CERTIFICAÇÃO LEED SUMÁRIO 1. Implantação da Edificação...2 1.1. Plano de prevenção do ato de construção *...2 1.2. Impacto sobre o terreno...2 1.3. Densidade Urbana e Conectividade com a comunidade...2 1.4. Reabilitação de áreas degradadas...2 1.5. Transporte Alternativo: Transporte Público...2 1.6. Transporte Alternativo: Estacionamento para bicicletas e Vestiários...2 1.7. Transporte Alternativo: Veículos eficientes e de baixa emissão de poluentes...2 1.8. Transporte Alternativo: Capacidade do Estacionamento...2 1.9. Projeto de Implantação: Proteger ou Restaurar Habitats...2 1.10. Projeto de Implantação: Maximizar espaços abertos...2 1.11. Águas Pluviais: Controle da quantidade...2 1.12. Águas Pluviais: Controle da qualidade...3 1.13. Redução das Ilhas de Calor...3 1.14. Redução da Poluição Luminosa...3 1.15. - Cumplicidade Urbana (Edificação x Comunidade)...3 1.16. - Qualidade dos espaços exteriores para os usuários...3 1.17. - Menor impermeabilização do terreno...3 2. Água...3 2.1. Irrigação...3 2.2. Equipamentos Sanitários Eficientes...3 3. Energia e Atmosfera...3 3.1. Eficiência Energética*...3 3.2. Ar Condicionado não poluente*...4 3.3. Otimizar Performance Energética...4 3.4. Energias Renováveis...4 3.5. Comissionamento dos Sistemas de Energia do Edifício*...4 4. Materiais e Recursos...4 4.1. Coleta e Guarda de Materiais Recicláveis...4 4.2. Reutilização de Edifícios...4 4.3. Gerenciamento dos Resíduos oriundos do Canteiro de Obras...4 4.4. Reutilização de Materiais...4 4.5. Materiais Regionais...4 4.6. Materiais de Rápida Renovação...5 4.7. Madeira Certificada...5 5. Qualidade do Ambiente Interno...5 5.1. Controle da fumaça de Tabaco...5 5.2. Monitoramento da Entrada de Ar Externo...5 5.3. Plano de Gerenciamento da Qualidade dos Ambientes Internos durante a Construção...5 5.4. Materiais de Baixa Emissão: Adesivos, Selantes, Tintas, Vernizes, Carpetes e Madeiras Compostas...6 5.5. Controle das fontes internas poluidoras e químicas...6 5.6. Controle Pessoal de Iluminação e Temperatura...6 5.7. Conforto Térmico: Design e Verificação...6 5.8. Luz Natural e Vista...6 6. Estratégias Inovadoras...6
1. IMPLANTAÇÃO DA EDIFICAÇÃO Este ítem agrupa os aspectos da construção relacionados à sua implantação, visando melhorar sua relação com o tecido urbano da cidade e com a comunidade de vizinhança, além de reduzir impactos no terreno. Uma edificação não tem apenas o compromisso de atender as necessidades dos seus empreendedores e usuários mas tem também uma responsabilidade social com o contexto onde se insere. 1.1. PLANO DE PREVENÇÃO DO ATO DE CONSTRUÇÃO * Reduzir a poluição das atividades de construção controlando erosão de solo, sedimentação das águas de despejo, geração de poeira, etc. Pode ser alcançado através de um planejamento durante a obra. 1.2. IMPACTO SOBRE O TERRENO Evitar empreendimentos em áreas inapropriadas como áreas de proteção ambiental, áreas sujeitas a alagamento, topografia inapropriada, etc. Reduzir o impacto da edificação sobre o terreno minimizando a área de ocupação sobre o mesmo, o impacto sobre áreas ambientalmente sensíveis, etc Considerar ocupação de áreas urbanas ociosas ou mesmo degradadas beneficiando-se de possíveis incentivos fiscais e economia de custos, reduzindo a pressão sobre áreas ainda não urbanizadas (áreas rurais). A densificação urbana contribui para um maior aproveitamento da infra-estrutura já existente. 1.3. DENSIDADE URBANA E CONECTIVIDADE COM A COMUNIDADE Avaliar vocação do empreendimento, priorizando áreas com infra-estrutura compatível. Durante a escolha do terreno dar preferência a áreas urbanas com acesso facilitado dos pedestres aos serviços urbanos básicos evitando deslocamentos desnecessários. 1.4. REABILITAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS Empreendimentos que viabilizem reabilitar áreas urbanas degradadas ou desvalorizadas, beneficiando-se de possíveis incentivos fiscais e economia de custos, reduzindo a pressão sobre áreas ainda não urbanizadas (áreas rurais principalmente). 1.5. TRANSPORTE ALTERNATIVO: TRANSPORTE PÚBLICO Reduzir poluição e impactos no desenvolvimento urbano em função do uso de automóveis. 1.6. TRANSPORTE ALTERNATIVO: ESTACIONAMENTO PARA BICICLETAS E VESTIÁRIOS Incentivar o transporte de bicicletas e a pé, garantindo aos usuários infra-estrutura necessária. 1.7. TRANSPORTE ALTERNATIVO: VEÍCULOS EFICIENTES E DE BAIXA EMISSÃO DE POLUENTES Privilegiar veículos eficientes, oferecendo incentivos como vagas especiais no estacionamento por erxemplo. 1.8. TRANSPORTE ALTERNATIVO: CAPACIDADE DO ESTACIONAMENTO Reduzir poluição causada por veículos com único ocupante. Considerar possibilidade de compartilhar estacionamento com edifícios vizinhos e alternativas que limitem o uso de veículos com um único ocupante. 1.9. PROJETO DE IMPLANTAÇÃO: PROTEGER OU RESTAURAR HABITATS Conservar áreas naturais existentes e restaurar áreas degradadas, provendo com habitats naturais e promovendo a biodiversidade. 1.10. PROJETO DE IMPLANTAÇÃO: MAXIMIZAR ESPAÇOS ABERTOS Porpiciar aos usuários mais e melhores espaços externos, reduzindo impacto e aumentando a biodiversidade. Estratégias incluem estacionementos e áreas de serviço subterrâneas, compartilhamento de facilidades com edificações vizinhas, etc. 1.11. ÁGUAS PLUVIAIS: CONTROLE DA QUANTIDADE Limitar alteração das linhas de drenagem natural, reduzir áreas não permeáveis, instalar telhados vegetados (retenção de água) e caixas de retardo. 21/08/2009 Sustentabilidade_LEED.doc 2/6
1.12. ÁGUAS PLUVIAIS: CONTROLE DA QUALIDADE Técnicas que auxiliem na limpeza da água que escoa das chuvas. Ex: telhados vegetados, pavimentações permeáveis, swales (tratamento das curvas de nível), descontinuidade das áreas permeáveis, reaproveitamento das águas pluviais (filtros/cisternas) reduzindo impermeabilidade e promovendo infiltração, reduzindo desta maneira escoamento de águas poluídas. Desenvolver estratégias de design sustentáveis (ex. planejamento de baixo impacto, design ambientalmente sensível) para projetar sistemas de tratamento de águas naturais e mecânicos integrados, como wetlands (banhados), filtros vegetais, e canais abertos para tratar águas de despejo pluviais. 1.13. REDUÇÃO DAS ILHAS DE CALOR Reduzir efeitos de ilhas de calor (diferenças térmicas entre áreas construídas e não construídas) para minimizar impacto no microclima e nos habitats humanos e da fauna selvagem do entorno. Sombrear superfícies construídas no terreno com vegetação e utilizar materiais de alta reflectância para pavimentações e infra-estrutura construída. Considerar substituir superfícies construídas (ex. coberturas, vias, calçadas, etc) por superfícies vegetadas, como coberturas vegetadas ou pavimentação em grelha preenchida com vegetação para reduzir a absorção de calor. 1.14. REDUÇÃO DA POLUIÇÃO LUMINOSA Adotar critérios de iluminação para manter níveis seguros de iluminação evitando iluminação de áreas fora do terreno e poluição noturna do céu (ex. luminárias acionadas por sensor de presença, superfícies de baixa reflectância e luminárias com fachos de luz fechados) 1.15. - CUMPLICIDADE URBANA (EDIFICAÇÃO X COMUNIDADE) Impacto do edifício sobre vizinhança (poluição visual, sombras, privacidade, conformação da escala urbana etc) 1.16. - QUALIDADE DOS ESPAÇOS EXTERIORES PARA OS USUÁRIOS - preservação e restauração da biodiversidade 1.17. - MENOR IMPERMEABILIZAÇÃO DO TERRENO - áreas de infiltração natural - caixas de retardo - grandes áreas de jardins (nativas) 2. ÁGUA 2.1. IRRIGAÇÃO Evitar utilização de água potável, águas subterrâneas, superficiais naturais (lagos, rios, etc) para irrigação da área de paisagismo. Fazer análise criteriosa do tipos de cilma e solo locais para determinar as plantas a serem utilizadas (plantas nativas em geral) reduzindo ou eliminando necessidade de irrigação. Em locais onde for necessário, utilizar equipamentos de alta eficiência para irrigação. Utilizar água de reaproiveitamento da chuva para este fim (há vantagens por não conter cloro). 2.2. EQUIPAMENTOS SANITÁRIOS EFICIENTES Reduzir geração de esgoto e demanda por água potável. Especificar equipamentos de alta eficiência como válvulas de descarga com dois volumes de descarga (economia de até 40% de água), arejadores para torneiras (economia de até 30% de água), restritores de vazão para chuveiros e torneiras com pressão excessiva (economia de até 80% de água nos chuveiros e até 60% nas torneiras), torneiras e válvulas para mictório eletrônicas ou com fechamento automático (locais públicos - economia de até 80% de água), louças sanitárias com desenho atual (economia de até 50% de água). Considerar também utilização de mictórios a seco e banheiros secos. Utilizar água de reuso ou de coleta pluvial para sanitários, mictórios, torneiras de jardim e máquinas de lavar roupa. 3. ENERGIA E ATMOSFERA 3.1. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA* Estabelecer o nível mínimo de eficiência energética aceito para o edifício e seus sistemas de energia. Considerar a envoltória do edifício, sistemas de ar-condicionado, iluminação, etc. 21/08/2009 Sustentabilidade_LEED.doc 3/6
3.2. AR CONDICIONADO NÃO POLUENTE* Utilizar sistemas de ar condicionado que não utilizem CFC como gás refrigerante. 3.3. OTIMIZAR PERFORMANCE ENERGÉTICA Reduzir impactos ambientais e econômicos associados com uso excessivo de energia. Considerar o projeto da envoltória do edifício levando em conta a orientação solar. Verificar capacidade de isolamento das paredes, distribuição das aberturas, elementos de sombreamento, automação da iluminação, sensores de presença, etc 3.4. ENERGIAS RENOVÁVEIS Considerar produção de energias renováveis no próprio terreno no intuito de reduzir os impactos ambientais e economicos associados ao uso de energias geradas a partir de combustível fóssil, termelétricas (geração de CO2) e hidrelétricas (inundação de grandes áreas). Energias renováveis podem ser energia solar (fotovoltaica), eólica, geotérmia, hidrelétricas de pequeno porte, biomassa e biogás. Em alguns países (Alemanha por exemplo) já se pode optar pela origem da energia contratada junto à concessionária, já que empresas independentes (como por exemplo o Parque Eólico de Osório aqui no estado) colocam na rede ofertas de energia limpa. 3.5. COMISSIONAMENTO DOS SISTEMAS DE ENERGIA DO EDIFÍCIO* Contratar profissional acreditado para verificar que os sistemas destinados à economia de energia estão instalados, calibrados e funcionando conforme os critérios estabelecidos em projeto. 4. MATERIAIS E RECURSOS 4.1. COLETA E GUARDA DE MATERIAIS RECICLÁVEIS Prever área destinada a coleta do lixo seletivo, seu armazenamento e logística de entrega à empresa responsável, maximizando a reciclagem de materiais e reduzindo a pressão sobre a extração de matéria-prima e super-ocupação de aterros sanitários. 4.2. REUTILIZAÇÃO DE EDIFÍCIOS Extender a vida útil dos edifícios existentes, conservar recursos, manter aspectos culturalmente relevantes, reduzindo desperdício e geração de resíduos, e reduzindo o impacto ambiental de novos edifícios no que diz respeito à produção e transporte de materiais. Considerar reutilização e/ou revitalização de edifícios existentes previamente ocupados, incluindo estrutura, envoltória, etc. Remover elementos que representem risco de contaminação aos ocupantes e atualize componentes que aumentem eficiência de sistemas de água e energia, como janelas, sistemas mecânicos, instalações sanitárias, etc. 4.3. GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS ORIUNDOS DO CANTEIRO DE OBRAS Impedir que resíduos de construção, demolição e terraplenagem sejam encaminhados para aterros e incineradores. Redirecionar recursos recicláveis recuperados de volta aos processos de produção. Redirecionar materiais reutilizáveis aos destinos corretos. Considerar um plano de destinação de resíduos geral antes do início da construção. Considerar a reciclagem de embalagens, papel cartão, metais, tijolos, placas acústicas, concreto, plástico, madeira limpa, placas de gesso, carpetes e materiais de isolamento térmico. Designar na obra áreas específicas para a deposição destes materiais e identificar interessados em reuso ou reciclagem para que façam a coleta dos mesmos. Considerar doação de materiais para organizações de caridade ou reutilização dos mesmos no próprio canteiro de obras. 4.4. REUTILIZAÇÃO DE MATERIAIS Reutilizar materiais de construção no sentido de reduzir demanda por matéria-prima virgem e o impacto associado à sua extração e beneficiamento - e reduzir a geração de resíduos e superocupação de aterros. A reutilização pode ser direta através da reutilização de tijolos, esquadrias, pisos, etc - ou indireta - através do consumo de materiais que sejam reciclados ou que contenham porcentagem de matéria reciclada como por exemplo cimento CP III (com adição de até 70% de escória de alto forno), conduites reciclados, etc. 4.5. MATERIAIS REGIONAIS Aumentar a demanda por materiais de construção e produtos que são extraídos e/ou manufaturados na região em que se encontra a obra (dentro de um raio de 800Km), deste modo estimulando o desenvolvimentos das economias e comunidades locais e reduzindo impactos resultantes do transporte. Considerar aspectos ambientais, economicos, sociais e de performance na seleção dos materiais. 21/08/2009 Sustentabilidade_LEED.doc 4/6
4.6. MATERIAIS DE RÁPIDA RENOVAÇÃO Reduzir o uso e diminuição das reservas de materiais finitos e de renovação de longo prazo substituindo por materiais drenováveis em espaço de tempo reduzido, como por exemplo bambu, fibras vegetais, linóleo, etc. 4.7. MADEIRA CERTIFICADA Estimular fornecimento de madeiras provenientes de florestas manejadas de forma correta. Identificar selos e documento que certificam e garantem a origem responsável da madeira utilizada, como o FSC, CERFLOR, WWF-SIM. Certificar-se de que existem documentos que comprovem esta origem ou certificação quando da compra da madeira. Considerar a utilização de espécies alternativas em substituição às tradicionalmente exploradas. O IPT possui publicação recente (Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil) a cerca das madeiras com características similares às tradicionais (reunidas em grupos de uso) indicadas e aprovadas para sua substituição (www.ipt.br). 5. QUALIDADE DO AMBIENTE INTERNO 90% do tempo das pessoas é gasto dentro de edifícios. Fonte: OMS Organização Mundial da Saúde O ar nos ambientes internos está de 2 a 10 vezes mais poluído do que o ar exterior. Fonte: Bill Wolverton Ex-engenheiro da NASA Atualmente 30% dos edifícios no Brasil apresentam a "síndrome do edifício doente" (Sick Building Syndrome), expondo os seus moradores a respirarem um ar viciado, cheio de químicos e mofo. Um caso grave de saúde pública segundo a Organização Mundial de Saúde. Estas condições de habitabilidade são comprovadamente responsáveis por baixa produtividade de funcionários, altos índices de abssenteísmo (em funções de doenças contraídas) e índices de bem-estar geral reduzidos. Fonte: ANAB Pesquisa recente feita nos EUA aponta que edifícios que apresentam estratégias de projeto que melhorem a qualidade dos ambientes internos, minimizando a "Síndrome do Edifício Doente" (Sick Building Syndrome), são responsáveis pelo aumento de 20% à 30% na produtividade das pessoas que o ocupam. O Payback destes investimentos é rápido, sendo permanente por toda vida útil da edificação. Estabelecer nível de qualidade do ar desejada no edifício, contribuindo desta maneira para o conforto e bem estar dos ocupantes. 5.1. CONTROLE DA FUMAÇA DE TABACO Minimizar ou eliminar a exposição dos ocupantes do edifício, superfícies internas e sistemas de distribuição da ventilação de ar à fumaça do tabaco. Proibir o fumo em edifícios comerciais ou controlar efetivamente a ventilação dos ambientes para fumantes. A envoltória e as aberturas destes ambientes devem ser adequadamente projetadas para evitar vazamento do ar contaminado. 5.2. MONITORAMENTO DA ENTRADA DE AR EXTERNO Sistema de monitoramento para manter o conforto e o bem estar dos ocupantes. Intalar equipamentos de medição da quantidade de Dióxido de Carbono e insuflamento de ar e informar o sistema de ar condicionado ou de automação para que temo a ação adequada. Se estes sistemas não forem viáveis, instalar alarmes que acusem as possíveis deficiências no insuflamento de ar externo. 5.3. PLANO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DOS AMBIENTES INTERNOS DURANTE A CONSTRUÇÃO Proteger os dutos do sistemas de ar condicionado durante a construção, controlar fontes de poluição. Planejar a sequência de instalação dos materiais para evitar a contaminação de materiais absorventes como isolamentos, carpete, placas de forros e paredes de gesso. Quando possível evitar utilização temporária dos sistemas permanentes de aquecimento e refrigeração durante a construção. Caso seja necessário tomar medidas de prevenção especiais. Após a construção e antes do edifício ser ocupado, testar os níveis de contaminação do ar. 21/08/2009 Sustentabilidade_LEED.doc 5/6
5.4. MATERIAIS DE BAIXA EMISSÃO: ADESIVOS, SELANTES, TINTAS, VERNIZES, CARPETES E MADEIRAS COMPOSTAS Reduzir a quantidade de contaminantes do ar interno que tenham cheiro forte, irritante e/ou nocivo ao conforto e bem-estar dos instaladores e ocupantes. Especificar nos memoriais de construção materiais com baixos índices de emissão de Compostos Orgânicos Voláteis. Produtos que devem ser avaliados incluem: adesivos de construção em geral, adesivos para pisos, selantes a prova de fogo, adesivos para instalações hidrossanitárias, tintas em geral, anti-corrosivos, acabamentos para madeira, carpetes, madeira compensada ou colada etc. Especificar produtos a base de madeira composta ou fibras vegetais que não contenham adição de resinas a base de ureia e formaldeidos. 5.5. CONTROLE DAS FONTES INTERNAS POLUIDORAS E QUÍMICAS Minimizar a exposição dos ocupantes do edifício à partículas novivas e poluentes químicos. Projetar áreas de serviço e manutenção com sistemas independentes de exaustão. Manter isolamento físico do restante das áreas regularmente ocupadas. Instalar sistemas de filtragem de alto nível para os sistemas de ventilação, para insuflamento e retorno do ar. 5.6. CONTROLE PESSOAL DE ILUMINAÇÃO E TEMPERATURA Oferecer um alto nível de controle da iluminação e da temperatura para cada ocupante ou para grupos específicos de ocupantes (ex. salas de aula, salas de reunião, etc) para promover o conforto, bem-estar e produtividade dos ocupantes do edifício. No caso da iluminação considerar uso de dimerização e luminárias de mesa. Projetar a iluminação e sistemas de controle individual, considerando o uso geral de energia do edifício. No caso do controle de temperatura considerar janelas operáveis, sistemas híbridos integrando janelas operáveis e sistemas mecânicos, ou apenas sistemas mecânicos. Ajustes individuais devem prever controles termostatos individuais, difusores locais no piso, mesas ou outros níveis, ou controle individual de painéis rediantes, ou outros sistemas integrados no projeto geral do edifício. Atentar para interações entre conforto térmico e qualidade aceitável do ar interno. 5.7. CONFORTO TÉRMICO: DESIGN E VERIFICAÇÃO Prover um ambiente térmico confortável que auxilie no bem estar e produtividade dos ocupantes do edifício. Estabelecer critérios de conforto. Projetar a envoltória do edifício e seus sistemas com capacidade suficiente para garantir a performance dos critérios de conforto térmico sob as condições climáticas e de uso do edifício. Avaliar a temperatura do ar, velocidade do ar e umidade do ar de forma integrada. O monitoramento das condições de conforto térmico ao longo do tempo são importantes para que se possam tomar medidas corretivas quando necessário. 5.8. LUZ NATURAL E VISTA É interessante para os ocupantes do edifício a conexão entre espaços internos e externos. Isso pode ser alcançado através da introdução de luz natural e da disponibilidade de vistas ao exterior nas áreas regularmente ocupadas. Entre as estratégias estão a correta orientação solar dos espaços, uso de prateleiras de luz, aumento do perímetro do edifício, uso de divisórias internas baixas, equipamentos permanentes de sombreamento internos e externos, vidros de alta eficiência e controles automáticos ativados através de foto-células. Fatores de iluminação projetados podem ser verificados através de cálculos manuais ou através de modelos físicos ou computadorizados do edifício, avaliando os níveis de iluminação natural alcançados. 6. ESTRATÉGIAS INOVADORAS A equipe de projeto é também responsável pela constante evolução dos sistemas inteligentes que agregam eficiência e qualidade aos edifícios. Desta maneira é importante que se estudem sempre estratégias inovadoras para cada aspecto da construção, buscando crescentes benefícios à saúde dos seus ocupantes e ao meio ambiente. Ao arquiteto cabe o papel de conscientizar a equipe envolvida nos projetos a respeito do design e da construção de edifícios sustentáveis, criando uma agenda comum entorno deste importante objetivo. 21/08/2009 Sustentabilidade_LEED.doc 6/6