PARENTALIDADE: ASPECTOS LEGAIS
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- Jorge Beltrão Garrau
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1 PARENTALIDADE: ASPECTOS LEGAIS I Encontro sobre Aleitamento Materno da ULS da Guarda, 7 e 8 Outubro 2011 Paula Rabaça Semana Mundial do Aleitamento Materno 2011: Comunicação! Aleitamento Materno Experiência 3-D. Importância da COMUNICAÇÃO, a vários níveis e entre diferentes sectores, no apoio ao Aleitamento Materno". 1
2 Só se aprende a gostar das tecnicidades do Direito com tempo, com calma, com esperas, com rituais. Como no caso do Principezinho e da sua Raposa O direito precisa sentar-se à nossa beira todos os dias à mesma hora para que nos possa seduzir. O DIREITO E O PRINCIPEZINHO Paulo F. Cunha QUE LEI? 2
3 1.Constituição da República Portuguesa 2. Lei 7/2009 de ( ) 3. Lei 59/2008 de ( ) 4. DL 91/2009 de ( ) 5. DL 89/2009 de Lei 90/2001 de Constituição da República Portuguesa Artigo 68.º Paternidade Maternidade Valores sociais eminentes 3
4 2. Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro Artigos 33.º a 65.º Regime da parentalidade 3. Lei 59/2008 de 11 de Setembro Artigos 22.º, 24.º/43.º Reg. e 40.º/86.º Reg.º Regime Transitório 4
5 4. DL 91/2009 de 9 de Abril Regime jurídico da protecção social na parentalidade, no âmbito do sistema previdencial e no subsistema de solidariedade 5. DL 89/2009 de 9 de Abril Protecção na parentalidade, no âmbito da eventualidade maternidade, paternidade e adopção, dos trabalhadores que exercem funções públicas integrados no regime de protecção social vigente. 5
6 6. Lei 90/2001 de 20 de Agosto Apoio social a mães e pais estudantes O QUE DIZ A LEI? 6
7 Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro Artigo 35.º - Direitos 1. Licença em situação de risco clínico na gravidez 2. Licença por interrupção da gravidez 3. Licença Parental 4. Licença por adopção 5. Dispensa para avaliação para adopção 6. Dispensa para consulta pré-natal 7. Dispensa para amamentação ou aleitação 8. Faltas para assistência a filho 9. Faltas para assistência a netos Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro Artigo 35.º - Direitos (cont.) 10. Licença parental complementar 11. Licença para assistência a filho 12. Licença para assistência a filho c/ deficiência ou doença crónica 13. Redução do tempo de trabalho para assistência a filho menor com deficiência ou doença crónica 14. Trabalho a tempo parcial de trabalhador c/ responsab. familiares 15. Horário flexível de trabalhador com responsabilidades familiares 16. Dispensa de prestação de trabalho em regime de adaptabilidade 17. Dispensa de prestação de trabalho suplementar 18. Dispensa de prestação de trabalho no período nocturno 7
8 A IMPORTÂNCIA DE PRECISAR CONCEITOS PARA USAR DIREITOS Trabalhadora grávida: trabalhadora em estado de gestação (1) que informa o empregador desse estado (2) por escrito (3) com apresentação de atestado médico (4). 8
9 Trabalhadora puérpera: trabalhadora parturiente, durante o período dos 120 dias subsequentes ao parto (1) que informe o empregador do seu estado (2) por escrito (3) com apresentação de atestado médico ou certidão de nascimento do filho (4). Trabalhadora lactante: trabalhadora que amamenta o filho (1) e informe o empregador do seu estado (2) por escrito (3) com apresentação de atestado médico (4). 9
10 Direito a licença em situação de risco clínico durante a gravidez Direito a licença em situação de risco clínico durante a gravidez: Artºs 35.º, n.º 1, a), 37.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Trabalhadora grávida - Quanto tempo? Aquele que, por prescrição médica, for necessário para prevenir o risco clínico (da grávida ou do nascituro) e sem prejuízo da licença parental inicial. 10
11 Direito a licença em situação de risco clínico durante a gravidez (cont.): - Condições? Haver risco impeditivo do exercício de funções (não tem de estar relacionado com as condições de prestação do trabalho) + o empregador não proporcionar à trabalhadora, actividade compatível com o seu estado e categoria profissional Direito a licença em situação de risco clínico durante a gravidez (cont.): - Formalidades? Informar o empregador + apresentar atestado médico que refira a duração previsível da licença + com a antecedência de 10 dias ou, em caso de urgência comprovada pelo médico, logo que possível 11
12 Direito a licença em situação de risco clínico durante a gravidez (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende o gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + não prejudica o tempo já decorrido de estágio ou curso de formação + adia prestação de prova para progressão na carreira. Direito a licença em situação de risco clínico durante a gravidez (cont.): - Subsídio por gravidez de risco - 100% da Remuneração de Referência 12
13 Direito a licença por interrupção da gravidez Direito a licença por interrupção da gravidez: Artºs 35.º, n.º 1, b), 38.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Trabalhadora grávida - Quanto tempo? Entre 14 a 30 dias - Condições? Ter havido interrupção da gravidez 13
14 Direito a licença por interrupção da gravidez (cont.): - Formalidades? Informar o empregador + apresentar, logo que possível, atestado médico com indicação do período da licença Direito a licença por interrupção da gravidez (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende o gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + não prejudica o tempo já decorrido de estágio ou curso de formação + adia prestação de prova para progressão na carreira 14
15 Direito a licença por interrupção da gravidez (cont.): - Subsídio por interrupção da gravidez - 100% da Remuneração de Referência Direito a Licença Parental (nas suas 4 modalidades) 15
16 A Licença parental inicial Direito a licença parental inicial: Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º a), 40.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Pai e mãe trabalhadores (o gozo pode ser partilhado após o parto) - Quanto tempo? 120 ou 150 dias consecutivos (+ 30 dias, se cada progenitor gozar, em exclusivo, 1 período de 30 dias consecutivos ou 2 períodos de 15 dias consecutivos, após as 6 semanas de gozo obrigatório pela mãe) (+ 30 dias por cada gémeo além do primeiro, no caso de nascimentos múltiplos) 16
17 Direito a licença parental inicial (cont.): - Condições? Nascimento + mãe/pai trabalhadores - Formalidades? Se partilhada pai e mãe informam os respectivos empregadores, até 7 dias após o parto, da duração e do início e termo do período a gozar, entregando declaração conjunta; Direito a licença parental inicial (cont.): Se não partilhada aquele que gozar a licença informa o empregador, até 7 dias após o parto, da duração e do início do período, entregando declaração do outro progenitor com menção de que exerce actividade profissional e não gozará a licença parental inicial Sem prejuízo do direito da mãe a 30 dias antes do parto e das 6 semanas de gozo obrigatório após o parto. 17
18 Direito a licença parental inicial (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + Não prejudica o tempo decorrido de estágio/curso de formação + Adia prestação de prova para progressão na carreira. Direito a licença parental inicial (cont.): - Outros Efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. 18
19 Direito a licença parental inicial (cont.): NOTA - Se a criança ou o progenitor que estiver a gozar a licença após o parto, forem internados, a licença interrompe-se enquanto durar o internamento, a pedido do progenitor e mediante declaração emitida pelo estabelecimento hospitalar. Subsidio Parental inicial Licença parental inicial 120 dias % da RR 150 dias %* da RR * (= a não remuneração nos 30 dias finais) No caso de partilha, + 30 dias, pelo que: = 150 dias % da RR = 180 dias % da RR Rem. Ref.ª (RR): remunerações dos 1.ºs 6 meses dos últimos 8 meses anteriores ao início da licença, a dividir por
20 B - Licença parental exclusiva da mãe Direito a licença parental exclusiva da mãe: Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º b), 41.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Mãe trabalhadora - Quanto tempo? Dentro dos 120 ou 150 dias consecutivos de licença parental inicial cujo gozo pode ser partilhado, a mãe pode gozar até 30 dias antes do parto e tem de gozar 6 semanas após o parto. 20
21 Direito a licença parental exclusiva da mãe (cont.): - Condições? Nascimento previsto ou ocorrido + mãe trabalhadora - Formalidades? Se antes do parto comunicar ao empregador com 10 dias de antecedência, apresentando atestado médico com data previsível do parto. Se for uma situação de urgência comprovada pelo médico, comunica logo que possível. Direito a licença parental exclusiva da mãe (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + Não prejudica o tempo decorrido de estágio/curso de formação + Adia prestação de prova para progressão na carreira. 21
22 Direito a licença parental exclusiva da mãe (cont.): - Outros Efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. C - Licença parental exclusiva do pai 22
23 Direito a licença parental exclusiva do pai: Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º d), 43.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Pai trabalhador - Quanto tempo? 10 dias úteis a gozar nos 30 dias após o nascimento (5 consecutivos após o parto e outros 5 seguidos ou interpolados) (+ 10 dias úteis, seguidos ou interpolados, se o gozo for concomitante com o da licença parental inicial pela mãe). (+ 2 dias por cada gémeo além do primeiro, no caso de nascimentos múltiplos) Direito a licença parental exclusiva do pai (cont.): - Condições? Nascimento + pai trabalhador - Formalidades? Avisar o empregador com a antecedência possível. Se quiser gozar , a antecedência não deve ser inferior a 5 dias quanto ao 2.º período. 23
24 Direito a licença parental exclusiva do pai (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + Não prejudica o tempo decorrido de estágio/curso de formação + Adia prestação de prova para progressão na carreira. Direito a licença parental exclusiva do pai (cont.): - Outros Efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. 24
25 Direito a licença parental exclusiva do pai (cont.): - Subsídio parental exclusivo do pai - 100% D - Licença parental a gozar por um progenitor por impossibilidade do outro 25
26 Direito a licença parental inicial quando haja impossibilidade do outro progenitor: Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º c), 42.º e 65.º da Lei 7/ Quem? O progenitor não impossibilitado - Quanto tempo? Enquanto se mantiver a impossibilidade física ou psíquica do outro ou, em caso de morte, o remanescente da licença (dentro dos requisitos previstos na lei). Direito a licença parental inicial quando haja impossibilidade do outro progenitor (cont.): - Condições? Ocorrer incapacidade física ou psíquica ou morte do progenitor que estiver a gozar a licença. Formalidades? Avisar o empregador, logo que possível, apresentando atestado médico ou certidão de óbito e informando qual o período de licença já gozado pelo progenitor impossibilitado ou falecido. 26
27 Direito a licença parental inicial quando haja impossibilidade do outro progenitor (cont.): - NOTA 1 em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica da mãe, a licença parental inicial a gozar pelo pai tem a duração mínima de 30 dias. - NOTA 2 em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica da mãe não trabalhadora, nos 120 dias a seguir ao parto, o pai tem também direito a esta modalidade de licença, com as devidas adaptações. Direito a licença parental inicial quando haja impossibilidade do outro progenitor (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + Não prejudica o tempo decorrido de estágio/curso de formação + Adia prestação de prova para progressão na carreira. 27
28 Direito a licença parental inicial quando haja impossibilidade do outro progenitor (cont.): - Outros Efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. Direito a licença por adopção 28
29 Direito a licença por adopção: Artºs 35.º, n.º 1, d), 44.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Candidato a adoptante - Quanto tempo e partir de quando? O da licença parental inicial, acrescido de 30 dias por cada adopção para além da primeira. Começa a gozar-se a partir da confiança judicial ou administrativa. (Se o candidato é o casal, a licença é gozada nos termos em que se goza a licença parental inicial). Direito a licença por adopção (cont.): - Condições? Adopção de menor de 15 anos - Formalidades? Avisar o empregador, com a antecedência de 10 dias, ou em caso de urgência comprovada, logo que possível, apresentando prova da confiança judicial ou administrativa com menção da duração da licença e do início do respectivo período 29
30 Direito a licença por adopção (cont.): - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de quaisquer direitos, salvo quanto à remuneração + Suspende gozo de férias (o remanescente deve ser gozado após a licença, mesmo que seja no ano seguinte) + Não prejudica o tempo decorrido de estágio/curso de formação + Adia prestação de prova para progressão na carreira. Direito a licença por adopção (cont.): - Outros efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. 30
31 Direito a licença por adopção (cont.): - NOTA 1: Não existe na adopção de filho do cônjuge ou de pessoa com quem se viva em união de facto; - NOTA 2: Se o menor já estiver a cargo do adoptante quando a confiança administrativa ocorrer, o adoptante só goza o remanescente da licença. Subsidio por adopção Licença por adopção 120 dias % da RR 150 dias %* da RR * (= a não remuneração nos 30 dias finais) No caso de partilha, + 30 dias, pelo que: = 150 dias % da RR = 180 dias % da RR Rem. Ref.ª (RR): remunerações dos 1.ºs 6 meses dos últimos 8 meses anteriores ao início da licença, a dividir por
32 Direito a dispensa para avaliação para adopção Direito a licença para avaliação para adopção: Artºs 35.º, n.º 1, h), 45.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Candidato a adoptante - Quanto tempo e partir de quando? 3 dispensas de trabalho para deslocação a Segurança Social ou para recepção dos Técnicos no domicílio. 32
33 Direito a licença para avaliação para adopção (cont.): - Formalidades? Apresentar justificação ao empregador. - Efeitos? Conta como prestação efectiva de trabalho + Não determina perda de direitos, salvo quanto à remuneração. Direito a licença para avaliação para adopção (cont.): - Sem subsídio 33
34 Direito a dispensa para consulta prénatal Direito a dispensa para consulta pré-natal: Artºs 35.º, n.º 1, g), 46.º e 65.º da Lei 7/ Quem? A trabalhadora grávida e o pai (este em condições diferentes) - Quantas e por quanto tempo? A trabalhadora grávida tem direito a ser dispensada do trabalho para ir a consultas pré-natais, pelo tempo e n.º de vezes necessários. O pai tem direito a três dispensas para acompanhar a trabalhadora. 34
35 Direito a dispensa para consulta pré-natal (cont.): - Condições? Que a consulta pré-natal só seja possível durante o horário de trabalho. Formalidades? Avisar o empregador (este pode exigir prova de que a consulta não era possível fora do horário de trabalho e ainda prova da realização da consulta ou declaração dos mesmos factos). Direito a dispensa para consulta pré-natal (cont.): - Efeitos? Não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho. NOTA: a preparação para o parto é equiparada a consulta pré-natal. 35
36 Direito a dispensa para amamentação ou aleitação Direito a dispensa para amamentação ou aleitação: Artºs 35.º, n.º 1, i), 47.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Mãe (amamentação). Mãe e/ou pai, ambos trabalhadores (aleitação) - Quantas horas? Dois períodos no máximo de 1 hora cada, salvo outro regime acordado com o empregador. (à dispensa diária acrescem 30 minutos por cada gémeo além do primeiro) 36
37 Direito a dispensa para amamentação ou aleitação (cont.): Artºs 35.º, n.º 1, i), 47.º e 65.º da Lei 7/ Durante quanto tempo? Amamentação enquanto durar. Aleitação até o filho perfazer um ano. NOTA: no trabalho a tempo parcial, a dispensa reduz-se na proporção do período de trabalho, nunca é inferior a 30 minutos e deve ser gozada num período não superior a 1 hora e o remanescente num 2.º período, salvo outro regime acordado com o empregador. Direito a dispensa para amamentação ou aleitação (cont.): - Condições? Amamentação: estar a amamentar. Aleitação: ambos os progenitores trabalharem e a criança não já feito 1 ano. Formalidades? Amamentação - comunicar ao empregador com 10 dias de antecedência face ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para lá de 1 ano de idade do filho, apresentar atestado médico. 37
38 Direito a dispensa para amamentação ou aleitação (cont.): Formalidades? Aleitação - comunicar ao empregador com 10 dias de antecedência face ao início da dispensa, apresentando declaração conjunta com o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e prova de que este exerce actividade profissional (se for trabalhador por conta de outrem, juntar prova de que informou o seu empregador da decisão conjunta). Direito a dispensa para amamentação ou aleitação (cont.): - Efeitos? Não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho. 38
39 Direito a faltas para assistência a filho Direito a faltas para assistência a filho: Artºs 35.º, n.º 1, j), 49.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Pai/mãe trabalhadores (não pode ser gozado simultaneamente pelos 2) - Quantas? Até 30 dias/ano ou durante o período de eventual hospitalização. (+ 1 dia por cada filho além do 1.º) 39
40 Direito a faltas para assistência a filho (cont.): - Condições? Ser necessário prestar assistência inadiável e imprescindível a filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, a filho com deficiência ou doença crónica, sempre que ocorra doença ou acidente. Direito a faltas para assistência a filho (cont.): - Nota: O mesmo direito assiste ao trabalhador se o filho tiver 12 ou mais anos, mas nesse caso: - Só dispõe de 15 dias; - Se o filho for maior, deve fazer parte do agregado. 40
41 Direito a faltas para assistência a filho (cont.): - Formalidades? O empregador pode exigir, para efeitos de justificação, a prova do carácter inadiável e imprescindível da assistência, declaração de que o outro progenitor tem actividade profissional e não falta pelo mesmo motivo ou está impossibilitado de prestar assistência e, em caso de hospitalização, declaração comprovativa passada pelo estabelecimento hospitalar. Direito a faltas para assistência a filho (cont.): - Efeitos? Não determina a perda de quaisquer direitos, salvo quanto à retribuição, e é considerada como prestação efectiva de trabalho. 41
42 Direito a faltas para assistência a filho (cont.): - Outros efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. Direito a faltas para assistência a filho (cont.): - Subsídio para assistência a filho: 65% 42
43 Direito a faltas para assistência a neto Direito a faltas para assistência a neto: Artºs 35.º, n.º 1, l), 50.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Avô/avó trabalhadores - Quantas? Até 30 dias consecutivos a seguir ao nascimento do neto. - Condições? Que o neto viva em comunhão de mesa e de habitação consigo e que seja filho de adolescente com idade inferior a 16 anos. 43
44 Direito a faltas para assistência a neto (cont.): - Nota: Aos avós trabalhadores foi ainda consagrado o direito a faltarem para, em substituição dos pais, prestarem assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente, a neto menor ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica. Direito a faltas para assistência a neto (cont.): - Formalidades? Informar o empregador com a antecedência de 5 dias, declarando que o neto vive consigo em comunhão de mesa e habitação, que é filho de adolescente com menos de 16 anos e que o cônjuge exerce actividade profissional ou está física ou psiquicamente impossibilitado de cuidar do neto ou não vive em comunhão de mesa e habitação com este. 44
45 Direito a faltas para assistência a neto (cont.): - Nota: para faltarem em substituição dos pais, para prestar assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença/acidente, a neto menor ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, devem avisar empregador até 5 dias antes, declarar carácter inadiável e imprescindível da assistência e declarar que os pais são trabalhadores e não faltam pelo mesmo motivo ou estão impossibilitados de prestar a assistência, e que nenhum outro familiar do mesmo grau falta pelo mesmo motivo. Direito a faltas para assistência a neto (cont.): - Efeitos? Não determina a perda de quaisquer direitos, salvo quanto à retribuição, e é considerada como prestação efectiva de trabalho. 45
46 Direito a faltas para assistência a neto (cont.): A.Se assistência a neto filho de adolescente com idade inferior a 16 anos: subsídio para assistência a neto - 100%; B. Se assistência a neto em substituição dos progenitores: subsídio para assistência a neto - 65% Direito a licença parental complementar 46
47 Direito a licença parental complementar: Artºs 35.º, n.º 1, e), 51.º e 65.º da Lei 7/2009 Quem? Pai, mãe - Quanto tempo? Depende da modalidade: a) Licença parental alargada: 3 meses; b) Trabalho a tempo parcial (½ do tempo completo): 12 meses; Direito a licença parental complementar: - Quanto tempo? Depende da modalidade: c) Períodos intercalados de licença parental alargada e de trabalho a tempo parcial em que a duração total da ausência e da redução do tempo de trabalho seja igual aos períodos normais de trabalho de 3 meses; d) Ausências interpoladas com duração = aos períodos normais de trabalho de 3 meses, desde que previstas em IRCT; 47
48 Direito a licença parental complementar (cont.): As modalidades referidas podem ser gozadas: - consecutivamente ou até 3 períodos interpolados (não é permitida cumulação por um dos progenitores do direito do outro); - simultaneamente por ambos os progenitores excepto quando prestem trabalho ao mesmo empregador (e este alegue/fundamente por escrito exigências imperiosas relacionadas com o funcionamento da empresa ou serviço). Direito a licença parental complementar (cont.): - Condições? Ter de prestar assistência a filho ou adoptado com idade não superior a 6 anos. - Formalidades? Comunicar ao empregador, por escrito e com 30 dias de antecedência face ao início da licença, a modalidade pretendida, o início e o termo de cada período. 48
49 Direito a licença parental complementar (cont.): - Efeitos? Não determina perda de quaisquer direitos, salvo no que toca à retribuição e é considerada prestação efectiva de trabalho. Direito a licença parental complementar (cont.): Outros Efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e juntar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. 49
50 Direito a licença parental complementar (cont.): Subsídio parental alargado Licença parental complementar Alargada 25% Tempo parcial Alargada e tempo parcial alternadamente Sem subsídio 25% Sem subsídio Direito a licença para assistência a filho 50
51 Direito a licença para assistência a filho: Artºs 35.º, n.º 1, m), 52.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Pai, mãe (pode ser gozada por cada um ou por ambos, em períodos sucessivos, isto é, não cumulativamente). - Quanto tempo? Até ao limite de 2 anos ou de 3 no caso de terceiro filho (a gozar de modo consecutivo ou interpolado). Na falta de indicação em sentido contrário, a licença tem a duração de 6 meses. Direito a licença para assistência a filho (cont.): - Condições? Ter esgotado o direito à licença parental complementar + o outro progenitor ter actividade profissional ou estar impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal. 51
52 Direito a licença para assistência a filho (cont.): - Formalidades? Informar o empregador, por escrito, 30 dias antes, do início e termo do período da licença, indicando que o outro progenitor tem actividade profissional, não está ao mesmo tempo em situação de licença (ou está impedido/inibido totalmente do poder paternal), que o menor vive em comunhão de mesa e habitação consigo e que não está esgotado o período máximo da licença. Direito a licença para assistência a filho (cont.): - Nota 1 : Durante o gozo desta licença o trabalhador não pode exercer outra actividade incompatível com a respectiva finalidade (trabalho subordinado, prestação continuada de serviços fora da sua residência, entre outras ). 52
53 Direito a licença para assistência a filho: (cont.): - Efeitos? Suspende os direitos, deveres e garantias das partes na medida em que pressuponham a efectiva prestação de trabalho, designadamente a retribuição, mas não prejudica benefícios complementares de assistência médica e medicamentosa a que o trabalhador tenha direito. Direito a licença para assistência a filho: (cont.): - Outros Efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. 53
54 Direito a licença para assistência a filho (cont.): - Sem subsídio Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica 54
55 Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica: Artºs 35.º, n.º 1, n), 53.º e 65.º da Lei 7/ Quem? Pai, mãe (pode ser gozada por cada um ou por ambos, em períodos sucessivos, isto é, não cumulativamente). - Quanto tempo? 6 meses, prorrogável até 4 anos. Na falta de indicação em sentido contrário, a licença tem a duração de 6 meses. Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Condições? Ser necessário prestar assistência a filho com deficiência ou doença crónica + o outro progenitor ter actividade profissional ou estar impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal. 55
56 Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Formalidades? Informar o empregador, por escrito, 30 dias antes, do início e termo do período da licença, indicando que o outro progenitor tem actividade profissional, não está ao mesmo tempo em situação de licença (ou está impedido/inibido totalmente do poder paternal), que o menor vive em comunhão de mesa e habitação consigo e que não está esgotado o período máximo da licença. Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Nota 1 : Se o filho tiver 12 ou mais anos, a necessidade de assistência tem de ser confirmada por atestado médico. - Nota 2: Durante o gozo desta licença o trabalhador não pode exercer outra actividade incompatível com a respectiva finalidade (trabalho subordinado, prestação continuada de serviços fora da residência, entre outras ). 56
57 Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Efeitos? Suspende os direitos, deveres e garantias das partes na medida em que pressuponham a efectiva prestação de trabalho, designadamente a retribuição, mas não prejudica benefícios complementares de assistência médica e medicamentosa a que o trabalhador tenha direito. Direito a licença para assistência a filho com deficiência crónica (cont.): - Outros efeitos? Suspende-se por doença do trabalhador (se informar o empregador e apresentar atestado médico) + Não pode ser suspensa por conveniência do empregador + Não prejudica o direito do trabalhador aceder a informação emitida pelo empregador + termina com a cessação da situação que a determinou, a qual deve ser comunicada ao empregador no prazo de 5 dias. 57
58 Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Subsídio de assistência a filho com deficiência ou doença crónica: 65% (limite máximo 2 X IAS) IAS: indexante dos apoios sociais (418,22 em 2011) Direito a redução do tempo de trabalho para assistência a filho menor com deficiência ou doença crónica 58
59 Direito a redução do tempo de trabalho para assistência a filho menor com deficiência ou doença crónica: Artºs 54.º da Lei 7/ Quem? Pai, mãe (pode ser gozada por cada um ou por ambos, em períodos sucessivos, isto é, não cumulativamente). - Quantas horas de redução? Por quanto tempo? 5 horas do período normal de trabalho semanal ( ou outras condições de trabalho especiais ). Até o filho perfazer 1 ano. Direito a redução do tempo para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Condições? Ser necessário prestar assistência a filho com deficiência ou doença crónica + o outro progenitor ter actividade profissional ou estar impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal. 59
60 Direito a redução de tempo para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Formalidades? Informar o empregador, por escrito, 10 dias antes, apresentar atestado médico comprovativo da deficiência ou da doença crónica e declarar que o outro progenitor tem actividade profissional e não está ao mesmo tempo em situação de licença (ou está impedido/inibido totalmente do poder paternal). Direito a redução do tempo para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Nota 1 : O empregador deve adequar o horário de trabalho resultante da redução tendo em conta a preferência do trabalhador, sem prejuízo de exigências imperiosas do funcionamento da empresa. 60
61 Direito a redução do tempo para assistência a filho com deficiência ou doença crónica (cont.): - Efeitos? Não implica diminuição de direitos consagrados na lei, salvo quanto à retribuição (esta só é devida se a redução, em cada ano, exceder o número de faltas substituíveis por perda de gozo de dias de férias). Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares 61
62 Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhadores com responsabilidades familiares: Artºs 35.º, n.º 1, o), 55.º e 57.º da Lei 7/ Quem? Pai e mãe trabalhadores (pode ser gozada por cada um ou por ambos, em períodos sucessivos, isto é, não cumulativamente e depois da licença parental complementar em qualquer das suas modalidades). Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhadores com responsabilidades familiares (cont.): - Quantas horas de trabalho? Salvo acordo contrário, metade do tempo completo e diariamente (manhã ou tarde) ou em 3 dias/ semana (conforme pedido do trabalhador). - Por quanto tempo? Até 2 anos (ou 3 para o 3.º filho ou mais). Até 4 anos no caso de filho com deficiência ou doença crónica. 62
63 Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhadores com responsabilidades familiares (cont.): - Condições? Ter filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho deficiente ou com doença crónica que viva em comunhão de mesa e habitação com o trabalhador. Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): - Formalidades? Informar empregador, por escrito, 30 dias antes, indicando prazo e organização do tempo pretendida + Juntar declaração de que o menor vive consigo em comunhão de mesa/habitação, não está esgotado o período máximo de gozo deste direito, o outro progenitor trabalha e não está, ao mesmo tempo, a gozar este direito ou está impedido/inibido totalmente do poder paternal. 63
64 Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): O empregador pode recusar o pedido com fundamento em exigências imperiosas do funcionamento da empresa ou na impossibilidade de substituir o trabalhador se este for indispensável. Tem 20 dias para comunicar ao trabalhador, por escrito, essa decisão. Se nada disser nesse prazo, o pedido é considerado aceite. Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): A decisão de recusa deve ser fundamentada e o trabalhador pode apresentar resposta escrita, no prazo de 5 dias. Nos 5 dias subsequentes ao termo daquele prazo, o processo será remetido para a CITE Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. 64
65 Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): A CITE tem 30 dias para dar parecer. Se não der, presume-se que o parecer é favorável à intenção do empregador. Se for desfavorável, o empregador só pode recusar o pedido após decisão judicial. Direito a trabalho a tempo parcial de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): Presume-se deferido o pedido, se empregador: - não comunica recusa nos 20 dias após pedido; - não comunica decisão nos 5 dias após notificação do parecer da CITE ou após o fim do prazo para a sua emissão; - não submete processo a parecer da CITE no prazo legal 65
66 Direito a horário flexível de trabalhador com responsabilidades familiares Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares: Artºs 35.º, n.º 1, p), 56.º e 57.º da Lei 7/2009 Quem? Pai e mãe trabalhadores (pode ser gozada por cada um ou por ambos, sucessiva ou cumulativamente). - Por quanto tempo? Como o legislador não fixou prazo, entende-se que o prazo se pode estender até o filho perfazer os 12 anos. 66
67 Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): - Condições? Ter filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho deficiente ou com doença crónica que viva em comunhão de mesa e habitação com o trabalhador. Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): - Em que consiste o trabalho flexível? Aquele em que o trabalhador pode escolher as horas de início e de termo, dentro dos seguintes limites: a) Não mais que 6 horas consecutivas; b) Não mais que 10 horas diárias; c) Cumprimento do período normal de trabalho semanal, em média de cada período de 4 semanas. 67
68 Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): Nota: O empregador, ao fazer o horário, deve: a) Assegurar 1 ou 2 períodos de presença obrigatória (de duração igual a 1/2 do período normal diário); Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): b) Indicar os períodos para início e termo do período normal diário (cada 1 com duração não inferior a 1/3 do período normal diário, podendo tal duração reduzir-se para se conter dentro do período de funcionamento do estabelecimento); c) Assegurar um período de intervalo para descanso não superior a 2 horas. 68
69 Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): - Formalidades? Informar empregador, por escrito, 30 dias antes, indicando prazo previsto + Juntar declaração de que o menor vive consigo em comunhão de mesa/habitação. Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): O empregador pode recusar o pedido com fundamento em exigências imperiosas do funcionamento da empresa ou na impossibilidade de substituir o trabalhador se este for indispensável. Tem 20 dias para comunicar ao trabalhador, por escrito, essa decisão. Se nada disser nesse prazo, o pedido é considerado aceite. 69
70 Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): A decisão de recusa deve ser fundamentada e o trabalhador pode apresentar resposta escrita, no prazo de 5 dias. Nos 5 dias subsequentes ao termo daquele prazo, o processo será remetido para a CITE Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Direito a trabalho flexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): A CITE tem 30 dias para dar parecer. Se não der, presume-se que o parecer é favorável à intenção do empregador. Se for desfavorável, o empregador só pode recusar o pedido após decisão judicial. 70
71 Direito a trabalho fexível de trabalhador com responsabilidades familiares (cont.): Presume-se deferido o pedido, se empregador: - não comunica recusa nos 20 dias após pedido; - não comunica decisão nos 5 dias após notificação do parecer da CITE ou após o fim do prazo para a sua emissão; - não submete processo a parecer da CITE no prazo legal Direito a dispensa de prestação de trabalho em regime de adaptabilidade 71
72 Direito a dispensa de prestação de trabalho em regime de adaptabilidade: Artºs 35.º, n.º 1, q), 58.º da Lei 7/2009 Nota: Dispensa de prestação de trabalho em: a) adaptabilidade: período de trabalho definido em termos médios e limite diário aumentado (204.º ) b) em banco de horas: tempo de trabalho aumentado até 4 h/dia e 60 h/semana (208.º) c) em horário concentrado: aumento do período normal de trabalho até 4 h/dia (209.º) Direito a dispensa de prestação de trabalho em regime de adaptabilidade (cont.): Quem? Trabalhadora grávida, puérpera e lactante. Este direito aplica-se a qualquer um dos progenitores, em caso de aleitação, sempre que o regime de adaptabilidade afecte a regularidade da mesma. 72
73 Direito a dispensa de prestação de trabalho suplementar Direito a dispensa de prestação de trabalho suplementar: Artºs 35.º, n.º 1, r), 59.º da Lei 7/2009 Nota: Trabalho suplementar = prestado fora do horário de trabalho (226.º do CT) Quem? Trabalhadora grávida, trabalhadora ou trabalhador com filho de idade inferior a 12 meses e ainda trabalhadora que esteja a amamentar se tal dispensa for necessária para a sua saúde ou para a da criança. 73
74 Direito a dispensa de prestação de trabalho no período nocturno Direito a dispensa de prestação de trabalho no período nocturno: Artºs 35.º, n.º 1, s), 60.º e 65.º da Lei 7/2009 Nota: Trabalho no período nocturno = para este efeito, o compreendido entre as 2o horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte. 74
75 Direito a dispensa de prestação de trabalho no período nocturno (cont.): Quem? Trabalhadora Durante quanto tempo? Durante 112 dias antes e após o parto, dos quais pelo menos 1/2 antes da data previsível do parto (Também durante o resto da gravidez /ou durante a amamentação se for necessário para a sua saúde ou para a do bebé). Direito a dispensa de prestação de trabalho no período nocturno (cont.): Formalidades? Informar o empregador e apresentar atestado médico (durante o resto da gravidez /ou durante a amamentação, se for necessário para a sua saúde ou para a do bebé), com a antecedência de 10 dias. Em caso de urgência comprovada pelo médico, o aviso é feito logo que possível. 75
76 Direito a dispensa de prestação de trabalho no período nocturno (cont.): Nota 1: Sempre que não seja possível atribuir horário diurno compatível, a trabalhadora é dispensada do trabalho, com direito a subsídio. (Subsídio por risco específico 65%) Nota 2: Não obstante, sempre que o médico de trabalho detecte a existência de risco para a trabalhadora grávida deve determinar a sua dispensa de prestação de trabalho nocturno. Direito a dispensa de prestação de trabalho no período nocturno (cont.): Efeitos? As ausências ao trabalho resultantes desta dispensa não determinam a perda de quaisquer direitos, salvo quanto à retribuição, e são consideradas como prestação efectiva de trabalho. 76
77 Protecção da segurança e saúde Protecção da segurança e saúde: Artº 62.º da Lei 7/2009 A trabalhadora grávida, puérpera e lactante tem direito a especiais condições de segurança e saúde nos locais de trabalho. O empregador deve adaptar as condições de trabalho, atribuir outras tarefas compatíveis com o estado e categoria profissional da trabalhadora ou dispensá-la do trabalho durante o período necessário (neste caso com direito a Subsídio por Risco específico 65%) 77
78 Protecção da segurança e saúde (cont.): Efeitos: a dispensa da prestação de trabalho a trabalhadora grávida, puérpera e lactante por motivo de protecção da sua segurança e saúde não determinam a perda de quaisquer direitos, salvo no que respeita a retribuição, e são consideradas como prestação efectiva de trabalho. Protecção em caso de despedimento 78
79 Protecção em caso de despedimento: Artº 63.º da Lei 7/2009 O despedimento de trabalhadora grávida, puérpera e lactante ou de trabalhador no gozo da licença parental presume-se sem justa causa e carece de parecer prévio da CITE. UMA ABORDAGEM PRÁTICA DA LEI 79
80 MARIA: 33 anos, Eng.ª Civil (Município da Guarda) CASADA COM JOÃO: 33 anos, Arq.º (Construções ABC, Lda.) O seu percurso parental, as dúvidas e as respostas da lei para o ANTES e o DEPOIS ANTES DO NASCIMENTO 80
81 MARIA: Estou grávida. Para beneficiar dos direitos que a lei consagra, tenho de fazer alguma coisa? Sim, a trabalhadora grávida deve informar o empregador desse estado, por escrito e com apresentação de atestado médico. Artº 36.º da Lei 7/
82 MARIA: Estou grávida e já fiz a comunicação ao meu empregador. Posso ser dispensada do serviço para realizar exames médicos? Sim, a TRABALHADORA GRÁVIDA tem direito a ser dispensada do trabalho para ir a consultas pré-natais, pelo tempo e n.º de vezes necessários DISPENSA PARA CONSULTA PRÉ-NATAL. Artºs 35.º, n.º 1, g), 46.º e 65.º da Lei 7/
83 MARIA: A D.R.H. da Câmara Municipal, depois de me ter ausentado para ir a consulta prénatal, solicitoume prova da mesma. É legal? Sim. Sempre que possível, a trabalhadora deve comparecer às consultas fora do horário de trabalho. Quando assim não for, o empregador pode exigir prova de que a consulta não era possível fora do horário de trabalho e ainda prova da realização da consulta (ou declaração dos mesmos factos). Artºs 35.º, n.º 1, g), 46.º e 65.º da Lei 7/
84 JOÃO: Posso ser dispensado do serviço para acompanhar a Maria nessas consultas? Sim Mas o PAI só tem direito a três dispensas para acompanhar a trabalhadora. Artºs 35.º, n.º 1, g), 46.º e 65.º da Lei 7/
85 MARIA: Posso faltar ao serviço para realizar consultas de preparação para o parto? Sim. A preparação para o parto tem o mesmo regime das consultas pré-natais. Artºs 35.º, n.º 1, g), 46.º e 65.º da Lei 7/
86 MARIA: O meu médico informou que me encontro em situação de risco clínico. A lei protege-me, nesta situação? Nessa situação, a TRABALHADORA GRÁVIDA tem direito a licença pelo tempo que a prescrição médica aconselhar (LICENÇA EM SITUAÇÃO DE RISCO CLÍNICO NA GRAVIDEZ) (Este direito só existe se o risco clínico impedir o exercício de funções e se o empregador não proporcionar actividade compatível com o estado e categoria profissional da trabalhadora). Artºs 35.º, n.º 1, a), 37.º e 65.º da Lei 7/
87 NOTA: o direito a esta licença existe seja qual for o motivo que originou a situação de risco clínico (para a trabalhadora e/ou nascituro). Artºs 35.º, n.º 1, a), 37.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA: Tenho de solicitar a licença em situação de risco clínico? 87
88 Sim. A trabalhadora deve informar o empregador e apresentar atestado médico que refira a duração previsível da licença, com a antecedência de 10 dias ou, em caso de urgência comprovada pelo médico, logo que possível. Artºs 35.º, n.º 1, a), 37.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA: Mesmo não estando em situação de risco clínico, existe alguma previsão de direitos para proteger a minha saúde no trabalho? 88
89 Sim. A trabalhadora grávida, puérpera ou lactante tem direito a especiais condições de segurança e saúde nos locais de trabalho (não deve estar exposta a agentes, processos ou condições de trabalho que apresentem risco para a sua segurança e saúde). Artº 62.º da Lei 7/2009 MARIA: Uma amiga disse-me que tenho de iniciar o gozo da licença parental exclusiva da mãe antes do parto. É verdade? 89
90 Não. A trabalhadora grávida tem direito a gozar até 30 dias antes do parto (LICENÇA PARENTAL EXCLUSIVA DA MÃE ), mas não é obrigatório. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º b), 41.º e 65.º da Lei 7/2009 No caso de a mãe gozar os 30 dias facultativos antes do parto, deve comunicar ao empregador com 10 dias de antecedência, apresentando atestado médico com data previsível do parto. Em caso de urgência comprovada pelo médico, comunica logo que possível. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º b), 41.º e 65.º da Lei 7/
91 DEPOIS DO NASCIMENTO MARIA e JOÃO: Há alguma diligência a tomar logo após o nascimento? 91
92 Sim. Deve dar-se conhecimento ao empregador, juntando atestado médico ou certidão de nascimento. Nota: Não esquecer ainda que só tem 7 dias após o parto para comunicar ao empregador se a licença parental inicial será partilhada ou não. Artº 36.º da Lei 7/2009 MARIA e JOÃO: Depois do nascimento, há algum período de licença cujo gozo seja obrigatório para a mãe? 92
93 Sim. Deve gozar seis semanas após o parto (LICENÇA PARENTAL EXCLUSIVA DA MÃE). NOTA: Licença Parental Exclusiva da Mãe = a 30 dias facultativos antes do parto + 6 semanas obrigatórias após o parto dentro dos 120/150 dias da Licença Parental Inicial. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º b), 41.º e 65.º da Lei 7/2009 JOÃO: Como pai, qual o período de licença parental exclusiva que a lei me garante? 93
94 Quanto ao PAI TRABALHADOR, é obrigatório gozar, nos 30 dias após o nascimento, 10 dias úteis (5 consecutivos após o parto e 5 seguidos ou interpolados) LICENÇA PARENTAL EXCLUSIVA DO PAI. Após o gozo desse período, somam-se + 10 dias úteis, seguidos ou interpolados, se gozados em simultâneo a licença parental inicial pela mãe. NOTA: Soma-se + 2 dias por cada gémeo além do 1.º Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º d), 43.º e 65.º da Lei 7/2009 JOÃO: O que necessito de fazer para gozar a licença parental exclusiva? 94
95 Avisar o empregador com a antecedência possível quanto aos primeiros 10 dias e com pelo menos 5 dias de antecedência quanto aos segundos 10 dias (em simultâneo com a licença parental por parte da mãe). Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º d), 43.º e 65.º da Lei 7/2009 JOÃO: Durante o gozo da minha licença, posso realizar trabalho subordinado? 95
96 Não. Durante o gozo da licença parental em qualquer das suas modalidades, o trabalhador não pode exercer outra actividade incompatível com a respectiva finalidade (trabalho subordinado, prestação continuada de serviços fora da sua residência, entre outras). Artº 51.º, n.º 4 da Lei 7/2009 MARIA e JOÃO: Após o nascimento, que licença poderemos gozar de forma partilhada? 96
97 PAI E MÃE TRABALHADORES podem usufruir da LICENÇA PARENTAL INICIAL (a antiga licença de maternidade) de 120 ou 150 dias consecutivos, cujo gozo podem partilhar ou não. Se a licença for partilhada, a duração dos períodos de cada um é definida pelos progenitores, sem prejuízo do direito da mãe a 30 dias antes do parto e 6 semanas de gozo obrigatório após o parto. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º a), 40.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA e JOÃO: Se decidirmos partilhar a licença, como devemos solicitá-lo às nossas entidades patronais? 97
98 Pai e mãe informam os respectivos empregadores, até 7 dias após o parto, entregando uma declaração conjunta que indique a duração e o início e termo do período a gozar por cada um. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º a), 40.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA e JOÃO: Se optarmos por não partilhar a licença, também temos de informar as entidades patronais? 98
99 Sim. Caso não exista partilha de licença, o progenitor que vai gozar a licença parental inicial na totalidade deve informar disso a entidade patronal, até 7 dias após o parto, indicando o início e termo do período e juntando ainda declaração do outro progenitor com menção de que exerce actividade profissional e não goza da licença parental inicial. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º a), 40.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA e JOÃO: Existe alguma possibilidade de alargar o período de 120 ou 150 dias de licença parental inicial? 99
100 Sim. Se após as 6 semanas de gozo obrigatório pela mãe, cada progenitor gozar, em exclusivo, 1 período de 30 dias consecutivos ou 2 períodos de 15 dias consecutivos, acrescem 30 dias. (Assim: ou = 150 ou 180) Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º a), 40.º e 65.º da Lei 7/2009 JOÃO: Tivemos gémeos: A Laura e o Lucas. A duração da licença é igual? 100
101 Não. Em situação de nascimentos múltiplos, aos 120 ou 150 dias de licença parental inicial acrescem 30 dias por cada gémeo. (Assim: dois gémeos 150 ou 180 dias Três gémeos 180 ou 210 dias) Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º a), 40.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA e JOÃO: Que implicações tem a opção por mais ou menos dias de licença, no montante dos subsídios? 101
102 Subsidio Parental inicial Licença parental inicial 120 dias % da RR 150 dias %* da RR * (= a não remuneração nos 30 dias finais) Se acrescerem 30 dias ( ): = 150 dias % da RR = 180 dias % da RR Rem. Ref.ª (RR): remunerações dos 1.ºs 6 meses dos últimos 8 meses anteriores ao início da licença, a dividir por 180. Remuneração de Referência exemplo Licença parental inicial Rem. Ref.ª (RR): remunerações dos 1.ºs 6 meses dos últimos 8 meses anteriores ao início da licença, a dividir por 180. Início da licença Novembro (não conta) 6 meses que contam Março a Agosto Valores que contam - todas as remunerações ilíquidas recebidas nesses primeiros 6 meses dos últimos 8 meses 102
103 JOÃO: Após o nascimento dos meus filhos e durante o gozo da licença parental exclusiva da mãe, a Maria foi internada. Que devo fazer para suspender a licença? Em caso de internamento hospitalar do progenitor que estiver a gozar a licença ou da criança, a licença suspende-se pelo tempo que durar o internamento. Para tal, deve informar-se o empregador e apresentar declaração emitida pelo estabelecimento hospitalar. Artºs 35.º, n.º 1, c), 40.º, n.º 7 e 65.º da Lei 7/
104 JOÃO: Na sequência do internamento, a Maria ficou psiquicamente impossibilitada de gozar o resto da licença parental inicial. Quais as consequências? Se ocorre morte ou incapacidade física/ psíquica do progenitor que está a gozar a licença, o outro tem direito ao gozo da totalidade ou do período remanescente LICENÇA PARENTAL INICIAL A GOZAR POR IMPOSSIBILIDADE DO OUTRO CÔNJUGE. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º c), 42.º e 65.º da Lei 7/
105 Neste caso, também há possibilidade de o João gozar mais 30 dias, após os 120 ou 150? Sim, se à data da impossibilidade da Maria: a) ambos tiverem já gozado, em exclusivo, 30 dias consecutivos ou ; b) ela tiver já gozado as 6 semanas obrigatórias após parto. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º c), 42.º e 65.º da Lei 7/2009 JOÃO: Devo comunicar à minha entidade empregadora sobre a impossibilidade da Maria gozar a licença parental inicial? 105
106 Sim. O pai/mãe deve informar o empregador, logo que possível, apresentando atestado médico ou certidão de óbito e declaração sobre o período de licença já gozado pelo progenitor impossibilitado ou falecido. Artºs 35.º, n.º 1, c), 39.º c), 42.º e 65.º da Lei 7/2009 A AMAMENTAÇÃO/ALEITAÇÃO EM ESPECÍFICO 106
107 MARIA: Como mãe trabalhadora, tenho direito a ser dispensada para amamentação? Sim. A MÃE que amamenta o filho tem direito a dispensa do trabalho para o efeito, durante o tempo em que durar a amamentação DIREITO A DISPENSA PARA AMAMENTAÇÃO. Artºs 35.º, n.º 1, i), 47.º, 48.º e 65.º da Lei 7/
108 MARIA: Devo comunicar ao empregador o início da dispensa para amamentação? Sim. Deve comunicar, com uma antecedência de 10 dias relativamente ao início da dispensa. Se a amamentação se prolongar para além do primeiro ano de vida do filho, deve apresentar a testado médico. Artºs 35.º, n.º 1, i) e 48.º da Lei 7/
109 MARIA: E se, entretanto, deixar de amamentar? Se deixar de amamentar (ou se não chegar a haver amamentação) e ambos os PROGENITORES exercerem actividade profissional, qualquer deles, ou ambos, por decisão conjunta, têm direito a dispensa por aleitação até o filho completar um ano DIREITO A DISPENSA PARA ALEITAÇÃO. Artºs 35.º, n.º 1, i), 47.º, 48.º e 65.º da Lei 7/
110 MARIA: Devo comunicar ao trabalhador o início da dispensa para aleitação? Sim. Deve comunicar, com uma antecedência de 10 dias relativamente ao início da dispensa, apresentando declaração conjunta com o período de dispensa gozado pelo outro progenitor (se for caso disso) e prova de que este exerce actividade profissional e que informou o respectivo empregador da decisão conjunta. Artºs 35.º, n.º 1, i) e 48.º da Lei 7/
111 MARIA: Quanto tempo de dispensa tenho, diariamente, para amamentação/ aleitação? A dispensa diária para amamentação/ aleitação deve ser gozada em 2 períodos distintos com a duração máxima de 1 hora cada. (Pode ser acordado com a entidade empregadora outro regime). Artºs 35.º, n.º 1, i), 47.º, 48.º e 65.º da Lei 7/
112 NOTA: Por cada gémeo além do 1.º, acrescem 30 minutos. No caso de 2 filhos gémeos, acrescem 30 minutos por cada gémeo, ou seja, cada pausa terá 1 hora e quinze minutos. Artºs 35.º, n.º 1, i), 47.º, 48.º e 65.º da Lei 7/2009 MARIA: Se fosse trabalhadora com horário a tempo parcial, a duração da dispensa diária para amamentação seria igual? 112
113 A dispensa diária para amamentação/ aleitação é reduzida na proporção do respectivo período de trabalho, mas não pode ser inferior a 30 minutos. Salvo se outro regime for acordado com a entidade empregadora, tal dispensa deve ser gozada em período não superior a uma hora e, se for caso disso, num segundo período com a duração remanescente. Artºs 35.º, n.º 1, i) e 47.º, n.ºs 5 e 6 da Lei 7/2009 MARIA: O meu empregador comunicou alterações no horário e a implementação do regime de adaptabilidade. Poderei recusarme por estar a amamentar? 113
114 Sim. A trabalhadora grávida, puérpera ou lactante tem direito a ser dispensada de prestar trabalho em horário organizado segundo o regime da adaptabilidade, de banco de horas ou de horário concentrado. Artº 58.º da Lei 7/2009 JOÃO: A minha empresa está a atravessar uma fase de muito trabalho. Foi-me solicitada a prestação de trabalho suplementar, fora do horário normal. Posso recusar? 114
115 O pai só pode recusar trabalho suplementar se o filho tiver idade inferior a 12 meses. Já a trabalhadora grávida, a trabalhadora com filho de idade inferior a 12 meses e ainda trabalhadora que esteja a amamentar, pode recusar se tal for necessário para a sua saúde ou para a da criança. Artº 59.º da Lei 7/2009 MARIA: Posso ser dispensada de prestar trabalho no período nocturno? 115
116 Sim A trabalhadora tem direito a dispensa de trabalho nocturno: - durante 112 dias antes e após o parto, dos quais pelo menos 1/2 antes da data previsível do parto; - durante a amamentação, se for necessário para a sua saúde ou para a do bebé. Artº 60.º da Lei 7/2009 MARIA: Como fazer para ser dispensada de trabalho nocturno? 116
117 Informar o empregador e apresentar atestado médico (que ateste que, durante a amamentação, a dispensa é necessária para a sua saúde ou para a do bebé), com a antecedência de 10 dias. Em caso de urgência comprovada pelo médico, o aviso é feito logo que possível. Artº 60.º da Lei 7/2009 MARIA: Existe algum regime de protecção no despedimento para a trabalhadora lactante? 117
118 Sim. O despedimento de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante ou ainda de trabalhador que esteja a gozar licença parental presume-se sem junta causa e tem de ter um parecer prévio da CITE. Artº 63.º da Lei 7/2009 MARIA: Existe algum regime de protecção da saúde e segurança para a trabalhadora lactante? 118
119 Sim. A trabalhadora grávida, puérpera e lactante tem direito a especiais condições de segurança e saúde nos locais de trabalho. O empregador deve adaptar as condições de trabalho, atribuir outras tarefas compatíveis com o estado e categoria profissional da trabalhadora ou dispensá-la do trabalho durante o período necessário (neste caso com direito a Subsídio por Risco Específico 65%) Artº 62.º da Lei 7/2009 JOÃO: Quais são os efeitos da dispensa para amamentação/ aleitação? 119
120 Não determina a perda de quaisquer direitos e é considerada como prestação efectiva de trabalho. Artº 65.º da Lei 7/2009 PARECER N.º 93/CITE/ Em , exposição do SINDAV, Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Aeroportos e Aviação sobre prática discriminatória na Empresa X. - A Empresa dava prémio de assiduidade a quem não tivesse + do que 1 dia de ausência ao serviço por trimestre (o sistema de controlo de presenças teria de registar a 1.ª entrada e a última saída cada dia). - A Empresa excluía do prémio de assiduidade trabalhadoras a quem foram atribuídas faltas ao serviço nos períodos de 2 horas para amamentação. 120
121 PARECER N.º 93/CITE/ Para a CITE, as ausências por motivo de dispensa para amamentação ou aleitação são consideradas prestação efectiva de trabalho e não determinam perda de quaisquer direitos (nestes se incluindo a remuneração e todas as liberalidades que gozaria). - Para a CITE a exclusão das trabalhadoras da atribuição do Prémio de Assiduidade, só porque se encontraram ausentes do serviço em virtude das dispensas para amamentação ou aleitação, consubstancia uma discriminação directa em função do sexo, por motivo de maternidade. DEPOIS DA LICENÇA PARENTAL 121
122 JOÃO e MARIA: Para além da licença parental, existe algum outro tipo de licença que nos permita acompanhar melhor o crescimento dos nossos filhos? Sim, pai e mãe têm direito a LICENÇA PARENTAL COMPLEMENTAR, para assistirem a filho com idade igual ou inferior a 6 anos. Artº 51.º da Lei 7/
123 JOÃO: Em que consiste essa licença parental complementar? Pode assumir 1 das seguintes 4 modalidades: a) Licença parental alargada - 3 meses b) Trabalho a tempo parcial (½ do tempo completo) - 12 meses c) Períodos intercalados de a) e b) - duração total da ausência e da redução do tempo de trabalho = aos períodos normais de trabalho de 3 meses; d) Ausências interpoladas - duração = aos períodos normais de trabalho de 3 meses, desde que previstas em IRCT; Artº 51.º da Lei 7/
124 JOÃO: Como podemos usufruir desta licença parental complementar? Informando a modalidade, início e termo de cada período, com 30 dias de antecedência. O gozo é consecutivo ou interpolado até 3 períodos e sem possibilidade de 1 cumular o período do outro. O gozo pode ser simultâneo (se os pais tiverem o mesmo empregador, este pode adiar a licença de um, com fundamento escrito em exigências imperiosas da empresa). Artº 51.º da Lei 7/
125 MARIA: Após o gozo da licença parental complementar não temos direito a mais nenhum tipo de licença? Têm. Esgotado o direito à licença complementar, os pais ainda têm direito a LICENÇA PARA ASSISTÊNCIA A FILHO de modo consecutivo ou interpolado, até ao limite de 2 anos. No caso do 3.º filho ou mais, o limite previsto passa para 3 anos. Artº 52.º da Lei 7/
126 MARIA e JOÃO: A licença para assistência a filho pode ser gozada por ambos? Só há direito a esta licença se o outro progenitor exercer actividade profissional ou estiver impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal. Sendo ambos trabalhadores, a licença pode ser gozada por cada 1 deles ou por ambos em períodos sucessivos (não cumulativamente). Informar empregador com 30 dias de antecedência. Artº 52.º da Lei 7/
127 MARIA: Enquanto os nossos filhos forem menores, temos direito a usufruir de algum regime especial de horário? Sim (dentro de determinados requisitos): - Direito a trabalhar em tempo parcial; - Direito a horário flexível; Artºs 55.º a 57.º da Lei 7/
128 JOÃO: Em que consiste o direito a trabalho em regime parcial? O trabalhador com filhos menores de 12 anos que com ele vivam em comunhão de mesa e habitação tem direito a trabalhar em tempo parcial (após o gozo da licença parental complementar). Corresponderá a metade do tempo completo e deve ser prestado diariamente de manhã e de tarde, ou em 3 dias por semana, conforme o solicitado pelo trabalhador. Artºs 55.º e 57.º da Lei 7/
129 JOÃO: Durante quanto tempo podemos beneficiar do regime de trabalho em regime parcial? Até 2 anos (ou 3 para o 3.º filho ou mais). Até 4 anos no caso de filho com deficiência ou doença crónica. Artº 55.º da Lei 7/
130 MARIA: Em que consiste o direito a trabalho flexível? Significa poder escolher as horas de início e de termo do período normal de trabalho, dentro de certos limites. Podem usufruir deste direito os pais de filhos menores de 12 anos que consigo vivam em comunhão de mesa e habitação (pode ser gozada por cada um ou por ambos, sucessiva ou cumulativamente). Artºs 56.º e 57.º da Lei 7/
131 JOÃO: Durante quanto tempo podemos beneficiar do regime de trabalho flexível? Como o legislador não fixou prazo, entendese que o prazo se pode estender até o filho perfazer os 12 anos. Artº 56.º e 57.º da Lei 7/
132 EM CONCLUSÃO O ordenamento jurídico português consagrou instrumentos legais que apoiam a PARENTALIDADE ANTES, DURANTE e APÓS o parto. Dentro desses instrumentos legais, é notória (pelo menos ao nível da letra da lei) a preocupação em promover e apoiar o Aleitamento Materno. 132
133 Protecção no Dispensa despedimento p/ amamentação Dispensa de horário em regime de adaptabilidade AMAMENTAÇÃO ALEITAÇÃO Dispensa de Trabalho nocturno Protecção da Segurança e Saúde Dispensa p/ aleitação Protecção contra discriminação Dispensa de Trabalho suplementar JOÃO e MARIA: Em caso de dúvidas acerca do regime da parentalidade ou dificuldades na sua aplicação junto das entidades patronais, a que ajudas podemos recorrer? 133
134 Referências: Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego - CITE (linha verde) 1.º site em Portugal sobre Aleitamento Materno, construído pela Dra. Celina Pires O Principezinho procura um amigo verdadeiro. O Direito almeja a encontrar a sua mãe, Justiça, mas nessa demanda precisa de AMIGOS, de DEFENSORES, de PALADINOS. O DIREITO E O PRINCIPEZINHO Paulo F. Cunha 134
135 A PARENTALIDADE E O ALEITAMENTO MATERNO PRECISAM DE AMIGOS, DE DEFENSORES, DE PALADINOS Fica o convite... Obrigada pela vossa atenção! [email protected] 135
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