PROCESSO SELETIVO 2019/1 RESPOSTA AOS RECURSOS DE QUESTÕES

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1 PROCESSO SELETIVO 2019/1 RESPOSTA AOS RECURSOS DE QUESTÕES RECURSO Nº 1 Resposta Primeiro Passo: Conforme enunciado Primeira frase da questão: Seja x o valor das economias de A. Seja y o valor das economias de B. Sendo x e y valores financeiros em reais (moeda), pertencentes ao conjunto número dos Reis, sendo ambos positivos.

2 Segundo Passo: Conforme enunciado Segunda frase da questão: PARA QUE AMBOS FIQUEM COM 50 REAIS CADA DEVE OCORRER: B deve dar um terço do que economizou para A então A tem x de economias mais y/3 que ganhou de B para ter 50 reais, isto é, x + y/3 = 50. A deve dar metade do que economizou para B então B tem y de economias mais x/2 que ganhou de A para ter 50 reais, isto é, y + x/2 = 50. Terceiro Passo: Resolvendo o sistema: x + y/3 = 50 y + x/2 = 50 Temos x = 40 reais e y = 30 reais. Assim, as economias de A foram de 40 reais e as de B foram de 30 reais. Letra B. GABARITO e QUESTÃO corretos. Recurso Indeferido

3 RECURSO Nº 2

4 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

5 RECURSO Nº 3 Resposta: A questão está correta, o total de alunos não irá condizer com o somatório que gostam de basquete, vôlei e os que não gostam. Isso ocorre por existir intersecção entre esses conjuntos. Recurso Indeferido

6 RECURSO Nº 4 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

7 RECURSO Nº 5 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

8 RECURSO Nº 6 ANEXO V FORMULÁRIO DE RECURSOS Campus: Bento Gonçalves Curso: Viticultura e enologia integrado ao ensino médio Nome da/do Candidata/Candidato: Lorenza Donini Silvestre Número de Inscrição: Recurso relativo a: Troca de gabarito da questão no Anulação da questão no 9 Formalize seu recurso com clareza, objetividade, concisão e fundamentação teórica quando for o caso. Fundamentação do recurso: O enunciado da questão número 9 estava mal formulado e gerou diversas interpretações por causa disso, havendo possibilidade de mais de uma alternativa correta. Fontes que embasam a argumentação do/da candidato/candidata: Para que ambos fiquem com 50 reais cada gera dupla interpretação, porque cada um deveria ter 50 reais. Conclui-se que o enunciado foi mal formulado e é válida a possibilidade de anulação da questão número 9. Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

9 RECURSO Nº 7 Resposta: A questão aborda o conteúdo de Operações com Polinômios, em particular, a Divisão de Polinômios, ou dependendo da leitura algébrica feita pode ser um problema de Proporção, que ambos constam no edital. Como segue: (4 + 3)/x = 2/ (x+1) então x = -7/5. Recurso Indeferido

10 RECURSO Nº 8 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 7 Recurso Indeferido

11 RECURSO Nº 9 Resposta: A questão 27 traz uma música/poema de Jayme Caetano Braun, onde ele busca na fauna a representação dos campos do sul do Rio Grande do Sul e da mata do norte do estado. O enunciado da questão diz o seguinte: a música cita duas espécies da fauna do Rio Grande do Sul endêmicas aos dois biomas que se encontram no estado. Sobre esses biomas é correto afirmar que:. Portanto, é perguntado ao candidato qual a relação dessas aves que aparecem na obra de Braun e o seu respectivo bioma. O candidato, por sua vez confunde bioma com vegetação. Segundo Coutinho (2006), bioma é uma área do espaço geográfico, com dimensões até superiores a um milhão de quilômetros quadrados, representada por um tipo uniforme de ambiente, identificado e classificado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia (formação), o solo e a altitude, os principais elementos que caracterizam os diversos ambientes continentais. Seguindo esse conceito, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério de Estado do Meio Ambiente (MMA), consideram a existência de apenas seis biomas no Brasil, a saber: Amazônia, Cerrado, Caatinga,

12 Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. O Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Planejamento, Governança e Gestão, segue o IBGE e o MMA. Os mapas estão disponíveis nas referências abaixo. A unidade de vegetação Mata de Araucárias, cuja gralha azul é associada, está inserida no Bioma Mata Atlântica. Portanto, indeferese o presente recurso haja vista que a referida questão se trata de biomas e não de vegetação. Referências BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa de Biomas e de Vegetação. Disponível em: < Acesso em 05 dez BRASIL. Ministério de Estado do Meio Ambiente. Biomas. Disponível em: < Acesso em 05 dez COUTINHO, L. M. O conceito de bioma. Acta Botanica Brasilica. Vol.20 No.1 São Paulo Jan./Mar RIO GRANDE DO SUL (Estado). Secretaria de Estado de Planejamento, Governança e Gestão. Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul. Biomas. Disponível em: < Acesso em 05 dez Recurso Indeferido

13 RECURSO Nº 10 Campus : Osório ANEXO V FORMULÁRIO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO Curso: Cursos Técnicos Concomitantes Integrados. Nome do Candidato: Bibiana Castro Matesich Pinto (Inscrição nº ) Recurso relativo a: troca de gabarito da questão nº 23 Formalize seu recurso com clareza, objetividade, concisão e fundamentação teórica quando for o caso. Fundamentação do recurso: Venho através deste recurso solicitar a troca de gabarito da questão número 23 de Ciências Humanas. O Gabarito divulgado aponta como resposta a alternativa A (COMO SENDO INCORRETA). Entretanto entendo que a alternativa C é também INCORRETA e portanto poderia ser assinalada também. Sendo assim o correto gabarito da questão número 23 deve LETRA A ou LETRA C. (QUEM MARCOU A OU C ACERTOU A QUESTÃO) A questão 23 trata sobre o processo de independência da América Espanhola e solicita que o candidato marque a alternativa INCORRETA. O gabarito preliminar apresenta a letra A como sendo a única incorreta. Entretanto vamos fazer aqui a análise da letra C, e defender que esta alternativa também é incorreta e que portanto a questão 23 deve ter como gabarito letra A ou LETRA C, portanto duas respostas. A alternativa C diz : A incorporação da Banda Oriental ( Uruguai ) ao Império do Brasil resultou de um acordo com a Argentina, em troca do controle conjunto do porto de montevidéu. Fazendo uma pesquisa bibliográfica em livros de história do 8º ano do ensino fundamental e do 2º ano do ensino médio, onde são abordados temas relativos à independência da América Espanhola e ao Brasil imperial não encontramos nada que faça referência ao referido acordo abordado como certo na letra C, o qual supostamente, pela alternativa, permitiu o controle conjunto (Brasil- Argentina) do porto de Montevidéu. Um único acordo mencionado trata-se do mediado pela Inglaterra, como no livro: Conexões em história 2 ensino médio de Alexandre Alves e Letícia Fagundes de Oliveira Editora Moderna, 3ª edição, Na página 165 os autores assim tratam o tema: Durante o Governo de Dom João, a banda oriental ( atual Uruguai ) foi incorporada ao Brasil com o nome de Província da Cisplatina. A região era motivo de disputa entre Espanha e Portugal desde o período colonial. Com a independência do Brasil em 1822, a província se dividiu : uma parte das lideranças locais permaneceu leal às cortes de Lisboa, enquanto a outra aderiu a Dom Pedro I e ao seu império. Além disso, o governo de Bueno Aires apoiava vários grupos na província contrários à sua incorporação, em dezembro de 1825 a império Brasileiro declarou guerra à Bueno Aires.

14 A Guerra da Cisplatina, como ficou conhecido o conflito no Brasil, durou até [...] A guerra terminou com a mediação da Inglaterra [...] Em 27 de agosto de 1828 foi acordado a criação da República Oriental ( ou Uruguai ). As demais bibliografia remetem para o mesmo entendimento, de que um único acordo na questão da Banda oriental, ou Cisplatina foi mediado pela Inglaterra e promoveu o surgimento de um estado nacional independente, bem distante do que é afirmado como correto na letra C, que remete para um acordo Brasil- Argentina, inclusive com controle conjunto do porto de Montevidéu. As demais bibliografias consultadas seguem em geral o mesmo entendimento, sem nunca mencionar o tal acordo de compartilhamento do porto de Montevidéu, sendo assim a LETRA C também é incorreta e os candidato que marcaram, LETRA A ou C, acertaram a questão. Bibliografia Boulos Júnior, Alfredo; História Sociedade e Cidadania, 8º ano- 3ª edição São Paulo: FTD, Alexandre Alves, Letícia Fagundes de Oliveira; Conexões com a história, ensino médio, 3ª edição São Paulo: Moderna, Gilberto Cotrim, James Rodrigues; Historiar, 8º ano 2ª edição São Paulo: Saraiva, Resposta: Há erro no gabarito preliminar. A resposta para a questão é a alternativa C e está correta a argumentação apresentada no recurso. Recurso Deferido

15 RECURSO Nº 11 Campus : Osório ANEXO V FORMULÁRIO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO Curso: Cursos Técnicos Concomitantes Integrados. Nome do Candidato: Bibiana Castro Matesich Pinto (Inscrição nº ) Recurso relativo a: ANULAÇÃO da questão nº 24 Formalize seu recurso com clareza, objetividade, concisão e fundamentação teórica quando for o caso. Fundamentação do recurso: A questão de nº 24 trata do Brasil Imperial. É solicitado que o candidato marque a alternativa correta e o gabarito preliminar apresenta como resposta a alternativa E, que diz : a manutenção da escravidão de milhões de homens e mulheres, trazidos da África por traficantes luso brasileiros estabelecidos no Rio de Janeiro, unificava os interesses de AMPLOS SETORES DA SOCIEDADE NO IMPÉRIO DO BRASIL. Este foi um dos elementos que garantiram sua unidade territorial em contraponto à fragmentação dos territórios que conquistaram a independência na América Espanhola A escravidão no período imperial foi mantida para atender os interesses de amplos setores da ELITE, os grandes fazendeiros principalmente. A alternativa apresentada como correta, AMPLOS SETORES DA SOOCIEDADE COLONIAL, induz o candidato a imaginar que a grande maioria da sociedade ( incluindo até mesmo escravos) tinham interesse na manutenção do sistema escravocrata. Isso faz com que o candidato a considere errada e desta forma não há alternativa correta, tendo em vista que todas estão erradas. Em análise nos livros didáticos do 8º ano e do segundo ano do ensino médio é nítido perceber que a sociedade imperial brasileira é uma sociedade desigual, uma minoria impondo seus interesses sobre a maioria. É esta minoria que deseja e luta pela manutenção da escravidão e ela não pode ser considerada como amplos setores da sociedade, mas sim como amplos setores da elite agrária imperial. Essa maioria oprimida pode ser percebida em determinados momentos da história imperial, como na Revolta dos Malês ( 1835 ). Dizer portanto que a manutenção da escravidão unificava amplos setores da sociedade imperial é fora de propósito, e equivocado. A luta contra a escravidão perpassa quase todo o Período Imperial Mesmo com a pressão externa exercida pela Inglaterra o restrito,mas poderoso setor da elite, impôs seus interesse na manutenção da escravidão, utilizando muitas vezes a força do aparato militar do estado reprimir contestações a ordem social vigente. Essa é em linha geral a visão percebida na bibliografia dos livros didáticos de história, tanto á nível de séries finais do ensino fundamental, como do ensino médio.

16 Por isso solicitamos a anulação da questão 24, tendo em vista que a letra E é equivocada e as demais alternativas também não contemplam realidades sobre o Império Brasileiro. Bibliografia Boulos Júnior, Alfredo; História Sociedade e Cidadania, 8º ano- 3ª edição São Paulo: FTD, Alexandre Alves, Letícia Fagundes de Oliveira; Conexões com a história, ensino médio, 3ª edição São Paulo: Moderna, Gilberto Cotrim, James Rodrigues; Historiar, 8º ano 2ª edição São Paulo: Saraiva, Resposta: Entre os séculos XVI e XIX, no mínimo 12,5 milhões de africanos foram escravizados e comercializados nas rotas do tráfico atlântico. Mais de 40% deles foram desembarcados apenas na América portuguesa/império do Brasil. Com isso, havia farta oferta de mão de obra cativa, permitindo que parte significativa da população livre do Brasil colonial e imperial possuísse escravos, mesmo que sua posse estivesse concentrada nas mãos dos grandes proprietários. Justamente por ser uma sociedade altamente hierarquizada e desigual (herdeira de valores do Antigo Regime), possuir escravos era um elemento de diferenciação importante para o conjunto daquela sociedade, não apenas entre a sua elite. Em outras palavras, a relativa disseminação da propriedade escrava fornecia a base social para a instituição escravista no Brasil e, por isso, está correto afirmar que A manutenção da escravidão de milhões de homens e mulheres trazidos como escravos da África por traficantes luso-brasileiros estabelecidos no Rio de Janeiro unificava os interesses de amplos setores da sociedade no Império do Brasil. Portanto, a alternativa E é a resposta correta para a questão 24. Bibliografia: ALENCASTRO, Luiz Felipe. O trato dos viventes: a formação do Brasil no Atlântico Sul. Séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, BANCO DE DADOS. The Trans-Atlantic Slave Trade Database ( FLORENTINO, Manolo. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

17 FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo. O Arcaísmo como projeto. Mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil em uma economia colonial tardia: Rio de Janeiro, c c Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial, São Paulo: Companhia das Letras, XAVIER, Regina C. Lima (Org.). Escravidão e liberdade. Temas, problemas e perspectiva de análise. São Paulo: Alameda, Recurso Indeferido

18 RECURSO Nº 12 Resposta: O gabarito da questão 23 está incorreto, mas não pelos motivos apresentados no recurso. Há erro no gabarito preliminar e a resposta para a questão é a alternativa C. Quanto à alternativa D, está correta porque a data faz referência à atuação do exército comandado por Simón Bolívar e seu projeto de unificação das ex-colônias espanholas

19 na América. A primeira tentativa de independência comandada por Bolívar, embora reprimida em 1815, abriu caminho para a independência do Vice-Reino de Nova Granada e Capitania Geral da Venezuela. Bibliografia: BETHELL, Leslie (Org.). História da América Latina: da independência a 1870 (Vol. III). São Paulo: Edusp, GUAZZELLI, Cesar Augusto Barcellos. A crise do sistema colonial e o processo de independência. In: WASSERMAN, Claudia (Coord.). História da América Latina: cinco séculos (temas e problemas). Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1996, p Recurso Deferido

20 RECURSO Nº 13 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 12 Recurso Deferido

21 RECURSO Nº 14 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 12 Recurso Deferido

22 RECURSO Nº 15 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

23 RECURSO Nº 16 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 12 Recurso Deferido

24 RECURSO Nº 17 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

25 RECURSO Nº 18 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 1 Recurso Indeferido

26 RECURSO Nº 19 ] Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 7 Recurso Indeferido

27 RECURSO Nº 20 Resposta: Questão Anulada Recurso Deferido

28 RECURSO Nº 21 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 7 Recurso Indeferido

29 RECURSO Nº 22 Resposta: Já em relação ao Recurso com a proposta de anulação da questão 31, há que se considerar um pressuposto básico de interpretação. No período "Mostrar que a democracia no Brasil, ainda que esteja num patamar mais elevado que em alguns países, carece de participação feminina para atingir maior desenvolvimento.", temos como oração principal (e fundamental para a interpretação) Mostrar que a democracia no Brasil carece de participação feminina para atingir maior desenvolvimento. De fato, é o que ocorre no grosso do texto (parágrafos 3, 4, 5 e 6). A oração subordinada

30 ainda que estejam num patamar mais elevado que em alguns países, como a própria classificação indica (subordinada), não assume papel principal, mas emprega um complemento de informação (parágrafos 1, 2 e 3) que sustenta a ideia principal. Recurso Indeferido

31 RECURSO Nº 23 Resposta: Em relação ao Recurso com a proposição de anulação da questão 37, há que se ponderar 2 aspectos: 1) O recurso propõe que haveria troca no sentido da expressão, caso fosse substituído "no mínimo" por "quando menos", mas não propõe qual seria essa nova e diferente interpretação; 2) No endereço eletrônico está claro que "no

32 mínimo" e "quando menos" são sinônimos. Recurso Indeferido

33 RECURSO Nº 24 Resposta QUESTÃO 21: Entre os elementos fundamentais para compreender o processo de formação do Estado moderno (e da própria época moderna), pode-se citar a Reforma protestante e a reação da Igreja católica aos questionamentos de seu poder. A Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola (1534), e autorizada pelo papa Paulo III em 1540, era parte desta reação atuando no combate ao protestantismo e na defesa do catolicismo. A ação evangelizadora da ordem jesuítica distinguia-se por ser extremamente disciplinada, metódica e fiel ao papa. Características estas que fizeram com que os inacianos se destacassem na catequese dos povos conquistados durante a expansão marítima ibérica.ao contrário do afirmado, Martinho Lutero não se limitou a uma crítica moral e suas teses representaram mudanças profundas na doutrina cristã.

34 Três aspectos eram fundamentais no pensamento reformista de Lutero: 1) o caminho para a salvação era a fé e não as obras; 2) qualquer cristão que estudasse as Escrituras sagradas poderia ser o pastor de sua comunidade; 3) os protestantes defendiam a infalibilidade da Bíblia, enquanto a Igreja católica defendia a infalibilidade do papa. Logo, questionavam a autoridade papal. Está certo, portanto, a alternativa indicada no gabarito preliminar ( D ) porque o enunciado solicitava que fosse assinalada a alternativa incorreta. Bibliografia: BOXER, Charles R. A igreja militante e a expansão ibérica: São Paulo: Companhia das Letras, BOXER, Charles R. O império marítimo português São Paulo: Companhia das Letras, DELEMEAU, Jean. Nascimento e afirmação da Reforma. São Paulo: Pioneira, MULLET, Michael. A Contrarreforma. Lisboa: Gradiva, SEFFNER, Fernando. Da Reforma à Contrarreforma. São Paulo: Atual, Recurso Indeferido Resposta QUESTÃO 33: Primeiramente, ressalta-se que o requerente solicita mudança no gabarito, mas não propõe qual seria a alternativa correta, não argumenta a favor dela nem apresenta fonte que embase a suposição de incorreção. São características de situações orais de comunicação construções frásicas relativamente simples e repetições. No texto, as ideias são expostas por meio de frases curtas e por vezes há a repetição da palavra é, utilizada pela autora para conceituar a ironia, especialmente no primeiro e no último parágrafos. Há também a utilização de expressões que remetem diretamente à oralidade, como que se fazia (l. 09), é aí que (l. 11), no fim das contas (l. 14) e de quem se achava (l ). Além do mais, as alternativas A, B, D e E não apresentam características possíveis de serem encontradas ao longo do texto. Sendo assim, é possível afirmar que a resposta da questão 33 é a alternativa C. Recurso Indeferido

35 RECURSO Nº 25 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 9 Recurso Indeferido

36 RECURSO Nº 26 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 9 Recurso Indeferido

37 RECURSO Nº 27 Resposta: A questão 7 trata-se de um problema de regra de três inversamente proporcional, como segue: Número de Funcionários Número de Dias = x

38 Resolvendo temos: 340 x = , então x = 15 dias Recurso Indeferido

39 RECURSO Nº 28 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 7 Recurso Indeferido

40 RECURSO Nº 29 Resposta: O proponente do recurso pleiteia a anulação da questão 32, alegando subjetividade, afirmando que qualquer uma das alternativas estaria correta ou que qualquer um dos 5 títulos propostos poderiam ser utilizados SEM prejuízo ao texto. Essa afirmação evidencia desconhecimento em relação às normas que se aplicam à escolha do título de um texto. Há muita informação disponível a respeito, mas destacamos o endereço eletrônico e também o endereço

41 bons-titulos-redaco-do-vestibular.html. Um título deve representar a ideia essencial do que um texto representa. A capacidade de resumir a ideia principal do texto (que já havia sido solicitado na questão anterior) é um dos critérios para seleção de candidatos num processo, e isso faz com que 4 alternativas sejam descartadas, por representarem ideias menores ou até inexistentes no texto. Não se trata, obviamente, de um show de adivinhação ou loteria, como proposto no texto do recurso. Em face do apresentado como resposta, julgam-se improcedentes os argumentos do requerente, e o RECURSO DA QUESTÃO 32 ESTÁ, PORTANTO, INDEFERIDO. Recurso Indeferido

42 RECURSO Nº 30 Resposta: Questão Anulada Recurso Deferido

43 RECURSO Nº 32 Campus : Osório ANEXO V FORMULÁRIO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO Curso: Cursos Técnicos Concomitantes Integrados. Nome do Candidato: Bibiana Castro Matesich Pinto (Inscrição nº ) Recurso relativo a: Troca de gabarito da questão nº 29 Formalize seu recurso com clareza, objetividade, concisão e fundamentação teórica quando for o caso. Fundamentação do recurso: Venho através deste recurso solicitar a troca de gabarito da questão número 29 de Ciências Humanas. O Gabarito divulgado aponta como resposta a alternativa E, ou seja, as afirmações I, II e III, São CORRETAS. Entretanto entendo que a alternativa correta deve ser a da letra D, tendo em vista que apenas as alternativas II e III estão CORRETAS, e consequentemente a afirmativa I é INCORRETA. Sendo assim o correto gabarito da questão número 29 deve ser LETRA D. FUNDAMENTAÇÃO : A afirmativa I : A sub região 1 compreende os estados do Maranhão e parte do Piauí e é reduto da mata de cocais, onde encontram-se as quebradeiras de coco de babaçu. Fazendo uma pesquisa em livro didático do 7º ano Geografia homem e espaço ( Elian Alabi Lucci e Anselmo Lazarro Branco Editora Saraiva, 24ª edição 2015 ) percebe-se que os autores apresentam na página 131 um mapa representando a vegetação do Nordeste. O referido mapa apresenta uma região da Mata dos cocais que destoa da região do mapa representado na questão de nº 29. Além disso na página 132 o autor aborda o assunto da seguinte forma : ENTRE os Estados do Piauí e do Maranhão, há uma extensa área conhecida como mata dos Cocais, constituída principalmente pela palmeira carnaúba e babaçu Fica claro que os autores não destacam o maranhão como sendo totalmente ocupado pela mata dos cocais, a expressão utilizada é ENTRE os estados do Maranhão e Piauí. Além disso, no mapa também é evidente que a mata dos cocais não ocupa todo esse estado. Já pela a afirmativa nº I, subentende-se que trata-se de todo o Maranhão e parte do Piauí. Diante desse cenário já seria plausível a troca de gabarito, mas faremos a análise também em livros de Ensino Médio. No livro Geografia Leitura e Interpretação, volume 1, de Arno Aloísio Goettems e Antônio Luís Joia, editora LEYA 2016, os autores tratam da mata dos cocais, na página 229 da seguinte forma : a mata dos cocais é uma formação vegetal de transição entre os domínios da caatinga, Amazônico e Cerrado, estendendo-se principalmente em áreas dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará. Novamente o estado do maranhão não é definido como todo sendo ocupado pela mata dos cocais. Além disso, os autores acrescentam áreas do Ceará, que está

44 presente no mapa da prova, mas que não é citado como sendo área da chamada mata dos cocais. O aluno pode interpretar como sendo portando uma situação incorreta, o que justifica o pedido de revisão da alternativa nº I. Seguindo na análise de autores de ensino médio temos o livro: Geografia em rede dos autores Edilson Adão e Laércio Furquim Junior, volume I, editora FTD. Os autores trabalham com um mapa que apresenta a mata dos cocais, pagina 230. Nessa representação novamente o Maranhão não está totalmente ocupado pela chamada mata dos cocais. Além desta análise em livros didáticos fizemos também uma pesquisa em Sites que relacionamos na sequência: SALIENTAMOS QUE EM TODAS HÁ CONTRADIÇÕES COM O QUE AFIRMA A ALTERNATIVA I, E VAMOS DESTACÁ- LAS : O nosso país possui diversos ecossistemas, com uma variedade de vegetações e paisagens, entre eles temos a mata dos cocais. Você já ouviu falar nela? A mata dos cocais é uma formação vegetal típica da área de transição entre as regiões norte e nordeste do Brasil. Conheça um pouco mais desse assunto agora. A mata dos cocais é um espaço transicional brasileiro, que fica entre a caatinga e a floresta amazônica, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará e norte de Tocantins. Ela recebe esse nome devido a grande quantidade de cocais, principalmente o babaçu e a carnaúba. Além de ser uma área de transição entre a vegetação da caatinga e da floresta amazônica, representa também a transição entre o ambiente semiárido da sub-região do Agreste nordestino e a região norte, que possui um clima úmido. CARACTERÍSTICAS DA FLORESTA DE COCAIS A Floresta de Cocais é um tipo de cobertura vegetal situada entre as florestas úmidas da região Norte e as terras semiáridas do Nordeste do Brasil, sendo uma zona de transição entre os biomas Caatinga, Floresta Amazônica e Cerrado. Abrange predominantemente o Meio-Norte (sub-região formada pelos estados do Maranhão e Piauí), mas também se estende pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Tocantins (SUÇUARANA,2013).

45 A Floresta de Cocais é um tipo de cobertura vegetal situada entre as florestas úmidas da região Norte e as terras semiáridas do Nordeste do Brasil, sendo uma zona de transição entre os biomas Caatinga, Floresta Amazônica e Cerrado. Abrange predominantemente o Meio-Norte (sub-região formada pelos estados do Maranhão e Piauí), mas também se estende pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Tocantins (SUÇUARANA,2013). CRIAÇÃO DA FLORESTA DE COCAIS Mata dos Cocais é classificada como uma formação florestal, mas, na realidade, constitui uma formação vegetal secundária, por seu acentuado desmatamento. Desde o período colonial, a região é explorada economicamente pelo extrativismo de óleo e a cera de carnaúba. Atualmente, porém, vem sendo desmatada pelo cultivo de grãos voltados para a exportação, com destaque para a soja e ocupa menos de 3% da área do Brasil. Segundo o professor Francisco Soares, doutor em Botânica a floresta de cocais é um ecossistema que foi moldado pelas mãos do homem, fato que é marcado pela diversidade de palmeiras, reflexo de intensivo processo de degradação das florestas originais. "O homem foi desmatando para criar fazendas e pasto para criação de gado, como é o caso do Piauí, e para explorar a madeira no Maranhão. Algumas palmeiras foram ocupando lacunas deixadas por esta vegetação, especialmente o babaçu. Daí criou-se este ecossistema de transição por aqui", explicou o especialista.

46 A Floresta de cocais está presente em parte do território dos Estados do Piauí e do Maranhão. "O fato dessa fisionomia ocorrer somente aqui me intrigou. Daí comecei a recolher uma série de artigos e relatos de viajantes que estiveram por aqui no século XIX. Explica Francisco Soares. A Floresta de cocais se formou ocupando lacunas de outras formações vegetais (cerrados e florestas amazonenses), que foram desmatadas para criação de pasto e exploração de madeira. Seu solo é rico em minérios como: ferro, ouro, diamante, bauxita, alumínio e níquel. Uma característica interessante é que o solo, na região dos cocais, possui um lençol freático pouco profundo, permanecendo úmido o ano inteiro (SUÇUARANA, 2013). A Mata dos Cocais é um tipo de cobertura vegetal situada entre as florestas úmidas da região Nortee as terras semiáridas do Nordeste do Brasil, sendo uma zona de transição entre os biomas Caatinga, Floresta Amazônica e Cerrado. Abrange predominantemente o Meio-Norte (sub-região formada pelos estados do Maranhão e Piauí), mas também se estende pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Tocantins. A questão 29 destaca no mapa o Meio - Norte ( sub região do nordeste formada pelos estados do Maranhão e parte do Piauí. Contudo, quando abordamos a questão da mata dos cocais tratamos de uma região de diferente abrangência. Por exemplo no Meio norte temos sim todo o estado do Maraanhão, na região das matas dos cocais temos parte do estado do Maranhão. Além de não ser em todo o Maranhão a palavra reduto ( lugar onde se concentra certo tipo de coisa ou pessoa, Dicionário saraiva jovem ) transmite para o candidato a sensação de que a incidência da mata dos cocais é restrita a região destacada, o que destoa da realidade, tendo em vista que a mata dos cocais ocorre em outros estados, conforme já amplamente argumentado. Dinte dessa situação entendemos que a única resposta possível para aa questão 29 é a da alternativa ( D ) II e III são corretas. Fontes que embasam a argumentação do candidato: Silva, Edilson Adão Cândido da; Silva, Laércio Furquim Júnior ; Geografia em rede, 1º ano ( ensino médio )-1.ed.São Paulo; FDT,2016 Goettems, Arno Aloísio ; Antônio Luís Joia; Geografia leituras e interação, 1º ( ensino médio ) ano-2ª ed. São Paulo; Leya 2016 Lucci, Elian Alabi ; Anselmo Lazaro Branco; Geografia : homem e espaço, 7º ano 24 ed- São Paulo ; Saraiva, 2015 Saraiva Jovem : Dicionário de Língua Portuguesa ilustrado/ organização da editora. São Paulo : saraiva, file:///c:/users/alberto/pictures/mapa%20questao%2029.webp

47 file:///c:/users/alberto/pictures/mapa%20cocias%207.pdf - página 19 e 20 Resposta: Em relação ao recurso da candidata de nº que solicita a troca de gabarito da letra E para a letra D consideramos improcedente pois, apesar de todos os argumentos elencados pela candidata, na interposição do recurso, quando questiona a afirmativa I, considerando-a incorreta, devemos entender que em momento algum a alternativa afirma como sendo na sub-região Meio Norte exclusivamente de localização geográfica da mata de cocais e das quebradeiras de coco. A alternativa apenas afirma que a sub-região em questão é local de ocorrência da mata de cocais e das quebradeiras de coco, portanto, a ocorrência em outros estados desta vegetação e desta coletivo de mulheres não invalida a questão. Outro argumento citado pela candidata é de que autores destacam que o estado do Maranhão não é totalmente ocupado pela mata de cocais. Concordo com a candidata mas em nenhum momento a resposta fala em exclusividade ou abrangendo totalmente o estado do Maranhão, portanto novamente o argumento não se sustenta. Diante destas evidências o recurso será indeferido em relação a questão 29 e o gabarito permanece o mesmo, sendo a letra E a alternativa correta. Recurso Indeferido

48 RECURSO Nº 33 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Gabinete do Reitor Rua Gen. Osório, 348 Centro Bento Gonçalves/RS CEP Telefone: (54) ANEXO V FORMULÁRIO DE RECURSOS Campus: Feliz Curso: Curso Técnico Integrado de Informática Nome da/do Candidata/Candidato: Artur Klein Número de Inscrição: Recurso relativo a: ( ) Troca de gabarito da questão nº (X) Anulação da questão nº _11 Formalize seu recurso com clareza, objetividade, concisão e fundamentação teórica quando for o caso. Fundamentação do recurso: No meu ponto de vista, a referida questão poderia ter duas alternativas corretas, pois: O processo de liofilização consiste em remover a água contida nos alimentos. Isso acontece através da transformação física chamada sublimação, onde os alimentos congelados são submetidos a pressões muito baixas, tendo como resultado a água que acaba evaporando. Percebe-se que para este processo ocorrer é necessário que a água evapore. Portanto, conforme o enunciado da questão 11: No processo de liofilização, é correto afirmar que a água: B) evapora E) sofre uma transformação física chamada sublimação. Isso dá para entender que a alternativa B e E poderiam estar corretas. Em virtude disto, se for aceito o recurso interposto, considero que a questão deveria ser anulada ou aceito as duas alternativas corretas. Este embasamento se fundamenta também no trabalho de conclusão de um aluno de Engenharia Química de uma Universidade de São Paulo, que escreveu o seguinte: Sublimação (Primeira Secagem)...Como o produto se encontra a uma temperatura abaixo do ponto triplo da água, a queda de pressão e aumento da temperatura para o valor ambiente faz com que parte da água evapore, sem passar pelo estado líquido [7]. Pg Segunda Secagem...Isso é feito fornecendo calor lentamente para o alimento no liofilizador e mantendo o vácuo, de modo que a água ligada evapore. pg 13 Fontes que embasam a argumentação da/do candidata/candidato: Resposta: O recurso solicitado para a anulação da questão nº 11 NÃO tem procedência, pois baseia-se no relatório final de um TCC onde, provavelmente, passou pela banca/orientador erros conceituais básicos do que significa uma evaporação e

49 uma sublimação. Não existe evaporação sem passagem pelo estado líquido, quero crer que o autor tentou expressar que a água passaria ao estado gasoso e acabou usando o termo evaporação. A transformação do estado sólido para o estado gasoso, sem passar pelo estado líquido chama-se sublimação.para contextualizar a negação, passarei a listar as definições de evaporação e de sublimação citadas por alguns autores que são referências para a disciplina de química. Para RUSSEL (RUSSEL, J.B ; Química Geral, Vol 1, 2ª edição) evaporação é a propriedade de um LÍQUIDO em transformar-se em GÁS. ( p. 455) e sublimação é a propriedade da transformação direta de um SÓLIDO em um GÁS. (p. 484). Para BRADY & SENESE (BRADY, J.E. & SENESE, F.; Química - a matéria e suas transformações; vol. 1, 5ª edição) uma das propriedades físicas mais importantes dos líquidos e dos sólidos é a tendência a sofrer a mudança do estado líquido para o gasoso ou do sólido para o gasoso. Para os líquidos, a mudança é denominada evaporação. Para os sólidos, que também podem mudar diretamente para o estado gasoso, usamos o termo especial, chamado sublimação. (p. 453) Para BROWN; LeMAY & BURSTEN (BROWN, T.L; LeMAY, H.E; BURSTEN, B.E; BURDGE, J.R.; Química - a ciência central; 9ª edição) A água deixada a descoberto, evapora após alguns dias (Líquido para gás). Um cubo de gelo derrete (fusão líquido para sólido). Um sólido sublima quando passa diretamente do estado sólido para o estado gasoso ( o autor usa o gelo seco como exemplo). Para MAHAN & MEYERS (MAHAN, B.M. & MEYERS, R,J; Química um curso universitário; 4ª edição) se uma amostra de água em fase liquida ou sólida for colocada num recipiente vazio, parte dela será convertida em vapor, formando água gasosa. Essa mudança é chamada de evaporação, para o líquido, ou sublimação, para o sólido.(p.54) Recurso Indeferido

50 RECURSO Nº 34 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 10 Recurso Deferido

51 RECURSO Nº 35

52

53 Resposta: Questão Anulada Recurso Deferido

54 RECURSO Nº 36 Resposta: Conforme resposta do Recurso Nº 22 Recurso Indeferido

55 RECURSO Nº 37 Resposta: Em relação ao Recurso com a proposição de anulação da questão 37, há que se ponderar 2 aspectos: 1) O recurso propõe que haveria troca no sentido da expressão, caso fosse substituído "no mínimo" por "quando menos", mas não propõe qual seria essa nova e diferente interpretação;

56 2) No endereço eletrônico está claro que "no mínimo" e "quando menos" são sinônimos. Recurso Indeferido

57 RECURSO Nº 38 Resposta: A requerente solicita alteração do gabarito, alegando que a afirmativa II ( Apesar de ter sido um dos principais pensadores da Grécia Antiga e de ser reconhecido como o fundador da filosofia ocidental, Sócrates foi um cidadão ingênuo, tendo em vista suas perguntas simples e despropositadas. ) é correta. Diferentemente do que a afirmativa II pressupõe, o quinto parágrafo do texto não rotula Sócrates como ingênuo, mas infere que o filósofo realizava perguntas aparentemente ingênuas. Deve-se atentar para o significado do vocábulo aparentemente no excerto em

58 questão: de modo duvidoso, que não corresponde à realidade. Justamente por isso seus questionamentos descontruíam os argumentos daqueles que se consideravam espertos. Ressalta-se ainda que a afirmativa II não considera que os questionamentos de Sócrates eram ingênuos, mas sim que o próprio filósofo era ingênuo, o que não encontra respaldo algum no texto. A afirmação II é, portanto, incorreta. Sendo assim, é possível afirmar que a resposta da questão 31 é a alternativa C. Recurso Indeferido

59 RECURSO Nº 39 Resposta: A requerente defende que a alternativa C estaria correta, além, é claro, da alternativa informada como correta, B. A requerente fundamenta que Quando um feixe de luz sai de um meio mais refringente (água) para um meio menos refringente (ar), ele sofre um desvio se afastando na normal ( ) que é o caso da opção B. No entanto quando o

60 ângulo de incidência do raio de luz for de 90 o, ele é retratado sobre ele mesmo, sem sofrer desvio, que é o caso da opção C. Entendo que, onde a requerente usou a palavra retratado quis dizer refratado pois, de outra forma, não faria sentido. Mesmo assim, o problema deixa claro que o raio incidente, que está ilustrado na figura, forma um ângulo de 45 o com a interface (e, portanto, com a normal): Os raios I, R3 e R4 formam ângulos de 45 graus com a interface. Com isso, não há espaço para a análise que a requerente faz pois exigiria um raio incidente a 90 o o que contraria o enunciado. O comando da questão pede para identificar a alternativa que apresenta os raios refratados e refletidos possíveis. O raio refratado correto só pode ser o R2 e o raio refletido correto só pode ser o R4. Com isso, a alternativa C (R1 e R6) fica caracterizada como alternativa incorreta. Recurso Indeferido

61 RECURSO Nº 40 Resposta: O comando da questão 15 pede que se identifiquem as afirmativas corretas. A requerente aponta em seu recurso que a Condução só ocorre nos sólidos, então não pode haver no vácuo. A afirmativa I A convecção ocorre em gases, líquidos e sólidos. Esta frase está incorreta pois não ocorre convecção em sólidos. A afirmativa II diz A

62 condução de calor não ocorre no vácuo. Essa frase, embora contenha uma negativa, está correta e concorda com a análise feita pela requerente. A afirmativa III diz A irradiação transmite calor mesmo através do vácuo. Esta frase está correta. A análise feita pela requerente concorda com o que foi exposto aqui mas chega a conclusão incorreta de que a alternativa C estaria certa. A conclusão correta deve apontar como corretas as afirmativas corretas II e III. A alternativa correta neste caso só pode ser a E. Com isso, não há motivos para alterar o gabarito da questão, nem motivos para fazer qualquer outra alteração. Recurso Indeferido

63 RECURSO Nº 41

64 Resposta: A requerente solicita alteração do gabarito, alegando que a afirmativa I é incorreta. Segundo Cunha e Cintra (2008), o ponto e vírgula, como o próprio nome indica, serve de intermediário entre o ponto e a vírgula, podendo aproximar-se ora mais daquele, ora mais desta, segundo os valores pausais e melódicos que representa no texto. No primeiro caso, equivale a uma espécie de ponto reduzido; no segundo, assemelha-se a uma vírgula alongada. Assim, tanto o ponto e vírgula quanto o ponto final indicam uma pausa. Na frase em questão, Ironia é dissimular, mas não é mentir; é falar o contrário do que se pensa, mas não é cair em contradição, tanto é possível uma pausa menor, representada pelo ponto e vírgula, quanto uma pausa maior, representada pelo ponto final. Sintaticamente, as duas possibilidades são viáveis, e a alteração do ponto e vírgula pelo ponto final não redunda em qualquer prejuízo para o sentido da frase. Ainda conforme Cunha e Cintra (2008), a imprecisão do ponto e vírgula faz que o seu emprego dependa substancialmente do contexto. Analisemos, pois, o contexto. A frase em questão na afirmativa I integra o seguinte parágrafo: Ironia é dissimular, mas não é mentir; é falar o contrário do que se pensa, mas não é cair em contradição. É poder afirmar absurdos, sem abrir mão de critérios. Na ironia, as palavras não são quem elas dizem ser.. Assim, percebe-se que a própria frase seguinte, que apresenta outra característica da ironia, é precedida por ponto final ( É poder afirmar absurdos, sem abrir mão de critérios. ). Nesse sentido, contextualmente é plenamente possível inferir que o ponto e vírgula da linha 1 pode ser substituído por ponto final. Sendo assim, a resposta da questão 36 é a alternativa E, motivo pelo qual INDEFERE-SE o recurso. Fonte: CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 5. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, Recurso Indeferido