Imunobiológicos e Sala de vacinas



Documentos relacionados
INSTRUÇÃO NORMATIVA REFERENTE AO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO POVOS INDÍGENAS

IMPORTANTE. Os imunobiológicos devem ser mantidos no REFRIGERADOR com temperatura entre -2 e +8 C.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Universidade Federal do Rio Grande FURG VACINAS AULA II. Prof. Edison Luiz Devos Barlem

Vacina Pentavalente. Nomenclatura. Proteção. Forma Farmacêutica Apresentação

Instrumento Administrativo Política Institucional Nº Política de Vacinação

IMUNOBIOLÓGICOS UTILIZADOS NA UNIDADE NEONATAL

PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO. Prof. Enf. Hygor Elias

INSTRUÇÃO NORMATIVA REFERENTE AO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO

CALENDÁRIOS VACINAIS. Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM

Política de Vacinação

Campanha para Atualização da Caderneta de Vacinação. Brasília - agosto de 2012

Calendário de Vacinação do Prematuro e da Criança

As Ações de Imunizações e o Programa de Saúde da Família

CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA

Calendário de Vacinas 2011

PORTARIA Nº 1.946, DE 19 DE JULHO DE 2010

Secretaria Municipal de Saúde Coordenação de Saúde Ambiental Subcoordenação de Vigilância Epidemiológica Setor de Agravos Imunopreveníveis

QUESTÕES SOBRE O MÓDULO PNI

PORTARIA No , DE 28 DE OUTUBRO DE 2010

VACINA PENTAVALENTE CADERNO DO TREINANDO

O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA DO HOSPITAL DE CLINICAS DA UFPR NA VIGILÂNCIA DOS EVENTOS ADVERSOS INFANTIS NOS ANOS DE 2004 E 2005.

Imunizações FUNSACO 2009

RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS DA VACINA CONTRA FEBRE AMARELA

Imunização. IMUNIZAÇÃO Profa. MS. KELLI COELHO DOS SANTOS

Rede Pública ou Particular?

VACINA INATIVADA POLIOMIELITE 1, 2 e 3

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição; e

SÍNDROME DE DOWN Diário Oficial do Estado Nº 197, Seção 1 sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Preparatório para Concurso do IPASGO

vacina tétano Forma farmacêutica e apresentação: Suspensão injetável. - Cartucho contendo uma seringa de dose única.

GERENCIAMENTO DE PROCESSO. Titulo: Imunização Revisão: 01 Data: POP 01. Técnico de. Organizar a Sala de Vacinas. Diariamente UAPS

VERITAE TRABALHO PREVIDÊNCIA SOCIAL SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO LEX TRABALHO E SAÚDE

Protocolo. Vacinação em TCTH

NOTAS TÉCNICAS. Propostas para Material elaborado pela Equipe da DIVEP/CEI baseado nas notas técnicas 173, 183 e 193/2012 CGPNI/DEVEP/SVS/MS

- Vacina monovalente contra a poliomielite (VIP)

CÓLERA/ DIARRÉIA DO VIAJANTE

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE SANTA CATARINA Última atualização em 05 de janeiro de 2016

Enfermagem. Imunização 2016

Informe Técnico - SARAMPO nº2 /2010 Atualização da Situação Epidemiológica

Sucessos, Desafios e Perspectivas

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA- CALENDÁRIO VACINAL 2013

A vacina rotavirus foi lançada no Brasil exclusivamente na rede privada, aplicada em 3 doses

Saúde Naval CARTILHA DA CRIANÇA

MENINGOCÓCICA C (CONJUGADA) DOSE < DE1ANO 1ANO 2a4 ANOS 5 a 8ANOS 9 a 12ANOS 13 a 19ANOS 20 a 59ANOS D1 VIP/VOP (SEQUENCIAL) DTP/HB/HIB (PENTA)

VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS PREVENÍVEIS POR IMUNIZAÇÃO. Profa. Regina Flauzino Disciplina de Epidemiologia IV

Atualização Imunização 2017

INFORME TÉCNICO DA VACINA HPV (PAPILOMAVÍRUS HUMANO 6, 11, 16, 18 (RECOMBINANTE))

Sala de Vacina. Afastar o refrigerador da parede, pelo menos 20 cm; Verificar a temperatura 2 vezes ao dia;

Professora do curso de extensão em vacinas da UFRJ. Professor Adjunto de Infectologia Pediátrica da UFRJ,

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite

Mais de 1,2 milhão de visitantes únicos por mês, com mais de 3,5 milhões de visualizações mensais.

Guia Prático de Vacinas 2013

Vacinas contra o pneumococo

VACINAÇÃO PRÉ E PÓS-TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS ADULTO

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi

vacina tétano Potência estimada com o limite inferior de confiança em P = 0.95.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO - PNI. Profª. Andréa Paula Enfermeira andreapsmacedo@gmail.com

vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis (acelular) e poliomielite 1, 2 e 3 (inativada)

SECRETARIA DE VACINAS ESQUEMA PRIMEIRA VISITA PRIMEIRA DOSE A 3 6 MESES APÓS A A CADA 10 ANOS REFORÇO. 4 Disponível na

Imunização ativa x passiva

FICHA DE SOLICITAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS CENTRO DE REFERÊNCIA PARA IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS

Política de Introdução de Novas Vacinas no Brasil

INDICAÇÃO DE VACINAS ESPECIAIS (CRIE)

20 GERÊNCIA DE SAÚDE-20º SDR PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO(PNI)

Relatório Trabalhista

Gripe Proteja-se! Faça Chuva ou faça Sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno. Consulte o seu médico

Vigilância Epidemiológica: Informar para conhecer

13 RESUMO DAS INDICAÇÕES DOS CRIES, POR IMUNOBIOLÓGICO

VACINE-SE A PARTIR DE 1 DE OUTUBRO CONSULTE O SEU MÉDICO

A INTRODUÇÃO DA VACINA DPT - HEPATITE B

Papiloma Vírus Humano - HPV

IMUNIZAÇÕES. Jacy Amaral Freire de Andrade (*)

AVAXIM 80U vacina hepatite A (inativada) - 80U. A vacina hepatite A (inativada) - 80U - AVAXIM 80U deve ser administrada por VIA INTRAMUSCULAR.

Responsável Técnico. Dr. José Geraldo Leite Ribeiro - CRMMG 13231

IMUNIZAÇÃO CONCEITOS BÁSICOS, CALENDÁRIO VACINAL 2014

SALSEP cloreto de sódio Solução nasal 9 mg/ml

Manual para registro de doses aplicadas no Sistema de Informação online de Avaliação do Programa de Imunizações APIWEB

Adultos e idosos também precisam se vacinar

TYNEO. (paracetamol)

Tylemax Gotas. Natulab Laboratório SA. Solução Oral. 200 mg/ml

IMUNIZAÇÃO. Luisa Gonçalves Dutra de Oliveira 1 HISTÓRICO

Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de resposta.

vacina hepatite A (inativada)

vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis (acelular) e poliomielite I, II e III (inativada)

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão. Não, porque contêm químicos e está clorada.

Treinamento para os Núcleos de Epidemiologia

ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL BIOLÓGICO E/OU PERFUROCORTANTES ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Curso Completo de Enfermagem para Concursos Aula nº 8 - Imunização

Atualização em Rede de Frio. Ulisses P. Figueiredo Subcoordenação de Capacitação

Nota Técnica Varicela 2012

RESUMO DAS INDICAÇÕES DE IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS E ESQUEMAS RECOMENDADOS PELO CRIE/MINISTÉRIO DA SAÚDE

Cartilha de Vacinas. Para quem quer mesmo saber das coisas

UNIMED GOIÂNIA. Centro de Vacinação

1. Motivos biológicos como imunodepressão, asplenia, transplante, AIDS;

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, Morumbi - CEP Fone: Nº 223 DOE de 28/11/07. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO

Calendário de Vacinação Ocupacional

Transcrição:

Imunobiológicos e Sala de vacinas

O PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES(PNI) É uma prioridade nacional, com responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal. ESTRATÉGIAS E GRUPOS-ALVO A oferta de imunobiológicos vem sem ampliada na medida em que surgem novas vacinas: - CALENDÁRIO DA CRIANÇA - CALENDÁRIO DO ADOLESCENTE -CALENDÁRIO DO ADULTO E DO IDOSO - OUTROS*

Qual a importância da vacinação? ERRADICAR DOENÇAS PROTEÇÃO PARA EVITAR* DOENÇA EM IMUNOSSUPRIMIDO AMENIZAR OS SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA

VACINAÇÃO SEGURA Produção Transporte Armazenamento* (rede de frio) Administração pni_cgpni@listas.datasus.gov.br Monitoramento (Coordenação Geral do PNI)

Profissionais de Enfermagem É nossa responsabilidade ética, como profissionais de saúde e como cidadãos, contribuir para ampliar o acesso das pessoas aos imunobiológicos com segurança e qualidade

Profissionais de Enfermagem Conservação Prescrição Administração

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE ENF. Solicita a quantidade necessária* para suprir seu posto de vacinação levando em consideração o número de clientes cadastrados; Recebe e distribui entre geladeira de estoque e de uso diário; Controla a temperatura das geladeiras ou câmaras de conservação; Administra vacina e avalia os efeitos adversos; Reconvoca clientes faltosos. Como proceder qdo falta luz?

Código de Ética Art.1º- A Enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser humano e da coletividade. Atua na promoção, proteção, recuperação da saúde e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos e legais. Art.2º - O Profissional de Enfermagem participa, como integrante da sociedade, das ações que visem satisfazer às necessidades de saúde da população. Art.3º - O Profissional de Enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos da pessoa humana, em todo o seu ciclo vital, sem discriminação de qualquer natureza. Art.4º - O Profissional de Enfermagem exerce suas atividades com justiça competência, responsabilidade e honestidade.

INDICAÇÃO CERTA DATA CERTA PACIENTE CERTO REGISTRO CERTO ONZE CERTOS VACINAS CERTA ARMAZENAMEN TO CERTO TEMPERATURA CERTA ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS VALIDADE CERTA DOSE CERTA ORIENTAÇÃO CERTA VIA CERTA

TERMINOLOGIAS CRIE: Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (criado em 1993) Adsorvida: os antígenos são fixados (adsorvidos) a superfície de um vetor como hidr. alum (Ex.: DPT) Recombinante: recombinação genética (Hep B) Vivo e Atenuada: resposta longa duração e > intens. VIP: vacina inativada da poliomielite VOP: contém vírus vivo atenuado* Conjugada: antígeno + proteína (por exemplo) > poder imunog (ex. pneuno 10-V* e Meningoc.)

TERMINOLOGIAS Vacina combinada: contém antígenos de vários agentes infecciosos diferentes (ex: SCR) Vacina de microorganismos mortos ou inativados: é obtida inativando os microorganismos através de procedimentos químicos ou físicos. Em geral, induz uma resposta imunológica de menor intensidade e duração.

COMPONENTES DA VACINA Líquido de Suspensão: AD ou SF0,9% podendo conter proteínas usadas nos processos de produção das vacinas; Conservantes/Estabilizantes e antibióticos: para evitar o crescimento dos contaminantes (nutrientes) qdo contém vírus vivo atenuado pode causar reação alérgica Adjuvantes: ex.: Hidróxido de alumínio ( aumenta o poder imunogênico da vacina)

CAMPANHA A VOP é capaz de induzir forte imunidade intestinal, bloqueando a circulação do vírus selvagem da poliomielite. Ao circular na comunidade, nos comunicantes dos vacinados, promove imunização coletiva. É com essa vacina que se eliminou a poliomielite das Américas.

AGOSTO DE 2012 Porque o esquema de 2 VIP (SALK) e 2VOP? As doses da VIP visam minimizar o risco, que é raríssimo, de paralisia associada à vacina, e as da VOP, manter a imunidade populacional (de rebanho) contra o risco potencial de introdução de poliovírus selvagem através de viajantes oriundos de localidades que ainda apresentam casos da poliomielite, por exemplo.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO A campanha é uma ação que tem um fim determinado e específico. É uma estratégia com abrangência limitada no tempo, que visa a vacinação em massa de uma determinada população, com uma ou mais vacinas. *A oportunidade da campanha deve ser aproveitada para colocar em dia as vacinas atrasadas.

ORGANIZAÇÃO DO REFRIGERADOR 1ª PRATELEIRA: vacinas vírus vivo atenuados 2ª PRATELEIRA: vacinas inativadas 3ª PRATELEIRA: estoques *OBS: Não guardar outros produtos e materiais no refrigerador, pois aumenta a possibilidade de contaminação e alteração de temperatura interna, podendo inativar os imunobiológicos.

CAIXA TÉRMICA É utilizada para conservação dos imunobiológicos: - Na sala de vacina(aplicações previstas para o dia) - Nas visitas domiciliares - No transporte das vacinas - Nas campanhas, intensificações e bloqueios. TERMÔMETRO Deve ficar em pé, afixado na 2ª prateleira e centralizado. GELO Serve para manter a temp. baixa em caso de falha ou para transporte.

PROCEDIMENTOS PRELIMINARES À ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS - Higiene das mãos -Verificar prazo de validade - Reconstituição de soluções - Rotular os frascos - Verificar dose e via de administração - O uso de luvas é recomendado - Desprezo adequado do material contaminado(cx pérfuro-cortante)

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS VIA IM (90 C) - 0,5mL -Pentavalente ( DTP+HIB+HB DTP (difteria,tétano e B. Pertusis) + HIB (Haemo. Infl. B) + Hepatite B - dt (difteria e tétano) - Hepatite B (0,5mL/até 20 anos) - Hepatite A** - Influenza * SALK, pneumocócica 10V, Meningocócica C, anti-rábica, Febre Amarela HPV: inicia em março 2014

HEPATITE B CONSERVAÇÂO: +2C a +8ºC, não podendo ser congelada. DOSE E VOLUME: Esquema habitual - 3 doses (0, 30 dias e 180 dias a partir da primeira dose). Não existe reforço. cças até 20 anos 0,5ML = ou > 20 ANOS 1,0 ML Pacientes Renais 2ML

HEPATITE B Engenharia genética* (recombinante) + adjuvante (hidróxido de alumínio)* IM profunda - 1ª dose nas prim.12 hs de vida* Cças até 2 anos: VLC Maiores 2 anos: deltóide CONTRA-INDICAÇÃO: Ocorrência de reação anafilática após a aplicação de dose anterior. A vacina não deve ser aplicada na região glútea e gestantes antes da 12ª semana (a partir do 1º trimestre ou no 4º mês) EVENTOS ADVERSOS: Hipertermia, cefaléia, edema, eritema, dor e/ou endurecimento no local da injeção, mal-estar, tontura e fadiga.

Atenção A FA não administrar simultaneamente com a tetra viral ou tríplice viral Vacina contra HPV (IM): para meninas em idade escolar (9 aos 14 anos) SUS Não trocar a agulha (dose perdida na agulha e canhão) Descarpak separado para sobras de imunobiológicos

VIA SC (ângulo de 90ºC)* - 0,5mL - Tríplice viral (sarampo,rubéola e caxumba) (0,5mL) - Tetraviral (sarampo,rubéola, sarampo e varicela) Varicela zoster (início em agosto 2012, px meses para Calendário SUS) Aplicar em MSE* VIA ID (ângulo de 15 C) - BCG ( Tuberculose/0,1mL) aplicar em MSD

BCG (Bacilo de Calmette-Guërin) COMPOSIÇÃO: bacilos vivos atenuados da cepa de Mycobacterium bovis. IDADE PARA VACINAÇÃO: A partir do nascimento. INDICAÇÃO: Prevenção de formas graves ( tuberculose meningea e miliar) em crianças de 0 a 4 anos. CONTRA-INDICAÇÃO: RN com peso inferior a 2 kg; Presença de afecções dermatológicas em atividade; Imunodeficiência; Tratamento prolongado com dose elevada de imunossupressor por mais de duas semanas.

BCG - ID Situações de revacinação: 1) Crianças que não apresentarem cicatriz, após 6 meses da aplicação, deverão ser revacinadas. 2) Vacinação de comunicantes intradomiciliares de hanseníase mediante a indicação do Programa de Hanseníase. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Intradérmica, na inserção inferior do músculo deltóide direito ( convenção).

BCG - ID Atenção: todo contato de hanseníase deve receber orientação de que a BCG não é uma vacina específica para este agravo e neste grupo, é destinada, prioritariamente, aos contatos intradomiciliares. Notas: A) Contatos intradomiciliares de hanseníase com menos de 1 ano de idade, já vacinados, não necessitam da aplicação de outra dose de BCG; B) Contatos intradomiciliares de hanseníase com mais de 1 ano de idade, já vacinados com a primeira dose, devem seguir as instruções do quadro acima; C) Na incerteza de cicatriz vacinal ao exame dos contatos intradomiciliares, recomenda-se aplicar uma dose, independentemente da idade.

VIA ORAL (2gotas) - VOP (poliomielite I, II e III)) VORH (rotavírus humano) * 1mL (vem em seringa para Ser administrada via oral**** VORH prevenção da diarréia por Rotavírus (vacina atenuada) Outras: cólera e febre tifóide*

Mitos ou Verdades? - Uso de anestésico tópico? - Administração de paracetamol antes das vacinas? - Todas as vacinas provocam febre e irritabilidade? - Reações na pele são raras e ocorrem somente quando erro na aplicação? - Administração na região glútea? - Mesmo vacinando a cça pode desenvolver a doença?

REAÇÕES ADVERSAS *MAIS COMUNS: - Febre baixa, - Hiperemia, - Calor, endurecimento, edema e nódulo indolor no local da injeção, - Sonolência, - Anorexia e vômito.

REAÇÕES ADVERSAS QUE CONTRA- INDICAM A VACINA - Encefalopatia (Distúrbios do SNC grave) - Convulsão

REAÇÕES ADVERSAS QUE CONTRA- INDICAM A VACINA - Episódio (ou síndrome) Hipotônico Hiporresponsivo (EHH)- Palidez,cianose, hipotonia (relaxamento da musculatura), diminuição ou ausência de resposta aos estímulos.

REAÇÕES ADVERSAS QUE CONTRA- INDICAM A VACINA - Choque Anaflático - Geralmente nos primeiros 30min. ou 2h após a vacina. (Caracteriza-se por hipotensão ou choque associado à urticária, edema de face e laringoespasmo).

OUTRAS CONTRA-INDICAÇÕES PARA VACINAÇÃO Vacinas de bact ou vírus vivos atenuados: Imunodefic congênita ou adquirida; Adiar vacinação em casos de doenças febris agudas; Acometidos de neoplasias; Corticóide 2mg/Kg/dia por + 1 semana, ou submetido a outras terapias imunossupressoras*; Transfusão de sangue ou plasma; Mulheres grávidas;

FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES PARA VACINAÇÃO Doenças benignas comuns, diarréia leve a moderada, doenças de pele (impetigo), Desnutrição; Aplicação de vacina contra raiva em andamento; Doença neurológica estável ou pregressa com sequela presente; Tratamento com corticóide inferior a 1 semana; Alergia (exceto anafilaxia para componentes de determinada vacina); Prematuridade ou baixo peso Havendo indicação de vacinação não existe limite superior de idade, exceto, contra coqueluche para > 7 anos.

Calendário Adolescente FA (a cada 10 anos) SRC (sarampo/rubéola/caxumba) via SC no deltóide esquerdo DT (dupla adulta) IM Hepatite B Março 2014 (HPV)*

DOENÇAS IMUNOPREVENÍVIES VACINAÇÃO*

DIFTERIA Agente: corynebacterium diphtheriae Fonte: secreções das membranas mucosas do nariz e nasofaringe, pele e outras lesões da pessoa infectada Transmissão: contato direto com a pessoa infectada, um portador ou artigos contaminados Período de incubação: em geral 2-5 dias Período de transmissão: variável; até que os bacilos virulentos não estejam mais presentes (identificado por três culturas negativas); em geral, 2 semanas, podendo ser de até 4 semanas)

DIFTERIA Manifestações clínicas Nasal: parece resfriado comum com secreção nasal mucopurulenta serossanguínea sem sintomas gerais; pode haver epistaxe importante Faringo- amigdaliana: Mal-estar, anorexia, dor de garganta, febre baixa, membrana lisa, aderente, branca ou cinzenta, linfadenite importante Laríngea: febre, rouquidão, tosse, obstrução potencial das VA, retrações dispneicas e cianose

DIFTERIA Manifestações clínicas

DIFTERIA Complicações Cardiomiopatia tóxica (2ª e 3ª semana) Neuropatia tóxica

TÉTANO Agente: exotoxina do bacilo gram-positivo anaeróbio Clostridium tetani Fonte: solo, poeira, nos tratos intestinais dos homens e animais, principalmente animais herbívoros * Transmissão: penetram o corpo através de feridas, ferimentos punctórios, queimaduras ou áreas laceradas. No RN através do cordão umbilical.

TÉTANO Período de incubação: varia de 2 dia a alguns meses, mas em média é de 8 dias. Quanto menor for o tempo de incubação maior é a gravidade e pior o prognóstico

TÉTANO Manifestações clínicas Sintomas iniciais: Rigidez progressiva e sensibilidade dos músculos no pescoço e na mandíbula Dificuldade característica de abrir a boca (trismo) Risus sarconicus causado pelo espasmo muscular facial

TÉTANO Manifestações clínicas Posicionamento em opistótono Rigidez em tábua dos músculos abdominais e dos membros Dificuldade de deglutição Sensibilidade extrema aos estímulos externos (um leve ruído, um toque suave ou uma luz brilhante): Desencadeia contrações musculares paroxísticas que duram segundos a minutos As contrações recorrem com frequência crescente, até ficarem contínuas (sustentadas, tetânicas)

CRIE BRASIL, Ministério da Saúde. Manual dos Centros De Referência para Imunibiológicos Especiais, 3ª. Ed. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília DF; 2006.

Indicações VIP* -Cça com história de paralisia flácida pela VOP; - Cças Imunodeprimidas; - RN em internação neonatal; - Cças em contato domiciliar com imunodeprimidos; - -

Vacina Contra Hepatite A

Vacina Tríplice Acelular - Para cças que apresentaram evento adverso grave após a tetravalente* (DPT celular): - Cças que apresentem risco aumento para EAG para tetravalente: RNPT extremo

INFECÇÃO X COLONIZAÇÃO

Esquema para cças < 13 HIV

Esquema para cças < 13 HIV, continuação

Interpretação da Sorologia da Hep B***