Resultados Trimestrais 2004 janeiro - setembro
Resultados trimestrais Janeiro Setembro 2004 ÍNDICE GRUPO TELEFÓNICA 2 Tamanho de Mercado 2 Principais Aspectos a Destacar 3 Resultados Consolidados 4 Dados Financeiros 10 RESULTADOS POR LINHA DE ATIVIDADE 15 Negócio de Telefonia Fixa 15 Grupo Telefónica de España 15 Grupo Telefónica Latinoamérica 24 Negócio de Telefonia Móvel 35 Outros Negócios 49 Negócio de Listas Telefônicas 49 Grupo Terra Networks 52 Grupo Atento 55 Negócio de Conteúdo e Mídia 57 Grupo Telefónica Deutschland 59 ANEXOS 60 Empresas incluídas em cada Demonstrativo Financeiro 60 Participações mais significativas do Grupo Telefónica e suas filiais 61 Eventos Significativos 63 Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil 64 Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 1
GRUPO TELEFÓNICA Tamanho de Mercado EUROPA Espanha LÍNHAS EM SERVIÇO T de España: 19.486 CLIENTES CELULARES T Móviles: 18.697 AFRICA (Dados em milhares) Marrocos CLIENTES CELULARES Medi Telecom: 2.572 Alemanha/UK LÍNHAS ADSL Grupo T Deutschland: 677 América Latina Argentina LÍNHAS EM SERVIÇO T de Argentina: 4.466 CLIENTES CELULARES TCP Argentina: 2.606 El Salvador LÍNHAS EM SERVIÇO T. El Salvador: 61 CLIENTES CELULARES T. El Salvador: 335 Brasil LÍNHAS EM SERVIÇO Telesp: 13.075 CLIENTES CELULARES CRT Celular: 2.953 TeleSudeste Cel: 4.065 TeleLeste Celular: 1.264 Global Telecom: 2.299 Grupo Telesp Cel: 8.757 TeleCentro Oeste: 5.307 Chile LÍNHAS EM SERVIÇO CTC Chile: 2.579 CLIENTES CELULARES CTC Móvil: 3.002 Guatemala LÍNHAS EM SERVIÇO T. Guatemala: 39 CLIENTES CELULARES T. Guatemala: 298 México CLIENTES CELULARES TEM México: 4.495 Peru LÍNHAS EM SERVIÇO T del Peru: 2.269 CLIENTES CELULARES T Móviles: 1.966 CLIENTES TV PAGO Cable Mágico: 356 Porto Rico CLIENTES CELULARES NewComn Wireless: 158 Venezuela LÍNHAS EM SERVIÇO CANTV: 2.943 CLIENTES CELULARES CANTV: 2.747 Nota: Não se incluem os clientes das operadoras latino americanas da Bell South. GRUPO TELEFÓNICA TAMANHO DE MERCADO Dados não auditados (Mil) Totais Ponderadas (*) Set 2004 Set 2003 % Var. Set 2004 Set 2003 % Var. Linhas em serviço (1) 45.594,0 43.449,7 4,9 39.661,8 37.733,0 5,1 Na Espanha 19.486,3 18.887,7 3,2 19.486,3 18.887,7 3,2 Em outros países 26.107,6 24.562,0 6,3 20.175,4 18.845,3 7,1 Clientes Celulares (2) 61.519,5 50.262,0 22,4 36.040,2 29.343,7 22,8 Na Espanha 18.696,8 19.107,9 (2,2) 17.285,2 17.663,4 (2,1) Em outros países 42.822,7 31.154,0 37,5 18.755,1 11.680,3 60,6 Total (3) 107.496,8 94.066,7 14,3 76.078,1 67.421,6 12,8 (*) Ponderadas pela participação econômica da Telefónica em cada uma das companhias. (1) Linhas em serviço: inclui todas as linhas em serviço da Telefónica de España, da Telefónica CTC Chile, da Telefónica de Argentina, da Telefónica del Perú, da Telesp, da CanTV, da Telefónica Móviles El Salvador, da Telefónica Móviles Guatemala e da Telefónica Deutschland. (2) Clientes celulares: inclui todos os clientes celulares da Telefónica Servicios Móviles España, da MediTelecom, da Telefónica Móvil Chile, da TCP Argentina, da Telefónica Móviles Perú, da Brasilcel (a Joint Venture com a Portugal Telecom no Brasil), da NewCom Wireless Puerto Rico, da Telefónica Móviles Guatemala, da Telefónica Móviles El Salvador, da Telefónica Móviles México e da CanTV Celular. (3) Inclui os clientes de TV paga da Cable Mágico no Peru. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 2
GRUPO TELEFÓNICA Principais Aspectos a Destacar Os fatores mais relevantes dos resultados do Grupo Telefónica nos nove primeiros meses do exercício são os seguintes: Sólido comportamento das operações, refletindo no crescimento das receitas (+5,2%), EBITDA (+5,5%) e Resultado Operacional (+18,1%): Solidez do Grupo Telefónica de España, com aumentos de 2,3% nas receitas e de 6,6% no EBITDA. O Grupo Telefónica Latinoamérica apresenta um aumento das receitas e do EBITDA de 2,5% e 1,8% respectivamente. Em euros constantes, eleva-se a 8,0% em receitas e a 7,2% em EBITDA, respectivamente. O negócio de telefonia móvel, ainda que tendo desacelerado seu ritmo de crescimento no terceiro trimestre, aumenta suas vendas em 12,0% e o EBITDA em 3,7% com relação a setembro de 2003. Crescimento sustentado da base de clientes, fruto da intensificação da atividade comercial, fundamentalmente na telefonia móvel e banda larga: Os clientes administrados do Grupo Telefónica totalizam 101,8 milhões (+14,4% vs setembro de 2003). Incluindo os clientes das operadoras da BellSouth 1 atingiriam 114,9 milhões. A base de clientes administrados de telefonia móvel se situa em 58,8 milhões (47,8 milhões a doze meses). O ganho líquido obtido no terceiro trimestre (3,0 milhões de clientes) é 9,2% superior ao obtido no trimestre anterior. As conexões ADSL na Espanha e na América Latina alcançaram os 3,4 milhões, com um ganho líquido no ano de 1,3 milhões de conexões. Crescente eficiência das operações e da geração livre de caixa: A margem EBITDA se situa em 44,7%, superior ao registrado há doze meses (44,6%) e no primeiro semestre do exercício (44,5%). Incremento da geração livre de caixa do Grupo (EBITDA-CapEx) de 6,6%, que alcança 7.397,7 milhões de euros. Obtenção de um lucro líquido consolidado de 2.117,1 milhões de euros, com um crescimento ano-a-ano de 5,1%: Excluindo o resultado extraordinário do efeito líquido do E.R.E.(Programa de Reestruturação de Pessoal) 2003-2007 correspondente às baixas aceitas em 2004, o resultado líquido cresceria 25,4% atingindo 2.526,0 milhões de euros. Forte avanço na rentabilidade, aumentando o lucro por ação 5,9% no período. Redução da dívida financeira líquida em 12,2% no último ano atingindo 17.976,6 milhões de euros. A Telefónica, S.A. prevê encerrar o exercício com um crescimento consolidado do EBITDA de +5%/+7% e do Fluxo de Caixa Operacional (EBITDA-CapEx) de +7%/+9%, ambos em termos constantes 2. 1 Incluindo 13,1 milhões de clientes das filiais da BellSouth, cuja aquisição foi acordada em março, ao final de agosto de 2004, mês em que se finaliza seu terceiro trimestre. 2 Assume-se a manutenção das taxas de câmbio do exercício 2003 e excluem-se mudanças no âmbito de consolidação. Para o cálculo das estimativas dos parâmetros financeiros do Grupo Telefónica de España e do Grupo Telefónica Latinoamérica inclui-se o negócio da Telefónica Empresas na España e na América Latina, respectivamente, nos exercícios 2003 e 2004. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 3
GRUPO TELEFÓNICA Resultados Consolidados Os resultados obtidos pelo Grupo Telefónica e os comentários de gestão incluídos neste relatório são apresentados atendendo às atuações realizadas pelas distintas linhas de negócio existentes no Grupo e que constituem as unidades sobre as quais se realiza a administração destes negócios. Isto significa uma apresentação dos resultados baseada na administração real dos distintos negócios nos quais o Grupo Telefónica está presente, em lugar de atender à estrutura jurídica que constituem as sociedades participadas. Neste sentido, apresentam-se contas de resultados por negócios que pressupõem, basicamente, que cada uma das linhas de negócio participa nas sociedades que o Grupo possui no negócio correspondente, independentemente de que tal participação já tenha sido transferida ou não, ainda que seja a vontade final da Telefónica, S.A. realizá-lo no futuro. Deve-se destacar que esta apresentação por negócios, em nenhum caso altera os resultados totais obtidos pelo Grupo Telefónica e que tais resultados são incorporados desde a data de aquisição efetiva da participação pelo Grupo. A partir do primeiro trimestre de 2004 os resultados da linha de negócio Telefónica Empresas passam a ser incluídos no Grupo Telefónica de España e no Grupo Telefónica Latinoamérica. Desta forma, os resultados da Telefónica Data España e da Telefónica Soluciones se incorporam no Grupo Telefónica de España, enquanto que os resultados da Telefónica Data na América Latina e TIWS são incluídos no Grupo Telefónica Latinoamérica. Por outro lado, os resultados do Grupo Telefónica Deutschland se incorporam a Outras Sociedades do Grupo Telefónica, S.A. Os resultados correspondentes aos nove primeiros meses do exercício mostram a intensificação do esforço comercial em todas as linhas de negócio do Grupo Telefónica, resultando em um sólido crescimento da base de clientes e em um avanço na eficiência das operações e na rentabilidade. Desta forma, as receitas apresentam um crescimento ano-a-ano de 5,2%, a eficiência operacional se situa em 44,7% e o lucro por ação aumenta 5,9%. A dívida líquida se reduz em 1.258,7 milhões de euros com relação a dezembro de 2003, totalizando 17.976,6 milhões de euros. A geração livre de caixa (EBITDA-CapEx) em janeiro-setembro de 2004 alcança 7.397,7 milhões de euros, com um crescimento de 6,6% com relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada fundamentalmente pelo Grupo Telefónica de España (2.943,2 milhões de euros; +16,4% ano-a-ano). A base de clientes administrados pela telefonia fixa, móvel e de televisão paga do Grupo se situa em 30 de setembro em 101,8 milhões, 14,4% acima do apresentado em setembro de 2003 e 3,6% acima de junho de 2004. Incluindo os clientes das operadoras da América Latina da BellSouth 1, os clientes administrados pelo Grupo Telefónica atingiriam 114,9 milhões. Este crescimento se produz principalmente pela forte atividade comercial realizada na Telefónica Móviles, que registra um ganho líquido no último trimestre de 3,0 milhões de clientes e de 11,0 milhões no último ano, alcançando uma base de clientes administrados de 58,8 milhões em 30 de 1 Incluindo 13,1 milhões de clientes das filiais da BellSouth, cuja aquisição foi acordada em março, ao final de agosto de 2004, mês em que se encerra seu terceiro trimestre. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 4
GRUPO TELEFÓNICA Resultados Consolidados setembro. Incluindo os clientes da BellSouth 2, a base de clientes atingiria 71,9 milhões de clientes, dos quais 50,6 milhões corresponderiam a América Latina. As conexões ADSL na Espanha e na América Latina alcançam em 30 de setembro de 2004 os 3,4 milhões, com um crescimento ano-a-ano de 62,4%. Na Espanha, totalizam 2,2 milhões (1,4 milhões há doze meses), alcançando uma participação estimada sobre o mercado total de banda larga de 73,5%. Os clientes ADSL de varejo do Grupo Telefónica na Espanha alcançam 1,7 milhões e representam uma participação estimada de 58,1% sobre tal mercado total. Na América Latina, as conexões ADSL registram um crescimento com relação ao ano anterior de 85,1% alcançando 1,2 milhões, destacando o Brasil (Telesp) com 0,7 milhões (0,4 milhões em setembro 2003). As receitas operacionais do Grupo alcançaram um valor total de 21.926,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,2% com relação aos nove primeiros meses de 2003. Em linha com a tendência registrada ao longo de todo o exercício de 2004, todas as linhas de negócio apresentam um incremento em suas vendas, com exceção ao negócio de Conteúdos e Mídia pela saída do âmbito de consolidação da Antena 3 TV. Excluindo o impacto negativo das taxas de câmbio e eliminando as mudanças no âmbito de consolidação, as receitas cresceriam 8,5% devido principalmente à contribuição do negócio de telefonia celular e do Grupo Telefónica Latinoamérica. Não obstante, produz-se uma ligeira desaceleração frente ao primeiro semestre, quando aumentavam 9,4%. O negócio de telefonia móvel, principal contribuinte do crescimento do Grupo, registra receitas operacionais de 8.447,1 milhões de euros no período janeiro-setembro de 2004, 12,0% acima do mesmo período de 2003. Esta evolução se explica fundamentalmente pela Telefónica Móviles España (+10,5%; receitas por serviços +9,3%), VIVO (+21,0% em moeda local), México (+38,2% em moeda local) e Argentina (+54,3% em moeda local). O Grupo Telefónica Latinoamérica alcança receitas de 5.046,0 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2004, com um crescimento em euros correntes de 2,5%. Em euros constantes esta taxa se eleva aos 8,0% devido ao bom comportamento da Telesp (+16,0%), TASA (+9,4%), ambas em moeda local, e da Telefónica Empresas América (+13,8%) e TIWS (+22,7%), em euros constantes. Por outro lado, CTC registra uma queda de 6,8% em moeda local com relação ao período janeiro-setembro de 2003, ainda que haja uma melhora com relação ao primeiro semestre (-9,4%). VENDAS A TERCEIRO POR LINHAS DE ATIVIDADE (Euros em milhões) 9M 2004 9M 2003 8.000 7.000 6.000 7.633 7.446 7.369 6.459 5.000 4.8494.728 4.000 3.000 2.000 1.000 0 G. Telefónica de España G. Telefónica Latinoamérica Negócio de Telefonía Móvil 391 380 310 298 191 137 Negócio de Listas Telefônicas G.Terra Networks 827 1.031 G. Atento Negócio de Conteúdos e Mídia 356 354 Outros 2 Incluindo 13,1 milhões de clientes das filiais da BellSouth, cuja aquisição foi acordada em março, ao final de agosto de 2004, Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 5
GRUPO TELEFÓNICA Resultados Consolidados As receitas do Grupo Telefónica de España totalizam até setembro um valor absoluto de 8.133,3 milhões de euros, registrando um avanço ano-a-ano de 2,3% e acelerando o ritmo de crescimento registrado tanto no primeiro trimestre (+1,7%) como na primeira metade do exercício (+2,2%). Esta progressiva melhora obedece à maior contribuição das receitas de Internet e banda larga, que até setembro permitiram mais que compensar a queda das receitas dos serviços tradicionais. Por áreas geográficas, até 30 de setembro os 61,5% das receitas consolidadas procedem da Espanha, 0,7 p.p. menor que há um ano, devido à maior aportação do Brasil (17,6% vs 16,8% em setembro 2003), que permite, por sua vez, incrementar o peso das receitas procedentes da América Latina alcançando os 33,5% (32,8% em 30 de setembro de 2003). Os gastos operacionais acumulados ao final do terceiro trimestre (12.610,6 milhões de euros) mantêm o mesmo ritmo de crescimento observado na primeira metade do ano (+4,3%). Esta variação se explica pelo incremento ano-a-ano de 12,3% dos gastos de provisão, principalmente interconexão e compras de terminais, e de 7,0% ano-a-ano dos serviços exteriores pela intensificação da atividade comercial. No sentido contrário, os gastos de pessoal decrescem com relação aos nove meses de 2003 6,0%, fundamentalmente pelo E.R.E. da Telefónica de España 2003-2007. Em uma comparação homogênea, ou seja, eliminando o efeito das taxas de câmbio e as variações no âmbito de consolidação, os gastos operacionais teriam crescido 8,7%, número inferior aos 9,6% de janeiro-junho como conseqüência da maior contenção no negócio de telefonia celular e no Grupo Telefónica Latinoamérica. A inadimplência segue sendo administrada de maneira eficiente, tal e como se reflete a taxa de incobráveis sobre receitas do Grupo Telefónica, que em setembro se situa em 1,3%, representando uma melhora de 0,5 p.p. com relação ao ano anterior e mantendo-se constante com relação ao primeiro semestre. Por linhas de atividade, destaca a diminuição da taxa de insolvências nos últimos doze meses tanto no Grupo Telefónica de España (-0,6 p.p. atingindo 0,5% sobre a receita) como no negócio de telefonia móvel (-0,5 p.p. atingindo 1,0% sobre receitas). Na América Latina, a taxa de inadimplência sobre receitas se reduz em relação a setembro de 2003, registrando uma melhora generalizada em todas as operadoras. A TASA segue mantendo a taxa sobre receitas ao redor de 1%, enquanto que na CTC se situa em 3,7% sobre as receitas e na Telesp, 3,2% sobre as receitas. O EBITDA consolidado no período janeiro-setembro de 2004 totaliza 9.807,0 milhões de euros, superando em 5,5% o obtido no mesmo período do ano anterior. Da mesma maneira que ocorre nas receitas, todas as linhas de negócio apresentam um EBITDA superior ao dos nove primeiros meses de 2003, exceto o negócio de Conteúdo e Mídia, que está afetado pela saída do âmbito de consolidação da Antena 3 TV. Assumindo taxas de câmbio constantes e excluindo as variações no âmbito de consolidação, o crescimento ano-a-ano do EBITDA se eleva a 7,1% (8,2% no primeiro semestre de 2004). Em termos de margem sobre receitas, a evolução até setembro é positiva, alcançando uma margem EBITDA de 44,7%, o que significa uma melhora ano-a-ano de 0,1 p.p. e de 0,2 p.p. sobre o primeiro semestre do exercício. Destacam-se as melhores margens obtidas durante o último ano pelo Grupo Telefónica de España (+1,8 p.p. alcançando 45,9%), o Grupo Atento (+3,5 p.p. alcançando 15,0%), o negócio de listas telefônicas (+3,3 p.p. alcançando 35,8%) e o Grupo Terra Networks (+13,1 p.p. alcançando 1,1%). mês em que se encerra seu terceiro trimestre. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 6
GRUPO TELEFÓNICA Resultados Consolidados Por companhias, o Grupo Telefónica de España é o principal contribuinte do crescimento do EBITDA consolidado pelo segundo trimestre consecutivo, com um nível absoluto de 3.736,2 milhões de euros nos nove primeiros meses do exercício, o que representa 38,1% do total. O crescimento ano-aano do EBITDA alcança 6,6%, acelerando-se com relação aos trimestres anteriores (+4,2% em janeiro-março e +6,2% em janeiro-junho) devido ao maior nível de receitas e à redução de 10,3% dos gastos de pessoal depois das economias obtidas pelo E.R.E. 2003-2007. Por outro lado, a rubrica de serviços exteriores incrementou-se em 14,0% pela maior atividade comercial. O EBITDA do negócio de telefonia celular cresce 3,7% frente aos nove primeiros meses de 2003 alcançando 3.577,8 milhões de euros e significa 36,5% do EBITDA consolidado. Este comportamento se deve fundamentalmente a Telefónica Móviles España, cujo EBITDA mostra um incremento ano-aano de 7,7%. Entretanto, com relação ao primeiro semestre, se produz uma desaceleração no crescimento do EBITDA deste negócio como consequência dos maiores custos comerciais nos principais mercados de operação. Desta forma, a margem EBITDA acumulado até setembro se reduz a 42,4% (45,8% há doze meses). Telefónica Latinoamérica alcança 2.291,8 milhões de euros de EBITDA ao final do terceiro trimestre (23,4% do EBITDA consolidado), com um crescimento de 1,8%, que em euros constantes se eleva a 7,2%. A margem sobre receitas até setembro se situa nos 45,4%, 0,4 p.p. abaixo do registrado há um ano, apesar de produzir uma melhora de 0,7 p.p. sobre a do primeiro semestre. No terceiro trimestre, a margem alcança 46,8% frente aos 46,3% em julho-setembro de 2003. Ao contrário do que ocorria na distribuição de receitas, a Espanha incrementou sua contribuição ao EBITDA consolidado no último ano em 1,3 p.p. alcançando 71,4% enquanto que a contribuição da América Latina se reduziu a 28,3% (30,5% há um ano) pelas menores contribuições do Brasil (17,0%; -0,6 p.p.), Argentina (4,0%; -0,4 p.p.), Peru (3,8%; -0,4 p.p.), Chile (4,1%; -0,5 p.p) e a maior contribuição negativa do México (-1,0%; -0,3 p.p.). EBITDA POR PAÍSES 9M 2004 9M 2003 80 71,4% 70,1% 60 40 20 17,0% 17,6% 0 4,0% 4,4% 3,8% 4,2% 4,1% 4,6% -0,3% -1,0% -20 Espanha Brasil Argentina Perú Chile Resto O resultado operacional acumulado até setembro de 2004 atinge 5.420,5 milhões de euros, o que significa um incremento de 18,1% com relação ao mesmo período do ano anterior. Produz-se uma desaceleração do crescimento obtido em junho (+21,4%), como resultado do menor crescimento do EBITDA, que não é compensado pelo maior decréscimo ano-a-ano das amortizações (-6,7% vs 6,1% no primeiro semestre). Assumindo taxas de câmbio constantes e excluindo as variações no âmbito de consolidação, o resultado operacional teria crescido 18,6%, 2,4 p.p. a menos que em junho. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 7
GRUPO TELEFÓNICA Resultados Consolidados Os resultados negativos de empresas consolidadas por equivalência patrimonial melhoraram no último ano em 112,8 milhões de euros alcançando no período acumulado até setembro 48,6 milhões de euros. Este decréscimo ano-a-ano de 69,9% se explica pela fusão da Via Digital com Sogecable, a venda da Audiovisual Sport, as menores perdas atribuídas a Medi Telcom e IPSE-2000, os melhores resultados da Pearson 3 e o incremento da participação realizado na Portugal Telecom. Os gastos financeiros líquidos totais em setembro de 2004 alcançaram 817,7 milhões de euros vs 750,6 milhões de euros no período de janeiro-setembro do ano anterior. Eliminando o efeito positivo da apreciação do peso argentino no mesmo período de 2003 e os efeitos da ligeira depreciação em 2004, e os resultados positivos pelo cancelamento da dívida denominada em dólares na primeira metade de 2003, os resultados comparáveis (809,7 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2004 vs 1.190,4 milhões de euros no mesmo período de 2003) diminuiriam em 380,7 milhões de euros (-32,0%). Esta diminuição dos gastos financeiros se deve ao decréscimo em 11,6% do saldo médio de dívida líquida, bem como a redução de seu custo médio fundamentalmente pela queda da taxa de juros em euro e em real brasileiro. O fluxo de caixa operacional gerado pelo Grupo Telefónica até setembro de 2004 foi de 4.416,5 milhões de euros, dos quais 973,4 milhões de euros foram dedicados ao pagamento de dividendos por Telefónica S.A., 1.548,8 milhões de euros a investimentos financeiros (líquido de desinvestimentos imobiliários) e 542,4 milhões de euros pelo cancelamento de compromissos adquiridos pelo Grupo, fundamentalmente derivados de programas de redução de empregados. Deste modo, o fluxo de caixa livre depois de investimentos financeiros e dividendos, que é correspondente ao disponível para redução da dívida financeira líquida, foi de 1.351,9 milhões de euros. A dívida líquida do Grupo Telefónica situou-se ao final de setembro de 2004 em 17.976,6 milhões de euros. A redução de 1.258,7 milhões de euros com relação à dívida consolidada ao final do exercício de 2003 (19.235,3 milhões de euros) vem em grande medida motivada pelo mencionado fluxo de caixa livre depois de investimentos financeiros e dividendos (1.351,9 milhões de euros). Igualmente produziu-se um incremento de 39,1 milhões de euros por efeitos de taxas de câmbio sobre a dívida não denominada em euros (devido em sua maior parte pela apreciação do dólar frente ao euro), assim como de 54,1 milhões de euros por variação do âmbito de consolidação e outros efeitos sobre contas financeiras. A amortização do ágio de consolidação reduz-se em 1,7% com relação aos nove primeiros meses do exercício anterior, ficando o gasto em 320,6 milhões de euros. A alocação no quarto trimestre de 2003 de parte do ágio da Telefónica Móviles México como maior valor da licença reduz a dotação à amortização do ágio do negócio de telefonia celular. Por outro lado, a incorporação do ágio da Sogecable em julho de 2003 incrementa o negócio de Conteúdos e Mídia. Os resultados extraordinários contabilizados nos nove primeiros meses do exercício se situaram em 866,4 milhões de euros negativos (-52,3 milhões de euros no mesmo período de 2003), explicados fundamentalmente pela adoção da provisão no valor de 670,0 milhões de euros relativa à adesão em 2004 de 2.417 empregados ao E.R.E. 2003-2007 da Telefónica de España. De forma excepcional foram aceitas no terceiro trimestre 55 demissões adicionais as 2.362 aceitas para 2004. Dentre as demais rubricas extraordinárias, cabem destacar as seguintes: i) Reestruturação do Grupo Terra Networks (-37,5 milhões de euros) e ii) Impacto do Laudo Arbitral concluído em relação com a 3 Em 23 de setembro se procedeu a venda da participação de 4,88% que possuía Telefónica, causando baixa no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica desde esta data. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 8
GRUPO TELEFÓNICA Resultados Consolidados reclamação efetuada pelo Grupo Radio Blanca a Uniprex (-31,4 milhões de euros), laudo que se encontra nestes momentos em fase de apelação pelo Grupo Antena 3TV ante a Audiência Provincial. A provisão para impostos de 976,9 milhões de euros alocada no período janeiro-setembro de 2004 suporá uma reduzida saída de caixa para o Grupo como conseqüência da compensação de bases de taxação negativas registradas em exercícios anteriores. Os resultados atribuídos a sócios externos aportam 273,1 milhões de euros negativos em setembro comparados com os -168,5 milhões de euros em janeiro-setembro de 2003. Este crescimento de 62,1% obedece majoritariamente à participação dos minoritários no maior lucro líquido de Telesp, VIVO e CTC Chile (principalmente pela operação de venda da Telefónica Móvil Chile ao Grupo Telefónica Móviles) e pelo incremento de participação do Grupo na Terra Networks. Como conseqüência do citado acima, o lucro líquido consolidado durante os nove primeiros meses do exercício alcançou 2.117,1 milhões de euros, com um crescimento ano-a-ano de 5,1%. Excluindo o efeito líquido do E.R.E. 2003-2007 correspondente ao exercício de 2004, o lucro líquido alcançaria 2.526,0 milhões de euros, com um incremento de 25,4%. O CapEx acumulado ao final do terceiro trimestre do ano totalizou 2.409,2 milhões de euros, 2,2% acima do registrado no mesmo período de 2003 devido principalmente aos maiores investimentos realizados pelo negócio de telefonia móvel (+45,9%) no desenvolvimento da rede UMTS na Espanha, as redes GSM na Argentina e no México e no incremento da capacidade da rede no Brasil. A base de empregados média do Grupo até 30 de setembro se situa em 153.111 pessoas frente as 150.370 a doze meses (+1,8%). Excluindo o Grupo Atento, se produz uma diminuição ano-a-ano da base de empregados média de 9,3% devido fundamentalmente às demissões de Telefónica de España pelo E.R.E. 2003-2007 e da Telesp durante 2003 e 2004. Estimativas para o conjunto do ano 2004: Sobre a base da revisão de estimativas do Grupo Telefónica Móviles, Telefónica S.A. considera que encerrará o exercício de 2004 4 com: Crescimento do EBITDA consolidado: +5/+7% (previamente +7/+10%). Crescimento do Fluxo de Caixa Operacional (EBITDA-CapEx) consolidado: +7/+9% (previamente +8/+11%). Desta forma, Telefónica S.A. reitera todos os objetivos financeiros já publicados 4 correspondentes a suas filiais Grupo Telefónica de España e Grupo Telefónica Latinoamérica, e mantém, desta forma, os níveis de crescimento já comunicados em termos de receitas, EBIT e CapEx para o Grupo consolidado. 4 Assume-se a manutenção das taxas de câmbio do exercício de 2003, e se exclui mudanças no âmbito de consolidação. Para o cálculo das estimativas dos parâmetros financeiros do Grupo Telefónica de España e do Grupo Telefónica Latinoamérica se inclui o negócio de Telefónica Empresas na Espanha e América Latina, respectivamente, nos exercícios de 2003 e de 2004. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 9
GRUPO TELEFÓNICA Dados Financeiros GRUPO TELEFÓNICA DADOS FINANCEIROS SELECIONADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var Receita operacional 21.926,5 20.833,2 5,2 EBITDA 9.807,0 9.294,1 5,5 Resultado operacional 5.420,5 4.591,4 18,1 Resultado antes de impostos 3.367,2 3.301,1 2,0 Lucro líquido 2.117,1 2.014,4 5,1 Lucro líquido por ação 0,427 0,403 5,9 Nº médio de ações (milhões) (1) 4.955,9 4.993,9 (0,8) (1) Número de ações médio ponderado do periodo ajustado pelas ampliações de capital gratuitas com base em reservas ocorridas no periodo, que representam uma mudança no número de ações sem a mudança correspondente no Patrimônio, como se tivessem acontecido no início do primeiro periodo apresentado. Trata-se de duas ampliações de capital liberadas com base em reservas de livre disposição, que foram inscritas no Registro Mercantil, nas datas de 18 de fevereiro de 2003 e de 24 de abril de 2003. Desta forma, o valor correspondente a 2003 está afetado pela redução de capital mediante amortização de ações próprias desde 11 de april de 2003, data de sua aprovação pela AGA, que foi inscrita no Registro Mercantil na data de 10 de junho de 2003. Assim, o número médio de ações no periodo é de 4.955.891.361 ações. GRUPO TELEFÓNICA RESULTADOS POR COMPANHIAS Dados não auditados (Milhões de euros) RECEITA EBITDA RESULTADO OPERACIONAL Set 2004 Set 2003 % Var Set 2004 Set 2003 % Var Set 2004 Set 2003 % Var Grupo Telefónica de España 8.133,3 7.946,7 2,3 3.736,2 3.504,4 6,6 1.932,5 1.511,6 27,8 Grupo Telefónica Latinoamérica 5.046,0 4.921,5 2,5 2.291,8 2.252,4 1,8 1.040,9 913,7 13,9 Negócio Telefonia Móveis 8.447,1 7.539,4 12,0 3.577,8 3.451,3 3,7 2.416,3 2.315,4 4,4 Negócio de Listas Telefônicas 452,3 425,8 6,2 162,1 138,4 17,1 145,4 118,8 22,5 Grupo Terra Lycos 406,3 390,1 4,2 4,3 (47,1) c.s. (43,9) (104,3) (57,9) Grupo Atento 432,9 356,6 21,4 64,9 41,0 58,5 36,7 0,2 n.s. Negócios de Conteúdos e Mídia 831,9 1.036,7 (19,8) 127,0 160,8 (21,1) 105,7 121,4 (12,9) Outras sociedades 615,4 602,6 2,1 (119,1) (156,0) (23,7) (218,2) (266,1) (18,0) Eliminações (2.438,7) (2.386,2) 2,2 (38,1) (51,1) (25,4) 5,0 (19,3) c.s. Total Grupo 21.926,5 20.833,2 5,2 9.807,0 9.294,1 5,5 5.420,5 4.591,4 18,1 Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 10
GRUPO TELEFÓNICA Datos Financieros GRUPO TELEFÓNICA CAPEX POR LINHA DE ATIVIDADE Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var Grupo Telefónica de España 793,0 976,3 (18,8) Grupo Telefónica Latinoamérica 427,6 407,9 4,8 Negócio Telefonia Móvel 1.076,8 738,1 45,9 Negócio de Listas Telefônicas 12,7 10,2 23,9 Grupo Terra Lycos 15,6 61,1 (74,4) Grupo Atento 14,5 8,9 62,2 Negócios de Conteúdos e Mídia 17,8 129,4 (86,2) Outros e Eliminações 51,3 24,9 106,4 Total Grupo 2.409,2 2.356,9 2,2 GRUPO TELEFÓNICA RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita Operacional 21.926,5 20.833,2 5,2 7.602,0 7.269,9 4,6 Capitalização de despesas (1) 308,6 357,0 (13,6) 102,1 131,1 (22,1) Gastos operacionais (12.271,4) (11.694,2) 4,9 (4.177,9) (3.993,6) 4,6 Provisões (5.133,3) (4.570,9) 12,3 (1.769,3) (1.597,3) 10,8 Despesas com pessoal (3.262,7) (3.470,6) (6,0) (1.085,6) (1.125,9) (3,6) Serviços de terceiros (3.501,0) (3.273,1) 7,0 (1.197,5) (1.117,9) 7,1 Tributos (374,4) (379,5) (1,3) (125,5) (152,5) (17,7) Outras receitas (despesas) líquidas (156,7) (201,9) (22,4) (86,5) (69,3) 24,9 EBITDA 9.807,0 9.294,1 5,5 3.439,6 3.338,1 3,0 Depreciação e Amortizações (4.386,5) (4.702,7) (6,7) (1.440,1) (1.564,8) (8,0) Resultado Operacional 5.420,5 4.591,4 18,1 1.999,5 1.773,4 12,8 Resultados com equivalência patrimonial (48,6) (161,4) (69,9) (22,4) (28,9) (22,5) Resultados financeiros (817,7) (750,6) 8,9 (330,8) (454,1) (27,2) Amortização do ágio (320,6) (326,0) (1,7) (109,0) (113,8) (4,2) Resultados não operacionais (866,4) (52,3) n.s. (140,2) (92,1) 52,3 Lucro antes de impostos 3.367,2 3.301,1 2,0 1.397,1 1.084,4 28,8 Impostos (976,9) (1.118,2) (12,6) (417,9) (402,4) 3,8 Lucro antes dos minoritários 2.390,3 2.182,9 9,5 979,2 682,0 43,6 Participação dos minoritários (273,1) (168,5) 62,1 (116,3) (93,2) 24,7 Lucro líquido 2.117,1 2.014,4 5,1 862,9 588,7 46,6 Número médio ações (milhões) (2) 4.955,9 4.993,9 (0,8) 4.955,9 4.955,9 0,0 Lucro líquido por ação 0,427 0,403 5,9 0,174 0,119 46,6 (1) Inclui obras em andamento. (2) Número de ações médio ponderado do periodo ajustado pelas ampliações de capital gratuitas com base em reservas ocorridas no periodo, que representam uma mudança no número de ações sem a mudança correspondente no Patrimônio, como se tivessem acontecido no início do primeiro periodo apresentado. Trata-se de duas ampliações de capital liberadas com base em reservas de livre disposição, que foram inscritas no Registro Mercantil, nas datas de 18 de fevereiro de 2003 e de 24 de abril de 2003. Desta forma, o valor correspondente a 2003 está afetado pela redução de capital mediante amortização de ações próprias desde 11 de april de 2003, data de sua aprovação pela AGA, que foi inscrita no Registro Mercantil na data de 10 de junho de 2003. Assim, o número médio de ações no periodo é de 4.955.891.361 ações. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 11
GRUPO TELEFÓNICA Datos Financieros GRUPO TELEFÓNICA BALANÇO CONSOLIDADO Dados não auditados (Milhões de euros) Setembro 2004 2003 % Var Acionistas 0,0 223,6 n.s. Permanente 42.430,9 45.346,1 (6,4) Gastos diferidos 448,4 566,2 (20,8) Diferido líquido 7.288,7 7.311,5 (0,3) Imobilizado líquido 23.249,0 25.034,7 (7,1) Investimentos 11.444,8 12.433,7 (8,0) Ágio 6.099,9 6.628,7 (8,0) Despesas antecipadas 445,2 562,1 (20,8) Ativo circulante 12.164,0 10.508,1 15,8 Estoque 672,8 393,2 71,1 Contas a receber 6.626,5 6.515,0 1,7 Aplicações financeiras 3.488,9 2.708,8 28,8 Caixa e equivalentes 605,9 558,3 8,5 Outros 769,9 332,7 131,4 Total Ativo = Total Passivo 61.140,0 63.268,6 (3,4) Patrimônio líquido 15.819,4 17.178,3 (7,9) Minoritários 3.959,5 4.718,6 (16,1) Diferenças negativas de consolidação 11,2 10,1 11,0 Resultados de exercícios futuros 505,1 772,4 (34,6) Provisões para riscos e gastos 7.802,0 6.548,8 19,1 Dívida de Longo Prazo 15.009,6 19.306,4 (22,3) Dívida com Administrações Públicas longo prazo 755,8 1.300,4 (41,9) Empréstimos e financiamentos 7.571,3 4.806,4 57,5 Juros de empréstimos e financiamentos 288,2 271,9 6,0 Outros 9.417,8 8.355,4 12,7 Dados financeiros Endividamento consolidado (1) 17.976,6 20.462,8 (12,2) Taxa de endividamento consolidado (2) 46,1% 46,1% 0,0 p.p. (1) Dívida líquida = Dívida de Longo Prazo + Empréstimos e financiamentos - Aplicações financeiras a Curto e Longo Prazo - Caixas e equivalentes. (2) Taxa de endividamento = Dívida líquida / (Patrimônio líquido + Participação de minoritários + Resultados de exercícios futuros + Dívida com Administrações Públicas longo prazo + Dívida líquida). Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 12
GRUPO TELEFÓNICA Datos Financieros GRUPO TELEFÓNICA FLUXO DE CAIXA E VARIAÇÃO DA DÍVIDA Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var I Fluxo de caixa operacional 8.963,6 8.853,2 1,2 II Outros pagamentos relativos a atividades operacionais (695,0) (697,4) III Pagamento de juros financeiros líquidos (1) (889,9) (1.314,3) IV Pagamento de impostos sobre sociedades (151,0) (167,8) A=I+II+III+IV Fluxo de caixa líquido operacionais antes de investimentos 7.227,7 6.673,7 8,3 B Pagamentos por investimentos em ativos materiais e não materiais (2.526,2) (2.594,9) C=A+B Fluxo de caixa operacional retido 4.701,5 4.078,8 15,3 D Cobrança por desinvestimento em ativos materiais 210,8 330,6 E Pagamentos líquidos por investimentos financeiros (1.759,6) (1.936,5) F Pagamento de dividendos (2) (1.800,8) (821,1) G=C+D+E+F Fluxo de caixa livre depois de dividendos 1.351,9 1.651,8 (18,2) H Efeitos da taxa de câmbio sobre a dívida líquida 39,1 (586,8) I Efeitos de variação do critério sobre a dívida líquida e outros 54,1 168,3 J Dívida líquida no início do período 19.235,3 22.533,1 K=J-G+H+I Dívida líquida no final do período 17.976,6 20.462,8 (12,1) (1) Inclui cobrança de dividendos de filiais não consolidadas globalmente. (2) Pagamento de dividendos da Telefónica S.A. e pagamentos de dividendos a minoritários pelas filiais consolidadas por consolidação global. GRUPO TELEFÓNICA RECONCILIAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA COM EBITDA MENOS CAPEX Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var EBITDA 9.807,0 9.294,1 5,5 - CAPEX apurado no período (taxa de câmbio ao final do ano) (2.409,2) (2.356,9) - Pagamentos extraordinários operacionais e por outros passivos (695,0) (697,4) - Pagamento de juros financeiros líquidos (889,9) (1.314,3) - Imposto pago das sociedades (151,0) (167,8) - Investimento em ativo circulante (960,3) (678,9) = Fluxo de caixa operacional retido 4.701,5 4.078,8 15,3 + Cobrança por desinvestimento em ativos materiais 210,8 330,6 - Pagamentos líquidos por investimento financeiro (1.759,6) (1.936,5) - Pagamento de dividendos (1.800,8) (821,1) = Fluxo de Caixa Livre depois de dividendos 1.351,9 1.651,8 (18,2) Nota: Na Conferência de Investidores de Outubro de 2003, utilizou-se o conceito de "Fluxo de caixa livre" esperado 2003-2006, o qual reflete o cash flow disponível para remuneração ao acionista da matriz Telefónica S.A., proteção dos níveis de solvência (dívida financeira e compromissos) e flexibilidade estratégica. As diferenças com o "Fluxo de caixa operacional" da tabela anterior devem-se a que o "Fluxo de caixa livre" é calculado antes de amortização de outros passivos (por reduções do quadro de pessoal e garantias) e depois do pagamento de dividendos a minoritários, como conseqüência da recirculação de fundos dentro do Grupo. jan-set 2004 jan-set 2003 Fluxo de caixa operacional retido 4.701,5 4.078,8 + Pagamentos por amortização de outros passivos 542,4 556,0 - Pagamento de dividendos a minoritários (827,4) (179,1) = Fluxo de caixa livre 4.416,5 4.455,6 Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 13
GRUPO TELEFÓNICA Datos Financieros GRUPO TELEFÓNICA DÍVIDA LÍQUIDA FINANCEIRA MAIS OUTROS PASSIVOS Dados não auditados (Milhões de euros) Setembro 2004 Dívida de Longo Prazo 15.009,6 Empréstimos e financiamentos 7.547,0 Tesouraria (605,9) Investimentos financeiros a CP e LP (1) (3.974,1) A Dívida financeira líquida 17.976,6 Garantias outorgadas a IPSE 2000 557,7 Garantias outorgadas a Sogecable 80,0 Garantias outorgadas a Newcomm 49,2 B Outros passivos por garantias 686,9 Outros passivos brutos por redução de quadro de pessoal (2) 5.302,3 Valor de ativos a longo prazo associados (3) (609,6) Impostos deduzíveis (4) (1.407,6) C Outros passivos líquidos por redução de quadro de pessoal 3.285,1 A + B + C Dívida total + Outros passivos (5) 21.948,6 Dívida financeira líquida / EBITDA 1,4x Dívida total + Outros passivos / EBITDA 1,7x (1) Investimentos financeiros temporários e certos investimentos em ativos financeiros com vencimento a mais de um ano, cujo valor aparece incluído no balanço na conta de "Investimentos". (2) Principalmente na Espanha, com exceção de 53,7 milhões de euros que correspondem à provisão para fundo de pensões de outras sociedades fora da Espanha. Esta cifra aparece refletida dentro da conta de balanço "Provisões para Riscos e Gastos", e é obtida como soma dos conceitos de "Preaposentadorais, Previdência Social e Desvinculações", "Seguro Coletivo", "Provisões Técnicas", "Provisão para os Fundos de Pensão de outras Sociedades". (3) Valor incluído na conta de balanço "Investimentos", rubrica "Outros Créditos". Correspondem principalmente a inverstimentos em Valores de renda fixa e Depósitos a longo prazo, que cobrem a materialização das provisões técnicas das sociedades asseguradoras do Grupo. (4) Valor presente das economias tributárias aos que darão lugar os pagamentos futuros por amortização dos compromissos por redução de quadro de pessoal. (5) Calculado na base do Ebitda dos últimos doze meses, isto é, desde setembro 03 até setembro 04. GRUPO TELEFÓNICA TAXAS DE CÂMBIO APLICADAS Conta de Resultados (1) Balanço e CapEx (2) Jan - Set 2004 Jan - Set 2003 Set 2004 Set 2003 Dólar USA / Euro 1,225 1,110 1,241 1,165 Peso Argentino / Euro 3,592 3,287 3,699 3,397 Peso Chileno / Euro 745,789 733,788 755,584 770,162 Real Brasileiro / Euro 3,639 3,457 3,547 3,406 Nuevo Sol Peruano / Euro 4,093 3,867 4,147 4,058 Peso Mexicano / Euro 13,976 12,131 14,159 12,732 (1) Estas taxas de câmbio são utilizadas para converter as contas de resultado das sociedades estrangeiras do Grupo de moeda local para euros. As contas de resultados das sociedades que utilizam critérios de contabilização com ajustes por inflação (México, Chile, Peru, Colômbia e Venezuela) são convertidas em dólares norte-americanos aplicando a taxa de câmbio do final do período e a posterior conversão a euros é feita de acordo com a taxa de câmbio média. (2) Taxas de câmbio em 30/09/04 e 30/09/03. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 14
RESULTADOS POR LINHA DE NEGÓCIO Negócio de Telefonia Fixa GRUPO TELEFÓNICA DE ESPAÑA As receitas e o EBITDA dos nove primeiros meses do ano do Grupo Telefónica de España apresentam um crescimento acumulado de 2,3% e de 6,6% respectivamente, registrando no terceiro trimestre um crescimento, comparado com o mesmo trimestre de 2003, de 2,6% nas receitas e de 7,5% no EBITDA, fruto do esforço comercial e da eficiência da companhia. O êxito da estratégia da Telefónica de España no desenvolvimento dos serviços de banda larga contribuiu de maneira decisiva na consecução destes resultados. Neste sentido, cabe destacar as seguintes ações comerciais promovidas pela companhia durante os últimos meses: Telefónica de España iniciou no passado 30 de setembro o processo de duplicação da velocidade do serviço ADSL, passando o acesso de 512 Kbps a ser o de menor velocidade, tendo migrado já mais de 94% da planta. Prevê-se que este processo finalize durante o mês de novembro de 2004. A duplicação da velocidade dos acessos permite aos clientes ADSL desfrutar de um melhor acesso tanto da Internet como a ampla gama de Serviços de Valor Adicionado (SVA) comercializados pela Telefónica; esta melhora, sem custo algum para o cliente, realizada tanto sobre os ADSLs varejistas como os de atacado, representa assim um impulso ao mercado em seu conjunto. Apresentação a CMT para sua aprovação de uma nova modalidade ADSL, de nome ADSL a tu medida, com velocidade de download de 512 Kbps e cujo objetivo é reduzir a barreira de entrada aos serviços. Em 7 de outubro de 2004 a CMT decidiu aprovar a comercialização das três seguintes opções: Fim de semana (21,90 euros/mês): Tarifa plana desde as 21 horas da sexta até as 8 horas da segunda, além de 11 horas de navegação gratuita fora deste horário. Noites (21,90 euros/mês): Tarifa plana todos os dias desde as 21 horas até as 8 horas do dia seguinte mais 11 horas de navegação gratuita fora deste horário. Noites + Fins de Semana (29,70 euros/mês): Tarifa plana em noites e finais de semana mais onze horas de navegação gratuita fora destes períodos. Promoção Volta à escola com gratuidade da cota de habilitação do ADSL durante o mês de setembro e assinatura gratuita durante três meses ao Pacote de segurança PC (antivírus + firewall). Promoção ADSL PC, com a comercialização, a preços muito atrativos, de três configurações diferentes de computadores de mesa e portáteis, tanto aos clientes ADSL atuais como aos que solicitem uma nova alta. O pagamento do PC pode ser dividido até em doze vezes mensais sem juros e se realizam através da mesma fatura telefónica. Reforço do catálogo de filmes para o serviço de vídeo sob demanda da Imagenio depois do acordo alcançado com a Buenavista, um dos grandes distribuidores cinematográficos. Depois deste primeiro acordo, Telefónica prevê alcançar novos acordos com outras referências do setor Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 15
Negócio de Telefonia Fixa em um breve prazo. Adicionalmente, foram adicionados três novos canais temáticos (Eurosport, Euronews e Bloomberg) à oferta básica de televisão da Imagenio. Outras ações comerciais de relevância realizadas pela companhia incluem: Campanha de habilitação grátis de linha de 20 a 30 de setembro. Esta campanha obteve um êxito notável ao registrar-se um total de 110.000 altas de linhas durante o período da oferta. Redução, com caráter efetivo desde 31 de outubro de 2004, do preço das chamadas fixo-móvel em cumprimento com a redução de preços do price-cap de 2% (IPC-4%) fixado para 2004. As variações mais importantes se produzem nos horários de maior consumo, alcançando nesta faixa horária reduções entre 10,16% e 7,24% em função do operador de destino. Lançamento da tarifa plana metropolitana a cinco números por 5 euros ao mês, que contribuiu muito positivamente ao êxito das campanhas de recuperação de clientes e contenção de baixas. Captação do tráfego internacional da crescente comunidade de imigrantes através de uma série de produtos, entre os quais destacamos: O cartão atacadista multi destino que, com preços por minuto muito adequados, permitiu incrementar a participação de mercado de Telefónica de España no mercado dos cartões prépagos em 25 p.p. no último ano. Rebaixamento das tarifas para certos destinos internacionais em telefones públicos, o que contribuiu para duplicar, neste trimestre, o volume de minutos do conjunto de tráfego internacional desde telefones públicos com relação ao passado ano para estes destinos. Estas receitas do Grupo Telefónica de España alcançaram, durante os primeiros nove meses do ano, 8.133,3 milhões de euros, o que representa um crescimento com relação ao ano passado de 2,3%, em linha com o crescimento de 2,2% obtido durante os primeiros seis meses do ano. Telefónica de España Matriz contribuiu ao Grupo com receitas operacionais de 7.791,9 milhões de euros, apresentando um crescimento acumulado de 1,7%, depois de registrar no período receitas superiores em um valor de 133,0 milhões de euros aos registrados no período janeiro-setembro de 2003. Analisando a aportação ao crescimento de receitas de cada um dos negócios da Telefónica de España Matriz, se observa a maior contribuição do negócio de Internet e Banda Larga que, com 205,7 milhões de euros, compensa amplamente a contribuição negativa em 168,0 milhões de euros do negócio tradicional de voz. Os negócios de Dados e Soluções e Serviços Atacadistas contribuem ao crescimento com 12,7 e 82,7 milhões de euros respectivamente. As receitas dos Serviços Tradicionais acumulados em setembro alcançaram 5.285,6 milhões de euros. Cabe destacar a positiva evolução registrada no terceiro trimestre, nos quais as receitas caem 1,6%, confirmando a atenuação progressiva no ritmo de queda ao longo de 2004: no primeiro trimestre caíram 4,7%, no acumulado até junho 3,8%, finalizando com uma queda de 3,1% no acumulado até setembro de 2004 frente ao mesmo período de 2003. As receitas por Acesso a Rede de Clientes alcançaram, nos primeiros nove meses do ano, a 2.225,5 milhões de euros, o que representa um incremento de 0,1% com relação ao ano passado. O positivo efeito que implica na subida da assinatura mensal das linhas STB efetuadas no mês de abril deve-se incluir a recarga nas chamadas realizadas desde telefone público a números gratuitos, que a Telefónica de España foi autorizada a cobrar a partir do terceiro trimestre deste ano. Esta recarga aportou 0,6 p.p. de crescimento às receitas por Acesso à Rede de Clientes acumulados até setembro; sem esta contribuição, as receitas cairiam 0,5%. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 16
Negócio de Telefonia Fixa A participação mercado estimada de acesso continua desacelerando sua queda. Ao finalizar o mês de setembro de 2004 se situava em 89,0%, tendo perdido 0,3 p.p. com relação a junho de 2004 e 2,1 p.p. com relação a setembro do ano passado. Em termos absolutos, a perda de linhas (STB + acessos básicos RDSI) durante o trimestre situou-se em 70.122, perda que alcança as 168.575 linhas nos nove primeiros meses do ano, comparado com as 297.951 perdas no mesmo período de 2003. É de se destacar que, das 110.000 novas linhas contratadas dentro da campanha de alta grátis, 41.000 foram efetivamente consideradas altas durante o mês de setembro. O resto das linhas entrou em serviço durante o quarto trimestre do ano. O número de última milha alugada pelos competidores da Telefónica de España durante o terceiro trimestre do ano foram de 16.600 linhas na modalidade de full unbundling e 12.165 linhas na modalidade de unbundling parcial compartilhamento de última milha; a planta total de última milha alugada ao final do mês de setembro situou-se em 72.187, dos quais 57.700 são full Unbundling e 14.487 unbundling parcial. Observa-se durante este trimestre um ligeiro decrescimento no ganho líquido de full unbundling, compensado com o maior crescimento da planta de última milha compartilhada. As receitas por consumo de voz alcançaram até setembro 2.436,8 milhões de euros, o que significa uma queda de 4,0% com relação ao igual período do ano anterior, produzindo-se nos últimos meses um amortecimento no ritmo de queda. Esta menor queda das receitas é principalmente devida à modificação realizada no segundo trimestre do esquema de bonificações do Serviço Integral de Manutenção, SIM, cujo efeito será apreciado até o primeiro trimestre de 2005. Quanto ao tráfego de voz, o volume total estimado do mercado na Espanha, expressado em minutos, experimentou um decrescimento de 5,1% nos nove primeiros meses do ano frente ao mesmo período do ano anterior. A participação de mercado de voz estimada no mês de setembro da Telefónica de España se situa nos 72,7%, somente 0,1 p.p. abaixo da participação registrada em junho e 3,6 p.p. abaixo da participação em setembro de 2003. Durante os últimos trimestres vem sendo produzida uma desaceleração na perda ano-a-ano de participação de mercado, que alcançava 4,6 p.p. nos doze meses até junho de 2004 e 5,2 p.p. nos doze meses até março de 2004. O volume total estimado de minutos cursados pela Telefónica de España nos primeiros nove meses do ano alcançou 92.958 milhões e experimenta um decréscimo ano-a-ano de 6,5%. O tráfego total de saída (incluindo Internet), que significa 55,7% de total do tráfico, alcança os 51.790 milhões de minutos e decresce 15,5% com relação ao mesmo período do ano anterior. Os minutos de saída tradicional elevam-se a 35.478 milhões até setembro e sofrem um decréscimo ano-a-ano de 11,0% como consequência da negativa evolução do mercado e a perda da participação citada anteriormente. Durante os primeiros nove meses do ano mantêm-se a tendência negativa do tráfico, com decréscimos ano-a-ano muito significativos nos tráfegos fixo-fixo nacionais: o metropolitano decresce 13,6%, o provincial 11,1% e o interprovincial 9,5%. O tráfego fixo-móvel, também experimenta uma redução neste período de 1,7%. Somente o tráfego internacional mantém uma tendência positiva com um crescimento ano-a-ano de 2,5%. Os minutos de saída com destino Internet elevam-se até setembro a 16.311 milhões e continua apresentando uma variação ano-a-ano negativa de 23,8% como consequência, principalmente, da canibalização do tráfego de Internet comutado pelos serviços ADSL de banda larga. Finalmente, o tráfego de entrada atinge 41.168 milhões e aumenta 7,9% com relação ao mesmo período do ano anterior. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 17
Negócio de Telefonia Fixa A planta de linhas pré-selecionadas estabilizou-se durante o terceiro trimestre, ao reduzir-se em 312 unidades com relação à planta final do passado mês de junho, e em 34.735 com relação à cota máxima alcançada no mês de março. Entretanto, a colocação em prática do consentimento verbal para realizar a pré-seleção de operadora, pode fazer com que nos próximos meses o ganho líquido de linhas pré-selecionadas volte a registrar valores positivos. Ao final do terceiro trimestre as linhas pré-selecionadas alcançavam 2.296.211. Em relação aos Serviços de Valor Adicionado, é destacável a evolução dos serviços Secretária Eletrônica e Identificação de Chamadas que alcançam até setembro de 2004 a cifra de 11.793.052 e 7.341.306 serviços ativados, respectivamente, com uma evolução positiva no trimestre. Continua, por outro lado, a crescente aceitação do serviço de mensagens de texto cujo número cresceu 3,5% com relação ao trimestre anterior. Por outro lado, a planta de Combinados alcança já a cifra de 879.570. Os Serviços de Internet e Banda Larga registraram receitas acumulados nos nove primeiros meses do ano de 816,3 milhões de euros, o que representa um crescimento ano-a-ano de 33,7%. Ao final de setembro o total de linhas ADSL em serviço alcançava as 2.157.805 o que representa um ganho líquido durante o terceiro trimestre de 114.077 linhas. É de se destacar que, mesmo que esta última cifra represente um decréscimo com relação às 126.892 linhas do terceiro trimestre do passado ano, o ganho líquido de ADSL varejista da Telefónica de España passou desde as 91.351 linhas do terceiro trimestre de 2003 às 104.051 deste ano, resultando numa planta total ao final de setembro de 2004 de 1.443.798 linhas. O decréscimo no ganho líquido de linhas ADSL vem motivado pelo serviço atacadista ao iniciar-se uma migração a serviços baseados em aluguel de última milha. A participação de mercado do serviço varejista de banda larga do Grupo Telefónica se situa em 58,1% frente aos 57,8% registrado no mês de junho passado. Os Serviços de Valor Adicionado sobre a oferta varejista ADSL seguem experimentando um forte impulso e alcançaram 864.442 serviços operacionais. 39,4% de nossos clientes varejistas têm contratado algum serviço de valor adicionado. Dentre os serviços de maior êxito destacam-se as Soluciones ADSL, com um número de unidades operacionais de 153.225, o que significa um crescimento de 9,5% com relação a junho de 2004 (44.347 soluções Net-LAN e acessos remotos). O serviço de manutenção integral ADSL é outro dos serviços com forte crescimento, alcançando já uma planta de 127.687 unidades. CONEXÕES ADSL Set 2004 2.400.000 2.000.000 2.157.805 Set 2003 1.600.000 1.420.458 1.200.000 800.000 400.000 0 715.600 423.548 149.728 180.487 55.893 107.580 166.890 68.197 Telefónica de España Telesp Telefónica de Argentina Telefónica CTC Chile Telefónica del Perú Espanha América Latina Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 18
Negócio de Telefonia Fixa Assim, as receitas procedentes da provisão de serviços de Banda Larga varejista na Telefónica de España apresentam um crescimento de 57,6% até alcançar 621,2 milhões de euros. É importante destacar que 9,2% do ARPU ADSL varejista provém dos Serviços de Valor Adicionado. Por outro lado, as receitas de Internet Banda Estreita seguem deteriorando-se, com uma redução de 9,8% alcançando 195,1 milhões de euros, devido fundamentalmente à migração de clientes aos serviços de banda larga. Os serviços de Dados e Soluções registraram no acumulado até setembro um incremento em suas receitas de 1,9%, alcançando 692,5 milhões de euros. A principal rubrica destas receitas, representando 55,0% das mesmas, está formada pela constituição e exploração de redes privadas virtuais, cujas receitas registram uma ligeira queda de 0,2% como resultado do efeito da migração a produtos de menor preço baseados em tecnologia IP, efeito não completamente compensado pelo crescimento de planta. Por outro lado, no que diz respeito a Soluções e Serviços de Valor Adicionado, a Empresa registra um crescimento ano-a-ano de 18,5%, representando 26,1% do total de receitas de Dados e Soluções, 3,7 p.p. acima que no ano passado. Atualmente, existem 169 contratos de gestão e terceirização dos serviços a grandes empresas, dos quais 49 correspondem a centros de administração de clientes atendidos pela Telefónica, e o número de servidores em hosting cresceu 49,9%. Os Serviços Atacadistas contribuem para as receitas totais com 997,5 milhões de euros, o que significa um crescimento de 9,0% com relação ao mesmo período do exercício anterior. A este crescimento contribuiu de forma importante Outros Serviços para Operadoras Nacionais que com um crescimento no trimestre de 29,3%, reflete o impacto dos contratos firmados com grandes operadores nacionais para o transporte do tráfego de trânsito para as redes de telefonia móvel. Os 27,0% das receitas Atacadistas procedem dos serviços de interconexão nacional, os quais registram um aumento ano-a-ano de 3,4% e são impulsionados basicamente pelo crescimento de 25,9% das receitas de interconexão móvel-fixo e uma ligeira redução das receitas por interconexão fixo-fixo. Adicionalmente ao anterior, é importante destacar o forte crescimento do serviço ADSL atacadista, com receitas que alcança, 168,9 milhões de euros, crescendo 46,9%. Os gastos operacionais do Grupo Telefónica de España apresentam uma redução ano-a-ano de 0,7%, até 4.476,5 milhões de euros. Destaca-se a redução de gastos de pessoal em 10,3% com relação ao mesmo período do exercício anterior, totalizando 1.576,6 milhões de euros, como consequência do programa de desligamento incentivado E.R.E. 2003-2007. A planta de empregados da Telefónica de España matriz fica, ao final de setembro de 2004, em 35.447 empregados, o que representa uma diminuição do quadro de pessoal de 1.612 empregados no ano. Até setembro de 2004, houve uma redução de 1.831 empregados na Telefónica de España, devido ao E.R.E. As demais reduções até completar o total de adesões ao E.R.E. durante 2004, ocorrerão até o final do ano. No sentido contrário aos gastos de pessoal, a maior atividade comercial da Companhia dirigida a incrementar as receitas, tem impulsionado o nível de gastos em Trabalhos, Fornecedores e Serviços exteriores, que cresce 14,0% até os 856,8 milhões de euros. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 19
Negócio de Telefonia Fixa Os gastos com provisões se situam em 1.908,4 milhões de euros, registrando um crescimento de 2,4%, apesar da ligeira queda nos gastos com interconexão de 2,3% depois das reduções das tarifas de interconexão fixo-móvel efetivas desde o passado mês de novembro de 2003. O crescimento dos gastos de Telyco associados ao negócio de venda de terminais têm um efeito determinante na evolução dos gastos com provisões do Grupo Telefónica de España; sem eles, o crescimento dos gastos com provisões se veria reduzido em 0,3%. O EBITDA do Grupo Telefónica de España alcança 3.736,2 milhões de euros com um crescimento ano-a-ano de 6,6%. A margem EBITDA do Grupo é de 45,9% (1,8 p.p. acima do mesmo período do ano anterior). Por sua parte, Telefónica de España matriz alcança um EBITDA de 3.718,2 milhões de euros (+6,7% com relação ao exercício anterior). O resultado operacional do Grupo Telefónica de España se situa em 1.932,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, com um crescimento de 27,8% com relação ao exercício anterior, devido à positiva evolução do EBITDA e à diminuição das amortizações em 9,5%. O CapEx acumulado até o mês de setembro do Grupo Telefónica de España diminuiu em 18,8% até 793,0 milhões de euros, alcançando uma taxa de CapEx sobre receitas de 9,7%, o qual reflete a vontade da Telefónica de España de avançar no processo de transformação para uma companhia menos intensiva em capital. A geração livre de caixa, definida como EBITDA menos CapEx, alcança 2.943,2 milhões de euros no período janeiro-setembro 2004, com um crescimento de 16,4% com relação ao mesmo período do exercício 2003. GRUPO TELEFÓNICA DE ESPAÑA DADOS OPERACIONAIS Dados não auditados (Mil) Setembro 2004 2003 % Var Linhas Equivalentes (1) 19.486,3 18.887,7 3,2 Linhas básicas (RTB) 14.868,7 15.123,6 (1,7) Acessos básicos RDSI equivalentes 1.850,7 1.800,8 2,8 Acessos primários RDSI e Acessos 2/6 equivalentes 551,4 530,6 3,9 Unbundling totalmente desagregados 57,7 12,4 365,4 Conexões ADSL 2.157,8 1.420,5 51,9 ADSL de Varejo da Telefónica de España 1.443,8 938,0 53,9 Tráfego (milhões de minutos) (2) 92.958 99.435 (6,5) Empregados (unidades) 35.447 42.193 (16,0) (1) Linhas Equivalentes: Linhas RTB (incluindo TUP) (x 1) - Acessos básicos RDSI (x 2) - Acessos primários RDSI (x 30) - Acessos digitais 2/6 (x 30) - ADSL (x 1). (2) Período acumulado janeiro-setembro. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 20
Negócio de Telefonia Fixa TELEFÓNICA DE ESPAÑA MATRIZ RECEITA OPERACIONAL Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Serviços Tradicionais 5.285,6 5.453,6 (3,1) 1.760,7 1.789,4 (1,6) Acesso à rede de clientes (1) 2.225,5 2.224,0 0,1 758,0 734,4 3,2 Consumo de voz (Total líquido) (2) 2.436,8 2.539,0 (4,0) 814,5 829,9 (1,9) Local 575,7 603,0 (4,5) 180,8 182,9 (1,1) Estadual 186,6 195,2 (4,4) 60,1 62,6 (4,1) Nacional 327,0 341,9 (4,4) 105,3 109,1 (3,5) Internacional 208,6 190,2 9,6 82,0 67,8 21,0 Fixo-Móvel 903,7 945,7 (4,4) 309,4 322,3 (4,0) IRIS e outros (3) 235,3 263,1 (10,5) 76,8 85,2 (9,9) Comercialização de terminais e manutenção 456,3 523,4 (12,8) 138,9 169,7 (18,2) Outras linhas de Serviços (4) 166,9 167,2 (0,2) 49,3 55,4 (11,0) Serviços Internet e Banda Larga 816,3 610,6 33,7 285,8 211,7 35,0 Banda Estreita 195,1 216,4 (9,8) 56,2 66,8 (15,8) Banda Larga (Varejo) 621,2 394,3 57,6 229,6 144,9 58,5 Serviços Dados e Soluções 692,5 679,8 1,9 218,1 236,8 (7,9) Redes Corporativas (5) 511,5 527,1 (3,0) 164,3 182,0 (9,7) Soluções 181,0 152,7 18,5 53,7 54,8 (1,9) Serviços Corporativos 997,5 914,8 9,0 351,9 314,8 11,8 Interconexão nacional 269,1 260,4 3,4 83,9 85,1 (1,4) ADSL corporativo (Megabase, Megavía e GigADSL) 168,9 115,0 46,9 58,2 40,2 44,6 Serviço operadores internacionais 227,8 233,6 (2,5) 75,5 85,6 (11,8) Outros serviços operadores nacionais (6) 331,7 305,8 8,5 134,3 103,9 29,3 Total da Receita Operacional 7.791,9 7.658,9 1,7 2.616,4 2.552,5 2,5 Nota: A partir do primeiro trimestre de 2004, os resultados da Telefónica Data España e da Telefónica Soluciones estão incorporados no Grupo Telefónica de España. Para efeito de comparação, apresentam-se cifras pro-forma para 2003. (1) Receitas por assinatura e habilitação (RTB, TUP, RDSI e Serviços Corporativos), telefones públicos e capacidade de rede. (2) Consumo de voz total líquido de descontos, participação estrangeira (tráfego internacional) e pagamentos a provedores de Rede Inteligente. (3) Inclui serviços IRIS, Serviços Especiais Cobrados e outros. (4) Projetos Especiais, Agência de Serviços e outros (Inclui Retransmissões). (5) Inclui Aluguel de circuitos, Redes Privadas Virtuais de Dados e Acesso dedicado à Internet. (6) Inclui Serviços Corporativos Comerciais (Acessos e Transporte, Tráfego e Suporte), aluguel de circuitos corporativos, outros serviços IP e aluguel de "última milha". Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 21
Negócio de Telefonia Fixa TELEFÓNICA DE ESPAÑA MATRIZ RECEITA OPERACIONAL - PROFORMA 2003 Dados não auditados (Milhões de euros) 2003 Jan - Mar Jan - Jun Jan - Set Jan - Dez Serviços Tradicionais 1.816,2 3.664,3 5.453,6 7.243,3 Acesso à rede de clientes (1) 737,8 1.489,6 2.224,0 2.950,0 Consumo (Total líquido) (2) 849,6 1.709,2 2.539,0 3.366,1 Local 213,6 420,2 603,0 816,9 Estadual 66,6 132,5 195,2 259,5 Nacional 116,8 232,8 341,9 461,6 Internacional 58,5 122,5 190,2 243,9 Fixo-Móvel 305,9 623,5 945,7 1.257,9 IRIS e outros (3) 88,3 177,9 263,1 326,3 Comercialização de terminais e manutenção 174,8 353,7 523,4 706,0 Outras linhas de Serviços (4) 54,1 111,8 167,2 221,1 Serviços Internet e Banda Larga 191,0 399,0 610,6 849,0 Banda Estreita 79,9 149,6 216,4 291,9 Banda Larga (Varejo) 111,1 249,4 394,3 557,1 Serviços Dados e Soluções 215,3 443,0 679,8 928,6 Redes Corporativas (5) 168,8 345,1 527,1 705,4 Soluções 46,4 97,9 152,7 223,3 Serviços Corporativos 287,7 600,1 914,8 1.256,7 Interconexão nacional 83,5 175,3 260,4 356,6 ADSL corporativo (Megabase, Megavía e GigADSL) 35,7 74,8 115,0 166,1 Serviços operadores internacionais 71,9 148,1 233,6 309,3 Outros serviços operadores nacionais (6) 96,5 201,9 305,8 424,7 Total da Receita Operacional 2.510,1 5.106,3 7.658,9 10.277,6 Nota: A partir do primeiro trimestre de 2004, os resultados da Telefónica Data España e da Telefónica Soluciones estão incorporados no Grupo Telefónica de España. Para efeito de comparação, apresentam-se cifras pro-forma para 2003. (1) Receitas por assinatura e habilitação (RTB, TUP, RDSI e Serviços Corporativos), orelhões e capacidade de rede. (2) Consumo de voz total líquido de descontos, participação estrangeira (tráfego internacional) e pagamentos a provedores de Rede Inteligente. (3) Inclui serviços IRIS, Serviços Especiais Cobrados e outros. (4) Projetos Especiais, Agência de Serviços e outros (Inclui Retransmissões). (5) Inclui Aluguel de circuitos, Redes Privadas Virtuais de Dados e Acesso a Internet dedicado. (6) Inclui Serviços Corporativos Comerciais (Acessos e Transporte, Tráfego e Suporte), aluguel de circuitos corporativos, outros serviços IP e aluguel de "ultima milha". Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 22
Negócio de Telefonia Fixa GRUPO TELEFÓNICA DE ESPAÑA RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 8.133,3 7.946,7 2,3 2.733,9 2.663,9 2,6 Capitalização de despesas (1) 97,2 120,8 (19,5) 30,9 37,0 (16,4) Gastos operacionais (4.476,5) (4.506,6) (0,7) (1.505,2) (1.522,9) (1,2) Outras receitas (despesas) líquidas (17,9) (56,6) (68,3) (10,9) (16,5) (34,2) EBITDA 3.736,2 3.504,4 6,6 1.248,7 1.161,4 7,5 Depreciação e Amortizações (1.803,7) (1.992,8) (9,5) (566,1) (655,7) (13,7) Resultado operacional 1.932,5 1.511,6 27,8 682,6 505,7 35,0 Resultados com equivalência patrimonial (0,8) (0,7) 5,4 (0,2) (0,2) 9,8 Resultados financeiros (287,6) (340,1) (15,4) (89,3) (111,7) (20,0) Amortização do ágio (2,5) 0,2 c.s. (0,8) 0,0 c.s. Resultados não operacionais (652,8) 21,5 c.s. (41,8) 2,8 c.s. Lucro antes de impostos 988,8 1.192,5 (17,1) 550,5 396,7 38,8 Impostos (295,2) (340,5) (13,3) (182,3) (114,1) 59,7 Lucro antes de minoritários 693,6 852,0 (18,6) 368,1 282,5 30,3 Participação dos minoritários (0,2) (0,0) 225,0 (0,1) 0,0 n.s. Lucro líquido 693,4 851,9 (18,6) 368,0 282,5 30,3 Nota: A partir do primeiro trimestre de 2004, os resultados da Telefónica Data España e da Telefónica Soluciones estão incorporados no Grupo Telefónica de España. Para efeito de comparação, apresentam-se cifras pro-forma para 2003. (1) Inclui obras em andamento. GRUPO TELEFÓNICA DE ESPAÑA RESULTADOS CONSOLIDADOS - PROFORMA 2003 Dados não auditados (Milhões de euros) 2003 Jan - Mar Jan - Jun Jan - Set Jan - Dez Receita operacional 2.590,0 5.282,9 7.946,7 10.695,4 Capitalização de despesas (1) 41,2 83,8 120,8 174,6 Gastos operacionais (1.460,6) (2.983,7) (4.506,6) (6.048,7) Outras receitas (despesas) líquidas (12,5) (40,1) (56,6) (58,9) EBITDA 1.158,2 2.343,0 3.504,4 4.762,4 Depreciação e Amortizações (675,7) (1.337,1) (1.992,8) (2.638,8) Resultado operacional 482,5 1.005,9 1.511,6 2.123,6 Resultados com equivalência patrimonial (0,4) (0,6) (0,7) (0,9) Resultados financeiros (117,1) (228,4) (340,1) (447,5) Amortização do ágio (0,7) 0,2 0,2 (2,8) Resultados não operacionais (3,0) 18,7 21,5 (1.374,1) Lucro antes de impostos 361,3 795,8 1.192,5 298,2 Impostos (104,4) (226,4) (340,5) (18,1) Lucro antes de minoritários 257,0 569,4 852,0 280,1 Participação dos minoritários (0,0) (0,1) (0,0) (0,0) Lucro líquido 256,9 569,4 851,9 280,1 Nota: A inclusão no Grupo Telefónica de España para o exercício de 2004 dos ativos correspondentes à Telefónica Empresas implica a apresentação das contas pro-forma do exercício de 2003 do Grupo Telefónica de España com o mesmo critério para que ambas contas sejam comparáveis. Na data de 27 de fevereiro de 2004, a sociedade informou as principais variáveis destas contas pro-forma para o exercício completo de 2003 com o novo âmbito de gestão. A delimitação definitiva dos ativos incorporados ao Grupo Telefónica de España implica que estas cifras variem ligeiramente em relação às anteriormente apresentadas (-4,4 milhões de euros em receitas e -10,4 milhões de euros em EBITDA) o que em nenhum caso significa modificar as contas publicadas do Grupo Telefónica de España e nem do Grupo Telefónica do mencionado exercício. (1) Inclui obras em andamento. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 23
Negócio de Telefonia Fixa GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA Os resultados da Telefónica Latinoamérica, tanto em termos de receita operacional como de EBITDA, seguem apresentando crescimentos positivos em euros constantes. No terceiro trimestre do exercício praticamente todas as moedas apreciaram-se frente ao dólar (exceto o peso argentino que se depreciou ligeiramente). Desta forma, a taxa de câmbio média do dólar frente ao euro manteve-se quase invariável neste trimestre do ano. Entretanto, nos nove primeiros meses de 2004, no ano-a-ano, as moedas latino-americanas frente ao euro mostram níveis de depreciação superiores aos do primeiro semestre de 2004 (exceto o sol peruano), o que impactou negativamente nos resultados do terceiro trimestre. Assim, a receita operacional totaliza 5.046,0 milhões de euros, apresentando um crescimento no ano-a-ano de 2,5%, que em euros constantes seria de 8,0%, desacelerando ligeiramente o crescimento dos trimestres anteriores. Esta evolução da receita em euros constantes obedece o comportamento da receita de: A Telesp (+16,0% em moeda local), graças à boa evolução do negócio tradicional (+14,8%), influído positivamente pelo bom comportamento dos novos negócios (SMP, longa distância originada fora de São Paulo,...), pelo aumento de tarifas de julho 2004 e setembro 2004 e o maior tráfego fixo-móvel e de telefones públicos. A TASA (+9,4% em moeda local) pelo bom comportamento das variáveis operacionais de planta e tráfego em relação a 2003, apesar do congelamento de tarifas aplicado desde janeiro de 2002, que permitem um crescimento de receita de serviços tradicionais de 7,5% em moeda local. A CTC registra uma queda de receita de 6,8% em moeda local, que se desacelera em relação ao primeiro semestre (-9,4%) pela atualização do impacto do decreto tarifário de acordo com a nova versão publicada em setembro, que melhora ligeiramente as tarifas do decreto publicado inicialmente em maio, a flexibilidade tarifária para clientes de alto consumo e os planos de minutos. Entretanto, continua a queda do tráfego pelo elevado nível competitivo do mercado e o efeito substitutivo da telefonia móvel. A TdP, que com um crescimento no ano-a-ano de sua planta de linhas equivalentes a 14,1% apresenta um ligeiro crescimento em receita de 0,2% em moeda local. A queda de 2,5% em moeda local da receita do negócio tradicional, pelo maior peso de linhas associadas aos novos planos tarifários, é compensada pelo crescimento da receita de Internet (BE+BL), que se situa em 60,8% em moeda local. A Telefónica Empresas América e a TIWS, que continuam com a tendência positiva do trimestre anterior com um crescimento de 13,8% e de 22,7%, respectivamente em euros constantes. Os gastos operacionais totais da Telefónica Latinoamérica totalizaram 2.813,4 milhões de euros em setembro, 2,5% a mais que em 2003 em euros correntes. Em euros constantes, apresentam um aumento de 7,9% frente aos 11,4% do primeiro semestre, ao observar-se um crescimento inferior nos gastos em moeda local na Telesp e na TdP, que compensa a desaceleração na queda dos gastos Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 24
Negócio de Telefonia Fixa da CTC e o crescimento de gastos da TASA, neste caso pelo contínuo aumento da atividade. Também contribuem de maneira positiva, os gastos da Telefónica Empresas, que apesar de crescer 8,5% em euros constantes pela maior atividade, desaceleram seu ritmo de crescimento frente aos seis meses (+12,4%) e da TIWS consegue reduzir seus gastos (-3,8% em euros constantes) apesar do elevado aumento de receita. O EBITDA ao final do terceiro trimestre alcança 2.291,8 milhões de euros, com um crescimento de 1,8%, que se eleva para 7,2% em euros constantes (+7,8% até junho), registrando uma margem de 45,4% nos nove primeiros meses do ano frente aos 44,7% do primeiro semestre, graças principalmente à melhora generalizada da margem nas operadoras de telefonia fixa. A queda das amortizações (-1,9% em euros constantes), conseqüência da redução do ritmo de investimento dos últimos anos, permite alcançar um resultado operacional de 1.040,9 milhões de euros, o que representa uma melhora de 20,7% em euros constantes. Nos nove primeiros meses do exercício, a Telefónica Latinoamérica registrou resultados extraordinários positivos de 418,4 milhões de euros, frente aos 84,8 milhões de euros negativos do mesmo período do ano anterior. Impacta de maneira determinante a venda no mês de julho da Telefónica Móvil Chile (até então filial 100% da CTC) para a Telefónica Móviles, que contribui para os resultados extraordinários 425,5 milhões de euros. Os resultados financeiros chegaram a 240,1 milhões de euros frente aos 71,8 milhões de euros em 2003. Excluindo os impactos por diferenças de taxas de câmbio, que em 2003 tiveram um importante impacto positivo pelas diferenças de câmbio positivas registradas pelas companhias argentinas (em torno de 140 milhões de euros) e pelo benefício do cancelamento da dívida denominada em dólares (em torno de 250 milhões de euros), os resultados financeiros líquidos da Telefónica Latinoamérica diminuiriam 42,6%, graças aos menores custos financeiros associados ao menor volume de dívida e às menores taxas de juros. MARGEM EBITDA - TELEFONÍA FIXA 9M 2004 9M 2003 80 60 60,0% 59,7% 40 45,9% 44,1% 45,3% 48,7% 45,7% 43,4% 44,0% 44,1% 20 0 Telefónica de España Telesp TelefónicadeArgentina Telefónica CTC Chile Telefónica del Perú Tudo isso, unido aos impostos de 195,0 milhões de euros, situam o resultado líquido em 645,6 milhões de euros, crescendo 89,7% no ano-a-ano. O CapEx da Telefónica Latinoamérica foi de 427,6 milhões de euros, crescendo 4,8% no ano-a-ano (+8,1% em euros constantes). A contenção de investimentos junto ao crescimento do EBITDA permite que a Telefónica Latinoamérica registrasse nos nove primeiros meses do ano 1.846,2 milhões de euros de geração de caixa livre (EBITDA-CapEx), com um crescimento no ano-a-ano de 1,1% (+7,0% em euros constantes). Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 25
Negócio de Telefonia Fixa A planta de linhas equivalentes da Telefónica Latinoamérica totaliza 22,4 milhões, 3,7% a mais que em setembro de 2003, graças ao esforço realizado no negócio de banda larga, que se reflete no forte crescimento da planta, com 443.025 clientes novos desde o início do ano. Em 30 de setembro, o total de conexões de banda larga da Telefónica Latinoamérica chegava a 1,2 milhões, crescendo 85,1% em relação a setembro 2003. Deve-se assinalar que as conexões de banda larga continuam acelerando seu ritmo de crescimento (+78,6% no primeiro semestre de 2004), já representando 5,4% das linhas equivalentes, frente aos 3,0% em setembro de 2003. Por outro lado, as linhas do negócio tradicional totalizaram 21,2 milhões, com um crescimento no ano-a-ano de 1,2%, dado que os crescimentos registrados pela TdP (+9,4%), TASA (+3,6%) e a estabilização da planta da Telesp (+0,05%), superam as menores linhas da CTC (-3,6%), afetada pelas desconexões por problemas de inadimplência registradas em 2003. Nos primeiros nove meses de 2004, produziu-se uma adição líquida positiva de 323.005 linhas, das quais a TASA e a TdP foram as operadoras que mais crescimento contribuíram, com uma adição líquida de 147.002 r 132.414 linhas, respectivamente. TELESP A Telesp aplicou em 02 de julho passado, o aumento de tarifas aprovado pela Anatel, que significa um aumento médio de 6,89% para a cesta de telefonia local e de 3,2% para longa distância nacional, de acordo com as condições do contrato de privatização, em função do IGP-DI (índice de preços do atacado). Por outra parte e em virtude da sentença ditada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que permitiu às operadoras fixas um aumento adicional das tarifas em compensação pela diferença entre o aumento aplicado no ano passado e o resultante da aplicação do IGP-DI como índice de referência, tal como foi aprovado pela Anatel, a Telesp aplicou desde 04 de setembro um aumento das tarifas de 4,1%, ficando pendente um segundo reajuste de 3,9% para novembro. Ao final do terceiro trimestre, a Telesp alcança um nível de linhas em serviço equivalentes (negócio tradicional + ADSL) de 13,1 milhões, +2,3% em relação a setembro 2003, graças ao forte crescimento registrado na planta ADSL (+69,0%) e à estabilidade das linhas tradicionais. A Telesp conseguiu reverter a tendência de perda de planta tradicional de primeira metade do exercício (adição líquida do último trimestre de 138.370 linhas frente 76.143 nos seis primeiros meses do exercício), graças ao lançamento dos novos produtos destinados a clientes de baixa renda (linhas econômicas e super-econômica), que nos últimos meses estão registrando um importante volume de pedidos. Por outra parte, mantém-se a prioridade na expansão da banda larga para dar maior valor à linha fixa. Em setembro, a Telesp alcançou 715.600 usuários, com um aumento de 69,0% em relação ao ano anterior, obtendo uma adição líquida recorde no trimestre de 110.052 conexões frente as 87.373 conexões do segundo trimestre 2004 e as 33.782 do primeiro trimestre. Continua o crescimento dos usuários do ISP da Telefónica (itelefonica) que alcançou 1,94 milhões de usuários, mantendo uma participação de mercado em torno de 25%. Em relação ao negócio de longa distância, a Telesp lançou no terceiro trimestre várias iniciativas comerciais para aumentar sua participação de mercado e poder contrabalançar o efeito negativo que a queda do mercado global está provocando nos resultados das operadoras. Deste modo, a participação de mercado de longa distância nacional intra-estadual estimada foi de aproximadamente 88%, 1 p.p. acima da do trimestre anterior. Quanto a longa distância interestadual, a participação estimada alcança 57%, refletindo um aumento em relação a junho de Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 26
Negócio de Telefonia Fixa mais de 3 p.p., enquanto que a participação de longa distância internacional estimada manteve-se estável em relação a junto em torno de 47%. A receita operacional alcançada pela Telesp em setembro foi de 2.734,3 milhões de euros, aumentando 16,0% em relação ao mesmo período de 2003 em moeda local, graças aos aumentos tarifários, o bom comportamento dos novos negócios (SMP, longa distância originada fora de São Paulo), a destacada evolução dos serviços de valor agregado e o crescimento do tráfego fixo-móvel e de telefones públicos, o que se traduz em um crescimento das receitas do Negócio Tradicional de 14,8% em moeda local. A isso, soma-se o notável aumento na receita de Banda Larga (+69,0% em moeda local), associados ao maior número de usuários, o que permite que a receita de Internet (Banda Estreita + Banda Larga) aumente 37,0% em moeda local, contribuindo com 6,3% da receita operacional da operadora. Os gastos operacionais, apesar de mostrar um crescimento de 20,0% em moeda local frente ao mesmo período de 2003, mostram uma desaceleração progressiva (-4,5 p.p. em relação a junho). Os maiores gastos devem-se principalmente à interconexão (+28,5% em moeda local), associados às maiores receitas do tráfego fixo-móvel, SMP e longa distância. Os gastos com pessoal diminuem 7,3% em moeda local, refletindo o menor quadro médio de empregado pelas desvinculações realizadas em 2003 e no segundo trimestre de 2004. O aumento de 19,7% nos gastos de serviços terceirizados está associado à maior atividade comercial, maiores gastos por co-billing e a indexação de alguns contratos. Continua a diminuição da provisão para devedores duvidosos sobre a receita, que se situa em 3,2% em setembro (-0,8 p.p. em relação ao ano anterior), graças em grande parte aos novos produtos mais adequados aos diversos perfis dos clientes. A Telesp alcança um EBITDA de 1.237,7 milhões de euros, aumentando 7,7% em moeda local em relação a 2003. Continua a recuperação da margem EBITDA sobre receita que, embora diminua 3,5 p.p. em relação ao ano anterior pelo maior peso relativo na receita dos negócios com interconexão associada (fixo-móvel, longa distância originada fora de São Paulo, SMP), consegue aumentar em 1,0 p.p. o registrado até junho, situando em 45,3% nos nove primeiros meses (47,2% no terceiro trimestre). O CapEx que se situa em 221,0 milhões de euros, diminui 7,5% em moeda local em relação ao ano anterior graças à realização dos projetos em função da rentabilidade e o caráter estratégico do investimento. Assim, a geração de caixa livre (EBITDA-CapEx) alcançam os 1.016,7 milhões de euros, com uma variação ano-a-ano de +11,5% em moeda local. O quadro de empregados da Telesp em setembro era de 7.008 pessoas com uma diminuição no ano-a-ano de 14,8%, devido a programas de desvinculações realizados em 2003 e no segundo trimestre de 2004. TELEFÓNICA DE ARGENTINA No terceiro trimestre do ano, continua a relativa estabilidade do ambiente macroeconômico da Argentina. Cabe destacar a estabilidade da taxa de câmbio do peso argentino em relação ao dólar que desde o final de 2003 até 30 de setembro deste ano se apreciou levemente (-1,7%). Adicionalmente, o setor de Telecomunicações continua com seu ritmo ascendente, graças à gradual recuperação da Telefonia Fixa, o forte crescimento da Banda Larga e o aumento sustentado do mercado de celulares. Neste contexto, a Telefónica de Argentina continua realizando uma Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 27
Negócio de Telefonia Fixa administração de acordo com a recuperação do mercado, que propiciou o bom desempenho de indicadores operacionais de planta e tráfego. A planta de linhas tradicionais aumenta 3,6% em relação a 2003, acelerando o ritmo de crescimento registrado no primeiro semestre do ano (+2,2%), alcançando os 4,3 milhões de linhas, graças ao bom comportamento da demanda (aumento no ano-a-ano de altas de 46,6%). A adição líquida registrada nos primeiros nove meses do ano totaliza 147.002 linhas (frente à perda de 15.500 linhas no mesmo período de 2003), com participação crescente da planta de pré-pago e o controle de consumo (28,0% da planta total, 1,5 p.p. superior a setembro de 2003). Continua a boa evolução do tráfego total por linha, que aumenta 8,5% em relação a 2003, impulsionada principalmente pelo aumento do tráfego de pré-pago, tanto de cartões como de linhas pré-pagas. Destaca-se, desta forma, o crescimento exponencial da planta ADSL (+167,9%), que se situa em 149.728 linhas, com uma adição líquida de 41.517 linhas no trimestre, frente a uma adição de 23.464 linhas do segundo trimestre e de 15.410 de janeiro a março. Este crescimento permitiu à operadora aumentar desde setembro 2003 sua participação de mercado estimada de banda larga na zona sul em 13,3 p.p. (para 78,8%). O índice de linhas por empregado aumenta 4,8% em relação a setembro de 2003 e situa-se em 554 linhas. Graças ao bom comportamento das variáveis operacionais em relação a 2003, a receita operacional da TASA aumenta 9,4% no ano-a-ano em moeda local, frente aos 7,9% do primeiro semestre, alcançando os 602,4 milhões de euros, apesar do congelamento de tarifas vigente deste janeiro de 2002. Na comparação do ano-a-ano, deve-se levar em conta que no segundo trimestre de 2003 foi registrado o impacto da formalização de acordos com operadoras para o faturamento mútuo aplicando o CER (indexação pela inflação da oferta de atacado) de todo o exercício 2002. Excluindo este efeito, a receita da TASA cresce 12,0% em moeda local. Por negócios, a receita do serviço tradicional (com um peso de 92,9%) cresce 7,5% em moeda local, pelo crescimento do tráfego e da planta, enquanto que a receita do negócio de Internet (Banda Estreita + Banda Larga) cresce 42,2% em moeda local, graças à expansão da planta ADSL. O forte ritmo de crescimento da receita leva ao crescimento dos gastos operacionais de 8,6% em moeda local, apesar da TASA continuar com uma estrita política de racionalização e controle de custos adotada no começo da crise de 2002. Destaca-se no exercício, a efetiva administração da inadimplência que permitiu maximizar a recuperação da dívida e situar o percentual de provisão para devedores duvidosos sobre a receita do exercício em torno de 1% da receita. O controle de custos junto com o aumento das vendas permitiu à TASA obter um EBITDA de 361,6 milhões de euros no ano, cifra 10,0% superior em moeda local à obtida em setembro de 2003. A comparação homogênea do EBITDA (excluindo dos resultados de 2003 o impacto do faturamento com CER correspondente a 2002) produz um crescimento no ano-a-ano de 13,3%. A margem EBITDA sobre a receita aumenta 0,4 p.p. em relação ao mesmo período de 2003, alcançando os 60,0%. O bom comportamento do EBITDA permitiu obter uma geração de caixa livre (EBITDA-CapEX) de 291,0 milhões de euros, 6,7% inferior a de 2003 em moeda local pelo forte aumento do investimento, em linha com a recuperação da demanda. Tal investimento foi focado principalmente no desenvolvimento em massa do ADSL, para o qual foi destinado 40,2% do CapEx. O índice de CapEx sobre a receita situa-se em 12,1% em moeda local. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 28
Negócio de Telefonia Fixa TELEFÓNICA CTC CHILE Em 21 de setembro, o governo do Chile publicou uma revisão do Decreto Tarifário 2004-2009, na qual foram aceitas grande parte das sugestões realizadas pela CTC. Isto implicou na revisão para cima das tarifas em relação à versão do Decreto publicada em maio deste ano. Apesar de que ainda não havia sido aprovada a versão definitiva do mesmo, nem aplicado tais condições ao mercado, a CTC vinha registrando desde princípios de maio o impacto do Decreto inicial em seus demonstrativos financeiros, e no mês de setembro foram registrados os efeitos desta nova versão do Decreto também com efeitos retroativos ao mês de maio. Em relação à planta tradicional, produziu-se uma melhora em relação ao trimestre anterior ao ter registrado uma pequena adição líquida positiva (733 linhas), frente à perda de 22.183 linhas do segundo trimestre. Esta melhora foi causada em grande parte pelo lançamento em julho de novos serviços: os planos de minutos (que em setembro alcançava os 116.000 clientes) e a Linha Controlada (plano de baixo consumo). A planta de linhas tradicionais em setembro totalizava 2.398.137 linhas. Como fato de destaque e referente ao negócio de Banda Larga, vale mencionar que no mês de setembro, a CTC lançou o 2V (dupla velocidade de Banda Larga sem aumento de preço assinante. Os usuários da CTC em setembro chegavam aos 180.487, com um crescimento no ano-a-ano de 67,8%. Apesar do mercado de longa distância ter continuado em queda (-8,5% no ano-a-ano), a CTC, igualmente aos trimestres anteriores, conseguiu aumentar sua participação em 4,6 p.p. em termos anuais, alcançando uma participação de mercado de 44,8%. Por outro lado, no mercado de longa distância internacional, que cresceu 1,5% em relação a setembro de 2003, a CTC também melhorou sua participação em 1,6 p.p., para 30,6%. A receita operacional acumulada nos nove primeiros meses do ano totalizou 648,2 milhões de euros, o que significa uma redução no ano-a-ano de 6,8% em moeda local, continuando assim a tendência de melhora que se observou no trimestre anterior (descontando o efeito da redução de tarifas do CPP que aplica desde o começo do ano, a redução é de apenas 2,6%). Esta evolução se compara favoravelmente com a queda de 9,4% em moeda local do primeiro semestre, graças ao melhor comportamento da receita de serviços tradicionais, que caem 8,8% em moeda local (-11,4% no primeiro semestre), favorecidos pela estabilidade da planta no terceiro trimestre, a boa aceitação dos planos de minutos e pela nova situação tarifária após a última revisão. Ademais, a receita de Internet (Banda Estreita + Banda Larga) manteve seu elevado ritmo de crescimento (+46,8% em moeda local) e contribui com 5,6% da receita operacional da CTC. Os gastos operacionais continuam em níveis inferiores aos de 2003, -10,4% em setembro em moeda local. A política generalizada de contenção de gastos reflete-se em todas as contas, salvo naquelas relacionadas com a administração comercial, um dos principais focos de atuação da companhia. As menores tarifas do tráfego fixo-móvel também favorecem este resultado, já que se reduz o volume de gastos de interconexão (-26,2% em moeda local). Por outro lado, a provisão para devedores duvidosos sobre receita situa-se em 3,7% frente aos 3,8% do mesmo período de 2003. O EBITDA nos nove primeiros meses totaliza 296,2 milhões de euros, com uma redução em relação ao ano anterior de 1,8% em moeda local, o que significa uma melhora de 4,7 p.p. em relação à queda do EBITDA do primeiro semestre, principalmente pela melhora na evolução da receita. O volume de investimentos até setembro situa o CapEx em 53,5 milhões de euros, 2,6% a menos em moeda local que no mesmo período de 2003. Isso, junto com a melhora do EBITDA neste último trimestre, permite que a geração de caixa livre (EBITDA-CapEx) esteja em níveis próximos às da de Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 29
Negócio de Telefonia Fixa 2003, apresentando uma evolução de apenas uma queda de 1,7% em moeda local em relação a 2003, frente à queda de 10,0% do primeiro semestre. TELEFÓNICA DEL PERÚ Em 1º de setembro passado, começou a aplicar-se o novo fator de produtividade do sistema de price cap (IPC-x) que regula as tarifas de telefonia local e longa distância de Telefónica del Perú. Este novo fator, estabelecido em 10,07% para as cestas C (cota de instalação) e D (cota de assinatura e chamadas locais), e de 7,8% para as tarifas de longa distância, estará vigente por um período de 3 anos. A planta de linhas equivalentes da Telefónica del Perú continua acelerando seu crescimento ano-aano (+14,1%, +0,7 p.p. acima do trimestre anterior) consequência do crescimento de 9,4% nas linhas tradicionais (afetado em grande medida pela comercialização dos novos planos tarifários desde março de 2003), assim como pelo crescimento nas conexões de banda larga (+144,7%) que, com um ganho líquido acumulado no período janeiro-setembro de 2004 de 76.201 conexões (+125,4% anoa-ano), alcançando um total de 166.890 usuários. As receitas operacionais totalizam 771,8 milhões de euros, com um crescimento ano-a-ano de 0,2% em moeda local, graças ao incremento de 60,8% das receitas de Internet (banda estreita + banda larga), que já representam 6,7% das receitas operacionais, e que compensou uma queda de 2,5% nas receitas de Negócio Tradicional. Estes últimos foram afetados (i) pelo impacto das migrações a novos planos que já representam 68,4% da planta tradicional (7,6 p.p. acima do trimestre anterior), (ii) pela aplicação desde maio das novas Condições de Uso que obrigam a devolver aos usuários os valores correspondentes à cota de assinatura durante o período de corte de linha, além da receita no conceito de assinatura dos pacotes e a receita dos serviços de valor adicionado associados (p.e.: memobox -contestador automático-) y (iii) pela entrada em vigor a partir de 1 de setembro do novo fator de produtividade de price cap. O negócio de Longa Distância segue afetado pela concorrência nos cartões pré-pago. Ao final de setembro, as participações de mercado de longa distância nacional e internacional eram de 70,1% e de 57,2%, respectivamente, apresentando ligeiras reduções em relação ao trimestre anterior (-2,1 p.p. e 0,3 p.p., respectivamente) devido à obrigatoriedade imposta pela OSIPTEL desde o mês de julho de publicar informação detalhada sobre os clientes da TdP para conhecimento da concorrência. A política de contenção de gastos implementada pela TdP, assim como os menores gastos de interconexão (-5,5%) pelo menor tráfego dirigido às rede celulares, traduz-se em um ligeiro aumento dos gastos operacionais de somente 0,1%, apesar da maior atividade e o aumento de 4,5% nos gastos com pessoal pelo maior quadro de empregado médio. Igual a trimestres anteriores, a TdP experimenta uma melhora no nível de inadimplência como conseqüência da maior planta de pré-pago, o índice para devedores duvidosos sobre receita situa-se em 2,6% frente aos 3,2% do mesmo período de 2003. O EBITDA da companhia manteve-se estável em moeda local em relação a setembro de 2003, situando em 339,7 milhões de euros. Igualmente, o CapEx manteve-se estável em moeda local em relação ao mesmo período do ano anterior, e assim o controle dos investimentos (46,4 milhões de euros) permite alcançar uma Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 30
Negócio de Telefonia Fixa geração de caixa livre (EBITDA-CapEx) de 293,3 milhões de euros, nos mesmos níveis que no mesmo período de 2003 em moeda local. Em 30 de setembro, o quadro de empregados da operadora de telefonia fixa totaliza 3.198 empregados com uma queda no ano-a-ano de 1,9% (incluindo o quadro das filiais, os empregados totais alcançam 5.084, com um aumento de 5,0%). Desta maneira, o índice de produtividade alcança 709 linhas por empregado, 16,4% a mais que em setembro de 2003. TELEFÓNICA EMPRESAS AMÉRICA As receitas operacionais alcançam 332,3 milhões de euros, o que representa um crescimento ano-aano de 13,8% em termos constantes, destacando quanto a seu crescimento e maior aportação de serviços de Valor Agregado, as receitas de Soluções que já representam 13,2% do total de receitas, com um crescimento de 45,5% em termos constantes, assim como as receitas de Hosting/ASP, com um crescimento de 55,1% em moeda constante. Continuando co a política de otimização da gestão de recursos, o EBITDA apresenta um crescimento de 92,2% (+98,9% em termos constantes), até 37,9 milhões de euros, com uma margem sobre receitas de 11,4% (+5,0 p.p. com relação ao mesmo período de 2003). Tudo isto unido a uma política de CapEx orientada para um crescimento (especialmente no Brasil, Chile e Argentina), para que Telefónica Empresas América alcance uma geração livre de caixa (EBITDA CapEx) positiva acumulada até setembro de 13,0 milhões de euros, que se compara com a cifra negativa alcançada no mesmo período de 2003. Telefónica Empresas Brasil continua aportando mais de um terço das receitas operacionais da Telefónica Empresas América, com um crescimento nas receitas de 14,9% em moeda local com relação ao exercício anterior. Enquanto que o EBITDA aumenta ano-a-ano 58,3% em moeda local, mantendo a melhora ano-a-ano de 5 p.p. na margem sobre receitas registrada no primeiro semestre. Argentina, Chile e Peru, cujo EBITDA conjunto alcança 31,1 milhões de euros, continuam registrando uma geração livre de caixa positiva (EBITDA-CapEx), que alcança 21,7 milhões de euros. Destaca-se o Chile, que cresce em moeda local 11,6% em receitas e 26,2% em EBITDA. Com relação ao resto dos países convêm destacar a Colômbia, que apresenta um EBITDA positivo de 1,9 milhões de euros e apresenta uma geração livre de caixa positiva. México e EE.UU., em conjunto aportam em torno de 13% de das vendas de Telefónica Empresas América, apresentam até setembro um elevado crescimento em receitas operacionais em moeda local (+102,7% e +15,2%, respectivamente). Ambas operações continuam melhorando a margem EBITDA sobre receitas com relação a 2003 (+18,9 p.p. e +6,1 p.p., respectivamente), ao ter registrado um EBITDA conjunto de 12,0 milhões de euros, frente a 13,6 milhões de euros do mesmo período de 2003. TELEFÓNICA INTERNATIONAL WHOLESALE SERVICES (TIWS) TIWS continua focada no aumento da rentabilidade. Nos primeiros nove meses de 2004 registrou um aumento em suas receitas operacionais de 17,2% até 114,2 milhões de euros, continuando com a tendência positiva dos trimestres anteriores, sendo as vendas do serviço IP internacional, com um crescimento de 31,5%, seu principal contribuinte. Por outro lado e apesar do elevado crescimento nas receitas se mantém a queda dos gastos operacionais (-10,8% com relação ao mesmo período de 2003), graças a uma queda nas provisões (-12,7%) e serviços exteriores (-16,9%). Como resultado, TIWS obtém uma margem de EBITDA sobre receitas de 29,3%, representando uma melhora de 22,4 Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 31
Negócio de Telefonia Fixa p.p. com relação ao mesmo período do exercício anterior. Continua assim a melhora da geração livre de caixa (EBITDA-CapEx) que já alcança os 22,9 milhões de euros. GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA DADOS OPERACIONAIS Dados não auditados (Mil) Setembro 2004 2003 % Var Telesp Linhas (1) 13.074,8 12.776,9 2,3 Linhas básicas (RTB) 11.282,3 11.191,9 0,8 RDSI acessos equivalentes 27,7 31,4 (11,8) Acessos 2/6 para central e Ibercom 1.049,2 1.130,0 (7,2) Conexão ADSL 715,6 423,5 69,0 Empregados (unidades) (2) 7.008 8.229 (14,8) Tráfego (milhões de minutos) (3) 61.357,6 63.612,0 (3,5) Telefónica de Argentina Linhas (1) * 4.465,6 4.222,6 5,8 Linhas básicas (RTB) 4.234,5 4.086,5 3,6 RDSI acessos equivalentes 6,2 6,3 (2,2) Acessos 2/6 para central e Ibercom 75,2 74,0 1,7 Conexão ADSL 149,7 55,9 167,9 Empregados (unidades) (2) 8.061 7.990 0,9 Tráfego (milhões de minutos) (3) 29.435,6 26.548,2 10,9 Telefónica CTC Chile Linhas (1) * 2.578,6 2.594,5 (0,6) Linhas básicas (RTB) 2.247,2 2.336,4 (3,8) RDSI acessos equivalentes 96,1 93,3 2,9 Acessos 2/6 para central e Ibercom 54,8 57,2 (4,1) Conexão ADSL 180,5 107,6 67,8 Empregados (unidades) (2) 3.213 3.236 (0,7) Tráfego (milhões de minutos) (3) 16.856,3 18.202,0 (7,4) Telefónica del Perú Linhas (1) 2.268,7 1.989,0 14,1 Linhas básicas (RTB) 2.068,3 1.886,0 9,7 RDSI acessos equivalentes 33,5 34,8 (4,0) Acessos 2/6 para central e Ibercom 0,0 0,0 n.d Conexão ADSL 166,9 68,2 144,7 Empregados (unidades) (2) 5.084 4.843 5,0 Tráfego (milhões de minutos) (3) 9.777,1 9.878,1 (1,0) GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA Linhas (1) 22.387,6 21.583,0 3,7 Linhas básicas (RTB) 19.832,3 19.500,7 1,7 RDSI acessos equivalentes 163,4 165,9 (1,5) Acessos 2/6 para central e Ibercom 1.179,2 1.261,2 (6,5) Conexão ADSL 1.212,7 655,2 85,1 Empregados (unidades) (4) 23.366 24.298 (3,8) Tráfego (milhões de minutos) (3) 117.426,6 118.240,2 (0,7) * Em 2003, as linhas foram afetadas por uma reclassificação interna em função do critério de equivalência desse mesmo ano, homogêneo com as demais operadoras. (1) Linhas RTB (incluindo TUP) (x 1) - Acessos básicos RDSI (x 2) - Acessos primários RDSI (x 30) - Acessos digitais 2/6 (x 30) - ADSL (x 1) e Cablemodem (no Peru). (2) Dotação efetiva da Operadora de Telefonia Fixa (OTF) e filiais que consolidam por integração global. (3) Inclui tráfego entrada e saída: Local, TUP's, LDN e LDI. Dados acumulados Janeiro-Setembro. (4) Dotação efetiva da Operadora de Telefonia Fixa (OTF) e filiais que consolidam por integração global. Não inclui empregados da Telefónica Empresas América e da TIWS, que em 30/9/04 totalizavam 2.402 e 249, respectivamente. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 32
Negócio de Telefonia Fixa GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA DADOS FINANCEIROS SELECIONADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var Telesp Receita Operacional (1) 2.734,3 2.482,9 10,1 EBITDA 1.237,7 1.210,0 2,3 Margem EBITDA 45,3% 48,7% (3,5 p.p.) Telefónica de Argentina Receita Operacional 602,4 601,9 0,1 EBITDA 361,6 359,1 0,7 Margem EBITDA (2) 60,0% 59,7% 0,4 p.p. Telefónica CTC Chile Receita Operacional 648,2 706,0 (8,2) EBITDA 296,2 306,2 (3,3) Margem EBITDA 45,7% 43,4% 2,3 p.p. Telefónica del Perú Receita Operacional 771,8 815,6 (5,4) EBITDA 339,7 359,4 (5,5) Margem EBITDA 44,0% 44,1% (0,1 p.p.) Telefónica Empresas América Receita Operacional 332,3 309,9 7,2 EBITDA 37,9 19,7 92,2 Margem EBITDA 11,4% 6,4% 5,0 p.p. TIWS Receita Operacional 114,2 97,5 17,2 EBITDA 33,5 6,6 406,4 Margem EBITDA 29,3% 6,8% 22,5 p.p. Nota: EBITDA antes de "taxas de administração". A Telefónica de Argentina inclui o negócio ISP da Advance e a Telefónica del Perú inclui CableMágico. (1) Líquido de taxas por terminação de chamadas de tráfego internacional, homogêneo com as demais operadoras da América Latina, critério aplicado de forma retroativa em 2003. (2) Líquido de interconexão fixo-móvel. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 33
Negócio de Telefonia Fixa GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 5.046,0 4.921,5 2,5 1.769,9 1.788,7 (1,1) Capitalização de despesas (1) 30,3 34,5 (12,2) 11,0 12,3 (10,4) Gastos operacionais (2.665,9) (2.583,8) 3,2 (917,1) (932,8) (1,7) Outras receitas (despesas) líquidas (118,7) (119,8) (1,0) (36,0) (39,6) (9,0) EBITDA 2.291,8 2.252,4 1,8 827,8 828,6 (0,1) Depreciação e Amortizações (1.250,9) (1.338,7) (6,6) (426,3) (461,4) (7,6) Resultado operacional 1.040,9 913,7 13,9 401,5 367,2 9,3 Resultados com equivalência patrimonial (0,6) 1,0 c.s. 0,1 (1,3) c.s. Resultados financeiros (240,1) (71,8) 234,2 (83,0) (200,9) (58,7) Amortização do ágio (65,0) (68,8) (5,5) (21,7) (22,3) (2,4) Resultados não operacionais 418,4 (84,8) c.s. 408,0 (37,9) c.s. Lucro antes de impostos 1.153,5 689,3 67,4 704,9 104,9 n.s. Impostos (195,0) (275,0) (29,1) (135,5) (27,5) n.s. Lucro antes de minoritários 958,5 414,3 131,4 569,4 77,3 n.s. Participação dos minoritários (312,9) (74,0) 322,7 (246,3) (25,3) n.s. Lucro líquido 645,6 340,3 89,7 323,1 52,1 n.s. Nota: A partir do primeiro trimestre de 2004, os resultados da Telefónica Data na América Latina e da TIWS estão incorporados no Grupo Telefónica Latinoamérica. Para efeitos de comparação, apresentam-se cifras pro-forma para 2003. (1) Inclui obras em andamento. GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA RESULTADOS CONSOLIDADOS - PROFORMA 2003 Dados não auditados (Milhões de euros) 2003 Jan - Mar Jan - Jun Jan - Set Jan - Dez Receita operacional 1.498,2 3.132,7 4.921,5 6.744,9 Capitalização de despesas (1) 10,3 22,2 34,5 47,4 Gastos operacionais (785,4) (1.650,9) (2.583,8) (3.548,5) Outras receitas (despesas) líquidas (39,7) (80,3) (119,8) (142,5) EBITDA 683,4 1.423,8 2.252,4 3.101,3 Depreciação e Amortizações (428,4) (877,3) (1.338,7) (1.805,7) Resultado operacional 255,1 546,5 913,7 1.295,6 Resultados com equivalência patrimonial 6,3 2,3 1,0 2,5 Resultados financeiros (13,5) 129,1 (71,8) (228,6) Amortização do ágio (23,4) (46,6) (68,8) (91,1) Resultados não operacionais (41,5) (47,0) (84,8) (128,1) Lucro antes de impostos 182,9 584,4 689,3 850,3 Impostos (92,5) (247,4) (275,0) (169,7) Lucro antes de minoritários 90,3 337,0 414,3 680,7 Participação dos minoritários (26,1) (48,8) (74,0) (122,1) Lucro líquido 64,3 288,2 340,3 558,5 (1) Inclui obras em andamento. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 34
Negócio de Telefonia Móvel O terceiro trimestre do ano 2004 foi marcado pelo forte esforço comercial realizado por todas as operadoras do Grupo em seus mercados de operações, em um ambiente onde a pressão competitiva por parte das demais operadoras manteve-se e, inclusive, intensificou-se em relação ao trimestre anterior. A alta atividade comercial traduziu-se na obtenção por parte das operadoras administradas pela Telefónica Móviles de uma adição líquida de quase 3 milhões de clientes no terceiro trimestre de 2004, 74% superior à obtida no terceiro trimestre de 2003 e 9,2% superior à do trimestre anterior 1. Deve-se destacar a favorável evolução da adição líquida no segmento de contrato, que no terceiro trimestre de 2004 aumentou 47% em relação ao trimestre anterior e, especialmente, na América Latina (onde foi triplicada vs. segundo trimestre 2004). Assim, desde princípios do ano, o Grupo aumentou sua base administrada em cerca de 7 milhões de clientes, alcançando ao final de setembro um total de 58,8 milhões de clientes (+23% em relação ao mesmo período de 2003). Do total, 37,5 milhões correspondem às operadoras latino-americanas e 18,7 milhões à Telefónica Móviles España. DISTRIBUÇÃO DE CLIENTES ADMINISTRADOS DE TELEFONÍA MÓVIL 9M 2004 9M 2003 50 40 40,0% 41,9% 38,6% 30 31,8% 20 10 0 7,6% 5,7% 4,4% 5,1% 3,5% 4,2% 3,3% 4,4% 2,9% 3,9% 1,3% 1,1% Espanha Brazil Argentina Chile México Perú Marrocos Outros Incluindo os clientes das operadoras latino-americanas da BellSouth 2, a base de clientes administrados pela Telefónica Móviles superaria os 71,9 milhões, dos quais 50,6 milhões corresponderiam à América Latina. Em relação aos aspectos mais relevantes dos resultados até setembro de 2004, deve-se assinalar: Crescimento no ano-a-ano de 12,8% da receita operacional, chegando a 8.236,4 milhões de euros. A incorporação da Telefónica Móvil Chile ao âmbito de consolidação do Grupo contribui 1 Nas cifras do segundo trimestre de 2004, exclui-se o impacto das 1,3 milhões de linhas inativas não consideradas para efeitos de base declarada da Telefónica Móviles España a partir de abril de 2004. 2 Incluindo 13,1 milhões de clientes das filiais da BellSouth, cuja aquisição foi acordada em março, ao final de agosto de 2004, mês que encerra o seu terceiro trimestre. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 35
Negócio de Telefonia Móvel 0,9 p.p. para o crescimento acumulado da receita, enquanto que a variação das taxas de câmbio subtrai 2,4 p.p. da taxa de crescimento da receita nos primeiros nove meses de 2004. Por componentes, a receita de serviço alcança 7.282 milhões de euros até setembro de 2004, com um avanço no ano-a-ano de 10,5% e de 10,2% no terceiro trimestre de 2004 em relação ao terceiro trimestre de 2003, observando-se uma melhora na taxa de crescimento em relação ao segundo trimestre de 2004. Por sua vez, as vendas de aparelhos (954 milhões de euros até setembro de 2004) registram um crescimento no ano-a-ano de 34%. Por companhias, a receita operacional da Telefónica Móviles España nos nove primeiros meses de 2004 totaliza 6.042,9 milhões de euros, com um avanço de 10,5% em relação ao mesmo período de 2003. As operadoras latino-americanas consolidadas contribuem com 2.195 milhões de euros à receita consolidada nos nove primeiros meses de 2004, com um crescimento em euros de 20,0%. Excluindo a incorporação da Telefónica Móviles Chile ao âmbito de consolidação do Grupo e assumindo taxas de câmbio constantes, esta receita teria mostrado um crescimento de 26,1% em relação aos nove primeiros meses de 2003. Impacto da maior atividade comercial e da forte intensidade competitiva no EBITDA consolidado, que mostra um crescimento de 4,7% em relação aos nove primeiros meses de 2003, alcançando 3.527,6 milhões de euros. A incorporação da Telefónica Móvil Chile ao âmbito de consolidação do Grupo contribui com 0,5 p.p. ao crescimento acumulado do EBITDA, enquanto que a variação das taxas de câmbio subtrai 0,3 p.p. da taxa de crescimento do EBITDA até setembro de 2004. A margem EBITDA no acumulado até setembro situou em 42,8%, praticamente estável em relação à registrada no primeiro semestre de 2004, apesar do aumento da atividade comercial e da maior agressividade comercial, por parte das operadoras na maioria dos mercados de operações, o que se traduziu em um pico dos custos comerciais unitários nos principais mercados. Na Espanha, o EBITDA da Telefónica Móviles España acumulado até setembro de 2004 alcança os 3.195,6 milhões de euros (+7,7% em relação aos nove primeiros meses de 2003), situando-se em termos de margem em 52,9%. EVOLUÇÃO DO MARGEM EBITDA - GRUPO TELEFÓNICA MÓVILES 9M 2004 9M 2003 60 52,9% 54,3% 40 20 34,4% 38,3% 8,2% 29,8% 23,9% 34,5% 36,2% 26,2% 12,8% 17,8% 0-20 -22,1% -13,2% -40 TEM España Brasilcel TCP Argentina TEM Chile TEM Perú TEM México TEM Guatemala eelsalvador Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 36
Negócio de Telefonia Móvel O EBITDA das filiais latino-americanas consolidadas, em euros, reduziu em 16,6% frente aos nove primeiros meses de 2003, impactado pelos esforços comerciais realizados para liderar o crescimento nos mercados onde o Grupo está presente. Não obstante, convém assinalar uma certa contenção na queda das margens EBITDA em relação a trimestres anteriores, apesar da maior atividade comercial, especialmente no México. Assumindo taxas de câmbio constantes e excluindo a contribuição da Telefónica Móvil Chile aos resultados consolidados, o EBITDA destas companhias diminuiria 17,5% em relação aos nove primeiros meses de 2003. O CapEx consolidado nos nove primeiros meses de 2004 totaliza 1.029 milhões de euros, com um aumento no ano-a-ano de 59%, explicado pelos maiores investimentos nos principais mercados (desenvolvimento da rede UMTS da TME, redes GSM na Argentina e no México e aumento de capacidade no Brasil) e o impacto da incorporação da Telefónica Móvil Chile. Por sua vez, o investimento comprometido totaliza 1.437 milhões de euros. No que se refere à evolução do negócio de telefonia móvel do Grupo Telefónica (incluindo a Telefónica Móvil Chile desde 1º de janeiro de 2004), a receita operacional alcançou 8.447,1 milhões de euros até setembro de 2004, o que significa um aumento de 12% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Por outro lado, o EBITDA gerado no período chegou a 3.577,8 milhões de euros, o que representa uma melhora no ano-a-ano de 3,7%. PREVISÕES PARA O CONJUNTO DO ANO 2004 NO ATUAL AMBIENTE DE OPERAÇÕES No mercado espanhol, caracterizado por uma crescente maturidade, desde princípios do ano observou-se uma importante mudança no ambiente competitivo, com uma forte pressão comercial por parte das demais operadoras, tanto na área de portabilidade como em preços, o que fez com que a Companhia aumentasse seus esforços em fidelização e promoções de tráfego e registrasse uma forte pressão nos preços para o segmento corporativo. Por outro lado, a realidade comercial observada nos primeiros nove meses do ano e durante o início do quarto trimestre demonstra um forte dinamismo nos principais mercados latino-americanos, impulsionado por uma crescente concorrência derivada da maior agressividade comercial por parte dos operadores existentes e da entrada, em alguns países ou regiões, de novos operadores e pela estabilidade do ambiente macroeconômico na região, o que se traduziu em significativos crescimentos no ano-a-ano no número de usuários totais. Estes crescimentos, que batem na maioria dos casos as expectativas mais otimistas, provocaram uma revisão para cima do potencial de crescimento destes mercados, tanto por parte da Companhia como de terceiros (órgãos reguladores, bancos de investimento...). Neste contexto, a Telefónica Móviles reitera que sua prioridade segue sendo a preservação de sua posição de liderança no mercado espanhol, mantendo um nível de excelência operacional que lhe permitirá seguir sendo uma referência na Europa, enquanto que ao mesmo tempo, procurará capturar as oportunidades geradas pelo forte crescimento que estão registrando os mercados latino-americanos. Tudo isso se reflete em maiores esforços comerciais, tanto em captação como em fidelização de clientes, impactando nos gastos comerciais e nas receitas operacionais (maiores promoções de tráfego e adoção de programa de pontos, contabilizadas como menores receitas), o que conduziu a uma revisão das estimativas da Companhia para o conjunto do ano 2004. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 37
Negócio de Telefonia Móvel RECEITA A Companhia estima que o crescimento da receita operacional consolidada para o conjunto do ano 2004 estará em torno de 12%-13% 3. Na Espanha, levando-se em conta os fatores já assinalados, junto ao menor crescimento da base ativa, o maior número de adições sem aparelhos e o impacto da redução de 12% dos preços de terminação das chamadas recentemente aprovada pelo regulador aplicável desde 1º de novembro a Companhia estima que o crescimento no ano-a-ano da receita, tanto operacional como de serviço, superará os 8% em 2004. EBITDA A Companhia estima que o crescimento ano-a-ano do EBITDA consolidado no conjunto do ano 2004 estará em torno de 3% 3. Na Espanha, apesar do aumento dos gastos comerciais frente ao ano 2003, a Telefónica Móviles España reitera seu objetivo de manter uma margem EBITDA superior a 50% para o conjunto do ano 2004, o que lhe permitirá seguir sendo uma referência na Europa. No Brasil, o maior crescimento do mercado total e a crescente agressividade comercial por parte dos concorrentes em relação às previsões iniciais da Companhia provocaram um aumento dos objetivos comerciais da Vivo para o final do ano. Neste cenário, a Companhia espera alcançar no conjunto do ano 2004, uma margem EBITDA, depois de management fee, de 30%-35%. Apesar da revisão para baixo das margens a curto prazo, a Companhia reitera seus objetivos de alcançar margens EBITDA superiores à 40% a médio prazo, uma vez que o ritmo de crescimento do mercado supere os níveis de máxima intensidade. Na Argentina, o maior crescimento econômico e o lançamento da rede GSM estão permitindo expandir de forma importante nossa base de clientes e fazem esperar uma forte atividade comercial nos próximos meses, o que logicamente deveria impactar significativamente nas margens para o conjunto do ano. Neste sentido, a Companhia prevê que a contribuição das operações na Argentina ao EBITDA do Grupo em 2004 não seja significativa. INVESTIMENTO Em relação ao investimento material e não-material consolidado 4 para o conjunto do ano 2004, a Companhia estima que se situará ligeiramente acima dos 1.500 milhões de euros, frente aos 1.600 milhões de euros contemplados inicialmente. Do total, em torno de 650 milhões de euros correspondem à Telefónica Móviles España. No México, a companhia prevê investir uma cifra ligeiramente superior aos 400 milhões de euros em 2004 para continuar expandindo sua rede GSM nacionalmente. No Brasil, o investimento correspondente a 50% da Vivo em 2004 será de aproximadamente 250 milhões de euros, impulsionado pelo forte crescimento da base de clientes. Na Argentina, o investimento previsto pela TCP Unifón para 2004 alcançará os 130 milhões de euros e estará dedicada ao desenvolvimento de sua nova rede GSM. 3 Assumindo taxas de câmbio constantes e excluindo mudanças no âmbito de consolidação em relação a dezembro de 2003. Portanto, exclui o impacto da consolidação da Telefónica Móvil Chile desde 1º de agosto de 2004 e dos ativos comprados da BellSouth na América Latina no quarto trimestre do ano. 4 Exclui o impacto da consolidação da Telefónica Móvil Chile desde 1º de agosto de 2004 e dos ativos comprados da BellSouth na América Latino no quarto trimestre do ano. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 38
Negócio de Telefonia Móvel ESPANHA Durante o terceiro trimestre do ano, mantiveram-se as condições de mercado observadas na primeira metade do ano, com uma crescente pressão comercial por parte dos concorrentes, focada principalmente em processos de portabilidade e em uma maior agressividade em preços no segmento corporativo. No atual ambiente de mercado, a estratégica comercial da Companhia continuou centralizada, principalmente, nos segmentos de alto valor e em determinados nichos de mercado com alto potencial de crescimento, sobre os quais foram apresentadas numerosas novidades comerciais durante o trimestre. A TME encerrou o mês de setembro com uma base de 18,7 milhões de clientes, após ter registrado durante o terceiro trimestre de 2004, uma adição líquida de 58 mil clientes, impulsionada pela incorporação no segmento contrato (residencial e corporativo) de quase 270.000 linhas, principalmente compensada pela perda de clientes no segmento pré-pago, na qual um componente importante se deriva dos processos de portabilidade. Assim, o peso do segmento contrato sobre a base total já chega a 47,5%, 8,2 p.p. superior ao do mesmo período do exercício anterior. Esta evolução é favorecida pelo contínuo fluxo de migrações do pré-pago para contrato, que mantém níveis trimestrais superiores aos 200.000 movimentos, alcançando no acumulado do ano, um volume total de aproximadamente 780.000 operações, muito similar ao registrado nos primeiros nove meses de 2003. Ao mesmo tempo e também dentro da estratégia de fidelização da Companhia, as trocas aproximam-se dos 2,7 milhões nos primeiros nove meses do exercício, o que mostra um bom ritmo na renovação de aparelhos através dos programas existentes. Assim, levando em conta todas as ações comerciais (adições, migrações e trocas de aparelhos), a atividade comercial da Companhia até setembro mostra um crescimento de 7% frente ao mesmo período de 2003. Por outro lado, nos últimos meses, a Companhia lançou diversas iniciativas direcionadas para o aumento do tráfego nas redes da Telefónica Móviles España, entre as quais se destaca a promoção específica de verão Mis Favoritos (com a qual qualquer cliente da Telefónica Móviles España podia, em troca do pagamento de uma assinatura de 3 euros, selecionar 2 números de telefones para falar e enviar SMS ou MMS por somente 0,01 euros/min.). Ao mesmo tempo, foi lançado o Número Internacional Activa para responder às necessidades de comunicação do crescente número de estrangeiros que residem na Espanha. Por último, foi lançada a tarifa Sub-26, com condições muito atrativas para os clientes com menos de 26 anos. Graças a estas iniciativas e ao aumento generalizado no uso do telefone móvel por parte dos clientes, o tráfego cursado pela Telefónica Móviles España no terceiro trimestre de 2004 cresceu 12% em relação ao terceiro trimestre de 2003 e 5% em relação ao segundo trimestre de 2004, alcançando um crescimento no acumulado do ano de 14%. Isto significa que o MOU até setembro de 2004 tenha se situado em 128 minutos (138 no terceiro trimestre de 2004). Em relação aos serviços de dados, continua o aumento de uso nos clientes da Companhia. Assim, mais de 2,8 milhões de clientes utilizaram a navegação através do GPRS no mês de setembro, mais de 800.000 clientes cursaram mensagens multimídia e meio milhão utilizou a tecnologia i-mode. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 39
Negócio de Telefonia Móvel No que se refere a novos serviços, temos que destacar que o serviço Ring-Back Tones, lançado sob o nome comercial Ya Voy no trimestre anterior de forma pioneira em nosso país, já contava ao final de setembro com quase 700.000 usuários, dos quais se requer um pagamento de uma mensalidade para a manutenção do serviço. Entre as novidades introduzidas recentemente no negócio de dados e conteúdos, cabe destacar o lançamento de uma Tarifa Única Européia de Dados para os tráfegos de Internet, Intranet e Wap via GPRS realizados dentro da zona definida como TUE (tarifa única européia), que compreende grande parte dos países da Europa Ocidental e que também oferece uma tarifa única de voz aos clientes da Telefónica Móviles España que estejam em Roaming. Desta forma, deve-se destacar o lançamento de outros serviços novos em nosso país, como o SMS Sorpresa e serviços multimídia de futebol (vídeos e fotos dos gols, acompanhamento ao vivo dos placares da rodada da liga espanhola...). No campo da televigilância e tele-controle, a Telefónica Móviles España lançou serviços pioneiros como a possibilidade de seguir em um aparelho as imagens on-line captadas por uma webcam. Igualmente, destaca-se a colaboração com a organização ONCE para o lançamento de um serviço de loteria, baseado nos aparelhos GPRS, que já se encontra em operação em todo o país e conta com mais de 6.000 dispositivos móveis de GPRS administrados através da rede da Telefónica Móviles España. Isto permitiu um importante aumento da receita de dados gerada pela Companhia, que nos nove primeiros meses de 2004 alcançou um total de 721 milhões de euros (+15% em relação ao acumulado até setembro de 2003). Em termos unitários, o ARPU de dados chega aos 4,2 euros até setembro de 2004. Tudo isso se traduz em uma positiva evolução do ARPU, que nos nove primeiros meses de 2004 chegou a 32,4 euros e a 35,0 euros no terceiro trimestre de 2004. Em relação aos resultados econômico-financeiros: A receita operacional no terceiro trimestre de 2004 totalizou 2.139 milhões de euros, com uma variação no ano-a-ano de 7,1%, alcançando no acumulado do exercício um aumento de 10,5% em relação aos nove primeiros meses de 2003. Por componentes, a receita de serviço totalizou 1.953 milhões de euros no terceiro trimestre de 2004, mostrando uma ligeira melhora na taxa de variação ano-a-ano frente ao trimestre anterior, alcançando 8,0% vs. 3T03 (+7,1% 2T04 vs. 2T03). Ao final de setembro de 2004, o volume total de receita de serviço foi de 5.433 milhões de euros, 9,3% superior ao registrado nos nove primeiros meses de 2003. Por sua vez, a receita de venda de aparelhos foi de 186 milhões de euros no terceiro trimestre de 2004, ligeiramente abaixo da cifra do ano anterior, mostrando um aumento no ano-a-ano de 23% no conjunto dos primeiros nove meses de 2004. Derivado da maior intensidade comercial que se está registrando no mercado e do maior esforço da Companhia em ações de captação e fidelização, o percentual de recursos de captação e fidelização sobre a receita operacional alcança 8,3% no terceiro trimestre de 2004 (+1,5 p.p. vs. 3T03) e 8,2% até setembro de 2004 (+1,3 p.p. em relação ao acumulado até setembro de 2003). Este maior esforço é devido, principalmente, pelo crescente peso das ações de portabilidade, de alto custo comercial, e pelo esforço realizado nas atividades de captação e fidelização nos meses de verão. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 40
Negócio de Telefonia Móvel O EBITDA no terceiro trimestre de 2004 alcança os 1.137 milhões de euros, com um aumento de 4,2% em relação ao terceiro trimestre de 2003, enquanto que em termos acumulados até setembro, o crescimento é de 7,7%, alcançando um total de 3.195,6 milhões de euros. Desta forma, a margem EBITDA sobre a receita operacional no terceiro trimestre de 2004 é de 53,2%, resultando em uma margem acumulada nos nove primeiros meses de 2004 de 52,9% (- 1,4 p.p. em relação a setembro de 2003), apesar do forte esforço comercial que está realizando a Companhia. Por mais um trimestre, convém recordar que desde 1º de março de 2004 deixaram de ativar a taxa pelo uso do espectro UMTS e os demais gastos pela ativação desta tecnologia. Adicionalmente, começou-se a amortizar o valor capitalizado até o momento com um impacto de 31 milhões de euros em amortizações. O CapEx acumulado até setembro de 2004 foi de 439 milhões de euros, impulsionado pelo desenvolvimento da rede UMTS, que explica aproximadamente um terço do investimento total no período. MARROCOS A Médi Telecom encerrou o mês de setembro com 2,572 milhões de clientes, com um crescimento no ano-a-ano de 37,9% e de 20% frente ao segundo trimestre de 2004. O terceiro trimestre de 2004 caracterizou-se pelo aumento na atividade comercial, resultado do lançamento de novos pacotes e das campanhas de verão. A adição líquida no trimestre foi de 424 mil clientes, 4 vezes superior à do segundo trimestre de 2004 e à do terceiro trimestre de 2003. Em relação aos resultados financeiros, manteve-se a evolução positiva na receita e no EBITDA, impulsionada pelo crescimento da base e do tráfego. Deste modo, o crescimento no ano-a-ano da receita operacional acumulada em euros em setembro foi de 23%, chegando a 248 milhões de euros (100 milhões de euros no terceiro trimestre de 2004), com um EBITDA de 103 milhões de euros, 51% superior ao dos nove primeiros meses de 2003 (38 milhões de euros no terceiro trimestre de 2004, mais uma vez acima ao do trimestre anterior). Por sua vez, a margem EBITDA foi afetada pela elevada atividade comercial do trimestre, situandose em 38% (41,5% no acumulado até setembro de 2004). Isso tudo, junto com a contenção no investimento, permite alcançar um cash-flow operacional acumulado até setembro de 66 milhões de euros, o dobro do valor total do ano 2003. AMÉRICA LATINA Brasil No Brasil, por mais um trimestre, inclusive apesar da sazonalidade típica do período após as fortes campanhas comerciais do Dia das Mães e dos Namorados no segundo trimestre de 2004, mantevese o forte ritmo de crescimento no número total de usuários de telefonia móvel. Continua, assim, o importante avanço na taxa de penetração da telefonia móvel no país, que se situa acima de 33% ao final de setembro frente aos 30% em junho (35% nas áreas de operações da Vivo). Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 41
Negócio de Telefonia Móvel Neste contexto de forte expansão do mercado, com uma crescente agressividade comercial por parte de todos os operadores, a Vivo manteve sua posição de líder em captação de clientes, alcançando uma base ao final de setembro de 2004 de 24,6 milhões de clientes, (+33,4% em relação a setembro de 2003 e +5% em relação a junho 2004). A adição líquida do trimestre foi acima de 1,1 milhões de clientes, impulsionada pela campanha do Dia dos Pais no mês de agosto (ainda que abaixo dos 1,6 milhões no segundo trimestre de 2004, devido à mencionada sazonalidade do terceiro trimestre e frente aos 0,95 milhões no terceiro trimestre de 2003). Assim, a participação de mercado estimada da Vivo é de 42% para o conjunto do país e de 53% em suas áreas de operações. Em relação à evolução do tráfego, o MOU total no terceiro trimestre de 2004 foi de 87 minutos. Por sua vez, o ARPU total do trimestre totalizou 32 reais. A evolução no ano-a-ano dos indicadores é explicada pelo significativo crescimento da base total de clientes, impulsionada pelo segmento pré-pago que representa 80% ao final de setembro de 2004, frente aos 74% no terceiro trimestre de 2003, pelo aumento das promoções de tráfego e pelo impacto no tráfego de entrada do bloqueio de chamadas para o móvel pelos operadores fixos. A comparação frente ao segundo trimestre de 2004 está marcada também pelo maior peso do prépago na base de clientes. Em relação aos resultados financeiros, a receita operacional acumulada até setembro mostra um aumento anual em moeda local de 21%, derivados do crescimento na receita de serviço e do crescimento da base de clientes. Excluindo a contribuição da TCO durante os primeiros 4 meses de 2004, o crescimento da receita operacional em moeda local teria sido de 11,5% em relação a setembro de 2003. Deve-se recordar o impacto do ambiente competitivo no crescimento da receita, com um maior volume de promoções de tráfego no ano 2004, assim como o impacto da migração ao SMP a partir de julho de 2003. Por outro lado, o crescimento em moeda local do EBITDA acumulado chega a 8,7% em relação a setembro de 2003. Excluindo a contribuição da TCO durante os primeiros 4 meses de 2004, a variação teria sido de 1,6% em moeda local, como resultado do forte aumento na atividade comercial frente ao mesmo período de 2003 e a maior intensidade competitiva. Como conseqüência, a margem EBITDA, após o management fee, alcança os 31,9% no terceiro trimestre de 2004 e 34,4% até setembro de 2004. A prática estabilidade da margem no terceiro trimestre de 2004 em relação ao trimestre anterior, apesar da maior adição líquida, é explicada pelo aumento dos custos de captação unitários pela maior agressividade da concorrência. Excluindo o impacto dos maiores gastos comerciais, a evolução da margem ajustada 5 (60,7% em setembro de 2004 vs. 57,6% em setembro de 2003) reflete a melhora da eficiência operacional e as economias de escala derivadas da integração das diversas operadoras sob o guarda-chuva único da Vivo. Por último, o CapEx acumulado até setembro totaliza 169 milhões de euros, impulsionado pelo aumento de capacidade das redes das operadoras, necessário pelo crescimento da base de clientes e pelo maior desenvolvimento das redes 1XRTT da Vivo. 5 Margem EBITDA, excluindo gastos comerciais e de publicidade, sobre receita de serviço. Para efeitos comparativos, a cifra dos nove primeiros meses de 2003 inclui a TCO desde 1º de janeiro. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 42
Negócio de Telefonia Móvel México Graças aos esforços realizados para melhorar a capilaridade e a eficiência do canal de distribuição e para expandir a cobertura da rede GSM, durante o terceiro trimestre de 2004, a Telefónica Móviles México (TMM) continuou avançando na captação de clientes no mercado, alcançando uma adição líquida no terceiro trimestre de 2004 de 415 mil clientes, com um forte aumento em relação ao segundo trimestre de 2004 (+35%) e um volume que representa mais que o dobro do registrado no terceiro trimestre de 2003. Assim, a TMM alcança uma base ao final de setembro de cerca de 4,5 milhões de clientes, acelerando o ritmo de crescimento da base frente aos trimestres anteriores (+8% no 2T04 vs. 1T04 e +10% no 3T04 vs. 2T04). Cabe destacar os bons resultados no segmento contrato, na qual se observa uma clara mudança de tendência, sendo este o primeiro trimestre com adição líquida positiva (20% de avanço na base frente ao segundo trimestre de 2004), derivado da boa aceitação da nova oferta para o segmento residencial e da oferta para empresas. Em relação ao tráfego, o MOU do terceiro trimestre de 2004 foi de 60 minutos (-2,2% vs. o segundo trimestre de 2004), enquanto que o ARPU chegou a 172 pesos mexicanos (estável frente ao segundo trimestre de 2004). Em relação aos resultados financeiros, cabe destacar a positiva evolução da receita operacional em moeda local no terceiro trimestre de 2004 em relação ao trimestre anterior (+5,6%), derivada do crescimento da receita de serviço, com avanço de 8,4% vs. 2T04, impulsionados pelo crescimento da base de clientes. Por outro lado e apesar do aumento na atividade comercial em relação ao segundo trimestre de 2004, as perdas de EBITDA foram de 22 milhões de euros no terceiro trimestre de 2004, com uma redução de 30% em relação ao trimestre anterior, graças às políticas de controle de custos seguidas pela operadora. Assim, as perdas de EBITDA acumuladas nos nove primeiros meses de 2004 totalizam 101 milhões de euros. Em relação ao CapEx, a cifra acumulada nos primeiros nove meses de 2004 totaliza 287 milhões de euros. A rede GSM da TMM já alcança 189 cidades, cobrindo ao final do trimestre um nível de população que significa 74% do PIB do país. Por outro lado, a princípios de outubro, a TMM entregou à COFETEL a solicitação de autorização para participar na licitação das novas freqüências PCS. Argentina Durante o terceiro trimestre de 2004, o mercado de telefonia móvel na Argentina seguiu mostrando um forte dinamismo, impulsionado pela maior atividade comercial por parte de todos os operadores e o desenvolvimento de redes GSM. Assim, ao final do terceiro trimestre de 2004, a telefonia móvel no mercado argentino alcançava uma taxa de penetração estimada de 29%, frente aos 25% em junho de 2004 e aos 19% do terceiro trimestre de 2003. Em linha com a estratégia da Companhia para melhorar seu posicionamento competitivo no país, e como conseqüência do aumento dos pontos de venda, as campanhas de marketing orientadas para captar o crescimento do mercado e o desenvolvimento do GSM em novas cidades, a Unifón Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 43
Negócio de Telefonia Móvel registrou uma adição líquida de 417 mil clientes no terceiro trimestre de 2004, duplicando a obtida no segundo trimestre de 2004 e cinco vezes superior à do terceiro trimestre de 2003. Assim, ao final de setembro, a base de clientes da Unifón era de 2,6 milhões de clientes, com um crescimento no ano-a-ano de 54,3% e de 19% frente ao segundo trimestre de 2004. O crescimento foi fortemente impulsionado pela base de clientes GSM, que ao final do terceiro trimestre de 2004, representava 17% da base total. Desta forma, cabe destacar o avanço no segmento contrato, que em setembro representava mais de 36% da base total (31% no terceiro trimestre de 2003). Continuando com a tendência dos trimestres anteriores e apoiados pelas campanhas de incentivo à utilização de serviços de voz e dados, os índices de consumo unitário evoluíram favoravelmente, apesar da notável expansão da base de clientes. Assim, o MOU aumentou 28% frente ao terceiro trimestre de 2003, derivado da melhora no tráfego tanto de saída como de entrada. Isto permitiu que o ARPU do terceiro trimestre de 2004 crescesse 19% frente ao terceiro trimestre de 2003 e 8% frente ao segundo trimestre de 2004, situando em 45 pesos argentinos. Em relação aos resultados financeiros, a receita operacional dos nove primeiros meses de 2004 cresceu 54,3% em pesos argentinos em relação ao mesmo período do exercício anterior, graças ao crescimento da base de clientes e do tráfego e ao aumento nas vendas de aparelhos. Por outro lado, a forte aceleração da atividade comercial com o objetivo de captar uma parte importante do crescimento do mercado argentino, a pressão competitiva e os custos associados ao GSM traduziram-se em um EBITDA negativo no terceiro trimestre de 2004 e na obtenção de um EBITDA em moeda local nos nove primeiros meses de 2004 58% inferior ao dos nove primeiros meses de 2003. Assim, a margem EBITDA acumulada até setembro de 2004 foi de 8,2% (29,8% até setembro de 2003). Quanto ao CapEx no terceiro trimestre de 2004, continuou-se ampliando a cobertura da rede GSM, que já alcança um nível da população que significa 80% do PIB do país. O investimento acumulado até setembro totaliza 71 milhões de euros. Peru Durante o terceiro trimestre de 2004, a Telefónica Móviles Perú continuou liderando o forte crescimento do mercado de telefonia móvel peruano, obtendo uma adição líquida de 171 mil clientes, 6% superior à do segundo trimestre de 2004 e 2,7 vezes à obtida no terceiro trimestre de 2003. Assim, manteve-se o forte ritmo de atividade comercial no trimestre, com uma aceleração no crescimento da base tanto no segmento contrato (+15% vs. 3T03) como em pré-pago (+52% vs. 3T03). Deste modo, a base de clientes da Telefónica Móviles Perú ao final de setembro chegou a 1,97 milhões de clientes, com um crescimento no ano-a-ano de 43,8%. Em relação aos resultados financeiros, a receita operacional nos nove primeiros meses de 2004 cresceu 6,5% em moeda local em relação ao mesmo período do exercício anterior, apoiada pela expansão da base de clientes e ao aumento do tráfego de saída e on-net, que são parcialmente compensados pelas menores receitas de interconexão derivadas do menor tráfego de entrada procedente de redes fixas e a redução das tarifas fixo-móvel. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 44
Negócio de Telefonia Móvel Por outro lado, cabe ressaltar que, apesar do aumento na atividade comercial no terceiro trimestre de 2004, a margem EBITDA do trimestre é superior à margem obtida em trimestres anteriores, graças às políticas de controle de custos, situando em 26,7%. No acumulado, como conseqüência da intensa atividade comercial realizada no ano, houve aumento dos gastos operacionais, o que provoca uma redução do EBITDA de 22,9% em moeda local em relação ao acumulado até setembro de 2003, refletindo em uma margem EBITDA até setembro de 2004 de 26,2% frente aos 36,2% até setembro de 2003. Chile Em 23 de julho de 2003, foi materializada a aquisição de 100% da Telefónica Móvil Chile, companhia que a Telefónica Móviles já administrava. Em um ambiente de forte crescimento do mercado chileno, a Companhia continua liderando a captação de clientes no terceiro trimestre de 2004, obtendo uma adição líquida de 263 mil clientes frente aos 86 mil no terceiro trimestre de 2003 e os 238 mil no segundo trimestre de 2004. Assim, o número de clientes totais alcança os 3 milhões ao final de setembro. Uma vez mais, cabe destacar o sólido avanço dos clientes GSM, que representam 39% da base total, com cerca de 1,2 milhões de clientes. Quanto aos resultados financeiros em moeda local, o aumento da base de clientes e o maior tráfego de saída impulsionam o crescimento da receita frente aos nove primeiros meses de 2003, mais que compensando as menores receitas de interconexão pela redução das tarifas de interconexão móvel. Por outro lado, a evolução do EBITDA é determinada pela forte atividade comercial frente ao ano anterior. Em relação à contribuição da Telefónica Móvil Chile aos resultados do Grupo em 2004, que inclui os meses de agosto e setembro, em receita operacional totaliza 63 milhões de euros, situando o EBITDA em 15,7 milhões de euros, com uma margem EBITDA de 24,8%. Guatemala e El Salvador Ao final de setembro de 2004, a base de cliente conjunta das operadoras do Grupo na Guatemala e em El Salvador chegava a 632 mil linhas (298 mil na Guatemala e 335 mil em El Salvador), com um crescimento no ano-a-ano de 70,5%. No terceiro trimestre de 2004, continua a aceleração na captação de clientes em ambos países, com uma adição líquida conjunta de 101 mil clientes no trimestre (71 mil no segundo trimestre de 2004 e 12 mil no terceiro trimestre de 2003), impulsionada pelo segmento pré-pago. A receita operacional conjunta acumulada até setembro de 2004 cresceu 19,6% em euros constantes, conseqüência da maior base de clientes. A maior atividade comercial impacta na margem EBITDA, resultando em uma queda do EBITDA acumulado até setembro de 13,9% em euros constantes. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 45
Negócio de Telefonia Móvel NEGÓCIO DE TELEFONIA CELULAR DADOS OPERACIONAIS: CLIENTES CELULARES Dados não auditados (Mil) Setembro 2004 % Var 04/03 T Móviles España (1) 18.697 n.c. Contrato 8.872 n.c. Pré-pago 9.824 n.c. Brasilcel 24.645 33,4% Contrato 4.989 5,5% Pré-pago 19.657 43,0% TCP Argentina 2.606 54,3% Contrato 945 82,0% Pré-pago 1.661 42,0% T Móviles Perú 1.966 43,8% Contrato 339 14,5% Pré-pago 1.627 51,9% TEM El Salvador 335 43,3% Contrato 76 27,8% Pré-pago 258 48,7% TEM Guatemala 298 116,6% Contrato 53 20,4% Pré-pago 245 161,5% NewCom Wireless Puerto Rico (2) 158 (10,4%) Contrato 113 8,0% Pré-pago 44 (37,6%) Telefónica Móviles México 4.495 64,7% Contrato 260 (3,7%) Pré-pago 4.235 72,2% Medi Telecom 2.572 37,9% Contrato 127 (6,0%) Pré-pago 2.445 41,3% Telefónica Móvil Chile (3) 3.002 47,8% Contrato 460 3,3% Pré-pago 2.542 60,3% Total Gestionados 58.773 22,9% Nota: O Negócio de Telefonia Móvel inclui Telefónica Móvil Chile. (1) Base de clientes líquida de 1,3 milhões de cartões SIM inativos não considerados para efeitos de base de clientes declarada e para calcular métricas do negócio a partir de 1 de abril de 2004, em função da decisão tomada pela Companhia ao final do 1S04. (2) Administrada pela TEM até outubro. (3) TM Chile foi incorporado ao âmbito de consolidação do Grupo Telefónica Móviles em agosto de 2004. Em 2003, a Telefónica Móviles só administrava a companhia. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 46
Negócio de Telefonia Móvel NEGÓCIO TELEFONIA CELULAR DADOS FINANCEIROS SELECIONADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var Telefónica Móviles España Receita Operacional 6.042,9 5.467,2 10,5 EBITDA 3.195,6 2.966,9 7,7 Margem EBITDA 52,9% 54,3% (1,4 p.p.) Companhias Brasileiras (1) Receita Operacional 1.118,5 973,3 14,9 EBITDA 385,2 373,2 3,2 Margem EBITDA (1) 34,4% 38,3% (3,9 p.p.) Telefónica Móviles México Receita Operacional 456,8 380,8 20,0 EBITDA (101,0) (50,4) 100,2 Margem EBITDA (22,1%) (13,2%) (8,9 p.p.) TCP Argentina Receita Operacional 239,6 169,7 41,2 EBITDA 19,6 50,6 (61,3) Margem EBITDA 8,2% 29,8% (21,7 p.p.) Telefónica Móviles Perú Receita Operacional 183,9 182,7 0,6 EBITDA 48,2 66,1 (27,2) Margem EBITDA 26,2% 36,2% (10,0 p.p.) Telefónica Móviles Guatemala e El Salvador Receita Operacional 132,7 123,1 7,8 EBITDA 17,0 21,9 (22,4) Margem EBITDA 12,8% 17,8% (5,0 p.p.) Telefónica Móvil Chile Receita Operacional 276,1 239,3 15,4 EBITDA 65,9 82,6 (20,2) Margem EBITDA 23,9% 34,5% (10,7 p.p.) Nota: O Negócio da Telefónica Móviles inclui a Telefónica Móvil Chile. (1) A comparação anual está afetada pela incorporação da TCO desde maio de 2003. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 47
Negócio de Telefonia Móvel GRUPO TELEFÓNICA MÓVILES RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 8.236,4 7.303,8 12,8 2.948,5 2.667,9 10,5 Gastos operacionais (4.740,0) (3.953,5) 19,9 (1.692,0) (1.427,9) 18,5 Outras receitas (despesas) líquidas 31,2 18,4 69,8 0,3 1,7 n.s. EBITDA 3.527,6 3.368,7 4,7 1.256,8 1.241,7 1,2 Depreciação e Amortizações (1.103,4) (1.072,2) 2,9 (385,2) (347,4) 10,9 Resultado operacional 2.424,1 2.296,5 5,6 871,6 894,2 (2,5) Resultados com equivalência patrimonial (30,1) (56,8) (47,0) (9,1) (9,1) (0,3) Resultados financeiros (235,0) (259,0) (9,3) (82,6) (101,9) (19,0) Amortização do ágio (59,7) (74,3) (19,6) (21,1) (27,8) (24,0) Resultados não operacionais (23,0) 5,8 n.s. (8,4) (0,2) n.s. Lucro antes de impostos 2.076,4 1.912,3 8,6 750,4 755,3 (0,6) Impostos (721,2) (666,7) 8,2 (283,0) (277,8) 1,9 Lucro antes de minoritários 1.355,2 1.245,6 8,8 467,4 477,5 (2,1) Participação dos minoritários 1,3 12,0 (89,2) (0,1) 1,2 c.s. Lucro líquido 1.356,5 1.257,6 7,9 467,4 478,7 (2,4) NEGÓCIO DE TELEFONIA CELULAR RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 8.447,1 7.539,4 12,0 2.988,9 2.756,7 8,4 Capitalização de despesas (1) 53,6 55,8 (3,9) 16,9 15,5 9,5 Gastos operacionais (4.881,6) (4.095,7) 19,2 (1.713,5) (1.484,5) 15,4 Outras receitas (despesas) líquidas (41,3) (48,3) (14,5) (23,7) (11,3) 109,7 EBITDA 3.577,8 3.451,3 3,7 1.268,6 1.276,3 (0,6) Depreciação e Amortizações (1.161,5) (1.135,9) 2,3 (397,4) (371,6) 6,9 Resultado operacional 2.416,3 2.315,4 4,4 871,3 904,7 (3,7) Resultados com equivalência patrimonial (31,5) (56,8) (44,6) (9,3) (9,1) 2,6 Resultados financeiros (249,4) (286,0) (12,8) (83,8) (111,8) (25,1) Amortização do ágio (67,5) (84,4) (20,0) (22,6) (31,5) (28,4) Resultados não operacionais (22,7) 5,5 c.s. (8,6) (0,5) n.s. Lucro antes de impostos 2.045,2 1.893,6 8,0 747,0 751,8 (0,6) Impostos (717,1) (666,7) 7,6 (282,3) (281,5) 0,3 Lucro antes de minoritários 1.328,2 1.227,0 8,2 464,7 470,3 (1,2) Participação dos minoritários 15,7 22,5 (30,1) 1,4 5,2 (74,0) Lucro líquido 1.343,9 1.249,4 7,6 466,1 475,5 (2,0) Nota: O Negócio da Telefónica Móviles inclui Telefónica Móvil Chile. (1) Inclui obras em andamento. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 48
Outros Negócios NEGÓCIO DE LISTAS TELEFÔNICAS Durante os nove primeiros meses do ano 2004, a receita operacional do Grupo TPI cresceu 5,9% em relação ao mesmo período de 2003, para 445,3 milhões de euros, apesar da negativa evolução das moedas latino-americanas frente ao euro. O EBITDA acumulado foi de 161,2 milhões de euros, 16,7% superior ao obtido no mesmo período de 2003 e o resultado líquido cresceu 29,6%, para 92,1 milhões de euros. Estes resultados são explicados por: A boa evolução das receitas publicitárias da Espanha, que melhoraram 3,8% em relação ao mesmo período de 2003, chegando a 290,5 milhões de euros. As receitas da Publiguías, nossa filial no Chile, que caíram 1,6% em moeda local, como conseqüência da não publicação do apêndice, o anexo do guia residencial das Páginas Brancas de Santiago do Chile, de publicação bi-anual. Entretanto, as receitas publicitárias mostraram uma evolução positiva ao crescer 4,5% em moeda local. O EBITDA melhorou 9,5% também em moeda local, com um aumento da margem de 4,6 p.p., chegando a 44,7%. A TPI Brasil experimentou uma queda nas receitas e no EBITDA de 17,1% e de 14,4%, respectivamente, em moeda local, devido à contabilização de maiores provisões por insolvências e apesar do bom comportamento dos guias publicados no terceiro trimestre, que experimentaram um crescimento de 4,5% na receita lista comparada a lista. O crescimento da receita total da TPI Perú, que em moeda local melhorou 7,1%. O EBITDA cresceu, por sua vez, 51,5%, também em moeda local, devido a eficiências em custos. É importante recordar novamente que o caráter sazonal das receitas, devido ao critério de contabilização das mesmas após a efetiva publicação de cada guia, faz com que os resultados trimestrais não sejam comparáveis e homogêneos entre si, nem extrapoláveis ao final do ano. Por outro lado, a positiva evolução da companhia permite afirmar que as previsões anunciadas no primeiro trimestre, a taxas de câmbio constantes de 2003, de crescimento de receita (3%-5%) e de EBITDA (9%-11%) para o exercício 2004, serão ultrapassadas. A TPI España, que inclui as receitas da TPI Edita (antiga Goodman Business Press), contribui com 77,6% da receita do Grupo, sendo a sua contribuição para o EBITDA consolidado de 130,8 milhões de euros (81,1% do EBITDA total). A receita cresceu 9,4%, para 346,1 milhões de euros, devido principalmente a três fatores: O crescimento orgânico, lista comparada a lista, de 2,0% e de 5,2% experimentado pelos 81 guias das Páginas Amarelas (vs. 77 guias no 3T03) e pelos 45 guias das Páginas Brancas (vs. 46 guias no 3T03), respectivamente publicados. O crescimento de 13,4% experimentado pelo negócio Internet, para 21,6 milhões de euros. O aumento experimentado pelo negócio de tráfego telefônico associado aos serviços de informação telefônica (11888), cuja receita se multiplicou por mais de 2,4 vezes em relação ao mesmo período do ano 2003, para 33,6 milhões de euros. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 49
Outros Negócios A América Latina contribuiu com 22,6% restantes da receita e com 18,9% do EBITDA do Grupo (EBITDA positivo de 30,5 milhões de euros, 17,9% a mais que nos nove primeiros meses de 2003). A TPI Chile foi a filial que mais contribuiu tanto em receita (56,8 milhões de euros, 56,3% da receita) como em EBITDA (25,4 milhões de euros, 83,3% do EBITDA) da América Latina. Por sua vez, o negócio de listas telefônicas do Grupo Telefónica, que inclui a companhia Argentina Telinver, registrou um crescimento da receita de 6,2% em relação aos nove primeiros meses do ano 2003, para 452,3 milhões de euros. O EBITDA totalizou 162,1 milhões de euros, com um crescimento de 17,1% no ano-a-ano. GRUPO TPI - PÁGINAS AMARILLAS DADOS OPERACIONAIS DE ESPANHA Dados não auditados Janeiro - Setembro 2004 2003 % Var Publicações Páginas Amarelas* 81 77 Páginas Brancas 45 46 (Milhões de euros) Receitas (1) 343,9 314,3 9,4 Publicitárias 290,5 279,8 3,8 Editorial 263,6 257,2 2,5 Páginas Amarelas 210,2 207,4 1,3 Páginas Brancas 50,6 48,9 3,5 Guia da Construção 2,0 0,0 n.s. Europages 0,9 0,9 1,7 Internet 21,6 19,0 13,4 Faladas 3,2 2,8 14,7 Outros 2,2 0,9 152,9 Tráfego Telefônico 33,6 13,9 140,7 Operadora 18,6 18,8 (0,9) Outros 1,2 1,8 (36,4) * Inclui separação residencial/empresas e guias de bolso. (1) A TPI España inclui os resultados das sociedades Telefónica Publicidad e Información S.A. e 11888 Servicio de Consulta Telefónica S.A.U. Não inclui TPI Edita (antiga Goodman Business Press). Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 50
Outros Negócios GRUPO TPI - PÁGINAS AMARILLAS RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 445,3 420,4 5,9 229,5 228,9 0,3 Gastos operacionais (284,1) (282,3) 0,6 (127,6) (133,3) (4,3) EBITDA 161,2 138,1 16,7 101,9 95,6 6,6 Depreciação e Amortizações (16,0) (19,0) (15,8) (5,5) (6,6) (15,9) Resultado operacional 145,2 119,1 21,9 96,4 89,0 8,3 Resultados com equivalência patrimonial (0,5) (1,0) (50,0) (0,1) (0,3) (50,3) Resultados financeiros (1,5) (2,7) (44,9) 0,4 (1,0) c.s. Amortização do ágio (5,3) (2,3) 138,6 (3,1) (0,8) n.s. Reversão de diferenças negativas de consolidação 0,0 0,6 n.s. 0,0 0,0 n.s. Resultados não operacionais (0,4) (1,1) (64,1) (0,1) (1,0) (87,5) Lucro antes de impostos 137,5 112,5 22,2 93,3 85,9 8,6 Impostos (45,9) (38,0) 20,9 (28,9) (26,4) 9,5 Lucro antes de minoritários 91,6 74,6 22,8 64,4 59,5 8,2 Participação dos minoritários 0,5 (3,5) c.s. 0,0 (9,1) c.s. Lucro líquido 92,1 71,1 29,6 64,4 50,4 27,6 NEGÓCIO DE LISTAS TELEFÔNICAS RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 452,3 425,8 6,2 232,1 230,1 0,9 Capitalização de despesas (1) 0,0 0,0 n.s. 0,0 0,0 n.s. Gastos operacionais (267,5) (264,5) 1,1 (118,7) (122,6) (3,2) Outras receitas (despesas) líquidas (22,8) (22,8) (0,3) (11,3) (11,9) (5,2) EBITDA 162,1 138,4 17,1 102,1 95,6 6,8 Depreciação e Amortizações (16,6) (19,7) (15,5) (5,8) (6,8) (14,7) Resultado operacional 145,4 118,8 22,5 96,3 88,8 8,5 Resultados com equivalência patrimonial (0,5) (1,0) (50,0) (0,1) (0,3) (50,3) Resultados financeiros (3,8) (6,0) (35,6) (0,5) (1,7) (68,7) Amortização do ágio (5,3) (1,7) 207,2 (3,1) (0,8) n.s. Resultados não operacionais (1,1) (1,9) (43,4) (0,6) (1,5) (57,2) Lucro antes de impostos 134,8 108,3 24,5 91,9 84,6 8,6 Impostos (45,9) (38,0) 20,9 (28,9) (26,4) 9,5 Lucro antes de minoritários 88,9 70,3 26,5 63,0 58,2 8,3 Participação dos minoritários 0,6 (3,5) c.s. 0,0 (9,0) c.s. Lucro líquido 89,5 66,8 34,0 63,0 49,1 28,2 Nota: o negócio de listas telefônicas inclui Telinver (Argentina). (1) Inclui obras em andamento. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 51
Outros Negócios GRUPO TERRA NETWORKS A receita operacional do Grupo Terra Networks nos nove primeiros meses de 2004 totalizou 406,3 milhões de euros, o que implica um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2003. Excluindo o impacto negativo das variações nas taxas de câmbio, a receita total do Grupo teria crescido 8,8%. Cabe destacar que nestes primeiros nove meses do exercício, a receita aumentou em quase todas as linhas de negócios, apoiada pelo crescimento nas bases de clientes em cada país. A Aliança Estratégica com a Telefónica continuou progredindo no terceiro trimestre, alcançando uma receita de 89,5 milhões de euros até setembro frente aos 65,8 milhões de euros no mesmo período do exercício anterior. Em relação às receitas por linha de negócio, a distribuição é a seguinte: 43,3% correspondem a Receitas de Acesso (+9,3% ano-a-ano); 23,6% correspondem a Receitas de Publicidade e Comércio Eletrônico (-3,4% ano-a-ano); 22,8% correspondem a Receitas por Serviços de Comunicação, Portal e Conteúdos (+4,5% ano-a-ano); e 10,3% restantes correspondem a Serviços Corporativos, Pymes e outros (+1,5% ano-a-ano). Quanto à distribuição geográfica das receitas, a Espanha segue sendo o país que mais contribui, com 42,6% (35,8% no mesmo período de 2003), seguido do Brasil, com 25,9% (27,1% no mesmo período de 2003) e os Estados Unidos, incluindo a One Travel, com 19,6% (24,0% no mesmo período de 2003). Os 11,9% restantes estão distribuídos em sua maioria entre o México (5,6%) e o Chile (4,7%). A receita da Espanha atingiu 173,5 milhões de euros, com um crescimento no ano-a-ano de 24,0%. O aumento na Terra España foi produzido principalmente pelo crescimento dos serviços de acesso (+15,1%) e dos assinantes de serviços de comunicação, portal e conteúdos (+44,9%). Em 30 de setembro, a Terra España contava com 350.132 clientes pagos, dos quais 159.369 são de banda estreita e 190.763 de ADSL. Ao mesmo tempo conta com 1,9 milhões de assinantes de serviços pagos de OBP. No terceiro trimestre, cabe mencionar entre os novos serviços e produtos lançados, a ferramenta Suporte Técnico, que permite aos clientes de ADSL realizar um diagnóstico do computador, da conexão à Internet e do correio eletrônico e, por outro lado, o compromisso anunciado pela companhia de começar a duplicar a velocidade do ADSL de todos os clientes a partir de 29 de setembro. O Brasil registrou uma receita de 105,4 milhões de euros, em linha com a obtida no mesmo período do ano anterior (+4,7% em moeda local). A Terra Brasil contra com mais de 1,2 milhões de assinantes de acesso pago, dos quais 645.722 são clientes de Banda Larga. A companhia continua mantendo sua liderança no Brasil quanto aos assinantes de acesso pago à Internet. Por outro lado, importantes firmas como a VISA, a Johnson & Johnson, a Nike, a Dell, o Banco Itaú e as Americanas encontram-se entre os principais anunciantes da carteira de clientes da Terra Brasil. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 52
Outros Negócios O EBITDA consolidado correspondente aos primeiros nove meses de 2004 totalizou 4,3 milhões de euros positivos, frente aos 47,1 milhões de euros negativos alcançados no mesmo período de 2003. A margem EBITDA situou-se em 1,1% (vs. 12,1% alcançado no mesmo período de 2003). Esta melhora é conseqüência de economias obtidas em quase todas as rubricas de gastos operacionais. A Aliança com a Telefónica registra uma porcentagem de cobertura sobre o valor anual comprometido (78,5 milhões de euros) de 68,2%. A base de clientes alcançou, em 30 de setembro de 2004, um total de 6,1 milhões de assinantes pagos, 32,8% a mais que em setembro de 2003. Os clientes de acesso pago elevaram-se para 1,8 milhões, destacando-se entre eles, os assinantes de acesso de banda larga, cujo número supera os 965.000 (+77,7% ano-a-ano). TOTAL ASSINANTES A PAGAMENTO (Dados em mil) OBP (CSP/Portal) Acesso Banda Larga Banda Estreita 7.000 6.000 6.110 5.000 4.000 3.000 4.260 4.602 3.024 2.000 1.000 0 965 1.850 543 884 1.035 Set 2004 Set 2003 1.578 Os 69,7% dos clientes pagos correspondem a clientes de produtos OBP, tanto de comunicação como de portal (CSPs ou OBPs), aumentando em 40,9% nos últimos doze meses, devido em grande parte à Aliança assinada com a Telefónica. Em 30 de setembro, a posição de caixa do Grupo Terra Lycos totalizou 471 milhões de euros. À data de 30 de junho de 2004, foi efetuada a redução de capital social aprovada na Assembléia Geral Ordinária de Acionista de 22 de junho passado, mediante a amortização de 26.526.402 ações próprias. Conseqüentemente, o capital social passou a ser de 574.941.513 ações com um valor nominal de dois euros cada uma. No dia 30 de julho de 2004, foi efetuado, com base na Reserva de Prêmio de Emissão, o pagamento de um dividendo em dinheiro de 2 euros para cada uma das ações em circulação, aprovado AGA passada de 22 de junho. Em 02 de agosto de 2004, a Terra Networks S.A. acordou a venda da Lycos Inc. para a Daum Communications Corp., portal líder de Internet na Coréia. Entretanto, a realização da operação ocorreu em 05 de outubro, após obter as autorizações administrativas necessárias e, em particular, a aprovação das autoridades de Defesa da Concorrência dos Estados Unidos. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 53
Outros Negócios GRUPO TERRA NETWORKS DADOS OPERACIONAIS Dados não auditados (Mil) Setembro 2004 2003 % Var Total Assinantes (Pago) 6.110,1 4.602,4 32,8 Acesso 1.849,6 1.578,5 17,2 Banda Estreita 884,4 1.035,3 (14,6) Banda Larga 965,3 543,2 77,7 OBP (CSP/Portal) 4.260,5 3.024,0 40,9 Assinantes de Banda Larga por Países 965,3 543,2 77,7 Espanha 190,8 142,9 33,5 América Latina 774,5 400,3 93,5 Empregados (unidades) 1.995 2.269 (12,1) GRUPO TERRA NETWORKS RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 406,3 390,1 4,2 132,4 137,3 (3,6) Capitalização de despesas (1) 0,7 0,7 (4,8) 0,1 0,1 27,0 Gastos operacionais (396,2) (432,0) (8,3) (128,1) (145,8) (12,1) Outras receitas (despesas) líquidas (6,4) (5,8) 9,2 (2,4) (2,0) 18,3 EBITDA 4,3 (47,1) c.s. 2,0 (10,5) c.s. Depreciação e Amortizações (48,2) (57,2) (15,6) (9,5) (19,7) (51,6) Resultado operacional (43,9) (104,3) (57,9) (7,5) (30,1) (75,0) Resultados com equivalência patrimonial (12,9) (15,0) (14,4) (4,8) (6,4) (25,0) Resultados financeiros 16,3 27,1 (39,6) (1,1) 5,6 c.s. Amortização do ágio (59,0) (62,4) (5,4) (19,6) (20,2) (3,0) Resultados não operacionais (29,7) 17,4 c.s. (5,3) 11,6 c.s. Lucro antes de impostos (129,1) (137,2) (5,9) (38,4) (39,5) (2,9) Impostos 29,3 (0,2) c.s. 10,3 (0,1) c.s. Lucro antes de minoritários (99,8) (137,4) (27,4) (28,0) (39,6) (29,2) Participação dos minoritários 2,9 0,4 n.s. 0,4 0,4 1,4 Lucro líquido (96,9) (137,0) (29,3) (27,6) (39,1) (29,5) (1) Inclui obras em andamento. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 54
Outros Negócios GRUPO ATENTO Durante o terceiro trimestre do exercício, o Grupo Atento consolidou sua atividade comercial, tal como se reflete na evolução dos diversos acordos comerciais. Assim, no Brasil, as operações com a VIVO e com o Unibanco continuaram com um crescimento constante e os serviços prestados ao Banco do Brasil apresentaram um crescimento, devido ao impacto da greve de trabalhadores do setor bancário. Na Espanha, manteve-se o bom ritmo de operações com o BBVA e os serviços com a Gas Natural estão acima do estimado. No México, consolidaram-se os serviços com a Amex e aumentaram com o Grupo Santander pelas campanhas de vendas de novos cartões, além de ter fechado contratos com a Infonatel e a British American Tobacco. Em Porto Rico, continuou a boa relação com a AT&T. No Chile, aumentaram-se as vendas procedentes do Correios do Chile e da Autopista Central. Na Venezuela, foi fechado um contrato com a Electricidad de Caracas e com a Seguros Venezuela e, finalmente, na Atento Colombia, chegou-se um acordo global com a Microsoft. A receita operacional do Grupo Atento durante os nove primeiros meses de 2004 totalizou 432,9 milhões de euros, 21,4% superior à obtida no mesmo período de 2003, devido principalmente à maior contribuição da Atento España (receita +27,5% ano-a-ano), da Atento Brasil (receita +16,8% ano-a-ano) e da Atento México (receita +56,6% ano-a-ano). Excluindo o impacto negativo das taxas de câmbio, o crescimento da receita teria sido de 26,0%. No terceiro trimestre do exercício, produziu-se uma aceleração no crescimento ano-a-ano da receita frente ao segundo trimestre e ao primeiro trimestre, respectivamente (+33,8% julho-setembro vs. +21,7% abril-junho vs. +9,4% janeiro-março). Além disso, a receita do período julho-setembro 2004 são os mais altos da história do Grupo Atento para um trimestre. Em relação à composição da receita, continua o avanço do peso dos clientes externos ao Grupo Telefónica, que já significam 44% da receita em setembro de 2004 frente aos 38% em dezembro de 2003, graças aos avanços comerciais mencionados anteriormente. Por países, a Espanha e o Brasil significam 72% da receita total, 1 p.p. a mais que em setembro do exercício anterior como resultado da contribuição positiva da Espanha (+2 p.p. para 39,2%) e da negativa do Brasil (-1 p.p. para 32,9%). Dos demais países, destaca-se o maior peso do México (6,7% vs. 5,2% há um ano), de Porto Rico (2,9% vs. 1,9% há doze meses) e da Argentina (2,6% vs. 1,8% em setembro de 2003). Os gastos operacionais alcançaram 370,0 milhões de euros, 16,7% a mais que em janeiro-setembro de 2003 (+21,2% em euros constantes) devido aos maiores gastos de pessoal (+20,1%) associados ao crescimento da atividade. A tendência de crescimento dos gastos operacionais está refletida no terceiro trimestre, ao superar em 31,2% os obtidos no mesmo período de 2003. Como resultado da evolução da receita e dos gastos, o EBITDA do período janeiro-setembro 2004 totalizou 64,9 milhões de euros, com um crescimento no ano-a-ano de 58,5% (+68,4% sem o efeito da taxa de câmbio). A margem EBITDA alcançou 15,0%, 3,5 p.p. superior ao doze meses atrás. No período julho-setembro de 2004, a margem sobre receita foi de 15,7%, 2,1 p.p. a mais que no Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 55
Outros Negócios terceiro trimestre de 2003. Estas margens permitem posicionar o Grupo Atento como um dos mais rentáveis do setor de Contact Center. O resultado operacional em setembro totalizou 36,7 milhões de euros frente aos 0,2 milhões de euros no mesmo período de 2003. Esta significativa melhora se produziu pelo crescimento no EBITDA e pela redução das amortizações (-30,7% ano-a-ano) motivada pelo grau de maturidade alcançado nas operações. O lucro líquido dos nove primeiros meses do exercício totalizou 11,3 milhões de euros (-19,2 milhões de euros no período acumulado em setembro de 2003). Este trimestre é o quarto trimestre consecutivo que a Companhia registra lucro líquido positivo. Do ponto de vista operacional, o Grupo Atento contava, em 30 de setembro de 2004, com 29.245 posições construídas frente às 25.700 existentes em 31 de dezembro de 2003 e às 24.635 existentes há doze meses. As posições ocupadas médias dos nove meses chegaram a 21.276, representando um nível de ocupação de 78%, 2 p.p. superior ao de um ano atrás. O CapEx acumulado ao final do terceiro trimestre totalizou 14,5 milhões de euros, o que implica um crescimento no ano-a-ano de 62,2%, devido principalmente aos investimentos realizados pela Atento Brasil para o atendimento de novos serviços e clientes, à abertura de novas plataformas na Espanha para o atendimento de novos serviços e à implementação do novo call center no Chile (Vicuña) e no México (Puebla). Por último, é importante destacar que a geração de caixa livre (EBITDA-CapEx) em setembro foi de 50,4 milhões de euros frente aos 32,0 milhões de euros gerados no mesmo período de 2003. GRUPO ATENTO RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 432,9 356,6 21,4 153,5 114,8 33,8 Gastos operacionais (370,0) (317,1) 16,7 (129,9) (99,0) 31,2 Outras receitas (despesas) líquidas 2,1 1,5 38,3 0,4 (0,1) c.s. EBITDA 64,9 41,0 58,5 24,1 15,6 54,0 Depreciação e Amortizações (28,2) (40,7) (30,7) (8,8) (13,3) (33,6) Resultado operacional 36,7 0,2 n.s. 15,3 2,4 n.s. Resultados financeiros (13,3) (24,1) (44,7) (3,8) (7,0) (45,2) Amortização do ágio (4,5) (5,2) (13,4) (1,4) (1,7) (20,2) Resultados não operacionais (4,3) 2,0 c.s. (0,3) 0,8 c.s. Lucro antes de impostos 14,6 (27,2) c.s. 9,8 (5,6) c.s. Impostos (2,3) 8,3 c.s. (0,3) 1,5 c.s. Lucro antes de minoritários 12,3 (18,9) c.s. 9,5 (4,1) c.s. Participação dos minoritários (1,0) (0,4) 173,9 (0,4) (0,3) 54,9 Lucro líquido 11,3 (19,2) c.s. 9,1 (4,4) c.s. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 56
Outros Negócios NEGÓCIO DE CONTEÚDOS E MÍDIA O negócio de Conteúdos e Mídia obteve ao final do terceiro trimestre de 2004 uma receita operacional de 831,9 milhões de euros, frente aos 1.036,7 milhões de euros registrados no mesmo período do exercício anterior, devido principalmente à consolidação pelo método de consolidação global dos resultados da Antena 3 e de sua subsidiária Onda Cero no primeiro semestre de 2003, assim como os da Euroleague Marketing nos primeiros nove meses do exercício 2003. Estas sociedades foram retiradas posteriormente do âmbito de consolidação do Grupo Telefónica. Se não se levasse em consideração estas mudanças de âmbito de consolidação, a receita consolidada teria aumentado em aproximadamente 10% em relação ao mesmo período do exercício anterior, graças principalmente à boa evolução da ATCO e da Endemol. O EBITDA do negócio durante os primeiros nove meses do exercício totalizou 127,0 milhões de euros, frente aos 160,8 milhões de euros obtidos no mesmo período do exercício 2003. Se excluíssemos a contribuição realizada pela Antena 3, Onda Cero e Euroleague nos nove primeiros meses de 2003, o crescimento do EBITDA teria sido de 8%, aproximadamente. Durante o terceiro trimestre de 2004, continuou-se com o processo de desinvestimento em ativos não estratégicos, tendo saído do âmbito de consolidação do Grupo, as participações na produtora de filme Lolafilms, na produtora de canais temáticos Mediapark e no investimento financeiro no grupo editorial britânico Pearson. ENDEMOL O grupo Endemol gerou nos nove primeiros meses de 2004 uma receita de 708,3 milhões de euros, com um crescimento de 14,9% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Em termos de EBITDA, a Endemol obteve 125,0 milhões de euros, representando um aumento de 18,8% em relação ao exercício anterior. Seguindo com a mesma tendência dos trimestres anteriores e apesar do efeito sazonal que o período de verão tem sobre o negócio de televisão, as operações que mais estão contribuindo à geração de resultados são a Endemol USA (devido à comercialização do formato Fear Factor em reposição e nova edição) e a Endemol UK, junto a Endemol France e a Zeppelin, na Espanha, pelas estréias de Star Academy e Gran Hermano 6 ( Big Brother ), respectivamente. ATCO O mercado publicitário de televisão na Argentina cresceu 46% no acumulado dos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, sabendo a cadeia Telefé capitalizar sua liderança de tela mediante a consolidação de 37,0% da audiência média sobre o total de indivíduos, o que representa um aumento de 4 p.p. sobre a audiência média registrada no mesmo período do exercício anterior, ficando a 8,1 p.p. de seu principal concorrente. Neste sentido, é importante ressaltar o importante esforço realizado pela cadeia na adaptação da programação para Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 57
Outros Negócios o seu público-alvo, conquistando uma participação de audiência sobre objetivo comercial de 40,7%, a 9,1 p.p. de seu principal concorrente. Ao final dos primeiros nove meses do presente exercício, o grupo ATCO (Telefé e Radio Continental) gerou uma receita consolidada de 226,8 milhões de pesos, 34,7% superiores à gerada no mesmo período do exercício anterior e um EBITDA de 47,2 milhões de pesos, que se compara com os 18,6 milhões de pesos registrados em setembro de 2003. NEGÓCIO DE CONTEÚDOS E MÍDIA RESULTADOS CONSOLIDADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita operacional 831,9 1.036,7 (19,8) 260,8 255,0 2,3 Capitalização de despesas (1) 0,2 0,1 91,7 0,2 0,1 125,2 Gastos operacionais (699,0) (891,9) (21,6) (219,3) (221,5) (1,0) Outras receitas (despesas) líquidas (6,1) 15,9 c.s. (1,8) 0,1 c.s. EBITDA 127,0 160,8 (21,1) 39,9 33,6 18,7 Depreciação e Amortizações (21,2) (39,5) (46,2) (6,9) (7,3) (5,8) Resultado operacional 105,7 121,4 (12,9) 33,0 26,3 25,5 Resultados com equivalência patrimonial (13,7) (72,3) (81,0) (15,6) (13,7) 13,8 Resultados financeiros (23,1) (47,1) (50,9) (2,4) (25,4) (90,6) Amortização do ágio (91,9) (70,5) 30,4 (30,9) (28,9) 7,0 Resultados não operacionais (40,2) (40,0) 0,4 (26,4) 4,9 c.s. Lucro antes de impostos (63,1) (108,5) (41,8) (42,3) (36,7) 15,2 Impostos 40,9 (41,3) c.s. 76,3 (31,6) c.s. Lucro antes de minoritários (22,2) (149,8) (85,2) 34,0 (68,4) c.s. Participação dos minoritários (3,4) (4,3) (21,5) (1,4) (0,3) n.s. Lucro líquido (25,6) (154,1) (83,4) 32,6 (68,7) c.s. (1) Inclui obras em andamento. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 58
Outros Negócios GRUPO TELEFÓNICA DEUTSCHLAND O Grupo Telefónica Deutschland alcançou no acumulado até setembro de 2004 uma receita de 246,9 milhões de euros, inferior em 14,4% à alcançada no mesmo período do exercício anterior, devido à redução de receitas procedentes de serviços de banda estreita, não compensada ainda pelo crescimento dos negócios de banda larga, que já representam 13% da receita total. No negócio de banda larga, cabe destacar a incorporação de 445.000 novos usuários ADSL durante o ano dentro da oferta de atacado (T-ZISP) da Telefônica Deutschland no mercado alemão. Com isso, o número total de usuários de ADSL da companhia (Alemanha e Reino Unido) alcança os 677 mil, tendo como clientes quatro dos cinco primeiros ISP s na Alemanha. O EBITDA gerado durante os nove primeiros meses do ano alcançou os 4,5 milhões de euros, com uma margem EBITDA de 1,8% em comparação aos 11,1 milhões de euros obtidos no mesmo período do exercício anterior. GRUPO TELEFÓNICA DEUTSCHLAND DADOS FINANCEIROS SELECIONADOS Dados não auditados (Milhões de euros) Janeiro - Setembro Julho - Setembro 2004 2003 % Var 2004 2003 % Var Receita Operacional 246,9 288,4 (14,4) 74,1 90,9 (18,4) EBITDA 4,5 11,1 (59,8) (1,0) 6,6 c.s. Margem EBITDA 1,8% 3,9% (2,0 p.p.) (1,3%) 7,3% (8,6 p.p.) Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 59
ANEXOS Empresas Incluídas em Cada Demonstrativo Financeiro De acordo com o indicado no início deste relatório, os resultados do Grupo Telefónica são detalhados atendendo aos negócios nos quais o Grupo está presente. As principais diferenças entre esta visão e a que corresponderia à que atendesse à estrutura jurídica, são as seguintes: A Telefónica, S.A. participa diretamente no capital social da Endemol Entertainment Holding, N.V., que foi considerada pertencente ao Grupo Telefónica de Contenidos. Da mesma forma, no exercício 2003, foram integrados os resultados derivados da participação e posterior venda, no capital social da Antena 3 de Televisión, S.A., dentro dos resultados do Grupo Telefónica de Contenidos, apesar de haver participação direta da Telefónica, S.A durante uma parte do exercício. Também foram considerados no Grupo Telefónica de Contenidos, os resultados derivados da participação na Sogecable, em que pese uma parte deste investimento depender juridicamente da Telefónica, S.A.. De forma semelhante, a Telefónica Holding Argentina, S.A. possui 26,82% da Atlántida de Comunicaciones, S.A. (ATCO) e 26,82% da AC Inversora, S.A. que, para estes efeitos, são consideradas pertencentes ao Grupo Telefónica de Contenidos, sendo que a mesma consolida 100% do capital social em ambas sociedades. No caso da Compañía de Telecomunicaciones de Chile, S.A. (CTC), participada pela Telefónica Latinoamérica, foi efetuada a venda da atividade que realiza de telefonia celular no Chile ao Grupo Telefónica Móviles no terceiro trimestre do exercício 2004, apesar de que os resultados desta companhia vêm sendo registrados no negócio de telefonia celular durante todo o exercício. O negócio de telefonia celular também acolhe o total da participação do Grupo Telefónica na IPSE 2000 SPA, incluindo o investimento que juridicamente depende da Telefónica DataCorp, S.A. No caso da Telefónica de Argentina (TASA), participada pelo Grupo Telefónica Latinoamérica, foi efetuada a transferência da Telinver ao negócio de listas telefônicas, atendendo a uma visão de negócio total de listas telefônicas do Grupo Telefónica. O Grupo Telefónica Data, que depende juridicamente da Telefónica, S.A, foi segregado para efeitos de apresentação, passando a ser integrado dentro das atividades de telefonia fixa na América Latina e de telefonia fixa na Espanha, de acordo com as áreas geográficas de atuação de cada participação. As participações que não se circunscrevem a nenhuma destas áreas geográficas passaram a ser consolidadas diretamente na Telefónica, S.A. Neste sentido, no terceiro trimestre de 2004, foi realizada a venda das participações na Telefónica Data España, S.A.U. e no Grupo Soluciones para a Telefónica de España, S.A.U., apesar de que os resultados destas companhias vinham sendo registrados no negócio de Telefonia Fixa na Espanha desde o início do exercício. O Grupo Emergia, agora denominado Telefónica International Wholesale Services América, S.A. (Uruguai), participado diretamente pela Telefónica, S.A., foi consolidado dentro do Grupo Telefónica Latinoamérica. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 60
ANEXOS Participações Mais Significativas do Grupo Telefónica e Suas Filiais, detalhado por linha de negócio GRUPO TELEFÓNICA % Part GRUPO TELEFÓNICA MÓVILES % Part Telefónica de España 100,00% Telefónica Móviles 92,45% Telefónica Latinoamérica 100,00% Grupo TPI 59,90% Grupo Terra Networks 76,80% Telefónica de Contenidos 100,00% Grupo Atento 91,35% GRUPO TELEFÓNICA DE ESPAÑA GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA % Part Telyco 100,00% Telefónica Telecomunic. Públicas 100,00% Telefónica Soluciones Sectoriales 100,00% Telefónica Empresas España 100,00% T. Soluciones de Informatica y Comunicaciones de España 100,00% % Part Telesp 87,49% Telefónica del Perú 98,14% Telefónica de Argentina 98,03% TLD Puerto Rico 98,00% CTC Chile 44,89% CAN Teléfonos de Venezuela (CANTV) 6,92% Telefónica Data Colombia 65,00% Telefónica Empresas Brasil 93,98% Telefónica Empresas Perú 97,07% Telefónica Data Argentina 97,92% Telefónica Data USA 100,00% T. Internacional Wholesale Serv. (TIWS) 100,00% Telefónica Móviles España 100,00% Brasilcel (1) 50,00% TCP Argentina 97,93% TEM Perú 97,97% T. Móviles México 92,00% TEM El Salvador 91,75% TEM Guatemala 100,00% Telefónica Móvil Chile 100,00% Group 3G (Alemania) 57,20% IPSE 2000 (Italia) (2) 45,59% 3G Mobile AG (Suiza) 100,00% Medi Telecom 32,18% Telefónica Móviles Interacciona 100,00% Mobipay España 13,36% Mobipay Internacional 50,00% T. Móviles Soluciones y Aplicac. (Chile) 100,00% (1) Joint Venture que consolida por el método de integración global TeleSudeste Celular Participações, Celular CRT Participações, TeleLeste Celular Participações y Telesp Celular Participações. Telesp Celular Participações incluye por integración global Global Telecom Participações y, a partir de mayo de 2003, TeleCentro Oeste Participações. Las participaciones que consolida de Brasilcel en sus filiales en septiembre 2004 son las siguientes: TeleSudeste Celular Participações 86,68%; Telesp Celular Participações 65,12%; Global Telecom Participações 65,12%; Celular CRT Participações 50,42%; TeleLeste Celular Participações 27,86% y TeleCentro Oeste Participações 19,08%. (2) Adicionalmente el Grupo Telefónica posee un 4,08% de IPSE 2000 a través de Telefónica DataCorp. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 61
ANEXOS Participações Mais Significativas do Grupo Telefónica e Suas Filiais, detalhado por linha de negócio GRUPO TPI - PÁGINAS AMARILLAS % Part GRUPO ATENTO % Part TPI Edita 100,00% Publiguias (Chile) 100,00% TPI Brasil 100,00% TPI Perú 100,00% 11888 Servicios de Consulta Telefónica 100,00% GRUPO TERRA NETWORKS % Part Lycos, Inc. (1) 100,00% Lycos Europe 32,10% Terra Networks Perú 99,99% Terra Networks México 99,99% Terra Networks USA 100,00% Terra Networks Guatemala 100,00% Terra Networks Venezuela 100,00% Terra Networks Brasil 100,00% Terra Networks Argentina 99,99% Terra Networks España 100,00% Terra Networks Chile 100,00% Terra Networks Colombia 68,30% Ifigenia Plus 100,00% EducaTerra 100,00% R.U.M.B.O. 50,00% Uno-E Bank 33,00% One Travel.com 54,15% Atento Teleservicios España, S.A. 100,00% Atento Brasil, S.A. 100,00% Atento Argentina, S.A. 100,00% Atento de Guatemala, S.A. 100,00% Atento Mexicana, S.A. de C.V. 100,00% Atento Perú, S.A.C. 99,44% Atento Chile, S.A. 77,58% Atento Maroc, S.A. 100,00% Atento El Salvador, S.A. de C.V. 100,00% GRUPO TELEFÓNICA DE CONTENIDOS % Part Telefé 100,00% Endemol 99,70% Torneos y Competencias 20,00% Telefónica Servicios de Música 100,00% Sogecable 23,83% Telefónica Servicios Audiovisuales 100,00% Hispasat 13,23% (1) En Octubre 2004 se ha cerrado la venta de Lycos, Inc. a Daum Communications Corp. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 62
ANEXOS Eventos Significativos Em 12 de novembro de 2004, a Telefónica, em realização do acordo adotado pela Assembléia Geral Ordinária de Acionistas, em reunião realizada no dia 30 de abril de 2004, pagará um dividendo em dinheiro com base na Reserva de Prêmio por Emissão de Ações, no valor fixo de 0,20 euros, para cada uma das ações atualmente existentes e em circulação da Companhia com direito a receber tal dividendo. Em 08 de novembro de 2004, a Telefónica vendeu sua participação de 14,5% na Infonet Services Corporation para a British Telecommunications por aproximadamente 140 milhões de dólares. No mês de outubro de 2004, a Telefónica Móviles anunciou o final da aquisição das operadoras de telefonia móvel da BellSouth na Colômbia, no Equador, na Guatemala, na Nicarágua, no Panamá, no Peru, no Uruguai e na Venezuela. As previsões da Companhia indicam que a aquisição das demais operadoras (Argentina e Chile) se realize durante o ano de 2004, uma vez que tenham sido recebidas as pertinentes autorizações por parte das autoridades regulatórias. Em 09 de outubro de 2004, foram concluídas as ofertas de aquisição voluntária lançadas pela Brasilcel e sua filial Telesp Celular Participações (TCP), sobre parte das ações em circulação de algumas de suas filiais. Como resultado destas ofertas, as participações da Brasilcel em suas filiais aumentaram, alcançando as seguintes porcentagens: Participações da Brasilcel na: ON PN Total TSD 91,7% 90,3% 90,9% TBE 68,7% 40,9% 50,6% CRT 91,0% 49,7% 67,0% Participações da TCP na: ON PN Total TCO 86,2% 32,8% 50,6% Em seu conjunto, o valor total das OPAs totalizou aproximadamente 607 milhões de reais para a Brasilcel e aproximadamente 902 milhões para a TCP. Adicionalmente, o Conselho de Administração da TCP aprovou uma ampliação de capital no valor de aproximadamente 2.054 milhões de reais. Os fundos procedentes da ampliação de capital serão destinados para: (i) cancelamento de um empréstimo-ponte outorgado para o lançamento da OPA sobre parte do capital da TCO; e (ii) cancelamento de outras dívidas com vencimento de curto prazo. A ampliação de capital melhorará a estrutura de capital da TCP, dotando-a de flexibilidade financeira para realizar o seu programa de investimentos. Em 04 de outubro de 2004, a posição em tesouraria da Telefónica, S.A. totalizava 183.447.879 ações, equivalentes a 3,702% do capital social da Companhia. Em 23 de setembro de 2004, a Telefónica, S.A. efetuou a venda no mercado bursátil londrino de 38.853.403 ações da Sociedade Pearson Plc. que representam 4,88% de seu capital social, por um valor aproximado de 350 milhões de euros. Em 02 de agosto de 2004, a Terra Networks S.A. acordou a venda da Lycos Inc. para a Daum Communications Corp., portal líder de Internet na Coréia. Entretanto, a realização da operação ocorreu em 05 de outubro, após obter as autorizações administrativas necessárias e, em particular, a aprovação das autoridades de Defesa da Concorrência dos Estados Unidos. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 63
ANEXOS Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil Durante o período janeiro-setembro de 2004, foram realizadas as seguintes variações no âmbito de consolidação: GRUPO TELEFÓNICA A Telefónica adquiriu durante o presente exercício 69.657 ações da sociedade holandesa Endemol Entertainment Holding, N.V. (Endemol) pelo valor de 1,74 milhões de euros. Com esta operação, o Grupo Telefónica alcança uma participação no capital da Endemol de 99,70%. A sociedade continua sendo incorporada ao âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global. A Telefónica, S.A. adquiriu durante o presente exercício 46.083.092 ações da sociedade Portugal Telecom, S.G.P.S. pelo valor de 414,60 milhões de euros, aumentando sua participação direta para 7,42%. A participação direta e indireta efetiva para o Grupo Telefónica é de 8,37%. A sociedade continua sendo incorporada aos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de equivalência patrimonial. A sociedade espanhola Inmobiliaria Telefónica, S.L.U. foi dissolvida sem liquidação, mediante a cessão global de seus ativos e passivos para o seu único acionista Telefónica S.A., com a conseqüente posterior extinção da sociedade. A mencionada sociedade que era incorporada aos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. As sociedades norte-americanas Telefónica B2B, Inc. e Telefónica USA, Inc. que eram incorporadas nos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foram retiradas do âmbito de consolidação, após terem sido liquidadas e dissolvidas e transferidos seus ativos e passivos para o seu único acionista Telefónica, S.A. Foi efetuada a fusão por absorção da sociedade Zeleris Soluciones Integrales, S.L.U. pela sociedade 100% da Telefónica, S.A., Telefónica Gestión de Servicios Compartidos España, S.A.U., ampliando esta última seu capital social em 5,47 milhões de euros e recebendo em troca a totalidade das ações que compõem o capital daquela. Como conseqüência da extinção da sociedade absorvida, esta foi retirada do âmbito de consolidação do Grupo Telefónica, na qual era incorporada pelo procedimento de consolidação global. GRUPO TELEFÓNICA DE ESPAÑA A Telefónica Cable, S.A, sociedade filial 100% da Telefónica de España, S.A., continuando com o processo de reestruturação de seu grupo de sociedades, realizou a fusão por absorção das seguintes sociedades operadoras locais: Telefónica Cable Asturias, S.A., Telefónica Cable Valencia, S.A., Telefónica Cable Extremadura, S.A. e Telefónica Cable Balears, S.A. Todas estas sociedades que incorporavam ao âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foram retiradas no exercício. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 64
ANEXOS Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil Procedeu-se à alienação de 2,13% que possuía a Telefónica de España, S.A. na sociedade francesa Eutelsat, S.A. pelo valor de 44,83 milhões de euros, obtendo-se um ágio de 21,43 milhões de euros. A sociedade encontrava-se registrada na epígrafe Outras participações do balanço patrimonial consolidado do Grupo Telefónica. A sociedade espanhola Telefónica Móbile Solutions, S.A.U. foi absorvida por sua matriz Telefónica Soluciones de Informática y Comunicaciones de España, S.A.U. Tal sociedade, que era incorporada nos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. A Telefónica Soluciones Informáticas y de Comunicaciones de España, S.A. subscreveu 0,61 milhões de euros de ampliação de capital realizada pela sociedade Soluciones Tecnológicas para la Alimentación, S.L. mediante a compensação do crédito que possuía contra esta sociedade por igual montante. GRUPO TELEFÓNICA LATINOAMÉRICA A sociedade brasileira Aix Participações, que no exercício de 2003 se integrava nas contas consolidadas do Grupo Telefónica pelo método de equivalência patrimonial, passou a integrar-se pelo método de consolidação proporcional. A sociedade norte-americana Katalyx, Inc. absorveu as sociedades, também norte-americanas, Adquira, Inc. e Katalyx Transportation, Llc. Ambas sociedades, que no exercício de 2003 integravam-se nas contas consolidadas do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foram retiradas do âmbito de consolidação. A sociedade peruana Telefónica Empresas Perú, S.A.A. absorveu a sociedade, também peruana, Telefónica Servicios Financieros, S.A.C. A sociedade, que no exercício de 2003 integrava-se nas contas consolidadas do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. Com data de 08 de julho de 2004, a Telefónica Internacional Chile S.A. comprou 3.000.000 ADRs da Compañía de Telecomunicaciones de Chile S.A. (CTC), representativos de 12.000.000 ações série A, equivalente a 1,25% da participação nesta empresa, alcançando o Grupo Telefónica uma participação total de 44,89%. A sociedade continua sendo incorporada no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global. Seguindo um programa de recompra de ações, a sociedade filial Telefónica del Perú, S.A.A. adquiriu ações no mercado, elevando a porcentagem de participação do Grupo Telefónica de 97,21% para 98,14%. A sociedade continua sendo incorporada no âmbito de consolidação do Grupo Telefônica pelo método de consolidação global. As sociedades mexicanas do Grupo Katalyx, Katalyx Construction Mexico, S.R.L., Katalyx Health Mexico, S.R.L., Katalyx Cataloguing Mexico, S.R.L. de C.V., Katalyx Food Service Mexico, S.R.L. de C.V. e Katalyx Transportation Mexico, Llc. e as sociedades argentinas, Katalyx Transportation Argentina, S.R.L., Katalyx Construction Argentina, Katalyx Food Service Argentina, S.R.L., Katalyx Cataloguing Argentina, S.R.L. e Katalyx Argentina, S.A. foram dissolvidas ou estão em processo de liquidação. Todas elas, que no exercício de 2003 integravam-se nas contas consolidadas do Grupo Telefônica pelo método de consolidação global, foram retiradas do âmbito de consolidação. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 65
ANEXOS Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil A sociedade argentina Adquira Argentina, S.L. foi absorvida pela sociedade Telefónica Data Argentina, S.A. A sociedade que no exercício 2003 era integrada nas contas consolidadas do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. GRUPO TELEFÓNICA MÓVILES A sociedade Mobipay España, S.A. ampliou seu capital social no exercício 2004 em 3,78 milhões de euros. A Telefónica Móviles España, S.A. participou na ampliação de capital adquirindo as ações necessárias para aumentar a sua participação na sociedade de 13,33% para 13,36 atuais. A sociedade continua sendo incorporada ao âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de equivalência patrimonial. Em março de 2004, o Grupo Telefónica Móviles aumentou seu percentual de participação nos seguintes subgrupos brasileiros: na Tele Sudeste Celular Participações, S.A. e suas sociedades dependentes foi de 0,13%, alcançando um total de 42,07%; na Celular CRT Participações, S.A. e suas sociedades dependentes foi de 0,44%, alcançando um total de 25,52%; na Tele Leste Celular Participações, S.A. e suas sociedades dependentes foi de 0,08%, alcançando 13,93%; e, por último, na Tele Centro Oeste Celular Participações, S.A. e suas sociedades dependentes foi de 0,12%, alcançando 9,52%, como conseqüência de aportes de ativos pela Telefónica Móviles através da Brasilcel. Aquisição de 13,95% adicionais do capital da sociedade espanhola Mobipay Internacional, S.A., com a qual se alcança 50% de participação sobre ela. A sociedade, que era incorporada nos demonstrativos financeiros do Grupo Telefónica pelo método de equivalência patrimonial, desde 1º de junho passou a ser consolidada pelo método de consolidação proporcional. Ao final do primeiro semestre do presente exercício, a Brasilcel, N.V. materializou a aquisição das participações da NTT DoCoMo, Inc. e da Itochu Corporation na sociedade holding Sudestecel Participações, S.A. sociedade que controla um pacote de ações da sociedade brasileira Tele Sudeste Celular Participações, S.A.. Com esta participação, a Brasilcel passa a controlar 100% da sociedade brasileira Sudestecel Participações, S.A., que continua sendo incorporada nos demonstrativos financeiros do Grupo Brasilcel pelo método de consolidação global e este grupo, por sua vez, pelo método de consolidação proporcional nos demonstrativos financeiros do Grupo Telefónica. Em 23 de julho de 2004, procedeu-se à aquisição de 100% da sociedade chilena Telefónica Móvil Chile, S.A. da sociedade também chilena Compañía de Telecomunicaciones de Chile, S.A., sociedade filial da Telefónica Internacional, S.A.. O valor total desembolsado nesta aquisição é de 1.089 milhões de euros. Com esta operação, o Grupo Telefónica aumenta sua participação efetiva no capital social da sociedade de 44,89% para 92,45% atuais. A sociedade continua sendo incorporada aos demonstrativos financeiros do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global. No dia 25 de setembro de 2004, surtiram plenamente seus efeitos as seguintes fusões das seguintes sociedades mexicanas: por um lado, a Movicelular, S.A. de C.V. fundiu-se à Movitel del Noroeste, S.A. de C.V. de forma que a empresa que permanece depois da fusão é a Movitel del Noroeste, S.A. de C.V. e, por outro lado, a Tamcel, S.A. de C.V. fundiu-se à Baja Celular Mexicana, S.A. de C.V. de forma que a empresa que permanece depois da fusão é a Baja Celular Mexicana, S.A. de C.V. Ambas sociedades filiais continuam sendo incorporadas no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 66
ANEXOS Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil GRUPO TPI A Telefónica Publicidad e Información, S.A., sociedade matriz do grupo, adquiriu no presente exercício 2004 por 65,6 milhões de euros, os 49% adicionais do capital social de sua filial chilena Impresora y Comercial Publiguías, S.A., alcançando uma participação total de 100% sobre o capital da sociedade. Desta compra, 9% foram adquiridos da sociedade chilena Compañía de Telecomunicaciones de Chile, S.A., sociedade filial do Grupo Telefónica. A sociedade continua sendo incorporada no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global. Na data de 13 de agosto de 2004, a sociedade Edinet América, S.A. (antes denominada Urge Chile, S.A.) realizou uma ampliação de capital no valor de 218,81 milhões de pesos chilenos (0,29 milhões de euros), totalmente subscrita e desembolsada pela Publiguías Holding, S.A., cujo pagamento foi realizado mediante a capitalização de parte da dívida que a Edinet América, S.A. tinha com a mesma. Após a operação anterior, o percentual de participação do Grupo TPI na sociedade passou a ser de 99,978% frente aos 99,90% anteriores. GRUPO TERRA NETWORKS Em janeiro de 2004, foi realizada a liquidação da sociedade Emplaza, S.A., na qual o Grupo Terra Networks tinha uma participação de 20% e que, desde junho de 2003, não estava incluída no âmbito de consolidação, dado que não realizava nenhuma atividade. Em março de 2004, a Lycos, Inc. vendeu sua participação nas sociedades Wit Capital e GSI Global Sports. Tais sociedades estavam incluídas na epígrafe de Outras participações, sendo o beneficio obtido de 0,15 milhões de euros. Durante o segundo trimestre, a Lycos, Inc. vendeu a totalidade de suas participações nas sociedades Amazon, Interland, Cross Media e Easy Link. Adicionalmente, a sociedade vendeu uma parte do investimento na Autobytel. Todas estas sociedades estavam incluídas na epígrafe de Outras participações. No mês de junho, foram vendidos os 100% da sociedade mexicana Tecnologia SVA, S.A. de C.V., gerando-se um ágio na venda de 10,77 milhões de euros. A sociedade, que era incorporada ao âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do mesmo. Durante o terceiro trimestre de 2004, a Lycos Inc. liquidou o total das participações minoritárias que possuía nas sociedades Fast, Autobytel e Total Sports. A perda registrada como conseqüência da venda destas participações totalizou 6,2 milhões de dólares. Em agosto de 2004, a Terra Networks Asociadas, S.L. realizou uma ampliação de capital na Inversis Networks no valor de 0,80 milhões de euros. Após esta ampliação, o percentual de participação na sociedade passou a ser de 10,68%. A sociedade encontra-se registrada na epígrafe Outras participações do balanço patrimonial consolidado do Grupo Telefónica. No dia 02 de setembro de 2004, a Terra Networks Asociadas, S.L. vendeu o total de sua participação na sociedade sem atividade A Tu Hora, S.L. da Telepizza, que até o momento possuía 50% da participação nesta sociedade. Em 05 de outubro de 2004, a Terra Networks, S.A. e a Daum Communications Corp. chegaram a um acordo de venda da sociedade Lycos, Inc., uma vez obtidas as autorizações administrativas necessárias e a aprovação das Autoridades de Defesa da Concorrência dos Estados Unidos. O Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 67
ANEXOS Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil preço de venda foi fixado em 107,94 milhões de dólares. Com caráter prévio à venda da sociedade Lycos, Inc., em 30 de setembro de 2004, como parte do acordo de tal operação, a Lycos, Inc. transferiu os ativos para a Terra Networks, S.A. pelo valor de 332,9 milhões de euros. GRUPO ATENTO A sociedade Atento USA, Inc. foi dissolvida, ficando todos seus ativos e passivos integrados em sua sociedade matriz Atento Holding Inc. na data de 1º de janeiro de 2004. A sociedade, que no exercício de 2003 era incorporada aos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. Alienação de 100% das ações da sociedade Atento Guatemala Comercial, S.A. em março de 2004, obtendo o Grupo Telefónica um ágio de 0,02 milhões de euros. A sociedade, que era incorporada ao âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do mesmo. Em 30 de abril do presente exercício, a sociedade norte-americana Atento Holding Inc. foi dissolvida, ficando todos seus ativos e passivos integrados em sua sociedade matriz do grupo, Atento N.V. A sociedade, que até a data era incorporada aos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. A sociedade filial 100% da Atento Teleservicios España, S.A., Leader Line, S.A., foi absorvida por fusão por aquela em 16 de julho de 2004. A sociedade, que até a data era incorporada nos demonstrativos financeiros consolidados do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foi retirada do âmbito de consolidação. Na data de 21 de julho de 2004, foi liquidada a sociedade Zeleris Brasil Ltda.. A sociedade estava registrada na epígrafe Outras participações no balanço patrimonial consolidado do Grupo Telefónica. Foi constituída em 1º de setembro de 2004, a sociedade mexicana Atento Atención y Servicios, S.A. de C.V., subscrevendo e desembolsando integralmente a totalidade do capital social inicial no valor de 49.999 pesos mexicanos por parte da sociedade Atento Mexicana, S.A. de C.V. e 1 peso mexicano por parte da sociedade, também mexicana, Atento Servicios, S.A. de C.V. A sociedade foi incorporada no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global. GRUPO TELEFÓNICA CONTENIDOS Venda de 70% da sociedade espanhola Lola Films, S.A. no mês de julho do presente exercício para o seu acionista minoritário. A Telefónica, S.A. efetuou a venda no mercado bursátil londrino de 38.853.403 ações da sociedade Pearson Plc, que representam 4,88% de seu capital social, por um valor aproximado de 350 milhões de euros. Ambas sociedades que eram incorporadas no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica, a primeira pelo método de consolidação global e a segunda por equivalência patrimonial, foram retiradas do âmbito de consolidação. A matriz do grupo absorveu as suas sociedades filiais espanholas, Telefónica Médios de Comunicación, S.A., Telefónica Media Internacional y de Contenidos, S.A., Producciones Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 68
ANEXOS Mudanças no Âmbito e Critérios de Consolidação Contábil Multitemáticas, S.A. e Gestora de Médios Audiovisuales de Fútbol, S.L. No mês de junho do presente ano, foi dissolvida e liquidada a sociedade espanhola Corporación Admira Media, S.A. Todas elas, que se incorporavam no âmbito de consolidação do Grupo Telefónica pelo método de consolidação global, foram retiradas do mesmo. Resultados janeiro setembro 2004 Telefónica 69
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