IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES PREVISTAS PELO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA DE PORTO ALEGRE

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES PREVISTAS PELO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA DE PORTO ALEGRE"

Transcrição

1 IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES PREVISTAS PELO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA DE PORTO ALEGRE 1) INTRODUÇÃO A cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, tem aproximadamente habitantes (IBGE, 1996, citado por Menegat et al., 1998) e está situada às margens do Lago Guaíba. Assim como outras metrópoles brasileiras, Porto Alegre vem sofrendo um processo constante de aumento da urbanização. Grandes áreas, anteriormente predominantemente rurais, estão tornando-se centros residenciais, com a crescente construção de loteamentos e condomínios. Essa urbanização acelerada aumenta consideravelmente a vazão pluvial, comprometendo seriamente o sistema de drenagem estabelecido na cidade. Os alagamentos freqüentemente verificados em pontos críticos do sistema de drenagem local têm ocasionado, nos últimos anos, sérios transtornos à população, com grandes perdas materiais e até de vidas humanas. Com vistas a obter subsídios para o planejamento da drenagem urbana na cidade de Porto Alegre, foi firmado um convênio entre o Departamento de Esgotos Pluviais da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (DEP/PMPA) e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) para elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDrU). Esse trabalho já analisou três das vinte e sete bacias hidrográficas existentes no município (bacias dos arroios Moinho, Areia e Almirante Tamandaré) e atualmente está concluindo os estudos de outras três áreas (bacias dos arroios Passo das Pedras, Cavalhada e Capivara). As diretrizes de planejamento determinadas pelo PDDrU para as bacias dos arroios Moinho, Areia e Almirante Tamandaré baseiam-se, principalmente, no conceito de não ampliação da vazão de pré-ocupação (para áreas ainda não urbanizadas) e na implantação, pelo poder público, de dispositivos de controle de escoamento nas regiões cuja urbanização já está consolidada (Carmona e Cruz, 2002). No presente momento, o desafio do DEP é a efetiva implantação das medidas propostas pelo PDDrU. No futuro, os esforços serão voltados para o

2 monitoramento dos resultados concretos dessas medidas na solução dos problemas hoje existentes e para a realização de serviços de manutenção dos dispositivos implantados. 2) OBJETIVO O presente artigo tem por objetivo principal a exposição das experiências vividas pelo DEP/PMPA na implantação das medidas propostas pelo Plano Diretor de Drenagem Urbana do município de Porto Alegre, narrando as dificuldades enfrentadas e os resultados alcançados na solução dos problemas de drenagem urbana. 3) DESENVOLVIMENTO Atualmente, o DEP tem duas grandes incumbências. A primeira delas é garantir a efetiva implantação das medidas propostas pelo PDDrU para as bacias hidrográficas já estudadas. A outra é o controle do atendimento das exigências do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA), aprovado em 1999, relativas ao uso de dispositivos de controle de escoamento em todos os novos empreendimentos implantados no Município de Porto Alegre (Carmona e Cruz, 2002). 3.1) MEDIDAS PREVISTAS PELO PDDrU No caso da implantação das medidas previstas no PDDrU, a primeira grande barreira encontrada é a escassez de verbas, tendo em vista que os investimentos necessários são bastante elevados (aproximadamente R$ 2,85 milhões para a bacia do Arroio Moinho, R$ 23,35 milhões para o Arroio da Areia e R$ 29,13 para a bacia Almirante Tamandaré, em valores de dezembro/2001). Até o presente momento, já foram obtidas verbas através de agentes financiadores para a implantação de algumas das medidas previstas para as bacias dos arroios Areia e Tamandaré. Portanto, atualmente quatro dos onze reservatórios de amortecimento previstos na bacia do Arroio da Areia encontram-se em fase final de projeto executivo e já têm assegurada verba para sua implantação, através de financiamento da Caixa Econômica Federal, programa Pró-Saneamento.

3 Outro sério entrave encontrado na viabilização da implantação de grandes reservatórios de amortecimento é a controvérsia existente quanto à utilização de áreas de praças e parques públicos para a execução desses dispositivos. Essa concepção foi prevista na primeira etapa do PDDrU com o objetivo de eliminar custos com eventuais desapropriações de áreas particulares, porém a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) tem severas restrições a essa idéia e, atualmente, a situação encontra-se em um impasse. O principal argumento levantado pela SMAM contra a utilização de praças como bacias de amortecimento de cheias é a questão da presença de efluentes sanitários e de grande volume de resíduos sólidos nas canalizações pluviais. A proposta do DEP para minimizar esses problemas é a implantação de reservatórios off-line, isto é, estruturas desconectadas dos condutos pluviais principais e que receberiam água apenas no caso de extravasamento desses condutos, em grandes eventos de chuva (tempos de recorrência variáveis, dependendo do projeto). Nesse caso, a carga poluidora já estaria, em parte, reduzida, em função da diluição dos efluentes sanitários. Outra proposta elaborada é o uso de reservatórios de duas câmaras. Essa concepção prevê que uma primeira câmara amorteça cheias mais freqüentes, com períodos de retorno inferiores a 6 meses, e uma segunda câmara receba apenas o volume gerado por precipitações mais intensas. A primeira câmara poderia ser revestida em concreto, a fim de facilitar a execução de serviços de limpeza, e poderia ser utilizada também como quadra esportiva ou pista de skate. A segunda câmara seria utilizada com menor freqüência e poderia ser mantida sem revestimento, adequando-se ao projeto paisagístico da praça. Outra ponto importante levantado pela SMAM é a necessidade de compatibilização entre o projeto paisagístico da praça e a área destinada à bacia de amortecimento. A figura 1 (vide Anexo I) apresenta um reservatório de detenção com volume aproximado de m 3, implantado na Praça Júlio Andreatta. Tal obra foi concluída em 1999 e até hoje tem sido objeto de inúmeras críticas por parte da SMAM, sobretudo pelo uso excessivo de concreto. Entretanto, tem-se verificado que essa praça tem sido, de fato, bastante utilizada pela comunidade local para a prática de esportes. Uma alternativa levantada pelos técnicos da SMAM para viabilizar o uso de praças e parques é a implantação de reservatórios enterrados. Entretanto, essa idéia não é aceita pelo DEP, em função dos altos custos de execução da obra (cerca de cinco vezes superiores ao de

4 bacias a céu aberto, segundo estudos realizados pelo DEP para a bacia Almirante Tamandaré) e dos futuros problemas de manutenção, já constatados em outras cidades que fizeram uso de tal solução. Tendo em vista que seis dos onze reservatórios de amortecimento previstos pelo PDDrU para a bacia do Arroio da Areia deverão ser implantados em praças ou parques públicos, a obtenção de um consenso sobre a viabilidade do uso dessas áreas é urgente. No momento, esse assunto está sendo amplamente discutido entre os dois órgãos envolvidos e a expectativa é de que o impasse seja solucionado ainda no corrente ano. Outro problema enfrentado pelo DEP é a objeção levantada por segmentos das comunidades locais à utilização de áreas de praças e parques como reservatórios de amortecimento de cheias (em apoio à posição da SMAM). O DEP acredita que esse posicionamento da população é, em grande parte, uma função da falta de informações sobre o funcionamento dos reservatórios. Através de reuniões com representantes dos moradores da bacia do Arroio da Areia, seriamente afetados por problemas de inundações, tem-se tentado prestar os esclarecimentos necessários e, com isso, reverter essa situação. Por fim, tem-se também questões relativas à execução de serviços de manutenção específicos para reservatórios de amortecimento. Por tratar-se de uma experiência nova, o DEP ainda não dispõe de mão-de-obra suficiente e treinada e nem de equipamentos adequados para a realização de limpezas após cada evento de precipitação intensa. Com isso, há uma demora excessiva na execução desses serviços, o que tende a aumentar as objeções da SMAM e da população contra o uso das praças e parques. Com vistas a solucionar essa questão, o DEP planeja dispor de equipes de operários dedicadas exclusivamente à manutenção de bacias de amortecimento. Tais equipes seriam responsáveis pela limpeza dos dispositivos após eventos de cheia e, em tempo seco, executariam serviços de manutenção preventiva. Cabe salientar que a proposta de uso de praças e parques públicos como reservatórios de amortecimento foi concebida no PDDrU não apenas pelo fato de estarem usualmente localizados nos pontos baixos das bacias hidrográficas, mas também como forma de reduzir seus custos de implantação. Caso essa proposta não se concretize, as estruturas previstas deverão ser implantadas em outros locais, o que acrescentará aos valores anteriormente mencionados o custo de aquisição das áreas

5 Tendo em vista todos os problemas acima relatados, na segunda etapa do PDDrU está sendo analisada a possibilidade de execução das bacias de detenção tanto em áreas públicas como em glebas particulares, a fim de permitir uma comparação entre os investimentos necessários para a implantação de ambas as alternativas. 3.2) NOVOS EMPREENDIMENTOS O novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) do município de Porto Alegre, instituído em 1999, permite à municipalidade exigir, legalmente, a utilização de medidas de controle de escoamento em novos empreendimentos implantados na cidade. Essa exigência é feita através dos artigos abaixo transcritos (PMPA/SPM, 2000): Art. 97 Nas zonas identificadas como problemáticas quanto à drenagem urbana, a critério do órgão técnico competente, deverão ser construídos, nos lotes edificados, reservatórios de detenção de águas pluviais. Parágrafo único O zoneamento, as dimensões e a vazão do reservatório de águas pluviais serão definidos por decreto do Poder Executivo. Art. 135 Parágrafo 6º Os empreendimentos de parcelamento do solo, na parcela que lhes compete, deverão ter na sua concepção a permanência das condições hidrológicas originais da bacia, através de alternativas de amortecimento da vazão pluvial, respeitando as diretrizes determinadas pelo macroplano de saneamento e drenagem do Município, a ser elaborado pelo Poder Executivo. Os artigos acima citados visam, respectivamente, à implementação de medidas de controle na fonte (reservatórios nos lotes) e na microdrenagem e macrodrenagem (bacias de amortecimento em loteamentos). Atualmente, o decreto que visa regulamentar a aplicação do artigo 97 já foi elaborado (vide Anexo II) e prevê a exigência do uso de dispositivos de amortecimento em todas as novas edificações implantadas em terrenos com área superior a 600 m 2. Portanto, verificou-se que, para sua efetiva aplicação, haverá necessidade de alterações nos procedimentos de aprovação dos projetos de grande parte das novas edificações a serem implantadas no município. Com isso, deverão ser alterados diversos procedimentos internos da PMPA,

6 envolvendo vários departamentos e secretarias (além do DEP, também o Departamento Municipal de Águas e Esgotos, a Secretaria Municipal de Obras e Viação e a Secretaria Municipal de Planejamento). No caso particular do DEP, detectou-se, inclusive, uma necessidade de ampliação do quadro técnico do departamento, com vistas a agilizar os procedimentos de aprovação de projetos e a permitir uma efetiva fiscalização da execução da obras. Portanto, o citado decreto só será publicado após a análise de todas as alterações necessárias e a efetiva implementação das mesmas. Levando em consideração os fatores acima mencionados, o DEP vem tentando direcionar suas exigências para o artigo 135, parágrafo 6º, que prevê a execução de bacias de amortecimento nos novos loteamentos. O principal obstáculo à implantação desse tipo de medida de controle é, basicamente, cultural, tendo em vista que a visão tradicional da drenagem urbana é a de simplesmente repassar as inundações para áreas a jusante. Além disso, a idéia de ter uma área pública alagada, ainda que esporadicamente, nem sempre é bem aceita pelos empreendedores locais. Em alguns casos, até mesmo a economia em canalizações (gerada pela redução de diâmetros) não se torna um grande atrativo, pois, para a implantação do reservatório, alguns lotes seriam perdidos. Uma alternativa para evitar a perda de lotes é o uso da área destinada a equipamentos comunitários (mínimo de 20% da área total do empreendimento, de acordo com o PDDUA), porém essa opção nem sempre é viável, pois acarreta uma redução nas áreas destinadas à implantação de escolas e praças. Apesar das dificuldades acima relatadas, os empreendedores locais têm-se mostrado flexíveis e grande parte dos empreendimentos de parcelamento do solo aprovados no município de Porto Alegre nos últimos dois anos têm levado em conta em sua concepção a manutenção das condições hidrológicas de pré-ocupação, através de dispositivos de controle de escoamento. No momento, algumas dessas estruturas já estão em obras e, após a conclusão do empreendimento, sua operação e manutenção passará a ser de responsabilidade do DEP (o que reforça ainda mais a necessidade anteriormente comentada de criação de equipes destinadas exclusivamente à manutenção de bacias de detenção). A figura 2 (vide Anexo I) apresenta a primeira bacia de amortecimento implantada em um loteamento em Porto Alegre (Loteamento Jardim Dona Déa ), concluída em Na época, a legislação acima mencionada ainda não existia, mas, por tratar-se de um local crítico com relação a alagamentos, ocorreram negociações entre a municipalidade e o empreendedor

7 que viabilizaram a implantação do reservatório. Na figura 3, é mostrado o mesmo reservatório, porém em operação, durante um evento de cheia. Além dos casos acima descritos, a implantação de reservatórios de amortecimento também está sendo exigida de todos os demais grandes empreendimentos submetidos ao processo de Licenciamento Ambiental cujos Estudos de Impactos Ambientais/Relatórios de Impactos ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) indiquem a necessidade de tais dispositivos. Portanto, empreendimentos comerciais de grande porte também estão executando bacias de amortecimento em suas áreas. Nesse caso, o principal diferencial é que, após a conclusão das obras, a operação e manutenção dessas estruturas segue sendo de responsabilidade do proprietário, não sendo, como nas demais situações, repassada à municipalidade. Finalmente, cabe mencionar também que os profissionais projetistas de drenagem estão apresentando dificuldades na adaptação às novas metodologias de projeto, devido, principalmente, à pouca ênfase dada à Drenagem Urbana nos cursos tradicionais de Engenharia Civil. No momento, apenas alguns poucos profissionais atuantes em Porto Alegre têm apresentado projetos de reservatórios de amortecimento. Ao mesmo tempo, pode-se também perceber que uma grande maioria de técnicos, ao se deparar com as novas exigências, tem optado por contratar um colega habilitado para desenvolver o projeto, deixando assim de obter capacitação nas diferentes metodologias aplicadas. Acredita-se, entretanto, que esse quadro tende a se modificar, em função da adequação dos currículos dos cursos de graduação à nova realidade da Drenagem Urbana. 4) CONCLUSÕES Nos últimos anos, Porto Alegre vem enfrentando, assim como outras grandes metrópoles brasileiras, sérios problemas com relação a inundações urbanas. A Prefeitura Municipal, através de seu Departamento de Esgotos Pluviais, está desenvolvendo um Plano Diretor de Drenagem Urbana, com vistas a subsidiar o planejamento do sistema de drenagem pluvial do município. Atualmente, o DEP vive um momento de transição, iniciando a implementação das medidas previstas pelo PDDrU, baseadas no conceito de controle do escoamento superficial, evitando que os impactos da urbanização sejam apenas transferidos para áreas a jusante.

8 Como esse é um conceito ainda novo em nosso país, a implantação dessas medidas está enfrentando algumas dificuldades, relacionadas, sobretudo, à escassez de recursos financeiros, às dificuldades de utilização de áreas de praça e de implantação de reservatórios a céu aberto (devido à presença de efluentes cloacais e de resíduos sólidos no sistema de drenagem), a problemas de falta de equipes de manutenção, à falta de informação da população sobre o funcionamento dos reservatórios e até mesmo à falta de capacitação de profissionais da área. Como toda mudança de conceitos, a situação atualmente vivenciada em Porto Alegre exige alterações estruturais, não apenas internamente no DEP, mas também em várias outras Secretarias Municipais envolvidas, e de mentalidade, por parte de empreendedores e da população, que necessitam reconhecer a sua parcela de responsabilidade no aumento das inundações urbanas, e até mesmo por parte de técnicos atuantes na área de Drenagem Urbana. Porém, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, o DEP vem alcançando, paulatinamente, resultados bastante animadores. Atualmente, existem cinco bacias de amortecimento já implantadas e em operação na cidade, com volumes variando de a m 3. Outros três reservatórios estão em execução (dois em um loteamento particular e um em um novo shopping center) e inúmeros outros encontram-se em fase de projeto executivo (sobretudo em loteamentos). Além disso, quatro dos onze reservatórios previstos pelo PDDrU para a bacia hidrográfica do Arroio da Areia já têm verba assegurada e o início de sua execução está previsto para o corrente ano, dependendo apenas do resultado das negociações, em andamento, com a SMAM e as comunidades locais. Acredita-se que, através da elaboração do PDDrU e da efetiva implantação das medidas por ele previstas, serão alcançados resultados concretos na solução dos problemas de inundações urbanas verificados na cidade de Porto Alegre. Através da aplicação das exigências do novo PDDUA, tem-se trabalhado para evitar futuros transtornos, com base no planejamento prévio da urbanização de novas áreas.

9 5) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MENEGAT, R.; PORTO, M. L.; CARRARO, C. C.; FERNANDES, L. A. D. coordenadores (1998) Atlas Ambiental de Porto Alegre. Editora da Universidade, Porto Alegre. CARMONA, M. V. C.; CRUZ, M. A. S. (2002) Plano Diretor de Drenagem Urbana de Porto Alegre, VI Exposição de Experiências Municipais em Saneamento, 32 a Assembléia Nacional da ASSEMAE, Rio de Janeiro, RJ. PMPA/SPM (2000) PDDUA Lei Comentada. Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Secretaria do Planejamento Municipal.

10 ANEXO I Figura 1: reservatório de amortecimento da Praça Júlio Andreatta (V ~ m 3 ). Figura 2: reservatório de amortecimento do loteamento Jardim Dona Déa (V ~ m 3 ).

11 Figura 3: reservatório de amortecimento do loteamento Jardim Dona Déa em operação.

12 ANEXO II PROPOSTA DE REGULAMENTAÇÃO DOS ARTIGOS 97 E 135 DO PDDUA Decreto n º, de de de Regulamenta o controle da drenagem urbana. O Prefeito Municipal de Porto Alegre, usando de suas atribuições legais e tendo em vista os Art. 97 e Art o da Lei Complementar 434/99 e considerando que: compete ao poder público prevenir o aumento das inundações devido à impermeabilização do solo e canalização dos arroios naturais; o impacto resultante da impermeabilização produz aumento de freqüência de inundações, piora da qualidade da água e aumento do transporte de material sólido, degradando o ambiente urbano; deve ser responsabilidade de cada empreendedor a manutenção das condições prévias de inundação nos arroios da cidade, evitando-se a transferência para o restante da população do ônus da compatibilização da drenagem urbana; a preservação da capacidade de infiltração das bacias urbanas é prioridade para a conservação ambiental dos arroios e rios que compõem a macrodrenagem e dos rios receptores do escoamento da cidade de Porto Alegre. Declara que: Art. 1 o Toda ocupação que resulte em superfície impermeável, deverá possuir uma vazão máxima específica de saída para a rede pública de pluviais igual a 20,8 l/(s.ha). 1 o A vazão máxima de saída é calculada multiplicando-se a vazão específica pela área total do terreno.

13 2 o Serão consideradas áreas impermeáveis todas as superfícies que não permitam a infiltração da água para o subsolo. 3 o A água precipitada sobre o terreno não pode ser drenada diretamente para ruas, sarjetas e/ou redes de drenagem excetuando-se o previsto no 4 o deste artigo. 4 o As áreas de recuo mantidas como áreas verdes poderão ser drenadas diretamente para o sistema de drenagem. 5 o Para terrenos com área inferior a 600 m 2 e para habitações unifamiliares, a limitação de vazão referida no caput deste artigo poderá ser desconsiderada, a critério do Departamento de Esgoto Pluviais. Art. 2 o Todo parcelamento do solo deverá prever na sua implantação o limite de vazão máxima específica disposto no Art. 1 o. Art. 3 o A comprovação da manutenção das condições de pré-ocupação no lote ou no parcelamento do solo deve ser apresentada ao DEP (Departamento de Esgoto Pluviais). 1 o Para terrenos com área inferior a 100 (cem) hectares quando o controle adotado pelo empreendedor for o reservatório, o volume necessário do reservatório deve ser determinado através da equação: v = 4,25 AI onde v é o volume por unidade de área de terreno em m 3 /hectare e AI é a área impermeável do terreno em %. 2 o O volume de reservação necessário para áreas superiores a 100 (cem) hectares deve ser determinado através de estudo hidrológico específico, com precipitação de projeto com probabilidade de ocorrência de 10% em qualquer ano (Tempo de retorno = 10(dez) anos). 3 o Poderá ser reduzida a quantidade de área a ser computada no cálculo referido no 1 o se for(em) aplicada(s) a(s) seguinte(s) ação(ões):

14 Aplicação de pavimentos permeáveis (blocos vazados com preenchimento de areia ou grama, asfalto poroso, concreto poroso) reduzir em 50% a área que utiliza estes pavimentos; Desconexão das calhas de telhado para superfícies permeáveis com drenagem reduzir em 40% a área de telhado drenada; Desconexão das calhas de telhado para superfícies permeáveis sem drenagem reduzir em 80% a área de telhado drenada; aplicação de trincheiras de infiltração reduzir em 80% as áreas drenadas para as trincheiras. 4 o A aplicação das estruturas listadas no 3 o estará sujeita a autorização do DEP, após a devida avaliação das condições mínimas de infiltração do solo no local de implantação do empreendimento, a serem declaradas e comprovadas pelo interessado. 5 o As regras de dimensionamento e construção para as estruturas listadas no 3 o bem como para os reservatórios deverão ser obtidas no Manual de Drenagem Urbana do Plano Diretor de Drenagem Urbana de Porto Alegre. Art. 4 o Após a aprovação do projeto de drenagem pluvial da edificação ou do parcelamento por parte do DEP, é vedada qualquer impermeabilização adicional de superfície. Parágrafo Único: A impermeabilização poderá ser realizada se houver retenção do volume adicional gerado de acordo com a equação do Art. 3 o 1 o. Art. 5 o Os casos omissos no presente decreto deverão ser objeto de análise técnica do Departamento de Esgotos Pluviais. Art.6º Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Planejamento na Drenagem Urbana: o caso de Porto Alegre RS

Planejamento na Drenagem Urbana: o caso de Porto Alegre RS Planejamento na Drenagem Urbana: o caso de Porto Alegre RS Prefeitura Municipal de Porto Alegre - PMPA Departamento de Esgotos Pluviais - DEP Dados Gerais do Município de Porto Alegre ~1,4 milhões de habitantes

Leia mais

PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA

PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA II Seminário Estadual de Saneamento Ambiental PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA Prof. Dr. Eng. Civil Adilson Pinheiro Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental Departamento de Engenharia Civil UNIVERSIDADE

Leia mais

Curso de Gestão de Águas Pluviais

Curso de Gestão de Águas Pluviais Curso de Gestão de Águas Pluviais Capítulo 5 Prof. Carlos E. M. Tucci Prof. Dr. Carlos E. M. Tucci Ministério das Cidades 1 Cap5 Plano Diretor de Águas Pluviais A gestão das águas pluviais dentro do município

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PROJETO DE LEI Nº 051/2012

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PROJETO DE LEI Nº 051/2012 PROJETO DE LEI Nº 051/2012 Torna obrigatória a adoção de pavimentação ecológica nas áreas que menciona e dá outras providências. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Artigo 1º

Leia mais

Elementos para o controle da drenagem urbana

Elementos para o controle da drenagem urbana (*) artigo em elaboração para submeter a RBRH Elementos para o controle da drenagem urbana Carlos E. M. Tucci Instituto de Pesquisas Hidráulicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul Av. Bento Gonçalves,

Leia mais

Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil Kit de Treinamento SWITCH 1 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil O Plano Diretor de Drenagem Urbana da Cidade de Porto Alegre Assim como muitas cidades brasileiras, Porto Alegre enfrenta problemas relacionados

Leia mais

Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano

Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano PROF. DR. JOSÉ RODOLFO SCARATI MARTINS ESCOLA POLITÉCNICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO A CIDADE É O GRANDE VILÃO AMBIENTAL Grandes demandas concentradas sobre uma

Leia mais

LEI N.º 4.598/15 DE 28 DE JULHO DE 2015

LEI N.º 4.598/15 DE 28 DE JULHO DE 2015 LEI N.º 4.598/15 DE 28 DE JULHO DE 2015 Dispõe sobre condomínios por unidades autônomas e dá outras providências... TEODORA BERTA SOUILLJEE LÜTKEMEYER, PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NÃO-ME-TOQUE/RS. FAÇO SABER

Leia mais

Lei nº 10200 DE 08/01/2015

Lei nº 10200 DE 08/01/2015 Lei nº 10200 DE 08/01/2015 Norma Estadual - Maranhão Publicado no DOE em 12 jan 2015 Dispõe sobre a Política Estadual de Gestão e Manejo Integrado de Águas Urbanas e dá outras providências. O Governador

Leia mais

Curso de Gestão de Águas Pluviais

Curso de Gestão de Águas Pluviais Curso de Gestão de Águas Pluviais Capítulo 4 Prof. Carlos E. M. Tucci Prof. Dr. Carlos E. M. Tucci Ministério das Cidades 1 Capítulo 4 Gestão Integrada Conceito Marcos Mundiais, Tendência e Estágio Institucional

Leia mais

Rio Urbanos, Bacias Urbanas: Projetos Integradores outubro 2013

Rio Urbanos, Bacias Urbanas: Projetos Integradores outubro 2013 Rio Urbanos, Bacias Urbanas: Projetos Integradores outubro 2013 Segurança hídrica - Declaração Ministerial do 2o Fórum Mundial da Água, 2001 Acesso físico e econômico à água em quantidade e qualidade suficiente

Leia mais

INICIATIVAS INSPIRADORAS SANEAMENTO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA DE PORTO ALEGRE - RS

INICIATIVAS INSPIRADORAS SANEAMENTO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA DE PORTO ALEGRE - RS SANEAMENTO INICIATIVAS INSPIRADORAS PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA DE PORTO ALEGRE - RS ÍNDICE INTRODUÇÃO PERFIL DA CIDADE O PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA EIXOS DO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL BRASIL PREFEITURA DE ESTRELA Rua Julio de Castilhos, 380 Centro Estrela/RS Fone: 39811000

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL BRASIL PREFEITURA DE ESTRELA Rua Julio de Castilhos, 380 Centro Estrela/RS Fone: 39811000 PROJETO DE LEI Nº 044-02/2014 Acrescenta dispositivos à Lei Municipal nº 1.621, de 28 de dezembro de 1979, que dispõe sobre os loteamentos e dá outras providências. Art. 1º Além dos dispositivos constantes

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 (Do Sr. Geraldo Resende) Estabelece a Política Nacional de Captação, Armazenamento e Aproveitamento de Águas Pluviais e define normas gerais para sua promoção. O Congresso Nacional

Leia mais

Santo André, 26 de agosto de 2014. À Prefeitura Municipal de Santo André Conselho Municipal de Política Urbana. Ref.

Santo André, 26 de agosto de 2014. À Prefeitura Municipal de Santo André Conselho Municipal de Política Urbana. Ref. Santo André, 26 de agosto de 2014 À Prefeitura Municipal de Santo André Conselho Municipal de Política Urbana Ref.: Revisão da LUOPS O SINDUSCON-SP Sindicato da Industria da Construção Civil do Estado

Leia mais

O AGENTE DA MOBILIDADE URBANA NO SISTEMA MUNICIPAL DE DEFESA CIVIL

O AGENTE DA MOBILIDADE URBANA NO SISTEMA MUNICIPAL DE DEFESA CIVIL O AGENTE DA MOBILIDADE URBANA NO SISTEMA MUNICIPAL DE DEFESA CIVIL Autores: Carlos Aparecido de Lima - carlosaparecido@emdec.com.br José Eduardo Vasconcellos - eduardovasconcellos@emdec.com.br Carlos Roberto

Leia mais

Grupo Temático: Áreas de Proteção. Ambiental Natural. Coordenador: Walter Koch. Facilitador: Karla. Relator:Eloísa

Grupo Temático: Áreas de Proteção. Ambiental Natural. Coordenador: Walter Koch. Facilitador: Karla. Relator:Eloísa Grupo Temático: Áreas de Proteção Coordenador: Walter Koch Facilitador: Karla Ass.: Ass.: Ass.: Relator:Eloísa Porto Alegre, 06 e 07 de maio de 2006. No. Grupo Temático 58 Áreas de Proteção Rejeitado Proposta

Leia mais

PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA Manual de Drenagem Urbana

PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA Manual de Drenagem Urbana PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE DEP DEPARTAMENTO DE ESGOTOS PLUVIAIS PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA Manual de Drenagem Urbana Volume VI Instituto de Pesquisas Hidráulicas Universidade Federal do

Leia mais

Gestão Integrada de Águas Urbanas

Gestão Integrada de Águas Urbanas Gestão Integrada de Águas Urbanas Prof. Carlos E. M. Tucci Consultor do Banco Mundial São Paulo 4 a 6 de dezembro de 2012 1 Impactos Aumento da magnitude das vazões e da frequência de inundações; Aumento

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO, OBRAS, VIAÇÃO E TRANSPORTE COMISSÃO DO MEIO AMBIENTE. PROJETO DE LEI Nº 237/2012 Com o Substitutivo n o 1

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO, OBRAS, VIAÇÃO E TRANSPORTE COMISSÃO DO MEIO AMBIENTE. PROJETO DE LEI Nº 237/2012 Com o Substitutivo n o 1 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO, OBRAS, VIAÇÃO E TRANSPORTE COMISSÃO DO MEIO AMBIENTE PROJETO DE LEI Nº 237/2012 Com o Substitutivo n o 1 RELATÓRIO: De autoria do Vereador Amauri Cardoso, este projeto

Leia mais

Gestão de águas urbanas: conquistas, desafios e oportunidades

Gestão de águas urbanas: conquistas, desafios e oportunidades Associação Brasileira de Recursos Hídricos Gestão de águas urbanas: conquistas, desafios e oportunidades Vladimir Caramori CTEC/UFAL Fortaleza, novembro de 2010 Gestão das águas urbanas Tema complexo reconhecido

Leia mais

AULA 3. Aspectos Técnicos da Regularização Fundiária.

AULA 3. Aspectos Técnicos da Regularização Fundiária. Regularização Fundiária de Assentamentos Informais em Áreas Urbanas Disciplina: Regularização Fundiária e Plano Diretor Unidade 03 Professor(a): Laura Bueno e Pedro Monteiro AULA 3. Aspectos Técnicos da

Leia mais

BOA GOVERNANÇA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DAS ÁGUAS URBANAS PROGRAMA DRENURBS

BOA GOVERNANÇA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DAS ÁGUAS URBANAS PROGRAMA DRENURBS BOA GOVERNANÇA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DAS ÁGUAS URBANAS PROGRAMA DRENURBS Um programa para integrar objetivos ambientais e sociais na gestão das águas Superintendência de Desenvolvimento da Capital -

Leia mais

PREFEITURA DE PALMAS SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSUNTOS JURÍDICOS

PREFEITURA DE PALMAS SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSUNTOS JURÍDICOS LEI COMPLEMENTAR Nº 292, DE 3 DE FEVEREIRO DE 2014. Dispõe sobre a criação da Zona Especial de Interesse Social ZEIS Palmas Sul, estabelece normas para a implantação de Empreendimento Habitacional de Interesse

Leia mais

ESTUDO EXPERIMENTAL DE PAVIMENTOS PERMEÁVEIS NO CONTROLE DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL NA FONTE

ESTUDO EXPERIMENTAL DE PAVIMENTOS PERMEÁVEIS NO CONTROLE DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL NA FONTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PESQUISAS HIDRÁULICAS PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS E VIAÇÃO ESTUDO EXPERIMENTAL DE PAVIMENTOS PERMEÁVEIS NO

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE PREFEITURA MUNICIPAL DE TAPEJARA SECRETARIA DE AGRICULATURA E MEIO AMBIENTE AUDIÊNCIA PÚBLICA - ESTUDOS TÉCNICOS MACRODRENAGEM E APP S EM ÁREAS URBANA CONSOLIDADA PROPOSTA DE CONDICIONANTES E RESTRIÇÕES

Leia mais

... Completando 75 anos em 2011 hoje presente em 12 capitais brasileiras é mantida pela indústria brasileira de cimento, com o propósito de promover

... Completando 75 anos em 2011 hoje presente em 12 capitais brasileiras é mantida pela indústria brasileira de cimento, com o propósito de promover ... Completando 75 anos em 2011 hoje presente em 12 capitais brasileiras é mantida pela indústria brasileira de cimento, com o propósito de promover o desenvolvimento da construção civil. Clique para editar

Leia mais

Decreto que regulamenta o artigo 115 do Código de Obras de Guarulhos

Decreto que regulamenta o artigo 115 do Código de Obras de Guarulhos 1 Art. 115. As águas pluviais que escoam nos limites das propriedades não poderão aumentar as vazões do sistema de drenagem acima das condições naturais e as intervenções por edificações não poderão introduzir

Leia mais

Prefeito João da Costa Vice-Prefeito Milton Coelho. Secretário de Serviços Públicos José Eduardo Santos Vital

Prefeito João da Costa Vice-Prefeito Milton Coelho. Secretário de Serviços Públicos José Eduardo Santos Vital Prefeito João da Costa Vice-Prefeito Milton Coelho Secretário de Serviços Públicos José Eduardo Santos Vital Assessor Executivo Luis Roberto Wanderley de Siqueira Diretor Presidente da Empresa de Manutenção

Leia mais

P L A N O M U N I C I P A L D E S A N E A M E N T O B Á S I C O

P L A N O M U N I C I P A L D E S A N E A M E N T O B Á S I C O P L A N O M U N I C I P A L D E S A N E A M E N T O B Á S I C O V o l u m e V R E L A T Ó R I O D O S P R O G R A M A S, P R O J E T O S E A Ç Õ E S P A R A O A L C A N C E D O C E N Á R I O R E F E R

Leia mais

Medida Provisória nº 691/2015

Medida Provisória nº 691/2015 Medida Provisória nº 691/2015 Brasília, Setembro/2015 AUDIÊNCIA PÚBLICA SENADO GESTÃO DE IMÓVEIS DA UNIÃO APERFEIÇOAMENTO DO MARCO LEGAL- MP 691/2015 Alienação de terrenos em áreas urbanas consolidadas

Leia mais

OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados

OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados DEAP/SNAPU/MCIDADES Maio/2015 Contexto brasileiro Necessidade de obras públicas para requalificação e reabilitação

Leia mais

cüxyx àâüt `âç v ÑtÄ wx Tvtâû c\

cüxyx àâüt `âç v ÑtÄ wx Tvtâû c\ ATO DE SANÇÃO N.º 003/2010. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ACAUÃ, ESTADO DO PIAUÍ, no uso de suas atribuições legais, sanciona por meio do presente, o Projeto de Lei do Executivo de N.º 002/2010, Ementa: Dispõe

Leia mais

Instrução Normativa SEMARH nº 11 de 12/12/2011

Instrução Normativa SEMARH nº 11 de 12/12/2011 Instrução Normativa SEMARH nº 11 de 12/12/2011 Dispõe sobre o licenciamento dos sistemas de abastecimento de água e dos sistemas de esgotamento sanitário, no Estado de Goiás. O Secretário de Estado do

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº126, DE 18 DE ABRIL DE 2008

LEI COMPLEMENTAR Nº126, DE 18 DE ABRIL DE 2008 LEI COMPLEMENTAR Nº126, DE 18 DE ABRIL DE 2008 Acrescenta dispositivos à Lei nº 1041, 11 de julho de 1979, que regula o loteamento de terrenos urbanos no Município de Dourados, e dá outras providências

Leia mais

SISTEMA DE CONTENÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS

SISTEMA DE CONTENÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS SISTEMA DE CONTENÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS Com a crescente urbanização e expansão das cidades os problemas resultantes das chuvas tem se tornado cada vez mais frequentes e mais graves devido a diversos fatores:

Leia mais

Superintendência de Água e Esgoto Av. Hugo Alessi, 50 Industrial Araguari-MG Tel: 0800-283 3579 e-mail: sae@netsite.com.br

Superintendência de Água e Esgoto Av. Hugo Alessi, 50 Industrial Araguari-MG Tel: 0800-283 3579 e-mail: sae@netsite.com.br Lei 4.280 de 09/11/2006 Etabelece diretrizes para o lançamento de esgoto nas redes públicas do sistema de esgotamento sanitário do município de Araguari. A Câmara Municipal de Araguari, Estado de Minas

Leia mais

Instrução n. 22/2007. O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas. Considerando o Princípio do Desenvolvimento Sustentável;

Instrução n. 22/2007. O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas. Considerando o Princípio do Desenvolvimento Sustentável; Instrução n. 22/2007 Visa garantir nos imóveis, Área Livre de qualquer intervenção, permeável, passível de arborização e dá outras providências. atribuições legais, O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE,

Leia mais

Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6. Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo

Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6. Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6 Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo Justificativa: Art. 225 da Constituição Federal: SNUC: Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente

Leia mais

BANCO DE PROJETOS. A infra-estrutura dos Estados e Municípios necessita ser planejada;

BANCO DE PROJETOS. A infra-estrutura dos Estados e Municípios necessita ser planejada; BANCO DE PROJETOS É O ACERVO DE PROJETOS EXECUTADOS COM ANTERIORIDADE PARA DAR SUPORTE A UM PROGRAMA DE OBRAS, ESPECIALMENTE DE MÉDIO E LONGO PRAZO, COM VISTAS A UM EFICIENTE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE

Leia mais

18º Encontro Nacional da ANAMMA

18º Encontro Nacional da ANAMMA 18º Encontro Nacional da ANAMMA Os efeitos do PL de parcelamento do solo no meio ambiente e a gestão de APPs urbanas Cynthia Cardoso Goiânia, agosto/2008 Planejamento? Na perspectiva de planejamento qual

Leia mais

NOÇÕES GERAIS DE GERENCIAMENTO DE ÁREAS DE RISCO

NOÇÕES GERAIS DE GERENCIAMENTO DE ÁREAS DE RISCO NOÇÕES GERAIS DE GERENCIAMENTO DE ÁREAS DE RISCO PERGUNTAS BÁSICAS 1. O QUE E COMO OCORRE: Processos 2. ONDE OCORREM OS PROBLEMAS: Mapeamento 3. QUANDO OCORREM OS PROBLEMAS: Correlação, monitoramento 4.

Leia mais

As áreas verdes, a permeabilidade do solo e a recarga de aqüíferos

As áreas verdes, a permeabilidade do solo e a recarga de aqüíferos As áreas verdes, a permeabilidade do solo e a recarga de aqüíferos Gestão de Águas Pluviais na RMBH Workshop SME Nilo Nascimento Belo Horizonte, 6 de março de 2012 As áreas verdes, a permeabilidade dos

Leia mais

INDICADORES DE GESTÃO AMBIENTAL

INDICADORES DE GESTÃO AMBIENTAL 4 GESTÃO AMBIENTAL 4.1 INDICADORES DE GESTÃO AMBIENTAL As informações da publicação do IBGE Perfil dos Municípios Brasileiros, de 2008, contribuíram para a construção dos indicadores Estrutura da Gestão

Leia mais

RESIDENCIAL SANTA MONICA MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I

RESIDENCIAL SANTA MONICA MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I RESIDENCIAL SANTA MONICA MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I CONTRATO N.º ANEXO I MEMORIAL DESCRITIVO DO RESIDENCIAL SANTA MÔNICA A INFRAESTRUTURA DE IMPLANTAÇÃO DO LOTEAMENTO RESIDENCIAL SANTA MONICA OBEDECERÁ

Leia mais

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 A BACIA HIDROGRÁFICA COMO UNIDADE DE PLANEJAMENTO OCUPAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA O DESMATAMENTO DAS BACIAS OCUPAÇÃO DA BACIA

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Saneamento Básico, Diagnóstico Ambiental, Infraestrutura.

PALAVRAS-CHAVE: Saneamento Básico, Diagnóstico Ambiental, Infraestrutura. VI-039 - SANEAMENTO BÁSICO: UMA ANÁLISE ESTRUTURAL DO BAIRRO PEDRA DO LORDE EM JUAZEIRO-BA, COMO AÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL PET CONEXÕES DE SABERES - SANEAMENTO AMBIENTAL. Roberta Daniela da

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA. OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA LINHA VERDE - Setembro. 2012 -

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA. OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA LINHA VERDE - Setembro. 2012 - PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA LINHA VERDE - Setembro. 2012 - OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA - LINHA VERDE - Lei de criação : Lei Municipal n.º 13.919 de 19 de dezembro de 2011

Leia mais

OUTORGA DE DRENAGEM E FISCALIZAÇÃO COMO MECANISMOS DE GESTÃO DE ÁGUAS URBANAS

OUTORGA DE DRENAGEM E FISCALIZAÇÃO COMO MECANISMOS DE GESTÃO DE ÁGUAS URBANAS OUTORGA DE DRENAGEM E FISCALIZAÇÃO COMO MECANISMOS DE GESTÃO DE ÁGUAS URBANAS Carolinne Isabella Dias Gomes (1) Possui Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB)

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO À LEGISLAÇÃO PARA O PLANEJAMENTO DA DRENAGEM URBANA. Flávio A. de O. Alves 1 ; Costa, A. R 2.

CONTRIBUIÇÃO À LEGISLAÇÃO PARA O PLANEJAMENTO DA DRENAGEM URBANA. Flávio A. de O. Alves 1 ; Costa, A. R 2. FLÁVIO, A. O. A.; COSTA, A. R. Contribuição à Legislação para o Planejamento da Drenagem Urbana. In: CONGRESSO DE PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO DA UFG COMPEEX, 2006, Goiânia. Anais eletrônicos do XIV Seminário

Leia mais

Workshop Saneamento Básico Fiesp. Planos Municipais de Saneamento Básico O apoio técnico e financeiro da Funasa

Workshop Saneamento Básico Fiesp. Planos Municipais de Saneamento Básico O apoio técnico e financeiro da Funasa Workshop Saneamento Básico Fiesp Planos Municipais de Saneamento Básico O apoio técnico e financeiro da Funasa Presidente da Funasa Henrique Pires São Paulo, 28 de outubro de 2015 Fundação Nacional de

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO GUARUJÁ 2013 REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA CAPÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO Artigo 1º - O Estágio

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU

PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU P.32818/99 LEI Nº 4553, DE 08 DE JUNHO DE 2000 Dispõe sobre Perfuração de Poços para Captação de Águas Subterrâneas no Município de Bauru e dá outras providências. NILSON COSTA, Prefeito Municipal de Bauru,

Leia mais

Introdução. Porto Alegre Bacia do Arroio Areia

Introdução. Porto Alegre Bacia do Arroio Areia Manejo integrado de bacias urbanas e planos diretores de drenagem urbana: Porto Alegre e Caxias do Sul - RS - Brasil Adolfo O. N. Villanueva, Ruth Tassi e Daniel G. Allasia Instituto de Pesquisas Hidráulicas

Leia mais

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense 1. DISCRIMINAÇÃO DO PROJETO Título do Projeto Educação de Qualidade: direito de todo maranhense Início Janeiro de 2015 Período de Execução Término

Leia mais

CATEGORIA PROJETOS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS

CATEGORIA PROJETOS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS CATEGORIA PROJETOS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS SISTEMA DE RESERVATÓRIO DE DETENÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS SOB PISO ELEVADO INTEGRADO A RESERVATÓRIO DE IRRIGAÇÃO ASCENSIONAL 01 APRESENTAÇÃO MELNICK EVEN DA EMPRESA

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL E POLÍTICA URBANA

SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL E POLÍTICA URBANA SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL E POLÍTICA URBANA ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE PARCELAMENTO DO SOLO LOTEAMENTOS E DESMEMBRAMENTOS 04 vias do processo contendo na capa o número

Leia mais

VEREADOR MARIO NADAF - PARTIDO VERDE - PV PROJETO DE LEI

VEREADOR MARIO NADAF - PARTIDO VERDE - PV PROJETO DE LEI PROJETO DE LEI "INSTITUI O PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRAÇAS, CANTEIROS, JARDINS, PARQUES, LOGRADOUROS E ÁREAS VERDES PÚBLICOS, ESTABELECENDO SEUS OBJETIVOS, LIMITAÇÕES DAS RESPONSABILIDADES E DOS BENEFÍCIOS

Leia mais

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 8.267 Dispõe sobre o licenciamento ambiental no Município de Porto Alegre, cria a Taxa de Licenciamento Ambiental e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a

Leia mais

VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO

VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO ASSEMAE VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO Título do trabalho O SEMASA E O TRATAMENTO DE ESGOTO NA CIDADE DE SANTO ANDRÉ Nome do Autor ISABEL CRISTINA ALEIXO DIAS CURRÍCULO DO AUTOR

Leia mais

ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL SANTA CLARA

ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL SANTA CLARA ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL SANTA CLARA ARAUCÁRIA, 08 DE MARÇO DE 2013 PARCERIAS SOMA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ME FÓRMULA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA URBENGE

Leia mais

Considerando a necessidade de conferir maior agilidade na implantação das obras de saneamento básico, visando a melhoria da qualidade de vida;

Considerando a necessidade de conferir maior agilidade na implantação das obras de saneamento básico, visando a melhoria da qualidade de vida; 1 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02/2010 Dispõe sobre licenciamento de sistemas de abastecimento de água e sistemas esgotamento sanitário, no Estado de Goiás. O Secretário da Secretaria do Meio Ambiente e dos

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA RESOLUÇÃO COEMA N 116, DE 03 DE JULHO DE 2014. Dispõe sobre as atividades de impacto ambiental

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

DECRETO Nº. 8.699, DE 14 DE ABRIL DE 2009. A PREFEITA MUNICIPAL DO NATAL, no uso de suas atribuições legais e,

DECRETO Nº. 8.699, DE 14 DE ABRIL DE 2009. A PREFEITA MUNICIPAL DO NATAL, no uso de suas atribuições legais e, DECRETO Nº. 8.699, DE 14 DE ABRIL DE 2009. Regulamenta a Lei nº. 5.915 de 07 de abril de 2009, que estabelece parceria para adoção de Áreas Verdes Públicas, no Município de Natal. A PREFEITA MUNICIPAL

Leia mais

Falta de água e excesso de água

Falta de água e excesso de água Falta de água e excesso de água Quando era aluno na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o professor doutor José Meiches era Secretário de Obras Públicas do Estado de São Paulo em seu primeiro

Leia mais

5.4. Programa de Comunicação Social. Revisão 00 NOV/2013. PCH Dores de Guanhães Plano de Controle Ambiental - PCA PROGRAMAS AMBIENTAIS

5.4. Programa de Comunicação Social. Revisão 00 NOV/2013. PCH Dores de Guanhães Plano de Controle Ambiental - PCA PROGRAMAS AMBIENTAIS PCH Dores de Guanhães Plano de Controle Ambiental - PCA PROGRAMAS AMBIENTAIS 5.4 Programa de Comunicação Social Revisão 00 NOV/2013 Coordenador da Equipe Carlos Eduardo Alencar Carvalho CRBio 37538/4-D

Leia mais

Sistema Integrado de Municipalização do Licenciamento Ambiental

Sistema Integrado de Municipalização do Licenciamento Ambiental Sistema Integrado de Municipalização do Licenciamento Ambiental Documento Interno Texto base: Leoni Fuerst Preocupações referentes às questões relativas ao meio ambiente e a ecologia vêm se tornando crescentes

Leia mais

INUNDAÇÕES NO BRASIL

INUNDAÇÕES NO BRASIL INUNDAÇÕES NO BRASIL Dr. Adilson Pinheiro CEOPS Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí Universidade Regional de Blumenau CEOPS Bacia do Rio Itajaí ENCHENTE Processos

Leia mais

As Interfaces entre os Processos de Licenciamento Ambiental e de Outorga pelo Uso da Água. Campo Grande - MS

As Interfaces entre os Processos de Licenciamento Ambiental e de Outorga pelo Uso da Água. Campo Grande - MS As Interfaces entre os Processos de Licenciamento Ambiental e de Outorga pelo Uso da Água Maria de Fátima Chagas 23 de novembro de 2009 23 de novembro de 2009 Campo Grande - MS A Água e Meio Ambiente -

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE LEI N. 1.099, DE 1º DE DEZEMBRO DE 1993 "Dispõe sobre a constituição do Conselho Estadual do Bem-Estar Social e a criação do Fundo Estadual a ele vinculado e dá outras providências." O GOVERNADOR DO ESTADO

Leia mais

Lei Municipal N.º 1414

Lei Municipal N.º 1414 Câmara Municipal de Volta Redonda Estado do Rio de Janeiro Lei Municipal N.º 1414 Art. 126 - Para que seja concedido habite-se parcial ou total é necessário o registro prévio de declaração do autor do

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GOTARDO CNPJ: 18.602.037/0001-55 Insc. Est. Isento São Gotardo Minas Gerais

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GOTARDO CNPJ: 18.602.037/0001-55 Insc. Est. Isento São Gotardo Minas Gerais LEI Nº. 1.945, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2012. INSTITUI O PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRAÇAS PÚBLICAS E DE ESPORTES E ÁREA VERDES - PAPPE, ESTABELECE SEUS OBJETIVOS E PROCESSOS, SUAS ESPÉCIES E LIMITAÇÕES DAS RESPONSABILIDADES

Leia mais

LEI Nº. 715/2015, DE 30 DE ABRIL DE 2015

LEI Nº. 715/2015, DE 30 DE ABRIL DE 2015 LEI Nº. 715/2015, DE 30 DE ABRIL DE 2015 Regulariza áreas públicas municipais ocupadas para fins de moradia e estabelece diretrizes para concessão de outorga para uso especial e dá outras providências.

Leia mais

http://devel.americana.sp.gov.br/americanav5/legislacao/lei_3115.html

http://devel.americana.sp.gov.br/americanav5/legislacao/lei_3115.html Page 1 of 5 LEI Nº 3.115, DE 05 DE DEZEMBRO DE 1997. Alterada pelas Leis nº 3.279, de 17/03/1999 e nº 3.611, de 26/12/2001 (Observar a Lei nº 3.502, de 26/12/2000 - Conversão dos valores expressos em unidades

Leia mais

Pavimentos permeáveis: uma alternativa sustentável para redução de riscos de inundação. Mariana Marchioni

Pavimentos permeáveis: uma alternativa sustentável para redução de riscos de inundação. Mariana Marchioni Pavimentos permeáveis: uma alternativa sustentável para redução de riscos de inundação Mariana Marchioni Como interferimos no ciclo natural? Cobertura Vegetal: 95% Área Rural: 70% Área residencial: 30%

Leia mais

Plano de Saneamento Básico

Plano de Saneamento Básico Plano de Saneamento Básico Marcelo de Paula Neves Lelis Rio de Janeiro, 09/06/2011 Saneamento Básico A Lei 11.445/07, em seu Art. 3 º, define Saneamento Básico como sendo o conjunto de serviços, infra-estruturas

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL: INSTRUMENTOS UTILIZADOS PELA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE VIANA ES

GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL: INSTRUMENTOS UTILIZADOS PELA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE VIANA ES I CONGRESSO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL: INSTRUMENTOS UTILIZADOS PELA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE VIANA ES Karla Casagrande Lorencini Bacharel em Ciências

Leia mais

TÍTULO: VISTORIAS TÉCNICAS DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAS SANITÁRIAS

TÍTULO: VISTORIAS TÉCNICAS DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAS SANITÁRIAS TÍTULO: VISTORIAS TÉCNICAS DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAS SANITÁRIAS Autores: Rita de Cássia Junqueira: Cargo atual: Tecnóloga Sanitarista Formação: Tecnologia Sanitária Universidade de Campinas -

Leia mais

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 118 DOE de 24/06/06. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 118 DOE de 24/06/06. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO Diário Oficial Estado de São Paulo Poder Executivo Seção I Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 118 DOE de 24/06/06 Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO Resolução

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATÁ Secretaria de Planejamento e Orçamento Secretaria Executiva de Planejamento Urbano

PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATÁ Secretaria de Planejamento e Orçamento Secretaria Executiva de Planejamento Urbano PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATÁ Secretaria de Planejamento e Orçamento Secretaria Executiva de Planejamento Urbano 2014 CONCEITOS GERAIS DOS SERVIÇOS E Lei nº 3401/06 ( Plano Diretor), Lei nº 3420/07 (Código

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO AMBIENTAL Conteúdo Programático 1) Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: Conceitos Básicos (12 h) - Principais questões ambientais no Brasil e no mundo. - Conceitos

Leia mais

Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT

Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT Setembro/2013 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO 1. O que são unidades de conservação (UC)?

Leia mais

1. Título do Empreendimento Apoio aos Municípios da UGRHI-11 para Planos Preventivos de Defesa Civil Fase II

1. Título do Empreendimento Apoio aos Municípios da UGRHI-11 para Planos Preventivos de Defesa Civil Fase II 1. Título do Empreendimento Apoio aos Municípios da UGRHI-11 para Planos Preventivos de Defesa Civil Fase II 2. Localização geográfica Toda a área da UGRHI-11 - Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape

Leia mais

O que é saneamento básico?

O que é saneamento básico? O que é saneamento básico? Primeiramente, começaremos entendendo o real significado de saneamento. A palavra saneamento deriva do verbo sanear, que significa higienizar, limpar e tornar habitável. Portanto,

Leia mais

RESERVATÓRIOS DE DETENÇÃO HIDRICA: SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS DE DRENAGEM URBANA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB

RESERVATÓRIOS DE DETENÇÃO HIDRICA: SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS DE DRENAGEM URBANA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB RESERVATÓRIOS DE DETENÇÃO HIDRICA: SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS DE DRENAGEM URBANA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB Yuri Tomaz Neves 1 ; Laércio Leal dos Santos 2 ; Jonathan Nóbrega Gomes 3 ; Bruno Menezes

Leia mais

A lei de incentivos fiscais de Campinas

A lei de incentivos fiscais de Campinas A lei de incentivos fiscais de Campinas Lei 12.802/06 com as alterações formuladas na Lei 12.653/06: A Câmara Municipal aprovou e eu, Prefeito do Município de Campinas, sanciono e promulgo a seguinte lei:

Leia mais

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal. Capítulo Controle de Enchentes e Inundações 10 1. DEFINIÇÃO Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Leia mais

Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem

Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem 1) COMO FUNCIONA? O PROBLEMA OU SITUAÇÃO ANTERIOR Anteriormente, todos os resíduos recicláveis ou não (com exceção do papelão), ou seja, papel, plásticos, vidros,

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE URUAÇU ESTADO DE GOIÁS PODER EXECUTIVO SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO CNPJ 01.219.807/0001-82

PREFEITURA MUNICIPAL DE URUAÇU ESTADO DE GOIÁS PODER EXECUTIVO SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO CNPJ 01.219.807/0001-82 Lei n.º 1.482/2009 Uruaçu-Go., 31 de agosto de 2009. Dispõe sobre a criação da Secretaria Municipal de Transporte e Serviços Urbanos altera a lei 1.313/2005 e dá outras O PREFEITO MUNICIPAL DE URUAÇU,

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 408, DE 2012

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 408, DE 2012 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 408, DE 2012 Altera a Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências, para alargar a faixa não

Leia mais

Notas: Aprovada pela Deliberação Ceca nº 868, de 08 de maio de 1986. Publicada no DOERJ de 19 de maio de 1986

Notas: Aprovada pela Deliberação Ceca nº 868, de 08 de maio de 1986. Publicada no DOERJ de 19 de maio de 1986 IT-1815.R-5 - INSTRUÇÃO TÉCNICA PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS MULTIFAMILIARES (PERMANENTES E TRANSITÓRIAS), GRUPAMENTOS DE EDIFICAÇÕES E CLUBES. Notas: Aprovada pela Deliberação

Leia mais

DECRETO Nº 47.696, DE 07 DE MARÇO DE 2003(*) GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais.

DECRETO Nº 47.696, DE 07 DE MARÇO DE 2003(*) GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais. DECRETO Nº 47.696, DE 07 DE MARÇO DE 2003(*) Regulamenta o artigo 37-A da Lei nº 1.172, de 17 de novembro de 1976, acrescido pela Lei nº 11.216, de 22 de julho de 2002, que delimita as áreas de proteção

Leia mais

PREFEITURA DE SÃO LUIS SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E HABITAÇÃO SEMURH

PREFEITURA DE SÃO LUIS SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E HABITAÇÃO SEMURH Projeto de Lei nº, de de de Institui o primeiro plano municipal de incentivo à construção civil, e dá outras providências. O PREFEITO DE SÃO LUÍS, Capital do Estado do Maranhão Faço saber a todos os seus

Leia mais

Gestão Integrada de Águas Urbanas

Gestão Integrada de Águas Urbanas Recursos Hídricos na Região Sudeste: Segurança Hídrica, Riscos, Impactos e Soluções São Paulo, 20-21 de novembro de 2014 Gestão Integrada de Águas Urbanas Prof. Carlos E. M. Tucci Rhama Consultoria Ambiental

Leia mais

Concepção de instalações para o abastecimento de água

Concepção de instalações para o abastecimento de água Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Concepção de instalações para o abastecimento de água Prof. Aníbal da Fonseca Santiago Universidade

Leia mais

LEI 1620 DE 23.10.1997 Define disposições relativas à aprovação de edificações residenciais unifamiliares

LEI 1620 DE 23.10.1997 Define disposições relativas à aprovação de edificações residenciais unifamiliares LEI 1620 DE 23.10.1997 Define disposições relativas à aprovação de edificações residenciais unifamiliares Lei 1620/1997 - Secretaria de Urbanismo e Controle Urbano - www.urbanismo.niteroi.rj.gov.br 0 Lei

Leia mais

O Prefeito Municipal de Teresina, Estado do Piauí

O Prefeito Municipal de Teresina, Estado do Piauí Lei Nº 4632 de 26/09/2014 Dispõe sobre a adoção de Áreas Verdes Públicas, no Município de Teresina, e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Teresina, Estado do Piauí Faço saber que a Câmara Municipal

Leia mais

CAF: Um banco de desenvolvimento ao serviço da água na América Latina

CAF: Um banco de desenvolvimento ao serviço da água na América Latina CAF: Um banco de desenvolvimento ao serviço da água na América Latina Apoio financeiro e técnico no setor água O CAF apoia os esforços que os países da região realizam para garantir que toda a população

Leia mais

DECRETO Nº 37426 DE 11 DE JULHO DE 2013. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e

DECRETO Nº 37426 DE 11 DE JULHO DE 2013. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e DECRETO Nº 37426 DE 11 DE JULHO DE 2013 Regulamenta a aplicação da Lei Complementar nº 126/13 e da Lei nº 6400/13, que instituem, por AUTOVISTORIA, a obrigatoriedade de realização de vistorias técnicas

Leia mais