COOPERATIVAS DE TRABALHO

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1 I ENCONTRO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO Painel: O desenvolvimento das cooperativas de trabalho e a legislação - Lições para as Américas Palestra: A experiência recente no processo de implantação da nova lei /12 no Brasil Guarujá/Brasil, 08/09/2013 PROF. MS. ADM. GERALDO MAGELA DA SILVA REPRESENTANTE NACIONAL DO RAMO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO DA OCB VICE PRESIDENTE DO CICOPA MERCOSUL

2 CONTEXTUALIZAÇÃO EM 1938 SURGE A PRIMEIRA COOPERATIVA NO PORTO DE SANTOS/SP, MÁS É A PARTIR DE 1960 QUE O SEGMENTO INICIA SEU PROCESSO DE EXPANSÃO NO PAÍS; DE 1990 A 2002 OCORRE FORTE EXPANSÃO EM DECORRÊNCIA DA CRISE ECONÔMICA E ALTO ÍNDICE DE DESEMPREGO; A PARTIR DE 2002 O MPT MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO E O MINISTÉRIO DO TRABALHO INTENSIFICAM AÇÕES PARA COIBIR A ATUAÇÃO DE PSEUDOCOOPERATIVAS, MÁS TAIS AÇÕES ATINGEM TAMBÉM AS AUTÊNTICAS, CAUSANDO PROFUNDA INSEGURANÇA JURÍDICA NO MERCADO; ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO INICIAM AMPLA DISCUSSÃO OBJETIVANDO FORTALECER E DISSEMINAR CONCEITOS E PRÁTICAS LEGÍTIMAS E SUSTENTÁVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO DO COOPERATIVISMO DE TRABALHO; A OCB EM 2004 INSTITUI OS CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAÇÃO DA COOPERATIVA DE TRABALHO GERANDO UM ESCOPO NORMATIVO PARA ORIENTAR E DELIMITAR AS CARACTERÍSTICAS QUE TODA COOPERATIVA DESSE RAMO DEVERIA APRESENTAR; EM 2004 INICIA-SE A TRAMITAÇÃO DE PROJETOS DE LEI DE REGULAMENTAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL; EM 2006 O GOVERNO FEDERAL ENVIA SEU PROJETO DE LEI. INICIA-SE UM LONGO PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO POLÍTICA PARA APROVÁ-LO.

3 Lei 12690/12 APROVADO PELO CONGRESSO NACIONAL EM 26/06/2012 O PL 4622/2004 CONVERTE- SE NA LEI 12690/12 SANCIONADA PELA PRESIDENTE DILMA ROUSEFF EM 19/07/2012; DISCIPLINA A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DAS COOPERATIVAS DE TRABALHO BUSCANDO A SUPERAÇÃO DOS DESAFIOS IMPOSTOS PELA INCORRETA COMPREENSÃO DOS PRINCÍPIOS E VALORES DO COOPERATIVISMO; ESTABELE UMA RELAÇÃO DE TRABALHO E RENDA DECENTE E SUSTENTÁVEL APRESENTANDO, ENTRE OUTROS TANTOS BENEFÍCIOS, A GARANTIA DE ALGUNS DOS DIREITOS SOCIAIS DO TRABALHADOR JÁ PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988; VALORIZA AS COOPERATIVAS LEGITIMAMENTE CRIADAS POR INICIATIVA DOS PRÓPRIOS TRABALHADORES E COMBATE O PRÉ-CONCEITO DE QUE COOPERATIVISMO DE TRABALHO É SINÔNIMO DE PRECARIZAÇÃO E DE MÃO DE OBRA BARATA; POSSIBILITA UMA MAIOR SEGURANÇA JURÍDICA, PERMITINDO O ACESSO A TODOS OS MERCADOS, INCLUSIVE NO CAMPO DA TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS E PRIVADOS.

4 PRINCIPAIS MUDANÇAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES E INOVAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI N.º /2012: REDUÇÃO DO NÚMERO MÍNIMO DE SÓCIOS PARA CONSTITUIÇÃO DE UMA COOPERATIVA DE TRABALHO, DA PREVISÃO ANTERIOR DE 20 PARA APENAS SETE SÓCIOS; INSTITUIÇÃO DE DIREITOS MÍNIMOS DOS SÓCIOS, TAIS COMO: RETIRADAS NÃO INFERIORES AO PISO DA CATEGORIA PROFISSIONAL OU AO SALÁRIO MÍNIMO; DURAÇÃO DO TRABALHO DE OITO HORAS POR DIA, RESSALVADAS ESCALAS E PLANTÕES, QUE PODERÃO SER COMPENSADAS; REPOUSO SEMANAL E ANUAL REMUNERADOS; REMUNERAÇÃO DO TRABALHO NOTURNO SUPERIOR AO DIURNO; ADICIONAL PARA ATIVIDADES INSALUBRES OU PERIGOSAS; SEGURO ACIDENTE DE TRABALHO; OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA DAS NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO EM VIGOR, DENTRE OUTROS;

5 PRINCIPAIS MUDANÇAS ELEIÇÃO DE UMA COORDENAÇÃO, COM MANDATO DE UM ANO, PARA AS COOPERATIVAS DE TRABALHO DE SERVIÇOS, CUJOS SOCIOS REALIZEM SUAS ATIVIDADES FORA DO ESTABELECIMENTO DA COOPERATIVA; UTILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DA EXPRESSÃO COOPERATIVA DE TRABALHO NO NOME DA COOPERATIVA; OBRIGATORIEDADE DE REALIZAR AO MENOS UMA ASSEMBLEIA GERAL ESPECIAL ANUAL, SEM EXCLUSÃO DAS JÁ PREVISTAS NA LEI N.º 5.764/1971 (ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA), PARA TRATAR DE ASSUNTOS ESPECÍFICOS TAIS COMO: DISCIPLINA, DIREITOS E DEVERES DOS SÓCIOS, DENTRE OUTROS; FORMA ESPECÍFICA DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIAS GERAIS, CONTEMPLANDO A POSSIBILIDADE DE NOTIFICAÇÃO PESSOAL, POSTAL E POR EDITAL, DEPENDENDO DO CASO; POSSIBILIDADE DAS COOPERATIVAS COM MENOS DE 19 SÓCIOS ESTABELECEREM COMPOSIÇÃO DIFERENCIADA DOS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL, RESPEITANDO, ENTRETANTO, UM NÚMERO MÍNIMO DE TRÊS CONSELHEIROS FISCAIS; PRAZO DE 12 MESES PARA AS COOPERATIVAS ADEQUAREM SEUS ESTATUTOS SOCIAIS ÀS NOVAS DISPOSIÇÕES LEGAIS, SEM A IMPOSIÇÃO DE SANÇÕES LEGAIS NESTE PERÍODO.

6 CONTEXTO ATUAL APÓS UM ANO DE SUA VIGÊNCIA A LEI AINDA NÃO FOI REGULAMENTADA PELO GOVERNO FEDERAL, OCASIONANDO RELATIVA INSEGURANÇA A CERCA DE ALGUNS DE SEUS DISPOSITIVOS; EXISTÊNCIA DE UM SIGNIFICATIVO PRE-CONCEITO E INCOMPREENSÃO A CERCA DA IMPORTÂNCIA E VALIDADE DO COOPERATIVISMO DE TRABALHO POR PARTE DE AUTORIDADES PÚBLICAS DE TODOS OS PODERES, BEM COMO DO MEIO ACADÊMICO E EMPRESARIAL. A LEI AINDA CARECE DE UMA MAIOR E MELHOR DIVULGAÇÃO JUNTO À COMUNIDADE COOPERATIVISTA, AOS ÓRGÃOS DOS GOVERNOS (FEDERAL, ESTADUAIS E MUNICIPAIS), AO EMPRESARIADO E À POPULAÇÃO EM GERAL;

7 PRINCIPAIS DESAFIOS FORTALECER O SEGMENTO PARA UMA ATUAÇÃO POLÍTICA MAIS DETERMINADA, INSERINDO-O NA AGENDA ESTRATÉGICA DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS COMO INSTRUMENTO CAPAZ DE GERAR OPORTUNIDADES DE TRABALHO E RENDA PARA A CLASSE TRABALHADORA, PRINCIPALMENTE PARA OS JOVENS, AS MULHERES E OS IDOSOS. ANULAR ATOS NORMATIVOS AINDA VIGENTES EM ÂMBITO GOVERNAMENTAL E QUE DIFICULTAM OU MESMO IMPEDEM A PARTICIPAÇÃO DAS COOPERATIVAS EM LICITAÇÕES PÚBLICAS, O QUE CONTRARIA A PRÓPRIA LEI 12690/12; CAPACITAR AS COOPERATIVAS PARA QUEELASPOSSAMADQUIRIR COMPETÊNCIAS DE GESTÃO DE MODO A RESPEITAR OS DISPOSITIVOS LEGAIS E SE MANTER COMPETITIVAS E SUSTENTÁVEIS; CAPTAR RECURSOS EM CONDIÇÕES DIFERENCIADAS PARA O FINANCIAMENTO DAS CAPTAR RECURSOS EM CONDIÇÕES DIFERENCIADAS PARA O FINANCIAMENTO DAS ATIVIDADES DAS COOPERATIVAS.

8 PLANO DE AÇÃO - OCB PROMOVER EVENTOS SOBRE A NOVA LEI JUNTO AO TST TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO E JUNTO ÀS ENTIDADES DE CLASSES EMPRESARIAIS; ESTRUTURAR O RAMO TRABALHO ESTABELECENDO INTERCOOPERAÇÃO COM INSTITUIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS VISANDO TROCA DE EXPERIÊNCIAS; ORGANIZAR UM BANCO DE DADOS NACIONAL CONTENDO INFORMAÇÕES SOBRE DECISÕES JUDICIAIS E DISPONIBILIZÁ-LO ÀS COOPERATIVAS; ESTABELECER ENTENDIMENTOS COM OS ÓRGÃOS PÚBLICOS DE REGISTRO A FIM DE MELHORAR E PADRONIZAR PROCEDIMENTOS EM ÂMBITO NACIONAL; MONITORAR O DESENVOLVIMENTO DAS COOPERATIVAS OFERTANDO INSTRUMENTOS DE AFERIÇÃO DE CONFORMIDADE E QUALIDADE DA GESTÃO; CAPACITAR DIRIGENTES PARA O EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES EM PLENA CONFORMIDADE COM OS DISPOSITOS LEGAIS, FILÓSOFICOS E DOUTRINÁRIOS DO COOPERATIVISMO; ARTICULAR A INTEGRAÇÃO DO COOPERATIVISMO DE TRABALHO NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS, TANTO EM ÂMBITO NACIONAL COMO REGIONAL (EX.: POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS; PPP S PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS; COPA DO MUNDO 2014; OLIMPIADAS 2016; ETC.)

9 MUITO OBRIGADO!

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