MÓDULO COMPLEMENTAR DE PEÇAS PRÁTICA DE TRABALHO 3º EO 2010

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Transcrição:

MÓDULO COMPLEMENTAR DE PEÇAS PRÁTICA DE TRABALHO 3º EO 2010 Será realizado entre os dias 21 a 25/03/2011, das 13:00 às 14:00, compondo-se de aulas no estilo CPS, com 5 peças, identificadas com as letras de A a E protocoladas e corrigidas pela banca do curso. As aulas serão ministradas pela Prof.ª Ana Paula Pavelski. Conteúdo Data protocolo Aula ENTREGA AO ALUNO Peça A 11/03 6ª feira 21/03 18/03 das Peça B 14/03-2ª feira Peça C 16/03-4ª feira 22/03 21/03 das 23/03 22/03 das Peça D 18/03 6ª feira Peca E 21/03 2 a Feira 24/03 23/03 das 25/03 24/03 das 1

Peça A Aldair procurou assistência de profissional da advocacia, relatando que fora contratado, em 1º/10/2008, para trabalhar como frentista no Posto Régis e Irmãos, em Camboriú SC, e imotivadamente demitido, em 26/2/2010, sem prévio aviso. Afirmou estar desempregado desde então. Relatou que recebia remuneração mensal no valor de R$ 650,00, equivalente ao piso da categoria, acrescido do adicional de periculosidade, legalmente previsto. Afirmou ter usufruído férias pelo primeiro período aquisitivo e acusou recebimento de décimos terceiros salários relativos a 2008 e 2009. Salientou o empregado que laborava de segunda a sexta-feira, das 22 h 00 min às 7 h 00 min, com uma hora de intervalo intrajornada. Informou, ainda, o trabalhador que, no dia de seu desligamento, o representante legal da empresa chamara-o, aos berros, de "moleque", sem qualquer motivo, na presença de diversos colegas de trabalho e clientes. Relatou Aldair que tal conduta patronal o constrangera sobremaneira, alegando que, até então, nunca havia passado por tamanha vergonha e humilhação. Pontuou também que as verbas rescisórias não foram pagas, apesar de a CTPS ter sido devidamente anotada no ato de sua admissão e demissão. Informou que o posto fora fechado em 1.º/3/2010, estando seus proprietários em local incerto e não sabido. Em face dessa situação hipotética, na condição de advogado(a) constituído(a) por Aldair, redija a peça processual cabível à defesa dos interesses de seu cliente, apresentando toda a matéria de fato e de direito pertinente ao caso. 2

Peça B Kelly Amaral, assistida por advogado particular não vinculado ao seu sindicato de classe, ajuizou reclamação trabalhista, pelo Rito Ordinário, em face do Banco Finanças S/A (RT nº 1234/2010), em 13.09.2010, afirmando que foi admitida em 04.08.2002, para exercer a função de gerente geral de agência, e que prestava serviços diariamente de segunda-feira a sexta-feira, das 09h00min às 20h00min, com intervalo para repouso e alimentação de 30 (trinta) minutos diários, apesar de não ter se submetido a controle de ponto. Seu contrato extinguiu-se em 15.07.2009, em razão de dispensa imotivada, quando recebia salário no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), acrescido de 45% (quarenta e cinco por cento), a título de gratificação de função. Aduziu, ainda, que desde a sua admissão, e sempre por força de normas coletivas, vinha percebendo o pagamento de auxílio-educação, de natureza indenizatória, para custear a despesas com a instrução de seus dependentes. O pagamento desta vantagem perdurou até o termo final de vigência da convenção coletiva de trabalho de 2006/2007, aplicável à categoria profissional dos bancários, não tendo sido renovado o direito à percepção do referido auxílio nos instrumentos normativos subsequentes. Em face do princípio da inalterabilidade contratual sustentou a incorporação do direito ao recebimento desta vantagem ao seu contrato de trabalho, configurando direito adquirido, o qual não poderia ter sido suprimido pelo empregador. Nomeada, em janeiro/2009, para exercer o cargo de delegado sindical de representação obreira, no setor de cultura e desporto da entidade e que inobstante tal estabilidade foi dispensada imotivadamente, por iniciativa de seu empregador. Inobstante não prestar atividades adstritas ao caixa bancário, por isonomia, requer o recebimento da parcela quebra de caixa, com a devida integração e reflexos legais. Alegou, também, fazer jus a isonomia salarial com o Sr. Osvaldo Maleta, readaptado funcionalmente por causa previdenciária, e por tal desde janeiro/2008 exerce a função de Gerente Geral de Agência, ou seja, com idêntica função ao autor da demanda, na mesma localidade e para o mesmo empregador e cujo salário fixo superava R$ 8.000,00 (oito mil reais), acrescidos da devida gratificação funcional de 45%. Alega a não fruição e 3

recebimento das férias do período 2007/2008, inobstante admitir ter se retirado em licença remunerada, por 32 (trinta e dois) dias durante aquele período aquisitivo. Diante do exposto, postulou a reintegração ao emprego, em face da estabilidade acima perpetrada ou indenização substitutiva e a condenação do banco empregador ao pagamento de 02 (duas) horas extraordinárias diárias, com adicional de 50% (cinquenta por cento), de uma hora extra diária, pela supressão do intervalo mínimo de uma hora e dos reflexos em aviso prévio, férias integrais e proporcionais, décimo terceiro salário integral e proporcional, FGTS e indenização compensatória de 40% (quarenta por cento), assim como dos valores mensais correspondentes ao auxílio educação, desde a data da sua supressão até o advento do término de seu contrato, do recebimento da parcela denominada quebra de caixa, bem como sua integração e reflexos nos termos da lei, diferenças salariais e reflexos em aviso prévio, férias integrais e proporcionais, décimo terceiro salário integral e proporcional, FGTS + 40%, face pleito equiparatório e férias integrais 2007/2008, de forma simples e acrescidos de 1/3 pela não concessão a tempo e modo. Pleiteou, por fim, a condenação do reclamado ao pagamento de indenização por danos morais e de honorários advocatícios sucumbenciais. Considerando que a reclamação trabalhista foi ajuizada perante a 1ª Vara do Trabalho de Boa Esperança/MG, redija, na condição de advogado contratado pelo banco empregador, a peça processual adequada, a fim de atender aos interesses de seu cliente. 4

Peça C Certa empresa é condenada, por decisão de primeiro grau, ao pagamento de horas extras e adicional de periculosidade, calculado o adicional sobre o salário pago ao empregado. Interpõe a empresa recurso, discutindo apenas o pagamento de horas extras. Julgado o recurso ordinário três anos depois, a condenação é mantida e transita em julgado. Então, ajuíza a empresa ação rescisória, para desconstituir a condenação que lhe foi imposta, no tocante ao pagamento do adicional de periculosidade sobre o salário pago ao empregado e não sobre o salário básico. Julgada procedente a ação rescisória, apresente, como advogado do empregado, quando intimado dessa decisão, a medida processual adequada. 5

Peça D João Maria ajuizou reclamação trabalhista 28/09/2007, em face de Fait Indústria de Automóveis Ltda., alegando que foi admitido em 28/09/2000 e dispensado sem justa causa em 28/09/2006, Pleiteou: a) a condenação da reclamada ao pagamento de horas extras sob a alegação de que trabalhava das 08:00 as 18:00 de segunda a sábado com 1 (uma) hora de intervalo e reflexos e b) adicional de periculosidade e reflexos, já que exercia a função de bombeiro na montadora da empresa. Notificada, a empresa reclamada compareceu à audiência, apresentando contestação, impugnando todos os pedidos do reclamante e argüindo prescrição qüinqüenal. As partes não levaram nenhuma testemunha, sendo encerrada a instrução. Em 18/01/2008 (sexta-feira) foi proferida sentença, reconhecendo a prescrição qüinqüenal, nos termos do art. 7º, XXIX da Constituição Federal, contada a partir do ajuizamento da ação. A reclamada foi condenada ao pagamento de horas extras, assim consideradas as excedentes da 8ª diária e 44ª semanais, acrescidas dos reflexos, sob o argumento de que restou comprovado nos autos que a Reclamante laborava na jornada descrita na inicial. Também foi deferido o pagamento de adicional de periculosidade de 30% sobre o salário base da reclamante, acrescido de reflexos. Transitada em julgado a decisão, o perito calculista apresentou cálculos de liquidação no valor de R$ 15.000,00. Sua conta foi realizada da seguinte maneira: a) foram calculadas as verbas deferidas a partir 28/09/2006, em razão do reconhecimento de prescrição qüinqüenal. b) foram calculadas horas extras a partir da 6ª e da 36ª semanais e reflexos em DSR e com estes em aviso prévio,13ª salário, Férias acrescidas de 1/3 e FGTS (depósitos e multa) e c) adicional de periculosidade de 30% calculados sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial recebidas pela reclamante. Os cálculos foram homologados sem vista para as partes. Após garantido o juízo, o executado apresentou na forma e no prazo previsto no art. 884, caput, da CLT, embargos à execução impugnando os cálculos homologados e impugnando o valor de R$ 5.000,00 do cálculo apresentado pelo perito. O juízo da execução julgou improcedente o pedido da executada. Diante do exposto elabore, na condição de advogado da executada, a peça processual cabível para fazer valer os direitos de sua cliente. 6

Peça E Maria ingressou com reclamação trabalhista contra a empresa Brasil S.A., argumentando ter exercido função de confiança, com o conseqüente pagamento da gratificação salarial correspondente, durante seis anos consecutivos, tendo o empregador, sem justa causa e por ato unilateral, promovido sua reversão ao posto antes ocupado, quando, então, foi reduzida sua remuneração. Maria pediu antecipação de tutela para que a reclamada procedesse à imediata incorporação da gratificação, bem como o pagamento das diferenças salariais correspondentes, desde a data da supressão da vantagem. Ao final, postulou a confirmação da medida liminar. Juntou prova documental para comprovar suas alegações. O juiz da 1.ª Vara do Trabalho de São Paulo, argumentando estarem satisfeitos os pressupostos autorizadores da medida, deferiu o pedido de antecipação dos efeitos da tutela. Em face dessa situação hipotética, redija a medida cabível, argumentando a respeito da possibilidade de redução salarial na hipótese de reversão do empregado ao cargo efetivo, antes ocupado, quando este deixar de exercer função de confiança. 7