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HISTÓRIA DA MAQUIAGEM Antes de se transformar em um instrumento de valorização da beleza feminina, a maquiagem palavra que vem do francês "maquilage" que significa pintar o rosto, teve funções bem interessantes, como por exemplo, já foi utilizada para espantar insetos e diferenciar classes sociais. Atualmente ela tem o papel de embelezar a mulher. Usada desde a Idade das Pedras, quando se recorria a uma substância chamada ocre (tinta vermelha) era utilizada por mulheres e homens nas áreas dos olhos e nos cabelos. Os povos Celtas usavam o ocre para pintarem o rosto nas batalhas. O povo hebreu, por sua vez, fabricava um cosmético feito de pó vermelho-amarelado que era extraído da árvore junça, ou henna, como é conhecida pelos árabes. No antigo Egito os faraós utilizavam perucas coloridas como formas de distinção social e consideravam a maquilagem dos olhos ponto de destaque fundamental para evitar olhar diretamente para Rá, o deus -sol. As misturas de metais pesados davam o tom esverdeado para impregnar e proteger as pálpebras dos nobres. O Rio Nilo fornecia uma variedade de elementos como flores e cascas de árvores para a produção de cosméticos. Foi com a civilização egípcia que surgiu a distinção: "Mulher de pele clara" e "Homem de pele escura". Cleópatra bem representou o ideal de beleza daqueles tempos. Carismática e poderosa, a Cleópatra imortalizou seu tratamento banhando-se em leite, cobrindo as faces com argila e maquilando seus olhos com pó de khol (carvão misturado com óleo vegetal ou gordura animal).

OBSESSÃO UNIVERSAL - PELE CLARA Dizia-se que Popéia tinha a pele muito branca graças ao resultado de constantes banhos em leite de jumenta. Ela lançou moda e todas as romanas abastadas eram dadas às máscaras noturnas, onde ingredientes como farinha de favas e miolo de pão se combinavam ao leite de jumenta diluído para formar papas de beleza. Mas a verdade é que a bela complementava seus tratamento de clareamento da pele maquilando as veias dos seios e testa com tintura azul. Esta aparência translúcida foi imitada em misturas de giz, pasta de vinagre e claras de ovos durante muitas décadas. Conta a lenda que Psyché foi buscar no inferno o segredo da pele branca da deusa Vênus, trazendo a cerusa, ou alvaiade, para compor suas fórmulas mágicas. Até a Renascença italiana esse mesmo alvaiade era usado durante o dia pelas lindas mulheres nobres, que à noite cobriam suas faces com emplastros de vitelo crú molhado no leite afim de minimizar os efeitos nocivos causados pelo alvaiade. Escrito entre os séculos I e IV, o Kama Sutra define a mulher ideal como Padmini, aquela que possui "...a pele fina, macia e clara como o lótus amarelo..." No Japão, no período de Heian, entre os século IX ao XII, a valorização da pele branca era regra geral e, para obter a aparência extremamente clara as mulheres aplicavam um pó espesso e argiloso feito de farinha de arroz, chamado oshiroi. Depois passaram também à usar o beni, pasta feita do extrato de açafrão, para colorir as maçãs do rosto. O primeiro creme facial do mundo foi criado pelo físico Galeno, por volta de 150 AC. Ele adicionou água à cera de abelha e óleo de oliva. Posteriormente o óleo de amêndoas substituiu o azeite e a incorporação de bórax contribuiu para a formação da emulsão, minimizando o tempo de processo. Estava aí a primeira base para sustentar os pigmentos de dióxido de titânio e facilitar a aplicação na face; nascia a base cremosa facial. Na Idade Média, os homens e as mulheres já não usavam os ornamentos na cabeça como no período anterior, e o rosto já não ficava tão exposto, o que resultou em uma transformação no estilo da maquilagem, que passou a ser utilizada para disfarçar as marcas deixadas por doenças, como a varíola. O cosmético era feito de farinha de trigo, talco e giz, o que obrigava as mulheres a usarem máscaras para que a maquilagem não rachasse. Na Nova Zelândia, o cosmético era usado em rituais para celebrar seus corpos, assim como os muçulmanos o utilizavam para enfeitar as mãos com pinturas e ornamentavam os corpos, também na Índia era utilizado com o mesmo fim, pois esses últimos acreditavam que os rituais feitos com os cosméticos protegiam seus deuses. Ainda nesse período, a utilização dos cosméticos era feita por rainhas, homens, crianças e escravos, cada um com sua especificidade. Para as rainhas, a maquilagem servia para disfarçar os defeitos do rosto, já que esse ficava muito evidente em razão dos penteados bem ornamentados da época. Os homens usavam o poder da maquilagem para pintarem os rostos nas batalhas, enquanto as crianças e escravos utilizavam um pó chamado de galena, que servia para protegê-los do sol. Na Idade Moderna, século XVIII, na França, veio a proibição do uso de espartilhos e cachos. Com a Revolução Francesa veio um recuo dos cosméticos em razão do período de batalhas. A partir do século XX teve início a produção industrial para fins de comercialização de cosméticos, surgindo então grandes marcas que até hoje se destacam no mercado mundial, tais como Helena Rubistein - HR, que ficou famosa, à época, pela aplicação de massagem facial nos clientes. Nesse mesmo período surgia a Avon - empresa de cosméticos -, dirigida por um ex-vendedor de livros que viu no comércio de perfumes um negócio mais lucrativo. Em 1930, Max Factor, maquiador das estrelas de Hollywood, criou o lápis para delinear os olhos, que davam um traço mais sensual e forte aos rostos femininos, auxiliando na melhor caracterização

dos personagens dos filmes da época, que eram mudos. Com a Segunda Guerra Mundial vieram mudanças significativas no comportamento das pessoas. As mulheres, sem a presença dos homens, por causa da guerra, tiveram a necessidade de trabalhar. Assim, a maquilagem ganhava uma nova característica, menos provocativa e sensual, mas de traços mais recatados. Foi nessa época que o batom ganhou força como símbolo de liberdade feminina. Mais acessível do que roupas e sapatos, que as mulheres já não conseguiam comprar, em razão das condições econômicas do período, o batom passou a ser o acessório da moda, garantindo mais feminilidade às mulheres. Nos anos 70, a sociedade tentou impor uma mudança no comportamento feminino, foi quando surgiram os movimentos, como a onda hippie, entretanto, movimentos passageiros. Teve início ainda o uso da maquilagem corretiva, utilizada no campo da medicina para reparar as sobrancelhas perdidas com a quimioterapia. A partir daí, cada década passa a ser marcada por uma nova tendência, acompanhando a moda, as cores de maquilagem tornaram-se populares, acompanhando as coleções de alta-costura francesa, italiana e inglesa. Cada vez que um grande costureiro lançava uma nova coleção de cores e formas para as roupas, lá vinha um tom de sombra específico para os olhos, uma nova cor de boca. Dior, Chanel, Yves Saint Laurent e todos os grandes fabricantes ousavam e enchiam os olhos das mulheres de todo o mundo com suas criações cada vez mais tentadoras. E é no final da década de 80 que entram em lançamento as fórmulas evoluídas para cosméticos pigmentados. Às beiras do novo milênio finalmente entram em cena fórmulas baseadas em tecnologia de vanguarda, cujo uso garante propriedades bem interessantes para nossa beleza, como proteção solar, umectação e controle do envelhecimento da pele. Nos anos 90 a era do benefício visível ganha importância vital, a indústria da cosmetologia passou a colocar à disposição no mercado uma variedade surpreendente de produtos cosméticos, que além de garantir o belo visual se voltam aos cuidados da pele, passam a ser garantia de uma tez mais saudável. As tendências variam a cada estação, mas continuam a buscar inspiração em outras décadas, e têm como aspecto mais marcante a liberdade de escolha, a possibilidade de adequação à personalidade de cada pessoa, realçar a beleza natural seguindo um estilo próprio. OS OBSTÁCULOS Mas nem só de aprovação caminhou a história dos cosméticos coloridos. Na Roma antiga a indignação masculina frente aos artifícios femininos de usar produtos para maquilagem está registrada em obras imortais, como escreveu Ovídio "...Seu artifício deve permanecer insuspeito. Como não sentir repugnância diante da pintura espessa em sua face se dissolvendo e escorrendo até seus seios? Por que tenho de saber o que torna sua pele tão alva?..." Os líderes religiosos também expressavam sua indignação contra o uso de artifícios coloridos. No relato de São Jerônimo fica evidente a reprovação do ato de maquilar-se, visto como força do mal e da impureza. "...O que faz essa coisa púrpura e branca no rosto de uma mulher cristã, atiçadores da juventude, fomentadores da luxúria, e símbolos de uma alma impura?..." Mas foi no final do século XVIII que o Parlamento inglês recebeu a proposta de uma lei que tentava impor sobre as mulheres a mesma penalidade por adorno que era imposta por bruxaria. O termo desobrigava de suas responsabilidades os maridos que haviam casado com uma "máscara falsa": "Todas as mulheres que à partir deste ato tirarem vantagem, seduzirem ou atraírem ao matrimônio qualquer súdito de Sua Majestade por meio de perfumes, pinturas, cosméticos, loções, dentes artificiais, cabelo falso, lã de Espanha, espartilhos de ferro, armação para saias, sapatos altos ou anquilhas, ficam sujeitas à penalidade da lei que agora entra em vigor contra a bruxaria e contravenções semelhantes e que o casamento, se condenadas, seja anulado..."

Mas apesar da postura radical da igreja e dos costumes rígidos, com os desenvolvimentos científicos o ato de pintar os lábios tornou-se moda desde o século XVII, quando as pomadas coloridas tornaram-se mais acessíveis e seguras. Ainda no século XVI a preocupação com higiene pessoal foi deixada de lado, o que ironicamente contribuiu para o crescimento do uso da maquilagem e dos perfumes. É somente no século XX, com os avanços da indústria química fina, que os cosméticos se tornam produtos de uso geral. Em 1921, Paris é palco de uma verdadeira revolução na história do batom; é primeira vez que um produto desta categoria é embalado num tubo e vendido em cartucho. O sucesso é tal que em 1930 os estojos de batom dominam o mercado americano, trazendo uma nova fase para o desenvolvimento destas formulações. EVOLUÇÃO DA MAQUIAGEM Idade das Pedras: nas sociedades primitivas os homens e mulheres usavam extratos de plantas e de animais para pintar-se, além de misturas de terras e pedras. As pinturas não se restringiam ao rosto, assim como os índios de hoje, o corpo também era pintado em ocasiões especiais, como para adorar os deuses, participar de festas, marcar a passagem de fases importantes da vida, para caçar e ir às batalhas. Idade Média: a maquilagem chegou a ser condenada pelo clero. As mulheres que se pintavam eram acusadas de não aceitarem a aparência que Deus havia lhes dado, e se maquiar, portanto, representava um ato de revolta contra as decisões divinas. Era Renascentista: período que resgatou o desejo e o direito à beleza. O tipo físico ideal da época era uma figura alva e pálida, alcançada pela aplicação no rosto e nos cabelos de um pó branco obtido do caulim, do gesso ou do arroz - daí vem a origem da denominação milenar do pó-dearroz. Nos anos de 1900: as mulheres da sociedade eram proibidas de usar maquilagem, aquelas que dela faziam uso eram taxadas como ignorantes e promiscuas. Nos anos 10: começa surgir o interesse das mulheres em provar o rubor e pó-de-arroz que até então eram utilizados somente pelas damas do teatro. Nos anos 20: graças ao sucesso do cinema e das estrelas de Hollywood foi na década de 20 que as atrizes do cinema mudo se destacaram pelo batom vermelho em lábios pequenos e bem desenhados. Usavam pouco pó e, eventualmente, um brilho nas pálpebras. Uma visão mais moderna do mundo. Nos anos 30: o tipo vamp caprichava no pó e no ruborizador (hoje conhecido como blush). As sobrancelhas eram finíssimas e os olhos bem contornados de preto, com pálpebras esfumadas. Cílios postiços e falsas pintas estavam na moda. Os lábios ainda eram vermelhos e pequenos, mas já emitiam uma voz sensual nos filmes do cinema falado. A importância social das mulheres que se iniciam nas carreiras profissionais. Nos anos 40: os filmes coloridos trouxeram o pancake para o mundo da maquilagem. Sobre ele, a mulher usava o rouge novo nome do ruborizador e o futuro blush. As sobrancelhas ainda se mantiveram finas, mas desenhadas em arco pelo lápis. Os batons variavam nas tonalidades de vermelho e ganhavam brilho. A indústria Cosmética avança na pesquisa. Confirmação da valorização do padrão de beleza clássica.

Nos anos 50: a TV influenciou a maquilagem mais pesada, com bases e pós carregados. Apesar de ainda ser em preto-e-branco, a imagem da TV tinha uma iluminação própria que começou a exigir mais pesquisas na área da maquilagem. Os batons e os blushes ganharam tons de laranja e rosados. Os olhos passaram a ser definidos com delineador no estilo gatinho. Cílios postiços e pintas falsas ainda estavam na moda. A era das divas, Marilyn Monroe eternizada. A industrialização fala mais alto. Nos anos 60: foi marcado pela chegada de tons sintéticos e metálicos, delineadores plásticos e enormes cílios postiços. As cores contrastam com os olhos pesados. Os batons ficaram claros, deixando os lábios muito pálidos. Um período de grandes mudanças começa surgir. Nos anos 70: grandes novidades surgiram, como as bases e máscaras à prova d água. A era da discoteca trouxe pós dourados e cintilantes, olhos puxados e esfumados e batons vermelhos com muito gloss. O glamour começa a imperar de forma prática e ágil, a mulher que sabe o que quer. Nos anos 80: foi a volta à natureza: simplicidade e culto ao corpo natural. As sobrancelhas ficaram mais grossas (com a aparência de não serem feitas). Surgiram os batons rosa-claro, cor de boca e transparentes, e as bases anti-alérgicas. Nos anos 90: a maquilagem fez uma releitura de todas as décadas anteriores, adaptando-se a cada tipo de mulher: ingênua, futurista, natural, executiva, clássica ou fatal. A mulher tornou-se múltipla: podia adotar vários estilos, dependendo da ocasião. Poluição visual da década é total. Hoje a maquilagem é muito mais do que aquele make-up cinematográfico que a difundiu no começo do século XX. Neste início de milênio, do culto à saúde e à longevidade, a maquilagem se transformou em mais um dos cuidados com a pele, com a beleza e com o bem-estar.