MICHEL OLIVEIRA GOUVEIA

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Transcrição:

MICHEL OLIVEIRA GOUVEIA Michel Gouveia Prof. Michel Gouveia Professor Michel Gouveia / Previtube michelogouveia michel@michelgouveia.adv.br

SALÁRIO MATERNIDADE

SALÁRIO MATERNIDADE Origem histórica Antes da CF de 88, o salário maternidade era previsto no art. 392 da CLT, o qual era pago pela empresa, pelo período de 12 semanas. A CF de 88, trouxe o salário maternidade para proteção previdenciária, nos termos dos artigos 7º, XVIII e 201, II.

SALÁRIO MATERNIDADE FUNDAMENTO LEGAL Artigo, 7º, XVIII c/c 201, II, CF/88 Artigo 18, inciso I, letra g e artigos 71 a 73 da Lei 8.213/91. Artigos 93 a 103 do Decreto 3048/99 CONCEITO O salário-maternidade é devido à segurada da Previdência Social, durante 120 (cento e vinte) dias, com início no período entre 28 (vinte e oito) dias antes do parto e a data de ocorrência deste, observadas as situações e condições previstas na legislação no que concerne à proteção à maternidade.

Quem tem direito? Todas as Seguradas e os Segurados, vejamos: Art. 71-A. (Lei 8.213/91) Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias. 1 o O salário-maternidade de que trata este artigo será pago diretamente pela Previdência Social

Requisitos: Qualidade de segurado Carência* *mínimo de pagamento exigido para ter direito aos benefícios previdenciários. É isento de carência quando se tratar de empregada e empregada doméstica e trabalhadora avulsa. Art. 26 (Lei 8.213/91). Independe de carência a concessão das seguintes prestações: VI salário-maternidade para as seguradas empregada, trabalhadora avulsa e empregada doméstica.

Requisitos: Segurada individual e facultativa devem contribuir com 10 contribuições. A segurada especial trabalhado rural tem direito ao benefício, sem contribuir, desde que comprove o exercício da atividade rural, pelo prazo de 12 meses imediatamente ao do início do benefício.

Agendamento para o requerimento do benefício?

Não se exige agendamento para os requerimentos do benefício de salário maternidade. Essa é a determinação da ACP Nº 5027299-68.2017.4.04.7000/PR. A ACP determinou que o INSS decida sobre todos os pedidos deste benefício em 30 dias, sem agendamento prévio.

Para atender essa determinação, o INSS, editou a PORTARIA INSS/SRSP/ Nº 307/2017, DE 15 DE SETEMBRO DE 2017, dispondo que: Artigo 1º Definir Fluxo de atendimento para Cumprimento da Ação Civil Pública Nº 5027299-68.2017.4.04.7000/PR no Estado de São Paulo, para isso, foi realizada videoconferência no dia15/09/2017 das 14:30h às 16:00 h com o Superintendente, Gerentes Executivos ou seus representantes nas 23 Gerências Executivas e Divisões/Serviços/Seções de Atendimento e Benefícios na Superintendência e nas GEX utilizando o Memorando-Circular Conjunto nº14/dirat/ DIRBEN/ PFE/INSS de 13 de setembro de 2017 de forma a possibilitar que todas as solicitações sejam atendidas.

PORTARIA INSS/SRSP/ Nº 307/2017, DE 15 DE SETEMBRO DE 2017, dispondo que: Artigo 2º O atendimento das solicitações do benefício do saláriomaternidade urbano e rural deverá ser feito na unidade de atendimento do INSS por meio de demanda espontânea com prioridade (não deverá ser realizado agendamento prévio pelos canais remotos ou nas Agências do Seguro Social). A medida visa evitar agendamentos indevidos e objetiva o cumprimento da ACP (Ação Civil Pública Nº 5027299-68.2017.4.04.7000/PR) que determinou ao INSS, nacionalmente, decidir sobre a concessão ou não dos benefícios de salário-maternidade no prazo de 30 dias, a contar do efetivo agendamento/atendimento.

PREVIDÊNCIA SOCIAL. QUALIDADE DE SEGURADO Alterações promovidas pela Lei 13.457/17 Antes da Lei 13.457/17, bastava que os segurados contribuíssem com 1/3 da carência exigidas para concessão dos benefícios que fizessem jus para recuperar a qualidade de segurado. Exemplo: para a concessão do salário maternidade para segurada individual e facultativa, é necessário que a segurado tenha vertido 10 contribuições. Se a segurada perdesse a qualidade de segurada, deveria contribuir com mais 3 contribuições para que readquirisse a qualidade de segurada. Com essa Lei o segurada deverá pagar 50% da carência, ou seja, + 5 contribuições.

PRÁTICA Segurada, 02 (dois) meses depois de ser demitida descobriu que estava grávida. 09 (nove meses) depois, da luz a uma linda menina chamada Cindy. A segurada, após o nascimento da filha, foi ao INSS requerer o benefício de salário maternidade o qual foi negado, sob o argumento de que ao estar desempregada, deveria contribuir como facultativa pelo período de 10 (dez) meses. Na qualidade de advogado, apresente a solução para este caso.

PERÍODO DE GRAÇA PREVIDENCIÁRIO. SALÁRIO-MATERNIDADE. PERÍODO DE GRAÇA. VÍNCULO EMPREGATÍCIO ANOTADO NA CTPS. MANUTENÇÃO DA CONDIÇÃO DE SEGURADA. BENEFÍCIO DEVIDO. 1. O salário-maternidade é devido à segurada da Previdência Social, durante cento e vinte dias, com início no período entre vinte e oito dias antes do parto e a data de ocorrência deste, observadas as situações e condições previstas na legislação concernente à proteção à maternidade. 2. O benefício é devido à segurada durante o período de graça, nos termos do art. 15 da Lei nº 8.213/91, sendo que para a segurada empregada, trabalhadora avulsa e empregada doméstica, o benefício do salário-maternidade independe de carência. 3. O registro constante na CTPS goza de presunção de veracidade juris tantum, devendo a prova em contrário ser inequívoca. (...) 5. Reexame necessário não conhecido. Apelação do INSS parcialmente provida. (TRF 3ª Região, DÉCIMA TURMA, ApReeNec - APELAÇÃO/REMESSA NECESSÁRIA - 2265845-0028733-34.2017.4.03.9999, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL LUCIA URSAIA, julgado em 31/10/2017, e-djf3 Judicial 1 DATA:14/11/2017 )

PREVIDÊNCIA SOCIAL. QUALIDADE DE SEGURADO A qualidade deve estar presente antes da gravidez ou no momento do nascimento do filho?

PREVIDENCIÁRIO. SALÁRIO MATERNIDADE. QUALIDADE DE SEGURADA COMPROVADA. RESPONSABILIDADE DO INSS PELO PAGAMENTO. BENEFICIO DEVIDO. JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. I- O salário-maternidade é benefício previdenciário devido à segurada gestante durante 120 dias, com início no período entre 28 dias antes do parto e a data de sua ocorrência ou, ainda, ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias. (Redação dada pela Lei nº 12.873, de 2013). II - No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao recebimento do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período ou pelo tempo restante a que teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de segurado, exceto no caso do falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as normas aplicáveis ao salário-maternidade. O benefício será pago durante o período entre a data do óbito e o último dia do término do salário-maternidade originário e será calculado sobre: (Incluído pela Lei nº 12.873, de 2013). III - A concessão do benefício independe de carência, nos termos do artigo 26, inciso VI, da Lei nº 8.213/91. IV- A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é do empregador, com fundamento no 2º do artigo 28 da Lei nº 8.212/91. V- O salário-maternidade é devido a todas as seguradas da Previdência Social, gestantes ou adotantes, sejam elas empregadas, avulsas, domésticas, contribuintes especial, facultativa ou individual, ou mesmo desempregada. VI - Especificamente em relação à segurada desempregada, a matéria foi regulamentada no parágrafo único do artigo 97 do Decreto nº 6.122/07, que dispõe que "durante o período de graça a que se refere o art. 13, a segurada desempregada fará jus ao recebimento do salário-maternidade nos casos de demissão antes da gravidez, ou, durante a gestação, nas hipóteses de dispensa por justa causa ou a pedido, situações em que o benefício será pago diretamente pela previdência social". VII - Nos termos do art. 15, inciso II, cumulado com o 2º da lei nº 8.213/91, manteve a qualidade de segurada até março de 2015. VIII - Na data do nascimento do filho da autora em 29.12.2014 (fls. 22), a autora ostentava a qualidade de segurada da Previdência Social. (TRF 3ª Região, OITAVA TURMA, APELREEX - APELAÇÃO/REMESSA NECESSÁRIA - 2255053-0001419- 58.2014.4.03.6139, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL DAVID DANTAS, julgado em 18/09/2017, e-djf3 Judicial 1 DATA:02/10/2017 )

Quando a segurada falecer no parto ou no gozo do benefício, o salário maternidade será devido ao cônjuge?

Art. 71-B. (Lei 8.213/91) No caso de falecimento da segurada ou segurado que fizer jus ao recebimento do salário-maternidade, o benefício será pago, por todo o período ou pelo tempo restante a que teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha a qualidade de segurado, exceto no caso do falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as normas aplicáveis ao salário-maternidade.

Valor do Benefício: (art. 71-b) 2 o O benefício de que trata o caput será pago diretamente pela Previdência Social durante o período entre a data do óbito e o último dia do término do salário-maternidade originário e será calculado sobre: I - a remuneração integral, para o empregado e trabalhador avulso; II - o último salário-de-contribuição, para o empregado doméstico; III - 1/12 (um doze avos) da soma dos 12 (doze) últimos salários de contribuição, apurados em um período não superior a 15 (quinze) meses, para o contribuinte individual, facultativo e desempregado; IV - o valor do salário mínimo, para o segurado especial.

Valor e pagamento do Benefício: Art. 72. O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá numa renda mensal igual a sua remuneração integral. 1 o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. (Incluído pela Lei nº 10.710, de 5.8.2003) 2 o A empresa deverá conservar durante 10 (dez) anos os comprovantes dos pagamentos e os atestados correspondentes para exame pela fiscalização da Previdência Social. (Incluído pela Lei nº 10.710, de 5.8.2003) 3 o O salário-maternidade devido à trabalhadora avulsa e à empregada do microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, será pago diretamente pela Previdência Social.

Interessante: O salário maternidade não poderá ser cumulado com benefícios por incapacidade, auxílio-doença e/ou aposentadoria por invalidez. (decreto 3.048/99) Art. 102. O salário-maternidade não pode ser acumulado com benefício por incapacidade. Parágrafo único. Quando ocorrer incapacidade em concomitância com o período de pagamento do salário-maternidade, o benefício por incapacidade, conforme o caso, deverá ser suspenso enquanto perdurar o referido pagamento, ou terá sua data de início adiada para o primeiro dia seguinte ao término do período de cento e vinte dias.

Interessante: Adoção e Guarda com finalidade de adoção Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias. (Redação dada pela Lei nº 12.873, de 2013) Antes desta Lei, o benefício era pago de forma escalonada, veja-se: Antiga redação do artigo 71-A da Lei 8.213/91: (...) se a criança tiver até 01 ano, o benefício seria pago por 120 dias; caso a criança tinha de 1 a 4 anos, o benefício era mantido por 60 dias e de 30 dias, para crianças de 4 a 8 anos. No caso de adoção e guarda judicial com fins de adoção, o benefício será pago pelo INSS, 1º do art. 71-A da Lei 8.213/91.

Interessante: Para todos os segurados, exceto e empregado, o benefício será pago pelo INSS. No caso do empregado, a empresa se sub-roga na obrigação do pagamento do benefício, descontando das contribuições previdenciárias devidas para a previdência social. Art. 72 (Lei 8.213/91). O salário-maternidade para a segurada empregada ou trabalhadora avulsa consistirá numa renda mensal igual a sua remuneração integral. 1 o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço.

Interessante: Segurada especial: Art. 39 (Lei 8.213/91). Para os segurados especiais, referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, fica garantida a concessão: Parágrafo único. Para a segurada especial fica garantida a concessão do salário-maternidade no valor de 1 (um) salário mínimo, desde que comprove o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos 12 (doze) meses imediatamente anteriores ao do início do benefício.

Segurada especial: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE SALÁRIO-MATERNIDADE. PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS. CONSECTÁRIOS. I. O salário-maternidade está previsto no art. 7º, XVIII, da Constituição Federal de 1988, nos arts. 71 a 73 da Lei n.º 8.213, de 24 de julho de 1991 e nos arts. 93 a 103 do Decreto n.º 3.048, de 6 de maio de 1999, consistindo no valor pago pelo INSS à segurada gestante durante seu afastamento, mediante comprovação médica, durante 120 (cento e vinte) dias, com início no período entre 28 (vinte e oito) dias antes do parto e a data de ocorrência deste, observadas as condições previstas na legislação no que concerne à proteção à maternidade, nos termos do art. 71, caput, da Lei nº 8.213/91. II. Presentes os requisitos legais, qualidade de segurada e início de prova material do exercício de atividade rural nos doze meses anteriores ao início do benefício, corroborado pela prova oral, o pedido deve ser julgado procedente. III. Quanto à correção monetária, esta deve ser aplicada nos termos da Lei n. 6.899/81 e da legislação superveniente, bem como do Manual de Orientação de Procedimentos para os cálculos na Justiça Federal, observado o disposto na Lei n. 11.960/2009, consoante Repercussão Geral no RE n. 870.947, em 16/4/2015, Rel. Min. Luiz Fux. IV. Os honorários advocatícios deverão ser fixados na liquidação do julgado, nos termos do inciso II, do 4º, c.c. 11, do artigo 85, do CPC/2015. V. Apelação do INSS parcialmente provida. (TRF 3ª Região, NONA TURMA, AC - APELAÇÃO CÍVEL - 2252396-0021757- 11.2017.4.03.9999, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL GILBERTO JORDAN, julgado em 18/09/2017, e-djf3 Judicial 1 DATA:02/10/2017 )

Boia fria: PREVIDENCIÁRIO. SALÁRIO-MATERNIDADE. PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL. TRABALHADORA RURAL. ENQUADRAMENTO DA BÓIA-FRIA/DIARISTA COMO SEGURADA EMPREGADA. INICIO DE PROVA MATERIAL. REAFIRMAÇÃO PELA PROVA TESTEMUNHAL. (...) - Apesar da ausência de enquadramento previdenciário expresso em lei para o trabalhador rural diarista/bóia-fria, as características da atividade exercida por esses trabalhadores, com subordinação e salário, comprovam que devem ser enquadrados como empregados, entendimento sufragado pela jurisprudência. O INSS, na IN 78/2002 e seguintes, reconheceu o enquadramento do bóia-fria/diarista como segurado empregado. - O trabalhador rural não pode ser responsabilizado pela falta de recolhimento das respectivas contribuições previdenciárias, obrigação que é dos empregadores rurais em relação àqueles que lhes prestam serviços, pois cabe ao INSS fiscalizar para impedir esse procedimento ilegal. - No caso da segurada empregada, a concessão do benefício independe de carência, nos termos da legislação vigente à data do nascimento. - Tratando-se de segurada empregada, não há carência. - O art. 71 da Lei 8.213/91, com a redação vigente na data do nascimento de seu filho, determina que a autora deve comprovar que efetivamente trabalhava como diarista/bóia-fria, por meio de início de prova material, que deve ser corroborado por prova testemunhal. (...) - Comprovada a condição de rurícola da autora, conforme certidão de nascimento da filha. - A documentação apresentada configura-se como início de prova material, pois traz a profissão da autora como rurícola, não se tratando de hipótese de extensão da atividade do marido. (...) - As testemunhas ouvidas confirmaram o exercício da atividade rural pela autora. (...) - Apelação provida. (TRF 3ª Região, NONA TURMA, Ap - APELAÇÃO CÍVEL - 2159778-0018026-41.2016.4.03.9999, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL MARISA SANTOS, julgado em 27/06/2016, e-djf3 Judicial 1 DATA:11/07/2016 )

Boia Fria PREVIDENCIÁRIO. SALÁRIO-MATERNIDADE. PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL. TRABALHADORA RURAL. ENQUADRAMENTO DA BÓIA-FRIA/DIARISTA COMO SEGURADA EMPREGADA. INICIO DE PROVA MATERIAL. REAFIRMAÇÃO PELA PROVA TESTEMUNHAL. (...) - O trabalhador rural não pode ser responsabilizado pela falta de recolhimento das respectivas contribuições previdenciárias, obrigação que é dos empregadores rurais em relação àqueles que lhes prestam serviços, pois cabe ao INSS fiscalizar para impedir esse procedimento ilegal. - No caso da segurada empregada, a concessão do benefício independe de carência, nos termos da legislação vigente à data do nascimento. - Tratando-se de segurada empregada, não há carência. - O art. 71 da Lei 8.213/91, com a redação vigente na data do nascimento de seu filho, determina que a autora deve comprovar que efetivamente trabalhava como diarista/bóia-fria, por meio de início de prova material, que deve ser corroborado por prova testemunhal. - Nos termos de iterativa jurisprudência, a condição de rurícola do pai da criança se estende à mãe, para fins de concessão do benefício. (...) - A documentação apresentada (CTPS) configura-se como início de prova material, pois traz a profissão do pai da criança como rurícola em novembro/2012, como safrista. (...) - Apelação improvida. (TRF 3ª Região, NONA TURMA, AC - APELAÇÃO CÍVEL - 2122087-0000364-64.2016.4.03.9999, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL MARISA SANTOS, julgado em 30/05/2016, e-djf3 Judicial 1 DATA:13/06/2016 )

PRÁTICA Segurada, ao ser demitida, descobriu que estava grávida, retornou ao ex-empregador e comunicou o fato da gravidez, o qual fez pouco caso da situação, deixando de proceder com sua reintegração. Ao dar a luz, a segurada requereu que o INSS lhe concedesse o benefício previdenciário, o qual indeferiu, sob o argumento de que a segurada não poderia ter sido demitida no período de gravidez, uma vez que tem direito a garantia de empregado, nos termos do artigo 10 do ADCT. Ademais, neste caso, a obrigação é do empregador pagar o referido benefício. Na qualidade de advogado, apresente a solução para este caso.

Segurada demitida e a empresa não pagou as verbas trabalhistas PROCESSO CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. SALÁRIO-MATERNIDADE. SEGURADA DESEMPREGADA. CABIMENTO. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PAGAMENTO PELO INSS. REQUISITOS PREENCHIDOS. BENEFÍCIO DEVIDO. 1. O artigo 72, 1º, da Lei 8213/91, determina que ainda que o empregador pague o salário maternidade, ele terá direito a compensação, portanto, ao final, a responsabilidade pelo pagamento do salário-maternidade é do INSS. 2. O período de estabilidade provisória, previsto no art. 10, do ADCT, da Constituição Federal, engloba o período de gravidez acrescido daquele em que a mãe fica em casa gozando da licença maternidade (120 dias), garantida financeiramente pelo salário maternidade, objeto esse do presente feito. 3. Tendo o ex-empregador adimplido a obrigação que seria do INSS, cabe a aquele fazer a compensação desse pagamento em sua folha de salários. Observando-se que não se concede o benefício pelo mesmo fato, por duas vezes, caso contrário, configurar-se-ia enriquecimento ilícito. 4. Esta, contudo, não é a hipótese dos autos, eis que não se verifica no TRCT pagamento a título de indenização equivalente aos direitos do período da estabilidade da trabalhadora gestante, de sorte que o pedido de salário-maternidade, nestes autos, resta procedente. 5. Reexame necessário e apelação do INSS desprovidos. (TRF 3ª Região, DÉCIMA TURMA, ApReeNec - APELAÇÃO/REMESSA NECESSÁRIA - 369781-0008048-41.2015.4.03.6130, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL LUCIA URSAIA, julgado em 14/11/2017, e-djf3 Judicial 1 DATA:24/11/2017 )

Segurada demitida PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DE SALÁRIO MATERNIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA. NÃO CONHECIDA. VERBAS ACESSÓRIAS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. I - O pagamento do benefício previdenciário de salário-maternidade cabe ao ente autárquico, mesmo na hipótese de dispensa sem justa causa, pois ainda que fosse o empregador que efetuasse o pagamento haveria compensação dos valores pagos a esse título quando do recolhimento das contribuições previdenciárias. II -A correção monetária e os juros de mora deverão ser calculados de acordo com a lei de regência, observando-se as teses firmadas pelo E.STF no julgamento do RE 870.947, realizado em 20.09.2017. Quanto aos juros de mora será observado o índice de remuneração da caderneta de poupança a partir de 30.06.2009. III - Tendo em vista o trabalho adicional do patrono da parte autora em grau recursal, nos termos do artigo 85, 11, do CPC, fixo os honorários advocatícios em 15% (quinze por cento) sobre o valor das parcelas vencidas até a data da presente decisão, eis que de acordo com o entendimento da 10ª Turma desta E. Corte. IV - Apelação do INSS improvida. (TRF 3ª Região, DÉCIMA TURMA, Ap - APELAÇÃO CÍVEL - 2252562-0021879- 24.2017.4.03.9999, Rel. JUÍZA CONVOCADA SYLVIA DE CASTRO, julgado em 10/10/2017, e- DJF3 Judicial 1 DATA:20/10/2017 )

Segurada C.I. e MEI: Hoje o maior problema para concessão deste benefício é a segurada que contribuinte individual e como MEI. A grande maioria de indeferimento decorre da contribuição previdenciária, uma vez que a MEI recolhe suas contribuições mediante guia única. Essas seguradas exercem atividades por conta própria. Para a C.I., segundo o INSS, deve comprovar que deixou de exercer atividade.

Segurada C.I. e MEI: Com relação a M.E.I, não se faz necessário a comprovação da interrupção do trabalho. A par disso, o INSS editou o Memorando Circular 13, porém, as agências do INSS não observam as informações deste memorando. Assunto: Comprovação da interrupção da atividade laboral remunerada para os Contribuintes Individuais - CI: CI que exerce atividade por conta própria e Microempreendedor Individual MEI, nos casos em que houver contribuição previdenciária concomitante ao requerimento de saláriomaternidade.

Segurada C.I. e MEI: 2. Esclarecemos que cabe ao CI comprovar a interrupção da atividade pela qual vinha contribuindo, sob pena de ser considerado em débito no período sem contribuição, conforme disciplina o 1º do art. 59 do RPS. 3. A comprovação da interrupção da atividade para o CI que exerce atividade por conta própria, será realizada mediante declaração, ainda que extemporânea, de acordo com 2º do art. 59 do RPS.

Segurada C.I. e MEI: Esclarecemos que cabe ao CI comprovar a interrupção da atividade pela qual vinha contribuindo, sob pena de ser considerado em débito no período sem contribuição, conforme disciplina o 1º do art. 59 do RPS. A comprovação da interrupção da atividade para o CI que exerce atividade por conta própria, será realizada mediante declaração, ainda que extemporânea, de acordo com 2º do art. 59 do RPS.

Segurada C.I. e MEI: O MEI possui procedimento especial de registro, legalização e manutenção dos requisitos, normatizado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional CGSN e gerido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - SRFB, por meio do Portal do Empreendedor, e os documentos exigidos para sua formalização, tais como Declaração Anual do Simples Nacional DASN-SIMEI e Relatório Mensal de Receitas Brutas, não atestam a interrupção da atividade laboral remunerada, uma vez que a informação do primeiro é anual e a apresentação do segundo à SRFB não é obrigatória. Assim, para o MEI não cabe a apresentação de distrato social, alteração contratual ou documento equivalente emitido por junta comercial, secretaria federal, estadual, distrital ou municipal ou por outros órgãos oficiais.

BIBLIOGRAFIA

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