Doenças Vasculares Tromboflebiteé uma afecção na qual se forma um coágulo numa veia, em conseqüência de flebite ou devido à obstrução parcial da veia. Flebiteé a inflamação das paredes de uma veia. Causas: Estase venosa; Insuficiência venosa precedente; Obesidade; Anticoncepcionais orais; Imobilização no leito. Traumatismos (injeções, cateteres de demora); 1 2
Edema local; Endurecimento da veia; Hiperemia no local; Dor e hipertermia local; Mialgia (dor muscular). Ao aplicar o calor úmido verificar sempre a temperatura da água para evitar queimaduras; Movimentação ativa e passiva dos membros inferiores no pós-operatório; Deambulação precoce; Repouso deve ser com os membros elevados em uma posição mais alta que a do coração. Tratamento: Repouso com elevação das extremidades (reduz a congestão e o edema); Aplicação de anticoagulantes (heparina), quando há formação de trombos; Sedativos no caso de dor; Calor úmido local. Prevenção: Uso de meias elástica para pessoas com atividades restritas; Adotar posição correta na cama (uma perna não deve fazer pressão sobre a outra); Evitar ficar longos períodos sentado ou em pé; Evitar esforços que aumentam a pressão nas pernas; Fazer movimentação passiva e ativa ou enfaixar os membros inferiores nos pacientes acamados. 3 4
Insuficiência Venosa Crônica Insuficiência Venosa Crônica É uma afecção que resulta da oclusão crônica da veia ou da incompetência das válvulas venosas, formando uma espécie de estase crônica (resultado de uma tromboflebite). As veias, tanto superficiais quanto profundas da perna, podem estar envolvidas. A insuficiência venosa pode levar ao aparecimento de veias varicosas e úlceras de perna. Dilatação acentuada das veias das pernas; Edema; Pigmentação marrom da pele (extravasamento e degeneração das hemácias nos tecidos adjacentes); Pele seca com rachaduras e pruriginosa. Causas: Insuficiência Venosa Crônica Insuficiência valvular; Estase venosa; Trombose venosa profunda. Complicações: Infecção; ; Ulceração. Insuficiência Venosa Crônica 5 6
São veias superficiais dilatadas e tortuosas causadas por incompetência das válvulas venosas. Veias dilatadas, tortuosas e pigmentadas; Dor; Cãibras musculares (maior freqüência à noite); Fadiga muscular nas pernas; Sensação de peso nas pernas; Edema de tornozelo (s); Sinais de insuficiência venosa crônica: edema, dor, pigmentação e ulceração. Causas: Tratamento Clínico Distensão crônica das veias (gravidez, obesidade, ocupações que requerem prolongada permanência em pé); Fragilidade hereditária das paredes das veias ou das válvulas; Perda da elasticidade por idade avançada. Evitar estase venosa usando meias elástica; Não cruzar as pernas enquanto sentado; Controlar ganho de peso; Evitar traumatismos nas pernas; Elevar os pés da cama em 15 a 20 cm antes de dormir; Estimular exercícios físicos diários como: caminhada e natação. 7 8
Tratamento Cirúrgico: Safenectomia. Dor local ou em todo o membro afetado; Cansaço, peso e edema da perna. É uma úlcera que acomete a perna resultado de uma escavação da superfície cutânea produzida por descamação de tecido necrosado. A causa principal é a insuficiência venosa crônica. Diagnóstico: Consiste em determinar se a úlcera é resultante de uma insuficiência venosa ou arterial. Os exames de ultra-sonografia com doppler, arteriografia e venografia são suficientes para definir o diagnóstico. A úlcera de origem venosa localiza-se próximo ao maléolo medial, enquanto que a de origem arterial localiza-se no terço inferior interno da perna. 9 10
Tratamento: Antibioticoterapia, já que as úlceras são contaminadas; Repouso no leito com MMII elevados; Curativos segundo prescrição médica e manter a ferida sempre limpa. Relembrando: Aterosclerose Coronariana Acúmulo anormal na parede vascular, formando uma placa de ateroma, acarretando uma diminuição do fluxo sangüíneo para o miocárdio. Arteriosclerose Manter MMII elevados; Cuidados no manuseio da ferida, mantendo-a sempre limpa e seca e limpando-a com suavidade; Dieta adequada: hipossódica; Aplicação de bandagens na perna para reduzir o edema e evitar traumatismos. Arteriosclerose é a doença mais comum das artérias, que significa endurecimento das artérias. 11 12
Arteriosclerose Arteriosclerose é qualquer doença arterial que envolva o espessamento da parede da artéria com perda da elasticidade Doença que acomete as artérias das extremidades, geralmente encontrada em homens com mais de 50 anos de idade. A idade e a gravidade são influenciadas pelo tipo e número de fatores de risco ateroscleróticos presentes. Aterosclerose x Arteriosclerose Causas: Aterosclerose; Todos os fatores de risco da aterosclerose. 13 14
Claudicação intermitente; Dor em repouso; Aumento da dor na posição horizontal; Melhora da dor na posição vertical (perna pendente); Cãibras, sensação de frio ou dormência na extremidade; Extremidades frias e pálidas; Ulcerações, gangrena e atrofia muscular; Ausência ou diminuição do pulso (femoral e tibial posterior) Tratamento: Clínico; Cirúrgico: simpatectomia e angioplastia. Diagnóstico: Fluxo ultrassônico Doppler; Angiografia. Lavar os pés com água morna e sabão suave enxugando bem entre os dedos e não esfregando a toalha; Usar meias de algodão (absorvem a umidade, facilita a transpiração e impedem que os pés se esfriem); Evitar usar calor nos pés e pernas, a menos por prescrição médica; 15 16
Evitar nadar em tempo frio; Evitar queimadura de sol; Evitar andar em multidões; Não ficar descalço; Usar sapatos confortáveis; Examinar os pés diariamente à procura de calos, bolhas, unhas encravadas etc. Não usar roupas que prendam a região inguinal, pois irá agravar a insuficiência de circulação das extremidades; Não cruzar as pernas nos joelhos; Evitar o uso de fumo a todo custo; Oferecer dieta rica em proteínas e vitaminas e pobre em lipídeos, ou seja, evitar todas as causas de aterosclerose. 17 18