Formação Prática Turibulo e seus acessórios

Documentos relacionados
FORMAÇÃO PRÁTICA: O TURÍBULO

Escola de Acólitos S. Miguel Ano Lectivo

Formação de Acólitos. GAPRT Grupo de Acólitos da Paróquia de Rio Tinto

Cálice e Patena. Servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho.

PARTE I O MISTÉRIO, O ESPAÇO E OS MINISTROS I.

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR (Igreja de Santa Maria de Rio Tinto 10h00 10h45)

Gestos e atitudes corporais

Objetos Litúrgicos de Altar

Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.

Suplemento de Formação N.º 3

Livro usado pelo. eucarística.

Orientações Litúrgicas aos Diáconos

Objetos e Paramentos Litúrgicos

A preparação da Igreja (verificação de toalhas - altar, ambão, credência e outras necessárias)

CERIMONIÁRIO UMA AJUDA EXTRA PARA SUAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS!

Objetos Litúrgicos de Altar

SERVIÇO DIOCESANO DE ACÓLITOS. Departamento de Liturgia do Patriarcado de Lisboa. Curso de formação de novos Acólitos

Pe. Ronaldo Sabino de Pádua, CSsR

ÍNDICE GERAL. Apresentação... 5 Constituição Apostólica Missale Romanum... 7 INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO PROÉMIO

RITO DA NOMEAÇÃO DOS ACÓLITOS NAS PARÓQUIAS NOTAS PRELIMINARES

RITO DE ACOLHIMENTO DOS SANTOS ÓLEOS

Cards que podem ser impressos e dobrados como cartões de rememoração. O método Montessori trabalha com o que chama de *isolar dificuldades*,

MEU MINI EVANGELHO LIVRETO PARA CRIANÇAS

Na Missa se realiza o que Cristo ordenou na última

CERIMONIÁRIO UMA AJUDA EXTRA PARA SUAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS!

Espaço da Celebração. Sacrário ou Tabernáculo: espécie de pequena urna onde se guarda o Santíssimo Sacramento.

A CNBB NOS PEDE UMA ANIMAÇÃO DE TODA A VIDA LITÚRGICA

«Igreja, lugar de encontro e de esperança»

Ofício das Celebrações Litúrgicas Paroquiais Paróquia Nossa Senhora da Conceição Diocese de Pesqueira Belo Jardim Pernambuco Brasil

A disposição da igreja. 12 de Abril de 2010 Acólitos São João da Madeira 1

A Igreja é a nossa casa! Paróquia São Pedro de Aradas Ano Pastoral

Coroinhas. Paróquia São Judas Tadeu Diocese de Santo André. Responsabilidades do Coroinha

Formação de GAPRT. Grupo de Acólitos da Paróquia de Rio Tinto

PROTOCOLO ESCUTISTA NA EUCARISTIA - REGIÃO DE LEIRIA -

Orientações para Leitores. Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística - Montes Claros / MG

Pe. Ronaldo Sabino de Pádua, CSsR

Semana Santa Tríduo Pascal

Igreja é lugar de recolhimento, de oração. Jesus ia ao Templo com seus pais e apóstolos.

celebracao eucaristia FESTA Grupo de Acólitos de Nossa Senhora do Amparo da Silveira Paróquia de Nossa Senhora do Amparo da Silveira

PARÓQUIA CRISTO REI FORMAÇÃO LITÚRGICA

A estrutura da Santa Missa

CERIMONIAL DA SEMANA SANTA

A Quinta-feira Santa Seg, 29 de Dezembro de :39 - A Missa do Crisma

PROGRAMAÇÃO DA SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

O CULTO EUCARÍSTICO FORA DA MISSA

SINAL DA CRUZ. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Glossário simplificado da

CURSO PARA FORMAÇÃO DE MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO

MISSA ESTACIONAL DO BISPO DIOCESANO

Pe. Ronaldo Sabino de Pádua, CSsR

Índice. O ue é a Missa? calendário litúrgico. estrutura da Missa. A Missa. Ritos iniciais. Liturgia da alavra. Liturgia eucarística.

Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar. Desenhar.

FORMAÇÃO PARA MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO

III SEMANA DE LITURGIA LITURGIA: celebrar em Espírito e Verdade. 18/09 Espaço litúrgico, objetos, livros e símbolos

INTRODUÇÃO. Notas para Aula Escola de Formação de Agentes de Pastoral Diocese de São Carlos Diácono Carlos Alberto Pavan

Cerimonial da Celebração Eucarística com posse de Pároco

DICAS PARA A PREPARAÇÃO DAS OFERTAS

ORAÇÃO ALFAIAS LIVROS LITÚRGICOS

FORMAÇÃO PARA OS ACÓLITOS

ROTEIRO PARA A CELEBRAÇÃO: - Animador Litúrgico cumprimenta a assembleia e convida a todos para receber os crismandos e seus padrinhos.

Adoração. Petição. Expiação. Ação de Graças

ORAÇÃO DO ACÓLITO. Ámen.

Suplemento de Formação N.º 1. A Liturgia das Horas (incidência na celebração de Laudes e Vésperas)

C E R I M O N I A L D O S B I S P O S. ( C e r i m o n i a l d a I g r e j a ) PARTE CAPÍTULO I E IMPORTÂNCIA DA LITURGIA EPISCOPAL

JESUS E A HÓSTIA. (Guia do Catequista para o 1º e 2 º ano, crianças de 7 e 8 anos. Mons. Álvaro Negromonte)

Pequeno manual para a Semana Santa

1. GESTOS, POSIÇÕES E MOVIMENTOS NA LITURGIA

MISSAL ROMANO NOVAS MUDANÇAS NA MISSA. Frei Alberto Beckhäuser, OFM. Editora Vozes 2000

Oração Inicial: Leitura: Lucas 22, 7-20.

Sábado Santo. Igreja Matriz de Vila do Conde Solene Vigília Pascal, 21h30

MEU MINI EVANGELHO LIVRETO PARA CRIANÇAS

O Canto na Sequência da Celebração. O Canto

A Liturgia no Tempo da Quaresma

A Missa parte por parte - Ritos Iniciais

PARÓQUIA DE CAMPO DE MADALENA Diocese de Viseu

A B C D E DESEJAMOS A TODOS UMA BOA PROVA! Quem vos chamou é fiel, e é Ele que vai agir (1 Tes. 5, 24) Avaliação Nacional dos Acólitos

LANÇAMENTO DO PESO Técnica Rectilínea Sequência Completa

TRÍDUO PASCAL DA PAIXÃO E MORTE, SEPULTURA E RESSURREIÇÃO DE JESUS. Quinta-Feira Santa, 21h30 Missa da Ceia do Senhor, com rito do lava-pés

Liturgia Eucarística

Manual do Acólito. Volume II Formação Avançada. Autores: Carlos Rechestre, José Eduardo e Rodrigo Louro

Saiba o que deve e o que não deve ser feito na celebração da Missa. No Capítulo I sobre a ordenação da Sagrada Liturgia afirma que:

7.4. OS OBJETOS DO CULTO Autoria de Luiz Tadeu Dias de Medeiros

Ano Litúrgico. Introdução FORMAÇÃO PARA COROINHAS

Encontro para pais de Crianças da Primeira Comunhão

Orientação de como receber a comunhão durante a missa no Japão

CONHEÇA OS LIVROS E OBJETOS LITÚRGICOS. Chegou o momento de aprender um pouco mais sobre os objetos litúrgicos que você,

COROINHA: CONHEÇA OS LIVROS E OBJETOS LITÚRGICOS. Chegou o momento de aprender um pouco mais sobre os objetos litúrgicos que você,

Alfaias: São todos os objetos usados nos exercícios da liturgia como, por, exemplo, os vasos litúrgicos e os paramentos dos ministros.

PO RT UG AL CADERNO LITÚRGICO IM PORTUGAL 2018/2019 MISSA EXPLICADA ÀS CRIANÇAS. Missionárias Pontifícias

Grupo de Acólitos. São João da Madeira

Solenidade de Corpus Christi Junho de 2017

Encontros com pais e padrinhos

celebracao eucaristia COMUM Grupo de Acólitos de Nossa Senhora do Amparo da Silveira Paróquia de Nossa Senhora do Amparo da Silveira

Linguagem dos sinos São João DelDel-Rei. Este material é parte de um estudo produzido por Aluízio José Viegas, em 1990

DOMINGO DE RAMOS INFORMAÇÕES GERAIS

Exercícios para Perder Barriga em Casa. OS 10 Exercícios para Perder Barriga em Casa

Aula de Liturgia Catolica Domus

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS ANDRÉA ALMEIDA DE GÓES ANDRÉ LUIZ DE GÓES NUNES VITOR NUNES ROSA

:LIBER XLIV A MISSA DA FÊNIX

Transcrição:

Formação Prática Turibulo e seus acessórios Incenso: O incenso é uma resina que se apresenta em pequenos grãos, depois seca. Esta resina é extraída de uma árvore de origem oriental. Naveta: A naveta é um recipiente em forma de navio e que serve para levar o incenso durante as celebrações. É sempre acompanhada por uma pequena colher, que serve para deitar o incenso sobre as brasas acesas (pastilhas de carvão). Brasas ou pastilhas de carvão

Turibulo: O turibulo pode ser considerado como " uma esfera cortada ao meio". A parte de baixo está suspensa por três correntes de metal, que terminam na cápsula. A parte de cima, que se chama opérculo, tem orifícios por onde sai o fumo do incenso. O opérculo tem um outro cadeado, que termina numa argola, que serve para a levantar.

Como apresentar o turibulo e a naveta O turiferário aproxima-se daquele que vai impor o incenso, com o naveteiro do lado esquerdo. Este apresenta a naveta, enquanto o turiferário puxa para cima a argola e a corrente com a mão direita e colocando a última sobre o antebraço esquerdo. De seguida, pega com a mesma mão nas correntes, junto da parte superior da tampa e levanta o turibulo até à altura adequada, pousando sobre o peito a mão esquerda, que sustenta a outra extremidade das correntes. O celebrante impõe o incenso e benze-o. O acólito baixa o turibulo e deixa lentamente a tampa até ficar bem adaptada à parte inferior do turibulo e passa a extremidade das correntes para a mão direita.

Nas procissões: Nas procissões, o turíbulo e a naveta vão à frente da procissão, o turíbulo é levado na mão direita, oscilando para a frente e para trás. A naveta é levada na mão direita, estando o braço esquerdo atrás das costas. Como apresentar o turíbulo a quem vai incensar? O turiferário/acólito segura a extremidade das correntes junto ao turíbulo na mão esquerda e a outra extremidade das correntes na mão direita, entregando-o assim ao presidente da Eucaristia. Para receber o turíbulo faz-se o procedimento inverso. Momentos de incensar: - O incenso utiliza-se durante a procissão de entrada; O acólito responsável pelo turíbulo ou seja o turiferário, deve estar no mínimo meia hora antes para preparar devidamente o turíbulo.

- No principio da Eucaristia, para incensar a cruz e o altar; O turiferário e o naveteiro devem estar sempre atentos. Logo após o beijo do altar o sacerdote dirige-se ao turiferário e ao naveteiro. O naveteiro fica à esquerda do turiferário. -Proclamação do Evangelho O turiferário e o naveteiro, no momento do aleluia dirigem-se à presidência para que o presidente da Eucaristia possa impor o incenso e benzer o turibulo. - Após a apresentação dos dons (antes do lavabo), incensar as oblatas, a cruz, o altar, o sacerdote e o povo; - (Em caso de ser uma missa celebrada em louvor a um Santo, o presidente da Eucaristia incensa também o andor ou o local onde o Santo se encontra) - Ao serem mostrados a hóstia e o cálice na consagração; - Na procissão;

Formas de incensar Na ausência do diácono, o acólito incensa o celebrante, o povo e o pão e o cálice na consagração. Sempre quando for incensar o sacerdote ou o povo, os acólitos/turiferários devem fazer vênia (inclinação profunda) no início e fim das incensações. O turiferário/acólito coloca a extremidade da corrente, junto à cápsula, entre o polegar e o indicador, e nessa posição, coloca a mão sobre o peito. Com a mão direita segura a outra extremidade da corrente um pouco acima do opérculo. Sem mover o corpo nem deslocar a mão esquerda, levanta, a uma certa distância de si, o opérculo à altura dos olhos - esta elevação chama-se ductus. Depois baloiça-o de frente para cima - este movimento chama-se ictus. Incensa-se com três ductus e três ictus: - Na elevação do pão - Na elevação do cálice - Durante a bênção do Santíssimo Sacramento - A quem preside a Eucaristia Incensa-se com três ductus e dois ictus: - O povo

Nunca esquecer: O turíbulo depois de preparado sobre aquece o opérculo e a base, podendo provocar queimaduras. Por isso é recomendável que o turiferário/acólito evite o contacto do turíbulo com materiais inflamáveis ou com o corpo. Evitar encostar o turíbulo à alva.