LEI DE CRIMES HEDIONDOS 8072/90

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LEI DE CRIMES HEDIONDOS 8072/90 Fundamento Constitucional: artigo 5º, inciso XLIII: XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem

Lei 8072/90 Rol de crimes etiquetados de hediondo. Art. 1 o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto- Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: (Redação dada pela Lei nº 8.930, de 1994)(Vide Lei nº 7.210, de 1984)

Homicídio simples I homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, 2 o, incisos I, II, III, IV, V, VI e VII); (Redação dada pela Lei nº 13.142, de 2015) Questão: E o homicídio qualificado-privilegiado é hediondo???

I-A lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, 2 o ) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, 3 o ), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; (Incluído pela Lei nº 13.142, de 2015) II - latrocínio (art. 157, 3 o, in fine);(inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) III - extorsão qualificada pela morte (art. 158, 2 o ); (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994)

Questão: Sequestro relâmpago qualificado pela morte é hediondo? Existem três posições: O sequestro relâmpago, por se tratar de espécie de extorsão do artigo 158 do código penal, segue a regra geral deste crime: será hediondo quando qualificado pelo resultado morte (Luis Flavio Gomes) O sequestro relâmpago porque definido no 3º, nunca será hediondo, nem mesmo quando dele decorrer a morte: a justificativa é a legalidade estrita, tendo em vista que o 3º ficou fora do rol legal de crimes hediondos (Nucci e Damásio de Jesus) O sequestro relâmpago seria hediondo quando qualificado pela morte e inclusive quando qualificado pela lesão grave, pois em ambos os casos o artigo 158 3º remete às penas do art 159 que sempre é hediondo (ao adotar as penas do artigo 159, a lei adota todos os rigores inerentes ao crime de extorsão mediante sequestro (André Estefam)

IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e l o, 2 o e 3 o )(Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994) V - estupro (art. 213, capute 1 o e 2 o );(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, capute 1 o, 2 o, 3 o e 4 o );(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) VII - epidemia com resultado morte (art. 267, 1 o ). (Inciso incluído pela Lei nº 8.930, de 1994)

VII-A (VETADO)(Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e 1o, 1o-A e 1o-B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 1998). (Inciso incluído pela Lei nº 9.695, de 1998) VIII - favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e 1º e 2º). (Incluído pela Lei nº 12.978, de 2014) Parágrafo único. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos arts. 1o, 2o e 3o da Lei no 2.889, de 1o de outubro de 1956, tentado ou consumado.

Crimes equiparados a hediondo: Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo. Cuidado!!! Tortura imprópria e o tráfico privilegiado não são hediondos.

Vedação benefícios: Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto; II - fiança. Cabe liberdade provisória??? O STF admite liberdade provisória, com a imposição de medidas cautelares pessoais diversas da fiança. (inclusive na Lei de Drogas- STF entendeu que artigo 44, caput, da Lei 11343/06 é inconstitucional)

Progressão de Regime: artigo 2º, 2º da lei. Primário 2/5 da pena Reincidente: 3/5 Cuidado!!! Súmula 471 STJ. Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos antes da vigência da Lei nº 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional.

Regra geral: art. 112, caput da LEP: Requisito objetivo (diz respeito à pena aplicada): cumprimento de pelo menos 1/6 da pena Requisito subjetivo: bom comportamento carcerário atestado pela autoridade carcerária (diretor do presídio). Requisito subjetivo: bom comportamento carcerário Cuidado!!! Livramento condicional 2/3

Art. 83 (...) Código Penal V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza.(incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)

E se for reincidente específico??? Derrogação tácita diante das disposições previstas na lei 11.464/2007 que alterou o artigo 2º da lei de crimes hediondos sobre progressão de regime. Exige exame criminológico? Vide Súmula vinculante 26 STF e 439 STJ. A lei não exige mais exame criminológico desde 2003 para progressão de regime. O juiz pode determinar a realização de exame criminológico como condição para aferir o requisito subjetivo da progressão de regime, desde que haja fundamentação baseada nas peculiaridades ou circunstâncias do caso concreto. A gravidade abstrata (se hediondo) não justifica o exame criminológico.

PRISÃO: Prisão temporária: 30 dias podendo ser prorrogada por mais 30 dias, em caso de comprovada e extrema necessidade. 4oA prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.

Associação criminosa para cometimento de crime hediondo e equiparados. Art. 8º Será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. 288 do Código Penal, quando se tratar de crimes hediondos, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo. OBS: O crime de associação criminosa, mesmo quando qualificado pelo artigo 8º da lei 8072/90, não é considerado hediondo (hediondo é o fim da associação, mas não ela como crime autônomo). OBS: O artigo 35 da lei de drogas não é equiparado a hediondo. OBS: A quadrilha para cometer genocídio é hediondo.

Colaboração premiada Parágrafo único. O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, terá a pena reduzida de um a dois terços. OBS: o que exige a delação do art. 159 4º do CP? Tem que ser útil para libertação do sequestrado. OBS: O artigo 9º da lei dos hediondos sofreu revogação tácita por parte da Lei 12015/09, que revogou expressamente o art. 224 do Código Penal, que previa a antiga presunção de violência em crimes contra os costumes.

EXERCÍCIOS 1 - CESPE PC/GO 2017 DELEGADO - A respeito de crimes hediondos, assinale a opção correta. a) Embora tortura, tráfico de drogas e terrorismo não sejam crimes hediondos, também são insuscetíveis de fiança, anistia, graça e indulto. b) Para que se considere o crime de homicídio hediondo, ele deve ser qualificado. c) Considera-se hediondo o homicídio praticado em ação típica de grupo de extermínio ou em ação de milícia privada. d) O crime de roubo qualificado é tratado pela lei como hediondo. e) Aquele que tiver cometido o crime de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual no período entre 2011 e 2015 não responderá pela prática de crime hediondo.

2 FUNCAB PC/PA 2016 ESCRIVÃO - Nos termos da Lei n 8.072, de 1990, é correto afirmar que constitui crime hediondo: a) A epidemia sem o resultado morte. b) Sequestro ou cárcere privado. c) Extorsão simples. d) Homicídio simples, em qualquer caso. e) A lesão corporal seguida de morte, quando praticada contra cônjuge, de integrantes da Força Nacional de Segurança Pública, em razão dessa condição.

3 IESES TJ/PA 2016 Titular de Serviços de Notas e de Registros De acordo com a Lei de Crimes Hediondos (8.072/90), é correto afirmar: a) O crime de estupro (art. 213, do CP) somente é considerado hediondo caso praticado na sua forma qualificada. b) Ao contrário do que ocorre com o crime de extorsão, que é considerado hediondo apenas se qualificado pelo resultado morte, o delito de extorsão mediante sequestro é etiquetado como hediondo independentemente da modalidade. c) O crime de roubo, do qual resulta lesão corporal grave na vítima, é etiquetado como sendo crime hediondo. d) O crime de Genocídio (Lei 2.889/56) é considerado equiparado a hediondo.

4 CESPE 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA PE - A respeito do que dispõe a Constituição Federal de 1988 e a Lei n.º 8.072/1990, assinale a opção correta. a)o agente que pratica homicídio simples, consumado ou tentado, não comete crime hediondo. b) A prática de racismo constitui crime hediondo, inafiançável e imprescritível. c) A tortura é crime inafiançável, imprescritível e insuscetível de graça ou anistia. d) O crime de lesão corporal dolosa de natureza gravíssima é hediondo quando praticado contra parente consanguíneo até o quarto grau de agente da segurança pública, em razão dessa condição. e) A lei penal e a processual penal retroagem para beneficiar o réu.

LEI 9455/97 Crimes de tortura 1.Fundamento Constitucional Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; (...) XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;

2.Confronto lei de crimes hediondos 8072/90 O artigo 1º, 6º da lei estabelece: O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. Já o artigo 2º da lei de crimes hediondos prevê: Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto; II - fiança QUESTÃO: Cabe indulto, comutação da pena??? ADI 5343

3. Formas de violência: Artigo 1º Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;

c) em razão de discriminação racial ou religiosa; II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Pena - reclusão, de dois a oito anos. Dolo específico 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.

Cuidado!!! Tortura imprópria - características (...) 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

Caiu na prova!!! FUNCAB PC/PA 2016 - Crisóstomo, policial militar, e Elesbão, agente da Polícia Civil, agindo em comunhão de esforços e desígnios, buscando a confissão de um crime, provocaram intenso sofrimento físico a Nicanor. Posteriormente, Vitorino, delegado de polícia, ao saber do ocorrido, mesmo possuindo atribuição investigativa, opta por não apurar o caso, visando a abafá-lo. Nesse contexto é correto afirmar que: a) todos praticaram crimes da Lei nº 9.455, contudo a conduta do delegado não é equiparada a crime hediondo. b) o policial militar cometeu crime militar, equiparado a hediondo; o agente cometeu crime previsto na Lei n 9.455, também equiparado a hediondo; e o delegado cometeu crime de prevaricação, não hediondo. c) O policial militar e o agente cometeram crime previsto na Lei n 9.455, equiparado a hediondo; e o delegado cometeu crime de prevaricação, não hediondo. d) todos praticaram crimes equiparados a hediondo, previstos na Lei n 9.455. e) o policial militar cometeu crime militar, não hediondo; o agente cometeu crime previsto na Lei n 9.455, equiparado a hediondo; e o delegado cometeu crime de prevaricação, não hediondo.

Tortura qualificada 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos. Causas de aumento de pena 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: I - se o crime é cometido por agente público; II se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) III - se o crime é cometido mediante seqüestro.

Efeito da condenação Perda do cargo, função ou emprego e interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. Artigo 1º, 5º Regime de cumprimento de pena e informativo 789 STF de junho 2015. (...) 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

EXERCÍCIOS 1.VUNESP TJM/SP JUIZ. Considere a seguinte situação hipotética: João, agente público, foi processado e, ao final, condenado à pena de reclusão, por dezenove anos, iniciada em regime fechado, pela prática do crime de tortura, com resultado morte, contra Raimundo. Nos termos da Lei no 9.455, de 7 de abril de 1997, essa condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público: a) e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. b) e a interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada. c) e a interdição para seu exercício pelo tempo da pena aplicada. d) desde que o juiz proceda à fundamentação específica. e) como efeito necessário, mas não automático.

2.VUNESP PC/PE 2015 - Pode-se afirmar sobre o crime de tortura, regulado pela Lei no 9.455/97, que a) será sempre de competência da Justiça Federal, independentemente do lugar do crime. b) é crime equiparado ao hediondo, caso ocorra o resultado morte. c) quando praticado pelo militar, ele será julgado pela Justiça Militar. d) o condenado por crime de tortura poderá perder o cargo, função ou emprego público, desde que este efeito seja expressamente declarado na sentença. e) as lesões leves suportadas pela vítima serão absorvidas pelo crime de tortura.

3) FGV 2016- Durante uma operação em favela do Rio de Janeiro, policiais militares conseguem deter um jovem da comunidade portando um rádio transmissor. Acreditando ser o mesmo integrante do tráfico da comunidade, mediante violência física, os policiais exigem que ele indique o local onde as drogas e as armas estavam guardadas. Em razão das lesões sofridas, o jovem vem a falecer. O fato foi descoberto e os policiais disseram que ocorreu um acidente, porquanto não queriam a morte do rapaz por eles detido, apesar de confirmarem que davam choques elétricos em seu corpo molhado com o fim de descobrir o esconderijo das drogas. Diante desse quadro, que restou integralmente provado, os policiais deverão responder pelo crime de: a) lesão corporal seguida de morte. b) tortura qualificada pela morte com causa de aumento. c) homicídio qualificado pela tortura. d) abuso de autoridade.

Lei de Abuso de Autoridade 4898/95 1. Natureza jurídica: administrativa, penal e civil 2. Legitimidade: qualquer cidadão, por petição. 3. Competência para julgamento: autoridade Superior que tiver competência para aplicar a sanção.

4. Espécies de abuso: Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção; b) à inviolabilidade do domicílio; c) ao sigilo da correspondência; d) à liberdade de consciência e de crença; e) ao livre exercício do culto religioso; f) à liberdade de associação; g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto; h) ao direito de reunião; i) à incolumidade física do indivíduo; j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. (Incluído pela Lei nº 6.657,de 05/06/79)

Art. 4º Constitui também abuso de autoridade: a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder; b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei; c) deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa; d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada; e) levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar fiança, permitida em lei; f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem, custas, emolumentos ou qualquer outra despesa, desde que a cobrança não tenha apoio em lei, quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor; g) recusar o carcereiro ou agente de autoridade policial recibo de importância recebida a título de carceragem, custas, emolumentos ou de qualquer outra despesa; h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal; i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade. (Incluído pela Lei nº 7.960, de 21/12/89)

5. Sanções: 5.1 Administrativa Art. 6º O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal. 1º A sanção administrativa será aplicada de acordo com a gravidade do abuso cometido e consistirá em: a) advertência; b) repreensão; c) suspensão do cargo, função ou posto por prazo de cinco a cento e oitenta dias, com perda de vencimentos e vantagens; d) destituição de função; e) demissão; f) demissão, a bem do serviço público.

5.2 Civil Artigo 6º 2º A sanção civil, caso não seja possível fixar o valor do dano, consistirá no pagamento de uma indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros. 5.3 - Penal Artigo 6º 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em: a) multa de cem a cinco mil cruzeiros; b) detenção por dez dias a seis meses; c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos. 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou cumulativamente.

5.4 Abuso cometido por Policial Civil ou Militar Artigo 6º 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa, por prazo de um a cinco anos. 6. Procedimento: artigo 7º ao 28.