Regulamentação de REDD+ na RD. CONGO. V.V. dia Massamba Director Jurídico Ministério do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Tourismo, RD Cngo

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1 Regulamentação de REDD+ na RD. CONGO V.V. dia Massamba Director Jurídico Ministério do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Tourismo, RD Cngo

2 Organização da apresentação 0. Introdução 1. Decreto n 09/40 de 26 /11/2009 sobre a criação, composição e organização da estrutura de implementação do processo REDD+ 2. Arrêté ministerial n 004/012 de 15 fevereiro Controvérsia

3 0. Introdução 0.1. Composição A regulamentação da REDD+ na RD Congo se encontra ainda em um estágio experimental e não foi ainda legislada pelo Poder Legislativo, através de uma lei. Atualmente, a regulamentação relativa ao processo REDD+ envolve dois textos pincipais: 1. O Decreto n 09/40 de 26 /11/2009 sobre criação, composição e organização da estrutura de implementação do processo REDD+; 2. O arrêté ministerial n 004/012 de 15/02/2012 determinando a procedura de autorização de projetos REDD+, com vários anexos, dos quais os mais importantes são: i. O contrato de parceria para a valorização dos serviços ambientais associados a um projeto REDD+ e; ii. O manual de procedimentos para a autorização.

4 0. Introdução 0.2. Fundamento Legal Enquanto que conjunto de atos do Poder Executivo, a regulamentação REDD+ na RD Congo encontra seu findamento nos: (i) Convenção Quadro das Nações sobre Mudanças Climáticas, da qual a RDC é membro; (ii) A Constituição, artigos 9 e 53; (iii) As Leis: (iv) Les lois : N 011/2002 de 29 agosto 2002 sobre o Código Florestal: particularmente os artigos 7 a 9 e 87 a 95; N 11/009 de 09 abril 2011 sobre os princípios fundamentais relativos à proteção do meio ambiente.

5 1. Décret n 09/40 de 26 /11/2009 Esse Decreto tem por objeto principal a institucionalização do processo REDD. Ele fixa a composição da estrutura, sua organização e funcionamento. Os órgão seguintes são criados: - O Comité nacional, - O Comité inter-ministerial - A Coordenação nacional.

6 1. Decreto n 09/40 de 26 /11/ Comité nacional Le comité national tem como missão: Definir as orientações e diretivas do processo REDD e decidir sobre as ações a implementar; Aprovar o plano de trabalho do Comité Inter-Ministerial e da Coordenação Garantir o monitoramento e controle de implementação do processo REDD+; Implementar um Fundo Nacional e fixar as modalidades de gestão e de redistribuição dos recursos provenientes do processo REDD.

7 1. Décret n 09/40 de 26 /11/ Comité nacional Composto de 14 membros entre os stakeholders: Presidencia, Gabiente do Primeiro Ministro, Ministério do Meio Ambiente, Interior e Decentralização, Agricultura,, comunidades locais dependentes das florestas, ONGs ambientais, ONGs de pesquisa, outras instituições públicas (INERA, ICCN). O Comité determina seu regulamento interior.

8 1. Décret n 09/40 de 26 /11/ Comité inter-ministerial Responsável por Planificar a implementação das decisões do Comité Nacional e dar a responsabilidade da execução às estruturas competentes do estado; Identificar e mobilisar os técnicos nacionais e internacionais frente aos problemas encontrados em campo na implementação do processo REDD; Sob a direção do Ministério do Meio Am biente, ele é composto de delegados dos ministérios responsável pela ocupação ou exploração dos espaços (Ambiente, Agriculture, Terra, Urbanismo e habitat, Desenvolvimento Rural, Finanças, Minas) O Comité Inter-Ministerial pode pontualmente recorrer a todo outro Ministério, Serviço Público ou organizanismo que possa assistir no exercício de seu mandato.

9 1. Décret n 09/40 de 26 /11/ Coordenação Nacional Na essência, esse órgão é responsável pela gestão diária da implementação da REDD, e Secretário dos dois Comités, além de garantir a coordenação do processo com outras iniciativas governamentais na área florestal e com as as atividades de outros países (COMIFAC). Ela é composta de um equipe, incluindo um Coordenador Nacional, um Conselheiro Técnico Principal, um Assitente em Informação, Educação e Comunicação, e de assitentes administrativos e financeiros. Ella pode lança mãe cde consultores nacionais e estrangeiros. Sua supervisão cabe ao Secretário Geral do Ministério do Meio Ambiente, ao lado do Diretor de Desenvolvimento Sustentável, Ponto Focal do processo REDD.

10 2. Arrêté n 004/012 de 15 fevereiro O objeto principal do texto conste à determinar o procedimento de autorização anterior e obrigatório a todo projeto visando a valorisar, no mercado de carbono e compradores institucionais, as réduções de emissão (de gas de efeito estufa) ligadas à desflorestação e à degradação florestal ou gestão sustentável dos estoques de carbono, e/ou crescimento dos estoques de carbono (REDD+) Primeiro Artigo O procedimento de autorização está aberto a toda pessoa jurídica de direito público ou privado que cumpre as condições e critérios previsos no Arrêté, includingo: i) apresentação de certificado de condições mínimas (recevabilité), ii) prova de capacidades técnica e financeiras; iii) informação das comunidades locais ou povos indígenas concernidos pelo projeto; iv) identificação dos impactos possíveis do projeto sobre a conservação das florestas naturais e meio ambiente;

11 2. Arrêté n 004/012 de 15 fevereiro O procedimento tem três composantes: Incrição em um registro do projeto e das atividades relativas a esse; Aprovação do projeto em função do respeito das condições e critérios (mencionados anteriormente); Validação externa do projeto podendo acontecer pelo menos 4 anos após a assinatura do contrato de valorização de serviços ambientais

12 2. Arrêté n 004/012 de 15 fevereiro O arrêté tem 5 anexos : 1) Manual de Procedimentos, 2) Comprometimento ao respeito das garantias socais e ambientais; 3) Taxas administrativas; 4) Modelo de contrato de parceria para a valorização dos serviços ambientais associados ao projeto REDD+; 5) Lista dos standadres carbono e socio-ambientais reconhecidos pela RD Congo A seguir uma análise dos anexos 1 e 4.

13 2. Arrêté n 004/012 de 15 fevereiro 2012 Manual de Procedimentos Documento de 50 páginas sobre as formalidades a respeitar pelo proponente de um projeto. Quatro grande etaps do processo de autorização. i. Inscrição do proponente e seu projeto (25 dias); ii. iii. iv. Aprovação do projeto (40 dias ao máx.) Validação do projeto de acordo com um standard carbono e socio-ambiental aprovado pela RD Congo; Etapa de controles.

14 2. Arrêté n 004/012 de 15 fevereiro 2012 Contrato Define direitos e obrigações das partes (Estado e proponente do projeto) na elaboração, financiamento e implementação do projeto; Esse contrato e as convenções concluídas com as comunidades locais fazem parte do documento descriptivo do projeto; Ele tem um validade de pelo menos 20 anos e pode ser renovado; Ele pode ser cancelado por motivos como: -> O não pagamento de taxas e impostos ao Estado; -> Erros na elaboração do documento descriptivo do projeto; -> todo ato ou tentativa de coorupção, roubo ou violação devidamente constatada, etc.

15 3. Controvérsia A assinatura do arrêté n 004/012 de 15 février 2012 e sua publicação foram objetos de grande controvérsia entre a Coordenação Nacional e os representantes da sociedade civil. Essas formaluram reclamações quanto à forma e o conteúdo desse texto. Em resumo: o Consulta insuficiente da sociedade civil, o que é contrário à legislação em vigor; o Caracter não pertinente do contrato de valorização dos serviços ambientais, comparativamente aos contratos de concessão que derivam sua existência da lei e não de um regulamento; o Exclusão das comunidades locais e do Estado devido à condição de que o proponte de projeto seja pessoa jurídica; o Disposição não clara quanto à possibilidade de ONGs de serem considerados proponentes de projetos REDD+.

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