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Transcrição:

EVOLUÇÃO A Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou um crescimento médio deflacionado composto de 10% nos últimos 16 anos, tendo passado de um faturamento "ExFactory", líquido de imposto sobre vendas, de R$ 4,9 bilhões em 1996 para R$ 29,4 bilhões em 2011. Vários fatores têm contribuído para este excelente crescimento do Setor, dentre os quais destacamos: Participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho; A utilização de tecnologia de ponta e o consequente aumento da produtividade, favorecendo os preços praticados pelo setor, que tem aumentos menores do que os índices de preços da economia em geral; Lançamentos constantes de novos produtos atendendo cada vez mais às necessidades do mercado; Aumento da expectativa de vida, o que traz a necessidade de conservar uma impressão de juventude. 1

CRESCIMENTO DO SETOR vs CRESCIMENTO DA ECONOMIA Nos últimos anos em geral o País apresentou índices baixos de crescimento. O quadro abaixo compara a evolução do Produto Interno Bruto, com a da indústria em geral e com os índices da Indústria de Produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, demonstrando que o setor apresentou, ao longo dos últimos anos, crescimento bem mais vigoroso que o restante da indústria (10% a.a. de crescimento médio no setor contra 3,1% a.a. do PIB Total e 2,5% a.a. da Indústria Geral): VARIAÇÃO ANUAL EM PORCENTAGEM ANO PIB INDÚSTRIA GERAL SETOR Deflacionado 1996 2,7 3,3 17,2 1997 3,3 4,7 13,9 1998 0,2-1,5 10,2 1999 0,8-2,2 2,8 2000 4,3 6,6 8,8 2001 1,3 1,6 10,0 2002 2,7 2,7 10,4 2003 1,1 0,1 5,0 2004 5,7 8,3 15,0 2005 3,2 3,1 13,5 2006 4,0 2,8 15,0 2007 6,1 6,0 9,4 2008 5,2 3,1 5,5 2009-0,6-7,4 9,6 2010 7,5 10,5 10,5 2011 2,7 0,1 4,6 Acumulado últimos 16 anos Médio Composto últimos 16 anos 63,3 49,0 360,1 3,1 2,5 10,0 FONTE: IBGE - Banco Central ABIHPEC- Deflator: Índice IPC FIPE Higiene e Beleza 2

COMPARATIVO DE ÍNDICES DE PREÇOS Nos últimos 5 anos os preços do setor apresentaram crescimento inferior a inflação e ao índice de preços ao consumidor. Importante destacar os produtos de Higiene Pessoal com índice de preços substancialmente inferior aos demais índices de preços. ANO Desvalorização Cambial Média VARIAÇÃO ANUAL EM PORCENTAGEM FGV Índice Geral de Preços Índice de Preços ao Consumidor FIPE Índice de Preços Higiene Índice de Preços Beleza 2007-10,9 7,9 4,4 2,0 1,6 2008-6,0 9,1 6,2 5,9 3,7 2009 6,1-1,4 3,7 2,1 2,4 2010-9,4 11,3 6,4 1,5 4,3 2011-4,7 5,0 5,8 5,0 1,6 Acumulado últimos 5 anos -23,3 35,6 29,4 17,5 14,3 Médio Composto últimos 5 anos -5,2 6,3 5,3 3,3 2,7 FONTE: ABIHPEC, Fundação Getúlio Vargas, Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas da Universidade de São Paulo 3

COMÉRCIO EXTERIOR Até 1994, o país manteve superávits em sua Balança Comercial entre 10 e 15 bilhões de dólares. Entre 1995 e 1998, com o advento do Plano Real e a utilização do câmbio como âncora principal para a estabilização da moeda, a Balança Comercial Brasileira apresentou déficits entre 3 e 7 bilhões de dólares. A partir de 1999, com a introdução do câmbio flutuante, observou-se forte desvalorização do real e o déficit foi reduzido para 1,3 e 0,7 bilhão de dólares no ano seguinte. Em 2001, o real foi novamente desvalorizado, principalmente devido à crise econômica na Argentina, provocando um superávit de US$ 2,7 bilhões. Seguiu-se em 2002 outra forte depreciação do Real incrementando o superávit para US$ 13,2 bilhões, em 2003 o superávit foi de US$ 24,9 bilhões. De 2004 a 2006, apesar da valorização do real, o superávit apresentou crescimento, atingindo US$ 46,5 bilhões em 2006. De 2007 a 2011 houve uma redução no superávit com uma pequena recuperação em 2011, porém ainda abaixo do atingido em 2006. US$ Bilhões Fonte: Secex BALANÇA COMERCIAL MERCADO TOTAL Ano Importação Exportação Saldo 2002 47,2 60,4 13,2 2003 48,3 73,2 24,9 2004 62,8 96,7 33,8 2005 73,6 118,5 44,9 2006 91,4 137,8 46,5 2007 120,6 160,6 40,0 2008 173,0 197,9 25,0 2009 127,7 153,0 25,3 2010 181,8 201,9 20,2 2011 226,2 256,0 29,8 US$' Bilhões 300 250 200 150 100 50 0 256 226 161 198 173 202 182 153 138 119 121 128 97 91 73 74 60 63 48 47 45 46 34 40 25 25 25 30 20 13 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Importação Exportação Saldo 4

O próximo quadro mostra a balança comercial dos produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos nos últimos dez anos, demonstrando um crescimento acumulado de 293,5% nas exportações entre 2002 e 2011, e as importações cresceram 340,9% no mesmo período. O déficit comercial do setor, que atingiu US$ 163,1 milhões em 1997, foi sendo reduzido nos anos seguintes, atingindo US$ 8 milhões em 2001 e, a partir de 2002, revertido para resultados superavitários. Em 2009, o superávit atingiu US$ 131 milhões, com queda de 27,8% sobre 2008, refletindo a valorização do real, que resultou em US$ 126 milhões de déficit em 2011. BALANÇA COMERCIAL HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS Importação Exportação Saldo Ano US$' Milhões % Cresc. US$' Milhões % Cresc. US$' Milhões 2002 152-23,7 203 5,9 50 2003 150-1,3 244 20,3 94 2004 157 4,4 332 36,1 175 2005 212 35,0 408 22,8 196 2006 295 39,2 489 19,9 194 2007 373 26,8 537 10,0 164 2008 466 24,7 648 20,5 182 2009 456-2,1 588-9,3 131 2010 697 52,7 693 18,0-3 2011 880 26,3 754 8,7-126 % Cresc. últimos 10 anos % Médio últimos 10 anos Fonte: Secex 340,9 293,5 16,0 14,7 US$' Milhões 1.000 800 600 400 200 0-200 880 754 697693 648 588 537 489 466 456 408 373 332 295 244 203 212 152 150 157175 196 194 164 182 131 94 50-3 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011-126 Importação Exportação Saldo 5

Por grupo de produtos, as exportações brasileiras de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, apresentaram a seguinte composição em 2011: 2011 % Vs. 2010 % Vs. 2002 Produtos para Cabelos 192.749 6,8 355,7 US$' Milhões Higiene Oral 155.771-9,7 156,6 Sabonetes 145.517 17,6 282,2 Desodorantes 67.061 6,1 942,8 Descartáveis 65.717 26,2 121,1 Demais 126.747 25,2 396,5 TOTAL 753.562 8,7 271,7 Fonte: Secex 6

PERFIL EMPRESARIAL Existem no Brasil 1.659 empresas atuando no mercado de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, sendo que 20 empresas de grande porte, com faturamento líquido de impostos acima dos R$ 100 milhões, representam 73,0% do faturamento total. As empresas estão distribuídas por região/estado da seguinte forma: AM 9 AC 1 RO 7 RR 0 Norte = 25 Centro-Oeste = 126 Nordeste = 139 Sudeste = 1047 Sul = 322 BRASIL...1.659 MT 7 MS 4 RS 126 AP 1 PA 6 MA 4 DF 12 GO 103 PR 145 SP 732 SC 51 TO 1 MG 146 PI 11 BA 44 ES -23 RJ - 146 CE 22 RN - 6 PB - 7 PE - 39 AL - 0 SE - 6 Atualizado abr/2010 total ano 2009 7

MERCADO BRASILEIRO Em relação ao mercado mundial de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, conforme dados do Euromonitor de 2011, o Brasil ocupa a terceira posição. É o primeiro mercado em perfumaria e desodorantes; segundo mercado em produtos para cabelos, produtos para higiene oral, masculinos, infantil, proteção solar; terceiro em produtos cosmético cores; quarto em depilatórios; quinto em pele. 2010 2011 Higiene Pessoal, US$ Milhões US$ Milhões Crescimento Participação Perfumaria e (preço ao (preço ao % % Cosméticos consumidor) consumidor) Mundo 387.727,1 425.866,5 9,8 1 Estados Unidos 60.744,0 63.086,4 3,9 14,8 2 Japão 43.381,7 47.267,7 9,0 11,1 3 Brasil 36.186,9 43.028,5 18,9 10,1 4 China 23.879,4 27.704,3 16,0 6,5 5 Alemanha 17.730,3 19.419,9 9,5 4,6 6 França 16.079,1 17.294,7 7,6 4,1 7 Reino Unido 15.592,8 17.019,8 9,2 4,0 8 Rússia 12.373,0 14.187,0 14,7 3,3 9 Itália 12.158,1 12.964,7 6,6 3,0 10 Espanha 10.473,3 11.007,4 5,1 2,6 Top Ten 248.598,6 272.980,4 9,8 64,1 2012 Euromonitor International CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO Os produtos do setor são distribuídos através de três canais básicos: distribuição tradicional, incluindo o atacado e as lojas de varejo venda direta, evolução do conceito de vendas domiciliares franquia, lojas especializadas e personalizadas 8

EMPREGO Sob o aspecto de emprego, o setor também apresentou resultados importantes, quando comparado com o crescimento do emprego no país. As oportunidades de trabalho criadas pelo setor, comparadas com o ano de 1994 são: OPORTUNIDADES DE TRABALHO ( 000) 1994 2010 % CRESC. 16 ANOS % CRESC. MÉDIO 2010/1994 INDÚSTRIA 30,1 68,0 125,9 5,6 FRANQUIA 11,0 34,0 209,1 7,8 CONSULTORA VENDA DIRETA 510,0 2.700,0 429,4 11,8 SALÕES DE BELEZA 579,0 1.480,0 155,6 6,5 TOTAL 1.130,1 4.282,0 278,9 9,3 Fonte: ABIHPEC, ABEVD, FIESP, ABF, IBGE e FEC-Fundação Euclides da Cunha. 9

EVOLUÇÃO A Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou um crescimento médio deflacionado composto de 10% nos últimos 16 anos, tendo passado de um faturamento "ExFactory", líquido de imposto sobre vendas, de R$ 4,9 bilhões em 1996 para R$ 29,4 bilhões em 2011. Vários fatores têm contribuído para este excelente crescimento do Setor, dentre os quais destacamos: Participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho; A utilização de tecnologia de ponta e o consequente aumento da produtividade, favorecendo os preços praticados pelo setor, que tem aumentos menores do que os índices de preços da economia em geral; Lançamentos constantes de novos produtos atendendo cada vez mais às necessidades do mercado; Aumento da expectativa de vida, o que traz a necessidade de conservar uma impressão de juventude. 1

CRESCIMENTO DO SETOR vs CRESCIMENTO DA ECONOMIA Nos últimos anos em geral o País apresentou índices baixos de crescimento. O quadro abaixo compara a evolução do Produto Interno Bruto, com a da indústria em geral e com os índices da Indústria de Produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, demonstrando que o setor apresentou, ao longo dos últimos anos, crescimento bem mais vigoroso que o restante da indústria (10% a.a. de crescimento médio no setor contra 3,1% a.a. do PIB Total e 2,5% a.a. da Indústria Geral): VARIAÇÃO ANUAL EM PORCENTAGEM ANO PIB INDÚSTRIA GERAL SETOR Deflacionado 1996 2,7 3,3 17,2 1997 3,3 4,7 13,9 1998 0,2-1,5 10,2 1999 0,8-2,2 2,8 2000 4,3 6,6 8,8 2001 1,3 1,6 10,0 2002 2,7 2,7 10,4 2003 1,1 0,1 5,0 2004 5,7 8,3 15,0 2005 3,2 3,1 13,5 2006 4,0 2,8 15,0 2007 6,1 6,0 9,4 2008 5,2 3,1 5,5 2009-0,6-7,4 9,6 2010 7,5 10,5 10,5 2011 2,7 0,1 4,6 Acumulado últimos 16 anos Médio Composto últimos 16 anos 63,3 49,0 360,1 3,1 2,5 10,0 FONTE: IBGE - Banco Central ABIHPEC- Deflator: Índice IPC FIPE Higiene e Beleza 2

COMPARATIVO DE ÍNDICES DE PREÇOS Nos últimos 5 anos os preços do setor apresentaram crescimento inferior a inflação e ao índice de preços ao consumidor. Importante destacar os produtos de Higiene Pessoal com índice de preços substancialmente inferior aos demais índices de preços. ANO Desvalorização Cambial Média VARIAÇÃO ANUAL EM PORCENTAGEM FGV Índice Geral de Preços Índice de Preços ao Consumidor FIPE Índice de Preços Higiene Índice de Preços Beleza 2007-10,9 7,9 4,4 2,0 1,6 2008-6,0 9,1 6,2 5,9 3,7 2009 6,1-1,4 3,7 2,1 2,4 2010-9,4 11,3 6,4 1,5 4,3 2011-4,7 5,0 5,8 5,0 1,6 Acumulado últimos 5 anos -23,3 35,6 29,4 17,5 14,3 Médio Composto últimos 5 anos -5,2 6,3 5,3 3,3 2,7 FONTE: ABIHPEC, Fundação Getúlio Vargas, Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas da Universidade de São Paulo 3

COMÉRCIO EXTERIOR Até 1994, o país manteve superávits em sua Balança Comercial entre 10 e 15 bilhões de dólares. Entre 1995 e 1998, com o advento do Plano Real e a utilização do câmbio como âncora principal para a estabilização da moeda, a Balança Comercial Brasileira apresentou déficits entre 3 e 7 bilhões de dólares. A partir de 1999, com a introdução do câmbio flutuante, observou-se forte desvalorização do real e o déficit foi reduzido para 1,3 e 0,7 bilhão de dólares no ano seguinte. Em 2001, o real foi novamente desvalorizado, principalmente devido à crise econômica na Argentina, provocando um superávit de US$ 2,7 bilhões. Seguiu-se em 2002 outra forte depreciação do Real incrementando o superávit para US$ 13,2 bilhões, em 2003 o superávit foi de US$ 24,9 bilhões. De 2004 a 2006, apesar da valorização do real, o superávit apresentou crescimento, atingindo US$ 46,5 bilhões em 2006. De 2007 a 2011 houve uma redução no superávit com uma pequena recuperação em 2011, porém ainda abaixo do atingido em 2006. US$ Bilhões Fonte: Secex BALANÇA COMERCIAL MERCADO TOTAL Ano Importação Exportação Saldo 2002 47,2 60,4 13,2 2003 48,3 73,2 24,9 2004 62,8 96,7 33,8 2005 73,6 118,5 44,9 2006 91,4 137,8 46,5 2007 120,6 160,6 40,0 2008 173,0 197,9 25,0 2009 127,7 153,0 25,3 2010 181,8 201,9 20,2 2011 226,2 256,0 29,8 US$' Bilhões 300 250 200 150 100 50 0 256 226 161 198 173 202 182 153 138 119 121 128 97 91 73 74 60 63 48 47 45 46 34 40 25 25 25 30 20 13 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Importação Exportação Saldo 4

O próximo quadro mostra a balança comercial dos produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos nos últimos dez anos, demonstrando um crescimento acumulado de 293,5% nas exportações entre 2002 e 2011, e as importações cresceram 340,9% no mesmo período. O déficit comercial do setor, que atingiu US$ 163,1 milhões em 1997, foi sendo reduzido nos anos seguintes, atingindo US$ 8 milhões em 2001 e, a partir de 2002, revertido para resultados superavitários. Em 2009, o superávit atingiu US$ 131 milhões, com queda de 27,8% sobre 2008, refletindo a valorização do real, que resultou em US$ 126 milhões de déficit em 2011. BALANÇA COMERCIAL HIGIENE PESSOAL, PERFUMARIA E COSMÉTICOS Importação Exportação Saldo Ano US$' Milhões % Cresc. US$' Milhões % Cresc. US$' Milhões 2002 152-23,7 203 5,9 50 2003 150-1,3 244 20,3 94 2004 157 4,4 332 36,1 175 2005 212 35,0 408 22,8 196 2006 295 39,2 489 19,9 194 2007 373 26,8 537 10,0 164 2008 466 24,7 648 20,5 182 2009 456-2,1 588-9,3 131 2010 697 52,7 693 18,0-3 2011 880 26,3 754 8,7-126 % Cresc. últimos 10 anos % Médio últimos 10 anos Fonte: Secex 340,9 293,5 16,0 14,7 US$' Milhões 1.000 800 600 400 200 0-200 880 754 697693 648 588 537 489 466 456 408 373 332 295 244 203 212 152 150 157175 196 194 164 182 131 94 50-3 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011-126 Importação Exportação Saldo 5

Por grupo de produtos, as exportações brasileiras de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, apresentaram a seguinte composição em 2011: 2011 % Vs. 2010 % Vs. 2002 Produtos para Cabelos 192.749 6,8 355,7 US$' Milhões Higiene Oral 155.771-9,7 156,6 Sabonetes 145.517 17,6 282,2 Desodorantes 67.061 6,1 942,8 Descartáveis 65.717 26,2 121,1 Demais 126.747 25,2 396,5 TOTAL 753.562 8,7 271,7 Fonte: Secex 6

PERFIL EMPRESARIAL Existem no Brasil 1.659 empresas atuando no mercado de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, sendo que 20 empresas de grande porte, com faturamento líquido de impostos acima dos R$ 100 milhões, representam 73,0% do faturamento total. As empresas estão distribuídas por região/estado da seguinte forma: AM 9 AC 1 RO 7 RR 0 Norte = 25 Centro-Oeste = 126 Nordeste = 139 Sudeste = 1047 Sul = 322 BRASIL...1.659 MT 7 MS 4 RS 126 AP 1 PA 6 MA 4 DF 12 GO 103 PR 145 SP 732 SC 51 TO 1 MG 146 PI 11 BA 44 ES -23 RJ - 146 CE 22 RN - 6 PB - 7 PE - 39 AL - 0 SE - 6 Atualizado abr/2010 total ano 2009 7

MERCADO BRASILEIRO Em relação ao mercado mundial de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, conforme dados do Euromonitor de 2011, o Brasil ocupa a terceira posição. É o primeiro mercado em perfumaria e desodorantes; segundo mercado em produtos para cabelos, produtos para higiene oral, masculinos, infantil, proteção solar; terceiro em produtos cosmético cores; quarto em depilatórios; quinto em pele. 2010 2011 Higiene Pessoal, US$ Milhões US$ Milhões Crescimento Participação Perfumaria e (preço ao (preço ao % % Cosméticos consumidor) consumidor) Mundo 387.727,1 425.866,5 9,8 1 Estados Unidos 60.744,0 63.086,4 3,9 14,8 2 Japão 43.381,7 47.267,7 9,0 11,1 3 Brasil 36.186,9 43.028,5 18,9 10,1 4 China 23.879,4 27.704,3 16,0 6,5 5 Alemanha 17.730,3 19.419,9 9,5 4,6 6 França 16.079,1 17.294,7 7,6 4,1 7 Reino Unido 15.592,8 17.019,8 9,2 4,0 8 Rússia 12.373,0 14.187,0 14,7 3,3 9 Itália 12.158,1 12.964,7 6,6 3,0 10 Espanha 10.473,3 11.007,4 5,1 2,6 Top Ten 248.598,6 272.980,4 9,8 64,1 2012 Euromonitor International CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO Os produtos do setor são distribuídos através de três canais básicos: distribuição tradicional, incluindo o atacado e as lojas de varejo venda direta, evolução do conceito de vendas domiciliares franquia, lojas especializadas e personalizadas 8

EMPREGO Sob o aspecto de emprego, o setor também apresentou resultados importantes, quando comparado com o crescimento do emprego no país. As oportunidades de trabalho criadas pelo setor, comparadas com o ano de 1994 são: OPORTUNIDADES DE TRABALHO ( 000) 1994 2010 % CRESC. 16 ANOS % CRESC. MÉDIO 2010/1994 INDÚSTRIA 30,1 68,0 125,9 5,6 FRANQUIA 11,0 34,0 209,1 7,8 CONSULTORA VENDA DIRETA 510,0 2.700,0 429,4 11,8 SALÕES DE BELEZA 579,0 1.480,0 155,6 6,5 TOTAL 1.130,1 4.282,0 278,9 9,3 Fonte: ABIHPEC, ABEVD, FIESP, ABF, IBGE e FEC-Fundação Euclides da Cunha. 9