II 02 Calçados de Couro



Documentos relacionados
2 2 Calçados Esportivos [Artigos Esportivos ]

2 1 Roupas de Couro [Vestuário]

IV 01 Produtos de Tabaco

Resumo dos resultados da enquete CNI

1 5 Cogumelos [Alimentos e medicamentos]

RDC 60. Perguntas e Respostas. RDC nº 60, RDC 60 - PERGUNTAS E RESPOSTAS

Negócios Internacionais

COMÉRCIO INTERNACIONAL Políticas Comerciais. Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial

MÓDULO EXTERNO SISTEMA DE EMISSÃO DE LICENÇAS - CITES IBAMA INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVAVÉIS

NOVAS REGRAS DE OPERAÇÕES CAMBIAIS IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO E REEXPORTAÇÃO DE MERCADORIAS

INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR A PRODUTOS ALIMENTARES GOURMET

Ações Reunião Extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2014

SISTEMA REGULATÓRIO PARA A AEB. 1 - Introdução

Considerando, ainda, a necessidade de serem designadas Autoridades Administrativas e Científicas nos países signatários da Convenção; e

Mercados. informação regulamentar. Finlândia Condições Legais de Acesso ao Mercado

Criação e Comércio de ANIMAIS Silvestres e Exóticos no Brasil.. Processo de Licenciamento. Gerenciamento. Mercado

Manual do Integrador. Programa de Formação

Associados Comerciais estabelecidos fora dos Estados Unidos Número da Política: LEGL.POL.102

3 4 Janelas e Portas de Madeira [Atigos para o lar]

Regulamento do projeto "50 Telhados"

BRASCAN RESIDENTIAL PROPERTIES S.A. PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

PLANO BRASIL MAIOR MEDIDAS TRIBUTÁRIAS

3-3 Compensado [Artigos para o lar]

Regulamento do projeto "50 Telhados"

Resumo dos resultados da enquete CNI

1 4 Suco de Frutas [Alimentos e medicamentos]

Suplemento II ao «Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Continente Chinês e Macau»

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos.

Portaria n.º 510, de 13 de outubro de 2015.

Estratégia Internacional

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado

FACULDADE LEÃO SAMPAIO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM IX SEMANA DE ENFERMAGEM. Edital 001/2014

4. O cadastramento a que se refere o item anterior deve ser efetuado concomitantemente à abertura da conta.

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

GUIA PARA O RECONHECIMENTO DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

Jóias de ouro puro ou platina e jóias de metais preciosas com pedras preciosas.

Anexo 2 Apêndice 3 PROCEDIMENTO PARA AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO

FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA

MUNICÍPIO DE MACHICO REGULAMENTO DO LICENCIAMENTO ZERO 1

Piscina de Bolinhas 1,50m x 1,50m. Manual de instruções

Como a JETRO poderá apoiar os exportadores brasileiros

Departamento de Operações de Comércio Exterior DECEX. Tratamento Administrativo na Importação e atuação do DECEX

EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO INFORMAÇÕES E PROCEDIMENTOS BÁSICOS. CM Claudia Mainardi ccmainardi@cmcomex.com.br ccmainardi@gmail.com

Exportação de mercadorias do país de origem para países terceiros e/ou importação pelo país de mercadorias com origem em países terceiros.

Produto BNDES Exim Pós-embarque Normas Operacionais. Linha de Financiamento BNDES Exim Automático

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

PORTARIA n 0175/ GAB

Produto BNDES Exim Pós-embarque Normas Operacionais. Linha de Financiamento BNDES Exim Automático

1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados.

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

MUDANÇAS NA ISO 9001: A VERSÃO 2015

Condições Gerais de Compra da Air Products Brasil Ltda.

A TODOS OS USUÁRIOS DA FFM. Referente: Norma para compras internacionais (importações) via FFM.

MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, DO COMÉRCIO E DO TURISMO

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS COMBINADAS

REGULAMENTO. Página 1 de 5

LEI DO BOM SAMARITANO

MEIO AMBIENTE DE TRABALHO (RUÍDO E VIBRAÇÕES)

ABRASE. Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos

Gerenciamento de Problemas

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro

"suínos" significa suínos domésticos, javalis domésticos, suínos selvagens e javalis selvagens

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 19. Tributos. Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IFRIC 21 (BV2013)

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Diferenças entre adaptação e migração nos planos privados de assistência à saúde

Sustentabilidade nas instituições financeiras Os novos horizontes da responsabilidade socioambiental

Torna obrigatória a contratação do serviço de Inspeção de Segurança Veicular mediante processo de licitação pública.

C 326/266 Jornal Oficial da União Europeia PROTOCOLO (N. o 7) RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA CAPÍTULO I

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...

ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO COMPARADA SOBRE CONSERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS MARINHOS

Auditando processos de feedback de clientes

A China e o agronegócio brasileiro: Complexo Soja

Encontrei as seguintes possibilidades razoáveis de recursos: 57- Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que:

PROJETO DE LEI Nº DE 2007 ( Do Sr. Alexandre Silveira)

Perguntas e respostas frequentes. Extinção das Tarifas Reguladas Eletricidade e Gás Natural

RESOLUÇÃO SEMA Nº 028/2010

O Impacto do Regime de Tributação Simplificada no Setor Eletroeletrônico

2 3 Cosméticos [Outros]

Diário Oficial da União Seção 1 DOU 11 de dezembro de 2013 [Páginas 76-77]

PROPRIEDADE INTELECTUAL:

Departamento de Engenharia. ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção

Perguntas e Respostas sobre Portabilidade de Carência em Planos de Saúde

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015

Rede CIN CIN MS. Centro Internacional de Negócios FIEMS

CIRCULAR SUSEP N o 265, de 16 de agosto de 2004.

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições

6. EXECUÇÃO DO PROJETO ELÉTRICO EM MÉDIA TENSÃO 6.1 DIMENSIONAMENTO DO TRANSFORMADOR

QUADRO PADRONIZADO PARA APRESENTAÇÃO DE SUGESTÕES E COMENTÁRIOS

CURITIBA PARANÁ MBA GPJ 3/14. Julho de 2015

ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS

Parte III. 12.j PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS DE QUALIDADE

Capítulo 03 Mercados regionais

Mercados. informação regulamentar. República Dominicana Condições Legais de Acesso ao Mercado

Transcrição:

II 02 Calçados de Couro [Artigos de Vestuário e de Moda] 1. Definição da Categoria Esta categoria abrange os calçados de couro, incluindo botas, excluindo os sapatos esportivos e chinelos. Todos os calçados de couro estão sujeitos aos requisitos de cotas tarifárias. Números de HS 6403 (excluindo chinelos e calçados esportivos) 6404 (somente calçados com a parte superior em couro, ou parte em couro) 6405 Nota: Os itens desta seção são regidos sob o Sistema de Cota Tarifária, conforme estabelecido pelo Artigo 9 da Legislação de Tarifa aduaneira. 2. Tendências de Importação (1) Tendências Recentes na Importação de Calçados de Couro Recentemente, as importações de calçado de couro aumentaram em termos de volume. 1999 presenciou um forte crescimento, um aumento das importações de 23,0% em relação ao ano anterior. O incentivo ao crescimento desta importação foi a preferência de preço baixo pelo consumidor e a transferência das instalações de produção para a China, pelos fabricantes de calçados japoneses. Além disso, alguns fabricantes moveram a produção para Camboja em 2000, onde os custos são equivalentes aos da China. O total de importações de calçados de couro em 2000 foi de 158,7 milhões de pares (alta de 7,0% em relação ao ano anterior) equivalente a 56,3 bilhões (queda 1,9%). Figura 1 Importação de Calçados de Couro do Japão ( milhões) (toneladas) Calçados de couro Unidades: 1.000 pares, milhões de ienes Fonte: Japan Exports and Imports (Exportações e Importações no Japão) (2) Importações por Local de Origem Anteriormente, a Itália foi a principal exportadora de calçados de couro ao Japão. Porém, como os fabricantes japoneses mudaram a produção para a China, as importações da China aumentaram, e em 1997, a China ultrapassou a Itália tornando-se a primeira em termos de volume. As importações da China atingiram 5,15 milhões de pares (com uma participação de 34,6%) em 1999, porém as importações do Camboja aumentaram de 1,11 milhões de pares em 1999 para 2,45 milhões em 2000 (participação de 15,4%) e, como resultado, as exportações da China caíram para 4,53 milhões de pares (participação de 28,5%). Assim sendo, a Itália continua a manter a liderança (participação de 36,6%) na exportação de calçados esportivos ao Japão em termos de volume, e em 2000, sua exportação aumentou em 20,1% em volume (2,87 milhões de pares, participação de 18,1%), ficando a Itália atrás numa colocação em termos de aumento, pela primeira vez em anos. Há grandes diferenças no preço médio unitário entre os exportadores locais. O preço médio unitário para os calçados em couro da China é de 2.267 por par, comparado a 1.750 para as importações da Camboja, que é 77% do preço médio do primeiro. Em contraste, as importações da Itália custam mais que o triplo do valor das importações da China, com média de 7.189. 93

Figura 2 Principais Exportadores de Calçados de Couro para o Japão Tendências no volume de importação Participação na importação de calçados de couro dos principais exportadores em 2000 (base em valores) (1000 pares) China Itália Camboja R. Coréia Bangladesh Outros Bangladesh R. Coréia Camboja China Itália China Itália Camboja R. Coréia Bangladesh Outros União Européia) Unidades: 1.000 pares, milhões de ienes Fonte:Japan Exports and Imports (Exportações e Importação no Japão) (3) Participação no Mercado de Importação do Japão Devido ao falso ajuste do nível da categoria entre os dados locais e dados de importação/exportação, a participação de importações no mercado para os calçados de couro não está clara, porém em contínuo aumento nos últimos anos. (consulte 7-(1) sobre a produção local) 3. Considerações-chave Relacionadas à Importação (1) Regulamentos e Requisitos dos Procedimentos no Momento da Importação As importações de calçados de couro estão sujeitas aos requisitos da cota tarifária sob a Legislação de Tarifa Aduaneira, e em alguns casos para as disposições da Convenção de Washington (Convenção de Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, chamado CITES). 1) Lei de Tarifas Aduaneiras Os calçados feitos total ou parcialmente de couro, são regidos pelo Sistema de Cota Tarifária, conforme estabelecido pelo Artigo 9 da Lei de Tarifas Aduaneiras. Os produtos sujeitos a cotas tarifárias é fixada uma tarifa relativamente baixa (tarifa primária) na quantidade dentro dos limites da cota tarifária anual estipulada anualmente pelo Decreto Ministerial e em seguida uma tarifa maior (tarifa secundária, por porcentagem ou preço fixo por par, o que for de maior valor), para as importações excedentes da cota estabelecida. Para mais informações, contate a Divisão Internacional de Assuntos Econômicos, Órgão da Política de Negócios, Ministério da Economia, Comércio e Indústria. 2) Lei de Câmbio e Comércio Exterior (Decreto Ministerial sobre Negócios de Importação) Sob os termos da Convenção de Washington, a Lei de Câmbio e Comércio Exterior regulamenta a importação de espécies da fauna e da flora listada no Apêndice da Convenção. Os calçados confeccionados de couro de animais lacertílios, cobras e outros espécimes de animais muitas vezes estão sujeitos às disposições da Convenção de Washington. Três categorias de espécies são aplicadas, conforme abaixo discutido. Para mais informações sobre o conteúdo específico e aplicabilidade destas classificações, contate a Divisão de Licença de Negócios, Órgão da Cooperação de Negócios e Econômica, Ministério da Economia, Comércio e Indústria. 94

Apêndice I (Todas as espécies ameaçadas de extinção) Tráfico comercial de espécies ou produtos feitos dessas espécies está proibido. Para finalidade alfandegária, todos esses animais são designados como itens de cota de importação e o Ministério da Economia, Comércio e Indústria deve aprovar a cota de importação, antes que qualquer item possa ser importado. Apêndice II (Todas as espécies que exigem regulamentações internacionais restritas para evitar o perigo de extinção) O importador de qualquer espécie ou produto feito de um elemento dessas espécies deve apresentar para as autoridades alfandegárias japonesas um certificado de exportação ou de re-exportação das autoridades de gerenciamento do país exportador. Algumas espécies necessitam de confirmação prévia do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Apêndice III (Todas as espécies que são identificadas por qualquer parte que estão sujeitas a regulamentação e necessitam de cooperação de outras partes no controle da comercialização) O importador de qualquer uma dessas espécies ou de produto feito de um elemento dessa espécie deve apresentar para a alfândega japonesa um certificado de exportação e um certificado de origem emitido pela autoridade de gerenciamento do país exportador ou um certificador garantido pela autoridade de gerenciamento do país de reexportação de que o espécime foi processado nesse país. Algumas espécies necessitam de confirmação prévia do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Entretanto, os animais podem ser gerados e produzidos em cativeiro para fins comerciais de fornecimento de peles de animais coberto por um certificado emitido pela autoridade administrativa do país exportador para que possua efeito. O texto da Convenção especificamente menciona abaixo as espécimes em extinção, dignas de sobrevivência especial. Rússia... Linces China:... Leopardos Canadá:... Coiotes, Linces tipo bobcat, lynx cat e lynx Noruega:... Focas, Pele de Foca (2) Regulamentos e Requisitos dos Procedimentos no Momento da Venda A princípio, a venda de sapato de couro não é regulamentada. Entretanto, roupas que fazem uso, mesmo que apenas com partes de couro de certas espécies, podem ser restringidas ou proibidas sob os termos da Lei para a Conservação de Espécies em Extinção da Fauna e Flora Selvagem). Além disso, o Ato Contra Prêmios Não Justificados e Representações Enganosas algumas vezes exige a rotulagem, de acordo com o país de origem. 1) Lei para a Conservação de Espécies em Extinção da Fauna e Flora Selvagem A Lei estabeleceu uma vasta estrutura legal de proteção para as espécies consideradas em perigo de extinção. A captura ou transferência da fauna ou flora designada, a princípio é proibida, exceto quando aprovada para fins de pesquisa científica e de preservação das espécies. Entretanto, há disposições exclusivas como o registro individual, aprovação, registro do negócio, etc. para as espécies registradas. Para mais informações sobre os procedimentos necessários, contate o Órgão de Conservação da Natureza do Ministério do Meio-Ambiente. (3) Agências Competentes Lei de Tarifas Aduaneiras Divisão Internacional de Assuntos Econômicos, Agência de Política Comercial, Ministério da Economia, Comércio e Indústria TEL: 03-3502-8111 http://www.maff.go.jp Lei de Câmbio e Comércio Exterior (Convenção de Washington) Divisão de Licença Comercial, Agência de Cooperação Comercial e Econômica, Ministério da Economia, Comércio e Indústria TEL: 03-3501-1511 http://www.meti.go.jp Lei para a Conservação de Espécies em Extinção da Fauna e Flora Selvagem Divisão das Instalações do Parque e Tecnologia de Conservação, Órgão da Conservação da Natureza, Ministério do Meio-Ambiente TEL: 03-3581-3351 http://www.env.go.jp 95

4. Rotulagem (1) Rotulagem Obrigatória por Lei Não há exigências de rotulagem especificas para os calçados de couro. (2) Rotulagem Voluntária baseada nas Disposições da Lei Há diretrizes para a rotulagem voluntária, para o tamanho dos sapatos, sob a Norma de Padronização Industrial do Japão (Norma JIS): Marca JIS Associação de Padrões do Japão TEL: 03-3583-8000 http://www.jsa.or.jp (3) Rotulagem Industrial Voluntária Não há rotulagem voluntária da indústria para os calçados de couro. 5. Tributos (1) Tarifas Aduaneiras Os calçados feitos total ou parcialmente de couro, são regulamentados pelo Sistema de Cota Tarifária (TQ), conforme estabelecido pela Lei de Tarifas Aduaneiras. As tarifas dos calçados de couro são amplamente classificadas pelo formato, material da sola, material da parte superior do calçado e país de origem. A tabela a seguir apresenta apenas alguns exemplos. Para informações mais detalhadas, consulte as autoridades alfandegárias. No. HS Figura 3 Tarifas Aduaneiras sobre os Calçados de Couro (exemplos) Descrição 6403.20 Calçado com as solas externas de couro e partes superiores em tiras em couro sobre o dorso do pé e em volta do dedo do pé Geral 60% ou 4.800/ par, qual for o maior Nível da Tarifação (%) OMC (Organização Mundial do Preferencial Comércio) Temporária -011 Para a "Cota Estabelecida" (Calçado local) (24,8%) +12,4% 24,8% -021 Para a "Cota Estabelecida" (outro calçado) (22,3%) +11,15% 22,3% -012,-022 Outro calçado 33.8% ou 4.362,5/par, o que for o maior 6403.30 Calçado feito em plataforma ou esteira de madeira 60% ou 4.800/par, o que for maior -011 Para a "Cota Estabelecida," com solas de borracha, couro ou composto de couro +16,9% ou 2181.5/par, o que for o maior (22,3%) +11,15% 22,3% -022 Para a "Cota Estabelecida," excluindo os chinelos (24,8%) +12,4% 24.8% -012,-029 Outros calçados feitos em plataforma ou esteira de madeira 33,8% ou 4.362,5/par, o que for maior +16,9% ou 2181,5/par, o que for maior Nota 1: em Tarifa Preferencial, é aplicável somente aos países em desenvolvimento. '"+" indica os Itens de Distribuição Antecipada baseada na Decreto Ministerial para a Promoção da Lei Temporárias de Medidas das Tarifas. Nota 2: Consulte Customs Tariff Schedules of Japan (Programações de Tarifas Aduaneiras do Japão) (publicado pela Associação de Tarifação do Japão) etc. para interpretação da tabela tarifária. (2) Imposto sobre o Consumo (CIF + Tarifas Aduaneiras) x 5% 6. Características do Produto Os calçados de couro com marcas européias e americanas tendem a ter um preço maior do que as marcas japonesas, enquanto o calçado de couro de outros países/regiões da Ásia normalmente tem um 96

preço menor. O Japão tem convenções para rotulagem do tamanho diferente da Europa e dos Estados Unidos. Os tamanhos japoneses são expressos em centímetros, enquanto os números americanos são expressões em polegadas e os europeus seguem a convenção denominada Tamanho Europeu. Os calçados da Europa e da América são desenhados para ajustar nas dimensões de pés normais àquelas regiões e geralmente possuem menor largura para o mesmo comprimento de sapato. Recentemente, o número de fabricantes estrangeiros que fabricam calçados em moldes de madeira para japoneses está aumentando, o que significa que cada vez mais os calçados importados estarão se ajustando melhor no pé dos japoneses. Masculino Feminino Figura 4 Exemplo de Tamanhos Comparativos de Calçados Japão 24 24½ 25 25½ 26 26½ 27 27½ 28 Reino Unido, EUA 6 7 7½ 8 8½ 9 9½ 10 10½ Europa 5 6 6½ 7 7½ 8 8½ 9 9½ França, Alemanha 38 39 40 41 42 43 45 46 Japão 22 22½ 23 23½ 24 24½ 25 25½ Reino Unido, EUA 4 5 5½ 6 6½ 7 7½ 8 Europa 3 4 4½ 5 5½ 6 6½ 7 França, Alemanha 34 35 36 37 38 39 40 7. Sistema de Distribuição Nacional e Práticas Comerciais (1) Condições de Mercado Nacional A demanda para calçados de couro no Japão atingiu o ponto de saturação. Portanto, o mercado, de forma geral, está comparativamente estável em tamanho. A mudança dos locais de produção para a China e Camboja resultou em uma redução na produção local. Depois dos últimos cinco anos, a produção total caiu de 63,7 milhões de pares para 49,1 milhões de pares. A queda foi mais visível em calçados masculinos do que em calçados femininos. A produção caiu mais que o aumento da importação, deduz-se que o mercado como um todo está diminuindo. Figura 5 Tendências da Produção Nacional (referência) Total de Calçados de couro (mudança anual) Masculino Feminino Infantil Esportivo De trabalho Outros Unidades: 1.000 pares, milhões de ienes Fonte: Yearbook of Miscellaneous Goods Statistics (Anuário de Estatísticas de Mercadorias - Micelânea) Nota: outros incluem chinelos, que não são abordados neste guia. Utilize estes números apenas como referência Comparado com os países ocidentais, a fiscalização em calçados pela alfândega é relativamente nova para os japoneses. Como resultado, os japoneses tem um nível menor de participação na discussão em relação aos calçados. O número de adaptadores e confeccionistas de sapato artesanais é pequeno e ainda não é comum para as pessoas terem seus pés medidos na compra de um calçado de couro, para certificar-se de que os sapatos têm um bom ajuste. Porém os sapatos que não se ajustam direito causam em muitas pessoas pequenos ferimentos e dor no pé. Como conseqüência, a maior parte das pessoas estão começando a se interessar pelos calçados sob-medida. (2) Canais de Distribuição O gráfico a seguir ilustra os principais canais de distribuição dos calçados de couro 97

(3) Considerações-chave para Entrada no Mercado Japonês O Mercado japonês para sapatos em geral já está desenvolvido, e os preços ainda estão caindo. O sucesso neste mercado irá necessitar tanto de preços competitivos como uma funcionalidade adicional. Além disso, a Legislação para Responsabilidade do Produto recentemente adotada, faz com que os importadores sejam responsáveis por ferimentos comprovados como sendo causados pelos produtos defeituosos. Desta forma, devem ser realizados grandes esforços para garantir um alto padrão de qualidade. Figura 6 Canais de Distribuição de Calçados de Couro Fabricantes estrangeiros Frabricantes Locais Representante de Importação Atacadistas de calçados de couro Varejista de calçados Loja de Departamentos Cadeia de lojas especializadas em sapatos Comercialização em massa Consumidores 8. Serviço Pós-Vendas Os reparos e outros tipos de serviço pós-venda geralmente ocorrem sem problemas, quando a loja de departamento ou lojas especializadas importam diretamente ou vendem sob licença do fabricante estrangeiro. Se o reparo envolvido for pequeno e não envolver substituição de peças de fábrica, qualquer local de conserto de sapato pode realizar os reparos, a não ser que a mercadoria tenha sido distribuída. 9. Categorias de Produtos Relacionados Os calçados para interiores (como os chinelos) feitos com as partes superiores em couro, são também classificados como itens de cota tarifária, como as sandálias com partes superiores em couro. Entretanto, o calçado sem as partes superiores em couro não está sujeito a cotas tarifárias. Além disso, mesmo se o calçado tiver as partes superiores em couro, se não for considerado como o do tipo de calçado esportivo, está isento das disposições da cota tarifária. Para mais informações, consulte a seção em separado sobre Calçados Esportivos (II-02) do guia 2000. 10. Importações Diretas por Pessoas Físicas São permitidas importações diretas por pessoas físicas de materiais de couro que não estiverem abrangidos pelos regulamentos ou prescritos pela Convenção de Washington. Se não estiver claro qual o tipo de material de couro presente, as pessoas físicas serão notificadas para averiguar junto aos oficiais alfandegários no país de origem. Os calçados considerados como do tipo esportivo, estão sujeitos às tarifas de calçados esportivos de 27%. Os calçados feitos de materiais que não sejam couro e com o valor alfandegário de 10.000 ou inferior, estão isentos de tarifas aduaneiras e imposto sobre o consumo. Entretanto, o calçado em couro e o esportivo estão sujeitos às tarifas independente do valor alfandegário. As pessoas ou entidades que importam para fins comerciais, somente alocam cotas tarifárias, com base no requisito. Os calçados de couro importado por pessoas físicas são uniformemente sujeitos à tarifa secundária. As pessoas físicas devem também estarem cientes das diferentes práticas de rotulagem de tamanho nas diferentes regiões do mundo. 11. Organizações Relacionadas Federação Industrial de Sapatos de Couro do Japão TEL: 03-5603-2135 Associação de Fabricantes de Calçados do Japão TEL: 03-3661-4672 Federação Japonesa de Organizações de Atacadistas de Sapatos TEL: 03-3843-1673 http://www.shoes.gr.jp 98