AULA 03 RESPONSABILIDADE CIVIL MÉDICA
Responsabilidade objetiva: não se verifica a existência de culpa do responsável, mas que o dano foi proveniente de ato ilícito. (Art. 14 do CDC)
Responsabilidade subjetiva: exige-se prova da culpa (negligência, imprudência e imperícia) Art. 14, 4º, do CDC
ERRO MÉDICO. Alegação de responsabilidade objetiva do hospital. Inocorrência. Responsabilidade limitada aos serviços relacionados ao estabelecimento empresarial, tais como internação e alimentação de paciente, equipamentos e instalações. Entendimento STJ. Prova pericial. Validade. Perícia elaborada por respeitável órgão público, não havendo quaisquer indícios de parcialidade do perito oficial. Descontentamento com o conjunto fático-probatório contido nos autos. Falecimento de paciente infante. Pneumonia que evoluiu para morte. Fatalidade. Laudo pericial que afasta falha técnica no atendimento médico prestado à criança. Ausência de nexo causal entre o atendimento médico e a evolução para óbito. Em que pese o lamentável óbito do paciente, não se pode atribuir responsabilidade ao réu, que bem ministrou os cuidados médicos necessários. Indenização indevida. Sentença mantida. Apelo improvido. (Relator(a): Fábio Podestá; Comarca: Sorocaba; Órgão julgador: 5ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 02/06/2017; Data de registro: 02/06/2017)
a) Dano Emergente: aquilo que o paciente irá desembolsar para seu tratamento b) Dano Cessante: aquilo que o paciente deixou de ganhar, porque fico internado pelo erro médico. c) Dano Estético: a cirurgia deixou cicatriz (não tem relação com cirurgia plástica)
APELAÇÃO DO CORRÉU JORGE FELIPE COSTA. Recurso julgado deserto em primeiro grau, ante a insuficiência no recolhimento do preparo. Apelação não apreciada. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. Marido e pai das autoras que foi atendido no hospital réu e faleceu no dia seguinte. Comprovação da negligência do médico que atendeu o paciente. Obrigação de meios que não afasta o dever de despender todos os cuidados possíveis para a cura da patologia do paciente. Prontuário médico sucinto, que demonstra a falta de atendimento adequado. Responsabilidade objetiva do hospital pelos danos causados culposamente por seus prepostos. Arts. 932, III, CC, e 14, CDC. Ré que inova em grau de recurso ao afirmar que não mantinha vínculo empregatício com o médico. Impossibilidade. Alegação de culpa concorrente afastada. Dever do nosocômio de proteção e cuidados com o paciente que ainda se encontrava no estabelecimento hospitalar, mesmo que já tivesse recebido alta médica. Danos morais configurados. Valor da indenização mantido, ante a extensão dos danos. Sentença e honorários advocatícios mantidos. Recurso não provido. (Relator(a): Fernanda Gomes Camacho; Comarca: Serra Negra; Órgão julgador: 5ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 31/05/2017; Data de registro: 02/06/2017)
Apelação. Ação de indenização por danos morais. Erro diagnóstico e demora no atendimento. Responsabilidade objetiva do hospital deve ser precedida da responsabilidade subjetiva do médico e do exame do nexo causal entre a lesão e a conduta do profissional. Ilícito e nexo de causalidade inexistentes. O diagnóstico da embolia pulmonar ocorreu no mesmo dia, isto é, quando o apelante foi ao hospital se queixando de dores. Sequer há qualquer dano a ser reparado, pois ambos os diagnósticos estavam corretos e, nas duas oportunidades ministrados os tratamentos adequados. Sentença mantida. Recurso desprovido. (Relator(a): J.B. Paula Lima; Comarca: São Paulo; Órgão julgador: 10ª Câmara de Direito Privado; Data do julgamento: 30/05/2017; Data de registro: 30/05/2017)
Anuência do paciente: o paciente autoriza o médico a fazer-lhe uma cirurgia de risco, sabendo que poderá falecer na mesa da cirurgia. Se falecer em razão da cirurgia, não havendo culpa do médico, não há indenização.
Exercício normal de um direito: se o médico causar lesão no paciente para salvar-lhe a vida, não responderá por danos morais nem materiais. Exemplo: amputação do pé diabético.
Estado de necessidade: consiste na ofensa a um direito alheio para remover perigo iminente, sem exceder os limites do indispensável para remoção do perigo sem autorização do paciente ou de seus familiares.
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.