BALANÇO. 1º Semestre 2015



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Transcrição:

BALANÇO 1º Semestre 2015

Dilma Rousseff Presidenta da República Eleonora Menicucci Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres Linda Goulart Secretária-Executiva Aparecida Gonçalves Secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres Rosali Scalabrin Secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas Tatau Godinho Secretária de Avaliação de Políticas e Autonomia Econômica das Mulheres Bruno Monteiro Chefe de Gabinete Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República PR Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) SCES Trecho 2, Lote 22. Edifício Tancredo Neves, 1º andar, CEP 70200-002-Brasília, DF. Tel.: 3313-7091/3313-7131

Desde sua criação em 2005, a Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 já registrou 4.488.644 atendimentos. Somente no primeiro semestre de 2015, a Central realizou 364.627 atendimentos, o que em média foram 60.771 atendimentos/mês, e 2.025 atendimentos ao dia. Dos atendimentos realizados em 2015 (Gráfico 1), 34,46% corresponderam à prestação de informações (principalmente sobre a Lei Maria da Penha); 10,12% foram encaminhamentos para serviços especializados; 45,93% se referem a encaminhamentos para outros serviços de teleatendimento (telefonia), tais como: 190 da Policia Militar, 197 da Polícia Civil e Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos; e 8,84 % foram relatos de violência contra a mulher. Do total de 32.248 relatos de violência contra a mulher (Gráfico 2), 16.499 foram relatos de violência física (51,16%); 9.971 relatos de violência psicológica (30,92%); 2.300 relatos de violência moral (7,13%); 629 relatos de violência patrimonial (1,95%); 1.308 relatos de violência sexual (4,06%); 1.365 relatos de cárcere privado (4,23%); e 176 relatos de tráfico de pessoas (0,55%). Em comparação com o mesmo período em 2014, a Central de Atendimento à Mulher constatou que, no tocante aos relatos de violência até junho de 2015, houve aumento de 145,5% nos registros de cárcere privado, com a média de oito registros/dia; de 65,39% nos casos de estupro, com média de cinco relatos/dia; e de 69,23% nos relatos de tráfico de pessoas, com média de 1 registro/dia. A capital com maior taxa de relatos de violência foi Campo Grande (com 110 relatos de violência por 100 mil habitantes mulheres), seguida por Brasília (60 relatos de violência por 100 mil mulheres) e Rio de Janeiro (59 relatos por 100 mil mulheres). Entre as unidades da federação, a maior taxa de relatos de violência pelo Ligue 180 foi verificada no Distrito Federal (60 relatos por 100 mil mulheres), seguida por Piauí (44 relatos por 100 mil mulheres), e Goiás (35 por 100 mil mulheres). Nos primeiros seis meses de 2015, o Ligue 180 atendeu todas as 27 unidades da federação, e 3.061 dos 5.570 municípios brasileiros (55%). Dados referentes à relação entre vítima e agressor/a podem apontar para uma mudança cultural no tocante à representação social da violência contra as mulheres. No primeiro semestre de 2015 (Gráfico 4), notou-se um aumento dos relatos de violências nas relações familiares (5%) e nas relações externas (que incluem vizinhos, amigos, colegas de trabalho); embora ainda prevaleçam os relatos de violência nas relações heteroafetivas (70,71% dos relatos). 3

A concepção da sociedade indica uma aproximação da proposta da Lei Maria da Penha, que inclui no seu bojo a possibilidade de a violência doméstica ser perpetrada nas relações de afeto, e não somente as relações de casal (hetero ou homoafetivas). Nota-se uma mudança no perfil das pessoas que ligam relatando as situações de violência. Houve a diminuição do número de relatos informados pela própria vítima concomitante a um aumento do número de amigas/os, familiares e vizinhas/ os que ligaram para relatar violências sofridas por mulheres. Avalia-se como um indicativo da maior conscientização da sociedade para o fenômeno da violência contra as mulheres e para a desconstrução da concepção da violência (em especial a doméstica) como um assunto privado. Outro dado que se destaca é o que diz respeito à percepção de riscos por parte das pessoas que procuram a Central para relatar a violência. Trinta e um por cento (31%) referem-se a percepção de risco de feminicídio. Esse dado, somado ao fato de que 75% das denunciantes relatam episódios recorrentes de violência (com episódios semanais de agressões), apontam para a importância da promulgação da Lei 13.104 - de 09 de março de 2015 (Lei do Feminicídio). A Lei passa a visibilizar as mortes violentas de mulheres por razões de gênero e a misoginia por vezes entranhada nos casos de assassinatos de mulheres, a exemplo dos casos de Castelo de Piauí (PI) e da Chacina das mulheres de Itajaí (RN), ocorridos no primeiro semestre de 2015. 4

I. Perfil dos atendimentos a) Origem Geográfica das Ligações Estados: A análise dos dados também traz informações sobre as unidades federativas que, proporcionalmente à população feminina, mais registraram atendimentos no Ligue 180 em 2015: O Distrito Federal é a primeira unidade da federação com maior taxa de relatos de violência no Ligue 180 em 2015, com 60 relatos de violência por 100 mil mulheres. Em segundo lugar está o Piauí (44 relatos por 100 mil mulheres) e, em terceiro, Goiás (35 relatos por 100 mil mulheres). No primeiro semestre de 2015, o serviço atendeu todas as 27 unidades da federação e 3.061 dos 5.570 municípios brasileiros (55%). Municípios: Campo Grande foi a capital com maior taxa de relatos de violência, com 110 relatos de violência por 100 mil mulheres, seguida por Brasília (60 relatos por 100 mil mulheres) e Rio de Janeiro (59 relatos por 100 mil mulheres). Os dados evidenciam a interiorização do alcance do Ligue 180 para municípios que não contam com serviços especializados. O número de pessoas da zona rural atendidas em 2015 aumentou em relação ao mesmo período de 2014. Só no primeiro semestre de 2015, os relatos de violência na zona rural já contabilizam 10,29% dos registros de violência realizados pela Central. 5

b) Classificação dos atendimentos Dos 364.627 atendimentos realizados em 2015: 34,46% (125.655) corresponderam à prestação de informações; 10,12% (36.901) se referiram a encaminhamentos para serviços especializados de atendimento à mulher; 45,93% (167.504) corresponderam a encaminhamentos para outros serviços de teleatendimento (telefonia), tais como: 190 da Policia Militar, 197 da Polícia Civil, Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos/PR. 8,84% (32.248) se referiram a relatos de violência contra a mulher. 0,49% (1.769) se referiram a reclamações; 0,13% (457) se referiram a elogios. 0,03% (93) se referiram a sugestões. Gráfico 01: Classificação dos atendimentos realizados em 2015 0,49% 0,13% 0,03% Teleatendimento 10,12% 8,84% Informação Encaminhamento a serviço especializado Relato de violência 45,93% Reclamação 34,46% Elogio Sugestão 6

Quanto ao conteúdo das 32.248 relatos de violências, foram registradas: 16.499 relatos de violência física (51,16%); 9.971 relatos de violência psicológica (30,92%); 2.300 relatos de violência moral (7,13%); 629 relatos de violência patrimonial (1,95%); 1.308 relatos de violência sexual (4,06%); 1.365 relatos de cárcere privado (4,23%) e 176 relatos de tráfico de pessoas (0,55%). Gráfico 02: Tipo de Violência Relatada em 2015 1,95% 0,55% 4,23% 4,06% 7,13% Violência física Violência psicológica Violência moral 51,16% Violência sexual 30,92% Violência patrimonial Cárcere privado Tráfico de pessoas Variações nas violências registradas: Aumento de 47,63 % no número de violências sexuais (estupro, assédio, exploração sexual), computando a média de sete registros por dia; Aumento de 65,39 % no número de estupros registrados, computando a média de cinco casos por dia; Houve aumento de 145,5 % de relatos de cárcere privado, computando a média de oito registros por dia. 7

DISQUE- DENÚNCIA Em março de 2014, o Ligue 180 assumiu a atribuição de disque denúncia e passou a acumular as funções de acolhimento e orientação da mulher em situação de violência, com a tarefa de enviar as denúncias de violência aos órgãos competentes pela investigação (com a autorização das usuárias). Em 2015 foram encaminhadas as seguintes denúncias aos órgãos da segurança pública e ao sistema de justiça: Denúncias Enviadas em 2015 Instituição de Destino TOTAL Secretaria de Segurança Pública 20.201 Corregedoria do MP 57 Ministério Público 21.089 Corregedoria da Defensoria 52 Polícia Federal 12 Fonte: Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 II. Perfil das pessoas que acessam o serviço O Ligue 180 é majoritariamente procurado por pessoas do sexo feminino (59,98%). No entanto, verificou-se que houve aumento na procura da Central de outras pessoas próximas à vítima, que relataram eventos de violências contra mulheres, a exemplo dos familiares, vizinho e amigos e amigas Gráfico 03: Quem ligou relatando Vítima 18,89% Vizinho (a) 3,51% Mãe 4,94% Irmã(o) 2,68% 3,22% 6,78% 59,98% Amigo(a)/ Conhecido(a) Cônjuge/Companheiro Outros 8

III. Análise dos relatos de violência a) Relação entre vítima e agressor(a) Em 70,71% dos casos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas. Cerca de 25% dos relatos referiram familiares, amigos, vizinhos, conhecidos como autores/as da violência. Gráfico 04: Relação entre vítima e agressor(a) 4,27% 0,17% Relações heteroafetivas 9,60% 15,25% 70,71% Relações familiares Relações externas Relações homoafetivas Outras Relações b) Tempo de relacionamento vítima/agressor(a) Quanto ao tempo de relação da vítima com o/a agressor(a), as relações acima de 01 ano até 05 anos corresponderam 31,33% dos registros e as que convivem há mais de 10 anos no relacionamento somam 37,05%. Gráfico 05: Tempo de relacionamento entre agressor(a) e vítima 12,88% Acima de 01 ano 37,05% 31,33% Acima de 01 ano até 05 anos Acima de 05 anos até 10 anos Acima de 10 anos 18,74% 9

c) Frequência da violência As informações relatadas sobre a frequência em que a violência ocorre mostraram que em 39,47% dos casos a violência é diária; e em 35,60%, é semanal. Ou seja, em 75,07% dos casos a violência ocorre com uma frequência muito alta. Gráfico 06: Frequência da agressão 6,23% 3,24% 3,95% Ocorre todos os dias Ocorre algumas vezes na semana 11,51% 39,47% Ocorre algumas vezes no mês Ocorre algumas vezes nos ano 35,60% Ocorre uma vez Outras frequências d) Início da violência na relação Em relação ao momento em que a violência teve início dentro do relacionamento, os atendimentos de 2015 apontam que 48% das violências relatadas foram iniciadas logo no primeiro ano de convivência do casal. Gráfico 07: Início da violência na relação 5,24% 9,05% 9,85% 25,33% 24,74% 16,40% 9,39% Desde o início da relação Acima de 1 mês até 06 meses Acima de 6 meses até 1 ano Acima de 01 ano até 05 anos Acima de 05 anos até 10 anos Acima de 10 anos Outros períodos 10

e) Risco percebido O risco de que a violência relatada acarretasse na morte das vítimas foi percebido em 31,22% dos casos; o risco de espancamento ou outro dano físico, em 22,72%; e o risco de danos psicológicos, em 21,36%. Gráfico 08: Risco percebido nos relatos de violência 3,91% 6,37% Feminicídio 2,57% 11,85% 31,22% Dano psicológico Dano físico Estupro 22,72% 21,36% Espancamento Dano Moral Outros riscos f) Relação de filhos e filhas com a violência Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 78,59% das vítimas possuem filhos (as) e que 81,30% desses (as) filhos (as) presenciaram ou sofreram a violência. Gráfico 09: Relação de filhos e filhas com a violência 18,70% Presenciaram a(s) a agresão (os) Sofreram violência 21,64% 59,66% Não presenciaram nem sofreram violência 11

g) Autonomia econômica das vítimas Nos casos de relatos de violência, somente 35,5% das mulheres em situação de violência dependem financeiramente do/a agressor/a, 64,5% não dependem. Esse dado contradiz o senso comum de que a dependência financeira é a motivação principal para a permanência de mulheres em relações marcadas por violência de genêro. A violência contra as mulheres é fenômeno complexo que precisa ser avaliado em sua amplitude de fatores socioculturais. Gráfico 10: Dependência financeira em relação ao/a agressor/a 35,50% Sim 64,50% Não 12

1. Argentina 08009995500 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 2. Bélgica 080010055 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 3. Espanha 900 990 055 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 4. EUA (São Francisco) 18007455521 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 5. França 0800990055 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 6. Guiana Francesa 0800990055 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 7. Holanda 08000220655 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 8. Inglaterra 0800890055 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 9. Itália 800 172 211 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 10. Luxemburgo 080020055 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 11. Noruega 80019550 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 12. Paraguai 00855800 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 13. Portugal 800 800 550 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 14. Suíça 0800555251 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 15. Uruguai 000455 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 16. Venezuela 08001001550 discar 1 e informar o número 61-3799.0180 A ligação é gratuita, disponível 24 horas, todos os dias da semana.

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