Vejam os seguintes exemplos

Documentos relacionados
Ambiguidade e vagueza. Disponível em: < Acesso em

Evento: Concurso Público para Provimento de Cargo Técnico-Administrativo em Educação Edital N 144/2016 PARECER

Interpretação de Textos a Partir de Análises Isoladas

Morfologia, Sintaxe e Morfossintaxe substantivo, verbo, Morfologia. Morfologia classes gramaticais

Capítulo 2 - Acentuação gráfica Regras gerais...10 Casos especiais...10 Prosódia...12 Exercícios...14

Capítulo1. Capítulo2. Índice A LÍNGUA E A LINGUAGEM O PORTUGUÊS: uma língua, muitas variedades... 15

Súmario APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO SINOPSES PARA CARREIRAS FISCAIS APRESENTAÇÃO PARTE I FONÉTICA

Curso de Interpretação de Textos: (Lendo Tirinhas Parte 2)

prof.: Pedro Augusto Furasté

Descrição da Escala Língua Portuguesa - 7 o ano EF

DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA

CAPÍTULO 1 O ESTUDO DAS PALAVRAS

APOIO PEDAGÓGICO AO NÚCLEO COMUM

Apresentação 11 Lista de abreviações 13. Parte I: NATUREZA, ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA LINGUAGEM

*SÃO PALAVRAS EMPREGADAS PARA ACOMPANHAR OU SUBSTITUIR OS SUBSTANTIVOS. *PRONOME SUBSTANTIVO = SUBSTITUI *PRONOME ADJETIVO = ACOMPANHA

DAS CRÍTICAS E CONTRIBUIÕES LINGUÍSTICAS. Por Claudio Alves BENASSI

Descrição da Escala Língua Portuguesa - 5 o ano EF

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 3º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA

INFORMAÇÃO-PROVA PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA FRANCÊS 2017


LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA

Português 1º ano João J. Linguagem e Significação

O ESTUDO DAS PALAVRAS

Colégio Nossa Senhora da Piedade

Este, Esse ou Aquele

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COORDENADORIA DE CONCURSOS CCV PARECER

Interpretação de charges e. Quadrinho. 1 quadro Atualidades Geralmente apresenta uma crítica

Língua Portuguesa UNIDADE DE REVISÃO E RECUPERAÇÃO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ LÍNGUA PORTUGUESA e REDAÇÃO PROSEL/ PRISE 1ª ETAPA

SIGNIFICAÇÃO VOCABULAR E TEXTUAL

*SÃO PALAVRAS EMPREGADAS PARA ACOMPANHAR OU SUBSTITUIR OS SUBSTANTIVOS. *PRONOME SUBSTANTIVO = SUBSTITUI *PRONOME ADJETIVO = ACOMPANHA

P R O G R A M A. IV Unidade Prática de textos: Textos de autores portugueses e brasileiros dos séculos XIX e XX

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PAREDE

CONCURSO DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE/2014 FORMULÁRIO DE RESPOSTA AOS RECURSOS - DA LETRA PARA A LETRA

FRANCÊS 9ºano ABRIL 2015

Plano de Ensino. Meses Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Aulas Regulares Aulas de

Anexo B Relação de Assuntos Pré-Requisitos à Matrícula

Pronomes relativos São aqueles que retomam um substantivo (ou um pronome) anterior a eles, substituindo-o no início da oração seguinte.

VESTIBULAR INVERNO 2015

Ensino Fundamental SÉRIE PORTUGUÊS MATEMÁTICA PRODUÇÃO DE TEXTO

Durante. Utilize os conteúdos multimídia para ilustrar a matéria de outras formas.

Língua Portuguesa. Professoras: Fernanda e Danúzia

O ESTUDO DO VOCABULÁRIO

SUMÁRIO. Unidade I Teoria da Comunicação. Capítulo 1 Linguagem, Língua, Fala, Signo Linguístico, Linguagem Verbal e Linguagem não Verbal

SUJEITO + PRONOME RELATIVO + VERBO + COMPLEMENTO. Ex.: Este é o assunto que fiz referência semana passada.

GRAMÁTICA MODERNA DA LÍNGUA PORTUGUESA

GUIA DE AULAS - PORTUGUÊS - SITE: EDUCADORES.GEEKIELAB.COM.BR

Sumarizando: o que é uma língua. Métodos para seu estudo...44

LISTA DE EXERCÍCIOS GRAMÁTICA

Aula6 CONSTRUÇÕES NEGATIVAS. Lêda Corrêa

TEORIA DA LINGUAGEM Prof ª Giovana Uggioni Silveira

Planificação Longo Prazo

Planificação anual Português 6º ano

Este, esta, esse ou essa: como usar?

Antes de iniciar as respostas, faça uma leitura completa da avaliação. Lembre-se:

Aprenda definitivamente a usar a vírgula com 4 regras simples

Nº da aula 02. Estudo da Sintaxe

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

PLANIFICAÇÃO ANUAL- PORTUGUÊS

O USO DO DICIONÁRIO COMO RECURSO DIDÁTICO

Formador Residente, Maurício Ferreira

1º BLOCO... 2 I. Níveis de Análise da Língua... 2 II. Morfologia - 10 Classes de Palavras... 2 Advérbio... 2 Conjunção... 3 Coordenativas...

CRASE 3 EXERCÍCIOS DE TREINAMENTO

Formulário de Resposta aos Recursos CONCURSO IBGE 2004

COESÃO TEXTUAL. Língua Portuguesa Prof. Samuel KühnK

Professora: Jéssica Nayra Sayão de Paula

Odilei França. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações



MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXÉRCITO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO PREPARATÓRIA E ASSISTENCIAL

PLANO DE ESTUDOS DE PORTUGUÊS - 5.º ANO

CURSO DE FISIOTERAPIA Autorizado pela Portaria nº 377 de 19/03/09 DOU de 20/03/09 Seção 1. Pág. 09 PLANO DE CURSO

No 1. verso do poema, há a interpelação direta a um ser inanimado a quem são atribuídos traços humanos. Assinale a alternativa que designa

Teste de aula 5 questões por aula QUIZ. Teste Leitura 2 questões por aula

Funções gramaticais: Exercícios. Luiz Arthur Pagani (UFPR)

Sumário. Capítulo 1 Comunicação 1

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

RELAÇÕES%DE%PRESSUPOSIÇÃO%E%ACARRETAMENTO%NA%COMPREENSÃO% DE%TEXTOS% PRESUPPOSITION%AND%ENTAILMENT%RELATIONS%IN%TEXT% COMPREHENSION%

PROVA DE SELEÇÃO LÍNGUA PORTUGUESA. Candidato (a):

Sumário. Capítulo 1 Comunicação 1

LÍNGUA PORTUGUESA. Professora Rosane Reis. MÓDULO 11 Sintaxe IV

Compreensão e Interpretação de Textos

Sumário. Apresentação. Parte 1 Período simples 1 Quadro geral dos termos da oração 3 Frase, oração e período 3

Pronomes. Podem substituir ou acompanhar um nome ou substantivo. Ele esteve aqui ontem. Ele esteve aqui e criticou o seu projeto.

Bárbara da Silva. Português. Aula 39 Conjunções I

CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

redação e pleno desenvolvimento do tema, atendendo aos limites Atendimento à proposta de propostos. redação e desenvolvimento do

2011/2012 (Despacho nº 5238/2011 de 28 de Março) 2º Ano CONTEÚDOS ANUAIS DISCIPLINA: Língua Portuguesa. CEF Serviço de Bar

Programa Anual LÍNGUA PORTUGUESA

Anexo B Relação de Assuntos Pré-Requisitos à Matrícula

PREDICATIVO DO OBJETO. A vitória tornou eleito o vereador.

Cronograma - 4º Bimestre / 2016

CONCURSO IGP INSTITUTO GERAL DE PERÍCIAS 20 DICAS DE PORTUGUÊS

Emprego e Função Sintática dos Pronomes Relativos

Procedimentos para Admissão de Novos Estudantes Conteúdos 1º ano do Ensino Fundamental I

Escolas de Educação Básica, na Modalidade Educação Especial Parecer 07/14

Transcrição:

Vejam os seguintes exemplos

O mau uso dos possessivos O diretor geral de um banco estava preocupado com um jovem e brilhante diretor que, depois de ter trabalhado durante algum tempo junto dele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meiodia. Então o diretor do banco chamou um detetive particular e disse-lhe: - Siga o diretor Lopes uma semana. O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou: - O diretor Lopes sai normalmente ao meio dia, pega o seu carro, vai à sua casa almoçar, namora a sua mulher, fuma um dos seus excelentes charutos cubanos e regressa ao trabalho. Responde o diretor: - Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso. Logo em seguida, o detetive pergunta. - Desculpe. Posso tratá-lo por tu? - Sim, claro, responde o diretor, surpreendido. - Bom, então vou repetir, disse o diretor. O diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o teu carro, vai à tua casa almoçar, namora a tua mulher, fuma um dos teus excelentes charutos cubanos e regressa ao trabalho.

A ambiguidade pode ser entendida como a possibilidade de uma palavra ou grupo de palavras possuírem mais de um significado, podendo, dessa forma, ser compreendida de diversas maneiras por um receptor.

a) Menino vê incêndio do prédio. b) Macaco esquecido no porta-malas é motivo de confusão.

Ambiguidade É a "circunstância de uma comunicação lingüística se prestar a mais de uma interpretação. (CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Dicionário de lingüística e gramática. Petrópolis: Vozes, 1986). A função da ambiguidade é sugerir significados diversos para uma mesma mensagem. É uma figura de palavra e de construção. A inadequação ou a má colocação de elementos como pronomes, adjuntos adverbiais, expressões e até mesmo enunciados inteiros podem acarretar em duplo sentido, comprometendo a clareza do texto.

Embora funcione como recurso estilístico, a ambigüidade também pode ser um vício de linguagem, que decorre da má colocação da palavra na frase. Nesse caso, deve ser evitada, pois compromete o significado da oração. Exemplo " (...) os corpos do casal B serão exumados pela segunda vez nesta semana."(folha de S.Paulo) Correção

Tipos de Ambiguidade

Ambiguidade Sintática ou Estrutural Ambiguidade Lexical Ambiguidade Ambiguidade Semântica Ambiguidade de Escopo

Ambiguidade lexical.

Ambiguidade lexical A mesma ocorre sempre que uma palavra admite pelo menos uma dupla interpretação num dado contexto, sendo que a mesma pode ser gerada por dois tipos de fenômeno: a homonímia e a polissemia.

Ambiguidade lexical. 1. A homonímia constitui a ambiguidade lexical as palavras homófonas, isto é, que apresentam a mesma grafia e sentido diferente (homógrafa) e o mesmo som com grafia e sentidos distintos. (homófonas). Ex.: Os ministros devem aterrar a qualquer momento. (aterrar = causar terror / aterrar = aproximar-se do solo).

Ambiguidade lexical 2. Polissemia constitui ambiguidade lexical as palavras polissêmicas, ou seja, que possuem mais de um sentido. Ex.: A rede foi cortada ontem à noite. (rede = rede de deitar, rede elétrica, rede de computadores, etc).

Ambiguidade Sintática

Ambiguidade Sintática. Ocorre quando apresenta problemas de ordem sintática quanto às funções que cada termo exerce nas orações. Na ambiguidade sintática há duplo sentido não em relação ao significado das palavras, mas em relação às funções dos termos.

Ambiguidade Sintática. Ex.: Eu li a notícia sobre a greve na faculdade.

Podemos interpretar esta sentença de duas formas: ou eu li a notícia estando na faculdade, ou a greve acontece na faculdade. Nota-se que a ambiguidade da sentença não é determinada pelo duplo sentido das palavras, mas pela funcionalidade dos termos.

Ambiguidade Semântica.

Ambiguidade Semântica. A ambiguidade é gerada pelo fato de os pronomes poderem ter diversos antecedentes. Por isso é chamada de ambiguidade semântica, pois é uma questão relacionada à correferencialidade.

O ladrão roubou a casa de José com sua própria arma. José falou com seu irmão?

As interpretações possíveis são atribuídas ao tipo de ligação entre os pronomes das sentenças. Na primeira frase, o pronome sua pode estar coindexado em uma ligação tanto com a palavra ladrão, quanto com a palavra José. Temos, então, dois acarretamentos distintos para a sentença: um em que o ladrão usou a própria arma para roubar a casa; e outro em que o ladrão usou a arma de José. Na segunda frase, podemos entender que o falante quer saber se o José falou com o próprio irmão ou com o irmão de quem escuta a pergunta.

Portanto, o mau uso do pronome pessoal ou possessivo pode acarretar na indefinição sobre qual seu real referente. O pronome, como indica a própria palavra, serve para substituir algo que já foi mencionado (anáfora) ou será mencionado (catáfora), seu significado é totalmente dependente do reconhecimento da palavra a qual remete. Os pronomes pessoais oblíquos o e lhe podem causar dúvidas sobre a qual pessoa do discurso eles estão ligados, devido à evolução histórica dos termos no português brasileiro. Atualmente, ambos são utilizados tanto para mencionar a 2ª pessoa quanto a 3ª pessoa. Veja:

Eu o vi. (Eu vi você, Eu vi ele (sic)). Eu lhe falei. (Eu falei para você, Eu falei para ele).

Há casos em que há a certeza do pronome se referir a um elemento de 3ª pessoa, mas o mesmo ser dúbio na frase, como ocorre em Orlando tinha o carro bem preparado; ninguém poderia vencê-lo naquela competição (vencer o carro ou vencer Orlando?). Os pronomes possessivos costumam também ser responsáveis por casos de ambiguidade em um texto, especialmente o pronome seu (e variações). Manuel foi ao cinema com sua mãe. (Mãe de quem? A mãe da pessoa com quem se está falando ou a mãe de Manuel?). Normalmente se evita a confusão utilizando o pronome dele, dela para a terceira pessoa ou de você, do(a) senhor(a) para segunda pessoa.

Ambiguidade semântica: elipse de um verbo. Omitir um termo integrante ou acessório de uma frase pode provocar ambiguidade. Veja exemplos: Conheci-o quando era sargento. (A omissão do sujeito do verbo ser impede que se identifique quem era sargento).

Elipse. A omissão do sujeito também pode causar ambiguidade quando a conjugação verbal não é suficiente, em determinado contexto textual, para identificar quem é o autor da ação. Uma forma verbal como contava pode ser relacionada à 1ª, 2ª (no uso popular, você) ou 3ª pessoa, por exemplo.

Ambiguidade semântica. Palavras parônimas (grafia ou pronúncia apenas parecida, não igual) também podem causar ambiguidade (infligir/infringir), principalmente na linguagem oral.

Ambiguidade de escopo.

Ambiguidade de escopo. Existe um outro tipo de ambiguidade estrutural, a chamada ambiguidade de escopo. Um exemplo dessa ambiguidade é visto abaixo: Os alunos comeram seis sanduíches.

Na frase acima, temos as seguintes interpretações: os alunos todos comeram um total de seis sanduíches, ou cada aluno comeu seis sanduíches. A ambiguidade dessa sentença não decorre de um item lexical ambíguo; também não podemos reorganizar a sentença em duas estruturas sintáticas possíveis. A ambiguidade decorre de uma estrutura, mas não, da estrutura sintática, e, sim, da estrutura semântica da sentença, que gera duas interpretações: é a maneira de organizar a relação de distribuição entre palavras que expressam uma quantificação que gera ambiguidade.

Ambiguidade de escopo. Ou temos uma interpretação coletiva, em que a expressão os alunos tem como alcance, ou ESCOPO, seis sanduíches, como um todo. Ou temos uma interpretação distributiva, em que cada aluno tem seis sanduíches como ESCOPO. OU SEJA, a ambiguidade de escopo sempre envolve ideia de distribuição coletiva ou individual.

Outros exemplos de ambiguidade de escopo. Os alunos dessa sala falam duas línguas.

Ambiguidade de escopo. Nesta frase, podemos interpretar que todos os alunos falam as mesmas duas línguas ou que cada aluno fala duas línguas distintas. Poderíamos ter representações assim: Todos os alunos falam (as mesmas) duas línguas. OU Cada aluno da sala fala duas línguas (diferentes).

Outros exemplos de ambiguidade de escopo. Carlos e Maria são ricos.

Na frase acima, temos que Carlos e Maria, juntos, são ricos, ou que cada um separadamente é rico. Portanto, há as seguintes interpretações: Carlos e Maria (juntos) Cada um são ricos. é rico (separado).

Ambiguidade fonética.

Além das palavras grafadas de modo distinto, mas pronunciadas da mesma forma, há sequências de palavras que levam a identificá-las com outras palavras. Mais perceptível na linguagem oral, sua exploração pelo humor é recorrente:

Estas mulheres, como as concebo, são-me aprazíveis. A expressão como as concebo pode soar como (comoas com sebo).

Ele lutou por cada ponto A expressão por cada pode soar como (porcada).

É bonita essa fada. Em É bonita essa fada temos uma ambiguidade sonora na frase como um todo, pois poderia soar como (bonita e safada).

Não tem nada de errado a cerca dela. Já em Não tem nada de errado a cerca dela pode haver uma ambiguidade fonética na expressão cerca dela que soaria como (ser cadela).

Ambiguidade em texto imagético.

Outras situações que nos permitem múltiplas interpretações são as que se apresentam através das imagens. É possível verificarmos a ambiguidade por meio de fotos, desenhos, gravuras e etc.

A imagem permite que o observador atribua mais de um significado para a imagem, dependendo do enfoque ou da ótica de quem vê. Olhando ligeiramente, tem-se a impressão que se trata de um casal de velhinhos olhando um para o outro, mas ao analisar bem a cena, podemos perceber que são duas pessoas: uma tocando violão e outra segurando um pote na cabeça. Ao longe, percebe-se outra pessoa saindo de uma sala, sendo que o ambiente retratado parece uma espécie de palácio. Neste caso, a ambiguidade permite que vejamos mais de uma cena, retratada na mesma imagem. Como se pode ver, o fenômeno da ambiguidade ocorre em virtude de diversos eventos linguísticos, sendo que não está presente apenas em enunciados, mas também em imagens, piadas, músicas, entre outras situações em que o receptor possa inferir mais de uma interpretação.

Outros exemplos: