CAPITULO III METODOLOGIA

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Introdução. Desta afirmação ressaltam dois conceitos que merecem ser explorados: o conceito de eficácia e o da competência.

Transcrição:

CAPITULO III METODOLOGIA Após o enquadramento teórico dos diversos conceitos implícitos nesta investigação, assim como uma revisão da literatura que se debruçaram sobre esta área de estudo, passamos a apresentar os procedimentos metodológicos adoptados no presente estudo. No decorrer deste capítulo, iremos apresentar a metodologia utilizada, os procedimentos que lhe estiveram subjacentes e a caracterização da amostra. Referir-seão os aspectos principais para operacionalizar as variáveis em estudo e os procedimentos a utilizarem na sua distribuição e recolha, efectuando-se a descrição das variáveis. Finalmente indicar-se-á o processo a utilizar no tratamento estatístico e na análise dos dados. 3.1- Caracterização do estudo O estudo efectuado classifica-se como um método de investigação quantitativo, que tem como objectivo principal, descrever variáveis e examinar as relações existentes entre elas. Este estudo é pioneiro em Portugal, no âmbito das atitudes dos alunos face à inclusão de alunos com deficiência nas suas aulas de Educação Física. Como instrumento de recolha de dados nesta investigação exploratória foi utilizado o CAIPE R, nunca antes aplicado à população portuguesa. O presente estudo teve 2 momentos distintos de aplicação dos questionários. Inicialmente aplicámos o questionário (pré-teste), de seguida foram realizadas as aulas de EF adaptada e finalmente voltámos a aplicar o questionário (pós-teste). No decorrer da nossa investigação, decidimos criar um grupo de controlo (N=43), e um grupo experimental (N=37). O segundo momento de aplicação tem um objectivo diferente para cada um dos grupos. Para o grupo experimental, a grande finalidade consiste em verificar se a actividade produz algum tipo de impacto no sentido de favorecer as atitudes dos alunos sem deficiência face à inclusão de alunos com 37

deficiência. No que respeita ao grupo de controlo, pretende-se avaliar a consistência e validade das respostas. 3.2- Caracterização da amostra A amostra é constituída por alunos da Escola Secundária de Montemor-o-Velho. O presente estudo baseou-se numa amostra total de 80 (N=80) alunos, dos quais 33 são do género masculino e 47 são do género feminino. Dentro da amostra total foram formados dois grupos distintos, o grupo experimental (alunos que participaram na semana de E.F. Adaptada) composto por 37 alunos (N=37) e o grupo de controlo (alunos que não participaram na semana de E.F. Adaptada) composto por 43 alunos (N=43). As idades da amostra estão compreendidas entre os 17 e os 20 anos (M=17,33; DP=0,652). Dos indivíduos que constituem a amostra, 18 alunos (N=18) têm familiares ou amigos com algum tipo de deficiência, e 62 alunos (N=62) nunca tiveram este contacto. Em relação a terem, neste momento, ou terem tido algum colega de turma com deficiência, 18 indivíduos (N=18) responderam que sim e 62 (N=62) que não. No entanto, no que diz respeito a aulas de Educação Física 8 indivíduos (N=8) já tiveram uma pessoa com deficiência a frequentar as aulas e 72 (N=72) não. No que concerne à competitividade, 12 indivíduos (N=12) consideram-se muito competitivos, 55 (N=55) mais ao menos competitivos e 13 (N=13) não competitivos. 3.3- Instrumentos de avaliação Para esta investigação foi aplicado à população em estudo um instrumento de medida visando a avaliação das atitudes dos alunos do 10º, 11º e 12ºanos de escolaridade face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física. O instrumento usado na recolha de dados para medir as atitudes dos alunos face à inclusão foi o questionário Children s Attitudes Towards Integrated Physical Education-revised (CAIPE-R), Block (1995), traduzido e adaptado para a população Portuguesa por Campos & Ferreira (2008). 38

3.3.1- Ficha de caracterização individual A caracterização individual do aluno foi fundamental para ter um conhecimento mais alargado da população em estudo, bem como obter algumas variáveis pertinentes na investigação. Esta caracterização faculta-nos dados importantes para a caracterização da amostra, no que respeita aos: - Dados biográficos: género, idade, data de nascimento; - Dados relativos à escola: ano de escolaridade, turma e escola que frequentam; - Dados relativos à sua convivência (presença/ausência): pessoas na família, amigos, vizinhos com uma deficiência, colegas de turma com deficiência, colegas de turma a participarem nas aulas de Educação Física; - Dados relativos à competitividade: muito competitivos, mais ao menos competitivos ou não competitivos. 3.3.2- Instrumento de avaliação das atitudes dos alunos face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física O instrumento de avaliação utilizado foi o questionário Children s Attitudes Towards Integrated Physical Education-revised (CAIPE-R), Block, 1995, traduzido e adaptado para a realidade portuguesa por Campos & Ferreira (2008), Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. Este instrumento (CAIPE-R), é uma ferramenta válida e confiável para medir as atitudes dos alunos sem deficiência face à inclusão dos alunos com deficiência nas aulas de Educação Física (Block, 1995). O instrumento é formado por doze itens (atitude global) em que os indivíduos têm de exprimir os seus níveis de acordo ou desacordo, subdividido em duas subescalas: atitudes face à Educação Física (7 questões da 1 à 7) e atitudes face às alterações das regras (5 questões - da 8 à 12). A escala de resposta corresponde a uma escala de Lickert de 4 pontos (1= Não, 2 = Provavelmente não; 3 = Provavelmente sim 4 = Sim). Deste modo, a pontuação poderá variar entre doze pontos (valor mais negativo das atitudes) e quarenta e oito pontos 39

(valor mais positivo das atitudes). No entanto, é importante referir que o item 4 é reconvertido, ou seja, o 1=Sim, 2=provavelmente sim, 3= provavelmente não e o 4=não. 3.4- Procedimentos de Aplicação do Instrumento Depois de concluído o processo de adaptação e tradução do instrumento, seguiuse a recolha de dados com a aplicação do CAIPE-R, o estudo efectuado é caracterizado por ter um pré-teste e um pós teste que decorreu entre Dezembro de 2008 e Março de 2009, na Escola Secundária de Montemor-o-Velho. Aos inquiridos, foi sempre explicado todos os processos para uma boa condução na aplicação do questionário, o âmbito e o objectivo destes, e também todas as instruções necessárias para o preenchimento do instrumento. Cada sessão durou cerca de 10 minutos por indivíduo, tendo o instrumento um carácter anónimo e de informação confidencial. Inicialmente, o questionário descreveu um adolescente com uma deficiência física. Após o término dos dados demográficos (idade, sexo, ano de escolaridade, escola), foi-lhes dado um exemplo para verificarmos se todos os alunos compreendiam o processo. Após esta primeira aplicação do instrumento, realizámos a semana da Educação Física Adaptada, onde os Estagiários da Escola secundária de Montemor-o-Velho dedicaram as suas aulas de EF (três aulas de 90 ) às modalidades Paralímpicas como o Boccia, o Goalball, e o Basquetebol em cadeira de rodas, entre outras actividades adaptadas, como por exemplo, o jogo das minas, o Basquetebol só com um braço e a gincana em cadeira de rodas. Antes de iniciarmos as actividades práticas fizemos uma pequena abordagem teórica sobre o Desporto Paralímpico, onde mostrámos algumas modalidades olímpicas para pessoas com deficiência através de vídeos relacionados com as modalidades que íamos abordar. A realização destas actividades, tiveram o objectivo de dar a conhecer aos alunos algumas modalidades do desporto adaptado, bem como a oportunidade de as praticarem, para que verificassem que há modalidades para pessoas com deficiência e, também, que esta população pode realizar as modalidades ditas tradicionais. Para a nossa investigação utilizámos um grupo experimental (Alunos que participaram na aula de EF adaptada) e um grupo de controlo (alunos que não 40

participaram na aula de EF adaptada). Esta opção de formar dois grupos distintos, tem como objectivo comparar as atitudes de ambos os grupos, tal como também verificar se a actividade influencia positivamente ou negativamente as atitudes do grupo experimental. Depois de finalizada as aulas de EF adaptada, fizemos um período de pausa de duas semanas até aplicarmos novamente o instrumento (CAIPE-R) pós-teste a toda a amostra. O procedimento na aplicação do questionário foi idêntico ao do pré-teste, com a diferença que os inquiridos já conheciam o instrumento. 3.5- Definição e caracterização das varáveis em estudo As variáveis em estudo apresentam-se divididas em dois grupos, as independentes e dependentes, sendo estas descritas de um modo sucinto. As variáveis em estudo são independentes e dependentes. 3.5.1- Variáveis independentes Género variável qualitativa do tipo nominal, apresentando duas categorias: masculino e feminino. Presença de pessoas com deficiência na família/amigos/vizinhos variável qualitativa do tipo nominal, que indica a presença/ausência de familiares, amigos íntimos ou vizinhos com deficiência. Presença de pessoas com deficiência na turma variável qualitativa do tipo nominal, que indica a presença/ausência de colegas de turma com deficiência. Presença de pessoas com deficiência na aula de Educação Física variável qualitativa do tipo nominal, que indica a presença/ausência de colegas com deficiência a participarem nas aulas de Educação Física. Nível de competitividade variável qualitativa do tipo nominal, apresentando três categorias: muito competitivo, mais ou menos competitivo e não competitivo Intervenção Inclusiva (aulas de EF adaptada) - Grupo Experimental em comparação com o Grupo de Controlo, de modo a aferir qual o impacto da intervenção inclusiva nas atitudes dos alunos sem deficiência. 41

3.5.2- Variáveis dependentes Atitudes dos alunos face à inclusão de alunos com deficiência (Atitude Global EF) variável que nos permite verificarem a percepção do aluno no que diz respeito à inclusão na aula de Educação Física. (somatório de todas as questões). Atitude específica dos alunos face à integração na Educação Física (Atitude Específica EF) variável que nos permite verificar a percepção do aluno no que diz respeito à integração de alunos com deficiência nas aulas de EF (somatório das questões 1 à 7). Atitude dos alunos face à alteração de regras variável que nos permite verificar a percepção do aluno no que diz respeito à alteração de regras quando há alunos com deficiência nas aulas de EF (somatório das questões 8 à 12). 3.6- Procedimentos de Análise e Tratamento de Dados Para analisarmos os dados criámos uma base de dados na versão 12.0 do programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) para o Windows, versão 2007 SPSS, inc. onde introduzimos os dados segundo uma codificação pré-estabelecida, de modo a identificar cada variável em estudo. Em relação ao tratamento estatístico, utilizaremos a estatística descritiva para apresentarmos os cálculos dos diferentes parâmetros estatísticos descritivos, com o intuito de analisar os dados referentes à amostra. Para isso iremos recorrer à média (M) como medida de tendência central, ao desvio padrão (DP) como medida de dispersão e às tabelas de frequência. Posteriormente, relativamente à estatística inferencial, iremos recorrer à análise comparativa através dos testes paramétricos: Test T de Student e T de Pares e dos testes não paramétricos: Kruskall Wallis, Mann-Withney, para verificar se existem ou não diferenças estatisticamente significativas entre os dois momentos (pré-teste e pós-teste) para as variáveis em estudo. 42