Unidade Universitária Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - 040 Curso Psicologia Disciplina Psicoterapia Breve Professor(es) e DRTs Glaucia Mitsuko Ataka da Rocha DRT 112431-1 Maria Leonor Espinosa Enéas DRT 109885-3 Carga horária total: Prática: Teórico Prática: 04 Código da Disciplina 0802835-4 Etapa 8ª. Semestre Letivo 2º/2012 Ementa A disciplina define a psicoterapia breve e seu desenvolvimento histórico, e correlaciona conceitos teóricos e técnicos que especificam esta modalidade. Objetivos Fatos e Conceitos Conhecer os fundamentos teóricos e técnicos da psicoterapia breve psicodinâmica que permitam uma compreensão das queixas psicológicas e as intervenções possíveis para pacientes adultos. Procedimentos e Habilidades Reconhecer os pressupostos norteadores da psicoterapia breve de orientação psicodinâmica, suas exigências e indicações a fim de estabelecer estratégias psicoterápicas adequadas às diferentes situações clínicas. Desenvolver a capacidade de pensar, diagnosticar e intervir nas situações de sofrimento psíquico a partir do referencial psicodinâmico. Atitudes, Normas e Valores Respeitar os princípios éticos e técnicos da atuação clínica e estar sensibilizado com as implicações éticas envolvidas nessa atividade, especialmente em psicoterapia breve. Metodologia Aulas expositivas dialogadas, discussão geral de textos indicado visando atender os objetivos de fatos e conceitos, exercícios em sala de aula, de análise de casos clínicos e apresentação de casos por alunos-estagiários, a fim de desenvolver os demais objetivos. Critério de Avaliação A avaliação constará de: uma prova parcial individual no meio do semestre com valor de zero a dez, com peso 4 (quatro); cinco exercícios em sala de aula, realizados em pequenos grupos, com valor de zero a dois cada um totalizando dez pontos com peso 1 (um). Uma prova final individual com valor de zero a dez e peso 5 (cinco). As três notas serão somadas e divididas por 10 (dez)
chegando a uma média final. Conteúdo Programático Histórico da psicoterapia breve: precursores (Freud, Ferenczi, Rank), estágio intermediário (Alexander e French), três gerações de proponentes ligados a diferentes modelos teóricos (modelo pulsional/estrutural: Malan (Balint), Sifneos, Davanloo; modelo relacional: Luborsky, Strupp e Binder; modelo integrativo: Mann, Lemgruber, Prochaska, Simon). Fundamentos teóricos; principais contribuições para a psicoterapia breve. Conceitos fundamentais que embasam as psicoterapias breves: objetivo limitado, técnica ativa, motivação, experiência emocional corretiva, flexibilidade terapêutica. Indicações e contra-indicações para a psicoterapia breve (critérios de indicação e contra-indicação ligados aos modelos teóricos, flexibilidade possível a partir do desenvolvimento de técnicas baseadas em pesquisa, critérios de exclusão). Aspectos técnicos: avaliação inicial (análise da qualidade adaptativa, padrão relacional e estágios de mudança), contrato e planejamento terapêutico (manejo em diferentes contextos de aplicação), foco, objetivo, estratégias (adequação com diferentes recursos dos pacientes), manejo do término (especificidade da técnica breve que dá sentido a processos de curta duração), acompanhamento (modos de manter o paciente assistido, de avaliar os resultados obtidos e a funcionalidade da técnica). Fundamentos da teoria da técnica que permitem a articulação de elementos técnicos de forma compatível com as condições de pacientes, terapeutas e contextos de atuação. Aplicabilidade da psicoterapia breve: contextos (institucionais com diferentes características, consultório, entre outros), alcances (tipos de condições e quadros passíveis de atendidos em psicoterapia breve) e limites técnicos e éticos (condições e quadros para os quais a indicação representa iatrogenia; responsabilidade ética de prestar ajuda adequada ao paciente no contexto de atuação). Bibliografia Básica CAVALINI, Santuza Fernandes Silveira; BASTIDAS, Cláudio. (Org.). Clínica Psicanalítica olhares contemporâneos. São Paulo: Vetor, 2011. (cap. 7 e 9) YOSHIDA, Elisa Medici Pizão; ENÉAS, Maria Leonor Espinosa (Org.). Psicoterapias psicodinâmicas breves: propostas atuais. 2ª. ed. Campinas: Alínea, 2007. (cap. 1, 2, 3, e 7) YOSHIDA, Elisa Medici Pizão. Psicoterapias psicodinâmicas breves e critérios psicodiagnósticos. São Paulo: EPU, 1990. Bibliografia Complementar
ALCHIERI, João Carlos (Org.). Avaliação psicológica: perspectivas e contextos. São Paulo: Vetor, 2007. (cap. 9) CALIGOR, Eve; KERNBERG, Otto; CLARKIN, John. Psicoterapia dinâmica das patologias leves de personalidade. Tradução Sandra Maria Mallmann da Rosa. Porto Alegre: Artmed, 2008. CARPIGIANI, Berenice. (Org.) Teorias e técnicas de atendimento em consultório de psicologia. São Paulo: Vetor, 2011. (cap. 3 e 9) EIZIRIK, Cláudio Laks; AGUIAR, Rogério Wolf; SCHESTATSKY, Sidnei Samuel (Org) Psicoterapia de orientação analítica: fundamentos teóricos e clínicos. Porto Alegre: Artmed, 2005. ENÉAS, Maria Leonor Espinosa. Considerações sobre o emprego da psicoterapia breve psicodinâmica. Psicologia: Teoria e Prática, v.1, n.1, 19-23, 1999. ENÉAS, Maria Leonor Espinosa. Fundamentos da mudança psíquica: recursos para o manejo técnico em psicoterapia breve. Psicologia: Teoria e Prática, v.2, n.1, 75-94, 2000. ENÉAS, Maria Leonor Espinosa. Psicoterapia breve de adultos: aspectos históricos e técnicos. In: CARPIGIANI, Berenice. (Org.) Teorias e técnicas de atendimento em consultório de psicologia. São Paulo: Vetor, 2011, p. 175-202. (cap. 9) LIPP, M.E.N.; YOSHIDA, E.M.P. (Orgs.) Psicoterapias breves nos diferentes estágios evolutivos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2012. (cap. 3, 4 e 5 PB) MALAN, David; DELLA SELVA, Patricia Coughlin. Psicoterapia Dinâmica Intensiva Breve um método inovador. Tradução de Ana Paula Pereira Breda. Porto Alegre: Artmed, 2008. SIMON, Ryad. Psicologia clínica preventiva: novos fundamentos. São Paulo: EPU, 1989. SIMON, Ryad. Proposta de redefinição da EDAO (Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada). Boletim de Psicologia, v.47, n.107, 85-94, 1997. YOSHIDA, Elisa Medici Pizão. Psicoterapia breve psicodinâmica: critérios de indicação. Psicologia: Teoria e Prática, v.3, n.1, 43-50, 2001. Cronograma Semana Conteúdo Estratégia 1ª Apresentação do programa da disciplina; levantamento e discussão sobre as noções básicas sobre psicoterapia breve (PB). Indicação de leituras: Enéas (1999). Aula expositiva dialogada; discussão em grupo. 2ª Histórico da PB: precursores e gerações de proponentes. Principais conceitos, critérios de indicação e contra-indicação, perspectivas de cada geração. Indicação de leitura: Cap. 1 e 2 de Yoshida (1990). Aula expositiva dialogada; discussão em grupo.
3ª Principais conceitos, critérios de indicação e contra-indicação, perspectivas de cada geração. Indicação de leitura: cap. 1 de Yoshida; Enéas (2004). Padrão de relacionamento mal-adaptativo. Indicação de leitura: cap. 3 de Yoshida; Enéas (2004). 4ª Diferenças entre a PB e a psicanálise. Noções de prevenção e de psicologia clínica preventiva. Indicação de leitura: cap. 2 e 3 de Simon (1989). 5ª Aspectos técnicos: avaliação psicodinâmica inicial condições básicas para a PB e avaliação da qualidade adaptativa. Indicação de leitura: cap. 7 de Yoshida; Enéas (2004), cap. 9 de Carpigiani (2011) e cap 4 PB de Lipp; Yoshida (2012). Discussão de texto. Aula expositiva dialogada Exercício em grupo 6ª Avaliação psicodinâmica inicial: motivação. 7ª Avaliação psicodinâmica inicial: avaliação da qualidade adaptativa e motivação 8ª Aspectos técnicos: contrato e planejamento terapêutico foco, objetivo, estratégia e duração do processo. Exercício em grupo 9ª Revisão da matéria até o momento 10ª Prova parcial e vista de prova com discussão. 11ª Articulação técnica e implicações éticas no uso de PB. Aspectos técnicos: manejo do término e acompanhamento. Indicação de leitura: Cap 7 de Cavalini; 12ª Aspectos técnicos: manejo do término e acompanhamento. Indicação de leitura: cap 7 de Cavalini; 13ª. Atendimentos de adultos com indicação clara para PB e com algumas restrições - articulação técnica e ética no atendimento breve. Indicação de leitura: cap.9 de Cavalini; Bastidas (2011) e Caligor; Kernberg; Clarkin (2008). 14ª. Especificidades no atendimento de idosos e adolescentes - articulação técnica e ética no atendimento breve. Indicação de leitura: Cap. 3 de Carpiginiani (2011) e caps. 3 e 6 PB de Lipp; Yoshida (2012) Apresentação de alunos-estagiários. Aula Apresentação de alunos-estagiários. Aula 15ª. Especificidades no atendimento de pacientes Apresentação de alunos-estagiários. Aula
difíceis. Indicação de leitura: cap. 9 de Cavalini; 16ª. Planejamento terapêutico e articulação técnica. 17ª Revisão. 18ª Prova final