CENTRO DE RECUPERAÇÃO CAMINHO DA VIDA MARECHAL CÂNDIDO RONDON PARANÁ CNPJ: 03.507.934/0001-02 CEP. 85960-000 MARECHAL CÂNDIDO RONDON PR. VILA CURVADO PROGRAMA TERAPÊUTICO 1. INTRODUÇÃO O Programa Terapêutico do Centro de Recuperação Caminho da Vida baseia-se no que preceituam as finalidades sociais de seu Estatuto Social, artigo 2. 2. APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE O Centro de Recuperação Caminho da Vida foi fundado em 1998 (mil novecentos e noventa e oito), através do conselho de pastores da cidade de Marechal Cândido Rondon - PR, mas foi legalizado em Três de Novembro de 1999, obtendo seu Estatuto Social, tendo como presidente o Sr. Jaime Forte Daros. O nome da Instituição, CENTRO DE RECUPERAÇÃO CAMINHO DA VIDA, esta fundamentado na bíblia sagrada que diz: assegurou-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. ninguém vem ao pai senão por mim João 14:6. A instituição tornou-se legal através do seu estatuto social e com certificado de utilidade pública, tanto municipal, como estadual. Adquirindo uma propriedade privada no ano de 2007, localizada na Linha Curvado da Cidade de Marechal Cândido Rondon - PR, com um espaço físico que supre as necessidades no atendimento das pessoas acolhidas. 1. Missão: Atuar na prevenção da dependência de álcool e outras drogas, e no atendimento do dependente e seus familiares, a partir de uma visão cristã de ser humano integral, buscando a reinserção social e uma melhor qualidade de vida. 2. Visão: Ser um centro de referência brasileiro, de caráter social, cultural e educacional, no atendimento de dependente do álcool e outras drogas, na modalidade de Comunidade Terapêutica. 3. REFERENCIAL TEÓRICO A proposta de tratamento de pessoas com problemas decorrentes do uso abusivo e/ou dependentes de substâncias psicoativas SPA tem como referenciais teóricos: 1. O ser humano integral, em corpo, alma e espírito, segundo tradição judaico-cristã, incluída a dimensão social; 2. A dependência de substâncias psicoativas como um transtorno psíquico, com diagnóstico e prognóstico definidos e reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde OMS; 3. A Comunidade Terapêutica como modalidade psicossocial de tratamento, em regime de residência; 4. Concepções terapêuticas mediadas por processos de ensino-aprendizagem como:
1. Espiritualidade Religiosa (Cristã) como proposta de conhecimento e experiência de um novo estilo de vida, com respectivos princípios e valores, através da leitura bíblica, palestras, orações, cânticos, reuniões; 2. Convivência entre os Pares para promoção de acolhimento; identificação; interações sociais; inclusão; (re)inserção social; mútua-ajuda; autoconhecimento; lidar com as diferenças; entre outros; 3. Atividade Práticas e/ou Produtivas do cotidiano ou voltado à capacitação ao trabalho; desenvolvimento de capacidades e potencialidades individuais; respeitar regras; com aplicação em outros contextos como família, trabalho e sociedade, entre outro; 4. Apoio psicológico como recurso ao desenvolvimento intelectual, afetivo e biológico. 4. PROGRAMAS DE ATENDIMENTO 1. Programa de Internação 1. Público-alvo: pessoas do sexo masculino, maiores de 18 anos de idade, com transtornos decorrentes do uso, abuso e/ou dependência de SPA em condições de participar das atividades oferecidas pela entidade. 2. Regime de atendimento residencial, em período integral, com adesão voluntária ou compulsória por determinação judicial, para uma proposta de nove meses. 3. Objetivos terapêuticos 1. Objetivo geral: oferecer tratamento a pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso e/ou dependência de SPA, em ambiente protegido, técnica e eticamente orientado. 2. Objetivos específicos: 1. Abstinência de substâncias psicoativas, exceto medicamentos prescritos por ordem médica; 2. Promoção de saúde e qualidade de vida; 3. Reabilitação biopsicossocial; 4. Orientação espiritual; 5. Reinserção social; 6. Reinserção familiar; 7. Encaminhamentos à educação formal; 8. Encaminhamentos à educação profissional. 4. Estruturas de Atendimento 1. Profissional: o Programa de Tratamento poderá contar com uma equipe multiprofissional, em uma proposta interdisciplinar, composta por um: Responsável Técnico, Assistente Social, Psicólogo, Teólogo, Profissional de Enfermagem, Educador Físico, Terapeuta ocupacional. 2. Física: A estrutura física é composta por acessibilidade, alojamentos, sala de atendimento, escritório, cozinha, refeitório, sala de reuniões e/ou atendimento em grupo, de acordo com a legislação pertinente.
2. Entrevista Preferencialmente agendada, a entrevista constará de: 1. Acolhimento da parte interessada e/ou seus familiares; 2. Apresentação do programa terapêutico e regulamento interno; permanência voluntária; abstinência de substâncias psicoativas (exceto medicação prescrita por profissional médico); 3. Avaliação diagnóstica que informe sobre a elegibilidade da parte interessada ao modelo de tratamento psicossocial oferecido; 4. Repasse de informações à família sobre visitações, rotina diária da entidade, comunicação; 5. Solicitação de exames laboratoriais e documentos de identificação e antecedentes criminais. 3. Internação Em data e horário combinados, procede-se a internação, ocasião em que a parte interessada assinará o termo de concordância da proposta de tratamento descrita no programa terapêutico e regulamento interno, e recepção dos exames laboratoriais, documentos de identificação e antecedentes criminais. 4. Programa de Tratamento O tratamento compreenderá o período de 09 meses de internamento, distribuídos em 03 fases e associados aos 12 Passos para os Cristãos adaptados do A.A - Alcoólicos Anônimos e N.A Narcóticos Anônimos, bem como avaliados através de observações e formulários, entre outros instrumentos ao término de cada etapa, dos objetivos atingidos. A Primeira Fase corresponde aos quatro primeiros passos, com duração de 90 dias. Nesta Fase, a pessoa tanto aceita a mudança, quanto a rejeita. O trabalho terapêutico consiste em subsidiar a ação de mudança e dá inicio às atividades que continuarão por todo o tratamento. Os objetivos deste período compreendem: I - Desintoxicação; II - Adaptação às Regras e Normas da Casa; III - Introdução ao Processo de Espiritualidade; IV - Inicio de atendimentos de saúde; V - Inicio de terapia em grupo e/ou individual; VI - Inicio das atividades laborais, VII - Iniciar participação nos demais Projetos e Atividades da Entidade, descritos no capítulo VI. A Segunda Fase corresponde do 5o. ao 8o. passo, com duração de 90 dias. Nesta Etapa, se prevê a consciência e construção de mudança. A estratégia terapêutica consiste em auxiliar a pessoa a determinar a linha de ação a ser seguida na busca da mudança de estilo de vida.
Os objetivos deste período compreendem: I - Compreender claramente as regras; II - Iniciar a elaboração do projeto de vida; III - Iniciar o resgate de relações familiares; IV - Iniciar a Prevenção de Recaída; V Dar continuidade na participação de projetos e atividades da Entidade. A Terceira Fase corresponde do 9o ao 12o. passos, com duração de 90 dias. Nesta Etapa, o residente engaja-se em ações específicas para chegar a uma mudança. Tendo o desafio de manter a mudança obtida pela ação anterior e evitar a recaída. A manutenção da mudança exige uma diversidade de habilidades e estratégias diferentes das que foram primeiramente necessárias para a obtenção de mudança. A função terapêutica neste caso consiste em auxiliar a pessoa a dar passos rumo à mudança e auxiliar o residente em identificar e a utilizar estratégias de prevenção de recaída. Este estágio corresponde à reinserção social. Os objetivos deste período compreendem: I - Concluir projeto de vida; II - Visitas familiares; III - Concluir e adequar à prevenção de recaída; IV - Verificar o desenvolvimento das 05 dimensões humanas; V Dar continuidade na participação de projetos e atividades da Entidade; VI Encaminhamento e acompanhamento de grupos de mútua-ajuda para adictos (NA - Narcóticos Anônimos e A.A - Alcoólatras Anônimos, Grupo da Sobriedade, NATA - Núcleo Apoio a Toxicômanos e Alcoólatras); VII Encaminhamentos para Rede Social (saúde, educação, cultura, mercado de trabalho); Entende-se por visitas familiares as saídas programadas, ou seja, visitas domiciliares, a partir da segunda fase realizadas uma vez ao mês, em data determinada pela direção. Na terceira fase do tratamento o adicto poderá realizar até duas visitas, objetivando o processo de reinserção. Obs.: a passagem de fases a partir da segunda, está condicionada a avaliação prévia da equipe terapêutica, em conjunto com o acolhido. 5. Regulamento Interno O Regulamento Interno norteará em detalhes os direitos e deveres do residente em tratamento (Anexo I).
6. Terapias Através das terapias a seguir relacionadas, utilizando-se de processos de ensino-aprendizado, oportuniza-se ao residente em tratamento: 1. Psicossocial: Mudanças de ordem psicológica e de relações interpessoais, tais como: autoestima; autocontrole; comportamento social assertivo; observação de regras sociais; sentimento de pertença. 2. Fisiológica: Motivação ao cuidado da saúde biológica através do autocuidado, observação de encaminhamentos realizados, alimentação e sono adequados. 3. Espiritual religiosa cristã: Apresentação da visão teológica de ser humano integral com base bíblica, como proposta para um novo estilo de vida. 4. Familiares: Promoção de encontros regulares com a família dos residentes em caráter particular ou coletivo. 7. Métodos terapêuticos Dentre os métodos terapêuticos que contribuem ao desenvolvimento do Programa Terapêutico, destacam-se: 1. Aconselhamento Individual 2. Reuniões de Grupo 3. Palestras 4. Feedback e avaliações 5. Regulamento Interno 6. Assembleia Geral 7. Atividades esportivas e recreativas 8. Atividades de ensino informal 9. Acompanhamento médico e medicamentoso 10. Visitas familiares 11. Reinserção social e profissional 12. Intercâmbio Comunitário 13. Encaminhamentos 5. CRITÉRIOS DE ALTA A alta terapêutica levará em conta o alcance dos critérios a seguir: 1. Grau de gravidade do caso 2. Melhora substancial do comprometimento biológico 3. Estabilidade psicológica para lidar com frustrações 4. Restabelecimento de vínculos familiares e sociais 5. Grau de consciência sobre o problema de SPA 6. Capacidade para fazer escolhas 7. Capacidade para sentir-se responsável por si próprio e por outras pessoas 8. Capacidade para tomar decisões, fazer planos, avaliar situações e criar soluções para as dificuldades de sua vida. 9. Motivação para dar continuidade ao tratamento sob outras formas e manter mudanças em sua vida 10. Outras
6. ALTA E DESLIGAMENTO 1. Alta administrativa 2. Alta solicitada ou desistência 3. Alta terapêutica 4. Evasão ou fuga 7. SEGUIMENTO PÓS-ALTA Após a alta terapêutica o residente será motivado a continuar as participações em Grupos de Apoio da Cruz Azul, Grupos AA, Grupos NA e similares, igrejas e atividades por estas oferecidas. Além disso, será convidado a participar de atividades oferecidas pela instituição para manter o vínculo, receber suporte a demandas que se apresentarem. 8. REFERÊNCIAS