Regionalização e Critérios de Classificação dos Municípios Turísticos de Alagoas

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Transcrição:

Regionalização e Critérios de Classificação dos Municípios Turísticos de Alagoas

Apresentação A atividade turística no Estado de Alagoas vem dando um salto significativamente positivo. Nos últimos cinco anos foram empregados esforços em investimentos de novos equipamentos, ampliando a capacidade de recepção, como a taxa de ocupação média anual que ultrapassou os 70%. Cada vez mais pessoas decidem ter uma experiência positiva nas regiões turísticas do Estado, seja em lua-de-mel, a lazer com a família; desfrutar de todo o paisagismo de nosso litoral ou ainda estar em contato com os nossos dizeres e fazeres por meio do artesanato, das manifestações culturais, da religiosidade e etnia marcante dos quilombos e até constatar um pouco da história por trás das sombras do casario, igrejas seculares e fachadas que imprimem nossa identidade, por meio de temas aqui chamados segmentos, rotas e roteiros da Civilização do Açúcar, do Cangaço, do Imperador, da Melhor Idade e tantos outros condicionantes, motivando pessoas e famílias a visitarem nossas regiões turísticas. Esta experiência é possível por entendermos que, apesar do turismo ser uma atividade comercializada por meio da cadeia produtiva, o poder público tem um papel fundamental na definição de políticas, planos, projetos e, principalmente, na articulação com os protagonistas do setor para a construção de trabalhos compartilhados e participativos, na busca da melhoria da qualidade de vida de nosso povo. Pensando nisso, estamos trabalhando com o apoio do Ministério do Turismo, desde 2007, o método de regionalizar regiões turísticas que tenham em seus territórios aspectos e identidades comuns, com o objetivo de melhor planejar, estruturar e ordenar a atividade de forma sustentável. Contribuir com os gestores públicos com a orientação deste método de trabalho, unindo ao exercício de apoiar as regiões e municípios por meio de mecanismos e ferramentas de planejamento e gestão na composição da classificação dos municípios turísticos, institui uma maneira de descentralizar a gestão incentivando a participação do empresariado, das entidades representativas de classe e da sociedade civil organizada dentro das regiões e municípios. Apresentamos neste caderno, de modo simplista, uma das mais variadas formas de trabalho orientado para resultados, que poderão ser adaptadas à realidade de cada lugar desse Estado. Estamos longe de encerrarmos as discussões acerca do desenvolvimento do turismo. A Secretaria de Estado do Turismo está dando mais um passo. Desejamos um bom trabalho! Danielle Govas P. Novis Secretária de Estado do Turismo

Regiões Turísticas Pela sua própria natureza o turismo promove a circulação contínua de pessoas nos destinos turísticos, podendo resultar na geração de postos de trabalho e maior produção de riquezas para as Regiões Turísticas. Com o objetivo de promover o desenvolvimento das Regiões Turísticas de Alagoas, o Governo Estadual toma como parâmetro os documentos técnico-orientadores elaborados pelo Ministério do Turismo que tem como finalidade a implementação do Programa de Regionalização do Turismo. O Governo do Estado de Alagoas, através da Secretaria Estadual de Turismo, vem colaborar com o processo de orientação e facilitar a compreensão, para que cada município descubra como proceder em relação ao desenvolvimento do turismo em cada Região Turística. Regiões Turísticas é a integração de municípios com características e potencialidades capazes de serem articuladas e que definem um território para fins de planejamento e gestão. Cada região se diferencia uma das outras por apresentar particularidades próprias. A regionalização é um modelo de gestão de política pública, descentralizada e integrada que divide um grande espaço, com critérios previamente estabelecidos. O Ministério do Turismo cria um programa estruturante para promover o desenvolvimento turístico de forma regionalizada, com foco no planejamento coordenado e participativo. O Programa de Regionalização do Turismo propõe reunir a comunidade, poder público, empresários, entidades de classe e, unidos, formar uma corrente de mobilização e sensibilização para exercer a Instância de Governança Regional - organização representada pelo poder público, setor privado, representantes do sistema S, associações e sociedade civil organizada nos municípios, que estão inseridos nas regiões turísticas. Enfim, todos os segmentos envolvidos com a atividade turística e que atuam em prol do desenvolvimento do turismo regional, do qual se tornam parceiros, sensibilizados, mobilizados e capacitados. Juntos, participam do planejamento regional e buscam alternativas de solução para o desenvolvimento do turismo. Para que se torne efetivo, é necessário a formação do grupo gestor em escala municipal e a reunião de representantes destes grupos municipais em escala regional. Vários municípios alagoanos possuem seu Grupo Gestor, grupo de trabalho representado por atores municipais, público e privado, que fazem parte da Instância de Governança. No entanto, esse grupo é direcionado a trabalhar nas ações voltadas para o desenvolvimento do município, enquanto a Instância é mais ampla, trabalha para desenvolver e atuar na Região Turística. 2 3

Regionalizar Regionalizar é construir um ambiente democrático, harmônico e participativo entre os setores do poder público, iniciativa privada, terceiro setor e comunidade. O que define as regiões turísticas como estratégias na organização do turismo para fins de planejamento e gestão, são os programas e projetos orientados pelo governo estadual. Estes visam estruturar os destinos na oferta e na demanda, avalia os impactos sócios-econômicos, culturais e ambientais, como também auxilia na tomada de decisões, criando condições para o fortalecimento da sustentabilidade do setor, respeitando e valorizando as diferenças étnicas, sociais, culturais, históricas, econômicas e ambientais, de forma ordenada, e torná-lo em Produto Turístico. Produto Turístico é o conjunto de atrativos que podem ser classificados como naturais, culturais, econômicos, eventos etc. Inclui os equipamentos e serviços que um determinado município possui, do qual a oferta é comercializada de forma organizada. Vários municípios integrados nessa oferta turística podem ser comercializados como roteiro turístico, por ser um itinerário caracterizado por vários elementos e não exige uma sequência de visitação. Muitos municípios alagoanos apresentam Potencial Turístico. No entanto, esse potencial não é um Produto Turístico, só passará a ser um produto, quando encontrar-se pronto para a comercialização. Antes, tem que se ter conhecimento dessa potencialidade para se estudar e planejar a forma de torná-lo em produto. A Instância de Governança Regional fortalece a coordenação do Programa de Regionalização, define e valida critérios para a escolha dos mobilizadores, promove a integração, planeja as estratégias operacionais, articula parcerias e negocia recursos para a implementação do programa. O primeiro passo para promover e desenvolver as regiões é começar a falar de Sensibilização, que significa convencer as pessoas da comunidade a conhecer, valorizar e divulgar os atrativos naturais e culturais do lugar em que vivem, e, para que isso ocorra, é necessário identificar pessoas relevantes para concretização desse processo. A sensibilização faz com que cada um descubra no que pode contribuir para melhorar a vida da comunidade. Para que ocorra a sensibilização de uma comunidade, é necessário criar e adequar, demonstrar princípios e objetivos que facilitem a interação, criar parcerias e compartilhar conhecimentos. A melhor forma de sensibilizar é realizar eventos como reuniões, oficinas, seminários e identificar as lideranças envolvidas na atividade turística. Nessas reuniões é necessário fazer comparativos de exemplos de sucesso na qualidade, serviços e equipamentos, para que se possa avaliar a realidade atual do município ou região. 4 5

Mobilização Sensibilização Para favorecer de forma ordenada a integração e o relacionamento entre os membros envolvidos, é necessário um Mobilizador, que deve ser escolhido com base em critérios como a capacidade de ser ético, ter bom relacionamento, conhecimento, habilidade, técnica e humildade para que possa conduzir de forma a envolver os participantes no processo dos trabalhos. Deve também ser comprometido com a lista de tarefas e ações, enfrentar obstáculos e buscar soluções, divulgar idéias e tudo que estiver envolvido no processo. A sensibilização liderada por um mobilizador, com a participação dos atores envolvidos da rede pública, privada e comunidade, no processo de comprometimento, gera mudanças que são fundamentadas em novos conceitos, o que ocasiona resistências. Nesse processo é fundamental a existência da motivação, pois ela fortalece a credibilidade dessas mudanças onde a base é o esclarecimento e o crescimento do desejo de mudar. Uma forma de atingir e chegar a sensibilização é fazer uso dos meios de comunicação, pois é um instrumento que cabe a função de socializar, transmitir, envolver e aumentar a participação dos atores da atividade do turismo. Como instrumento para se estabelecer a união, motivação e integração desses envolvidos com o turismo em suas regiões, é necessário que haja a mobilização por ser considerada um ato de comunicação, e pode ser ultilizada como instrumento de divulgação nas informações. É através da mobilização que se estabelece um mecanismo para que o poder público, em conjunto com os atores envolvidos, passem a pecorrer caminhos de fortalecimento dos grupos gestores e instâncias de governança. Ou seja: Mobilizar é reunir pessoas que se disponham a contribuir para construção de um ideal coletivo. O turismo envolve um conjunto de ações organizadas onde se cria e elabora projetos especifícos para a região turística, do qual estimula o desenvolvimento sustentável através do aumento da inclusão social. Relevante também, porque engloba aspectos econômicos, ambientais, sociais e culturais, onde para alcançar sucesso como atividade econômica, é necessário organizar, identificando as potencialidades, preservando os atrativos do meio ambiente e do patrimônio cultural da região. A sociedade tem que estar inserida nesse processo, formar parcerias e fazer um planejamento estratégico de forma sustentável, com o objetivo de promover o desenvolvimento regional. Planejamento Estratégico O Planejamento Estratégico investe em um processo no qual o crescimento econômico e social acontece de forma equilibrada e com sustentabilidade, abrindo espaço para atuação responsável tanto da sociedade civil organizada como do poder público. A Sustentabilidade assegura a valorização da comunidade local, valoriza seus saberes, conhecimentos, práticas e valores étnicos. Num processo de cooperação é importante que sejam definidas as funções gerenciais (quem faz o que, quando e como) e os procedimentos a serem adotados em nível administrativo, como planejamento, organização, direção, e acompanhamento. A garantia da sobrevivência de uma Instituição é que ela cumpra sua finalidade de forma sustentável e que os atores envolvidos com o turismo, superem possíveis dificuldades e desafios administrativos e legais para a implantação e gestão da Instância de Governança Regional, que poderá elaborar o Plano Estratégico em parceria com os atores locais. 6 7

A elaboração do Plano Estratégico compreende numa análise situacional da Oferta Turística, onde se identifica os atrativos, potencialidades, serviços, equipamentos turísticos, infraestrutura etc. A necessidade desse levantamento é para descrever a situação atual e dos setores com os quais o turismo está relacionado. É interessante também acrescentar o nível da Demanda Turística, que é a quantidade de bens e serviços que são consumidos em um determinado local e período. O processo de regionalização busca princípios que faz a sustentabilidade da atividade. Por esses motivos, cresce a necessidade da elaboração e implementação dos Planos Estratégicos; eles contribuirão para o fomento das regiões vocacionadas para o turismo. O Plano Estratégico e seus respectivos projetos específicos representam a base para as mudanças esperadas e desejadas no desenvolvimento do turismo na região. O turismo estimula a integração e promove o encontro entre as pessoas nos destinos. E, para o fortalecimento e o desenvolvimento sustentável de uma região turística, as ações a serem executadas de um projeto, programa ou plano, têm que ser praticadas de forma organizada, planejada e bem conduzida, resultando na geração de postos de trabalho, contribuindo para uma distribuição de renda e o compartilhamento de experiências entre visitantes e visitados. Ao se discutir a introdução ou ampliação das atividades turísticas em uma região, antes tem que ser feito um planejamento estratégico que tenha como princípios fundamentais a partipação e integração das comunidades, como também a proteção e conservação do patrimônio histórico, cultural e natural. Compete ao Grupo Gestor e a Instância de Governança elaborar, coordenar, promover a integração e mobilização do Plano Estratégico. A fase da implementação dos Planos Estratégicos do Desenvolvimento do Turismo Regional trata da estruturação do processo operacional, na forma de definição de papéis, atribuições e interações das ações planejadas para garantir que os objetivos sejam alcançados. A implementação consiste na execução coordenada, dentro de prazos estipulados, de um conjunto de ações e projetos específicos, que podem ser agrupados em diferentes categorias. A elaboração de roteiros, infraestrutura, melhoria e qualificação dos serviços, promoção e comercialização de produtos, gestão sustentável dos atrativos naturais e outros, são exemplos de projetos específicos que ficará sob a responsabilidade e coordenação do Grupo Gestor do município e da Instância de Governança. Sistema de Informações Para se elaborar um projeto, é necessário um Sistema de Informações, que é um conjunto de componentes inter-relacionados que coletam, processam, armazenam e distribuem informações, ou seja; reunião de dados que, articulados entre si ficam disponibilizados às pessoas e instituições, facilitando as tomadas de decisões relacionadas ao desenvolvimento do turismo, como dados a serviço de uma avaliação para uma situação específica. A informação é vital para movimentar, aproximar, viabilizar e dar visibilidade a todos os seus elementos. Os questionários ou as pesquisas, junto com a comunidade, são instrumentos que podem ser utilizados para se adquirir e armazenar as informações. O Órgão Municipal oferece apoio técnico e financeiro, efetua levantamentos e fornece informações, mobiliza e integra os atores e colabora com o processo de Governança Regional. 8 9

A elaboração de um Sistema de Informações Turísticas possibilita a Inventariação da Oferta Turística do qual se registra o conjunto dos atrativos, equipamentos, serviços e infraestrutura. Pode também se estruturar um ambiente virtual de documentações de todo o Estado, constituindo-se em instrumentos de base para o planejamento e a gestão da atividade turística em todos os âmbitos. Desse modo, é possível, resgatar, reunir, organizar e fazer circular dados e informações confiáveis e atualizados do turismo. Integrado ao banco de dados do Sistema de Informações Turísticas, estará um conjunto de informações relacionadas aos Arranjos Produtivos. Um Programa que está sendo executado e coordenado pela Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Econômico SEPLANDE, em conjunto com o SEBRAE/AL e com interlocução da SETUR/AL, no intuito de fomentar e transformar cada região em um destino consolidado e sustentável. O Programa de Mobilização para o Desenvolvimento dos Arranjos e Territórios Produtivos Locais do Estado de Alagoas PAPL/AL envolve empresas e instituições localizadas em uma determinada região, que ao se relacionarem em um setor específico caracterizam uma especialização produtiva. CADASTUR Na atividade turística existe uma gama de prestadores de serviços, como agências de turismo, meio de hospedagem, transportadoras turísticas, organizadora de eventos, parques temáticos, guias de turismo etc. A estes prestadores são oferecidos várias vantagens quando estão inseridos no CADASTUR, um sistema que está disponibilizado na internet e tem como finalidade possibilitar o cadastro de empresas prestadoras de serviços turísticos e profissionais do turismo, conforme legislação específica. O CADASTUR se destaca como uma excelente ferramenta de divulgação e marketing, pois disponibiliza informações quanto à prestação de serviços das empresas e profissionais do turismo. As empresas cadastradas participam de feiras, eventos, licitações, projetos e programas promovidos pelo poder público. Dispõem ainda de financiamentos e obtém subsídios junto aos bancos oficiais para reformas e construções de empreendimentos. O cadastramento pode ser feito via internet ou na Secretaria de Estado do Turismo. Roteirização Turística Alagoas tem uma diversidade de atrativos turísticos naturais, históricos e culturais distribuidos em todo seu território. É a partir da identificação e da potencialização dos atrativos que se inicia a organização do processo de Roteirização Turística, fazendo com que a oferta turística torne-se rentável e comercialmente viável, gerando desenvolvimento econômico para a região, tendo como foco a construção de parcerias a níveis municipal, regional, estadual e nacional, de modo a buscar oportunidades de negócios. A Roteirização Turística é o processo que visa propor, aos diversos atores envolvidos com o turismo, orientações para a constituição dos roteiros turísticos. Essas orientações vão auxiliar na integração e organização de atrativos, equipamentos, serviços turísticos e infraestrutura de apoio do turismo, resultando na consolidação dos produtos da região. 10 11

Estruturar, ordenar, qualificar e ampliar a oferta de roteiros turísticos de forma integrada e organizada são os objetivos da roteirização, onde a partir desses objetivos irá fortalecer, incentivar e estimular negócios, ampliar e qualificar serviços, identificar e apoiar os Segmentos Turísticos. A segmentação é a forma de organizar o turismo para fins de planejamento e gestão para o mercado. Ao ser atingido por esses objetivos, os resultados esperados são o fortalecimento regional, aumento de visitação e permanência, atuação de empresas, criação/ampliação e geração de renda, favorecendo a inclusão social e consolidação de roteiros turísticos mais competitivos. Para o efetivo envolvimento de todos e o sucesso do trabalho, o controle da qualidade de equipamentos e serviços se reflitirá na qualificação do roteiro, sendo indispensável ações de sensibilização e mobilização dos grupos de agentes envolvidos no processo de roteirização. A ferramenta essencial para todos os passos do proceso de comercialização dos roteiros é o Marketing, um conjunto de técnicas utilizadas para divulgação e distribuição de um produto entre diferentes consumidores. Antes da divulgação de um roteiro turístico, deve ser feito um estudo para identificar o turista como consumidor potencial e se ele tem poder aquisitivo para adquirir o produto oferecido. Verificar também se o preço cobrado está competitivo em comparação a outros roteiros ofertados. Visando o desenvolvimento turístico, na promoção e comercialização de um roteiro, o poder público, a iniciativa privada e a comunidade precisam investir dentro de suas competências. É necessário ter a preocupação com as metas de ampliação e diversificação da oferta turística e deve ser buscada as parcerias. Os principais usuários desse estudo são as localidades que recebem turistas e o trade. Roteiro Turístico é o intinerário caracterizado por um ou mais elementos definidos e estruturados para fins de planejamento, gestão, promoção e comercialização. A elaboração dos roteiros deve ter como base a oferta turística, e a sua operacionalização deve ser feita por meio da Promoção e Comercialização. O produto a ser comercializado tem que ter qualidade e durabilidade, e é esencial que ele seja estruturado levando em consideração os princípios da sustentabilidade ambiental, sociocultural e econômica. O Trade Turístico é composto pelos agentes, operadores, hoteleiros e demais prestadores de serviços turísticos, englobando restaurantes, bares, rede de transporte etc. A gestão descentralizada do turismo, apoiado por seus parceiros, proporciona que cada região tenha seu desenvolvimento dentro de suas realidades. Nem todos os municípios de uma região são dotados de potencial relevante para o turismo. Há os que apresentam outras vocações, e são nessas atividades diferenciadas que o desenvolvimento deve estar focado.ex: Se a atividade econômica é a pesca, agropecuária ou agricultura, o municipio comercializa seus produtos para o municipio que vive vocacionalmente para a atividade do turismo. 12 13

Uma região turística pode contemplar uma ou várias rotas ou um ou vários roteiros. Chamamos de Rota um intinerário com base em contextos históricos ou temáticos, do qual existe uma sequência de ordem e possui um início e um final. Já Roteiro é o itinerário mais flexível, o turista escolhe o que vai ser visitado no destino e o itinerário é constituido por um ou mais elementos podendo ser visitado em várias regiões. Atividade Turística A promoção e comercialização de produtos se carcterizam pelo desenvolvimento de relações com o mercado. O poder público, a iniciativa privada e a comunidade precisam investir em estratégias que levem a um processo eficiente, gerando competitividade e lucro, daí a prioridade da estruturação dos produtos turísticos envolvidos nos roteiros onde a atividade está diretamente relacionada com a prestação dos serviços. A Atividade Turística é um conjunto de diferentes fatores e elementos inter-relacionados que evoluem de forma dinâmica. A promoção turística é fundamental para que os roteiros ou os destinos tornem-se conhecidos, resultando no aumento do fluxo turístico. A metodologia de execução, o cronograma de ação, as estratégias de captação de recursos e financiamentos de promoção e comercialização dos produtos turísticos, devem ser definidos para orientar o processo de implementação do plano. Cada Região Turística planeja e decide seu próprio futuro. E para que Alagoas possa estruturar e qualificar suas regiões, é necessário o envolvimento direto das comunidades receptoras. São elas que protagonizarão sua história. A região turística é a base para o planejamento e ordenamento existente para a oferta turística. As rotas, os roteiros e os destinos podem se constituir em um produto turístico e elaborado para fins de promoção e comercialização, do qual todos os produtos e serviços inseridos no mercado possuem Ciclos de Vida. O começo do ciclo é o Desenvolvimento, onde ainda não existe fisicamente e sim em forma conceitual, depois vem a fase de introdução que é quando o produto ou serviço é colocado no mercado para se atingir o Crescimento, do qual o destino torna-se conhecido e o fluxo de visitantes cresce e as vendas aumentam. A fase de crescimento é a mais demorada, pois o produto está consolidado no mercado, e para sua permanencia é necessário inovar e buscar novos segmentos e consumidores, evitando que aconteça rapidamente a fase do declínio, ou seja: a diminuição do fluxo de visitantes e de investimento, o que desgasta a imagem do produto. Daí a importância de se elaborar um plano de negócios e marketing, que servirá para identificar e fortalecer a fase do ciclo de vida desse produto que está sendo comercializado. 14 15

Para se construir um desenvolvimento turístico sustentável, é necessário ter um plano de monitoria e avaliação bem definido e objetivo, isso é um dos passos fundamentais por ser um documento formal que contém um conjunto de metas com as atividades ordenadas, resultados e objetivos. A Monitoria acompanha as ações e o cumprimento das metas propostas e os avanços alcançados em um determinado período. A Avaliação analisa os resultados quanto à eficiência, a adequação dos recursos humanos, materiais e financeiros das atividades desenvolvidas durante a implementação, que tem na monitoria os indicadores, nele existe os objetivos que estabelece padrões de desempenho ou execução onde se compara as ações planejadas e executadas, projeta e operacionaliza detalhadamente as informações, revê e ajusta os processos, decide estratégias, transforma as decisões em ações e analisa a efetividade das ações futuras. Para se elaborar um Sistema de Monitoria e Avaliação, deve-se identificar os agentes evolvidos com o Sistema de Informações Turísticas, que, para ser alimentado, se conta com pelo menos quatro grupos, que são: quem produz, quem coleta, quem gerencia e quem faz uso do Sistema de Informações. O modelo de gestão descentralizada do turismo, proporciona a Alagoas sua própria alternativa de desenvolvimento, de acordo com a realidade local. O que se espera de cada Região Turística, é que ela, apoiada pela Instância de Governança, planeje e decida o próprio futuro, de forma estruturada e qualificada junto às comunidades receptoras. Só assim, possibilitará o alcance dos objetivos propostos pelo Programa de Regionalização do Turismo. É importante que cada localidade respeite seus mecanismos de modo a se adequar a novas formas de agir. As diretrizes voltadas para a região turística devem ser compreendidas e ajustadas para a ação municipal, uma vez que o processo de desenvolvimento se inicia no município. É necessário assegurar o funcionamento das políticas públicas, como infraestrutura básica, saúde, educação, segurança, desenvolvimento rural, urbano e ambiental. O Órgão Municipal de Turismo estimula o Colegiado e acompanha suas propostas, promove reuniões, alimenta os debates com informações, avalia os custos e analisa a viabilidade de implantação. Esse órgão também articula parcerias que pode tornar a gestão da atividade mais ágil e flexível, além de abrigar distintos atores da sociedade civil, especialmente o Colegiado Local, uma organização representativa dos poderes público e privado e da sociedade civil organizada, que tem o papel de apoiar o Órgão Municipal do Turismo na coordenação do processo de regionalização. Para que a administração municipal indentifique os aspectos positivos e os problemas a serem enfrentados, é necessário reunir dados sobre o município e consequentemente sensibilizar e mobilizar sua população. Uma ação inicial é o Inventário da Oferta Turística, cujo processo tem como objetivo fazer um levantamento dos mais diversos elementos, assim como coletar, resgatar, ordenar dados e informações sobre as potencialidades dos atrativos locais e gerar informações capazes de revelar a melhor maneira de se atingir as metas propostas. A inventariação é fundamental para se criar estratégias que determinem as metas em um destino a ser trabalhado. A inserção dos produtos e serviços turísticos no mercado ocorre quando a iniciativa privada, apoiada pelo governo municipal e comunidade, elabora o roteiro turístico com base na oferta existente, onde se estabelece a identidade turística e define estratégias de marketing para se alcançar e tornar a identificação reconhecida. 16 17

O processo de expansão do turismo, quando é definido numa localidade pela exploração de atrativos naturais, a exemplo das piscinas naturais formadas pelos recifes de corais, do cânion e foz do Rio São Francisco, das belíssimas praias do litoral, das lagoas ricas em biodiversidade, são atrativos do Estado de Alagoas que exigem um planejamento quanto à preservação, conservação, ordenamento, capacidade de suporte de fluxo etc. São medidas para que não ocorra uma ocupação desordenada dessa oferta, causando o impacto ambiental ou um colapso por falta de infraestrutura e responsabilidade do poder público e comunidade. A consequência dessa falta de planejamento acarretará na falência do produto ofertado. Ao Órgão Municipal de Turismo cabe a responsabilidade de deliberar sobre o planejamento e o processo de evolução do turismo. Cada município deve participar do desenvolvimento do seu território. O que fazer, quando fazer, como fazer e com quem fazer são as perguntas que precisam de respostas e ocorrem quando a decisão vem da comunidade. Para isso, é preciso que ela esteja sensibilizada e motivada para fazer, pois as iniciativas voltadas para o desenvolvimento faz com que seus integrantes formem uma Rede, que é uma estrutura organizacional descentralizada, formada por Instâncias sendo elas: Fórum Estadual, Instância de Governança Regional e Grupo Gestor Municipal. A cooperação entre si serve para fazer surgir soluções e propiciar a conexão entre as regiões turísticas, o que favorece a troca de experiências, aproxima de forma produtiva os que estão voltados a trabalhar pelo desenvolvimento do turismo, na medida de suas capacidades específicas. Uma comunidade mobilizada, ao reivindicar do Governo uma determinada obra de infraestrutura, fica fortalecida quando as parcerias estão unidas, o que produz um enorme resultado econômico e social. Isso ocorre quando se promove a participação e aprofunda os relacionamentos ocorridos no encontro presencial, o que pode ser um importante recurso de animação e comunicação das Redes. 18 19

Os Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo buscam organizar as intervenções públicas para o desenvolvimento e é importante ressaltar o PRODETUR, um programa nacional que inclui ações em âmbito regional, estadual e municipal, e tem o objetivo de fortalecer a Política Nacional de Turismo e consolidar a gestão turística de modo democrático e sustentável. O PRODETUR investe em financiamentos relacionados à recuperação e à valorização dos atrativos turísticos públicos necessários aos destinos e empreendimentos. Alagoas priorizou o Pólo Costa dos Corais e Lagoas e Mares do Sul para receberem investimentos do Programa, que é operacionalizado pelo Ministério do Turismo, que orienta tecnicamente as propostas para o financiamento pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A atividade turística ocupa dimensões e deve ser democratizada e humanizada, sendo acessível a todos. As dimensões econômica, social, cultural e histórica, devem ser contempladas pelas políticas públicas e que estejam diretamente ligados aos segmentos do turismo para torná-lo desenvolvido e sustentável. Essa atividade harmoniza o imperativo do crescimento econômico com a promoção da equidade social e a preservação do patrimônio natural. As áreas turísticas selecionadas como prioritárias pelo estado ou município, devem ser planejadas de forma que o turismo venha a construir alternativa econômica geradora de emprego e renda para a população. A prioridade será o de investir no desenvolvimento. Antes, é necessário elaborar um plano ou projeto com propostas e intervenções públicas a serem implantadas visando o desenvolvimento do município ou da região. A implementação das orientações da regionalização é essencial para o turismo sustentável, uma atividade que satisfaz às necessidades socioeconômicas e depende fundamentalmente do crescimento turístico da região. Para que isso se torne efetivo no Estado de Alagoas, é necessário que os municípios adotem os critérios de classificação turística. As diretrizes voltadas para a região turística devem ser compreendidas e ajustadas para a ação municipal, uma vez que o processo de desenvolvimento se inicia no município. Entende-se por política pública para o setor de turismo, de forma geral, a ação de tornar pública as intenções de intervenção e atuação do governo através da Secretaria de Estado do Turismo, no tocante ao desenvolvimento sustentável do setor, por meio de programas e projetos. A efetiva execução do proposto se dá de forma compartilhada atribuindo aos pilares - poder público estadual, municipal, iniciativa privada e representações de classe, assumir responsabilidades e compromissos para que o proposto seja alcançado. 20 21

Diretriz Política A Diretriz Política apresenta um cenário atual de como a atividade se encontra e aponta um direcionamento para melhoria da atividade através de seus programas. Neste sentido apresentamos uma reflexão do programa de Regionalização, que consideramos estruturante para a atividade turística no Estado de Alagoas. A Regionalização em Alagoas 2003-2007 A Regionalização em Alagoas 2007-2010 5 1 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Sertão Alagoano Caminhos do São Francisco Celeiro das Tradições Quilombos Costa dos Corais Metropolitana Lagoas e Mares do Sul 4 6 3 2 7 Critérios de participação do Programa de Regionalização do Turismo CRITÉRIOS MUNICIPAIS: 1- Grau de atratividade dos recursos 2- Existência de demanda real 3- Destinos comercializados por agências de turismo 4- Infraestrutura de apoio ao turismo 5- Equipamentos e serviços turísticos 6- Existência de estrutura de gastos turísticos - PPA Municipal contemplando o Turismo e orçamento direcionado para o setor 7- Organização Turística Municipal - Secretaria/Departamento/Unidade de turismo 8- Planejamento Turístico Municipal 22 CRITÉRIOS REGIONAIS: 1- Posição geográfica estratégica em relação ao principal mercado emissor 2- Existência de organizações oficiais intermunicipais Objetivo: Hierarquizar as regiões turísticas e identificar seus respectivos destinos a partir do nível de desenvolvimento do turismo dos municípios. 23

CALCULO DAS MÉDIAS POR GRUPOS Será apresentada uma pontuação para o atendimento a cada um dos critérios estabelecidos, classificados de 0 a 100. O município que não obtiver o número superior a 50 pontos, será considerado a desenvolver em cor branca. Os municípios que apresentarem a partir de 51 pontos, de acordo com a pontuação será classificados em níveis hierárquicos em escala piramidal, de 2 a 4 sendo 66 pontos para o segundo nível, 85 pontos para o terceiro nível e 100 pontos para o quarto nível. NIVEL 4 NIVEL 3 NIVEL 2 NIVEL 1 Promoção e acesso a mercados Nacional e Internacional 85 a 100 pts. Promoção e acesso a mercado Nacional 66 a 85 pts Qualificar para o mercado regional 51 a 66 pts. Desenvolver 0 a 50 pts. Nível 1 Desenvolver: Apresenta potencialidade turística para o mercado regional, ainda sem estruturação, com deficiência de recursos humanos, equipamentos e infra-estrutura estabelecidos para a implementação da atividade turística. Nível 2 Qualificar para o mercado regional: Possui estrutura turística para atender ao mercado estadual, mas ainda apresenta necessidade de melhorar a qualidade dos serviços prestados aos turistas, bem como de capacitação de pessoal e qualificação de equipamentos e infra-estrutura. Nível 3 Promoção e acesso a mercado Nacional: Apresenta produto(s) estruturado(s) e qualificado(s), apto(s) para promoção e comercialização no mercado nacional. Nível 4 Promoção e acesso a mercados Nacional e Internacional: Apresenta produto(s) estruturado(s) e qualificado(s), apto(s) para promoção e comercialização no mercado internacional. Itens a serem avaliados para classificação dos níveis 01 - OFERTA E DEMANDA TURÍSTICA 30 pts Serviços de Atendimento ao Turista 8 pts. Refere-se à Alimentação, hospedagem, informações turísticas e outros serviços que possam atender as necessidades do turista no território, na ordem da circulação e do consumo de bens e serviços. Atrativos turísticos 12 pts Refere-se a todo o potencial do território, seja ele natural (praias, montanhas, rios, ilhas, dunas, cavernas, cachoeiras, clima, flora e fauna), cultural (artesanato e gastronomia e etc.), eventos programados (feiras, congressos e seminários etc., realizações técnicas cientificas e artísticas permanentes (obras, instalações, organizações e qualquer atividade de época que motive o interesse do turista. Serviços de Receptivo Turístico 8 pts Refere-se a empresas devidamente cadastradas no CADASTUR, que operem na comercialização do território municipal. Curso superior ou profissionalizante na área de turismo 2 pts Refere-se à oferta de cursos profissionalizantes em turismo e hotelaria ou correlatos, instituições de ensino técnico e superior. 02 - CADASTROS NO CADASTUR 10 pts Refere-se a estar devidamente cadastrado no sistema CADASTUR. Meios de Hospedagens; Bares & Restaurantes 5; Equipamentos e Serviços; Profissionais do setor 5; 24 25

03 - INFRAESTRUTURA DE APOIO 25 pts Refere-se a todos os itens necessários a estruturação do setor de turismo municipal necessários ao acesso do consumidor final. Secretaria ou unidade responsável pelo Turismo Municipal 4; Conselho 1 Fundo 1 Leis 1 Segurança pública 3 Atendimento Médico de Urgência 2 Saneamento Básico 3 Comunicação 2 Facilidades Financeiras 1 Acesso Rodoviário 3 Acesso Aéreo 1 Sinalização Turística Municipal 2 Espaço para eventos 1 04 - MARKETING 15 pts Refere-se à estratégia de posicionamento para o mercado consumidor alvo a que o território está inserido e possivelmente pretende alcançar. Participação em Feiras e Eventos 1 Plano de marketing institucional 3 Existência de material promocional municipal 2 Site na Internet 1 Roteirização Apresentar ficha técnica de roteiro com descritivos do território para uso do Estado 1 Campanhas de conscientização 1 Material promocional e orientador Regional 1 Governança Regional Instituída 3 Produtos sendo comercializados 2 relevantes para a utilização como ferramenta de planejamento e gestão. População IBGE 1 Área do município IBGE 1 Inventário da Oferta Turística 5 Estudos de demanda e do setor de turismo 3 06 - POLÍTICAS PÚBLICAS, DIRETRIZES E REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO 10 pts Participação em oficinas do PRT, programas e projetos do governo 3 PDT - Elaboração Plano de desenvolvimento do Turismo 5 Diretrizes de turismo no Plano Diretor 1 Participação no Fórum Estadual de Turismo 1 Conclusão Nunca é demais reiterar que, para se alcançar os resultados previstos no Programa de Regionalização do Turismo é necessário respeitar a realidade de cada município inserido na região turística. A Região Turística que encontra-se no início do seu desenvolvimento, primeiramente tem que realizar a sensibilização e a mobilização das pessoas e instituições que estão diretamente envolvidas com a atividade turística, isso é o que resultará no alcance das metas e ações pretendidas. O Programa de Regionalização propõe que os roteiros tenham base regional, ou seja; que eles sejam interligados em vários municípios e que todas as pessoas envolvidas na implementação das ações façam parte do planejamento para fortalecer e alcançar um resultado satisfatório na promoção e comercialização dos roteiros turísticos. 05 - PESQUISAS 10 pts Refere-se a todo o produto de pesquisa realizado no território que gere indicadores 26 27

Fonte de Consulta Módulos Operacionais do Programa apresentado nos Cadernos de Turismo, elaborados pelo Ministério do Turismo. Edição 2007. Plano Estadual do Turismo de Alagoas 2005/2015 Plano Nacional do Turismo 2007/2010 Expediente Governo do Estado de Alagoas Teotonio Vilela Filho Governador Secretaria de Estado do Turismo Danielle Govas Pimenta Novis Secretária de Estado Equipe Técnica: Renato Lobo - Coordenação de Regionalização do Turismo Deucila Vanja Amorim Coordenação de Informações e Textos Colaboradores: Andrea Tenório Gabriela Chernichiarro Ivaldo Pinto Jair Galvão Katharine Marques Melry Bezerra Sandra Villanova 28