História de Elzira Arminda Dummer Nascimento: 13 de novembro de 1935 Falecimento: 27 de abril de 2013 Nascida no dia 13 de novembro de 1935, Elzira Arminda Dummer nasceu em São José da Reserva, interior de Rio Pardo. Lá, ela e a família plantavam tabaco e arroz. Jorge Augusto e Amália Dummer são os nomes dos seus pais. Seus irmãos se chamam Rudi, Erica, Rejane, Arbi, Ilco, Elemar e Ari. Sua infância foi passada nas lavouras, ajudando os pais. Cuidava dos irmãos, pois era a filha mulher mais velha. Com cinco anos de idade ela já reparava dos mais novos enquanto os pais faziam o serviço pesado na roça. O tempo foi passando e ela sempre junto da família. Elzira e as irmãs iam à Juventude, aprender estudos bíblicos. Brincavam com o que tinha na natureza. Para a irmã de Elzira, a Erica, elas eram mais felizes, com o pouco que tinham, do que as crianças de hoje em dia. Adolescente, ia aos bailes junto com as amigas e irmãs. Erica conta que precisavam atravessar um rio para chegar até a festa. Às vezes, com as enchentes, ficava
mais difícil. Mas, mesmo assim todos eram persistentes. Subiam nos cavalos e iam felizes em rumo ao destino desejado: a diversão. Elzira estudou apenas por três anos, mas era uma mulher muito inteligente. Quando se mudou para São Leopoldo, não continuou os estudos. Coisa que ela se arrependia. Afinal, sabia que seria importante. Não para ter outra profissão, mas para conseguir falar o português correto. Trabalhou na lavanderia do Seminário Concórdia, em São Leopoldo, por trinta anos. Gostava dessa profissão e adorava estar naquele local. Fez uma grande amizade com Ilce Iost. As duas moravam juntas. Viveu mais com essa amiga do que com a família, conta Erica. Antes de falecer, Elzira pode se despedir dessa irmã. Ela não era de sangue, mas era de coração. Não gostava muito de sair. Era calma e reservada. Gostava de comer churrasco de carne gordurosa e lasanha. Antes de falecer, Erica preparou uma carne assada, especialmente, para a irmã. Depois no hospital, Elzira se lembrou dessa refeição: ah, como aquela carne estava gostosa. No último dia no hospital, fez um pedido. Se alguém fosse ao mercado, era para lhe trazer uma linguiça seca. Antes de partir, conseguiu realizar esse desejo. Quando cozinhava, fazia de tudo um pouco. Era gremista e assistia aos jogos na televisão. Trabalhadora, nunca reclamava das coisas. Talvez seja por isso que tantas pessoas gostavam dela. Entre descontar a raiva e permanecer em silêncio, ela preferia não falar nada. Afinal, nada resolveria. Elzira falava também da importância em não se preocupar com aquilo que ainda nem aconteceu. Ela sempre dizia: antes eu derramava o leite e já me estressava. Mas, isso não resolve nada. Assistia algumas novelas, mas gostava mesmo era de estar em contato com Deus, através da leitura da Bíblia. Era muito apegada ao neto de Erica, o Pedro Augusto. E o sentimento era recíproco. Quando podia, estava brincando com ela, relembra a avó do menino. Certo dia, o menino com três anos, ao escutar uma conversa sobre a morte, disse: quando acontecer, eu vou pegar um avião e ir lá no céu, pegar o vô, a vó e a tia Elzira. O momento mais importante de sua vida foi quando ela veio morar em sua própria casa em Santa Cruz do Sul. Foi uma grande conquista de Elzira. Recebia muitas visitas e quando podia sempre visitava a família. O maior obstáculo que precisou
ultrapassar foi quando o marido de Erica faleceu. Ela sempre passeava com o casal e encarar essa perda foi muito doloroso. Sempre se preocupou com a Igreja e em ajudar a comunidade. Não tinha pressa de arrumar um amor, pois sempre pedia a Deus que se não fosse para ter um marido bom, que não mandasse ninguém. Elzira não chegou a ter nenhum relacionamento, mas era extremamente feliz consigo mesma e com as coisas nas quais acreditava. Era uma mulher alta, forte e loira. Erica fecha os olhos e ainda a vê em seus pensamentos e sonhos. Para o irmão Rudi, ela era uma pessoa muito fácil de conviver. Sempre se preocupava com o bem-estar dos familiares, amigos e vizinhos. Os irmãos aprenderam com Elzira muitas lições de vida. Mas, principalmente, a respeito da honestidade. Ela priorizava muito os bons gestos e não gostava de ver ninguém lograr ninguém. Depois de aposentada, comprou uma casa e veio morar em Santa Cruz do Sul. Com leucemia, Elzira faleceu dia 27 de abril de 2013. Estava a meio ano morando com a irmã Erica. Sempre se preocupava, por não ter filhos, sobre quem iria cuidar dela quando precisasse. Mas, no momento mais difícil, contou com o apoio da irmã. Foi velada com a presença do pastor e também amigo, desde a época do Seminário, Edemar Furmann. Ele não conseguiu conter as lágrimas ao conduzir a despedida de Elzira. Se pudesse estar aqui, ela diria para as pessoas acreditarem em Deus, pois Ele resolve tudo. Elzira, Erica e filha na praia no nordeste.
Solange, Marlene, Alba, Denise e Anibald: amigas de Elzira. Elzira, Erica e a sobrinha Denise.
Elzira e o neto querido de Erica: Pedro Augusto. Elzira com os quatro irmãos e sobrinha.
Casamento de sua irmã. Na foto, família de Elzira. Elzira, Erica, Anibald e a colega Ilce.
Elzira com as irmãs Rejane e Erica.