Direitos de Parentalidade



Documentos relacionados
INFORMAÇÃO A PRESTAR AOS TRABALHADORES RELATIVA AOS DIREITOS E DEVERES EM MATÉRIA DE MATERNIDADE E PATERNIDADE

Maternidade, Paternidade e Família dos Trabalhadores

O período anual de férias tem a duração de 22 dias úteis, considerando-se úteis os dias de 2f.ª a 6f.ª, com excepção dos feriados.

PROTECÇÃO DA PARENTALIDADE

A proteção na parentalidade é um direito constitucionalmente reconhecido (artigo 68º da Constituição da República Portuguesa).

A maternidade e a paternidade constituem valores sociais eminentes

3. Proteção na parentalidade. Tânia Santos Direito Laboral

A presente Orientação Normativa produz os seus efeitos a partir de 01 de Maio de 2009.

PARENTALIDADE: ASPECTOS LEGAIS

UNIVERSIDADE DOS AÇORES ADMINISTRAÇÃO SECÇÃO DE PESSOAL EXPEDIENTE E ARQUIVO

O CONTRATO INDI- VIDUAL DE TRAB- ALHO NA ADMINIST- RAÇÃO PÚBLICA. Aplica-se a legislação Geral do Trabalho. (Código de Trabalho)

5120 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o de Setembro de 2000 MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Decreto-Lei n.º 89/2009 de 9 de Abril

REGRAS PARA A CONCESSÃO DO ESTATUTO DE TRABALHADOR- ESTUDANTE. Artigo 1.º (Valorização pessoal e profissional)

REGIME DAS FALTAS E LICENÇAS, E SEUS EFEITOS. Lei da Parentalidade: Dec-Lei 89/2009, de 9 de Abril e Código do Trabalho (CT)

FASCÍCULO VI A IGUALDADE DE GÉNERO NA LEGISLAÇÃO NACIONAL, INTERNACIONAL E NA UNIÃO EUROPEIA

ESTATUTO DO TRABALHADOR-ESTUDANTE

ESTATUTO DO TRABALHADOR-ESTUDANTE. Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto (Aprova o Código do Trabalho)

TRABALHADOR - ESTUDANTE

Código do Trabalho. SUBSECÇÃO VIII Trabalhador-estudante Artigo 89.º. Artigo 90.º. Noção de trabalhador-estudante

EFEITOS DE FÉRIAS, FALTAS E LICENÇAS

REGULAMENTO DE HORÁRIO DE TRABALHO, FÉRIAS, FERIADOS E FALTAS 1. INTRODUÇÃO 2 2. HORÁRIO DE TRABALHO 2 3. FÉRIAS 2 4. FERIADOS 3 5.

Orientação Normativa N.º 1/2004, de 20/02/2004 Módulo de Férias do Manual de Formação Técnica RH

jornadas O Novo Código do Trabalho Filipe Fraústo da Silva

Perguntas frequentes sobre o regime de Faltas (FAQ S)

Direito a férias (art.ºs 237º ss do Código de Trabalho)

NOTA: ESTE DOCUMENTO DEVERÁ ESTAR EXPOSTO DE 15 DE ABRIL A 31 DE OUTUBRO

PARECER N.º 50/CITE/2003. Assunto: Parecer nos termos do artigo 17.º n.º 2 do Decreto-Lei n.º 230/2000, de 23 de Setembro Processo n.


RESPOSTA À RECLAMAÇÃO DO PARECER N.º 65/CITE/2015

FÉRIAS, FALTAS E PARENTALIDADE

PARECER N.º 19/CITE/2006

PARECER N.º 28/CITE/2005

PARECER N.º 81/CITE/2012

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SECRETARIA-GERAL Direcção de Serviços de Gestão de Recursos

PARECER N.º 214/CITE/2015

PROTEÇÃO SOCIAL NA PARENTALIDADE. Maternidade, Paternidade, Adoção. Guia da Parentalidade

Regime geral dos trabalhadores por conta de outrem

PARECER N.º 77/CITE/2014

Alterações ao Código do Trabalho A partir de 1 de Agosto de 2012

PARECER N.º 185/CITE/2013

Normas de Atribuição

PARECER N.º 196/CITE/2015

GUIA PRÁTICO SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE INCAPACIDADE PERMANENTE

PESSOAL EM CONTRATO DE TRABALHO EM FUNÇÕES PÚBLICAS

Comportamento nas Organizações

Horário de Trabalho, Assiduidade e Controlo

ENTRADA EM VIGOR: A presente Orientação Normativa reporta os seus efeitos a 28 de Agosto de 2004.

Regulamento Interno de Execução do Horário de Trabalho

Contrato de trabalho celebrado com trabalhador não residente (Modelo)

DESPEDIMENTO POR EXTINÇÃO DE POSTO DE TRABALHO

Regulamento de Horário de Funcionamento e de Atendimento e Horário de Trabalho da Secretaria-Geral da Presidência da República

PARECER N.º 45/CITE/2011

1.2. A manutenção deste estatuto depende de aproveitamento escolar no ano lectivo anterior.

Incentivos à contratação

PARECER N.º 315/CITE/2015

REGULAMENTO DOS ESTATUTOS S ESPECIAIS

REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS do Montepio Geral Associação Mutualista Título II DISPOSIÇÕES PARTICULARES - MODALIDADES INDIVIDUAIS

GUIA PRÁTICO DOENÇA PROFISSIONAL - CERTIFICAÇÃO

Decreto-Lei n.º 333/95, de 23 de Dezembro

FORMAÇÃO PROFISSIONAL A FORMAÇÃO CONTÍNUA DE TRABALHADORES NAS EMPRESAS

RI AEV assiduidade alunos CGT versão consulta pública Página 1

APOSENTAÇÃO, FÉRIAS, FALTAS E LICENÇAS

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO TRABALHO

Resolução da Assembleia da República n.º 56/94 Convenção n.º 171 da Organização Internacional do Trabalho, relativa ao trabalho nocturno

Transcrição:

Direitos de Parentalidade 1 - INFORMAÇÃO POR PARTE DA ENTIDADE EMPREGADORA (Artigos 24.º n.º 4 e 127º nº 4 do Código do Trabalho) O empregador deve afixar nas instalações da empresa, em local apropriado, a informação relativa aos direitos e deveres do/a trabalhador/a, em matéria de igualdade e não discriminação. O empregador deve afixar nas instalações da empresa toda a informação sobre a legislação referente ao direito de parentalidade ou, se for elaborado regulamento interno, consagrar no mesmo toda essa legislação. 2 - LICENÇA PARENTAL INICIAL Maternidade e Paternidade (Artigos 40.º, 41.º e 44.º do Código do Trabalho e artigos 12.º e 13.º do Decreto Lei 91/2009) Direito a licença parental inicial, por nascimento de filho/a, de 120 dias consecutivos, pagos a 100 % da remuneração de referência, de 150 dias consecutivos, pagos a 80 % da remuneração de referência, ou de 180 dias consecutivos, pagos a 83% da remuneração de referência, cujo gozo a mãe e o pai trabalhadores podem partilhar após o parto, sem prejuízo dos direitos da mãe. No caso de opção pelo período de licença de 150 dias, nas situações em que cada um/a dos/as progenitores/as goze pelo menos 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias igualmente consecutivos, o montante diário é igual a 100 % da remuneração de referência. A licença é acrescida em 30 dias, no caso de cada um/a dos/as progenitores/as gozar, em exclusivo, um período de 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias consecutivos, após o período de gozo obrigatório pela mãe. No caso de opção pelo período de licença de 180 dias, nas situações em que cada um/a dos/as progenitores/as goze pelo menos 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias igualmente consecutivos, o montante diário é igual a 83 % da remuneração de referência. No caso de nascimentos múltiplos, o período de licença parental inicial é acrescido de 30 dias por cada gémeo/a além do/a primeiro/a, pagos a 100 % da remuneração de referência. 1

É obrigatório o gozo das primeiras 6 semanas após o nascimento da criança pela mãe. O período restante pode ser gozado pelo pai e/ou pela mãe por decisão conjunta, tendo esta que ser sempre comunicada por escrito à entidade empregadora 3 - LICENÇA EM SITUAÇÃO DE RISCO CLÍNICO DURANTE A GRAVIDEZ (Artigo 37.º do Código do Trabalho e artigo 9.º do Decreto Lei 91/2009) Se houver risco comprovado para a trabalhadora grávida ou para o nascituro, comprovado por atestado médico, esta licença confere o direito a um subsídio de 100% da remuneração de referência. 4 - DISPENSA POR RISCO ESPECIFICO (Artigo 18.º do Decreto Lei 91/2009) Em situação de impedimento para o exercício da actividade da trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, que esteja exposta a risco para a sua segurança e saúde ou desempenhe trabalho em período nocturno e a entidade empregadora não lhe atribua outras tarefas ou outro horário, a lei confere-lhe o direito a um subsídio de 65% da sua remuneração de referência. 5 - DISPENSAS PARA CONSULTAS PRÉ-NATAIS (Artigo 46.º do Código do Trabalho) Pelo tempo e número de vezes necessárias e devidamente justificadas e desde que a consulta não possa ocorrer fora do horário de trabalho. Também o pai tem direito a três dispensas para acompanhar a trabalhadora às consultas pré-natais. Estas dispensas conferem o direito ao subsídio de refeição e à remuneração integral suportada pela entidade empregadora. 6 - LICENÇA PARENTAL INICIAL EXCLUSIVA DO PAI (Artigo 43.º do Código do Trabalho e artigo 15.º do Decreto Lei 91/2009) 10 dias úteis (15 dias úteis, após 01-01-2016), seguidos ou interpolados, de licença obrigatória, cinco logo a seguir ao nascimento e os restantes dentro dos 30 dias a seguir ao nascimento. Em caso de gémeos, acrescem mais dois dias por cada gémeo. Tem ainda direito a mais 10 dias úteis de licença facultativa, seguidos ou não. Estes 10 dias têm de ser gozados enquanto a mãe estiver a gozar a licença parental inicial. 2

7 - LICENÇA PARENTAL COMPLEMENTAR ALARGADA (Artigo 51.º do Código do Trabalho e Artigo 16.º do Decreto Lei 91/2009) Direito a licença parental complementar, para assistência a filho/a ou adoptado/a com idade não superior a seis anos, nas seguintes modalidades: Licença parental alargada, por três meses, paga a 25 % da remuneração de referência, desde que gozada imediatamente após o período de concessão do subsídio parental inicial ou subsídio parental alargado do/a outro/a progenitor/a; Trabalho a tempo parcial durante 12 meses, com um período normal de trabalho igual a metade do tempo completo; Períodos intercalados de licença parental alargada e de trabalho a tempo parcial em que a duração total da ausência e da redução do tempo de trabalho seja igual aos períodos normais de trabalho de três meses; Ausências interpoladas ao trabalho com duração igual aos períodos normais de trabalho de três meses, desde que previstas em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho. 8 - DISPENSA DIÁRIA PARA AMAMENTAÇÃO ou ALEITAÇÃO (Artigos 47º e 48.º do Código do Trabalho) Direito a dispensa diária para aleitação, desde que ambos os/as progenitores/as exerçam actividade profissional, qualquer deles ou ambos, consoante decisão conjunta, até o/a filho/a perfazer um ano, gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com a entidade empregadora, devendo comunicar a esta que aleita o/a filho/a com a antecedência de 10 dias. No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo/a além do/a primeiro/a. Se qualquer dos/as progenitores/as trabalhar a tempo parcial, a dispensa diária para aleitação é reduzida na proporção do respectivo período normal de trabalho, não podendo ser inferior a 30 minutos. No caso específico das trabalhadoras que amamentem, têm estas direito a dispensa diária para amamentação durante o tempo que durar a amamentação, gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com a entidade empregadora, devendo a trabalhadora apresentar atestado médico se a dispensa se prolongar para além do primeiro ano de vida do/a filho/a. No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo/a além do/a primeiro/a. 3

9 - FALTA PARA DESLOCAÇÃO À ESCOLA DOS/AS FILHOS/AS (Artigo 249.º do Código do Trabalho) Direito a faltar, até quatro horas, uma vez por trimestre, para se deslocar ao estabelecimento de ensino, tendo em vista inteirar-se da situação educativa de filho/a menor. Têm direito até 4 horas por trimestre, por cada filho para deslocação ao estabelecimento de ensino, sem perda de remuneração. 10 FALTAS PARA ASSISTÊNCIA INADIÁVEL A FILHOS/AS MENORES DE 12 ANOS POR DOENÇA ou ACIDENTE OU, INDEPENDENTEMENTE DA IDADE, EM CASO DE DEFICIÊNCIA OU DOENÇA CRÓNICA (Artigo 49.º nº 1 do Código do Trabalho e artigo 19.º do Decreto Lei 91/2009) Direito a 30 dias por ano ou, em caso de hospitalização, durante todo o período de internamento. Estas faltas conferem o direito a um subsídio correspondente a 65% da remuneração de referência. 11 FALTAS PARA ASSISTÊNCIA INADIÁVEL A FILHOS/AS COM MAIS DE 12 ANOS POR DOENÇA OU ACIDENTE (Artigo 49.º nº 2 do Código do Trabalho e Artigo 19.º do Decreto Lei 91/2009) Direito a faltar até 15 dias por ano, para assistência a filho com 12 ou mais anos (sendo maior, desde que este faça parte do agregado familiar). Este direito é acrescido de mais um dia por cada filho/a. Neste caso, tem-se direito a um subsídio de 65% da remuneração de referência. 12 - LICENÇA PARA ASSISTÊNCIA A FILHO/A, COM DEFICIÊNCIA OU DOENÇA CRÓNICA (Artigo 53.º do Código do Trabalho e artigo 20.º do Decreto Lei 91/2009) Período até 6 meses, prorrogável até 4 anos. Caso o/a filho/a tenha 12 ou mais anos deve existir confirmação da situação por atestado médico. Esta licença é subsidiada com 65% da remuneração de referência. 13 - FALTAS PARA ASSISTÊNCIA INADIÁVEL E IMPRESCINDÍVEL A MEMBROS DO AGREGADO FAMILIAR (Artigo 252.º do Código do Trabalho) Direito a faltar até 15 dias por ano para prestar assistência inadiável e imprescindível em caso de doença ou acidente a cônjuge ou pessoa que viva em união de facto ou economia comum com o/a trabalhador/a, parente ou afim na linha recta - pai, mãe, filhos ou 2º grau da linha colateral irmãos, cunhados. 4

14 - DIREITO A TRABALHAR A TEMPO PARCIAL OU COM FLEXIBILIDADE DE HORÁRIO PARA ACOMPANHAMENTO DE FILHO/A OU ADOPTADO MENOR DE 12 ANOS OU, INDEPENDENTEMENTE DA IDADE, DESDE QUE O/A FILHO/A POSSUA DEFICIÊNCIA OU DOENÇA CRÓNICA E QUE VIVA EM COMUNHÃO DE MESA E HABITAÇÃO (Artigo 56º e 57.º do Código do Trabalho) O exercício deste direito exige a comunicação à entidade empregadora com 30 dias de antecedência acompanhada de: - Declaração de que o/a menor faz parte do agregado familiar; - Modalidade da organização do tempo de trabalho pretendido; - Indicação do prazo previsto, dentro do limite aplicável. Se a entidade empregadora manifestar a intenção de recusa ao pedido do/a trabalhador/a, deve solicitar obrigatoriamente parecer a emitir, em 30 dias, pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. 15 - DISPENSA DE TRABALHO NOCTURNO (Artigo 60.º do Código do Trabalho) Por 112 dias, entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte, antes e depois do parto (pelo menos metade antes da data presumível do parto), e ainda durante o restante período de gravidez e amamentação se for necessário para a saúde da trabalhadora ou para a do nascituro. Comunicação à entidade empregadora com 10 dias de antecedência. A trabalhadora que pretender ser dispensada fora do periodo de 112 dias, tem de apresentar atestado médico comprovativo. 16 - DISPENSA DE TRABALHO SUPLEMENTAR (Artigo 59.º do Código do Trabalho) Direito a dispensa de prestação de trabalho suplementar do trabalhador ou da trabalhadora com filho/a de idade inferior a 12 meses e, ainda, durante a gravidez e enquanto durar a amamentação 17 - DISPENSA DA PRESTAÇÃO DE TRABALHO EM REGIME DE ADAPTABILIDADE ou BANCO DE HORAS (Artigo 58.º do Código do Trabalho) Direito das trabalhadoras grávidas, puérperas ou lactantes. É extensível à aleitação, e aplica-se a qualquer dos progenitores de filho menor de 3 anos de idade, que não manifeste, por escrito, a sua concordância. 5

18 TELETRABALHO (Artigo 166.º do Código do Trabalho) O/a trabalhador/a com filho com idade até 3 anos tem direito a exercer a actividade em regime de teletrabalho, quando este seja compatível com a actividade desempenhada e a entidade patronal disponha de recursos e meios para o efeito. 19 - PROTECÇÃO EM CASO DE DESPEDIMENTO DE GRÁVIDA, PUÉRPERA OU LACTANTE (Artigo 63.º do Código do Trabalho) O despedimento, individual ou colectivo duma grávida, puérpera ou lactante, carece sempre de parecer prévio favorável da CITE. Em caso de não renovação de contrato a termo de grávida, puérpera ou lactante, a entidade empregadora deve comunicar, no prazo de cinco dias úteis à CITE, o motivo da não renovação (Artigo 144.º, n.º 3 do Código do Trabalho). http://www.cite.gov.pt/pt/acite/proteccao.html Setembro de 2015 Ana Cristina Figueiredo Gab. Jurídico UACS 6