MEDIDA DA CARGA ESPECÍFICA DO ELÉTRON (Thomson)

Documentos relacionados
CARGA ESPECÍFICA DO ELÉTRON

Universidade Federal do Paraná Departamento de Física Laboratório de Física Moderna. Bloco 01: A RAZÃO CARGA/MASSA DO ELÉTRON

Instituto de Física EXPERIÊNCIA 11. Deflexão de feixe de elétrons - razão carga massa (e/m) I. OBJETIVOS DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO

1303 Determinação da razão e/m 0

UFSC - DEPTO DE FÍSICA FSC 5151: LABORATÓRIO DE FÍSICA MODERNA MEDIDA DA CARGA ESPECÌFICA ( BUSCH )

Laboratório Física IV Experimento e/me

3B SCIENTIFIC PHYSICS

Física Experimental III - Experiência E8

Razão carga-massa q/m

EXPERIMENTO 12: MEDIDA DA RAZÃO CARGA/MASSA DO ELÉTRON

Roteiro do Experimento Relação entre carga e massa do elétron.

Campo Magnético da Terra

Electromagnetismo e Óptica

Laboratório de Física Moderna

Determinação da razão entre a carga elementar e a massa eletrônica

Lista 02 Parte II Capítulo 32

Física 3 - CÓDIGO Profa. Dra. Ignez Caracelli (DF)

Quantização da Carga, Luz e Energia

Laboratório de Estrutura da Matéria I. Medida da Relação Carga-Massa do elétron

Magnetismo. Aula 06/10/2016

RESOLUÇÃO PRATIQUE EM CASA - FÍSICA

CURSO E COLÉGIO OBJETIVO TREINO PARA A PROVA DE FÍSICA F.3 PROF. Peixinho 3 o Ano E.M. 2 o Bimestre-2010

Prof. Flávio Cunha, (19) Consultoria em Física, Matemática e Programação.

Laboratório de Física Moderna

LISTA DE EXERCÍCIOS 4UL 3S14 3S15

Física 3 - EMB5043. Prof. Diego Duarte Campos magnéticos produzidos por correntes (lista 9) 7 de novembro de 2017

Física III-A /2 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico

Considere os seguintes dados nas questões de nº 01 a 04. Determine a grandeza que falta (F m,v,b)

Magnetismo e movimento de cargas. Fontes de Campo Magnético. Prof. Cristiano Oliveira Ed. Basilio Jafet sala 202

Física III-A /1 Lista 1: Carga Elétrica e Campo Elétrico

FÍSICA EXPERIMENTAL 3001

Campo Magnético. não existe campo elétrico. Se ao entrar em movimento aparece uma força na partícula existe campo magnético!

Eletromagnetismo para Geociências. Experiência 1 Força elétrica sobre um feixe de elétrons. 1 o semestre de 2010

FÍSICA - 2 o ANO MÓDULO 32 MAGNETISMO: FORÇA MAGNÉTICA REVISÃO

EXERCÍCIOS FÍSICA 3ª SÉRIE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO

Halliday Fundamentos de Física Volume 3

Física III-A /2 Lista 8: Indução Eletromagnética

Laboratório de Estrutura da Matéria II

Lista de Exercícios 5 Corrente elétrica e campo magnético

Lista de Exercícios 3 Corrente elétrica e campo magnético

Ismael Rodrigues Silva Física-Matemática - UFSC. cel: (48)

216 Demonstração da Lei de Ampère

Lista de exercícios 7 Campos Magnéticos. Letra em negrito são vetores; i, j, k são vetores unitários

Estudo da excitação e ionização atômicas (experimento de Franck-Hertz)

Física Teórica II. Prova 2 1º. semestre de /05/2018

Magnetismo Ímãs permanentes são objetos que produzem seus próprios campos magnéticos persistentes. Todos os ímãs permanentes possuem os pólos sul e

Física III-A /1 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart

Prof. Joel Brito Edifício Basílio Jafet - Sala 102 Tel

Lista de Exercícios 1 - Magnetismo e Partícula em Campo Magnético

CAMPO MAGNÉTICO EM CONDUTORES

Introdução à Eletromecânica e à Automação PEA2211 Produção de Forças

Campo Magnético - Força de Lorentz

Corrente contínua e Campo de Indução Magnética: CCB

Prof. Henrique Barbosa Edifício Basílio Jafet - Sala 100 Tel

Física III-A /2 Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart

FIS1053 Projeto de Apoio Eletromagnetismo 09-Setembro Lista de Problemas 15 ant Revisão G4. Temas: Toda Matéria.

Universidade Federal do Paraná Departamento de Física Laboratório de Física Moderna

Laboratório de Física

Estrutura física da matéria Difração de elétrons

TC 2º Ano Olímpico Professor: Eduardo Kilder

Cargas elétricas em movimento (correntes) geram campos magnéticos B e sofrem forças

Lista 6: Campo Magnético e Força Magnética (2017/2)

Sala de Estudos FÍSICA - Lucas 3 trimestre Ensino Médio 2º ano classe: Prof.LUCAS Nome: nº

b) determine a direção e sentido do vetor campo magnético nesse ponto indicado.

TEORIAS ATÔMICAS. Menor partícula possível de um elemento (Grécia antiga) John Dalton (1807)

Laboratório de Estrutura da Matéria II

Modelos atômicos. Curso de Química. Prof. Rui Medeiros. quimicadorui.com.br

Eletrostática e Eletromagnetismo. Lista de Orientação Valendo 1 ponto.

Estudo da excitação e ionização atômicas (experimento de Franck-Hertz)

Roteiro de Atividades Experimentais para o Laboratório de Eletricidade Aplicada

ATENÇÃO LEIA ANTES DE FAZER A PROVA

15.2 Determinação experimental do momento de dipolo

Prof. Henrique Barbosa Edifício Basílio Jafet - Sala 100 Tel

Programa de pós-graduação em Física

Prof. Derig Almeida Vidal, MSc. 1

Física Quântica. Momentos de Dipolo Magnético e Spin. Prof. Dr. Walter F. de Azevedo Jr Dr. Walter F. de Azevedo Jr.

Use, quando necessário: 3 2 sen 30 0 = 0,5 pressão atmosférica como. massa específica da água = 1,0

PUC-RIO CB-CTC G1 Gabarito - FIS FÍSICA MODERNA Turma: 33-A Nome Legível: Assinatura: Matrícula:

Lista 7: Leis de Ampère e Biot-Savart (2017/2)

LABORATÓRIO DE FÍSICA I - Curso de Engenharia Mecânica

Força magnética e campo magnético

Produto vetorial. prof. Daniel B. Oliveira

Transcrição:

UFSC DEPARTAMENTO DE FÍSICA FSC55: LABORATÓRIO DE FÍSICA MODERNA MEDIDA DA CARGA ESPECÍFICA DO ELÉTRON (Thomson) OBJETIVO: Medir a carga específica do elétron e comparar com o método de Busch e com o valor tabelado e/m =,76 x 0 C/Kg FUNDAMENTOS: A experiência de J.J. Thomson realizada em.897, veio mostrar que os átomos não são indivisíveis, pois partículas elétricas negativas podem ser arrancadas pela ação de forças elétricas. O método que vamos utilizar na presente experiência é uma variante do original de Thomson, onde o campo elétrico é importante apenas na aceleração dos raios catódicos, sendo o campo magnético responsável pela modificação das suas trajetórias. O equipamento consiste de uma ampola de vidro onde um filamento metálico é montado no eixo de um eletrodo cônico de aceleração, o qual possui um orifício superior por onde irá passar um abundante fluxo de elétrons (feixe de raios catódicos). A atmosfera interna da ampola é de gás hidrogênio, sob pressão de 0 - mmhg, o que permite visualizar o feixe eletrônico como um traço de luz azul produzido pela excitação eletrônica dos átomos de hidrogênio. A ampola é montada no centro de duas bobinas de Helmholtz, que irão criar um campo magnético defletor dado pela equação (ver Halliday problema n o 50,cap. 34, 4 a edição: onde 4 5 3/ B o / N.I R o =,6 0-6 Wb/Am N = 30 (número de espiras em cada bobina) R = 0,50 m (raio de cada bobina) I = intensidade da corrente nas espiras. Quando um elétron de carga e e de massa m, se move num campo elétrico uniforme, como o formado quando duas placas paralelas são carregadas sob uma tensão V, ele adquire uma velocidade que pode ser calculada a partir da expressão: mv ev [] Se na região onde se move o elétron existir um campo magnético de indução magnética B, ele ficará sujeito à força de Lorentz, F = qvxb. Caso a trajetória do []

elétron seja perpendicular ao campo magnético B, a força F será perpendicular à sua velocidade v e o movimento resultante será uma trajetória circular de raio r. Neste caso a força centrípeta será igual à força de Lorentz: m.v R e e.v.b e v m.b.r Combinando a [] e a [3] resulta: e V m (R.B) [4] onde: e/m = carga específica da partícula R = raio da trajetória V = tensão do campo elétrico acelerador B = campo magnético de deflexão ( dado pela eq. []). [3] Nota: Quando o vetor velocidade do feixe eletrônico não for perpendicular ao vetor indução magnética, a trajetória será helicoidal. Peça auxílio ao instrutor para dar uma pequena rotação ao longo do eixo da ampola de vidro ( à esquerda e à direita); observe e interprete o movimento do feixe eletrônico. Você pode também observar a influencia sobre o feixe de um imã externo. O diâmetro da ampola deste equipamento Leybold é de 75 mm. PRÉ-RELATÓRIO: - Discuta como é possível determinar o sinal da carga elétrica de um feixe de partículas em movimento numa região de campo magnético. - Compare de forma resumida (através de diagramas) a determinação de e/m pelos métodos de Busch e Thomson. 3- Usando a lei de Biot-Savart deduza a equação [] (ver Halliday, capítulo 34, problema 50, 4 a edição). 4- Por que é necessário introduzir um gás na ampola, e por que a pressão deste gás deve ser baixa? 5- Considerando que o campo magnético da Terra na latitude de Florianópolis é de 0,30 Oersted, ele pode ser considerado apenas como uma perturbação? Como minimizar o seu efeito na montagem da experiência?

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL (Thomson): - Confira as conexões elétricas de acordo com o esquema abaixo. - Ligue as fontes de tensão e aguarde um minuto até aquecer o filamento do bulbo. 3- Coloque uma tira de papel milimetrado sobre o espelho. ATENÇÃO: A CORRENTE DAS BOBINAS NÃO DEVE ULTRAPASSAR,5 AMPERES use valores entre,0 e,5 Amperes. A MÁXIMA TENSÃO DE ANÔDO É 300 VOLTS use valores entre 50 e 50 Volts 4- Fixe o primeiro valor de corrente em,50 A. Varie a tensão de ânodo até obter uma trajetória circular. A colimação do feixe pode ser feita com o auxilio do reostato. 5- Você irá obter o raio da trajetória circular do feixe eletrônico, através da medida do diâmetro da órbita feita num papel milimetrado (colocado sobre o espelho) com o auxílio dos cursores de cobre. 6- Com a corrente no valor fixo de,50 A, varie a tensão aplicada até obter um feixe de diâmetro mínimo. Anote na Tabela I os valores de V, I e R. O raio da órbita deve ser medido sobre o papel milimetrado com o auxílio dos braços do paquímetro; tente evitar erros de paralaxe. 7- Mantendo em,50 A varie a tensão até obter pelo menos dois feixes circulares com diâmetros crescentes. Anote os raios na Tabela I. NOTA: órbitas com diâmetros muito grandes (isto é, chegando próximo às paredes da ampola) devem ser evitadas por dois motivos: (a) a equação [] que fornece o valor do campo magnético só vale ao longo do eixo das bobinas (de fato, pode-se demonstrar que também vale no entorno do eixo); (b) a ampola de vidro apresenta espessura de parede mais grossa próximo ao seu eixo e mais fina no seu diâmetro, o que introduz uma considerável refração (ou efeito lente ) ao medir o diâmetro do feixe para órbitas próximas à parede da ampola. 8- Repita os passos 6, 7 e 8 para um valor de corrente de,0 A. Tabela I e/m método de Thomson. R 0 - B 0-3 Veloc. 0 V (V) I (A) (m) (Wb/m ) (R B) (m/s) 3 4 5 6 6 Relatório: Faça um gráfico de V (tensão) em função de ( RB ) reta e o valor de e/m. Dê o desvio percentual em relação ao tabelado. ; obtenha a melhor

4 APÊNDICE: Método alternativo para avaliar o raio: x x Ponto de observação (fixo) O d D Assim, pode-se atribuir a seguinte relação: trajetória circular Local de projeção e medição D d = x x

5 ESQUEMA Bobinas Konstante r A Campo Magnético Placas V Ânodo + - W Aquecimento H 600 V + - V Phywe N = 500 N=00 0 Fonte Tensão 0 0 0 300 V k ~ 6,3 V ~0 V