10 PRINCÍPIOS DE CARTOMETRIA

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Transcrição:

10 PRINCÍPIOS DE CARTOMETRIA 10.1 CARTA INTERNACIONAL AO MILIONÉSIMO (CIM) 10.1.1 Histórico No final do século XIX e início do século XX já se tinha quase toda a superfície do planeta mapeada, porém a partir de metodologias e referenciais distintos. Uma solução para tal problema seria homogeneizar a produção cartográfica mundial. Em agosto de 1891, no 5.º Congresso Internacional de Geografia (Berna/Suíça), o professor alemão e geógrafo, Albrecht Penck, propôs pela primeira vez, a padronização do mapeamento do mundo na escala de 1: 1.000.000. Assim, seriam produzidos mapas topográficos do mundo em recortes de folhas na escala do milionésimo que permitiriam aos cientistas estudos em escala global. Várias grupos de estudos e reuniões foram realizadas até a definição do sistema de produção e das especificações gerais destes mapas no 1.º Congresso Internacional de Mapeamento, encontro ocorrido em novembro de 1909 em Londres e organizado pelo Ordnance Survey (Agência Cartográfica Britânica) and the British Foreign Office (Ministério do Exterior Britânico). Neste Congresso foi estabelecido o Plano de Mapeamento Mundial, cujo objetivo era a padronização da CIM (Carta Internacional ao Milionésimo) fornecendo uma carta de uso geral, permitindo a confecção de outras séries cartográficas. Revisões deste projeto foram feitas posteriormente (1913, 1928, 1953) até chegar às características atuais. O projeto é também conhecido como Carta ao Milionésimo ou Carta do Mundo ou Carta Internacional do Mundo ou Carta do Mundo ao Milionésimo ou Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo. 10.1.2 Características técnicas A Carta Internacional ao Milionésimo é uma representação de toda a superfície terrestre, na projeção cônica conforme de Lambert (com 2 paralelos padrões) na escala de 1:1.000.000. A distribuição geográfica das folhas ao Milionésimo foi obtida com a divisão do planeta (representado aqui por um modelo esférico) em 60 fusos de amplitude de 6º, numerados a partir do fuso 180º W - 174º W no sentido Oeste-Leste (Figura 2.13). Cada um destes fusos por sua vez estão divididos a partir da linha do Equador em 21 zonas de 4º de amplitude para o Norte e com o mesmo número para o Sul. 1/6

A divisão em fusos da CIM é a mesma adotada nas especificações do sistema UTM. Na verdade o estabelecimento daquelas especificações é pautado nas características da CIM. Cada uma das folhas ao Milionésimo pode ser acessada por um conjunto de três caracteres: 1.º) letra N ou S - indica se a folha está localizada ao Norte ou a Sul do Equador. 2.º) letras A até U - cada uma destas letras se associa a um intervalo de 4º de latitude se desenvolvendo a Norte e a Sul do Equador e se prestam a indicação da latitude limite da folha. Além das zonas de A a U, existem duas outras que abrangem os paralelos de 84º a 90º. A saber: a zona V que é limitada pelos paralelos 84º e 88º e a zona Z, ou polar, que vai deste último até 90º. Neste intervalo, que corresponde às regiões Polares, a Projeção de Lambert não atende convenientemente a sua representação. Utiliza-se então a Projeção Estereográfica Polar. 3.º) números de 1 a 60 - indicam o número de cada fuso que contém a folha. 10.1.3 Aplicações Fornece subsídios para a execução de estudos e análises de aspectos gerais e estratégicos, no nível continental. 2/6

Figura 2.13 Carta Internacional ao Milionésimo 3/6

10.1.4 Abrangência no Brasil Sua abrangência é nacional, contemplando um conjunto de 46 cartas. O Território Brasileiro é coberto por 08 (oito) fusos. (Figura 2.14) Figura 2.14 O Brasil dividido em fusos de 6º 10.2 Índice de nomenclatura e articulação das folhas (ou cartas) Este índice tem origem nas folhas ao Milionésimo, e se aplica a denominação de todas as folhas de cartas do mapeamento sistemático (escalas de 1:1.000.000 a 1:25.000). A Figuras a seguir apresentam as referidas nomenclaturas das cartas. 4/6

5/6

10.3 Mapa Índice Além do índice de nomenclatura (convenção internacional), no Brasil dispomos também de um outro sistema de localização de folhas. Neste sistema numeramos as folhas de modo a referenciá-las através de um simples número, de acordo com as escalas. Assim: - para as folhas de 1:1.000.000 usamos uma numeração de 1 a 46; - para as folhas de 1:250.000 usamos uma numeração de 1 a 550; - para as folhas de 1:100.000, temos 1 a 3036; Estes números são conhecidos como "MI" que quer dizer número correspondente no MAPA-ÍNDICE. O número MI substitui a configuração do índice de nomenclatura para escalas de 1:100.000, por exemplo, à folha SD-23-Y-C-IV corresponderá o número MI 2215. Para as folhas na escala 1:50.000, o número MI vem acompanhado do número (1,2,3 ou 4) conforme a situação da folha em relação a folha 1:100.000 que a contém. Por exemplo, à folha SD-23-Y-C-IV-3 corresponderá o número MI 2215-3. Para as folhas de 1:25.000 acrescenta-se o indicador (NO,NE,SO e SE) conforme a situação da folha em relação a folha 1:50.000 que a contém, por exemplo, à folha SD- 23-Y-C-IV-3-NO corresponderá o número MI 2215-3-NO. A aparição do número MI no canto superior direito das folhas topográficas sistemáticas nas escalas 1:100.000, 1:50.000 e 1:25.000 é norma cartográfica hoje em vigor, conforme recomendam as folhas-modelo publicadas pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército, órgão responsável pelo estabelecimento de Normas Técnicas para as séries de cartas gerais, das escalas 1:250.000 e maiores. 6/6