londe, intitulada CONTRATOS ELETRÔNICOS: ASPECTOS JURÍDICOS, apresentada como requisito parcial para obtenção de grau de Bacharel em Direito da Universidade Católica de Brasília, em novembro de 2012, defendida pela banca examinadora abaixo assinada: Prof. (titulação). (Nome do orientador) Orientador (Curso/Programa) (sigla da instituição) Prof. (titulação). (Nome do membro da banca) (Curso/Programa) (sigla da instituição) Prof. (titulação). (Nome do membro da banca) (Curso/Programa) (sigla da instituição) Brasília-DF 2012

4 Dedico a presente obra a Maria Iraci de Farias, pessoa que Deus escolheu para ser minha querida mãe. Desde o princípio da minha vida até o meu nascimento, ela lutou para não me perder. Amiga e companheira de todas as horas, que não mede esforços para o meu bem estar. Exemplo de vida e de amor incondicional à família. Seu carinho e apoio são fundamentais para o meu crescimento pessoal e profissional.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço ao Deus Soberano que está no controle da minha vida; Agradeço à minha mãe, por minha formação como pessoa e pelo incentivo e apoio incondicionais para eu retornar à Faculdade. Agradeço à minha família pelo carinho dado durante toda a minha jornada estudantil. Agradeço aos professores que tanto contribuíram para a minha formação acadêmica. Agradeço às amigas e aos amigos que fiz na faculdade e que meu ajudaram nas horas alegres e difíceis e, por isso, estão no meu coração. Agradeço à orientadora Clarissa Teixeira Karnikowski. Agradeço por tudo o que aprendi sobre comércio eletrônico no curso desta monografia. A todos, o meu muito obrigada.

6 RESUMO Referência: LONDE, Sheyla Duarte. Contratos Eletrônicos: Aspectos Jurídicos páginas. Conclusão do Curso de Direito. Universidade Católica de Brasília UCB, Brasília DF, A presente monografia trata dos contratos eletrônicos: aspectos jurídicos desde a origem, particularidades técnicas, validade no âmbito jurídico, influência da Sociedade e a intervenção do Estado nas relações contratuais através do Código Civil Brasileiro de 2002 e do Código de Defesa do Consumidor. Para tanto, são apresentados: A origem da Internet, com a criação do projeto ARPANET, pelo exército norte-americano em 1969, que tinha o objetivo de interligação de centros de pesquisas e tecnologia através de computadores e, o afinamento técnico e aproveitamento de oportunidades, utilizando-se da crescente evolução da tecnologia e da interligação dos negócios entre os povos, dando início a chamada globalização. Um dos primeiros serviços a serem inventados na esteira da Internet foi o , permitindo a troca de mensagens de forma rápida e com baixo custo, depois do , veio a WEB conhecida também como site que são todas as páginas de um determinado endereço. Com o progresso proporcionado pela informática surgiu o comércio virtual celebrado mediante o acordo entre duas ou mais pessoas, que expressam suas respectivas declarações de vontades por transferência simultânea de informações entre computadores usando o princípio da boa-fé constituindo, assim, um vínculo jurídico. Os requisitos de validade dos contratos eletrônicos e a relação de consumo realizada através das várias categorias de transações existentes na Internet, como por exemplo: o B2C business to consumer. Assim também, a dificuldade que ainda existe para o aplicador do Direito fazer valer os direitos dos consumidores face aos fornecedores de bens e serviços adquiridos através do negócio jurídico. As tecnologias usadas para a segurança e a validade dos documentos eletrônicos tais como: a Biometria que usa uma característica fisiológica única e pessoal, a Criptografia que cria textos incompreensíveis usando um sistema metalinguístico, com intenção enigmática, a Assinatura Digital que garante segurança nos diversos negócios jurídicos realizado via Internet e a Certificação Eletrônica e Digital que são uma espécie de passaporte eletrônico para a autenticação de usuários. A segurança dos contratantes no momento da conclusão da negociação, a força probante dos documentos eletrônicos, como meio de prova legal, que possibilitam conhecer a autoria do documento eletrônico, e por fim, as Leis e os projetos que tratam do Comércio Eletrônico brasileiro. Palavras-chave: Contratos Eletrônicos. Comércio. Consumidor. Internet. Negócio Jurídico.

7 ABSTRACT This monograph deals with electronic contracts: legal aspects from the origin, technical particularities, within legal validity, influence Society and state intervention in contractual relations by the Brazilian Civil Code 2002 and the Code of Consumer Protection. For both, are presented: The origin of the Internet, with the creation of the ARPANET project, the U.S. Army in 1969, which was aimed at interconnecting research centers and technology through computers and thinning technical and seizing opportunities, using the growing trend of technology and business interconnection between people, sparking called globalization. One of the first services to be invented in the wake of the Internet was , allowing them to exchange messages quickly and cost effectively, then the came the WEB site known also as they are all the pages of a given address. With the progress brought about by trade virtual computing emerged with the agreement concluded between two or more people who express their wills statements by simultaneous transfer of information between computers using the principle of good faith and is thus a legal bond. The requirements of validity of electronic contracts and consumer relationship held across various categories of transactions on the Internet, for example: B2C - business to consumer. So too, the difficulty that still exists for the applicator law enforce consumer rights in relation to suppliers of goods and services purchased through the legal business. The technologies used for security and validity of electronic documents such as biometrics that uses a physiological characteristic unique and personal, the encryption that creates incomprehensible texts using a metalinguistic system, with enigmatic intent, the digital signature that ensures safety in the various legal transactions conducted via Internet and Digital Electronics and Certification are a kind of electronic passport for authenticating users. Security contractors upon completion of negotiations, the evidential weight of electronic documents as evidence in legal, knowing that enable electronic document authoring, and finally, the Laws and projects that deal with the Brazilian Commerce. Keywords: Commercial Contracts. Trade. Consumer. Internet. Legal Business.

8 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Quantidade de pessoas conectadas a Internet no Brasil TABELA 2 Faturamento do comércio eletrônico nos últimos 10 anos no Brasil TABELA 3 Evolução das Vendas do Natal e Ticket Médio TABELA 4 Acesso a Internet no Brasil Indicadores Gerais GRÁFICO 1 Renda Familiar Quantidade de Transações (R$/mês) GRÁFICO 2 Faixa Etária Quantidade de Transações GRÁFICO 3 Escolaridade Quantidade de Transações... 38

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A INTERNET E A SOCIEDADE O MUNDO TODO AO ALCANCE DE UM CLIQUE AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ESPAÇO JURÍDICO INTERNET ORIGEM E EVOLUÇÃO Correntes teóricas que tratam da Internet Conceito de Internet Funcionamento da Internet Comunicação na Internet Meios de comunicação na internet O COMÉRCIO ELETRÔNICO O consumidor, fornecedor e a relação de confiança no e-commerce Classificação do comércio eletrônico Social commerce Dispensa de documentos físicos ESTATÍSTICAS ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA TEORIA GERAL DOS CONTRATOS DEFINIÇÃO DE CONTRATO ELEMENTOS ESSENCIAIS DE VALIDADE DO CONTRATO Elementos subjetivos Elementos objetivos Elementos formais CAPACIDADE DAS PARTES E LEGITIMAÇÃO PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO CONTRATUAL FORMAÇÃO DO CONTRATO Aceitação nos contratos inter praesentes e inter absentes Conclusão do contrato e lugar da celebração do negócio jurídico PROTEÇÃO CONTRATUAL DO CONSUMIDOR CONTRATO ELETRÔNICO CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS ELETRÔNICOS Contratos eletrônicos intersistêmicos Contratos eletrônicos interpessoais Contratos eletrônicos interativos... 55

10 3.3 PRINCÍPIOS DA CONTRATAÇÃO ELETRÔNICA CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E O E-COMMERCE Contratos de adesão Contratos a distância e prazo de arrependimento FORMAÇÃO DOS CONTRATOS ELETRÔNICOS Local de formação dos contratos eletrônicos DO FORO COMPETENTE NOS DESCUMPRIMENTOS DOS CONTRATOS ELETRÔNICOS VALIDADE DOS CONTRATOS ELETRÔNICOS ELEMENTOS FORMAIS DA FORMA DOS CONTRATOS ELETRÔNICOS Da segurança dos meios eletrônicos Conceito de documento eletrônico Validade dos documentos eletrônicos TECNOLOGIAS USADAS PARA A SEGURANÇA E A VALIDADE DOS DOCUMENTOS ELETRÔNICOS Biometria Criptografia Assinatura digital Chave pública e privada Métodos usados para assinar digitalmente documentos Certificação eletrônica e certificação digital FORÇA PROBANTE DOS DOCUMENTOS ELETRÔNICOS RELAÇÕES JURÍDICAS DA INTERNET LEIS E PROJETOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 77

11 11 INTRODUÇÃO A presente monografia versará sobre a análise dos aspectos jurídicos envolvendo Direito e Internet sobre o efeito de uma nova modalidade de comércio que desenvolveu através da globalização alterando as relações jurídicas existentes na sociedade e, cujos limites ainda não foram totalmente delimitados pela doutrina e pela jurisprudência. No mundo são mais de 2,1 bilhões de usuários na Internet e no Brasil mais de 83,4 milhões, sendo o 5º país mais conectado, isto quer dizer, consumidores potenciais. E esse fenômeno social, que não pode ser ignorado pelos operadores do Direito, serviu de estímulo à presente pesquisa, ante a necessidade de verificar se o Direito, com suas estruturas tradicionais, responde eficazmente às necessidades referentes à revolução tecnológica e se assegura a proteção às pessoas que utilizam esse meio de comércio. A grande maioria das pessoas, que usam a Internet desconhecem os aspectos técnicos que envolvem a contratação por meio eletrônico, a falta de um marco regulador para as transações comerciais via Internet e, principalmente, a proteção do e-consumidor que contrata em ambiente virtual. Não se trata de uma nova espécie de contrato, mas de mecanismos inusitados para a expressão de combinações de vontade cujo regime jurídico submete às modalidades contratuais constantes no Código Civil Brasileiro de 2002 e no Código Brasileiro de Defesa do Consumidor, e ainda nas principais propostas legislativas nacionais voltadas à regulamentação da contratação eletrônica. O estudo é essencialmente bibliográfico, o que se justifica pela natureza interdisciplinar da pesquisa, uma vez que, o comércio eletrônico não se restringe apenas à compra e venda de produtos, mas também à aquisição de serviços por meio eletrônico, e também pela atualidade do tema, que determinou uma análise construída a partir de artigos e de obras exclusivamente voltadas para a reflexão dos principais aspectos jurídicos do comércio eletrônico. Devido ao universo de problemas jurídicos gerados com o surgimento da Internet, o estudo, ora apresentado, limitou-se principalmente ao Direito Contratual e ao o Direito dos Consumidores em relação ao comércio eletrônico. A estrutura do presente trabalho foi desenvolvida em duas seções introdutórias e duas seções primordiais. A Seção 1 aborda o estudo da Internet, sua origem e evolução, corrente teóricas que tratam da Internet, as noções gerais sobre o comércio eletrônico que modificou as

12 12 relações sociais, com sua linguagem e cultura próprias, comparadas às vivenciadas pela Revolução Industrial que resultou na criação de novos ramos e limites impostos pelo Direito e, que deve acontecer o mesmo na era digital. Antes de iniciar o estudo do contrato eletrônico, a Seção 2 faz uma revisita aos aspectos fundamentais da Teoria Geral dos Contratos, com destaque para os elementos essenciais de validade do contrato, aos princípios fundamentais que norteiam o direito contratual e à proteção contratual do consumidor. A Seção 3 dedica-se a uma análise, de forma ampla, da teoria geral dos contratos eletrônicos, fundamental para a análise da validade de tais contratos, e para isso, aborda a conceituação, a classificação, os princípios da contratação eletrônica, a incidência das normas de proteção e defesa do consumidor e o foro competente nos descumprimentos dos contratos eletrônicos. A Seção 4 abrange o estudo dos elementos de validade dos contratos eletrônicos, sob o ponto de vista da capacidade e legitimação das partes, do objeto idôneo e lícito, da forma, da segurança dos meios eletrônicos, da validade e prova dos documentos e contratos eletrônicos. A secção também aborda as tecnologias usadas para a segurança e a validade dos documentos eletrônicos como: a Biometria, a Criptografia, a Assinatura digital e a certificação eletrônica e digital, a força probante dos documentos eletrônicos, as relações jurídicas da Internet e, por fim, as Leis e Projetos em trâmite no Senado Federal e na Câmara dos Deputados que visam regulamentar assuntos relacionados com a Internet e seus desdobramentos, com ênfase para o comércio eletrônico. O presente trabalho se encerra com conclusões das principais ideias da pesquisa realizada, as quais não se revestem de caráter definitivo, até porque a tecnologia está em constante desenvolvimento e, novos problemas já terão surgidos. Mas, apenas objetivam contribuir para o conhecimento dessa forma de consumo virtual, que alterou o modo tradicional de negociar, bem como aumentar a confiança na proteção dos direitos dos consumidores que recorrem às transações e transferência de informações via Internet.

13 13 1 A INTERNET E A SOCIEDADE 1.1 O MUNDO TODO AO ALCANCE DE UM CLIQUE As sociedades não são entidades estáticas evoluindo continuamente e com o passar dos tempos visaram regular os hábitos e as atividades sociais e dispuseram de ciência e tecnologia para produzir bens. Em cerca de meio século, isso nos levou à televisão e aos satélites artificiais. A Internet está para o cidadão do século XXI como a invenção da escrita estava para o homem pré-histórico, há cinco mil anos, um divisor de águas na evolução da sociedade. Como a escrita, a Internet abriu um universo de possibilidades, mudou a forma de se comunicar e alterou códigos de comportamento que definiram novos rumos para a humanidade. Segundo Leal 1 com o advento da Internet, na década de 60, viu o mundo nascer um campo inteiramente novo no que diz respeito às relações entre indivíduos, surge a Sociedade da Informação, onde a informação flui a velocidades e em quantidades, antes inimagináveis, assumindo valores políticos, religiosos, sociais, antropológicos e econômicos. Todos são influenciados pela rede mundial nos mais variados aspectos sem limites estatais ou territoriais. Utilizando o (eletronic mail ou correio eletrônico), uma das principais ferramentas na troca de informações, consumo e na garantia de relações douradoras, para alcançar seus objetivos imediatos. Com uso da Internet, as relações comerciais e pessoais acontecem em tempo real e, por isso, aproveitam essa facilidade para celebrar seus contratos de compra e venda de produtos e serviços consolidando as relações jurídicas e vinculando os sujeitos do direito. Para Gregores 2, uma grande parcela da sociedade ainda resista em usar a Internet para realizar um contrato virtual, optando ainda pela concretização por meio de um papel, ou seja, estão arraigados na tradição sem buscar a renovação. Conclui-se, que a nova economia influencia o comportamento da sociedade promove aumento de produtividade e lucros das empresas virtuais possibilitando o livre comércio de capitais e mercadorias nos mais variados lugares do planeta, com ênfase na capacitação e 1 LEAL, Sheila do Rocio Cercal Santos. Contratos Eletrônicos Validade Jurídica dos Contratos via Internet. São Paulo: Atlas, 2007, p GREGORES, Valéria Elias de Melo. Compra e venda eletrônica e suas implicações. São Paulo: Método, 2006, p. 21

14 14 produção de riquezas, sem, no entanto, distribuí-las ao conjunto da humanidade. 1.2 AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ESPAÇO JURÍDICO A evolução tecnológica e a ampliação da forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais provocaram debates na doutrina e na jurisprudência acerca das mudanças das relações entre as pessoas e entre empresas num terreno virtual chamado ciberespaço, mundo on-line, ou mundo virtual e segundo Peixoto 3 é o conjunto de sites, computadores, pessoas, programas e recursos que formam a Internet. É a nova forma de se relacionar que está o fenômeno jurídico e como diz Reale 4 : [...] em cada comportamento humano, a presença, embora indireta, do fenômeno jurídico: O Direito está pelo menos pressuposto em cada ação do homem que se relacione com outro homem. No ciberespaço não existe o mundo físico e sim o mundo virtual, onde os dados circulam em questão de segundos e as comunicações são feitas sem levar em conta a distância. São as características relevantes do ciberespaço. As barreiras geográficas e jurisdicionais são quebradas e as transações podem ocorrer em diferentes regiões do mundo e os problemas para a legislação de um país podem ser resolvidos mediante tratados que asseguram o livre comércio na Internet, observadas as normas de direito internacional privado, ou mediante arbitragem. A interatividade e a facilidade de acesso promovem a rapidez nas transações, mas, a insegurança nas relações entre empresas pontocom (empresas comerciais presentes na Internet) de qualquer natureza e seus usuários, apesar do desenvolvimento de sistemas de segurança, ainda não faz do ciberespaço um ambiente seguro, devido à violação desses sistemas por pessoas com habilidade técnica que invadem os sistemas de informação com fins criminosos, os chamados hackers e crackers. Os hackers são pessoas com conhecimento e habilidade técnica no manuseio de sistemas de computação ou de comunicação em rede invadem sistemas de informação sem causar danos ao sistema. Os hackers éticos são contratados para testar os sistemas de segurança eletrônicos e não gostam de serem confundidos com os Crakers que usam suas habilidades técnicas com fins criminosos, 3 PEIXOTO, Rodney de Castro. O Comércio Eletrônico e os Contratos. Rio de Janeiro: Forense, 2001, p REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. 27 ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 5.

15 15 invadindo sistemas para destruir dados ou manipular arquivos de pessoas físicas ou de empresas. O Direito regulamenta todas as relações intersubjetivas entre as pessoas e, entre as relações eletrônicas não são diferentes. Os que participam dessa revolução tecnológica têm direito à segurança jurídica. Assim, segundo FINKELSTEIN 5 o Direito está inserido na cultura eletrônica e, quanto maior a sua propagação, maior deverá ser a segurança jurídica que o Estado deverá oferecer. 1.3 INTERNET ORIGEM E EVOLUÇÃO A Internet é de origem norte-americana e começou a ser utilizada nas universidades norte-americanas com as primeiras manifestações de uso da rede e a partir de pesquisas avançadas com rede de computadores packet switched (é um esquema usado para o transporte de dados em rede de computadores, no qual as informações são divididas em pequenos pacotes, contendo trechos dos dados, o endereço do destinatário e informações que permitam a remontagem da mensagem original no seu destino final. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, certificou-se que esse sistema funcionava) na Universidade de Los Angeles e no Massachussets Institute of Technology revolucionado a comunicação mundial. Assim, a Internet não teve origem exclusivamente na rede militar, ou seja, não foi um sistema utilizado somente pelos funcionários do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, muito antes já tinha sido iniciada a sua utilização. Segundo o posicionamento de Rohrmann 6 e de outros doutrinadores a invenção do telégrafo, em 1835, por Morse, é o marco inicial da origem do espaço virtual. E o resultado do espaço virtual é devido à reunião das telecomunicações associadas à ciência da computação possibilitando assim, o desenvolvimento das redes de comunicação e de computadores. Na década de 1940 surgiram os primeiros computadores digitais, mas o primeiro computador comercial surgiu em 1951, conhecido como UNIVAC, usado pelo censo dos 5 FINKELSTEIN, Maria Eugênia Reis. Aspectos Jurídicos do Comércio Eletrônico. Porto Alegre, Síntese, p ROHRMAN, Carlos Alberto. Curso de Direito Virtual. Belo horizonte. Del Rey, p. 1.

16 16 Estados Unidos da América. A Internet se tornou um dos meios de comunicação mais populares nas décadas de 60 e 70, e naquela época, os militares americanos, no auge da Guerra Fria e em resposta à extinta União Soviética pelo lançamento espacial do primeiro satélite, em 1967, desenvolveram um sistema descentralizado para que os computadores militares pudessem trocar informações entre vários computadores ao mesmo tempo sem risco de quebra de sigilo. Para evitar que os dados armazenados nos computadores se perdessem se ocorressem problemas de envio de sinais eletrônicos criaram a Advanced Research Projects Agency - (ARPANET) - Agência de Projetos de Investigação Avançada (atualmente Defense Advanced Projects Research Agency ou DARPA. Foi o embrião da Internet e estruturada originalmente em laboratório e depois se tornou a Internet) Rede do Departamento de Defesa dos EUA, responsável pela interligação de laboratórios de pesquisa e tecnologia, mas ficou em stand by durante cinco anos e encerrou suas atividades no começo da década de montar: Segundo expressão de Anchieschi 7, os Estados Unidos tinham a preocupação de uma arquitetura, cujo objetivo era funcionar como um sistema de comunicação independente, mesmo que Washington fosse riscada do mapa por um ataque nuclear. Se isso acontecesse, a informação seria desviada (roteada) por outras máquinas integrantes da rede até atingir seu destino. A Internet nasceu sem um centro de comando, não tem dono nem governo, cresce espontaneamente como capim e qualquer corporação venderia a alma para tê-la a seu serviço. Em 1969, foi reativada a central de computação e por encomenda do Departamento de defesa dos Estados Unidos utilizando a ARPANET, antecessor da Internet, que realizou então a interconexão de computadores, e segundo Rohrman 8, através de uma tecnologia chamada Packet Switching (chaveamento de pacotes) e contava com quatro pontos de suporte localizados em Stanford, Los Angeles (UCLA), Santa Barbara (UCSB) e Utah. O sucesso do sistema criado pela ARPANET foi grande devido ao número de localidades universitárias que usavam o sistema para pesquisas científicas. Assim, dividiu-se esse sistema em dois grupos: a MILNET para a área militar e a nova ARPANET ou NSFNET para a área não militar, surgindo assim o denominado Internet Protocol TCP/IP. IP é uma das linguagens, ou protocolos, mais importantes da Internet, responsável pela identificação das máquinas e redes e pelo encaminhamento correto das mensagens entre elas. Permite o tráfego de informações de uma rede a outra intensificando a troca de mensagens. Todo endereço na Internet é compreendido pelos servidores, que armazenam os sites, como uma 7 ANCHIESCHI, Olavo José Gomes. Segurança Total, São Paulo: Makron Books, 2000, p ROHRMAN, p. 5.

17 17 sequência numérica, como se fosse um número de RG. A isto é dado o nome de I.P. Adress. A National Science Foundation (NSF) criada pelo Congresso Norte Americano para promover o progresso científico ficou responsável pela gerência da Internet e utilizou a tecnologia da ARPANET, e o governo americano investiu na criação de backbones. Os Backbones são uma espécie de espinha dorsal, com poderosos computadores conectados por linhas, como canais de fibra óptica, elos de satélites e elos de transmissão por rádio transmitindo informações entre os computadores das agências governamentais, dos institutos de pesquisas e das principais universidades. É uma rede de alta velocidade formada por linhas de comunicação e hardware de transmissão e recepção, as quais se conectam todos os provedores de acesso à Internet. No Brasil esse serviço é vendido pela Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), pela Global One 9 (GLOBAL ONE Contrato de Prestação de serviço, 2012) (provê serviços que possibilitam o acesso direto de usuários às informações armazenadas em computadores, produzidas ou compiladas por terceiros, através de redes de telecomunicações tais como: os serviços de correio eletrônico pela Internet, os serviços de hospedagem de informação ou dados e o armazenamento de informações, dados ou sons) e pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP) (REDE NACIONAL DE PESQUISA RNP. Evolução do Backbone, 2012) 10 (primeira rede de acesso à Internet no Brasil, a RNP integra mais de 800 instituições de ensino e pesquisa no país, beneficiando a mais de um milhão de usuários e, o objetivo é atender, com aplicações e serviços inovadores, as demandas de comunidades específicas - telemedicina, biodiversidade, astronomia etc; e promover a capacitação de recursos humanos em tecnologias da informação e comunicação). Com o advento dos microprocessadores, em 1971, começaram a fabricar aparelhos que poderiam ser usados em mesas de trabalho, os chamados Personal Computer (PC) ou Computadores Pessoais ligados à base instalada de redes de telecomunicações popularizando, assim, o uso da computação e possibilitando o surgimento da rede ampla de computadores chamada Internet. Com a criação, em 1972, do , iniciou-se o processo de massificação da utilização da Internet. Dois componentes juntamente com o e o Internet Protocol faltavam para dar à Internet o potencial de interatividade de redes interligadas por computadores. 9 GLOBAL ONE Contrato de Prestação de serviço. Disponível em: em: 29 set REDE NACIONAL DE PESQUISA RNP. Evolução do Backbone. Disponível em: Acesso em: 29 set

18 18 Segundo Leal 11, o primeiro componente surgiu em 1991, na Suíça, com o cientista Tim Berners-Lee e o Centro de Pesquisas Nucleares (CERN) que desenvolveram a World Wide Web (WWW), rede global, teia global ou para os internautas, apenas Web. Embora os internautas chamem a Internet de Web elas não são sinônimas. A WWW permitiu a descentralização da informação de dados, incluindo a criação e popularização de novas tecnologias e interligando sistemas de pesquisas científicas acadêmicas. O segundo componente surgiu com a criação dos provedores de acesso que têm seus computadores ligados à Internet e dispõem de canais de acesso para o público por meio de dispositivos que permitem a ligação dos computadores por meio, por exemplo, de linhas telefônicas. O dispositivo chamado de modem (modulação/demodulação, dispositivo sob a forma de periférico ou placa de circuito interna ao computador, que permite a comunicação entre computadores, por meio de linha telefônica) permitiu a conexão de computadores transferindo dados digitais pelas linhas telefônicas ou pelos cabos coaxiais interligando o computador do provedor ao do usuário. Também existem provedores que não utilizam linhas telefônicas como os cabos utilizados pela televisão a cabo. Dois anos depois surgem as primeiras páginas da rede com os: língua de marcação de hipertexto padrão para criação de páginas em um site ou sítio (HTML) - Hypertext Markup Language e o protocolo básico de transferência de hipertexto para o trânsito de dados e informações na Internet (HTTP) - Hyper text transfer Protocol. Em 1993, Marc Andressen do National Center for Supercomputing Applications - NCSA, da Universidade e Illinois, EUA, criou o navegador Browser Mosaic 1.0 (um programa com interface simplificada para o acesso, a recuperação e a exibição de arquivos da Internet e hoje se chama Netscape). É um tipo de comunicação interface por meio de visualização gráfica, no qual aumentou a comunicação da rede e, no final de 1994 já havia interesse público. No Brasil, a Internet teve seu início a partir de 1988 nas universidades e centros de pesquisas e, em 1992, através do Ministério da Ciência e da Tecnologia que desenvolveu um sistema de linhas de conexão de alta velocidade, que se conectava a linhas de baixa velocidade, interligando várias redes e sub-redes (chaveamento de pacotes) conectadas às capitais do país popularizando a utilização da rede para fins comerciais a partir de LEAL, 2007, p REDE NACIONAL DE PESQUISA RNP. Evolução do Backbone. Disponível em: Acesso em: 29 set

19 19 De acordo com Finkelstein 13, durante a ECO-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - CNUMAD, também chamada de: Rio-92, Cúpula ou Cimeira da Terra), o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) firmou convênio com a Associação para o Progresso das Comunicações dando espaço para as organizações não governamentais na rede. No mesmo ano foi criada a Rede Nacional de Pesquisa RNP, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que organizou o acesso à Internet desenvolvendo toda a estrutura física para que a Internet funcionasse em todo o país. Em 1995, segundo Gregores 14, intensificou a utilização da rede para fins comerciais, ou seja, a Internet tornou-se um meio de comercialização de produtos e serviços, com a edição da Portaria n. 295, de , do Ministério das Telecomunicações, permitindo que as empresas denominadas provedores de acesso (empresa que fornece serviços para a conexão com a Internet paga ou gratuita, , hospedagem de sites pessoais etc) e, pudessem comercializar o acesso à rede aumentando o interesse de estudiosos e profissionais do Direito pelo assunto Correntes teóricas que tratam da internet Na metade da década de 1990 a utilização dos computadores pelo público aumentou e o interesse pelo assunto nos Estados Unidos também. Segundo Rohrman 15, as reações adversas sobre a aplicação do direito à Internet e a publicação dos primeiros de artigos e textos jurídicos desencadearam o surgimento de correntes teóricas do Direito da Internet. A 1ª corrente teórica chamada de corrente libertária trouxe a ideia de comunidade da Internet onde defendia um direito próprio para a Internet, ou seja, o direito virtual e, teve o apoio da academia jurídica norte americana. Foi a primeira a publicar artigos de destaque que questionavam a aplicação do direito tradicional ao novo direito que surgia. A publicação do artigo Law and borders the rise of Law in cyberspace (O Direito e suas fronteiras O crescimento do direito no espaço virtual), dos professores David Post e David R. Johnson marcou a síntese do pensamento libertário do direito virtual nos Estados Unidos. 13 FINKELSTEIN, p GREGORES, 2006, p ROHRMAN, p. 13.

20 20 Um fator negativo da proposta da corrente libertária está em acreditar que a Internet não dependeria do Direito, ou seja, o mundo virtual resolveria por meio de autoregulamentação negligenciando a eficácia do Estado no ambiente virtual como fonte de ordem para fazer valer o direito. Uma verdadeira utopia, porque não se pode imaginar um mundo virtual separado das leis físicas. A 2ª corrente teórica é a Escola da Arquitetura da Rede e sua tese está baseada na criação, pela tecnologia, de um novo mundo virtual, e como diz Finkelstein 16, tem como principal expoente o professor norte-americano, proeminente doutrinador do direito do ciberespaço Lawrence Lessig. Lessig publicou o artigo Code and other laws of cyberspace, onde sintetiza a corrente teórica da Escola da Arquitetura da Rede. Trata da tese de que no espaço virtual os códigos dos programas de computador criam a forma de interagir com os usuários da rede e não os códigos jurídicos, ou seja, somente os códigos da programação de computador são a forma de normatizar as relações do espaço virtual e também são resistentes à regulamentação externa. Entretanto, destaca a intervenção do Estado para a criação de uma norma baseada na tecnologia e regular o que é veiculado na Internet. Assim, a corrente teórica Escola da Arquitetura da Rede é uma evolução da teoria libertária e afirma que há um mundo virtual que pode ou não regulamentado. A corrente do Direito Internacional é a terceira teoria e os primeiros artigos jurídicos surgiram na década de 1990 com interesse dos juristas pela rapidez de informações, pela proximidade das pessoas e pela mudança de jurisdição para outra na velocidade de um clique de mouse. A corrente encara o mundo virtual como um mundo internacional trazendo a ausência de territorialidade, assim como a teoria libertária, mas com uma definição de mundo novo com uma jurisdição distinta para administrar e disciplinar o mundo virtual. Todavia, as implicações são complexas para a regulamentação devido ao estabelecimento de acordos e às normas internacionais. Mas, os tratados internacionais são usados pelo direito para normatizar situações que tratam da territorialidade, ou seja, de locais que não são de nenhum Estado. Conclui-se que o desenvolvimento tecnológico aproximou as pessoas e os Estados soberanos. E, a teoria exposta traz a contribuição da regulamentação das transações eletrônicas padronizando as situações que envolvem mais de uma jurisdição. 16 FINKELSTEIN, p. 27.

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