traça do tomateiro - Tuta absoluta Elisabete Figueiredo Payer, 2010 1
Adulto: microlepidóptero, cinzento, Gelechiidae comprimento 7 mm; largura 1 mm qdo repouso; 7-10 mm de envergadura voo crepuscular, rede - malha Ovos: forma elíptica; Início: branco ou amarelo claro, brilhante; dp escurecem castanho / castanho avermelhado perto eclosão; http://www.tutaabsoluta.com/agriphotos.php? Monserrat et al. (2009) E. Figueiredo Larvas: 4 instares larvares, por vezes 5; cor esverdeada; pré-pupa: dorso avermelhado 80% alimento consumido 4º instar (Bogorni et al, 2003) Marta Lopes Pupa solo (maioria) ou folha (pág. inferior) ou cálice; c/ casulo seda Infestação do solo E. Figueiredo http://www.tutaabsoluta.com/agriphotos.php? 2
(Desneux et al., 2010) (Desneux et al., 2010) 3
Desneux et al. 2011 Originais: E. Figueiredo e Monserrat et al. (2009) 4
Lagarta do tomate Traça do tomateiro 5
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Outros hospedeiros: batateira beringela pimento (???) feijoeiro adventícias: erva-moira figueira-do-inferno biologia Duração de desenvolvimento dos vários estados (em dias) ovo larva pupa adulto (long.) ovoadulto 15ºC 10 36 20 23 66 30ºC 4 11 5 9 20 (Monserrat et al., 2009) 14ºC 19ºC 27,1ªC 76,3 39,8 23,8 (Barrientus et al., 1998) 19ºC 25ªC 37 23 (Cuthbertson et al. 2011) 7
biologia Duração de desenvolvimento dos vários estados (em ºCxdia) ovo larva pupa ovoadulto 103,8 238,5 117,3 459,6 453,6ºCdia postura a emergência Zero de desenvolvimento dos vários estados (em ºC) ovo larva pupa ovo-adulto 6,9 7,6 9,2 8,14 (Barrientos et al., 1998) biologia uma geração : 22-25 dias (Verão); 80-90 dias (Inverno) longevidade: fêmeas: 10-15 dias machos 6-7 dias ciclos médios de 29-38 dias 9-10 ger./ano (+ no Algarve; menos no Oeste e EDM) há sobreposição de gerações 8
Biologia: infestação solo 23 dias a 24ºC desde emergência dos 1 os adultos até morte dos últimos sobrevivência no solo: 4-6 semanas (5-15 dias em pupa; 15-25 dias como adulto) temperaturas baixas ou restos de cultura (repositório de larvas mais jovens) aumentam sobrevivência no solo; fecundadas (> longevidade que ) permanecem + tempo e não são visíveis nas armadilhas elevada radiação; 60ºC; HR altas (rega) baixam este período de 6 semanas (Monserrat et al., 2009) biologia: postura 180-260 ovos ao longo de alguns dias postura isolada ou em grupo (2-3) marcação com feromona (?) folhas (pág. inferior), especialmente + tenras (jovens), pedúnculos e frutos verdes (estes qdo densidades elevadas) postura qdo em frutos quase exclusivamente nos verdes longevidade das virgens ou fecundadas mas sem possibilidade de postura é maior 9
postura e larvas - localização pressão de adultos Folhas Folhas, frutos verdes e caules Folhas, frutos verdes, caules e frutos maduros (larvas L3 e L4 que migram) Tratamentos fitossanitários podem alterar este quadro pois larvas em folhas são mais fáceis de combater Larvas em folhas saem frequentemente para fazer novas galerias na mesma folha ou migram para outras folhas ou para frutos; Larvas em cálice de frutos raramente o fazem mais difícil combatê-las 10
Biologia: comportamento sexual acasalamento maioria (74%) : 1 cópula; várias cópulas; < ovos e < viabilidade ovos ( 40% da 1ª p/ 2ª); Há boas hipóteses de reprodução mesmo c/ população de reduzida Captura em massa ou atracção e morte para ser eficaz - reduzir pelo menos 80% da população Confusão sexual - estufas vs searas -bxsvs altas densidd Meios de luta culturais Plântulas isentas de traça Retirar restos de cultura (poda em verde de órgãos infestados; queimar ou fermentar restos de cultura) Bandas armadilhas amarelas ( + ) antes de largadas (atenção conservação) Bandas amarelas com cola sob as plantas Redes malha 6x6 ou 9x6 fios / cm 2 (atenção: ventilação; limitação natural); antecâmara Período sem cultura (4-6 semanas; c/ estufas fechadas - 60ºC e humidade encurta); ATENÇÃO: armadilhas feromona só atraem machos e esses morrem 1º Malhas sobre solo Solarização 11
Retirar pupas entre tubo de rega e plástico de cobertura do solo monitorização & luta biotécnica armadilhas monitorização: armadilhas delta cor: branca (variação gde mas s/ diferenças significativas pq não são consistentes) altura: detectar entrada alta (2m) densidade de praga instalada baixa altura (40 cm) captura em massa: armadilhas de água de gde superfície ou com aberturas amplas; a bx altura para capturar machos antes de fecundarem fêmeas Marca de feromona? Confusão sexual? (Monserrat et al., 2009) 12
armadilhas Russell Cermiti, 2011 13
Cermiti, 2011 Cermiti, 2011 14
Técnica da confusão sexual Confusão sexual 15
Inimigos naturais América do Sul 15.7 (Miranda et al., 1998) Inimigos naturais Hemiptera.: Miridae Macrolophus pygmaeus Nesidiocoris tenuis Dicyphus cerastii e D. marrocanus predam ovos e larvas; preferem larvas L 1 Acari: Phytoseiidae Amblyseius swirskii A. cucumeris predam ovos 16
Inimigos naturais autóctones Portugal Ovos de traça do tomateiro por Trichogramma evanescens (Payer, 2010) Larvas de traça do tomateiro predadas por Diglyphus isaea (Payer, 2010) Inimigos naturais autóctones Espanha e Itália Stenomesius spp. (Hymenoptera: Braconidae) Diadegma ledicola (Hymenoptera: Ichneumonidae) Necremnus spp (ex. N. artynes, N. tidius) Hemiptarsenus zilahisebessi (Hymenoptera: Eulophidae) 17
Meios de luta - auxiliares Nas nossas estufas e searas Conservação (mirídeos, crisopas, parasitóides larva mineira) Tratamento biológico e localização? Mirídeos Macrolophus caliginosus/pygmaeus Nesidiocoris tenuis experiência espanhola: 5000-15000/ha 1 largada (50 indiv / ponto de largada) Tricogramas (?) T. evanescens, (T. achaeae) Bacillus thuringiensis (e.g. kurstaki) Bt e azadiractina sinergismo? Densidades baixas Boa cobertura pág. inferior da folha; da praga Bt: ph calda 6-6,5 Bt: as diferentes estirpes/isolados não têm a mesma eficácia IS e colheita aplicação aos ovos pouco antes da eclosão eficácia máxima 67-95% (Marques & Alves, 1996) Eficácia (em % de folíolos atacados em relação à testemunha) 5 tratamentos 10 dias de intervalo (Monserrat et al., 2009) 18
Cabrera et al. 2011 Meios de luta - pesticidas indoxacarbe (11/02/09 DSPFSV/DABSVACT(PI- HORT) 03/09) e metaflumizona spinosade Bacillus thuringiensis azadiractina lufenurão benzoato de emamectina e abamectina flubendiamida e clorantranilipol molhante Alternância entre modos de acção diferentes Tem-se verificado eficácias muito baixas de s.a. referidas como eficazes na América do Sul populações que migraram apresentam resistência 19
enxofre em pó Repelência postura! Toxidade p/ adultos? Zappala et al. 2011 Resistência - América Latina OF e carbamatos abamectina spinosade RCI piretróides indoxacarbe Bt 20
Tuta absoluta Keiferia lycopersicella Itália perto de Génova 2008 Erradicada?? Cochonilhas algodão Pseudococcidae Phenacoccus madeirensis Oeste tomate Dezembro 2009 Primavera 2011 E. Figueiredo 21
Solução técnica vs Factores económicos 22