A 350404 Rui Pedro Paula de Matos AS ONG(D) E A CRISE DO ESTADO SOBERANO UM ESTUDO DE CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COLECÇÃO TESES Universidade Lusíada Editora Lisboa 2001
As ONGD e a crise do Estado soberano 661 ÍNDICE SISTEMÁTICO AGRADECIMENTOS EXANTE '. 7 AGRADECIMENTOS EXPOST 9 PREFÁCIO 27 PARTE I RAZÃO E ORDEM DE UMA ESCOLHA CAPÍTULO 1 CONCEITOS BÁSICOS.1. Metodologia 39.2. O legado de Talcott Parsons 42.3. A perspectiva neoinstitucionalista 48.4. As ONG: o novo conceito de instituição 57.5. ONG: instituição, organização ou instituição-organização 66.6. Pluralismo: novos actores e novas imagens 71.7. Uma nova filosofia de desenvolvimento incorporada nas ONGD 77.8. Síntese das perspectivas e questões metodológicas 82 1.9. Desenvolvimento da definição do objecto de estudo 87 PARTE II UMA ABORDAGEM DINÂMICA DAS ONG CAPÍTULO 2 ABORDAGEM HISTÓRICA DO FENÓMENO INSTITUCIONAL NOVO: AS ONG 97 2.1. Passado, presente, futuro 97 2.2. As ONG e o Euromundo 99 2.3. Reflexões sobre as ONG através de uma perspectiva histórica. A questão da Ordem 107 2.4. As ONG e a ordem internacional: algumas questões prévias 111 2.5. O papel histórico das ONG na ordem internacional 113 2.6. As ONG criadas pelo Estado 117 2.7. As ONG e a criação do direito 120 2.8. A "Pentarquia" de factores e o sistema internacional 125 2.9. As ONG no Primeiro Mundo (Estados Unidos e Canadá) 149 2.10. As ONG no Terceiro Mundo (países dos 3A - África, América Latina e Ásia) 153 2.11.0 Balanço do Fenómeno: ONG, um conceito em movimento 163 2.12. Um breve histórico que marca a actividade das ONG no domínio do desenvolvimento ao longo dos tempos 168
662 ^uí Pedro Paula de Matos CAPITULO 3 A NATUREZA TRANSNACIONAL DAS ONG E A CRISE DO ESTADO SOBERANO 173 3.1. As ONG como actores transnacionais e a crise do estado soberano 173 3.2. As ONG e os Novos Movimentos Sociais/NMS 185 3.3. As ONG como agentes de desenvolvimento 193 4. Caleidoscópio de 60 a 80 203 PARTE III TIPOLOGIAS DAS ONG CAPÍTULO 4 CLASSIFICAÇÃO E NATUREZA DAS ONG 211 4.1. As ONG, a Sociedade Civil Mundial e os Estados 211 4.2. O Método Tipológico: razão do seu recurso 216 4.3. As Tipologias das ONG 219 4.4. Um Novo Quadro Tipológico: Macroscópio - "Para uma visão global."... 230 4.5. A tipologia de Tony Marshall: definição do sector das ONG 235 4.6. Nova Tipologia assente em Princípios Alternativos de Organização e Comportamento 243 4.7. David Korten: uma tipologia "transgeracional" - uma chave para o autodesenvolvimento 247 4.8. A Crítica de Charles Elliot ao Modelo/Tipologia de Korten: as ONGD 260 4.9. O conceito de Desenvolvimento Político e o contributo das ONG 271 4.10 De novo a questão do Método: nas Ciências Políticas e Sociais não existe, constrói-se. O exemplo de Raymond Aron e o desenvolvimento de uma nova grelha de inteligibilidade para as ciências do homem 279 CAPÍTULO 5 A RUPTURA EPISTEMOLÓGICA, O CONCEITO DE "PODER POLÍTICO" DAS ONG E O QUADRO OPERACIONAL DAS ONGD PORTUGUESAS 303 5.1. Três ideias: síntese do método pluralista: o Poder político das ONG, redefinição e apuramento do conceito de ONGD e a busca de Leis sociais justificadoras 303 5.2. Reconstrução e Sistematização do conceito de ONGD: breve história 315 5.3. O Ambiente histórico das ONG em Portugal: o quadro político e normativo 322 5.4. O Quadro normativo das ONGD: "Struggle for Power and Development"... 332 5.5. Organização e funcionamento dos órgãos de representação das ONGD em Bruxelas 340 5.6. Instrumentos do CL, Prioridades e Tendências 346 5.7. As ONGD portuguesas: formulações e tendências actuais 350 5.8. Evolução e desenvolvimento das ONGD em Portugal - Modernidade e complexidade institucional, cobertura geográfica e fonte de financiamento.355 5.9. As ONGD Portuguesas - Conflito de valores e o quadro da eficácia. Moral de Convicção versus Moral de Responsabilidade. As Motivações 359 5.10. A nossa tese -caracterização das ONGD portuguesas 364
As ONGD e a crise do Estado soberano 663 5.11. Características dos projectos de Desenvolvimento das ONGD - um potencial de transformação social 370 5.12. As ONGD e o seu potencial de transformação social 374 5.13. As ONGD no quadro da cooperação portuguesa 385 5.14.Dimensão política e o quadro de competência das ONGD portuguesas 388 5.15.0 princípio de independência das ONGD e o seu humanismo e espírito cristão 391 5.16.0 voluntariado nas ONGD portuguesas e a necessidade da sua auto-avaliação 394 5.17.0 potencial de intervenção das ONGD na sociedade portuguesa e nos PALOP 396 5.18. A internacionalização das ONGD portuguesas: constrangimentos 398 5.19. As ONGD portuguesas e o "quadro geracional" que as acompanha 400 5.20. Visão sistematizadora do fenómeno das ONGD em Portugal. Uma leitura macroscópica 405 5.21. A insuficiência do modelo de soberania estadual centrado no Estado soberano. O declínio do paradigma realista 410 PARTE IV A SOCIEDADE CIVIL CAPÍTULO 6 TEORIA GERAL DA SOCIEDADE CIVIL.E SEUS CONTORNOS EM PORTUGAL 417 6.1. Sistematização do conceito de sociedade civil proposto 417 6.2. Elasticidade e evolução histórica do conceito de sociedade civil (Cícero, Aristóteles, John Locke, Adam Ferguson, Karl Marx, Hegel, Auguste Comte, Alexis de Tocqueville, António Gramsci) 420 6.3. O conceito de sociedade civil contemporâneo 427 6.4. O novo modelo de sociedade civil: "global andgoodgovernance" 431 6.5. A tese liberal da sociedade civil...434 6.6. A nossa tese sobre a sociedade civil 435 6.7. A idade das instituições não estaduais no sistema da sociedade civil mundial 438 6.8. O associativismo e a sociedade civil em Portugal 440 6.9. O observatório permanente da sociedade civil em Portugal 442 6.10. A sociedade civil mundial: um conceito em potência - último grau de teorização 449 PARTE V AS TEORIAS DA GESTÃO/ADMINISTRAÇÃO.NA CRISE DO ESTADO SOBERANO CAPÍTULO 7 A CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO/GESTÃO DO ESTADO E DAS ORGANIZAÇÕES 463
664 R"' Pedro Paula de Matos 7.1. Situar o problema da crise do Estado à luz da Ciência da Administração e da ciência política 463 7.2. O campo científico 469 7.3. Pequena história e evolução (século XX) 470 7.4. Ciência da administração e ciência política 471 7.5. A ciência da administração pública e a construção do Estado nacional 473 7.6. O direito administrativo e o Estado liberal no século XIX 474 7.7. Desenvolvimento da ciência da administração pública (tradição europeia e norte-americana) 475 7.8. A escola das relações humanas, organização informal 477 7.9. A teoria das organizações 478 7.10. Uma nova configuração da ciência da administração: três concepções em presença - gestão pública, jurídica e sociológica 479 7.11. A concepção da gestão 479 7.12. A concepção jurídica 481 7.13. A concepção sociológica 482 7.14. Três cachos (clusters) de valores administrativos 486 7.15. Vantagens da apresentação do novo pensamento de gestão público/npm...490 7.16.0 papel do Estado na sociedade: (tipologias) e evolução do seu comportamento 494 7.17. Os fins e funções do Estado nacional: segurança, justiça e bem-estar. O Estado gestor, árbitro, coordenador e revolucionário 502 7.18.0 modelo de gestão governamental de Henry Mintzberg: o Governo-máquina, o Governo-rede, o Governo-controlo, o Governo-virtual e o Governo-controlonormativo 506 7.19.0 pluralismo neoinstitucional 510 7.20.0 "desencanto" das populações em relação aos governos dos Estados 514 7.21. Sistematização da Parte V 517 PARTE VI AS ONGD E A CRISE DO ESTADO.SOBERANO CAPÍTULO 8 OS CONCEITOS FUNDAMENTAIS 525 8.1. A revisão: os fundamentos e os conceitos 525 8.2. A importância e o valor dos conceitos: crise (legitimidade e reformulação da problemática/tese) que Estado e que crise? 527 8.3. Os conceitos: Estado, nação, território, sociedade civil mundial e racionalidade 532 8.4. O Estado nacional sem "centro" 538 8.5. A soberania do Estado nacional: um conceito em movimento 540 8.6. Revisão da matéria dada 547 8.7. Os novos fundamentos: a divisibilidade da soberania 549 8.8. A idade global das ONGe as novas soberanias 553 8.9. O "direito de ingerência" do sistema da sociedade civil mundial 557 8.10. A crise da soberania do Estado nacional 557 8.11. A "mobilidade" 561
As ONGD e a crise do Estado soberano 665 8.12.0 novo direito internacional humanitário 563 8.13. A crise do Estado soberano e a emergência da teoria geral das ONG (uma nova tipologia): mudança de configuração/paradigma 571 8.14. Dimensão prática da teoria geral das ONG - operantes no sistema da sociedade civil mundial: transição de paradigma 581 8.15. Reconstrução do conceito de soberania a partir das ONG 585 8.16. Soberania assente no conceito de desenvolvimento global 591 8.17. As novas formas do Estado: evolução 594 8.18. Crise de legitimidade e de funções do Estado soberano 600 8.19. A configuração do sistema da sociedade civil mundial e o mecanismo de negociação a dois níveis: a erosão de soberania 605 8.20. "O Triângulo Mágico ": um dispositivo de desenvolvimento sócio-económico e um pólo de estabilidade 614 BIBLIOGRAFIA 631 ÍNDICE SISTEMÁTICO 661