PIB Produto Interno Bruto 2008 RESULTADO DO PIB MUNICIPAL DE 2006 APONTA CRESCIMENTO VERTIGINOSO DO PIB TOTAL E PER CAPITA DE ALHANDRA, BEM COMO DO PIB PER CAPITA DE BOA VISTA 1. INTRODUÇÃO O projeto do Produto Interno Bruto dos Municípios é desenvolvido desde o ano 2000, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística e Secretarias Estaduais de Governo. Neste projeto, coube ao IBGE a tarefa de coordenar as discussões metodológicas, treinar as equipes técnicas e acompanhar os trabalhos, seguindo os princípios fundamentais das estatísticas oficiais. No caso da Paraíba, a instituição parceira do IBGE é o Instituto de Desenvolvimento Estadual e Municipal do Estado da Paraíba (IDEME/PB). O PIB dos municípios é calculado sob metodologia uniforme para todas as Unidades da Federação, e é integrado, conceitualmente, aos procedimentos adotados nos sistemas de Contas Nacionais e Regionais do Brasil, de maneira que os seus resultados sejam coerentes e comparáveis, entre si e com os resultados nacional e regional. Seguindo o mesmo período considerado nas Contas Regionais do Brasil, a série do PIB dos municípios foi reconstruída a partir do ano 2002. Os novos procedimentos metodológicos adotados nas Contas Nacionais e Regionais modificaram e atualizaram a composição interna do PIB do Brasil e de todas as Unidades da Federação. Essas alterações tiveram impacto direto no peso relativo das atividades econômicas. Desse modo, esse novo vetor de peso refletiu, imediatamente, na composição do PIB dos Municípios. O cálculo do PIB dos Municípios baseia-se na distribuição, pelos municípios, do valor adicionado corrente das 17 1 atividades econômicas de cada Unidade da Federação, pelos seus respectivos Municípios. O nível de desagregação necessário ao cálculo do PIB dos Municípios requer uma maior abertura das mencionadas atividades, chegando-se, especialmente na agropecuária, no nível de produto. A cada divulgação da série do PIB dos Municípios é adotada uma política que determina a revisão dos resultados do ano anterior como requisito fundamental para o aprimoramento da qualidade da informação, entretanto, excepcionalmente, foram realizados ajustes em toda a série. 1 Agricultura e serviços relacionados e silvicultura, exploração vegetal e serviços relacionados; pecuária; pesca, aquicultura e serviços relacionados; indústria de transformação; indústria extrativa mineral; eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana; construção; comércio, serviços de manutenção e reparação; serviços de alojamento e alimentação; transporte, armazenagem e correio; serviços de informação; intermediação financeira, seguros, previdência complementar e planos de saúde; atividades imobiliárias e aluguel; serviços prestados principalmente às empresas;serviços prestados principalmente às famílias e atividades associativas; saúde e educação mercantil; administração pública e seguridade social; e serviços domésticos.
2. ANÁLISE DOS RESULTADOS 2.1. PRODUTO INTERNO BRUTO 2.1.1. Análise da concentração do PIB As informações do PIB dos Municípios permitem avaliar, dentre outros aspectos, a concentração econômica do País. A seguir, apresentam-se alguns resultados cujo propósito é mensurar a desigualdade ou concentração da renda gerada nos municípios brasileiros, através de vários indicadores. O índice de Gini para o PIB do Brasil, em 2006, foi de 0,86, enquanto para o Nordeste e a Paraíba foram, respectivamente, 0,80 e 0,78, mostrando uma menor concentração no Nordeste em relação ao Brasil, e da Paraíba em relação a ambos. Em termos de atividade econômica, o índice de Gini para a agropecuária, indústria e serviços do Brasil foi de 0,56, 0,89 e 0,87, respectivamente. Na comparação com a Região Nordeste e ao Estado da Paraíba, observou-se uma menor concentração dos serviços nestas duas áreas, e bem próximos dos índices nacionais nos setores da agropecuária e indústria: no Nordeste, os índices foram, respectivamente, 0,56, 0,89 e 0,79, para agropecuária, indústria e serviços, e de 0,53, 0,88 e 0,76, na Paraíba. No que diz respeito à desigualdade por setores de atividade econômica, a agropecuária foi a que apresentou o menor grau de concentração, sendo que o inverso ocorreu com as atividades de serviços e indústria, que possuíam grande concentração. Analisando-se a concentração de renda no País através da distribuição do número de municípios e da população segundo faixas de participação relativa no PIB do País, para a série de 2002 a 2006. Em 2006, a renda gerada por cinco municípios correspondeu a aproximadamente 25% de toda a geração de renda do País, e agregando a renda de 50 municípios alcançou-se a metade do PIB e 30,1% da população. No mesmo ano, nota-se que os 1 359 municípios que pertenciam à última faixa de participação relativa responderam por 1% do PIB e concentraram 3,4% da população. Estes números mostram a concentração da geração interna da renda e também a difusão espacial na produção da riqueza. Essa distribuição, quando comparada à do ano de 2002, mostra praticamente a mesma realidade. Em 2002, apenas quatro municípios já agregavam 25% do PIB, e 48 municípios eram responsáveis por metade da renda gerada no País. Os cinco municípios, todos capitais, que representavam 25% do PIB em 2006 eram: São Paulo (São Paulo), 11,9%; Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), 5,4%; Brasília (Distrito Federal), 3,8%; Belo Horizonte (Minas Gerais), 1,4%; e Curitiba (Paraná), 1,4%. Por outro lado, Os cinco municípios de menor PIB em 2006 foram: São Félix do Tocantins (Tocantins), Quixabá (Paraíba), Olho D'Água do Piauí (Piauí), São Miguel da Baixa Grande (Piauí) e Santo Antônio dos Milagres (Piauí), em ordem decrescente. A agregação do PIB destes municípios representava, aproximadamente, 0,001% do total do País. Na Região Nordeste, os 30 municípios de menor PIB localizavam-se nos Estados do Piauí, da Paraíba e do Rio Grande do Norte. 2
Faixas de participação relativa no PIB total do País Tabela 1 - Distribuição do número de municípios e da população, segundo faixas de participação relativa no PIB do País - 2002-2006 Número de municípios Participação relativa (%) Dos municípios Da população (1) Número de municípios acumulado Dos municípios Da população (1) 2002 Até 25% 4 0,1 12,0 4 0,1 12,0 De 25% a 50% 44 0,8 17,6 48 0,9 29,5 De 50% a 75% 261 4,7 24,3 309 5,6 53,8 De 75% a 95% 1.938 34,9 31,0 2.247 40,4 84,8 De 95% a 99% 1.975 35,5 11,5 4.222 75,9 96,4 De 99% a 100% 1.338 24,1 3,6 5.560 100,0 100,0 2003 Até 25% 5 0,1 12,9 5 0,1 12,9 De 25% a 50% 49 0,9 18,0 54 1,0 30,8 De 50% a 75% 280 5,0 24,1 334 6,0 54,9 De 75% a 95% 1 981 35,6 30,4 2 315 41,6 85,3 De 95% a 99% 1 940 34,9 11,1 4 255 76,5 96,4 De 99% a 100% 1 305 23,5 3,6 5 560 100,0 100,0 2004 Até 25% 5 0,1 12,8 5 0,1 12,8 De 25% a 50% 49 0,9 18,1 54 1,0 30,9 De 50% a 75% 268 4,8 23,2 322 5,8 54,1 De 75% a 95% 1 928 34,7 30,8 2 250 40,5 84,9 De 95% a 99% 1 964 35,3 11,4 4 214 75,8 96,3 De 99% a 100% 1 346 24,2 3,7 5 560 100,0 100,0 2005 Até 25% 5 0,1 12,8 5 0,1 12,8 De 25% a 50% 45 0,8 17,3 50 0,9 30,0 De 50% a 75% 251 4,5 23,4 301 5,4 53,6 De 75% a 95% 1 892 34,0 31,4 2 193 39,4 84,8 De 95% a 99% 2 002 36,0 11,6 4 195 75,4 96,5 De 99% a 100% 1 369 24,6 3,5 5 564 100,0 100,0 2006 (2) Até 25% 5 0,1 12,7 5 0,1 12,7 De 25% a 50% 45 0,8 17,4 50 0,9 30,1 De 50% a 75% 250 4,5 23,5 300 5,4 53,7 De 75% a 95% 1 902 34,2 31,5 2 202 39,6 85,2 De 95% a 99% 2 003 36,0 11,4 4 205 75,6 96,6 De 99% a 100% 1 359 24,4 3,4 5 564 100,0 100,0 Notas: (1) População estimada para 1º de julho, série revisada; (2) Dados sujeitos à revisão. Participação relativa acumulada (%) 2.1.2. Indicador de desigualdade Fazendo-se a relação entre o PIB dos 10% dos municípios que mais contribuíram e os 50% dos municípios com menor contribuição na produção, vê-se que, em 2002, os 10% dos municípios com maior PIB geraram 23,6 vezes mais riqueza que os 50% dos municípios com menor PIB. Em 2006, essa relação passava para 24,4 vezes, denotando um aumento na 3
desigualdade na geração de riqueza entre os municípios. As regiões que apresentavam as menores desigualdades eram o Norte, o Sul e o Nordeste. Nesta última, os coeficientes de dispersão entre 2002 e 2006 giraram em torno de 12 vezes. Tabela 2 - Relação entre o PIB dos 10% dos municípios com os maiores PIBs com os 50% dos municípios com os menores PIBs, segundo Brasil e Grandes Regiões (2002 a 2006) Brasil e Grandes Regiões Ano 2002 2003 2004 2005 2006 (1) Brasil 23,6 22,4 23,6 24,6 24,4 Norte 12,2 11,8 12,8 12,8 13,0 Nordeste 12,3 12,0 12,4 12,7 12,4 Sudeste 36,9 36,1 37,2 38,3 39,0 Exclusive Município de São Paulo 27,1 26,6 28,1 28,6 29,4 Exclusive Município do Rio de Janeiro 32,2 31,8 32,7 34,0 34,7 Exclusive Municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro 22,4 22,3 23,5 24,2 25,0 Sul 12,3 10,7 11,8 13,7 13,1 Centro-Oeste 21,0 19,7 19,6 20,4 21,4 Exclusive Brasília 9,7 9,5 9,8 9,8 10,0 Nota: (1) Dados sujeitos a revisão. 2.1.3. Participação dos cinco maiores municípios na Unidade da Federação Analisando-se a participação dos cinco maiores PIBs municipais em relação ao total do PIB de suas respectivas Unidades da Federação, em 2006, observou-se que, na maioria dos estados das Regiões Norte e Nordeste, os cinco maiores municípios concentravam mais do que 50% do PIB estadual (as exceções são os Estados do Tocantins e da Bahia, com 47,3% e 48,0%, respectivamente. Na Paraíba, os cinco principais municípios concentravam 57,1 do PIB (tabela 3) e 36,8% da população total do Estado em 2006 (tabela 4). Em 2003, eles concentravam 56,3% do PIB e 35,7% da população total do Estado. Houve, pois, um pequeno aumento na já elevada concentração espacial da produção destes municípios no contexto estadual, entre 2003 e 2006. Entre 2005 e 2006, vislumbrou-se um pequeno recuo na referida concentração (passou de 58,0% para 57,1%). 4
Tabela 3 - PIB total e participações relativa e acumulada dos 5 principais municípios, na Paraíba (2003 a 2006) Área geográfica Ano 2003 2004 2005 2006 (1) PIB (1 000 R$) Paraíba 14 157 834 15 022 399 16 864 193 19 953 459 João Pessoa 4 192 304 4 358 358 5 015 921 5 966 595 Campina Grande 1 986 564 2 130 049 2 219 610 2 718 189 Cabedelo 793 468 842 060 1 492 934 1 524 654 Santa Rita 660 937 716 944 695 136 739 280 Bayeux 340 360 354 434 361 595 444 259 Participação relativa (%) Paraíba 100,0 100,0 100,0 100,0 João Pessoa 29,6 29,0 29,7 29,9 Campina Grande 14,0 14,2 13,2 13,6 Cabedelo 5,6 5,6 8,9 7,6 Santa Rita 4,7 4,8 4,1 3,7 Bayeux 2,4 2,4 2,1 2,2 Participação relativa acumulada (%) Paraíba 100,0 100,0 100,0 100,0 João Pessoa 29,6 29,0 29,7 29,9 Campina Grande 43,6 43,2 42,9 43,5 Cabedelo 49,2 48,8 51,8 51,2 Santa Rita 53,9 53,6 55,9 54,9 Bayeux 56,3 55,9 58,0 57,1 Nota: (1) Dados de 2006 sujeitos a revisão. 5
Tabela 4 - População total e participações relativa e acumulada dos 5 principais municípios, na Paraíba (2003 a 2006) Área geográfica Ano 2003 2004 2005 2006 (1) População (2) Paraíba 3 518 595 3 568 350 3 593 935 3 623 215 João Pessoa 628 838 649 410 660 798 672 081 Campina Grande 365 559 372 366 376 132 379 871 Cabedelo 47 077 49 902 51 465 53 017 Santa Rita 122 446 126 839 129 271 131 684 Bayeux 90 663 92 728 93 870 95 004 Participação relativa (%) Paraíba 100,0 100,0 100,0 100,0 João Pessoa 17,9 18,2 18,4 18,5 Campina Grande 10,4 10,4 10,5 10,5 Cabedelo 1,3 1,4 1,4 1,5 Santa Rita 3,5 3,6 3,6 3,6 Bayeux 2,6 2,6 2,6 2,6 Participação relativa acumulada (%) Paraíba 100,0 100,0 100,0 100,0 João Pessoa 17,9 18,2 18,4 18,5 Campina Grande 28,3 28,6 28,9 29,0 Cabedelo 29,6 30,0 30,3 30,5 Santa Rita 33,1 33,6 33,9 34,1 Bayeux 35,7 36,2 36,5 36,8 Nota: (1) Dados sujeitos a revisão; (2) População estimada para 1º de julho, série revisada. 2.1.4.Municípios das capitais Com relação à participação das capitais na economia brasileira, o Município de São Paulo (São Paulo) ocupou a primeira posição em termos de contribuição ao PIB do País, enquanto Palmas (Tocantins) ocupou o último lugar, em 2006. A tabela 5 mostra o PIB das capitais, a posição da capital dentro do estado e a posição da capital no Brasil. Pode-se observar que Florianópolis (Santa Catarina) era a única capital que não ocupava a primeira posição dentro de seu estado. Em Santa Catarina, o maior município em toda série foi Joinville, o mais populoso do estado e que faz parte do pólo metal-mecânico catarinense. Entre as capitais, João Pessoa ocupava a 21ª posição e, na comparação com todos os municípios da Federação, ele ocupava a 58ª posição (ganhou duas posições em relação a 2005). Seu PIB representava 0,3% do PIB do País em 2002, passando para 0,2% entre 2003 e 2005, e 0,3% em 2006, ficando, portanto, sua participação relativa inalterada, entre os extremos do período. 6
Tabela 5 - PIB dos Municípios das Capitais, por posição em relação às Capitais, à Unidade da Federação e ao País - 2006 Municípios das Capitais e Unidades da Federação PIB (1 000 R$) Às Capitais Posição em relação À Unidade da Federação Ao País São Paulo/SP 282 852 338 1º 1º 1º Rio de Janeiro/RJ 127 956 075 2º 1º 2º Brasília/DF 89 630 109 3º 1º 3º Belo Horizonte/MG 32 725 361 4º 1º 4º Curitiba/PR 32 153 307 5º 1º 5º Manaus/AM 31 916 257 6º 1º 6º Porto Alegre/RS 30 116 002 7º 1º 7º Salvador/BA 24 072 400 8º 1º 10º Fortaleza/CE 22 537 716 9º 1º 14º Recife/PE 18 318 451 10º 1º 17º Vitória/ES 16 290 882 11º 1º 19º Goiânia/GO 15 872 191 12º 1º 21º Belém/PA 12 520 322 13º 1º 23º São Luís/MA 11 217 074 14º 1º 28º Campo Grande/MS 7 839 567 15º 1º 38º Natal/RN 7 508 466 16º 1º 40º Cuiabá/MT 7 189 521 17º 1º 42º Maceió/AL 6 980 502 18º 1º 44º Florianópolis/SC 6 588 652 19º 2º 49º Teresina/PI 600 490 20º 1º 57º João Pessoa/PB 5 966 595 21º 1º 58º Aracaju/SE 5 029 753 22º 1º 67º Porto Velho/RO 3 762 899 23º 1º 90º Macapá/AP 3 365 004 24º 1º 96º Rio Branco/AC 2 611 114 25º 1º 134º Boa Vista/RR 2 599 811 26º 1º 135º Palmas/TO 1 961 325 27º 1º 176º Nota: Dados sujeitos a revisão. 2.1.5. Movimentos mais expressivos entre os municípios paraibanos Nos parágrafos anteriores, procurou-se evidenciar a distribuição da renda entre os municípios do País, através de vários indicadores. A seguir, apresentam-se os movimentos mais expressivos da economia paraibana, considerando o período 2003 a 2006 e o biênio 2005/2006. São apresentados os movimentos mais significativos de posição e os ganhos e perdas de participação relativa entre os municípios com maior participação no PIB. Analisando-se os dados da tabela 6, a seguir, percebe-se que João Pessoa continuava a ser o município com maior PIB, cujo valor passou de R$ 4,192 bilhões em 2003, para R$ 5,016 bilhões em 2005 e R$ 5,967 bilhões em 2006. Em termos de crescimento relativo, houve um crescimento nominal de 42,3% entre 2003 e 2006, e de 19,0% entre 2005 e 2006. A cidade de Campina Grande vem em segundo lugar, com um PIB de R$ 1,987 bilhões, em 2003, R$ 2,220 bilhões em 2005 e R$ 2,718 bilhões em 2006, obtendo variações relativas de 36,8% e 22,5%, para os períodos 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. O município com o terceiro maior PIB é Cabedelo, que teve o maior crescimento relativo entre 2003 e 2006 (92,2%), mas pouco expressivo entre 2005 e 2006 7
(2,1%): seu valor passou de R$ R$ 793,5 milhões, em 2003, para R$ 1,493 bilhões, em 2005, e R$ 1,525 bilhões, em 2006. Santa Rita manteve-se em quarto lugar em todo o período considerado, tendo o valor de seu PIB passado de R$ 660,9 milhões em 2003, para R$ 695,1 milhões em 2005 e R$ 739,3 milhões em 2006, com variações relativas de 11,9% e 6,4%, entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. Em quinto lugar ficou Bayeux, cujo PIB passou de R$ 340,4 milhões em 2003, para R$ 361,6 milhões em 2005 e R$ 444,3 milhões em 2006 (variações de 30,5% e 22,9% entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente). Em seguida vem o município de Patos, que teve seu PIB evoluído de R$ 326,1 milhões em 2003, para R$ 360,9 milhões em 2005, e R$ 413,0 milhões em 2006 (variações de 26,7% e 14,5% para 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente). O município de Alhandra teve o 14º maior PIB em 2006, tendo destacando-se por ter apresentado a maior variação nominal do PIB entre 2005 e 2006: 73,0%. 8
Tabela 6 - Produto Interno Bruto a preços correntes nos 15 maiores e menores Municípios da Paraíba - (2003 a 2006) Municípios Produto Interno Bruto a preços correntes (1 000 R$) Variação (%) Ano 2003 2004 2005 2006 (1) 2003/2006 2005/2006 Paraíba 14 157 834 15 022 399 16 868 638 19 953 459 40,9 18,3 João Pessoa 4 192 304 4 358 358 5 015 921 5 966 595 42,3 19,0 Campina Grande 1 986 564 2 130 049 2 219 610 2 718 189 36,8 22,5 Cabedelo 793 468 842 060 1 492 934 1 524 654 92,2 2,1 Santa Rita 660 937 716 944 695 136 739 280 11,9 6,4 Bayeux 340 360 354 434 361 595 444 259 30,5 22,9 Patos 326 104 362 664 360 873 413 028 26,7 14,5 Caaporã 273 599 276 479 236 182 309 528 13,1 31,1 Cajazeiras 203 900 224 386 227 714 299 857 47,1 31,7 Sousa 195 144 227 623 232 783 285 326 46,2 22,6 Guarabira 167 098 179 034 200 431 263 647 57,8 31,5 Pedras de Fogo 217 740 179 586 187 586 216 793-0,4 15,6 Conde 123 728 162 068 209 978 210 440 70,1 0,2 Mamanguape 130 446 132 699 138 658 182 795 40,1 31,8 Alhandra 132 012 116 018 95 579 165 331 25,2 73,0 Sapé 113 137 122 547 133 131 165 275 46,1 24,1 Bom Jesus 5 591 5 730 6 165 7 970 42,6 29,3 Passagem 5 270 5 950 6 341 7 939 50,6 25,2 Bernardino Batista 4 991 5 780 6 545 7 901 58,3 20,7 Amparo 4 988 5 280 6 709 7 841 57,2 16,9 Riacho de Santo Antônio 4 670 5 375 5 615 7 819 67,4 39,3 Santarém 6 936 5 730 6 725 7 678 10,7 14,2 Várzea 5 424 6 138 6 515 7 539 39,0 15,7 Carrapateira 4 490 5 427 6 270 7 488 66,8 19,4 Zabelê 5 219 5 496 6 376 7 388 41,6 15,9 Curral Velho 5 839 6 075 5 825 7 367 26,2 26,5 Parari 4 784 5 441 6 168 7 107 48,6 15,2 Coxixola 4 845 4 942 5 321 6 706 38,4 26,0 São José do Brejo do Cruz 4 861 5 217 5 841 6 620 36,2 13,3 Areia de Baraúnas 4 222 4 631 5 309 6 006 42,3 13,1 Quixabá 3 379 3 729 4 517 5 043 49,2 11,6 Nota: (1) Dados sujeitos a revisão. Entre os municípios com menor PIB destacaram-se, por ordem crescente, Quixabá, Areia de Baraúnas, São José do Brejo do Cruz, Coxixola e Parari, dentre outros. Apesar de ter tido um crescimento nominal de 49,2% entre 2003 e 2006, e de 11,6% entre 2005 e 2006, o município de Quixabá destacou-se nacionalmente por apresentar o segundo menor PIB em 2006: R$ 5,0 milhões. O PIB de Areia de Baraúnas vem em seguida, na 2ª pior colocação em todos os anos considerados, tendo seu PIB passado de R$ 4,2 milhões em 2003, para R$ 5,3 milhões em 2005 e R$ 6,0 milhões em 2006. São José do Brejo do Cruz ficou com o terceiro menor PIB em 2006 (R$ 6,6 milhões), seguido de Coxixola (R$ 6,7 milhões). 9
2.2. PRODUTO INTERNO BRUTO PER CAPITA O Produto Interno Bruto per capita de cada município foi estimado pelo quociente entre o valor do PIB do município por sua população residente. Para a população, foi utilizada a estimativa encaminhada pelo IBGE ao Tribunal de Contas da União (TCU). É relevante salientar que nem toda a renda gerada dentro da área do município foi apropriada pela população residente. A geração de renda e o consumo não são necessariamente realizados em um mesmo município. 2.2.1. Resultado dos Municípios das Capitais Com relação aos municípios das capitais (tabela 7), destacam-se Vitória/ES com o maior PIB per capita (R$ 51.377), seguido de Brasília/DF (R$ 37.600), São Paulo/SP (R$ 25.675), Porto Alegre/RS (R$ 20.900) e Rio de Janeiro/RJ (R$ 20.851). As menores colocações ficaram, em ordem crescente, com Teresina/PI (R$ 7.482), Maceió/AL (R$ 7.567) e Rio Branco/AC (R$ 8.312). João Pessoa/PB ficou com a 22ª colocação, com PIB per capita de R$ 8.878, em 2006. Tabela 7 - População e PIB per capita, segundo Municípios das Capitais (2002 a 2006) Municípios das Capitais e Unidades da Federação População (1 000 hab.) (1) PIB per capita (R$) 2002 2003 2004 2005 2006 2002 2003 2004 2005 2006 (2) Vitória/ES 302 306 310 313 317 25 436 27 562 38 183 50 421 51 377 Brasília/DF 2 180 2 231 2 282 2 333 2 384 25 747 28 282 30 992 34 515 37 600 São Paulo/SP 10 661 10 750 10 839 10 928 11 017 17 631 19 494 20 775 23 925 25 675 Porto Alegre/RS 1 392 1 404 1 416 1 429 1 441 14 650 15 577 16 790 19 691 20 900 Rio de Janeiro/RJ 5 966 6 009 6 051 6 094 6 137 15 263 15 935 18 620 19 325 20 851 Manaus/AM 1 513 1 557 1 593 1 645 1 689 11 765 13 260 15 996 16 778 18 902 Curitiba/PR 1 666 1 696 1 727 1 758 1 789 12 152 14 047 15 492 16 880 17 977 Florianópolis/SC 367 377 387 397 407 10 965 11 873 13 136 15 186 16 206 Belo Horizonte/MG 2 301 2 326 2 351 2 375 2 400 9 077 9 973 11 567 12 119 13 636 Cuiabá/MT 506 516 525 534 543 7 753 9 785 12 500 13 152 13 244 Goiânia/GO 1 143 1 162 1 181 1 201 1 220 8 864 9 258 10 469 11 258 13 006 Recife/PE 1 459 1 473 1 487 1 501 1 515 8 639 8 894 9 694 10 875 12 091 São Luís/MA 920 940 959 979 998 6 416 7 499 8 873 10 303 11 235 Boa Vista/RR 220 227 236 242 250 7 258 8 389 8 221 9 351 10 414 Campo Grande/MS 703 719 734 750 765 6 808 7 658 8 669 9 264 10 244 Aracaju/SE 479 485 492 499 505 8 486 7 782 8 930 9 192 9 954 Porto Velho/RO 353 360 381 374 381 6 080 7 416 8 235 9 897 9 877 Natal/RN 743 755 766 778 790 6 232 6 931 7 774 8 539 9 506 Fortaleza/CE 2 248 2 291 2 333 2 375 2 417 6 410 6 681 7 381 8 285 9 325 Macapá/AP 316 329 326 355 368 6 951 6 749 7 641 7 788 9 135 Palmas/TO 170 183 188 208 221 7 216 6 944 8 104 8 239 8 879 João Pessoa/PB 627 638 649 661 672 6 240 6 570 6 711 7 591 8 878 Salvador/BA 2 547 2 588 2 632 2 674 2 714 6 420 6 480 7 533 8 426 8 870 Belém/PA 1 338 1 361 1 386 1 406 1 428 5 815 6 496 7 464 8 022 8 765 Rio Branco/AC 279 287 286 306 314 5 599 6 059 7 438 7 749 8 312 Maceió/AL 846 865 884 903 922 4 931 5 484 6 399 6 747 7 567 Teresina/PI 749 762 775 789 802 4 974 5 630 5 792 6 647 7 482 Notas: (1) População estimada para 1º de julho, série revisada; (2) Dados sujeitos a revisão. 2.2.2. Maiores e Menores valores entre os municípios paraibanos 10
Na tabela 8, a seguir, tem-se o ranking dos maiores e dos menores valores do PIB per capita na Paraíba. No primeiro caso, percebe-se um expressivo crescimento do valor em Cabedelo, que em 2002 detinha o segundo maior PIB per capita estadual, mas a partir de 2003 assumiu a primeira posição, tendo um crescimento expressivo entre 2004 e 2005. Em 2003, o valor nominal do mesmo era de R$ 16.412, passando para R$ 29.009 em 2005 e R$ 28.758 em 2006, obtendo, portanto, variações relativas de 75,2% e -0,9%, entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. O município de Caaporã, que em 2002 detinha o maior PIB per capita, passou para segundo lugar a partir de 2003, cujos valores evoluíram de R$ 13.808 em 2003, para R$ 11.470 em 2005 e R$ 14.754 em 2006, obtendo variações de 6,9% e 28,6% entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. Por conta de ter tido a maior variação entre 2005 e 2006 (80,1%), o município de Boa Vista conseguiu o 3º maior valor do PIB per capita em 2006: R$ 10.804. Já o município de Conde ganhou posições entre 2003 e 2006, passando da 6ª colocação em 2003, 3ª em 2005 e 4ª em 2006. O valor do PIB per capita naquele município passou de R$ 6.573 em 2003, para R$ 10.402 em 2005 e R$ 10.086 em 2006, tendo, portanto, variações de 53,4% e -3,0% entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. Por ter tido o segundo maior crescimento do PIB per capita entre 2005 e 2006 (70,1%), Alhandra conseguiu obter a 5ª colocação estadual (R$ 9.253). Na 6ª colocação vem o município de João Pessoa, que em 2005 detinha a 4ª colocação. Em 2003 e 2004, o mesmo tinha ficado na 5ª e 6ª colocações, respectivamente. Seu PIB per capita passou de R$ 6.570 em 2003, para R$ 7.591 em 2005 e R$ 8.878 em 2006, tendo variações de 35,1% e 17,0% entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. Em 7º lugar vem Pedras de Fogo, cujo PIB per capita passou de R$ 8.376 em 2003, para R$ 7.195 em 2005 e R$ 8.303 em 2006 (variações de -0,9% e 15,4% nos períodos de 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente). 11
Tabela 8 - Produto Interno Bruto per capita a preços correntes nos 15 maiores e menores Municípios da Paraíba - (2003 a 2006) Municípios Produto Interno Bruto per capita (R$) Variação (%) Ano 2003 2004 2005 2006 (1) 2003/2006 2005/2006 Paraíba 3 998 4 210 4 691 5 507 37,7 17,4 15 maiores municípios Cabedelo 16 412 16 874 29 009 28 758 75,2-0,9 Caaporã 13 808 13 685 11 470 14 754 6,9 28,6 Boa Vista 8 290 9 009 6 000 10 804 30,3 80,1 Conde 6 573 8 310 10 402 10 086 53,4-3,0 Alhandra 7 778 6 718 5 440 9 253 19,0 70,1 João Pessoa 6 570 6 711 7 591 8 878 35,1 17,0 Pedras de Fogo 8 376 6 898 7 195 8 303-0,9 15,4 Campina Grande 5 389 5 720 5 901 7 156 32,8 21,3 Mataraca 5 172 5 544 5 874 5 858 13,3-0,3 Santa Rita 5 312 5 652 5 377 5 614 5,7 4,4 Riacho de Santo Antônio 3 401 3 884 4 025 5 561 63,5 38,2 Caturité 2 857 4 109 5 388 5 434 90,2 0,9 Cajazeiras 3 635 3 973 4 004 5 237 44,1 30,8 Esperança 3 239 3 687 3 859 5 060 56,2 31,1 Guarabira 3 205 3 413 3 798 4 966 54,9 30,8 15 menores municípios Aroeiras 1 780 2 004 2 100 2 598 46,0 23,7 Riacho dos Cavalos 1 745 1 872 2 049 2 581 47,9 26,0 Areia de Baraúnas 1 891 2 042 2 304 2 567 35,7 11,4 Nova Floresta 1 828 1 969 2 142 2 562 40,2 19,6 Vista Serrana 1 799 1 950 2 205 2 558 42,2 16,0 Cuitegi 1 732 1 959 2 183 2 553 47,4 16,9 Arara 1 844 2 068 2 183 2 535 37,5 16,1 Triunfo 1 748 1 939 2 104 2 531 44,8 20,3 Coremas 1 970 2 207 2 207 2 486 26,2 12,6 Dona Inês 1 891 2 076 2 203 2 466 30,4 11,9 Imaculada 1 691 1 780 2 062 2 455 45,2 19,1 Poço Dantas 1 628 1 778 2 139 2 427 49,1 13,5 Desterro 1 836 1 984 2 200 2 421 31,9 10,0 Vieirópolis 1 706 1 684 1 969 2 389 40,0 21,3 Seridó 1 513 1 605 1 802 2 191 44,8 21,6 Nota: (1) Dados sujeitos a revisão. O município de Campina Grande, que possuía o 2º maior valor nominal bruto do PIB entre 2003 e 2006, tinha o 7º maior PIB per capita entre 2003 e 2005, caindo para a 8ª colocação em 2006. O valor deste último evoluiu de R$ 5.389 em 2003, para R$ 5.901 em 2005 e R$ 7.156 em 2006, tendo variações de 32,8% e 21,3% entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. Na lista dos municípios que obtiveram os menores valores do PIB per capita, figura o município de Seridó, cujo valor do PIB per capita passou de R$ 1.513, em 2003, para R$ 1.802, em 2005, e R$ 2.191, em 2006. Vieirópolis ficou em penúltimo lugar no ranking estadual, cujos valores do PIB per capita passaram de R$ 1.706 em 2003, para R$ 1.969 em 12
2005 e R$ 2.389 em 2006, obtendo variações relativas de 40,0% e 21,3% entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. Em antepenúltimo lugar veio Desterro, cujos valores do PIB per capita foram de R$ 1.836 em 2003, R$ 2.200 em 2005, e R$ 2.421 em 2006, representando variações relativas de 31,9% e 10,0%, entre 2003/2006 e 2005/2006, respectivamente. João Pessoa, 16 de dezembro de 2008. UNIDADE ESTADUAL DO IBGE NA PARAÍBA Supervisão de Pesquisas Econômicas 13
GLOSSÁRIO Impostos sobre produtos líqüidos de subsídios - Impostos, taxas e contribuições que incidem sobre os bens e serviços quando são produzidos ou importados, distribuídos, vendidos, transferidos ou de outra forma disponibilizados pelos seus proprietários, descontados os subsídios. Índice de Gini - Medida do grau de concentração de uma distribuição, cujo valor varia de zero (a perfeita igualdade) até um (a desigualdade máxima). No caso específico do cálculo do PIB dos Municípios, mede o grau de desigualdade existente na distribuição dos municípios segundo o valor adicionado de cada município. Seu valor varia de zero, caso em que não há desigualdade, ou seja, o valor adicionado é o mesmo para todos os municípios, até um, quando a desigualdade é máxima (apenas um município detém o valor adicionado total e o valor adicionado de todos os outros municípios é nula). Produto Interno Bruto - Total dos bens e serviços produzidos pelas unidades produtoras residentes sendo, portanto, a soma dos valores adicionados pelos diversos setores acrescida dos impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos não incluídos na valoração da produção. Por outro lado, o PIB é igual à soma dos consumos finais de bens e serviços valorados a preço de mercado sendo, também, igual à soma das rendas primárias. Valor Adicionado Bruto - Valor que a atividade agrega aos bens e serviços consumidos no seu processo produtivo. É a contribuição ao produto interno bruto pelas diversas atividades econômicas, obtida pela diferença entre o valor de produção e o consumo intermediário absorvido por essas atividades. É valorado a preço básico, isto é, o valor de produção sem a incidência dos impostos sobre produtos deduzido do consumo intermediário, que está valorado a preços de mercado. 14