RINITE ALÉRGICA: ALÉRGENOS E POLUIÇÃO



Documentos relacionados
ÁCAROS FONTES DE ALERGIZAÇÃO

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 3/3

PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO DA ASMA BRÔNQUICA

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3

ALERGIA RESPIRATÓRIA POEIRA DOMICILIAR PERGUNTAS E RESPOSTAS

VACINE-SE A PARTIR DE 1 DE OUTUBRO CONSULTE O SEU MÉDICO

TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO

Gripe Proteja-se! Faça Chuva ou faça Sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno. Consulte o seu médico

ALERGIAS AO LÁTEX...

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão. Não, porque contêm químicos e está clorada.

Fique atento ao abuso de antibióticos na pediatria

ALERGIAS NA INFÂNCIA

PROGRAMA PARA CONTROLAR A ASMA PRIMEIRA PARTE

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25

Doenças Respiratórias O QUE SÃO E COMO AS PREVENIR?

ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA

Vacinação para o seu filho do 6º ano do ensino básico (P6) Portuguese translation of Protecting your child against flu - Vaccination for your P6 child

MAS O QUE É A NATUREZA DO PLANETA TERRA?

[COMPLEXO RESPIRATÓRIO VIRAL FELINO]

GRIPE SUÍNA PERGUNTAS E RESPOSTAS: Até 10 horas.

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos?

Quinta Edição/2015 Quinta Região de Polícia Militar - Quarta Companhia Independente

EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS

Efeitos da poluição do ar

Sinais de alerta perante os quais deve recorrer à urgência:

Declaração de Conflitos de Interesse. Nada a declarar.

de elite podem apresentar essas manifestações clínicas. ATIVIDADES FÍSICAS E ALERGIA ATIVIDADES FÍSICAS E ALERGIA ATIVIDADES FÍSICAS E ALERGIA

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM ALERGIA

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite

HOSPITAL DE CLÍNICAS UFPR

GRIPE sempre deve ser combatida

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA

Alérgenos de origem alimentar: eles são preocupantes? Flavio Finardi Filho FCF USP

Rinite alérgica e não-alérgica Resumo de diretriz NHG M48 (primeira revisão, abril 2006)

ALERGIA A INSETOS PICADORES (CHOQUE ANAFILÁTICO)

VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL CIEVS- Centro de Informações Estratégicas em Saúde

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, Morumbi - CEP Fone: Nº 223 DOE de 28/11/07. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO

CARTILHA BEM-ESTAR PATROCÍNIO EXECUÇÃO

Influenza. João Pedro Marins Brum Brito da Costa (Instituto ABEL) Orientador: André Assis (UFRJ Medicina)

Programa RespirAr. Asma e bronquite sem crise. RespirAr

Gripe H1N1 ou Influenza A

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS

Otite externa Resumo de diretriz NHG M49 (primeira revisão, dezembro 2005)

Qual é a função dos pulmões?

15ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe

muito gás carbônico, gás de enxofre e monóxido de carbono. extremamente perigoso, pois ocupa o lugar do oxigênio no corpo. Conforme a concentração

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo

A Importância do Sono

A síndrome ocorre em cerca de um para cada 100 a 160 mil nascimentos. Especialistas atribuem o acidente genético à idade avançada dos pais.

VIVER BEM OS RINS DO SEU FABRÍCIO AGENOR DOENÇAS RENAIS

TRATAMENTO DAS RINITES

Ass. de Comunicação Veículo: Correio Braziliense Data: 17/04/2011 Seção: Trabalho Pág.: 3 Assunto: Great Place to Work

Rato morto a mais de uma semana já em estado avançado de decomposição próximo ao bloco E.

Prova bimestral. história. 4 o Bimestre 3 o ano. 1. Leia o texto e responda.

Cefaleia crónica diária

Diretrizes da OMS para diagnóstico de Dependência

Combate à poluição: importante como o ar que você respira.

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

Profa. Dra. Adriana Gioda Pontifícia Universidade Católica PUC-Rio

desloratadina EMS S/A Comprimido Revestido 5 mg

O curativo do umbigo

A diversidade de vida no planeta. Que animais selvagens você conhece? Em que ambiente natural e continente você acha que eles tem origem?

DORES DE CABEÇA E ENXAQUECA Sex, 28 de Agosto de :57 - Última atualização Sáb, 21 de Agosto de :16

O CLIMA PORTUGUÊS: Noções básicas e fatores geográficos Regiões climáticas portuguesas

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011

CICLOSPORINA PARA DERMATITE ATÓPICA REFRATÁRIA

Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos

Clima, tempo e a influência nas atividades humanas

QUALIDADE DO AR INTERIOR

Conheça mais sobre. Diabetes

Gripe A (H1N1) de origem suína

ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA RMSP. Col. Santa Clara Prof. Marcos N. Giusti

OS EFEITOS DO PÓ NOS PULMÕES

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais

ALTERAÇÕES A INCLUIR NAS SECÇÕES RELEVANTES DO RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DOS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM NIMESULIDA (FORMULAÇÕES SISTÉMICAS)

Alergia e Pneumologia Pediátrica Hospital Infantil João Paulo II Hospital Felício Rocho Wilson Rocha Filho

EVITANDO ACIDENTES. Como evitar acidentes com os olhos. Cozinhando. Produtos de limpeza. Objetos e crianças. Plantas

Cuidando da Minha Criança com Aids

Até 10 horas. Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

SALSEP cloreto de sódio Solução nasal 9 mg/ml

TEMA 002 USUÁRIOS DE COMPUTADOR CUIDADO COM OS OLHOS

Esalerg gotas. Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. solução oral 1,25 mg/ml

DIVERSIDADE DE CLIMAS = DIVERSIDADE DE VEGETAÇÕES

ATCHIM!! Gripe Suína. Influenza A. Conheça essa doença que está assustando todo mundo...

O que é Hemofilia? O que são os fatores de coagulação? A hemofilia tem cura?

Secretaria Regional da Saúde. Gripe A (H1N1) Informação para as Escolas, Colégios e ATL s

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1A

TRATAMENTO ANTIALÉRGICO O tratamento antialérgico envolve várias fases que devem ser conhecidas para otimizar o tratamento:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ALERGIA E IMUNOLOGIA HCFMRP-USP

TABACO. Uma questão de hábito ou uma questão de óbito? Pare de fumar enquanto é tempo!

Tralen 1% tioconazol. Tralen 1% pó dermatológico em embalagem contendo 1 frasco plástico com 30 gramas.

[ORIENTAÇÕES SOBRE O FILHOTE]

Transcrição:

RINITE ALÉRGICA: ALÉRGENOS E POLUIÇÃO O tratamento das rinites é considerado um desafio, pois além do processo alérgico existe as causas não-alérgicas. A rinite tem uma morbidade significativa, custo financeiro importante, perda de produtividade (faltas à escola e ao trabalho). As doenças associadas mais freqüentes são a asma, tosse crônica, sinusite, insônia, otite média serosa, conjuntivite, polipose nasal, infecções de repetição,... A prevalência varia entre 20-30% da população em geral, inicia-se aos 6-8 anos e a maioria dos casos ocorre antes dos 20 anos. A rinite é a doença respiratória crônica mais comum entre adultos e crianças. A maioria das rinites apresenta os seguintes sintomas, nariz entupido, coriza aquosa, espirros e coceira de nariz, garganta, olhos e ouvidos. O tratamento da rinite alérgica inclui controle de ambiente, tratamento emocional (Body Talk), medicamentos e vacina antialérgica. Vou abordar as funções normais do nariz e as doenças mais freqüentes. Agora passo a escrever sobre o segundo assunto abordando uma visão da rinite alérgica: alérgenos e poluição. A rinite alérgica é a causa mais comum de rinite, afeta mais 30 milhões de brasileiros. A rinite alérgica é uma doença atópica e provavelmente envolve fatores genéticos. Se ambos os pais tem alergia como a asma ou rinite alérgica, a probabilidade de ter um filho com uma destas doenças respiratórias é de 50%. Se um dos pais tem a doença respiratória, a probabilidade é 25%. Se ambos os pais não tem doença respiratória, a probabilidade é 10%. Embora a rinite alérgica não seja uma condição que ameace a vida, as complicações podem ocorrer e comprometer significativamente a qualidade de vida. A rinite alérgica é comum, provoca noites mal dormidas e também prejudica a vida social. A rinite alérgica pode ocorre em pessoas de qualquer raça. Na infância, a rinite alérgica é mais comum nos meninos do que nas meninas, mas nos adultos, a prevalência é igual entre homens e mulheres. O aparecimento da rinite alérgica é comum na infância, adolescência e na velhice. A prevalência da rinite alérgica é alta, 40% nas crianças e diminui a incidência com o avançar da idade. Na população geriátrica, a prevalência é de rinite não-alérgica. Muitos terão asma na vida adulta. Para protegê-las e evitar a asma, a vacina antialérgica deve ser usada precocemente.

GRAVIDEZ O status imune da grávida pode ser alterado na mãe fumante, uso abusivo de café ou de bebidas alcoólicas. Quando o status imune torna-se deficiente aumenta a produção do anticorpo da alergia (IgE) no cordão umbilical e pode provocar rinite alérgica ou outras doenças respiratórias no recém nascido. O mesmo ocorre quando se usa leite de vaca ou ovo de galinha precocemente para o bebê. MORTALIDADE/MORBIDADE A rinite alérgica não mata ninguém (a não ser que venha acompanhada de asma grave ou choque anafilático), mas a morbidade pode piorar em muito a qualidade de vida. A rinite alérgica pode vir acompanhada de otite média, sinusite aguda ou crônica, pólipose (carne esponjosa), conjuntivite alergia e/ou dermatite atópica; A rinite alérgica pode vir acompanhada de asma; As evidências sugerem que uma rinite fora de controle piora as crises de a asma e da dermatite atópica. A conseqüência é o aumento da morbidade e mortalidade; As crises de rinite alérgica diminuem a qualidade de vida; A rinite aumenta as dificuldades de aprendizado e diminui o desempenho escolar, aumenta a fadiga e doenças do sono (insônia); A sonolência, mal-estar geral, desconforto no trabalho, falta escolar e acidente automobilístico ou com maquina podem ser devidos à rinite ou aos medicamentos usados. ALÉRGENOS A rinite alérgica pode ser sazonal, perene ou esporádico-episódica. Alguns pacientes são sensíveis a múltiplos alérgenos e podem provocar rinite alérgica perene com exacerbações sazonais. POLENS Os polens são liberados pelas gramas, arbustos e árvores durante a estação de floração (polinização) provocando a rinite alérgica sazonal. A intensidade das crises de rinite depende da concentração dos polens na atmosfera. Geralmente, nas épocas quentes do ano, as plantas liberam mais

polens do que nas estações frias. Muitas plantas polinizam na primavera e outras no verão. Os ventos aumentam a dispersão dos polens causando maior exposição ao paciente com rinite alérgica. O melhor dia para o rinítico é o dia chuvoso. A água da chuva limpa o ar dos polens, fazendo-os caírem ao chão. O ar depois das chuvas torna-se fresco e limpo. Rinite alérgica sazonal é causada por polens e fungos-do-ar dispersos pelos ventos; Polens de árvores variam de acordo com a localização geográfica. Os polens estão presentes no ar em grande quantidade na primavera, algumas espécies produzem polens no outono e as gramas no verão. No Norte do Paraná a árvore mais comum associada á rinite alérgica é o Ligustrum vulgaris. Os polens de grama também variam de acordo com a geografia. As muitas espécies de grama podem provocar rinite alérgica, entre elas o azevem. Muitas gramas apresentam reação cruzada entre seus polens, significa que tem estruturas alergênicas assemelhadas, ou seja, uma pessoa alérgica a uma espécie também pode ser sensível a outras espécies de gramas. Os polens são importantes no final da primavera, mas pode estar presentes o ano todo nas regiões de clima quente. Os polens dos arbustos (ervas daninhas) variam geograficamente. Muitos dos polens de arbustos estão presentes o ano todo, especialmente em clima quente como a Ambrosia, Caruru, Sálvia, Artemísia,... Procure o artigo em Rinite - ÁCAROS - FONTES DE ALERGIZAÇÃO. FUNGOS-DO-AR As condições atmosféricas podem afetar o crescimento e a dispersão dos fungos-do-ar, portanto sua prevalência varia dependendo do clima e da estação do ano. Alternaria e Cladosporium são particularmente prevalentes nos períodos secos. Nos dias de muito vento, sua dispersão, atinge picos nas tardes ensolaradas, principalmente no verão e inicio do outono. Estão praticamente ausentes no inverno. Aspergillus e Penicillium podem ser encontrados tanto dentro como fora de casa (particularmente nas úmidas), seu crescimento é variável em função da estação do ano e do clima. Seus esporos também podem ser dispersados nos períodos secos.

ÁCAROS DA POEIRA DE CASA Os principais alérgenos da rinite alérgica perene (anual) são os ácaros da poeira domiciliar. Os ácaros comumente encontrados nas residências são Dermatophagoides pteronyssimus, Dermatophagoides farinae, Thyrophagus putrecensis e Blomia tropicalis. Geralmente, os ácaros crescem rapidamente em clima úmido e quente. Portanto, a sensibilização aos acarídeos depende do lugar onde você vive. Ácaros da poeira domiciliar apresentam maior concentração quando a umidade esta entre 70-80% e dias quentes. Nas regiões montanhosas com clima seco e frio os ácaros têm crescimento inibido. Estes ácaros se alimentam de material orgânico dentro das casas, particularmente células descamadas da pele, tanto das pessoas como de animais. Eles são encontrados em carpetes, estofados, travesseiros, colchões, ededrons e brinquedos de pelúcia. Os ácaros são encontrados nas residências durante todo ano. ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO (PETS) Os alérgenos presentes na saliva, fezes, urina e caspa dos animais são outras fontes de alérgenos. Portanto, a alergia nasal pode ser causada por animais domésticos como gato e cão e também por ratos e camundongos. Animais de estimação são causa de rinite alérgica; Os gatos e cães são os mais comuns, porem outras espécies de animais e aves criados dentro de casa também pode causar rinite alérgica; A barata é uma importante causa de asma particularmente nas cidades e também pode causar rinite alérgica; A infestação de roedores pode associar-se à sensibilização alérgica; Rinite alérgica esporádica, com episódios curtos e intermitentes de rinite pode ser causada por exposição intermitente a um alérgeno. Isto ocorre devido à exposição de animais ou pets em que a pessoa entra em contato de vez em quando. A rinite alérgica esporádica também pode devido a polens, fungos-do-ar ou alérgenos dentro de casa na qual a pessoa usualmente não está exposta. A rinite alérgica ocupacional causada pelos alérgenos no local de trabalho pode ser esporádica, sazonal ou perene. Veterinários, pesquisadores e trabalhadores podem ter sintomas episódicos quando expostos a certos animais, sintomas diários ocorrem no local de trabalho ou sintomas contínuos (que podem persistir durante a

noite e fins de semana devido à grande sensibilidade devida à inflamação persistente da fase tardia). Agricultores, trabalhadores agrícolas expostos aos polens, animais e fungos-do-ar (mofo). Outros importantes alérgenos ocupacionais que podem causar rinite alérgica incluem serragem, látex (devido à inalação do talco das luvas cirúrgicas), anidrido ácido (gráficos) e colas. POLUIÇÃO A poluição do ar aumenta a sensibilização aos alérgenos. A poluição pode ser dividida em dois grupos, a poluição fora de casa, liberada pelas indústrias e automóveis e dentro de casa pela fumaça do cigarro, moveis, madeiras e queima de carvão. Quimicamente, a poluição do ar consiste em nitrogênio, dióxido de enxofre, ozona, monóxido de carbono e fuligem. Como a poluição facilita a sensibilização nasal ainda não é compreendida. Talvez a poluição do ar irrite a mucosa nasal e a torna pronta para a sensibilização. A poluição atmosférica tem um impacto negativo no epitélio e nos cílios nasais, os quais são responsáveis pela limpeza de partículas (incluindo os alérgenos). ALERGIA ALIMENTAR e RINITE A alergia alimentar em geral apresenta sintomas relacionados ao sistema gastrintestinal, raramente apresenta rinite alérgica. A alergia alimentar pode causar rinite, particularmente em crianças, geralmente acompanhada de sintomas gastrointestinais e de pele. Nesta situação, a história clínica sugere a associação a um determinado alimento. A coriza aquosa que ocorre após alimentação pode ser uma rinite vasomotora (não-alérgica) mediada via nervo vago. Também chamada de rinite gustativa. Dr. Luiz Carlos Bertoni Member of Brazilian of Allergy and Clinical Immunology Society (ASBAI) Member of World Allergy Organization (WAO) CRM-PR 5779