Resultados de Dois Estudos Comparativos Demonstraram Que a Magnitude da Redução dos Níveis de Ácidos Graxos Livres com Lantus (Insulina de Ação Prolongada) foi Maior ou Igual à das Tiazolidinedionas Paris, França, 23 de junho de 2007 - Os resultados de dois novos estudos comparativos demonstraram que, quando combinada com metformina e/ou uma sulfoniluréia, Lantus, uma insulina de ação prolongada administrada em dose única diária (insulina glargina [origem de rdna] injeção), reduziu significativamente os níveis de ácidos graxos livres em pacientes com diabetes tipo 2, em comparação com a pioglitazona, e apresentou efeitos comparáveis aos de rosiglitazona. Esses resultados foram apresentados no 67 th Annual Scientific Sessions da American Diabetes Association (ADA). Os ácidos graxos livres são liberados na corrente sanguínea durante a degradação de triglicérides. Os altos níveis de ácidos graxos livres correlacionaram-se a várias complicações graves, incluindo a resistência à insulina. Uma vez que os portadores de diabetes apresentam níveis evidentemente mais altos de ácidos graxos livres, o controle eficaz desses níveis é um importante fator no tratamento do diabetes. Altos níveis de ácidos graxos livres demonstraram afetar a regulação da produção de glicose pelo fígado e também podem ter impacto sobre a função das células beta do pâncreas, onde a insulina é secretada, disse o Dr. Julio Rosenstock, Diretor do Dallas Diabetes and Endocrine Center at Medical City e Professor Clínico de Medicina da University of Texas Southwestern Medical School, Dallas, Texas. A lipotoxicidade causada pelos altos níveis de ácidos graxos livres contribui para a desregulação dos níveis de glicemia e a resistência à insulina, e desempenha um importante papel no diabetes tipo 2. Na primeira análise (Alterações nas Variáveis Lipídicas com Insulina Glargina (GLAR) vs. Pioglitazona (PIO) em Combinação com Sulfoniluréia (SU) ou Metformina (MET) - Abstract Nº 0890-P), que examinou os benefícios da terapia adjuvante com Lantus ou pioglitazona em pacientes inadequadamente controlados com metformina ou uma sulfoniluréia, a magnitude das reduções observadas nos níveis de ácidos graxos livres com Lantus foi significativamente maior
do que com pioglitazona (semana 24: -3,42 vs. -2,34 mg/dl, P=0,03; semana 48: -4,14 vs. -2,7 mg/dl, P= 0,01), levando a uma redução de aproximadamente 33%. Médicos e pacientes enfrentam um difícil dilema quando as metas de controle glicêmico não são atingidas com metformina ou sulfoniluréia, explicou a autora chefe do estudo, Dra. Janet McGill, Professora associada de Medicina, Co-Diretora do Prevention and Control Core of the Diabetes Research and Training Center, da Washington University School of Medicine, St. Louis, Missouri. Esse estudo é particularmente oportuno, uma vez que nunca houve uma necessidade tão grande de melhor entendimento dos efeitos metabólicos associados à rosiglitazona, pioglitazona e Lantus. Os eventos adversos mais comuns nesse estudo foram: infecções e infestações, doenças do sistema nervoso, doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo, alterações gerais e condições do local de aplicação e transtornos gastrintestinais. No geral, os casos de hipoglicemia e hipoglicemia grave ocorreram com maior freqüência em pacientes tratados com insulina glargina, em comparação com aqueles tratados com pioglitazona. A segunda análise (Alterações nos Níveis de Ácidos Graxos Livres (FFA) com Insulina Glargina (GLAR) vs. Tiazolidinedionas (TZDs), De Acordo com os Níveis Basais de A1C no DM2 - Abstract Nº 0889-P) também comparou os efeitos da redução dos níveis de ácidos graxos livres da terapia adjuvante com Lantus vs. tiazolidinedionas (TZDs), incluindo uma comparação tanto com rosiglitazona (estudo 2) como com pioglitazona (estudo 1). Os pacientes foram divididos em 3 grupos (níveis baixos, níveis intermediários e níveis altos) utilizando as pontuações de A1C do período basal (um importante teste que mede o controle da média de glicemia durante um período de dois a três meses). Após 24 semanas, as médias das reduções nos níveis de ácidos graxos livres foram significativamente maiores com Lantus, em comparação com pioglitazona, nos grupos com níveis de A1C intermediários (-3,42 vs. -1,62 mg/dl, P=0,02) e altos (-4,32 vs. 2,34 mg/dl, P= 0,02), levando a uma redução de 50%.
O efeito dependente da A1C basal sobre os níveis de ácidos graxos livres pode ser mais acentuado com Lantus, possivelmente refletindo maiores reduções na A1C em pacientes com níveis mais elevados de A1C no período basal. Na comparação entre Lantus e rosiglitazona, as reduções nos níveis de ácidos graxos livres foram semelhantes após 24 semanas, mas as reduções nos níveis de triglicérides foram significativamente maiores com Lantus no grupo com baixos níveis de A1C (A1C: 6,4 8,1%, P=0,006). Os níveis elevados de triglicérides são um dos muitos fatores que podem indicar que uma pessoa está em risco de cardiopatia, sendo responsáveis por cerca de 65% das mortes em portadores de diabetes. Os eventos adversos mais comuns nesse estudo foram: infecções e infestações, doenças do sistema nervoso, doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo, alterações gerais e condições do local de aplicação e transtornos gastrintestinais. No geral, os casos de hipoglicemia e hipoglicemia grave ocorreram com maior freqüência em pacientes tratados com insulina glargina, em comparação com aqueles tratados com pioglitazona. Entretanto, não houve nenhuma diferença em relação à hipoglicemia entre os pacientes tratados com insulina glargina e aqueles tratados com rosiglitazona. Os benefícios observados nestes estudos são bastante promissores e serão adicionalmente analisados, uma vez que continuarmos a explorar o potencial cardiovascular do tratamento com Lantus, declarou o Dr. Antonio Tataranni, Vice-Presidente da Área de Metabolismo Clínico da sanofi-aventis. Por exemplo, o estudo ORIGIN, atualmente em andamento, analisará os desfechos cardiovasculares de longo prazo em mais de 12.000 pacientes diabéticos e prédiabéticos. Atualmente, a fase de inclusão de pacientes do estudo ORIGIN já foi concluída e seus resultados são esperados para 2010. Sobre o Abstract Nº 0890-P: Alterações nas Variáveis Lipídicas com Insulina Glargina (GLAR) vs. Pioglitazona (PIO) em Combinação com Sulfoniluréia (SU) ou Metformina (MET)
Esse estudo aberto, randomizado, multicêntrico, de grupos paralelos, de 48 semanas de duração comparou as alterações lipídicas observadas com a terapia adjuvante com Lantus (n=129) e pioglitazona (n=130) em pacientes com diabetes tipo 2 inadequadamente controladas com >50% da dose máxima recomendada de uma sulfoniluréia ou >1.000 mg de metformina. As alterações nos níveis de ácidos graxos livres, triglicérides e HDL foram comparadas nos dois grupos (sulfoniluréia ou metformina). Após 48 semanas, ocorreu redução significativamente maior na A1C nos pacientes que recebiam metformina do grupo de insulina glargina vs. pioglitazona (P<0,024; para a sulfoniluréia após 48 semanas; P= NS). As reduções nos níveis de ácidos graxos livres com Lantus foram significativamente maiores que as da pioglitazona após 24 semanas e 48 semanas para o grupo que recebia sulfoniluréia (semana 24: -3,42 + 0,36 vs. -1,98 + 0,54 mg/dl, P=0,05, semana 48: - 3,78 + 0,54 vs. -1,80 + 0,72 mg/dl, P= 0,03). Sobre o Abstract Nº 0889-P Alterações nos Níveis de Ácidos Graxos Livres (FFA) com Insulina Glargina (GLAR) vs. Tiazolidinedionas (TZDs), De Acordo com os Níveis Basais de A1C no DM2 Esta análise foi baseada no primeiro estudo e em um estudo aberto, randomizado, multicêntrico, de grupos paralelos, de 24 semanas de duração realizado para avaliar as alterações nos níveis de ácidos graxos livres e triglicérides, de acordo com o nível basal de A1C em pacientes com diabetes tipo 2 inadequadamente controlados com uma sulfoniluréia e/ou metformina que receberam terapia adjuvante com Lantus ou rosiglitazona. O pôster analisa os resultados dos grupos pioglitazona e rosiglitazona como dois estudos distintos. No estudo de Lantus (n= 165) vs. pioglitazona (n= 182), os valores lipídicos do período basal e da semana 24 foram disponibilizados para 121 e 129 pacientes, respectivamente. Os níveis basais de A1C dos grupos foram definidos como: baixos (7,1 8,6%), intermediários (8,7 9,7%) e altos (9,8 13,4%). Na comparação de Lantus (n= 105) vs. rosiglitazona (n= 112), os valores lipídicos basais e da semana 24 foram disponibilizados para 87 e 83 pacientes, respectivamente. Nesse caso, os níveis basais de A1C dos grupos foram definidos como: baixos (6,4 8,1%), intermediários (8,2 9,2%) e altos (9,3 11,0%).
No estudo de Lantus -pioglitazona, as reduções nos níveis (média+se) de ácidos graxos livres foram significativamente maiores com Lantus vs. pioglitazona nos grupos com níveis de A1C intermediários (-3,42 +0,54 vs. -1,62 + 0,54 mg/dl, P= 0,02) e altos (-4,32 + 0,54 vs. -2,34 + 0,54 mg/dl, P= 0,02). Na comparação de Lantus -rosiglitazona, as reduções nos níveis de ácidos graxos livres foram semelhantes com insulina glargina e rosiglitazona. As reduções nos níveis de triglicérides foram semelhantes com insulina glargina e pioglitazona em todos os grupos, independentemente dos níveis basais de A1C, e significativamente maiores com a insulina glargina vs. rosiglitazona no grupo com baixos níveis de A1C (-6,48 + 2,52 vs. 3,60 + 2,52, P=0,006). Sobre o Diabetes: O diabetes é uma condição crônica, bastante disseminada, onde o organismo não produz ou não consegue utilizar de forma adequada a insulina, o hormônio necessário para transformar a glicose (açúcar) em energia. Mais de 230 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com a doença. Estima-se que esse número chegue a 350 milhões dentro de 20 anos. 1 Estima-se que mais de 20 milhões de norte-americanos sejam portadores de diabetes, incluindo 6,2 milhões que ainda permanecem sem diagnóstico. 2 Ao mesmo tempo, cerca da metade desses indivíduos já diagnosticados não consegue manter o controle geral padrão da glicemia, representado por níveis de A1C <7%, de acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA). 3 O teste de A1C quantifica a média dos níveis de glicemia ao longo de um período de dois a três meses. Sobre Lantus Lantus, a insulina líder em número de prescrições, é a única insulina de 24 horas aprovada exclusivamente para uso em dose única diária. A atividade de Lantus resulta em um perfil concentração/tempo relativamente constante durante um período de 24 horas, sem picos pronunciados. Esse perfil é que permite que Lantus seja administrada em dose única diária, de acordo com o nível de insulina basal do paciente. A ação prolongada de Lantus proporciona um nível constante de insulina, imitando a secreção (basal) lenta e constante de insulina proporcionada pelo pâncreas normal. Embora a insulina esteja freqüentemente associada ao ganho de peso, um estudo recente revelou que Lantus, quando combinada com drogas antidiabéticas orais, proporcionou controle glicêmico sustentado com ausência de efeitos sobre o peso. 4
A sanofi-aventis anunciou em 2007 que a Comissão Européia e a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA [US Food and Drug Administration] (FDA) aprovaram Lantus SoloStar, uma nova caneta de insulina descartável que vem preenchida com 80 unidades de Lantus. Lantus SoloStar está disponível na Europa desde abril de 2007, será disponibilizada nos Estados Unidos até o Agosto de 2007 e no Brasil a previsão é para o primeiro semestre de 2008. Sobre sanofi-aventis: Sanofi-aventis é um dos líderes mundiais da indústria farmacêutica. O Grupo apóia-se em um programa de pesquisa e desenvolvimento internacional para se colocar na liderança de sete campos terapêuticos estratégicos: doenças cardiovasculares, trombose, oncologia, doenças metabólicas, sistema nervoso central, medicina interna e vacinas. Sanofi-aventis está cotada na Bolsa de Paris (EURONEXT : SAN) e na de Nova Iorque (NYSE : SNY). Declarações Prospectivas: Esse comunicado contém informações e declarações prospectivas (de acordo com a U.S. Private Securities Litigation Reform Act of 1995). Essas declarações não constituem fatos históricos. Essas declarações abrangem projeções financeiras e estimativas, bem como hipóteses sobre as quais estão baseadas declarações relativas a projetos, objetivos e expectativas relacionadas às operações, produtos e serviços futuros ou performances futuras. Essas declarações prospectivas podem ser identificadas pelas palavras "esperar", "antecipar", "acreditar", "planejar" ou "estimar", bem como por outros termos similares. Apesar da diretoria da sanofi-aventis estimar que essas declarações prospectivas sejam razoáveis, os investidores são alertados para o fato de que as mesmas estão sujeitas a numerosos riscos e incertezas, dificilmente previsíveis e, geralmente, fora do controle da sanofi-aventis, o que pode implicar que os resultados e desenvolvimentos esperados divirjam significativamente daqueles que foram expressos, induzidos ou previstos nas informações e declarações prospectivas. Esses riscos compreendem os citados ou identificados nos documentos públicos registrados por sanofi-aventis junto às Autoridades dos Mercados Financeiros (AMF) e na US Securities and Exchange Commission (SEC), incluindo os enumerados nas seções "Cautionary Statement Concerning Forward-Looking Statements" e "Risk Factors" do relatório anual constantes no Form 20-F de sanofi-aventis. A empresa não assume qualquer compromisso de publicar atualizações ou revisões dessas previsões, com exceção das
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