CÂMARA MUNICIPAL DE ÓBIDOS REVISÃO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL. Anexo. Património Inventariado - Fichas. Dezembro 2009



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Transcrição:

CÂMARA MUNICIPAL DE ÓBIDOS REVISÃO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL Anexo Património Inventariado - Fichas Fonte: Dezembro 2009 GIPP, Lda. Gestão I n t e g r a d a d e P r o j e c t o s e P l a n e a m e n t o

N.º Designação Localização N.º IPA A01 Ruínas do Convento Vale Benfeito Amoreira PT031012020008 A02 Ermida de Jesus Maria José Amoreira PT031012020038 A03 Edifício na Amoreira Amoreira PT031012020065 A04 Igreja Paroquial de N. Sra. de Aboboriz Amoreira PT031012020039 A05 Cruzeiro Amoreira PT031012020018 AN1 Capela do Santíssimo Sacramento A-dos-Negros PT031012010014 AN2 Igreja Paroquial de Sta. Maria Madalena A-dos-Negros PT031012010022 AN3 Marcos da Ponte da Sancheira Grande A-dos-Negros PT031012010063 AN4 Capela do Espírito Santo A-dos-Negros PT031012010023 AN5 Capela de Sto. Amaro da Sancheira Pequena A-dos-Negros PT031012010060 AN6 Quinta do Rolim e Relógio de Sol A-dos-Negros PT031012010020 G01 Capela de N. Sra. da Ajuda Gaeiras PT031012080019 G02 Quinta das Janelas / Quinta das Flores Gaeiras PT031012080058 G03 Convento de S. Miguel Gaeiras PT031012080009 G04 Cidade Romana de Eburobrittium Gaeiras OM01 Ermida de N. Sra. do Amparo Olho Marinho PT031012030062 OM02 Cruzeiro Olho Marinho PT031012030025 OM03 Igreja do Imaculado Coração de Maria Olho Marinho PT031012030030 SL01 Casa Arte Nova/ Casa do Senhor Martinho Henriques em Sobral da Lagoa PT031012060052 Sobral da Lagoa SL02 Capela de N. Sra. da Conceição Sobral da Lagoa PT031012060012 SL03 Igreja de S. Sebastião Sobral da Lagoa PT031012060013 SM01 Capela de N. Sra. da Conceição de Trás-do-Outeiro Santa Maria PT031012040055 SM02 Igreja de Santo André do Arelho Santa Maria PT031012040054 SM03 Capela de Sto. Antão São Pedro PT031012050015 SM04 Estação Ferroviária de Óbidos Santa Maria PT031012040064 SM05 Capela de N. Sra. do Carmo # Santa Maria PT031012040005 SM06 Igreja de Santiago / Igreja de S. Tiago ** Santa Maria PT031012040027 SM07 Castelo de Óbidos Santa Maria PT031012040001 SM09 Sinagoga ** Santa Maria PT031012040045 SM10 Fachada do Solar dos Aboins/ Solar do Morgado Correia Santa Maria PT031012040032 SM11 Manoel Chafariz ** da Vila / Chafariz da Praça de Sta. Maria ** Santa Maria PT031012040036 SM12 Pelourinho de Óbidos# Santa Maria PT031012040002 SM13 Túmulo de D. João de Noronha# Santa Maria PT031012040004 SM14 Igreja de Sta. Maria # Santa Maria PT031012040003 SM18 Cruzeiro da Misericórdia ** Santa Maria PT031012040044 SM19 Igreja da Misericórdia de Óbidos ** Santa Maria PT031012040028 SM20 Casa do Arco da Cadeia ** Santa Maria PT031012040046 SM21 Santa Casa da Misericórdia de Óbidos e Sala do Despacho Santa Maria PT031012040042 SM22 ** Chafariz da Biquinha * São Pedro PT031012050024 SM23 Chafariz do Poço / Chafariz do Arrabalde / Chafariz de D. São Pedro PT031012050017 Maria I * SM24 Igreja de N. Sra. de Monserrate / Igreja da Ordem * Santa Maria PT031012040010 SM25 Capela de S. Brás / Capela de Sto. António Santa Maria PT031012040035 SP01 Casa de Óbidos Santa Maria PT031012040047 SP02 Chafariz de D. João V Santa Maria PT031012040040 SP03 Santuário do Senhor Jesus da Pedra Santa Maria PT031012040037 SP04 Solar da Praça de Sta. Maria/ Solar dos Brito Pegado/ Casa Santa Maria PT031012040034 Malta ** SP05 Vila de Óbidos São Pedro PT031012040050 SP06 Capela de S. Martinho# São Pedro PT031012050006 SP07 Igreja de S. Pedro ** São Pedro PT031012050026 SP09 Antigo Palácio da Vigararia / Paços do Concelho ** São Pedro PT031012050033 SP10 Antigo Convento de Jesus, Maria, José/ Estalagem do São Pedro PT031012050021 SP11 Convento Solar dos Sanhudos * / Hotel Real d' Óbidos* São Pedro PT031012050048 SP12 Padrão Camoniano ** São Pedro PT031012050049

SP13, Passos do Calvário / Via-Sacra de Óbidos ** São Pedro PT031012050057 SP08, SM08, SM17 SP14 Aqueduto da Usseira# São Pedro PT031012050007 SP15 Antiga capela de S. Vicente dos Gafos/ Igreja de S. João São Pedro PT031012050043 SP16 Batista Cruzeiro * da Memória * São Pedro PT031012050011 SP17 Capela de Sta. Ana do Pinhal São Pedro PT031012050056 SP18 Fonte da Quinta da Pegada São Pedro PT031012050041 SP19 Capela de Sta. Iría São Pedro PT031012050016 SP20 Capela de S. Bento da Capeleira/ Capela da Quinta do São Pedro PT031012050061 Oratório/ Capela da Quinta do Alentejo SP21 Quinta da Capeleira / Quinta de Josefa de Óbidos São Pedro PT031012050059 V07 Igreja Paroquial de N. Sra. da Piedade Vau PT031012070053 Capela de S. Paulo / Capela funerária do Prior Francisco de Santa Maria PT031012040031 Azevedo Caminha *** Antigos Paços do Concelho / Museu Abílio de Matos e Silva Santa Maria PT031012040029 ** Quinta D. Maria Santa Maria PT031012040051 # Imóvel classificado ou em vias de classificação * Incluído na Zona Especial de Protecção do Castelo e Vila de Óbidos. ** Incluído no Conjunto urbano da Vila de Óbidos, classificado como Monumento Nacional. *** Incluído na Igreja de Santa Maria, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Page 1 of 3 Ruínas do Convento Vale Benfeito IPA Monumento Nº IPA PT031012020008 Designação Ruínas do Convento Vale Benfeito Localização Leiria, Óbidos, Amoreira Acesso Protecção Em estudo Enquadramento Descrição Descrição Complementar Utilização Inicial Utilização Actual Propriedade Afectação

Page 2 of 3 Época Construção Séc. 16 Arquitecto Construtor Autor Cronologia 1535 - início da edificação do conventopara alojar os monges jeronimitas do convento das Berlengas; séc. 18, 1ª metade - D. João V custeia as obras; 1834 - com a extinção das obras religiosas, este é vendido pela Fazenda Nacional a Faustino da Gama. Tipologia Características Particulares Dados Técnicos Materiais Bibliografia Documentação Gráfica Documentação Fotográfica Documentação Administrativa CMO: GTL Intervenção Realizada

Page 3 of 3 Observações EM ESTUDO Autor Data Cecília Matias 2003 Actualização

Page 1 of 3 Ermida de Jesus Maria José IPA Monumento Nº IPA PT031012020038 Designação Ermida de Jesus Maria José Localização Leiria, Óbidos, Amoreira Acesso R. Dr. Amilcar Campos / R. da Silveira Protecção Enquadramento Urbano, adossado, implantação harmoniosa. Descrição Planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor de massa simples disposta na horizontalidade; cobertura diferenciada em telhado de 2 águas. Frontispício orientado a E. com embasamento escalonado de pano único delimitado por cunhais de cantaria; entre porta de verga em arco abatido e janela de moldura recta, cartela com a data: 1753; remate em empena triangular de cornija moldurada e saliente aberta no tímpano por olho de boi, encimada por cruz trevada e pequena sineira em arco alteado. Fachada N. corpo da nave em empena recta aberto por porta de verga em arco abatido e janela recta; corpo da sacristia (de menor estatura e reentrante) em empena recta rasgada por postigo. Fachada O. adossada a edifício. Fachada S. corpos da nave e capela-mor em empena recta, abertos por janela e postigo. INTERIOR: nave única de pavimento em tábua corrida e cobertura em tecto de madeira disposto em 3 planos formando caixotões, com símbolo eucarístico ao

Page 2 of 3 centro; púlpito de base quadrangular com balaustrada e escada de 1 lanço (lado do Evangelho). Arco triunfal pleno com escudo na pedra de fecho acede à capela-mor de pavimento em tijoleira e laje com cobertura em abóbada de berço com as siglas do nome da ermida em tabela circular. Altar-mor com frontão interrompido e pintura a óleo sobre tela representando "A Virgem", "O Menino" e "São José". Iluminação feita através do óculo e janela do frontispício e 2 janelas da nave e altar-mor. Descrição Complementar Utilização Inicial Cultual Utilização Actual Cultual Propriedade Privada: Igreja Católica Afectação Época Construção Séc. 18 Arquitecto Construtor Autor Cronologia 1512 - Amoreira foi Vila com foral dado por D. Manuel, era da Casa das Rainhas; 1753 - Data da inauguração da ermida. Tipologia Arquitectura religiosa, popular Características Particulares Frontão demasiado saliente em relação à fachada.

Page 3 of 3 Dados Técnicos Paredes autoportantes e estrutura mista Materiais Alvenaria e cantaria; coberturas em madeira e telha; pavimentos em madeira, tijoleira e laje. Bibliografia SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Vol. V, Lisboa, 1955 Documentação Gráfica CMO: planta cartográfica Documentação Fotográfica DGMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações A chave encontra-se com a Srª. D. Helena (casa verde) Autor Data Lurdes Perdigão 1998 Actualização

Page 1 of 3 Edifício na Amoreira IPA Monumento Nº IPA PT031012020065 Designação Edifício na Amoreira Localização Leiria, Óbidos, Amoreira Acesso Protecção Inexistente Enquadramento Descrição Descrição Complementar Utilização Inicial Utilização Actual Propriedade Pública: municipal Afectação

Page 2 of 3 Época Construção Séc. 18 Arquitecto Construtor Autor Cronologia Tipologia Características Particulares Dados Técnicos Materiais Bibliografia Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações EM ESTUDO

Page 3 of 3 Autor Data Cecília Matias 2008 Actualização

Page 1 of 4 Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Aboboriz IPA Monumento Nº IPA PT031012020039 Designação Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Aboboriz Localização Leiria, Óbidos, Amoreira Acesso R. Dr. Amilcar Campos Protecção Inexistente Enquadramento Urbano, isolado, implantação harmónica, com amplo adro ajardinado, junto ao cemitério. Situa-se no ermo da localidade junto da EN 114. Descrição Planta longitudinal, composta por nave única, capela-mor, sacristia, dependências paroquiais e 2 galilés, uma no frontispício e outra lateral; volumes articulados na horizontalidade; cobertura exterior em telhado diferenciado de 2 águas sobre a nave e capela-mor, 3 águas sobre galilé e de aba corrida sobre sacristia, dependências paroquiais e galilé lateral. Fachada principal orientada a O. em empena angular rematada por cruz, óculo a cuja altura se eleva a galilé de 8 vãos delimitados por colunas assentes num parapeito corrido aberto ao centro por escada que desce para acesso ao templo através de porta recta encimada por nicho com imagem; robusta torre sineira de secção quadrada aberta ao nível do 2º piso por um campanário em arco alteado em cada uma das faces, com remate em corochéu de ângulos quebrados flanqueado por

Page 2 of 4 pináculos com pombas nos topos e encimado por cruz em ferro. Fachada S. avançamento dos corpos das dependências paroquiais, abertos por porta e janelas; corpo da nave rasgado por 2 janelas a nível do 2º piso; corpo da capela-mor com janela; empenas rectas. Fachada E. corpo da capela-mor de pano único delimitado por cunhais de cantaria terminando em empena ângular, janela. Fachada N. ressalto da sacristia e alpendre de 7 vãos com escada de acesso a porta que abre para a nave. INTERIOR: coro-alto de balaustrada assente sobre 2 colunas de fuste liso, abre para nave única de pavimento em mosaico e cobertura em tecto de madeira disposto em 3 planos formando caixotões; cadeiral entre capela e altares laterais, tendo um destes retábulo com colunas pseudosalomónicas (Epístola); púlpito de balaustrada, assente em mísula, com escada de um lanço, junto a altares laterais (Evangelho); revestimento azulejar de padronagem dividido em 2 andares (o superior com o módulo mais dilatado) através de uma barra que envolve o conjunto e integra as capelas e altares laterais, sob o coro-alto, do lado do Evangelho destaca-se painel de 10 por 11 azulejos policromos com um São Miguel e Almas dentro de uma dupla moldura de óvulos, com a legenda: HV. PADRE. NO.SO. E / HVA. AVE. MARIA PE / LA TENSA. DO DEVO / TO Q. MANDOV. FA. / ZER. ESTE. PAIN / EL. No coro-alto, enquadrando o óculo, silhar de azulejos avulso azul e branco com motivos florais, que se prolonga longitudinalmente pelo corpo da nave até à sanca. Azulejos de padronagem revestem a parede onde se abre arco triunfal de volta perfeita. Capela-mor de pavimento lajeado e cobertura em abóbada de berço; altar de retábulo policromado com camarim e trono; revestimento azulejar a meia altura. Iluminação feita através de óculo, 4 janelas da nave e 2 janelas da capela-mor. Descrição Complementar A pia de água benta tem forma octogonal, a pia baptismal é bojuda. A porta de entrada principal tem um livro aberto relevado na verga, atributo da imagem colocada no nicho que a encima. Utilização Inicial Cultual e devocional: igreja Utilização Actual Cultual e devocional: igreja

Page 3 of 4 Propriedade Privada: Igreja Católica Afectação Sem afectação Época Construção Séc. 17 Arquitecto Construtor Autor Desconhecido Cronologia 1512 - Amoreira foi Vila com foral dado por D. Manuel, era da Casa das Rainhas; séc. 17 - construção da igreja e revestimento azulejar; séc. 18 (1ª metade) - campanha de obras levadas a efeito na igreja. Tipologia Arquitectura religiosa, maneirista. Igreja de nave única, capelamor e capelas laterais. Galilé no frontispício e fachada lateral N.. Características Particulares Articulação exterior / interior desnivelada. Sobreposição de azulejos de padronagem, no corpo da nave, formando como que uma faixa superior muito baixa. Dados Técnicos Paredes autoportantes, estrutura mista Materiais Estruturas de alvenaria e cantaria; coberturas em madeira e telha; pavimentos em mosaico e laje; revestimento azulejar; talha; rebocos. Bibliografia SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal,

Page 4 of 4 vol. V, Lisboa, 1955. Documentação Gráfica CMO: planta cartográfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Fábrica da Igreja: 2000/2001 - obras de conservação. Observações Autor Data Lurdes Perdigão 1998 Actualização Cecília Matias 2003

Page 1 of 3 Cruzeiro IPA Monumento Nº IPA PT031012020018 Designação Cruzeiro Localização Leiria, Óbidos, Amoreira Acesso Junto à estrada principal Protecção Enquadramento Rural, localiza-se junto à estrada fora da povoação Descrição Sobre plataforma de três degraus quadrangulares escalonados Assenta a base quadrangular moldurada tendo em duas faces a inscrição incisa: PELAS A / LMAS DO / PVRGATO/ RIO. P. NO/ SO AVE Mª/ DE 1708; Cruz latina com haste vertical inteira, servindo de coluna Descrição Complementar Utilização Inicial Devocional Utilização Actual Marco histórico-cultural Propriedade Pública: municipal

Page 2 of 3 Afectação Época Construção Arquitecto Construtor Autor Cronologia Séc. 18 Tipologia Arquitectura religiosa. Cruzeiro Características Particulares Dados Técnicos Estrutura autónoma Materiais Pedra calcária Bibliografia Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações

Page 3 of 3 Autor Data Lurdes Perdigão 1996 Actualização

Page 1 of 4 Capela do Santíssimo Sacramento IPA Monumento Nº IPA PT031012010014 Designação Capela do Santíssimo Sacramento Localização Leiria, Óbidos, A dos Negros Acesso R. da Calçada Protecção Enquadramento Urbano, meia encosta, implantação destacada. Situa-se numa rua estreita rodeada de casario, delimitado por muro alto Descrição Planta longitudinal orientada composta por nave única e capelamor, sacristia adossada a E. Massas dispostas na horizontalidade com cobertura em telhado de 2 águas. Exterior: frontispício de pano único delimitado por cunhais de cantaria rematados por pináculos, em empena triangular de cornija dupla sobrepujada por cruz de pedra; porta recta de verga saliente; janelão recto; Fachada S. em empena recta com sineira em arco alteado rematada por pináculos e cruz; saliência do corpo da capela-mor fenestrado por janela recta. Fachada E. em empena triangular, ressalto do corpo da sacristia, de menor estatura. Fachada N. avançamento do corpo da Capela aberto por janela recta; corpo da nave cego. INTERIOR: nave única de pavimento em mosaico e cobertura de madeira em caixotões dispostos em 3 planos; coro-alto a toda a largura da nave assente em 2 colunas facetadas ao qual se acede por escada de

Page 2 of 4 2 lances; capela-mor em abóbada de berço. Destaca-se como recheio uma pia de água benta, manuelina, em forma de pinha, e uma outra seiscentista (1). Descrição Complementar Utilização Inicial Cultual Utilização Actual Cultual Propriedade Privada: Igreja Católica Afectação Época Construção Séc. 19 Arquitecto Construtor Autor Cronologia Séc 19 - construção do templo, de instituição particular integrando-o numa propriedade cuja casa do Séc. 17 era pertença do Padre Gomes, um dos fundadores da Congregação do Oratório; 1908 - Data inscrita no portão de ferro do adro, época provável de obras de beneficiação do edifício. Tipologia Arquitectura religiosa. Igreja de nave única com cobertura de caixotões e capela-mor em abóbada de berço. Características Particulares Tem no seu interior 2 pias de água benta muito anteriores à construção da capela, provenientes de outros lugares *1.

Page 3 of 4 Dados Técnicos Paredes autoportantes Materiais Estrutura de alvenaria e cantaria rebocada; pavimento de mosaico; cobertura em caixotões de madeira; telha. Bibliografia SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V,Lisboa, 1955; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; Descobrir Óbidos: A Freguesia de A-Dos-Negros, in Gazeta das Caldas, 05/01/96 Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações *1: Sobre a pia de água benta, talvez ainda do final do Séc. 15 (reinado de D. João II ou primeiros anos do reinado de D. Manuel) diversas dúvidas se levantam, nomeadamente se seria proveniente, ou não do extinto Convento de São Miguel das Gaeiras. Arrisca-se, no entanto, a dizer que esta peça não será do referido convento, mas sim a outra pia de água benta no lado oposto da entrada, já que é do Séc. 17 (época de construção do convento) muito simples e sem decoração, semelhante às que aí se podem observar (Descobrir Óbidos). Autor Data Lurdes Perdigão 1996

Page 4 of 4 Actualização

Page 1 of 4 Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena IPA Monumento Nº IPA PT031012010022 Designação Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena Localização Leiria, Óbidos, A dos Negros Acesso Bairro da Igreja Protecção Inexistente Enquadramento Urbano. Isolado, implantação destacada. Situa-se junto à estrada principal, frente ao cemitério da povoação, circunscrito por amplo adro com escadaria de acesso. Descrição Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor; adossamento da sacristia e casa paroquial a S. e N., volumes articulados na horizontal com cobertura diferenciada em telhado de 2 águas, aba corrida e domo. Exterior: frontispício orientado em empena angular sobrepujado por cruz trevada e ladeado por pináculos, portal recto de friso saliente sobre o qual se abre janela recta gradeada. Torre de 2 pisos: 1º piso fenestrado por janelos, 2º piso aberto nas 4 faces por sineiras em arco alteado, cornija saliente cantonada por pináculos, remate em coruchéu octogonal de ângulos quebrados sobrepujado por cruz. Fachada S. em empena recta com cornija saliente, corpo da nave aberto por janela recta; destacamento perpendicular do corpo da sacristia com cobertura em terraço e aberto por porta e janela; corpo da capela-mor

Page 2 of 4 rasgado por janela recta gradeada. Fachada E. em empena angular rasgada por pequena fresta. Fachada N.. saliência da casa paroquial adossada ao corpo da nave e torre aberta por janelas rectas e 2 portas a ambos lados. INTERIOR: coro-alto de parapeito corrido sustentado por 2 colunas abre sobre nave única de pavimento em mosaico e cobertura em tecto de madeira em 3 planos; púlpito de base quadrangular assente em mísula; arco triunfal pleno, entre 2 altares colaterais, com a data incisa no fecho, abre para a capela-mor de abóbada de berço. No sub-coro e parede sul duas pias de água benta; do lado do evangelho capela baptismal com pia baptismal de pé octogonal com rebordo inferior decorado com semi-esferas e tambor preenchido com rosetas e nó em toro enastrado com decoração geométrica; taça de secção octogonal com cinco registos de decoração diferenciada com vegetação, rosetas, grotescos conjugando elementos vegetalistas com zoomórficos e antropomórficos e pequenas pontas de diamante; sob o rebordo liso uma faixa de troncos entrelaçados; imagem quinhentista de Santa Maria Madalena, e de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário, seiscentistas. Descrição Complementar Utilização Inicial Cultual e devocional: igreja Utilização Actual Cultual e devocional: igreja Propriedade Privada: Misericórdia Afectação Sem afectação Época Construção Séc.17 Arquitecto Construtor Autor Desconhecido

Page 3 of 4 Cronologia Séc. 15 - época provável da construção da primitiva igreja; séc. 16 - data da pia de água benta; séc. 17 - construção do actual templo; 1658 - data incisa no arco triunfal; séc 18 / 19 / 20 - obras de remodelação, remoção dos azulejos barrocos. Tipologia Arquitectura religiosa seiscentista. Igreja de nave única com cobertura a 3 planos e capela-mor abobadada. Características Particulares Decoração "sui generis" da pia baptismal de um manuelino indianizado. Dados Técnicos Paredes autoportantes Materiais Estrutura de alvenaria e cantaria rebocada; pavimento de mosaico, cobertura de madeira (interior), telha (exterior), revestimento azulejar. Bibliografia SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955; Tesouros Artísticas de Portugal, Lisboa, 1976; Descobrir Óbidos: A Freguesia de A-Dos-Negros, in Gazeta das Caldas, 05/01/96 Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada

Page 4 of 4 Séc. 20 - obras de remodelação; levantamento dos azulejos barrocos e substituição por azulejos industriais. Observações A-Dos-Negros, povoação de origem lendária, tem no seu imaginário a aparição da imagem de Santa Maria Madalena numa sobreira, onde na 2ª metade fizeram a igreja, provavelmente sobre uma outra gótica do tempo da fundação do reino. Autor Data Lurdes Perdigão 1996 Actualização Cecília Matias 2003

Page 1 of 3 Marcos da Ponte da Sancheira Grande IPA Monumento Nº IPA PT031012010063 Designação Marcos da Ponte da Sancheira Grande Localização Leiria, Óbidos, A dos Negros Acesso EN 115, Km 9, Lug. da Sancheira Grande Protecção Inexistente Enquadramento Rural, isolado. Ladeando a antiga estrada real, situam-se no início S. da Ponte da Sancheira Grande. Descrição Dois marcos delimitando a entrada na ponte, compostos por blocos paralelepipédicos assentes sobre soco. O marco direito apresenta numa das faces uma legenda epigráfica, contornada por uma moldura, referente à ordem de construção da ponte; o que se ergue à direita apresenta em relevo as armas reais; remates com plinto sobrepujado por urna. Descrição Complementar INSCRIÇÃO: "A AUGUST. RAINHA / D. MARIA I N. SNR. / A MANDOU FAZER / SENDO INSPECTOR / DO TERR. DE LX. E / ESTRADAS PUBLICAS / O ILL. E EX. CONDE / DE Utilização Inicial Equipamento: Marco viário

Page 2 of 3 Utilização Actual Marco histórico-cultural Propriedade Pública: municipal Afectação Sem afectação Época Construção Séc. 18 Arquitecto Construtor Autor Desconhecido Cronologia 1788 - Mandado construir pela rainha D. Maria I; 1999 - derrube de um dos marcos, (lado direito, sentido N.); 2000 - restauro dos marcos pela Câmara Municipal de Óbidos. Tipologia Arquitectura civil de equipamento, barroca. Marco de légua barroco, de fundação régia, ligado à antiga Estrada Real de Lisboa - Coimbra, sendo a primeira estrada oficial construída em macadame. Características Particulares Marcos assinalando o troço de estrada real que tinha início nos Marcos de Légua de Alverca, acompanhando a estrada da Mala- Posta. Dados Técnicos Estrutura autónoma Materiais Calcário Bibliografia

Page 3 of 3 Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa CMO Intervenção Realizada CMO: 2000 - restauro de um dos marcos e recolocação fora do local original como medida de precaução. Observações Autor Data Cecília Matias 2007 Actualização

Page 1 of 4 Capela do Espírito Santo IPA Monumento Nº IPA PT031012010023 Designação Capela do Espírito Santo Localização Leiria, Óbidos, A dos Negros Acesso Lug. da Sancheira Grande Protecção Inexistente Enquadramento Urbano.Isolado, implantação harmónica. Situa-se no largo principal da povoação, com casario envolvente. Fachada E. sobranceira a uma vertente afrontada de vegetação Descrição Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor; alpendre adossado à fachada O.; ressalto da torre sineira a NO.; massas dispostas na horizontalidade com cobertura diferenciada em telhado de 2 águas (nave e capela-mor) e 3 águas (alpendrada). Frontispício orientado em empena triangular rematada por cruz em pedra, na qual se abre óculo gradeado; ladeado por 2 janelas rectas sobressai o pórtico de verga em arco abatido com anjo relevado, sobrepujado por frontão abatido de friso saliente, a cuja altura se eleva a galilé de 3 vãos sobre parapeito corrido, aberto ao centro para acesso ao templo. Fachada S.: arco pleno da galilé, corpo da nave iluminado por 2 janelas e com porta rectas; reentrância do corpo da capela-mor, em empena triangular. Fachada N.; janela aberta para a nave; alçado marcado por torre sineira de

Page 2 of 4 3 pisos divididos por frisos: 1º piso cego; 2º piso com relógio virado a poente; 3º piso: aberturas sineiras nas 4 faces da torre, sobrepujada por coruchéu de 4 arestas quebradas rematado por cruz. INTERIOR: nave única de pavimento de madeira em espinha e cobertura de madeira em 3 planos; coro-alto sustentado por 2 colunas lisas tendo ao lado escada de acesso de 2 lances; púlpito de base quadrangular assente em mísula. Entre 2 altares colaterais, arco triunfal com fecho em folha de acanto sobre o qual está colocada a imagem de Santa Bárbara; capela-mor de pavimento lajeado, coberto por tecto em abóbada de berço integrando altar com retábulo atribuído a Pedro Alexandrino representando o Pentecostes. Lambrim de Azulejos azuis e brancos representando cenas bíblicas alusivas ao Espírito Santo: Pentecostes (lado do Evangelho) e Baptismo de Cristo (lado da Epístola). Descrição Complementar Utilização Inicial Cultual e devocional: Capela Utilização Actual Cultual e devocional: capela Propriedade Privada: Igreja Católica Afectação Sem afectação Época Construção Séc. 18 Arquitecto Construtor Autor Pintor: Pedro Alexandrino Cronologia Séc. 16 - aparecem as primeiras referências escritas à capela;

Page 3 of 4 18 (1ª metade) - reconstrução do templo; colocação dos azulejos; (2ª metade) - construção da galilé; 1740 / 1750 - execução da tela "O Pentecostes", atribuída a Pedro Alexandrino; data do retábulo do altar-mor e 2 painéis de azulejos (GTL). Tipologia Arquitectura religiosa barroca - neoclássica. Características Particulares Acentuada desproporção entre a galilé e o corpo do templo, sendo visíveis duas fases de construção. Dados Técnicos Paredes autoportantes Materiais Estrutura de alvenaria e cantaria; pavimento de madeira e lajeado; cobertura de madeira e reboco (interior) em telhado (exterior); azulejos. Bibliografia SEQUEIRA,Gustavo de Matos,Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955; Descobrir Óbidos: A Freguesia de A-Dos- Negros, in Gazeta das Caldas, 05/01/96 Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações

Page 4 of 4 Altar-mor influenciado pelos conceitos estéticos do Nosso Senhor da Pedra Autor Data Lurdes Perdigão 1996 Actualização

Page 1 of 4 Capela de Santo Amaro da Sancheira Pequena IPA Monumento Nº IPA PT031012010060 Designação Capela de Santo Amaro da Sancheira Pequena Localização Leiria, Óbidos, A dos Negros Acesso Beco da Igreja Protecção Inexistente Enquadramento Urbano. Isolado. Destacado por pequeno adro formado frente à fachada principal e delimitado por muro baixo. Descrição Planta longitudinal orientada E. O. composta por nave única, capela-mor com coberturas a duas águas; e sacristia e adossada a N., com cobertura a uma água continuando a da capela-mor; bem como um pequeno lavabo, também adossado a N. e com uma água pendente. Massa simples disposta horizontalmente; estrutura de alvenaria rebocada e caiada de branco com barras azuis. A fachada apresenta um pórtico de acesso simples, com ombreiras marcadas a cal, sobre esta um óculo oval. A empena compõe um frontão curvo rematado com beiral no sistema de beira e sobre-beira caiada.. A empena é rematada no vértice por uma cruz simples em pedra ou massa. Ao lado direito da fachada existe uma sineira de alvenaria, rematada com uma cruz simples e suportando uma sineta de pequenas dimensões. No embasamento da fachada lateral N. e da sacristia desenvolve-se um banco corrido de alvenaria. As coberturas são de

Page 2 of 4 telha Lusa, e os beirais assentam sobre uma cimalha quadrangular. Apenas se observam vãos de frestas e janelas na fachada N.; contudo a sacristia dispunha de uma fresta (a E.) que foi emparedada e serve de nicho de parede. INTERIOR: a nave e capela-mor tem tecto em laje de tijoleira e betão formando painéis de três tramos; capela-mor separada da nave com um arco de volta perfeita aberto na parede de alvenaria. À entrada do templo, ao lado direito, encontra-se uma pia de água benta e, à esquerda, o acesso ao coro. Outrora o coro foi em madeira, mas foi substituído na segunda metade do séc. 20 por uma laje de betão assente em dois pilares também em betão. A parte superior é guarnecida com uma balaustrada de madeira. Na nave, ladeando o arco da capela-mor, estão duas marcações de edículas onde se encontram as imagens do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora de Fátima. O pavimento da nave é em mosaico hidráulico com dois padrões: um que marca a passadeira central e outro que preenche os espaços de assistência. Acede-se à capela-mor por um degrau que define o presbitério. O pavimento é em laje antiga em pedra molianos, sobre o qual assenta um estrado de madeira forrado a alcatifa, onde se encontra o altar mor, composto por dois pilares em pedra e um tampo. O retábulo da capela-mor compõe-se apenas de três bases de cimento pintado, sendo que sobre a central se encontra mardado um arco de volta perfeita definindo uma pequena edícula. Nas bases encontram-se as imagens da Virgem com o Menino (esquerda), Santo Amaro (centro) e outra virgem com o Menino (direita). Da capela-mor acede-se à sacristia. Descrição Complementar Existe um corredor que afasta a capela de outras casas que a cingem a E. e S. Em frente à capela forma-se um pequeno adro, sendo todo este espaço definido por um muro baixo. O adro é franqueado e é o terminus do Beco da. Utilização Inicial Cultual e devocional: capela Utilização Actual Cultual e devocional: capela

Page 3 of 4 Propriedade Privada: Igreja Católica Afectação Sem afectação Época Construção Séc. 19 Arquitecto Construtor Autor Desconhecido Cronologia séc. 19 - construção por mandado da família proprietária da Quinta do Rolim (nas imediações do lugar). Tipologia Arquitectura religiosa oitocentista. Capela de planta longitudinal de nave única, capela-mor e sacristia. Coberturas de 1 e 2 águas. Características Particulares Dados Técnicos Paredes autoportantes Materiais Alvenaria de pedra e reboco, cobertura em laje de betão e telha lusa. Bibliografia Documentação Gráfica DGEMN: DSID Documentação Fotográfica DGEMN: DSID

Page 4 of 4 Documentação Administrativa Intervenção Realizada Paróquia: c.de 1950 - pavimentação e colocação de lajes de tijoleira e betão. Observações De acordo com tradições orais, as três imagens mais antigas foram doadas pela família proprietária da Quinta do Rolim. Autor Data Sérgio Gorjão 2005 Actualização

Page 1 of 3 Quinta do Rolim e Relógio de Sol IPA Monumento Nº IPA PT031012010020 Designação Quinta do Rolim e Relógio de Sol Localização Leiria, Óbidos, A dos Negros Acesso Lug. da Sancheira Pequena Protecção Enquadramento Rural.Isolado, implantação destacada, situa-se num local alto, junto à estrada principal Descrição Planta em L; massas dispostas horizontalmente; cobertura diferenciada a três águas; vãos rectangulares abertos a espaços regulares rasgam os dois corpos enquadrados por pilastras de embasamento proeminente rematadas por pináculos. Na fachada principal, sobre cornija saliente, ergue-se a água-furtada com janela de avental. Rematam os vértices dos telhados pequenos pináculos. Relógio: sobre coluna de fuste octogonal adossada ao muro que delimita a propriedade, assenta o relógio em prisma quadrangular com a inscrição: U.B./ S.S. (nos cantos superiores) SICRANS / SITUITA / SICUT / ISTE (emoldurada) ladeada pela data 1826; sobrepujam o paralelepípedo duas volutas que ladeiam a base do ponteiro, o qual serve também de cata-vento. Descrição Complementar

Page 2 of 3 Utilização Inicial Residencial Utilização Actual Propriedade Privada Afectação Época Construção Séc. 19 Arquitecto Construtor Autor Cronologia 1826 - Época de construção do relógio Tipologia Arquitectura civil privada oitocentista; planta em L, linhas horizontais, vãos em arco recto. Características Particulares Dados Técnicos Paredes autoportantes (edifício); estrutura autónoma (relógio de Sol) Materiais Alvenaria e cantaria rebocada; cobertura em telha (edifício); cantaria (relógio de Sol) Bibliografia

Page 3 of 3 Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações Autor Data Lurdes Perdigão 1996 Actualização

Page 1 of 4 Capela de Nossa Senhora da Ajuda IPA Monumento Nº IPA PT031012080019 Designação Capela de Nossa Senhora da Ajuda Localização Leiria, Óbidos, Gaeiras Acesso Lg. das Gaeiras Protecção Enquadramento Urbano. Flanqueado, implatação harmónica. Localiza-se num pequeno largo, tendo a um lado uma estrada de terra batida e no lado oposto casario adossado. Descrição Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor. Torre de planta quadrada e sacristia adossadas a S.. Massas dispostas na horizontalidade com cobertura diferenciada em telhado de 2 águas (nave e capela-mor), de aba corrida sobre a sacristia. Exterior: fachada poente em empena triangular rematada por cruz latina, aberta por óculo oval; pórtico com bandeira em gradeamento radiado de verga curva saliente. Embasamento proeminente. Torre sineira de 2 andares, rasgada em 2 faces do 1º piso por frestas verticais, nas 4 faces do 2º piso por sineiras em arco alteado; remate em coruchéu piramidal oitavado ladeado por pináculos piramidais e sobrepujado por catavento com galo; relógio sobre sineira poente. Fachada S. constituída pelo avançamento do corpo da sacristia aberto por porta recta e reentrância da capela-mor com

Page 2 of 4 janela. Fachada E. de pano único, em empena triangular, cega. Fachada N. composta pelos corpos diferenciados da capela-mor, com janela, e da nave (de maior altura) cega. Interior: nave única coberta por tecto de caixotões em abóbada de berço, traves assentes em cachorros dispostos longitudinalmente ao longo da nave; coro-alto de parapeito em ferro forjado; púlpito de secção circular com balaustrada. Arco triunfal de volta perfeita abre para a capela-mor com cobertura em abóbada de berço, fenestrada por 2 janelas laterais. Recheio: imagem de Nossa Senhora da Ajuda, policromada e dourada, do Séc. 18. Descrição Complementar Utilização Inicial Cultual Utilização Actual Cultual Propriedade Pública: Igreja Católica Afectação Época Construção Séc. 18 Arquitecto Construtor Autor Cronologia Séc. 17 - no registo do Rol dos Confessados há referência a um templo com o mesmo nome (Nossa Senhora da Ajuda) supostamente na aldeia das Gaeiras; Séc. 18, meados - a capela é mandada construir pelo beneficiado António da Silva e Faria, estando incluída na Quinta de Nossa Senhora da Ajudo conjuntamente com a Casa Pia

Page 3 of 4 e casas das Irmãs da Caridade; Séc. 18 - reformulação do templo; torre sineira (anteriormente tinha apenas um sino); 1950, década - novo restauro, alargamento do espaço para o coro; 1980 - instalação do relógio na torre. Tipologia Arquitectura religiosa oitocentista. Capela de nave única com cobertura em caixotões e capela-mor em abóbada de berço. Características Particulares Dados Técnicos Paredes autoportantes Materiais Estrutura de alvenaria e cantaria; reboco a cal; pavimento lajeado; cobertura em madeira e reboco (interior) em telha Bibliografia A Capela de Nossa Senhora da Ajuda, recolha de D. Clarisse Barros e Testamento do Beneficiado António da Silva e Faria, in Descobrir Óbidos: Gaeiras, Associação da Defesa do Património do Concelho de Óbidos / Museu Municipal de Óbidos, 03/02/96 Documentação Gráfica Documentação Fotográfica DGEMN: DSID Documentação Administrativa Intervenção Realizada Observações

Page 4 of 4 Junto ao altar-mor encontra-se o túmulo do Beneficiado António da Silva e Faria. No interior do templo destacou-se uma pintura assinada por João da Costa (Séc. 17) e que inicialmente integrou o retábulo do altar-mor do Convento de São Miguel. Autor Data Lurdes Perdigão 1996 Actualização

Page 1 of 10 Quinta das Janelas / Quinta das Flores IPA Monumento Nº IPA PT031012080058 Designação Quinta das Janelas / Quinta das Flores Localização Leiria, Óbidos, Gaeiras Acesso EN (ligação Óbidos-Caldas da Rainha e ligação Óbidos-Gaeiras) Protecção Inexistente Enquadramento Rural, isolado, rodeado por campos de cultivo de pomar, vinha, pasto e mata. Pela encosta E. é atravessada pelo IP8, a N. pela estrada que segue para a vila das Gaeiras e a O. a estrada nacional Óbidos - Caldas da Rainha. Descrição Quinta implantada em terreno plano, na base de uma colina. Perímetro da quinta marcado com rede. Casa principal disposta em U, voltada a um vasto pátio fechado com muros e gradeamento, corpos laterais pouco salientes em relação ao central, volumetria de sentido horizontal. Acede-se ao pátio por um portal, com gradeamento, com cantarias almofadadas, arco de volta perfeita e frontão interrompido carregado com a pedra de armas da família Freire de Andrade e rematada com um pináculo e bola. Pátio amplo em saibro, no qual, à esquerda, se implanta um plátano centenário. Corpo principal da habitação à esquerda; de fronte corpo habitacional dos criados e celeiros; à direita continuação de casas de apoio agrícola e casa do feitor. Jardim de buxo e outras plantas

Page 2 of 10 ornamentais, parcialmente fechado com gradeamento ou muros com janelas. Edifícios e estruturas construídas em alvenaria de pedra, rebocadas e caiadas com mistura de óxido de ferro vermelho e cal branca, produzindo a cor-de-rosa velho. O conjunto principal é separado das vacarias, áreas de criação de animais, casa de alfaias, lagares, adegas e picadeiro e outros edifícios articulados na função agrícola, por arruamentos calcetados, formando um largo fronteiro à entrada principal, rematado por um chafariz com tanque. Casa principal com planta rectangular, parcialmente com dois pisos e alteada com mansardas, coberturas de telhados múltiplos, geralmente com duas ou quatro águas desniveladas, em telha mourisca. Beirais simples assentes em cimalha Capela a um dos extremos integrada na simetria da fachada, planta rectangular, sem distinção do conjunto a não ser pela presença de uma pequena sineira em cantaria. Fachada E., voltada ao pátio, franqueia o acesso à habitação principal através de uma galeria com nove arcos abatidos, suportados em colunas jónicas. Aos extremos pronunciamento dos corpos com duas janelas de peitoril. Ao lado esquerdo sobreleva-se mansarda com duas janelas dispostas ao baixo. Fachada S. limitada por cunhais de cantaria lisa, 5 janelas de peitoril guarnecidas a cantaria de vão recto com vidraças de guilhotina, beiral assente em cimalha em massa. Fachada O. abrindo para um terraço, com parcialmente com dois pisos, apresenta os seguintes quatro portas e seis janelas de peitoril, guarnecidas com cantarias de vão recto; piso superior com 6 janelas de peitoril. Ao topo do terraço, corpo posterior da habitação, com parede voltada a S. composta por 2 portas no piso térreo e 2 janelas de peitoril, todas guarnecidas a cantaria de vão recto, no piso superior. Fachada posterior a N., com dois pisos, cinge um pátio murada com construções aviários. INTERIOR: Galeria voltada ao pátio principal: Tecto forrado a madeira pintada de branco, pavimento em tijoleira formando padronagem rectangular. No interior, muro baixo guarnecido a azulejaria azul e branca, em padrão enxaquetado, formando uma barra que se repete por baixo das janelas da galeria. Pórtico central no paramento de fronte, sobrepujado por epígrafe, ladeado por duas janelas de cada lado e ao extremo

Page 3 of 10 direito desse paramento duas portas. Todos os vão são rectos e guarnecidos a cantaria. Aos topos estão portais com ombreiras assentes em socos lavrados com motivos geométricos, sendo o pórtico da direita (a N.) o acesso à capela. Sobre a porta está uma epígrafe comemorativa, cercada numa moldura lisa rematada, na base, com enrolamentos e, no topo, com uma cruz latina. Todos os espaços entre os vãos são decorados com azulejaria historiada ou decorativa e apresentam bancos tábuacorrida assentes em cantaria. Capela: sala de pequenas dimensões, rectangular, tecto em abóbada de berço com descarga em sanca de cantaria. Pavimento em tábua. Parede à direita com duas janelas de peitoril abertas para o pátio; entre estas um registo de azulejos barrocos joaninos com a representação de São João Capristano; à esquerda um registo de azulejo semelhante representando São Diogo e uma porta com grade em chapa perfurada servindo de confessionário. Em redor das paredes lambril de azulejos barrocos, azuis e brancos, com albarradas. Parede de topo com um arco em cantaria, de volta perfeita, onde se integra uma mísula com a imagem de Nossa Senhora de Lourdes e um altar com respectivo sacrário em pedra de liós. Presbitério com um único degrau e patim em madeira. Da galeria, ao topo esquerdo, acede-se a uma grande sala, com tectos de maceira, pavimentos em madeira e paredes com lambris de azulejos com decoração revivalista rococó (possivelmente da fábrica de Santana de Lisboa). A sala é rectangular, apresenta duas janelas de peitoril voltadas ao pátio, seguidas de cinco janelas semelhantes voltadas a S., duas janelas (uma de sacada e outra de peitoril) voltadas a O. sobre um terraço; e no paramento subsequente a N, uma grande chaminé de sala, em pedra de liós, vagamente inspirada em volumetrias renascentistas, ladeada simetricamente por quatro portas. Da esquerda para a direita: primeira porta de acesso a um pequeno quarto, sem decoração, com passagem para um salão com lambris de azulejos neo-rococó, tectos com frisos pintados com motivos vegetalistas e uma chaminé de sala em estilo neomanuelino; segunda porta: acesso a um corredor que abre para a referida sala; terceira porta: casa de passagem para a portaria, composta por uma sala dividida em duas áreas através de um lintel apoiado em

Page 4 of 10 pilastras e duas colunas, formando também dois tectos de maceira distintos, chaminé neoclássica; quarta porta de acesso à galeria exterior. Da sala da portaria acede-se a um espaço que serve de bengaleiro e a um escritório subdividido em duas salas, com lareira. Deste escritório acede-se a uma sala pintada de verde, sem decorações, com tecto em mau estado de sonservação. Desta a um corredor de acesso a outras áreas funcionais da habitação, a N. Cozinha na prumada desta sala, lambrim de azulejos avulsos neo-pombalinos, grande chaminé guarnecida a cantaria ao topo, tecto com clarabóia de vidro em maceira, pavimento de tijoleira de barro, lavatórios em liós à esquerda da sala, coluna de suporte aparente do tecto que funcional como tubagem de descarga das águas pluviais. Ladeando a chaminé, à esquerda, porta de acesso a corredor, sala de guarda-roupa de mesa e escadas de serviço ao piso superior; porta do lado esquerdo da chaminé: acesso a corredor, despensa e sala de arrumos. Ao nível do piso superior diversas divisões servindo de 8 quartos de dormir e de 4 de banho; acesso a terraço que circunda a clarabóia da cozinha. JARDIM: voltado a O., dispõe de terraço limitado a N. e E. pela habitação. Tem no vértice exterior uma guarita. Barra de padronagem verde e branca; espaço entre vãos preenchido com lambris com composições de azulejaria rococó representando cenas bíblicas e campestres. Do terraço acede-se ao jardim, em plano inferior, através de uma escadaria de dois lanços curvos divergentes. Águas pluviais debitadas do terraço para o jardim através de 6 gárgulas cónicas alinhadas num friso horizontal. Jardim com várias espécies vegetais: buxo, sardinheiras, roseiras, hera, tílias e outras, geralmente pouco cuidadas. CORPO CENTRAL: composto por dois pisos, telhado de duas águas em telha mourisca e separados com empena corta-fogo, beiral simples apoiado em cimalha de massa. Fachada voltada a S. parcialmente delimitando o pátio principal. Acesso ao piso superior através de escadaria protegida com alpendre assente em duas colunas jónicas, guardas cerradas em alvenaria. Piso superior destinado a celeiro com 5 vãos; piso inferior quartos do pessoal de serviço à habitação, com 2 portas e 4 janelas de peitoril, vão em arco de volta perfeita franqueando a passagem para pátio

Page 5 of 10 posterior e, nessa, passagem, acesso à vacaria. Fachada posterior voltada a N. composta por dois pisos, o inferior com 3 frestas e o superior com 3 janelas de peitoril guarnecidas a cartaria, com gradeamentos. Esta fachada cinge um pátio de vacas, também delimitado por um corpo transversal que serve de vacaria e uma cozinha para preparar alimentos para os animais. Ao extremo N. deste pátio, uma eira murada e acedida por uma cancela gradeada de ferro. CORPO DIREITO: composto por dois pisos, telhado de três águas em telha mourisca e separados com empena corta-fogo, beiral simples apoiado em cimalha de massa. Fachada voltada a O. parcialmente delimitando o pátio principal. Piso térreo, 3 janelas de peitoril e 6 portas de acesso a arrecadações; junto às portas argolas de ferro para prender as montadas; ao extremo direito, casa do caseiro, acedida pelo topo exterior ao pátio, pelo piso superior, através de escadaria central e alpendre apoiado em paredes laterais e colunas; nas paredes laterais duas ventanas pequenas e, no interior do alpendre, duas portas de vão recto guarnecidas a cantaria. Nesta fachada voltada a S. é proeminente o volume da chaminé da cozinha, à esquerda. Fachada posterior deste corpo, a E. voltada a um dos arruamentos interiores da quinta, composto por cinco janelas de peitoril e duas portas de acesso, com vãos rectos guarnecidos a cantaria. Prolongando esta fachada existe ainda um grande armazém, com frestas voltadas a E., separados por um portão gradeado de ferro. A E., à direita, casa dos tractores e no topo de um outeiro, casa de água (reservatório alimentado por condutas subterrâneas); à esquerda, 2 LAGARES, cada qual com quatro grandes tanques de prensa com guarnições de cantaria, cobertura de telha vã apoiada em asnas de madeira. PICADEIRO: planta rectangular, cobertura de telha vã apoiada em asnas de madeira, fachada voltada a N., comportando um grande portão, três janelas à direita e uma à esquerda. Interior: portaria rectangular, pórtico de acesso ao picadeiro à esquerda; pórtico de acesso às cocheiras à direita, com boxes em gradeamento de ferro e com revestimentos em azulejaria; de fronte acesso a um corpo adossado que servia de cocheira; pórtico de arco abatido em cantaria. CHAFARIZ, contíguo, com espaldar barroco, formando um arco

Page 6 of 10 guarnecido a cantaria, com um pináculo ao topo; empena guarnecida a azulejaria rococó, do mesmo grupo do terraço da habitação principal, com uma cena bíblica. ADEGAS: volume de grandes dimensões, rectangular, fachada voltada a E., fenestração em fresta. No topo S. construções diversas de apoio às actividades agrícolas. Distante cerca de 200 metros a SE um volume de planta quadrangular subdividida em quatro divisões; telhado de uma água em telha mourisca. Fachada voltada a O. com duas portas. Cada uma dá acesso a uma antecâmara que antecede os banhos de águas sulfurosas. Estrutura das salas dos banhos: quadrangulares, com tecto de abóbada de alvenaria e uma chaminé central, tanque com profundidade aproximada de 70 cm, acedidos por 4 degraus. Banhos separados por uma parede ao nível do arranque do arco da abóbada. As divisões voltadas a S. não dispõem de fenestrações; as da direita, cada uma das divisões (antecâmara e banho) dispõem de frestas de iluminação/ventilação. Descrição Complementar Epígrafe sobre a porta central de acesso: "QUEM PROCURAR SUCEDER NESTE MORGADO QUE É MEU MOURO MULATO OU JUDEU POR NENHUM CASO HÁ-DE SER E TAMBÉM DEVE ENTENDER QUEM FOR CAPAZ DE O HERDAR QUE O PERDE SE CASAR COM QUEM SEJA DE NAÇÃO E ADVIRTAM É OBRIGAÇÃO DA TERSA A ELE ANEXAR".Epígrafe sobre a porta da capela: "A VIRGEM NOSSA SENHORA FOI CONCEBIDA SEM PECADO : ORIGINAL ERMIDA DE NOSSA SENHORA DO DESTERRO 1623". AZULEJO: Azulejaria decorativa da galeria do período rococó, policroma, eventualmente da fábrica do Juncal de Alcobaça. Azulejaria historiada, azul e branco, com aplicação de jarrões policromos, período rococó. Da esquerda para a direita: cenas de caça, montagem bastante irregular parecendo reportar-se á mistura de dois painéis distintos, na parte superior observa-se montaria a cavalo, na parte inferior um conjunto truncado representando um camponês oferecendo aves de caça a um grupo composto por um homem e duas mulheres, eventualmente viajantes. Segundo painel, também bastante mal montado, representa cenas de caça ao urso, cavaleiros e peões com apoio de cães. Terceiro painel: caça à lebre com armadilhas e apoio de cães. Quarto

Page 7 of 10 painel, caça ao Javali por dois homens e cães. Quinto painel: caça a patos e galeirões, com arma de fogo, e caça nocturna com rede. Registos azulejares de santos na capela: São João Capristano, representado como um monge trajando o hábito franciscano, tonsurado, com uma áurea em torno da cabeça, erguendo o seu braço direito em jeito de bênção *1. Em pano de fundo uma paisagem campestre muito sintetizada. A composição é emoldurada como que formando um nicho cuja parte superior é em arco de volta perfeita com uma grinalda. A nomeação é feita na base base e sob esta encontra-se uma aconcheado típico do período joanino. O painel que lhe faz par é de São Diogo, trajado, tonsurado e aurelado como o anterior, destacando-se o facto de, à cintura, ter uma chave (da portaria do convento) e um cesto com mantimentos (pão?) preparando-se para o distribuir a um pobre *1. Cenas do Antigo Testamento dos painéis do terraço: Moisés apresentando as Tábuas da Lei (Ex 32,15); Aparição dos três anjos a Abraão (Gn 18); Povo de Israel no deserto - Apanha das codornizes no deserto (Ex 16,13); Moisés e a sarça-ardente (Ex 3,2); Morte da filha de Jefté (Jz 11, 34); Recolha do maná (Ex 16,15). Cena do antigo testamento no fontanário exterior: A água na rocha no Horeb (Ex 17,6) *2. Utilização Inicial Residencial: quinta Utilização Actual Devoluto Propriedade Privada: Pessoa colectiva Afectação Sem afectação Época Construção Séc. 16 / 18 / 19 Arquitecto Construtor Autor Desconhecido Cronologia