PERGUNTAS E RESPOSTAS COAPES



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Transcrição:

Perguntas e Respostas 1 O que é o? O é o Contrato Organizativo de Ação Pública de Ensino-Saúde e suas diretrizes foram publicadas pelos Ministérios da Saúde e da Educação por meio da Portaria Interministerial n o 1.127 de 06 de agosto de 2015. 2 Qual a diferença entre o COAP e o? Apesar das semelhanças na nomenclatura e na pactuação entre entes federativos, o COAP e o apresentam grandes diferenças em seus objetos e entes envolvidos. O COAP pretende definir as responsabilidades sanitárias dos entes federativos na divisão de suas competências constitucionais e legais no âmbito do SUS. Isto é envolve pactuação entre os gestores dos SUS municipais, estaduais e federal. Já o pretende qualificar a integração ensino-serviço e a educação permanente nos territórios envolvendo pactuação entre instituições de ensino e gestores do SUS municipais, estaduais e federais. 3 Quem participa do? Participam do todos os gestores municipais e/ou estaduais do SUS interessados em ofertar a sua rede enquanto campo de prática para estudantes de graduação e/ou residência. Participam também as instituições de ensino que possuem cursos de graduação na área da saúde e programas de residência médica e multiprofissional interessados em discutir e qualificar a inserção do estudante no seu campo de prática. 4 O é somente para os cursos de medicina? Não! Mesmo tendo surgido com a Lei 12.871/2013, que institui o Programa Mais Médicos, as diretrizes do o apresenta enquanto um processo de contratualização para organizar a integração ensino-serviço e a educação permanente em saúde no território, portanto envolve o conjunto de cursos da área de saúde. 3

5 Então o é um contrato? Anexo à Portaria Interministerial encontramos um termo de contrato que deve ser formalizado a partir da pactuação entre os interessados. Contanto, o mais importante dessa proposta não é a assinatura do contrato em si, mas o processo de pactuação, discussão e qualificação da inserção dos estudantes no território, configurando-se assim a Rede Escola do SUS. 6 Quem assina o? Os secretários municipais e/ou estaduais que estiverem ofertando seus serviços enquanto campo de prática, as instituições de ensino e os programas de residência na figura dos seus coordenadores, diretores e/ou reitores. Apesar de não ser obrigatória a assinatura dos prefeitos e governadores é importante o comprometimento desses atores para fortalecer o processo de pactuação. O Ministério da Saúde e da Educação não assinam o contrato, uma vez que suas responsabilidades estão estabelecidas na Portaria Interministerial. 7 O é obrigatório? Nã. A assinatura do é a partir do interesse dos envolvidos, sendo que o gestor municipal ou estadual podem condicionar os campos de prática da sua rede à inclusão das instituições de ensino no contrato. 8 Posso alterar o termo do contrato anexo à Portaria? Sim. O termo anexado é uma sugestão para facilitar a operacionalização dos municípios e estados. Ele pode ser alterado e adaptado à realidade local, considerando que os pontos nele apresentados refletem o conteúdo mínimo obrigatório descrito no artigo 4º da portaria. 9 Já tenho um contrato assinado com as instituições de ensino no meu município, preciso fazer outro? Depende! Será necessário analisar o contrato existente e como ele pode se integrar. O poderá ser considerado um contrato guarda-chuva que abrange em seus anexos os contratos existentes com cada instituição de ensino. É necessário discutir essas opções com a consultoria jurídica local. 4

10 O que é o território do? O território de um determinado é composto pelo município ou pelo conjunto de municípios envolvidos nesse. Esses municípios podem fazer parte da mesma região de saúde ou não. 11 Posso fazer um com cada instituição de ensino? Não. A proposta é a (re)organização da integração ensino-serviço e da educação permanente em saúde no território, tendo como destaque o processo e o diálogo entre os atores. Realizar um contrato com cada instituição de ensino reforçaria a fragmentação da Rede SUS Escola. 12 Posso participar de mais de um? Sim. Apesar de a proposta ser um único por território é possível que existam situações em que o município precise participar de mais de um contrato. Mas atenção, o município só pode ser coordenador de um único, como destacado no artigo Art. 5º Parágrafo 2º da portaria do. 13 Qual o papel do município coordenador do? O município coordenador do tem o papel de organizar o processo de contratualização do. Deverá informar à comissão executiva do o início e o andamento dos processos de contratualização, além de articular a participação dos demais municípios participantes no contrato. 14 O que é o Comitê Gestor Local do? O Comitê Gestor Local é composto por representantes de todos os envolvidos no, ou seja, docentes, estudantes, usuários, trabalhadores da assistência e da gestão. É um espaço de construção e discussão dos atores para acompanhamento, monitoramento da implementação do. 5

15 No caso das escolas médicas de instituições privadas, autorizadas a partir dos editais do Programa Mais Médicos, o Plano de Contrapartida do edital é o mesmo que o do? Sim. O edital para as novas escolas médicas já preveem esse Plano de Contrapartida. A Portaria Interministerial 16/2014 destaca que esse plano deve ser regulamentado no. 16 O que fazer com os cursos que já têm seus currículos estruturados? O SUS é uma Rede Escola Viva. As escolas precisam aprender a trabalhar com essa flexibilidade, entendendo que é nessa dinâmica de trabalhar com o real que qualificamos a formação dos futuros profissionais. No os planos de atividades devem ser pactuados entre trabalhadores, docentes e estudantes para encontrar o caminho entre a necessidade dos estudantes de diferentes cursos e períodos com a realidade da unidade de saúde. Isso somente será possível e representará uma qualidade no cuidado dos usuários, no aprendizado dos profissionais e na qualificação na formação se a IES corresponsabilizar-se pelas necessidades de saúde do território. Deve-se levar em consideração que a partir da publicação da nova diretriz curricular nacional dos cursos de medicina, publicada pela resolução nº 03 de 20 de Junho de 2014, os estudantes dos cursos de medicina deverão utilizar os cenários de práticas do SUS, sendo destinado o percentual de 30% da carga horária do internato a desenvolver-se na Atenção Básica e em serviços de Urgência e Emergência. 17 Qual é a atribuição da CIB e da CIES no? A CIES, nos territórios em que está organizada, poderá ser parte ativa dessa discussão. Poderá, inclusive, se constituir enquanto o Comitê Gestor Local do. Esta pauta pode ser também um estímulo à organização e fortalecimento da CIES. A CIB e a CIR poderão definir qual o fluxo do naquele estado e região. O objetivo do CONASS e CONASEMS é que esse fluxo seja o mais desburocratizado possível, permitindo que os ganhem autonomia e características regionais. 6

18 Como posso organizar o no meu município se uma das universidades mais importantes para nós está situada no município vizinho? O pode ser delimitado por município, por região de saúde ou apenas por municípios vizinhos que desejem formalizar suas parcerias. Nesse caso é importante que o seja construído em conjunto por esses dois municípios vizinhos ou mais. Destaca-se que não são os locais de estágio das universidades que determinam o território, e sim a oferta da rede do SUS e a relação entre os municípios na região. 19 Como posso iniciar o no meu município? O município pode disparar o no seu território e convidar os municípios vizinhos para a construção. O estado tem um papel central de apoio e articulação, e assina o contrato nos casos em que tem unidades estaduais ofertadas como campo de prática naquele. O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, e o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior estão estimulando e apoiando os municípios a iniciarem esse processo. 20 O que é o SIS-? O SIS- tem por objetivo apoiar os processos de contratualização de cada, organizando as informações do território e das instituições de ensino, bem como facilitando a construção do próprio contrato. O sistema potencializa o monitoramento dos processos de contratualização pelos Comitês Gestores Locais e pelo Comitê Nacional, facilitando o acompanhamento da integração ensino-serviço nos territórios. O sistema também tem utilidade púbica, ampliando a transparência e instrumentalizando a participação do controle social. 21 O que deve estar no plano de atividades e como ele se relaciona com o SIS? O plano de atividades é organizado de acordo com cada serviço e seu detalhamento vai depender da capacidade do serviço e da instituição de ensino. Preferencialmente, deverão ser detalhados por cada disciplina, mas poderão ser generalizados tratando sobre objetivos, atividades, número de alunos, número de preceptores e outras informações. Os planos de atividades não precisarão estar prontos na assinatura do contrato e sim suas diretrizes e fluxos para orientar como 7

construir esses planos de atividades. Os planos de atividades mudam a cada semestre, sendo o SIS um instrumento de apoio para a construção desses planos. 22 As instituições de formação para técnicos do SUS participam do? A portaria do não prevê a participação das instituições de formação técnica, no entanto o dispositivo se propõe a discutir a integração ensino-serviço do território. Nesse sentido, é importante que se considere a inserção dos estudantes de nível técnico nos cenários de práticas do SUS. 23 O que é o Comitê Gestor Nacional e quem participa dele? O comitê nacional tem o objetivo de auxiliar os Ministérios da Educação e da Saúde na execução das ações necessárias para assegurar a pactuação dos. É composto por 1 (um) membro titular e outro suplente de cada um dos órgãos e entidades abaixo: 1- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP); 2- Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH); 3- Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP/MS); 4- Conselho Nacional de Saúde (CNS); 5- Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); 6- Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS); 7- Associação Brasileira de Educação Médica(ABEM); e 8- Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM). 24 O que é a Comissão Executiva e quem participa dela? A Comissão Executiva é um colegiado composto por representantes do Ministério da Saúde e da Educação a quem cabe acompanhar o processo de contratualização dos municípios e regiões de saúde e avaliar a celebração e implementação dos, estabelecendo indicadores e metas a serem adotados pelos Comitês Gestores Locais no desenvolvimento dos contratos. O acompanhamento da Comissão Executiva pode ser realizado por meio de sua equipe de apoio, da qual fazem parte os técnicos de ambos os Ministérios. É composto por 1 (um) membro titular e outro suplente de cada uma das secretarias abaixo: 8

1- Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC); 2- Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES/MEC) 3- Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS); 4- Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS). 25 Quais as vantagens do município em assinar o? O discute a integração ensino-serviço-comunidade para o conjunto dos cursos da área da saúde que utilizam a rede escola do SUS como cenário de práticas. Esta rede beneficiase com a inserção multiprofissional dos estudantes, além de contribuir para a formação destes futuros trabalhadores cujo aprendizado estará voltado para as demandas do SUS, contribuindo para o seu aperfeiçoamento e fortalecimento. A integração ensino-serviço, pensando o SUS enquanto rede escola, potencializa tanto a formação de futuros trabalhadores do SUS como o desenvolvimento dos trabalhadores. Nesse processo de discussão que o propõe devese pensar a inserção dos estudantes na rede de serviços daquele território enquanto um processo integrado com o processo de trabalho de cada unidade e qualificando o desenvolvimento dos trabalhadores Além disso, o Ministério da Saúde vem articulando suas políticas, programas e ações para fortalecer a implementação do. No terceiro ciclo de avaliação do PMAQ já fará parte da avaliação externa, com pontuação para as equipes, a interação ensino serviço, com destaque para as unidades que recebem estudantes de graduação e residência. A próxima edição do Requalifica UBS vai priorizar para reforma e construção aquelas Unidades Básicas de Saúde que fazem parte da Rede SUS Escola, pensando na importância de garantir estrutura adequada para as ações de formação e desenvolvimento dos profissionais na própria unidade de saúde. O PET SAUDE/GraduaSUS e o Prêmio InovaSUS Gestão da Educação em Saúde, lançados em outubro de 2015 tem como compromissos e premissas de seus participantes a implementação do. A Portaria Interministerial nº 285, de 24 de março de 2015 que redefine o programa de certificação de hospitais de ensino apresenta o enquanto um dos requisitos para a certificação do hospital de ensino. 9

26 Quais as vantagens da IES em assinar o? Para as instituições de ensino o organiza e assegura a inserção dos estudantes na Rede SUS Escolas. As instituições de ensino não devem se colocar no território apenas como demandantes de cenários de prática de acordo com a necessidade de aprendizagem de cada estudante, mas sim como corresponsáveis pelo cuidado naquele serviço e pela saúde daquele território, discutindo inclusive como contribuem para os indicadores de saúde e a organização do processo de trabalho. Dessa forma as Instituições de Ensino se fortalecem para a garantia da implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais, que na área da saúde tem indicado a necessidade da integração com o SUS. Especificamente as DCN do curso de Medicina destacam ainda a necessidade da inserção na atenção básica, saúde mental e rede de urgência e emergência. Todas esses aspectos, contratualizados no, permitem qualificação da prática dos estudantes. Além disso, com a reformulação dos indicadores de a avaliação das instituições de ensino e cursos da área da saúde no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) o entra como um dos critérios de qualificação do indicador que avalia a inserção do curso no SUS. 27 De que forma deve ser realizada a divulgação do início do processo de contratualização para todas as instituições de ensino? É necessário a publicação de um Chamamento Público? Não essencialmente deverá ser um chamamento público, apesar de que este pode ser um instrumento bastante eficaz pela amplitude de seu alcance, o que pode se constituir em alto potencial para atrair interessados. 28 Se não, que outro instrumento capaz de publicizar a possibilidade de adesão? 10 Esta divulgação também pode ser realizada por meio de convites do Poder Público direcionado às instituições de educação superior responsáveis pela oferta dos cursos de saúde e dos Programas de Residência Médica e Multiprofissional, uma vez que estas são instituições de conhecimento geral e notoriedade (quando não públicas mesmo), ressaltando que as mesmas devem atender aos objetivos e princípios estabelecidos no art. 3º da PI 1.127/2015, especialmente quanto aos aspectos da regionalização, conforme inciso V.

Caso o município adote a estratégia do convite, é essencial que seja assegurada a isonomia para todas as instituições de que trata o art. 12 da lei 12.871/2013. Se houver restrição a uma ou algumas esta deve ser justificada. 29 Que critérios que serão utilizados para o credenciamento destas instituições? É importante definir um prazo para que as instituições se manifestem, a fim de estabelecer marcos e dinamicidade ao processo de pactuação. Claro que os atos (convite, resposta da instituição, nota técnica com escopo da pactuarão, etc.) devem compor um processo administrativo interno do ente propulsor da contratação, que não necessariamente será responsável pelo acompanhamento e execução do sobre isso ver o Capítulo IV da Portaria 1.127/2015.Vale ressaltar que trata-se de contratação de execução de programa (não uma aquisição de bens e serviços que tem normatividade fechada), portanto, observadas as diretrizes da Portaria, comporta alguma discricionariedade do gestor. 30 É necessário que haja uma Portaria Municipal ou um edital que repasse às instituições de ensino os itens obrigatórios que devem constar no? A Portaria Interministerial 1.127, promulgada por força da Lei 12.871/2013 art. 12, 3º, já estabelece as diretrizes para a celebração do. Não há, portanto, a necessidade de uma Portaria ou Edital específico do ente municipal, visto que os critérios e diretrizes já estão normatizados. Todavia, pode sim, haver um ato normativo do Município (conforme leis Orgânicas) que estabeleça especificidades dos critérios e com divulgação da minuta (art. 4º, par. Único PI 1.127/2015, admite acréscimos redacionais no ). 31 As instituições que não aparecerem para assinatura do contrato nesse primeiro momento poderão entrar para o Programa a qualquer tempo? A configuração do poderá comportar essa pactuação a posteriori (não há impedimento no texto da PI 1.127/2015), todavia essa possibilidade tem que estar expressamente prevista no instrumento (e, inclusive, se adotada a convocação das instituições por chamada pública, deve estar previamente informada). Nesse sentido ver o art. 5º, 5º da Portaria. 11

32 Todas as que assinarem o contrato deverão apresentar desde o início o Plano de Atividades, ou podem apresentá-los no momento de seu interesse? Caso a instituição ingresse posteriormente e pretenda apenas aderir ao contrato, os planos de atividades, contrapartidas, cronogramas, metas pactuados deverão alinhar-se integralmente à previsão original (será um adesão) conforme as diretrizes da PI 1.127/2015. Caso se pretenda uma repactuação, em virtude do interesse de adesão de nova(s) instituição (ões) deve ser observada a esfera de governança do (conforme a Portaria) e efetivada mediante Termo Aditivo, a inclusão (ou exclusão, se for o caso), a qualquer tempo, dentro do prazo de vigência do contrato. Por evidente a repactuação ensejará toda uma redefinição de planos de atividades, contrapartidas, cronogramas e metas pactuados. 12